Nos dias 25 e 26 de fevereiro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou a primeira reunião da diretoria da gestão 2026-2030, em Brasília. O encontro marcou o início de um novo ciclo de organização interna e de preparação para os desafios políticos e sindicais do próximo período.

Representando o CPERS, participaram da atividade a presidenta Rosane Zan, e os 1° 2° vice-presidentes, Alex Saratt e Edson Garcia, ambos também membros da Diretoria Executiva Adjunta da CNTE.

A abertura foi dedicada à apresentação das(os) diretoras(es). Em uma dinâmica conduzida pela presidenta Fátima Silva, cada integrante registrou suas expectativas para a gestão e, organizadas(os) em círculo, compartilharam suas trajetórias e perspectivas. A atividade reforçou o espírito de unidade, escuta e respeito à diversidade presente na direção.

Logo no início dos trabalhos, Fátima destacou o sentido político do momento e a importância da construção coletiva nesta nova etapa. “É muito importante que esta nossa primeira reunião seja marcada pela escuta, pelo respeito e pela convivência. Já nos transformamos muito nas nossas vidas individuais, agora precisamos nos transformar coletivamente”, afirmou.

Ela também ressaltou o papel estratégico da CNTE diante das mudanças no mundo do trabalho. “Estamos vivendo uma mudança profunda, com o trabalho cada vez mais precarizado e a coletividade fragilizada. Na educação, ainda temos uma grande base organizada. Isso nos dá uma responsabilidade histórica”, pontuou.

O Secretário Geral da CNTE, Fábio de Moraes, reforçou a importância da construção coletiva no interior da entidade, mesmo diante das diferenças internas. “Como ensinou Paulo Freire, precisamos somar os diferentes para enfrentar os antagônicos. Não buscamos unanimidade, mas unidade para enfrentar os grandes desafios que estão postos”, concluiu Fábio.

No segundo dia de reunião, a diretoria aprofundou o debate sobre sustentabilidade financeira e organização administrativa da entidade. A secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, destacou os impactos da Reforma Trabalhista e do fim do imposto sindical na arrecadação das entidades. “A política não acontece de fato se não houver financiamento. Quando a gente utiliza um centavo aqui, ele está vindo do salário de um trabalhador ou trabalhadora da educação que está em qualquer canto desse país”, afirmou.

Ela relembrou as medidas adotadas na gestão anterior para reorganizar as contas da Confederação diante da queda de receita. “Tivemos que tomar medidas muito duras para reorganizar a CNTE. Não foram decisões simpáticas, mas foram necessárias para garantir que a entidade continuasse funcionando e cumprindo seu papel político”, pontuou.

A presidenta Fátima explicou que a organização financeira seguirá um critério já estabelecido. “Organizamos as finanças para funcionar da seguinte forma: 40% para a estrutura e 60% para a política. É assim que nós vamos continuar trabalhando.” Ela reforçou ainda que a contribuição regular das entidades filiadas é fundamental para manter a autonomia e a capacidade de mobilização nacional.

Na sequência, a reunião se dedicou ao acompanhamento das pautas jurídicas. O assessor jurídico da CNTE, Eduardo Ferreira, apresentou um panorama dos projetos em tramitação no Congresso Nacional e das ações em debate no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em temas como piso salarial, militarização e organização das carreiras. “Para cada projeto, vamos disponibilizar não apenas o andamento, mas também a posição da CNTE, com uma análise criteriosa. Precisamos qualificar esse acompanhamento para fortalecer a atuação das entidades nos estados e municípios”, explicou.

Ele também alertou para possíveis judicializações envolvendo enquadramento de profissionais nas redes municipais. “Se ficar identificado que houve irregularidade ao concurso público, com profissionais exercendo funções do magistério admitidos sob outra nomenclatura, esses trabalhadores terão direito ao piso. Mas cada caso precisará ser analisado individualmente, conforme o edital e as atribuições exercidas”, destacou.

A diretoria debateu ainda as regras de funcionamento interno, o planejamento financeiro e as ações políticas com base no Plano de Lutas aprovado no Congresso da CNTE, incluindo a proposta de inserção da Formação Sindical Internacional no programa de formação da Confederação.

