CPERS participa de reunião do Coletivo de Comunicação da CNTE


Com o objetivo de compartilhar experiências e boas práticas entre as entidades filiadas, a CNTE promoveu, nesta segunda (19) e terça-feira (20), em Brasília, o encontro do Coletivo de Comunicação da Confederação. Os desafios e o planejamento das ações de comunicação dos sindicatos para 2024 estiveram no centro do debate.

Representando a Comissão de Comunicação do CPERS, participaram da reunião os diretores, Leonardo Preto Echevarria e Sandra Régio. 

“Esse encontro do Coletivo da Comunicação da CNTE foi muito importante no que tange às experiências vividas na comunicação por vários sindicatos do Brasil. Também tivemos a oportunidade de apresentar as nossas experiências e o que estamos fazendo no CPERS e o que a gente pode estar levando para o nosso associado”, destaca a diretora Sandra.

“Debatemos vários assuntos referentes à comunicação, como a regulamentação das mídias, a participação efetiva das entidades no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, iniciativas de reunião com a Abraço Brasil, que é a associação das rádios comunitárias. Também tiramos uma propositiva de um grande seminário sobre a Palestina e a organização de um encontro da comunicação em outras capitais”, analisa o diretor Leonardo.

Coordenada pelo secretário de Imprensa e Divulgação da CNTE, Luiz Vieira, a primeira parte da programação contou como uma análise histórica da conjuntura da educação e da política internacional. Além disso, também foi dado destaque às ações que precisam da mobilização e fortalecimento vindo dos trabalhadores(as). Um dos exemplos, foi a necessidade de defesa da Conae 2024, que tem sofrido ameaças e tem sido alvo de desinformação por parte da mídia e de membros políticos da direita.

Painel sobre os meios de comunicações

Ainda no primeiro dia, o encontro contou com as contribuições do jornalista e representante do Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC/DF), Marcos Urupá, no panorama sobre os meios de comunicação. Em sua fala, o jornalista trouxe uma análise sobre a relevância e a influência que os meios tradicionais, como rádio e TV, e a diferença de alcance e trabalho nestes, comparada às novas mídias digitais.

“Um serviço público e gratuito”, afirmou ao explicar a importância dos meios de radiodifusão na comunicação com a sociedade. “As redes sociais são importantes, mas elas por si só não dão conta do debate público como um todo. Isso acontece, pois elas exigem muito das instituições. Tem a necessidade de ter um corpo que crie alguma interação e engajamento. Você precisa de alguém profissional para trabalhar com isso”, relatou.

“Então, eu faço esse panorama para dizer como é necessária a comunicação estratégica, e isso é constituído a médio e longo prazo, sendo bom para diversos departamentos, não só para aquele que é profissional da comunicação”, finalizou.

Entidades compartilham experiências na comunicação com trabalhadores

No segundo dia de reunião, em breves apresentações, cada um dos representantes das entidades teve a oportunidade de compartilhar as estratégias de comunicação investidas por suas entidades no diálogo com a base. 

Entre as exposições, uma questão levantada pela secretária-Geral da CNTE, Fátima Silva, destacou a necessidade de não deixar a comunicação dos sindicatos ter uma personificação. “Muitas vezes, as nossas entidades carregam também uma personificação na comunicação que não é a sua identidade. Pode parecer que é voltada para promoção de determinados dirigentes”, explicou.

Para Ana Paula Messeder, assessora de Comunicação para a CNTE, outro fator importante é que os sindicatos mantenham seus websites atualizados como um repositório de informação. 

“(Os sites) não podem ser religados em detrimento das redes sociais. É pelo site que as entidades, as pessoas e a população conhecem o sindicato. Lá está a posição política, a linha editorial, todo o conteúdo e histórico”, reforçou.

“O conteúdo do site precisa estar sempre atualizado, porque eles são fontes de informação para a mídia, jornalistas e também para pesquisadores. Então esse material tem que ser de fácil acesso. Essa é uma preocupação a se ter”, finalizou.

Ana também reconheceu o benefício das pílulas de informações trabalhadas nas mídias sociais de algumas entidades. Entretanto, alertou a necessidade de pensar em estratégias de diálogo com a parcela do público da base que não utiliza redes sociais para se informar. 

“Quais são os instrumentos que nós temos que usar para engajar mais essas pessoas, né? Então, não podemos perder de vista que é importante ter um jornal impresso, por exemplo, para as pessoas que gostam do papel”, disse.

Ato contra o genocídio na Palestina e homenagem à Raquel Ghizone

Durante o encontro, os dirigentes também se manifestaram em solidariedade ao povo palestino. Com placas e dizeres de “Palestina: Pare o genocídio já”, e “salve as crianças palestinas”, o momento foi registrado em vídeos e fotos para reprodução nas redes sociais.

Já para o fim, outra homenagem foi feita, desta vez à educadora, sindicalista e militante, Raquel Ghizone. Em nome desta, essa edição do encontro foi rebatizado para “Coletivo de Comunicação Raquel Ghizone”.

Encaminhamentos

Como resultado dos debates realizados nos dois dias de Coletivo, foram apontados os seguintes encaminhamentos:

1) Apoiar todas as iniciativas que combatam políticas conservadoras no campo educacional;
2) Engajar entidades do meio educacional/sindical na pauta legislativa de interesse da classe trabalhadora;
3) Fomentar atividades culturais com grupos locais como eixo de mobilização e formação;
4) Fomentar nas redes sociais a política da cultura de paz nas escolas;
5) Fomentar a produção de matérias jornalísticas que pautem a democracia ou a falta dela nas escolas;
6) Dar destaque a candidaturas progressistas comprometidas com a defesa da educação pública nos estado e municípios;
7) Fazer um mapeamento para identificar os políticos que são inimigos da educação, para ser usado como instrumento no período eleitoral;
8) Engajar a luta para a regulamentação das plataformas digitais;
9) Levantamento local das rádios e TVs comunitárias para parceria com as redes de comunicação das entidades;
10) Buscar forjar parceria nos estados e municípios com os jornais Brasil de Fato e Brasil Popular;
11) Fomentar o envio de informações das entidades para o “Giro nos Estado” da CNTE;
12) Engajamento nas redes da CNTE pelas direções sindicais; e
13) Fomentar a realização de encontros, seminários e oficinas sobre comunicação sindical.

Com informações da CNTE

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