Comunidade da EEEF Maria Saturnina Ruschel de Feliz reforça luta contra municipalização forçada


Mobilizada para impedir a municipalização da EEEF Maria Saturnina Ruschel da cidade de Feliz, a representante municipal do Conselho do 14° Núcleo do CPERS, professora Tere Klein, foi até a tribuna da Câmara de Vereadores do município, em sessão ordinária, nesta segunda (26), para defender a escola e lutar contra a medida arbitrária e unilateral do governo.

Durante as férias escolares, a comunidade foi surpreendida pela informação de que a sua instituição seria municipalizada.

Em diversas ocasiões, a direção, educadores(as), estudantes e pais deixaram claro que não há interesse nem concordância com a municipalização deste educandário.

A instituição, que há 118 anos atende a comunidade do município situado no Vale do Caí, oferece educação de qualidade, possui estrutura física em condições seguras para atendimento aos alunos(as) e desenvolve projetos culturais, de pesquisa e aprendizagem que vão ao encontro dos anseios da comunidade.

Pressão em todas as frentes

No início de julho, o CPERS visitou a escola para buscar soluções. Na ocasião, representantes do Sindicato e comunidade escolar também foram à prefeitura para se posicionar contra a medida.

Segundo o chefe de gabinete da cidade, Maico Vogel, existe a intenção de municipalização, mas a situação ainda está em discussão.

Além da visita à prefeitura, o CPERS denunciou a situação em rádio local e solicitou audiência com a secretária estadual de Educação para tratar do assunto.

Desmonte intencional 

A política de enxugamento integra o projeto de desmonte da rede estadual perpetrado pelo governo Eduardo Leite (PSDB). Segundo dados do Censo Escolar, analisados pelo Dieese, entre maio de 2019 e março de 2020, foram fechadas ou municipalizadas mais de 60 escolas.

A municipalização também representa uma descontinuidade do processo pedagógico, rompendo vínculos, desestimulando estudantes e contribuindo para a evasão escolar.

Mobilizar a comunidade é fundamental

O CPERS orienta as comunidades de escolas ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se para impedir a continuidade do processo.

Audiências públicas, reuniões com pais e estudantes para a organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados, vereadores, secretários de educação e prefeitos são alguns dos movimentos recomendados.

Solicitamos também que casos semelhantes de desmonte sejam comunicados aos Núcleos do CPERS.

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