O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, participou nesta segunda-feira (3) da abertura do IV Seminário Nacional de Educação Integral, realizado no Salão de Atos da UFRGS.
O evento, que celebrou os 40 anos dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), reuniu especialistas, gestoras(es) e educadoras(es) de todo o país em torno do tema “Sustentar e Ampliar o Direito à Educação Integral no Brasil: contribuindo para a construção de uma política nacional.”

Promovido em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a UFRGS e diversas redes e instituições, o seminário integra o encontro da Rede Nacional de Formação para Educação Integral (Renapeti) e busca fortalecer o diálogo sobre os desafios contemporâneos da educação pública brasileira.
Durante a mesa de abertura, intitulada “Educação Integral e o Projeto de País Ainda Adiado: muitas vozes para refletir e construir”, Alex Saratt destacou os 80 anos de trajetória do CPERS e a luta permanente do Sindicato pela valorização profissional, infraestrutura escolar digna e defesa do ensino público como direito social.

“Se falamos em educação integral, precisamos também discutir os projetos de desintegração que afetam a escola pública, especialmente com a entrada da iniciativa privada na educação gaúcha”, afirmou o dirigente. Ele reforçou ainda a necessidade de lutar pela aprovação de um Plano Nacional de Educação avançado, de retomar o investimento público, garantir 10% do PIB para a educação e enfrentar as políticas de ajuste fiscal e de juros altos que limitam o desenvolvimento do país.
Alex também relembrou o legado dos CIEPs, idealizados por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, como símbolo de uma escola pública de tempo integral, voltada à formação cidadã e à igualdade de oportunidades. “Se os 500 CIEPs do Brizola e do Darcy tivessem sido multiplicados ao longo dos anos, certamente teríamos um Brasil mais justo, e não as tragédias sociais que vemos hoje, como a chacina promovida pelo governo do Rio de Janeiro na semana passada”, observou.
Para o CPERS, a educação integral é um instrumento de transformação social, capaz de reduzir desigualdades e promover desenvolvimento humano, desde que sustentada por financiamento público adequado e valorização das(os) educadoras(es). O Sindicato defende que o Rio Grande do Sul precisa ampliar com urgência o número de matrículas em tempo integral, pois o estado ocupa hoje o 4º pior índice do país, conforme dados do Censo Escolar de 2024.
Com caráter interinstitucional e plural, o seminário segue até o dia 5 de novembro, reunindo diversas vozes comprometidas com a construção de um projeto nacional de educação integral que reafirme o papel da escola pública na formação de um país mais justo e democrático.
Crédito das fotos: Hiashine Florentino
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