Celebrar os 20 anos do sepultamento da proposta da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), da resistência ao imperialismo estadunidense e, por consequência, saudar também a história e a resiliência dos movimentos sociais e dos sindicatos. Esses foram os objetivos do encontro intitulado “Pela soberania dos povos, contra a direita e o neoliberalismo”, realizado nos dias 4 e 5 de novembro, em Mar del Plata, na Argentina.
Não por coincidência, foi nesta mesma cidade, duas décadas atrás, que, durante a 4ª Cúpula das Américas, se consolidou o fim do embate em torno da ALCA, com a manutenção da soberania dos povos sul-americanos.
O evento, promovido por 12 entidades, trouxe discussões sobre democracia, o contexto e o significado histórico do “não à ALCA”, além dos desafios da integração e da soberania regional.
Participaram da atividade representando o CPERS a presidenta da entidade, Rosane Zan, e as(os) diretoras(es) Elbe Belardinelli, Leonardo Preto, Sandra Regio, Sandra Santos, Sandra Silveira e Vera Maria Lessês, além de representantes parceiras(os) das centrais sindicais e da CNTE.

Para a presidenta do Sindicato, “é preciso reafirmar que as políticas públicas, como educação, saúde e segurança, são deveres dos nossos Estados. Devemos assegurar essas políticas na América Latina, porque isso faz parte e garante a nossa soberania”, afirma Rosane.
Preservar a soberania dos países do sul global nem sempre esteve na pauta dos governos que atravessaram o continente, mas, neste momento, essa é uma onda que deve seguir fluindo, trazendo uma brisa de orgulho e um vento capaz de derrubar qualquer tipo de complexo de vira-lata.
A América do Sul é um continente valioso, não apenas por sua riqueza, mas também por seu povo, que seguirá, ao lado dos movimentos sociais, dos partidos e dos sindicatos, mantendo a democracia viva!





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