Ao final, Fátima avaliou as intervenções como maduras e qualificadas, reafirmando a autonomia política da entidade. “Nós exercemos a nossa autonomia, mas não a neutralidade. Temos clareza do nosso papel e do compromisso com a classe trabalhadora”, concluiu.

A reunião foi definida como um momento decisivo para alinhar estratégias e consolidar o compromisso da gestão 2026-2030 com a valorização das(os) profissionais da educação, a defesa do piso salarial, da carreira, do concurso público e da educação pública de qualidade, com respeito e dignidade para todas(os).

>>>Confira mais fotos:

Com informações e fotos da CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A partir do dia 3 de março, o CPERS estará na estrada! Iniciaremos a Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia, percorrendo todo o Rio Grande do Sul com uma pergunta central que precisa ecoar em cada sala de aula, em cada comunidade escolar e em cada município: que projeto de educação pública queremos para o futuro do nosso Estado?

Aprovada no último Conselho Geral da entidade, no dia 6 de fevereiro, a Caravana nasce da necessidade urgente de organizar a base da categoria diante dos projetos de Estado que estão em disputa. Não aceitaremos retrocessos, precarização e ataques à escola pública. Nossa luta é por valorização, por democracia e por uma educação que sirva ao povo trabalhador; não aos interesses do mercado.

Reafirmamos nossa exigência do cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional, com reajuste de 5,4%, conforme estabelecido pela Medida Provisória do Governo Lula (PT), de forma linear para toda a categoria — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade, sem utilizar a parcela de irredutibilidade.

➡️ São 5,4% para quem ainda sofre com a parcela de irredutibilidade.
➡️ São 5,4% para as(os) funcionárias(os) de escola que acumulam 12 anos sem reajuste.
➡️
São 5,4% também para aposentadas e aposentados que dedicaram suas vidas à educação pública.

Como afirma a presidenta do CPERS, Rosane Zan: “Precisamos continuar na defesa da escola pública, mas para isso peço a unidade a todos aqueles que entendem que a educação precisa de valorização. Essa valorização passa pelos 5,4%, de forma linear, para toda a categoria. Vamos iniciar uma grande Caravana para estar no chão da escola, dialogando sobre qual é a escola e a educação que queremos para os filhos e filhas dos trabalhadores. A luta continua, e para isso precisamos de muita unidade da categoria.”

Até o dia 10 de abril, a Caravana visitará escolas das regiões dos 42 Núcleos do CPERS, dialogando com educadoras(es), estudantes e comunidades escolares, além de verificar de perto as condições estruturais das escolas neste início de ano letivo. Estaremos onde sempre estivemos: no chão da escola, lado a lado com a categoria.

Vivemos um momento de ofensiva neoliberal, marcada pela lógica meritocrática, mercantilista e privatista. Para enfrentá-la, só há um caminho: unidade, mobilização e resistência!

Organize os seus colegas, mobilize sua escola, participe das atividades no seu Núcleo. A defesa da democracia e da educação pública exige coragem coletiva. O CPERS está em movimento e a sua presença é fundamental. Avante, educadoras(es), de pé! 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O Departamento de Formação do CPERS retomou, nesta sexta-feira (20) e sábado (21), o Encontro Regional de Formação – Módulo II “História da Organização dos Trabalhadores”. A atividade reuniu educadoras(es) dos núcleos de Montenegro (5º), Estrela (8º), Osório (13º), São Leopoldo (14º), Canoas (20º), Gravataí (22º), Taquara (32º), Guaíba (34º), Porto Alegre (38º e 39º) e Camaquã (42º), no Salão de Atos Thereza Noronha, na sede da entidade.

O curso, estruturado em três módulos, é conduzido pela Escola Sindical Sul, em parceria com a Secretaria Estadual de Formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e tem como objetivo fortalecer a identidade sindical, ampliar a consciência crítica e projetar os próximos passos da luta, por meio de um espaço qualificado de debate, estudo e reflexão coletiva.

