CPERS pressiona e governo acena com possibilidade de abertura de mesa de negociação


Na manhã desta quarta-feira (20), representantes da direção estadual do CPERS reuniram-se com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, para apresentar a reivindicação de valorização salarial para TODAS as(os) trabalhadoras(es) da educação: funcionárias(os) e professoras(es), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade.

O encontro, que deveria ter ocorrido na semana passada, mas foi adiado, ocorre após a votação do Piso, que deixou de fora do reajuste parte significativa da categoria. Os dirigentes sindicais cobraram explicações do governo pela falta de diálogo em um momento tão importante para as educadoras(es) e exigiram a abertura de uma mesa de negociação para tratar o tema. 

A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro reforçando as principais pautas de reivindicação da educação, que serão levadas para a Assembleia Geral da categoria, nesta sexta-feira (22).

“Precisamos retomar a discussão sobre o básico dos funcionários de escola, R$ 657,97 é uma vergonha. O governador já acenou que o aumento do básico deveria ser de, no mínimo, R$1.500. Precisamos saber quando isso vai acontecer. O governo também tem que rever urgentemente o desconto das verbas indenizatórias do completivo desta parcela da categoria e também a revisão geral dos salários para a garantia que nossos aposentados tenham aumento real”, salientou a presidente.

Salário defasado, endividamento, adoecimento e sobrecarga de trabalho foram alguns dos pontos apresentados pelos representantes do CPERS durante a reunião, reforçando a situação calamitosa das(os) agentes educacionais. A invisibilidade destas(es) servidoras(es), por parte do governo, chegou ao limite e a educação não pode mais esperar. 

Funcionárias(os) de escola estão há quase 10 anos sem um reajuste real — já que os valores são descontados do completivo —, e padecem com os menores salários entre os servidores estaduais. 

Ainda durante a reunião, representantes do Departamento de Aposentadas(os) do CPERS entregaram ao secretário a carta tirada do Encontro de Aposentadas(os) do Sindicato, realizado nos dias 5 e 6 de março, em Nova Petrópolis. No documento, as cerca de 500 educadoras(es) presentes no evento denunciam o etarismo praticado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) e as consequências do Desconto da Previdência após uma vida dedicada à educação dos filhos e filhas dos gaúchos. 

A assessoria jurídica do CPERS, representada pelo advogado Marcelo Fagundes, informou que o descaso da gestão estadual com a situação das aposentadas(os) será levado aos tribunais. 

Após ouvir as falas do Sindicato, o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, informou que um estudo sobre a pauta do salário básico das(os) funcionárias(os) já está sendo encaminhado, mas não informou o prazo para a apresentação da proposta. 

Ao fim do encontro, o CPERS frisou a necessidade de a categoria ser chamada para analisar a proposta antes que ela vá para a Assembleia Legislativa e isso só será possível com a abertura de uma mesa de negociação para tratar estes temas com mais seriedade. 

“Saímos da reunião com a promessa da abertura de diálogo, mas para isso acontecer, de fato, reforço a importância da participação de todos e todas na nossa Assembleia Geral desta sexta-feira. O dia 22 será crucial para avançarmos em nossas reivindicações. Somente unidos e fortes dobraremos este governo que insiste em nos invisibilizar, vamos mostrar a nossa força!”, conclamou a presidente Helenir após o encontro.

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