Alertar a população sobre as consequências da privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e pressionar para que o governo cumpra com a promessa feita durante a campanha eleitoral de 2018, pelo governador eleito Eduardo Leite (PSDB), de não privatizar a estatal. Foi com esse intuito que os servidores(as) foram às ruas nesta quinta-feira (8).
A privatização da empresa foi autorizada pela Assembleia Legislativa em agosto de 2021. Com lance mínimo de R$ 4,1 bilhões, o leilão está marcado para o dia 20 de dezembro.
Segundo o presidente do Sindiágua, Arilson Wünsch, o valor mínimo estipulado para a venda da estatal é equivalente à arrecadação de 1 ano e 3 meses da empresa, e pelo preço equivalente ao lucro de apenas quatro anos.

O ato público iniciou com concentração no Largo Glênio Peres, na capital. No local, Wünsch, lembrou que no dia 20 de dezembro de 2017 foram extintas, pelo governo Sartori (MDB), diversas fundações. “Na época pressentíamos que o nosso dia 20 também chegaria. Mas nós já derrotamos eles três vezes, agora não será diferente. Essa união e força que se formou no Rio Grande do Sul vai impedir que vendam mais um patrimônio nosso”, afirmou.
“Hoje, nosso movimento tem o objetivo principal de barrar o crime que está sendo cometido pelo governo do Estado contra o patrimônio de todos os gaúchos e gaúchas”, disse o diretor do Sindiágua, Vinícius Giordani.
Logo após, os manifestantes seguiram em caminhada até o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O CPERS, que sempre apoiou a manutenção da Corsan pública, esteve, mais uma vez, no ato em apoio a essa justa luta. “Se é um compromisso do governo Lula rever o marco regulatório, a grande pergunta que fica é: por que a pressa? O que vemos aqui no Estado é o desmonte das empresas públicas. Nós seguimos juntos na defesa de um estado forte, do serviço público e dos empregos dos nossos companheiros da Corsan e do DMAE”, salientou a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.
O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, ressaltou que privatizar a Corsan é um atentado contra o povo gaúcho. “Cientes da intenção e compromisso do governo Lula em alterar o marco regulatório e fortalecer políticas e empresas públicas na área de água e saneamento, o governo estadual apressa-se em vender o patrimônio estatal e penaliza a população ao transformar um direito em vil mercadoria. Lutaremos até as últimas instâncias para impedir o fim da Corsan”, afirmou.
O ato encerrou em frente à sede da Companhia com manifestações em repúdio à privatização da estatal e o fortalecimento da luta para que a Corsan permaneça como uma empresa pública, que presta um serviço de qualidade à população do Rio Grande do Sul.
















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