Nesta terça-feira (20), a presidente do CPERS, Rosane Zan, e a diretora Sandra Santos representaram o Sindicato em uma reunião aberta do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Neeja) Paulo Freire, em Porto Alegre. A instituição enfrenta a ameaça de redução em seu quadro de recursos humanos, incluindo professoras(es) e funcionárias(os), por parte da Seduc.
Há muitos anos, o CPERS acompanha a situação do Neeja Paulo Freire, que resiste para se manter em funcionamento mesmo diante de desafios estruturais. A ausência de profissionais impacta diretamente o direito à educação de jovens e adultas(os) e integra uma luta mais ampla em defesa da escola pública, da valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação e do acesso democrático ao ensino.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e na inclusão social no país, contribuindo para a redução de desigualdades históricas. No entanto, no Rio Grande do Sul, a modalidade vem sofrendo uma redução contínua de matrículas. Em 2024, último censo realizado pelo Fórum EJA, o número caiu para 77 mil, representando uma diminuição de 13,4% em relação a 2023.
Para a presidente do Sindicato, essa situação faz parte de uma estratégia do governo Eduardo Leite (PSD), que, ao lado do vice-governador Gabriel Souza (MDB) e da secretária de Educação, Raquel Teixeira, busca reduzir o quadro de educadoras(es) como forma de atacar a educação pública gaúcha.

“Nós, do CPERS Sindicato, afirmamos a importância das EJAs e NEEJAs, que precisam de políticas de investimento tanto na valorização das(os) trabalhadoras(es) em educação quanto na abertura de novas turmas para as(os) estudantes. Há dados que apontam o crescimento do analfabetismo, mesmo após a criação do Pacto Nacional contra o Analfabetismo pelo governo federal. A qualidade da educação pública não pode ser um ‘fazer de conta’, mas o resultado de investimentos reais no trabalho pedagógico”, afirma Rosane Zan.
Para o CPERS, a educação é um direito humano fundamental e deve ser garantida a todas e todos, independentemente da idade. Defender o Neeja Paulo Freire é defender a escola pública, a valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação e o acesso democrático ao ensino como política de Estado, e não como uma ação provisória ou secundária.
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