“Estamos retomando a Formação Sindical iniciada no ano passado, com a expectativa de que todas e todos que começaram permaneçam neste percurso até a sua conclusão. Os encontros têm sido muito positivos, especialmente pela participação efetiva de cada integrante, que expressa seus pensamentos e posicionamentos sobre os temas abordados, tendo, de fato, a oportunidade de se manifestar e ampliar seus conhecimentos”, analisa a coordenadora do Departamento de Formação do Sindicato, Vera Maria Lessês.

Também participaram da atividade a diretora do Departamento, Juçara Borges, e as dirigentes da Direção Central Andréa da Rosa, Sandra Santos e Sandra Silveira. Os encontros terão continuidade ao longo do ano, contemplando os 42 núcleos do Sindicato.

O CPERS reafirma seu compromisso com a formação política e sindical e com a valorização da categoria, estimulando espaços permanentes de diálogo e troca de saberes que fortalecem a mobilização em defesa do ensino público de qualidade e da garantia dos direitos de todas(os) as(os) profissionais da educação.

>> Confira mais fotos:

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em alusão ao Mês da Mulher, o IPE Saúde realizará, ao longo de março, uma campanha especial de cuidado à saúde feminina. Durante todo o mês, as seguradas poderão realizar uma consulta ginecológica sem coparticipação, independentemente da idade.

Para acessar o benefício, basta consultar o Guia Médico do IPE Saúde, verificar as(os) profissionais credenciadas(os) na especialidade de ginecologia e agendar o atendimento.

Além disso, o Instituto está com desconto de 25% na vacina contra o HPV, vírus reconhecido como o maior causador de câncer de colo de útero. O desconto estará ativo para todas(os) as(os) asseguradas(os) durante os meses de fevereiro e março, através do Clube de Benefícios.

A iniciativa busca incentivar a prevenção e o cuidado com a saúde, reforçando a importância do acompanhamento médico regular e da vacinação.

Para esclarecer dúvidas, entre em contato pelo email prevencao-promoçao@ipesaude.rs.gov.br. Acesse o site do IPE Saúde. 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A revista Mátria, publicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) voltada às mulheres, está com uma nova edição no ar. Para nós, gaúchas(os), a revista ganha contornos de elevada importância, já que o Rio Grande do Sul vem se tornando um exemplo de como não cuidar, não proteger e não valorizar as mulheres.

Nesta edição, as páginas da Mátria abordam o tema da violência, principalmente – mas não somente – dentro das escolas. Com o Brasil alcançando recordes de feminicídio e a população assistindo ao fracasso das diferentes esferas do poder público no enfrentamento dessa forma brutal de violência, a revista provoca o debate sobre a necessidade da criação e do fortalecimento de políticas públicas mais firmes, como o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio.

A publicação também dá voz a mulheres que estão à frente de espaços políticos estratégicos na defesa dos direitos das mulheres, como a deputada federal Luizianne Lins (PT), presidenta da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, e a ministra Márcia Lopes (PT), do Ministério das Mulheres. Ambas ocupam espaço significativo na revista para tratar, de forma aberta e contundente, sobre os direitos das mulheres.

Outro destaque desta edição da Mátria é a nova diretoria que tomou posse recentemente na CNTE, agora presidida por Fátima Silva, e que reúne muitas mulheres de luta em sua composição. A revista apresenta cada uma das diretoras que integram essa nova gestão, aproximando essas lideranças das(os) leitoras(es).

Juçara Dutra, ex-presidente do CPERS e primeira mulher a presidir a CNTE, também ganha destaque na publicação, que resgata a história construída majoritariamente por mulheres nos sindicatos da educação.

Outros temas abordados nesta edição são a Marcha das Mulheres Negras, a COP 30 e o papel das mulheres nos debates políticos e econômicos, além da relevância dessas pautas em um ano eleitoral.

>> Confira a revista completa:

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS, por meio do Departamento de Combate ao Racismo e do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo,  manifesta seu reconhecimento e sua profunda admiração pelos desfiles das escolas de samba do Carnaval de 2026, realizados no Sambódromo Marquês de Sapucaí, na cidade do Rio de Janeiro.

