Nesta quinta-feira (23), as escolas da rede estadual de todo o Rio Grande do Sul abrem novamente as portas para receber alunos e alunas e toda a comunidade escolar.
Apesar do discurso de valorização da educação, como de praxe, o governo Eduardo Leite (PSDB) mantém a sua incapacidade em iniciar o ano com as escolas estaduais em ordem. Na última semana, o governador anunciou investimento milionário em verbas para obras, porém, devido à burocracia e à demora no anúncio, 2023 será marcado por mais um início de ano letivo com diversas instituições ainda apresentando problemas estruturais graves e com falta de professores(as), funcionários(as) de escola e especialistas.
Estas dificuldades prejudicam o acesso de estudantes a uma educação de qualidade em sua plenitude e também o dia a dia dos educadores(as), que já sofrem com a desvalorização e a defasagem salarial, resultados de uma sequência de governos que exaltam a educação no discurso, mas falham na prática.
No dia 16 de fevereiro, o CPERS lançou um formulário para as escolas relatarem a real situação da rede estadual de ensino, e os resultados parciais já indicam aquilo que o Sindicato vem denunciando – através de três Caravanas e diversas matérias nas redes sociais – há anos: as escolas estaduais pedem socorro.
Das 158 escolas que já responderam ao chamado do CPERS, foi registrada a falta de quase 300 educadores(as), entre eles, 88 professores(as), 128 funcionários(as) de escola e 80 especialistas. Destas, 55 relataram algum tipo de problema estrutural. Entre as adversidades relatadas, questões como fiação elétrica, muros caindo, falta de segurança e prédios inteiros interditados são constantes.
Este é um cenário de valorização da educação? Para o Sindicato, claramente não é!
É urgente a realização de concurso público que atenda às reais necessidades das escolas, e não apenas 1.500 vagas, somente para professores(as), como o anunciado pelo governo. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com mais de 30 mil trabalhadores(as) da educação temporários e que não possuem a proteção e os direitos que um concurso oferece.
Também é imprescindível mais agilidade na liberação de verbas e na aprovação de projetos para obras estruturais de maior escala. É inaceitável que escolas esperem três, quatro, às vezes, cinco anos para concluir uma obra. A espera agrava uma situação que seria resolvida com muito mais facilidade se respondida com celeridade.
Vale ressaltar, que ainda em 2021, o governo já havia lançado um plano de ações e investimentos para obras e qualificação do ensino no RS, o Avançar na Educação, mas a realidade comprova que o programa foi falho e, até o momento, diversas escolas ainda aguardam a chegada dos recursos.
Outro ponto essencial para a educação neste ano letivo é quanto à valorização de TODOS(AS) os trabalhadores(as) da educação. Eduardo Leite (PSDB) precisa entender que escolas não são feitas somente de prédios, mesas e cadeiras ou computadores. Sem professores(as) e funcionários(as) da educação, instituições de ensino não teriam condições de receber a comunidade escolar de maneira adequada.
A educação também é formada por aqueles que trabalharam e dedicaram uma vida inteira a educar os filhos e filhas dos gaúchos(as). É inadmissível que educadores(as) cheguem à aposentadoria empobrecidos e sem dignidade.
Vamos juntos(as), unidos e fortes, exigir o reajuste de 14,95%, sem abatimento da parcela de irredutibilidade, para TODA a categoria: professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as) – com ou sem paridade -, concursados(as) e contratados(as). O governo do Estado pode, sim, aplicar o reajuste para TODOS(AS). Dinheiro tem, basta valorizar o que importa.
Se a educação é, de fato, prioridade, é preciso investimento em todas as frentes. Participe da Assembleia Geral do CPERS, dia 3 de março, em Porto Alegre, e venha com o Sindicato lutar por valorização salarial para os trabalhadores(as) da educação, melhoria na estrutura das escolas e por um ensino público, laico, de qualidade e acessível para todos(as) os gaúchos(as).
Além destas, a Assembleia também debaterá a pauta de reivindicação da educação para 2023, que inclui temas como manutenção do IPE Saúde público e de qualidade, fortalecimento da autonomia pedagógica das escolas, revogação do Novo Ensino Médio, garantia de transporte escolar, entre outros.
A hora é agora! Contate o seu núcleo do CPERS e mobilize-se!
▶️ Saiba mais: cutt.ly/AssembleiaCPERS




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