CPERS e FSP seguem em jornada pelo Rio Grande do Sul por salários dignos e contra a reforma do IPE Saúde


Em cada canto do Rio Grande do Sul, o CPERS e a Frente dos Servidores(as) Públicos (FSP) proclamam a sua resistência contra a reforma cruel do IPE Saúde e a defesa de salário digno para todos(as).

Nesta quinta-feira (15), dirigentes do Sindicato denunciaram os prejuízos devastadores do projeto de reestruturação do Instituto (PLC 259), proposto por Eduardo Leite (PSDB), nas regiões que abrangem os núcleos de Vacaria (30º), Cerro Largo (36°), Carazinho (37°), Santa Rosa (10º), Tramandaí (13º) e Cachoeirinha (22º).

O PLC 259 pode ser votado no dia 20 pelos deputados(as), na Assembleia Legislativa. Se for aprovado, traz um aumento avassalador nos descontos mensais dos beneficiários(as) do IPE Saúde, o que prejudica o orçamento de milhares de famílias que dependem desse serviço vital. 

Os nove anos de congelamento salarial tem dilacerado a dignidade dos educadores(as) e demais servidores(as). É urgente que o governo abra uma mesa de diálogo com os trabalhadores(as) para debater o índice de Revisão Geral da inflação nos salários.

O superávit orçamentário, as isenções fiscais bilionárias e os reajustes nos altos salários são provas claras de que é viável salvar o IPE Saúde, desde que haja vontade política.

“Se vocês pagarem a dívida de mais de R$ 700 milhões ao IPE Saúde, não haverá necessidade dessa reforma. A solução está clara, é hora de fazer a coisa certa”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante audiência que ocorreu na Câmara de Vereadores de Vacaria.

Também estiveram presentes a diretora do 30° Núcleo, Joara Dutra Vieira, o vice-diretor Osmar Emilio Mussatto e a tesoureira Nelita Ferreira, além de Gentil Lovatel, representante do Sindicaixa, Giovani Rodrigues Pereira, do Sindiágua, Olivia Carraro Presidente do Sindicato dos Municipários de Vacaria (SIMVA) e Plínio Bernardi Presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (ASSTBM).

Após a audiência em Vacaria, a presidente também debateu o tema na Câmara de Vereadores de Tramandaí, que contou com a presença da diretora do 13º Núcleo, Marli Aparecida de Souza, além de representantes do Sindjus, Abamf, Abergs, Aofergs, Ugeirm, Sindipen, Sindsepers e ASSTBM.

Em Cachoeirinha, Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS, evidenciou que o PLC 259 prejudica quem ganha os menores salários no Estado.

“Os servidores gaúchos estão na miséria. A reforma do IPE Saúde de Eduardo Leite é uma perversidade sem tamanho com todos nós”, exclamou.

Em plenária na cidade de Cerro Largo, a secretária-geral do Sindicato, Suzana Lauermann, denunciou as consequências cruéis do projeto de reestruturação do IPE Saúde.

“Não vamos admitir que o governo coloque em nossos ombros a culpa pela crise do IPE e, mais uma vez, ataque nossos direitos. O que Eduardo Leite não fala é que o governo deve ao Instituto, só em precatórios e RPVs, R$ 356 milhões”, denunciou.

“Esse projeto é desumano. Qual a justificativa do governo de taxar mais aqueles que ganham menos? Não tem explicação. Como os funcionários de escola que recebem um salário base de R$ 657 reais vão conseguir se manter no plano?”, questionou a diretora do CPERS, Sandra Régio.

A atividade também contou com a presença da diretora do 36° Núcleo, Romi Geneci Rohleder Gertz.

No município de Carazinho, o diretor Amauri Pereira convocou todos os trabalhadores(as) para a Paralisação Estadual em defesa do IPE Saúde e por salário digno, que acontecerá na próxima terça-feira (20), em Porto Alegre.

“Dia 20, é importante a gente estar em peso em Porto Alegre, fazer pressão no governo e nos deputados estaduais. Temos que mostrar força da nossa categoria, junto com os demais servidores, para barrarmos esse projeto”, conclamou Amauri.

Cássio Ritter destacou a cobrança dos dependentes como um dos pontos mais cruéis do projeto. 

“O cônjuge, filhos e demais dependentes vão começar a pagar, nesse novo projeto. Cobrar dos dependentes não vai resolver o problema financeiro do IPE Saúde. A saída é o governo reajustar anualmente os salários de todos os servidores estaduais”, afirmou Cássio. 

“Esse projeto tem dois grandes problemas. Um é estar em regime de urgência e outro é colocar os aposentados como um grande problema para o Instituto.O que estamos vendo é o extermínio dos idosos no RS “, observa Isaac Ortiz, presidente do Ugeirm.

Marcelo Fagundes, advogado da assessoria jurídica do CPERS, detalhou os impactos do PLC 259 aos servidores estaduais. 

“Os servidores vão ter que escolher quem vai deixar no IPE Saúde. Como um pai ou uma mãe vai escolher quem deixar no plano? Como vão prever quem vai adoecer, quem vai precisar de tratamento médico”, observou Marcelo.

O debate também contou com a participação de Adelia Menezes dos Santos, diretora do 37° Núcleo, Alceno Silveira, presidente da Abecar, e Natalino da Silva, diretor regional do Planalto do Sindiágua/RS.

Em Santa Rosa, a diretora do CPERS e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, deixou evidente que a verdadeira intenção do governo é privatizar o IPE Saúde.

“Essa reforma do governo revela sua verdadeira intenção: abrir as portas para a privatização gradual do IPE Saúde. A qualidade e o acesso aos serviços essenciais do Instituto estão em perigo. Isso é inaceitável”, afirmou a diretora Vera Lessês.

Também esteve presente na plenária a diretora do 10º Núcleo, Eloisa Maria Womer, além de representantes do Sindicaixa.

Além de percorrer todo o estado debatendo com a base em plenárias e audiências públicas, o CPERS também tem denunciando os prejuízos da proposta na imprensa de cada região.

É preciso estarmos mobilizados(as) neste momento crucial. Na terça-feira (20), o Sindicato e a FSP convocam todos(as) os trabalhadores(as) para a Paralisação Estadual em defesa do IPE Saúde e por salários dignos, com concentração às 9h em frente ao CPERS, seguida por uma caminhada até o Palácio Piratini. À tarde, realizaremos uma Assembleia Geral Unificada na Praça da Matriz. Venha a Porto Alegre e lute conosco! Entre em contato com seu núcleo e mobilize-se!

  

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