O CPERS deu início, nesta terça-feira (3), à Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia, marcando o começo de uma jornada de quatro semanas que percorrerá os 42 núcleos da entidade em todo o Rio Grande do Sul. O ponto de partida foi nas regiões de Rio Grande (6º Núcleo) e Estrela (8º Núcleo), com visitas às escolas, diálogo com a categoria, mobilização nas comunidades e um chamado firme à unidade e à resistência.

A pergunta que move a Caravana é direta e urgente: que projeto de educação pública queremos para o futuro do Rio Grande do Sul? Em um ano eleitoral, em que estarão em disputa distintos projetos de Estado, o Sindicato vai ao encontro das(os) educadoras(es) para construir, no chão da escola, esse debate fundamental.

“Podemos dizer que este primeiro dia foi muito positivo. Conseguimos fazer o debate com a nossa categoria, no chão da escola, sobre qual o projeto de educação pública que queremos para o Estado. Precisamos sim fazer esse debate, porque os projetos estão em disputa”, afirmou a presidente do CPERS, Rosane Zan.

A dirigente destacou ainda a preocupação com o avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs) em unidades estaduais. Em Rio Grande, a comitiva visitou escolas que integram a lista de possíveis PPPs e ouviu a posição firme das comunidades escolares contrárias à entrega da gestão à iniciativa privada. “Esse projeto que está hoje no Piratini não atende às políticas sociais e públicas, atende principalmente aos interesses do mercado. Precisamos de muita unidade e força da nossa categoria para garantir um projeto de educação laica, democrática e de referencial social. A luta continua.”

Além do debate político, a Caravana também cumpre um papel essencial de escuta e acolhimento neste início de ano letivo. A sobrecarga de trabalho, o excesso de burocracia, o adoecimento da categoria e a falta de profissionais nas escolas foram temas recorrentes nas conversas.

“Esse primeiro dia só confirmou o que já sabíamos sobre a sobrecarga enfrentada por professores, funcionários, diretores e supervisores. É notório o adoecimento. Estar nas escolas agora é trazer acolhimento, ouvir os colegas e levantar a chama da resistência. É só com luta que a educação pública se mantém viva”, ressaltou a diretora Andrea da Rosa.
Em Estrela, o diálogo também evidenciou a necessidade de reorganização e mobilização diante do cenário político que se desenha. “É o início de um ano determinante. Precisamos debater com a categoria o futuro da educação do nosso Estado, porque o futuro depende, principalmente neste ano eleitoral, de quem vai tocar a política educacional gaúcha. Queremos um projeto diferente do que temos hoje com o governo Leite”, afirmou o diretor Celso Dalberto.

A valorização das(os) funcionárias(os) de escola também esteve no centro das discussões. “Conversamos sobre a falta de profissionais e a preocupação salarial, pois muitos ainda aguardam por anos um reajuste ou valorização salarial”, destacou o diretor Leandro Parise, reforçando que a luta salarial é parte indissociável da defesa da escola pública.

Para a diretora Daniela Peretti, o momento exige clareza política e compromisso com um projeto que rompa com a lógica de mercantilização da educação. “Neste ano decisivo, é fundamental eleger um projeto que compreenda a educação como investimento e não como gasto; que reconheça a importância dos professores e funcionários de escola; que fortaleça a gestão democrática e o respeito às comunidades escolares”.

Ao longo do dia, as(os) dirigentes também concederam entrevistas a rádios locais, ampliando o debate com a sociedade sobre temas como valorização salarial, mercantilização e privatização da educação, novos concursos públicos, o julgamento da ADI 6254 e o orçamento destinado à área. Em Rio Grande, a mobilização se estendeu até o fim da tarde, com panfletagem no terminal de ônibus da General Netto, na Praça Tamandaré, dialogando diretamente com a população sobre os rumos da educação pública estadual.

Representando a Direção Central, acompanharam o roteiro em Rio Grande a presidente Rosane Zan e as(os) diretoras(es) Sandra Silveira, Sandra Regio, Andrea da Rosa, Guilherme Bourscheid e Daniela Peretti. Em Estrela, a comitiva foi formada pelas(os) diretoras(es) Leandro Parise, Vera Maria Lessês, Juçara Borges, Celso Dalberto e Elbe Belardinelli, com apoio das representações dos núcleos sede e da região.

A Caravana do CPERS seguirá na estrada, pulsando a luta por uma educação pública de qualidade, com respeito, valorização e dignidade para quem a constrói todos os dias. Nesta quarta-feira (4), a mobilização chega às regiões de Guaporé (3º Núcleo) e Pelotas (24º). É tempo de somar forças, ocupar os espaços e fazer ecoar nossa voz em cada escola e comunidade. Participe das atividades do seu Núcleo e fortaleça essa caminhada coletiva em defesa da educação pública!
>>> Confiras as escolas visitadas nesta terça-feira (3):
>> 6° Núcleo (Rio Grande):
> Rio Grande:
EEEM Bibiano de Almeida
EEEM Silva Gama
EEEF Cel. Juvêncio Lemos
EEEM Dr. Augusto Duprat
EEEM Barão do Cerro Largo
ETE Getúlio Vargas
EEEF Alm. Tamandaré
EEEM Prof. Lorea Pinto
EEEM Emilio Luiz Mallet
> Chuí:
EEEM Marechal Soares Andrea
> São José do Norte:
EEEM São José
EEEF Marques de Souza
> Santa Vitória do Palmar:
EEEB Manoel Vicente do Amaral
EEEF Prof. Abílio Azambuja
CE Santa Vitória do Palmar
>> 8º Núcleo (Estrela):
> Bom Retiro:
EEEF de Brasilia
CE Jacob Arnt
> Lajeado:
CE Presidente Castelo Branco
EEEF São João Bosco
EEEM Santo Antônio
> Taquari:
EEEF Júlio de Castilhos
IEE Pereira Coruja
EEEM Barão de Antonina
EEEM Barão de Ibicuí
EEEF Dr. Antônio Porfirio de Menezes Costa
EEEF Professora Ana Job
EEEF Nardy de Farias Alvim
> Teutônia:
EEEM Gomes Freire de Andrade
EEEM Reynaldo Affonso Augustin
EEEM Tancredo de Almeida Neves
> Fazenda Vilanova:
EEEM Fazenda Vilanova
> Cruzeiro do Sul:
EEEM João de Deus
Flores da Cunha:
EEEM São Rafael
> Santa Clara do Sul:
EEEM Santa Clara
>> Veja mais fotos do primeiro dia da Caravana do CPERS 2026:


















































































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