Mais uma vez, o carnaval reafirmou seu papel como uma das maiores expressões culturais e políticas do povo brasileiro, transformando a avenida em um território de valorização da ancestralidade negra, de respeito às religiões de matriz africana e de enfrentamento ao racismo estrutural. O samba, nascido da resistência e da criatividade do povo negro, segue sendo uma poderosa ferramenta de memória, denúncia e afirmação da identidade afro-brasileira.

Diversas escolas levaram à avenida enredos que exaltaram a história, a memória e a resistência do povo negro, reafirmando o compromisso histórico do samba com a verdade e com a justiça. Agremiações como a Estação Primeira de Mangueira, o Acadêmicos do Salgueiro, a Beija-Flor de Nilópolis e a Acadêmicos do Grande Rio reafirmaram, por meio de seus desfiles, a centralidade da cultura afro-brasileira na formação do país, evidenciando que o carnaval é também um espaço de educação popular, consciência histórica e fortalecimento da luta antirracista.

De forma especialmente simbólica e emocionante, a Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela levou para a avenida a história e a presença do povo negro no Rio Grande do Sul, projetando para o Brasil e para o mundo a trajetória de luta, organização e contribuição da população negra gaúcha.

Ao destacar referências fundamentais como o Príncipe Custódio Joaquim de Almeida, liderança religiosa, política e cultural de enorme relevância, especialmente em Porto Alegre, a escola contribuiu para resgatar e valorizar uma parte essencial da história que por muito tempo foi invisibilizada.

O enredo “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande” homenageia uma das mais importantes referências da cultura afro-gaúcha. Originário do Benin, na África, Príncipe Custódio viveu em Porto Alegre desde o início do século XX até sua morte, em 1935, aos 104 anos, consolidando-se como uma liderança espiritual e política fundamental para a preservação das tradições africanas no sul do país. Sua atuação foi decisiva para o fortalecimento do Batuque, principal religião de matriz africana do estado, e sua trajetória representa a resistência, a organização e a afirmação da dignidade do povo negro em um contexto de profundas desigualdades e exclusão. Sua memória permanece como símbolo de liderança e luta, destacando a presença negra como parte estruturante da história gaúcha.

O desfile da Portela reafirmou que o povo negro do Rio Grande do Sul resiste, constrói, ensina, trabalha, celebra e mantém viva a ancestralidade que sustenta a identidade do nosso estado. Nossa presença é parte fundamental da formação social, cultural, política e histórica do estado e do Brasil.

O Departamento de Combate ao Racismo e o Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS reafirmam seu compromisso permanente com a luta antirracista, com a valorização da história e da cultura negra e com a construção de uma educação pública que reconheça, respeite e valorize as contribuições do povo negro. Nossa história é viva. Nossa ancestralidade é força. E nossa luta segue, com dignidade, memória e esperança!

 

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

O Departamento de Combate ao Racismo do CPERS manifesta sua profunda indignação diante de mais um episódio de racismo no futebol europeu, contra o jogador brasileiro Vinícius Júnior, durante a partida entre Real Madrid e Benfica, realizada na última terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Portugal.

Após marcar o gol que abriu o placar no segundo tempo do jogo, Vinícius Júnior comemorou próximo à bandeira de escanteio e a torcida organizada do rival, gesto que gerou reclamações de jogadores adversários e culminou em uma confusão no gramado. O atleta brasileiro recebeu cartão amarelo do árbitro francês François Letexier. Na sequência, o jogador denunciou ter sido chamado de “mono” – termo racista equivalente a “macaco”, em espanhol – pelo atleta do Benfica, Gianluca Prestianni. O juiz interrompeu a partida e acionou o protocolo antirracismo da UEFA, deixando o jogo paralisado por cerca de dez minutos. Ainda assim, não houve punição imediata, e o duelo foi retomado. Posteriormente, torcedores passaram a entoar ofensas em coro contra o jogador brasileiro, além de arremessar objetos em sua direção.

Este não é um caso isolado. Na temporada 2022-23, Vinícius Júnior já havia denunciado reiterados ataques racistas durante partidas da La Liga, com registros de sons imitando macacos e insultos vindos das arquibancadas. A repetição desses episódios evidencia a persistência do racismo, nos mais diversos âmbitos.

