Na noite desta terça-feira (26), educadoras(es), estudantes, pais e responsáveis do CE Diva Costa Facchin, localizado em Cachoeira do Sul (4º Núcleo do CPERS), reuniram-se na instituição para manifestar força e união em favor da manutenção do Ensino Fundamental completo na escola, mantendo uma tradição histórica que atende gerações de famílias e estudantes há mais de 50 anos.

Na ocasião, demonstrando união e resistência para lutar contra a municipalização, educadoras(es), pais, estudantes e comunidade escolar deram as mãos e fizeram um abraço simbólico ao colégio.
De forma autoritária, o governo de Eduardo Leite (PSDB) informou à diretora da instituição que não seriam abertas inscrições nas turmas do 1º ano do Ensino Fundamental para 2025, deixando claro o projeto de municipalização em andamento.
O colégio atende atualmente cerca de 600 estudantes, nos três turnos, ofertando Ensino Fundamental, Médio e Técnico.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, acompanhado do vice-presidente do 4º Núcleo, Jucemar Gonçalves da Costa, do tesoureiro Carlos Bernabé Rodrigues da Paixão e dos membros da direção do Núcleo: Nara Elisa de Lara Machado, Diego Tischeler Rosso e Giuliano Teixeira, esteve presente na atividade.
Alex manifestou que o Sindicato, através da direção central e do Núcleo, estarão postados ao lado da comunidade escolar na defesa do direito à educação para as crianças e suas famílias e pelo cumprimento do dever de ofertar escola pública pelo Estado e garantir emprego e trabalho para professoras(es) e funcionárias(os). “Enfrentaremos a tentativa enviesada de municipalização com a coragem e o compromisso de impedir sua consecução em Cachoeira do Sul, e também nos demais municípios. A luta unitária é o caminho para superar esse ataque contra a educação”, destacou o 1º vice-presidente.
Nara frisa que a escola é uma parte atuante e viva da comunidade onde está inserida, no bairro Ponche Verde e arredores, além do sentimento de pertencimento e acolhimento entre o colégio e a comunidade. “É uma escola que tem uma história onde pais e avós estudaram, então é a parte afetiva também. Não existe perto uma outra escola estadual, essa mudança vai dificultar a questão financeira dos pais que terão que pagar pelo transporte. Muitas mães dizem que vão até ter que parar de trabalhar para cuidar do transporte dos filhos”, afirma.
A vice-diretora da instituição, Mônica Huegel, salienta que essa situação é muito séria, ainda mais quando estado e município não debatem o assunto com a comunidade. Outra questão que preocupa a educadora é o fato de não terem outras escolas estaduais por perto, e as municipais também serem distantes. “Nós entendemos que o processo de municipalização deve ser amplamente discutido com a comunidade escolar. O estado e o município devem apresentar o plano para as comunidades. A forma de imposição, sem diálogo e sem informações consistentes para as famílias da nossa comunidade foi desrespeitosa”, reforça Mônica.

A comunidade escolar está fazendo um abaixo-assinado pedindo a abertura das turmas do 1º ano do Ensino Fundamental na escola e já conta com mais de 400 assinaturas, o qual será entregue ao Ministério Público e à 24ª CRE, nesta quinta-feira (28). O CPERS e a União Cachoeirense de Associações de Bairro (UCAB) estarão juntos na atividade. Já na próxima segunda-feira (2), ocuparão a Tribuna Popular da Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul por iniciativa conjunta com o mandato da professora e vereadora Telda Assis (PT).
O CPERS segue vigilante e na luta para barrar a municipalização no CE Diva Costa Facchin, assim como em todas as escolas estaduais ameaçadas. Não permitiremos que Eduardo Leite (PSDB) concretize o seu projeto de desmantelamento da educação pública estadual do Rio Grande do Sul!







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