O Departamento de Combate ao Racismo do Sindicato demarca que é inadmissível que manifestações racistas continuem sendo tratadas como meros “incidentes” em competições internacionais. O protocolo precisa resultar em responsabilização concreta e punições exemplares, afim de quebrar com a lógica de impunidade.

Reafirmamos que não há espaço para o racismo em nenhuma esfera da sociedade, seja nas escolas, nas instituições, nas ruas ou nos estádios. Racismo é crime, previsto na legislação brasileira, e deve ser combatido com rigor e responsabilização. O silêncio e a omissão também são formas de conivência. É preciso enfrentar o racismo com coragem, compromisso e ação. Basta!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Faleceu, nesta terça-feira (17), o sindicalista Jairo Carneiro, que construiu uma trajetória marcante no movimento sindical e na luta pelos direitos da classe trabalhadora.

Desde a juventude, Jairo exerceu liderança por onde passou. Foi dirigente da Juventude Operária Católica (JOC) nos anos 1970, em plena ditadura militar. Posteriormente, presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (STIMEPA), a CUT-RS e a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul (FTM/RS), além de integrar a direção nacional da CUT.

A perda de um companheiro de lutas, que dedicou a sua vida para os interesses da classe trabalhadora brasileira, traz consigo um peso grande. Porém, também é possível encarar esse momento de luto com um olhar de completude e de celebração. Jairo foi um camarada que teve êxito em suas lutas e que merece ter sua trajetória reverenciada.

O velório ocorre nesta quarta-feira (18), na Capela da Funerária Aldeia dos Anjos, localizada na Rua Nestor de Moura Jardim, 229, em Gravataí.

Às(aos) amigas(os) e familiares, o CPERS manifesta solidariedade e deseja força para enfrentar este momento de dor.

Jairo presente!

Com informações da CUT-RS
Foto de capa: Sintrajufe

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS vem a público manifestar preocupação e indignação diante da condução da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc) em relação ao retorno do ano letivo de 2026.

Nesta quinta-feira (12), o Sindicato encaminhou ofício à secretaria da Educação requerendo que o expediente da Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro de 2026, para as(os) trabalhadoras(es) da educação, ocorra nos termos do Decreto Estadual n.º 58.607, publicado em 29 de janeiro de 2026. O referido decreto estabelece, em seu Art. 1º, inciso VI, que nesta data o expediente terá início a partir das 13 horas, caracterizando expediente exclusivamente vespertino.

O texto é claro: “VI – Expediente Vespertino: 18 de fevereiro – a partir das 13 horas – Quarta-Feira de Cinzas (quarta-feira).”

Entretanto, a Seduc respondeu que não haveria possibilidade de alteração e que as aulas deveriam retornar no turno da manhã, alegando decisão coletiva em comissão e a prática adotada por outras redes.

A incoerência torna-se ainda mais grave quando, nesta sexta-feira (13), a 10ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) – Uruguaiana encaminhou ofício às escolas de sua região informando que, em razão do mesmo decreto estadual, as aulas retornarão somente no turno da tarde.

O que explica, afinal, que o decreto seja considerado válido para uma região e desconsiderado para o restante do estado? Como é possível haver flexibilização para uma CRE e negativa para as demais escolas da rede estadual?

A situação evidencia mais um episódio de desorganização e falta de uniformidade na condução do calendário escolar por parte da Seduc, repetindo o cenário de incertezas e decisões desencontradas que têm marcado, infelizmente, os últimos retornos de ano letivo.

Diante do exposto, o CPERS orienta que a categoria siga o que está estabelecido no Decreto Estadual n.º 58.607, cumprindo o início do expediente no dia 18 de fevereiro de 2026 a partir das 13 horas, conforme determina a norma vigente.

A educação pública exige planejamento, coerência e respeito às normativas vigentes e, sobretudo, respeito às(aos) trabalhadoras(es) da educação e às comunidades escolares. O CPERS seguirá cobrando transparência, isonomia e o cumprimento da legislação no Rio Grande do Sul. A rede estadual não pode continuar sendo submetida a decisões contraditórias e a um início de ano letivo novamente conturbado.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES