Na manhã deste sábado (7), o Conselho Geral do CPERS se reuniu na sede do Sindicato, em Porto Alegre, para o seu encontro mensal de debates e deliberações. A reunião discutiu as políticas e ações da entidade para o  próximo período, em um ano eleitoral considerado decisivo para os rumos da educação pública no Rio Grande do Sul. Diante de um cenário marcado por anos de ataques e retirada de direitos das(os) educadoras(es), o Sindicato reforçou a necessidade de mobilização e união da categoria para enfrentar projetos de desmonte da escola pública e reafirmar a pauta de valorização profissional.

Na abertura do encontro, a presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou a importância do momento político e do diálogo direto com a categoria nas escolas. Ela também ressaltou o papel da atual Caravana do CPERS em Defesa da Escola Pública e da Democracia, que percorre o estado para ouvir educadoras e educadores e debater os rumos da educação pública.

“Iniciamos essa semana uma caravana e estaremos por mais três semanas em todo o estado, diretamente no chão da escola, para debater qual a educação pública que nós queremos para o Rio Grande do Sul em contraponto ao projeto que está em curso. Esse diálogo com a categoria tem sido muito importante, mas também revela uma realidade dura. Nos meus 33 anos de magistério, a escola pública já não é a mesma. Hoje vemos professores e funcionários de escola vivendo uma sobrecarga descomunal”, afirmou.

Rosane também denunciou o avanço de políticas que, segundo ela, aprofundam a privatização e a mercantilização da educação pública. “Quem está por trás dessa sobrecarga de trabalho é a privatização, é a mercantilização da educação. Quando vemos grandes grupos econômicos e fundações empresariais ditando as regras para o chão da escola e impondo metas cada vez mais rígidas, isso acaba resultando em um processo que beira o assédio moral. Esse cenário tem provocado adoecimento na nossa categoria e, por isso, precisamos discutir com clareza quais projetos estão em disputa para a educação pública gaúcha”, disse.

A dirigente destacou ainda que o debate político é fundamental para que a categoria compreenda os impactos das políticas educacionais em curso e se mobilize em defesa de um projeto de valorização profissional e fortalecimento da escola pública. “Somos seres políticos e precisamos dizer com clareza qual é o projeto que hoje ataca direitos, sobrecarrega trabalhadores e desmonta a escola pública. Mas também precisamos apontar outro caminho: o de valorização profissional, de uma escola pública fortalecida e democrática. Neste Conselho vamos tirar propostas para seguir em frente. Esse governo passará e nós ficaremos”, concluiu.

Deliberações e organização da luta

Durante o Conselho Geral também foi realizada a eleição para o cargo em vacância de membro suplente de Representante de Base da CNTE, além da escolha dos dois representantes do CPERS que irão compor o Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul (CEEd/RS).

Agora, o Sindicato será representado no CEEd pela diretora-geral do 10º Núcleo (Santa Rosa),  Eloisa Maria Womer, e pela vice-diretora do 1º Núcleo (Caxias do Sul), Solange Carvalho.

Outro ponto importante da reunião foi a discussão e aprovação do Regulamento do XII Congresso Estadual do CPERS, que ocorrerá nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2026, nos Pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. Durante os três dias de encontro, são debatidos a conjuntura política, o plano de lutas e o balanço da atuação da entidade desde o último Congresso, realizado em 2023.

Basta de feminicídios

O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que será celebrado neste domingo, também esteve na pauta do Conselho Geral, diante do cenário alarmante de violência de gênero no Rio Grande do Sul — que já ultrapassa a marca de 20 feminicídios em 2026 — reforçando a urgência de políticas públicas eficazes e o papel fundamental da escola na formação de novas gerações baseadas no respeito, na igualdade e no reconhecimento das mulheres como sujeitas de direitos.

Plano de lutas e mobilização da categoria

Entre as resoluções aprovadas no Conselho Geral deste sábado (7) está a intensificação da pressão sobre os deputados da base aliada do governo Leite (PSD) e Gabriel (MDB) para que o índice de 5,4% da MP do Piso do Magistério seja aplicado de forma linear para toda a categoria, contemplando professoras(es) e funcionárias(os) de escola da ativa e aposentadas(os).

A estratégia inclui a mobilização da categoria no dia da votação do PL 38/2026, além da continuidade das ações para denunciar e evidenciar as perdas inflacionárias acumuladas pelas(os) trabalhadoras(es) em educação.

O Conselho também debateu e encaminhou ações de enfrentamento ao assédio moral nas escolas, com destaque para a campanha de combate à sobrecarga de trabalho. Entre as denúncias levantadas estão o preenchimento excessivo de planilhas, a imposição de metas consideradas inatingíveis e estratégias abusivas voltadas ao aumento de indicadores educacionais, como o IDEB, às custas do adoecimento das(os) profissionais da educação.

Próximas mobilizações

Entre as atividades previstas para o próximo período estão a participação do Sindicato na I Conferência Antifascista, de 26 a 29 de março de 2026, em Porto Alegre; a realização de debates nos locais de trabalho no dia 7 de abril, Dia Nacional de Combate ao Bullying e às Violências nas Escolas; a participação na Marcha da Classe Trabalhadora, em 15 de abril, em Brasília, em defesa e promoção da educação pública; e a intensificação das ações de pressão no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo fim do confisco previdenciário.

As deliberações do Conselho reforçam o chamado do CPERS para que professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), ampliem a organização e a mobilização nos locais de trabalho. Em um ano decisivo para o futuro da educação pública gaúcha, o Sindicato reafirma que a defesa da escola pública, da democracia e da valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação seguirá sendo o centro da luta da categoria.

>> Veja mais fotos do Conselho:

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Nesta sexta-feira (6), a Caravana do CPERS em Defesa da Escola Pública e da Democracia encerrou a sua primeira semana de atividades nos núcleos de Caxias do Sul (1º Núcleo) e Guaíba (34º Núcleo). Ao todo, nesses primeiros dias de jornada pelo Rio Grande do Sul, o Sindicato já passou por oito núcleos, mais de 100 escolas e quase 30 municípios, dialogando, acolhendo e ouvindo centenas de educadoras e educadores, fortalecendo e mobilizando a categoria em defesa da educação pública e dos direitos das(os) trabalhadoras(es) da educação.

A Caravana também busca ampliar o debate sobre os desafios enfrentados pela educação pública gaúcha, como a desvalorização profissional, a precarização das condições de trabalho e as nefastas políticas educacionais implementadas pelo governo Eduardo Leite (PSD).

A presidente do CPERS, Rosane Zan, faz uma análise da primeira semana da Caravana, destacando os principais pontos percebidos na iniciativa. “Essa primeira semana já reafirma a importância de estarmos cada vez mais presentes no chão da escola, dialogando diretamente com educadoras e educadores e ouvindo suas percepções sobre os projetos que hoje estão em disputa e sobre qual educação pública queremos para o Rio Grande do Sul.”

Rosane ainda destaca a realidade das(os) educadoras(es), que seguem sendo massacradas(os) por uma sobrecarga diária de trabalho nas instituições. “Encontramos nas escolas uma categoria profundamente adoecida e sobrecarregada, pressionada a responder a metas, como as do IDEB, que acabam transformando a escola em um espaço cada vez mais burocratizado e distante daquilo que deveria ser sua essência: o fazer pedagógico e a formação integral dos estudantes”, afirma a presidente.

A diretora Juçara Borges, que encerrou a semana de atividades no 1º Núcleo (Caxias do Sul), destaca que a receptividade da categoria tem sido excelente. “Apesar do cansaço físico e mental das colegas, resultado da desvalorização profissional e da sobrecarga de trabalho, a presença da direção central nas escolas é muito bem recebida. Eles gostam de ver o Sindicato no chão da escola, levando informações, dialogando e, principalmente, ouvindo seus anseios”, ressalta a educadora.

A Caravana tem se consolidado como um importante instrumento de organização e escuta da categoria. Em cada região visitada, as atividades reforçam a necessidade de fortalecer a unidade das(os) educadoras(es) e de ampliar o diálogo com a comunidade escolar e com a sociedade, ressaltando a pergunta-chave da iniciativa: que projeto de Educação Pública queremos para o futuro do RS?

Para a diretora da entidade, Sandra Regio, que esteve no Núcleo de Guaíba (34º) nesta sexta-feira, a sobrecarga de trabalho e a falta de profissionais seguem sendo problemas recorrentes enfrentados pelas instituições de ensino do Rio Grande do Sul. “Nossos colegas estão atentos e com expectativa em relação às próximas eleições. Há um sentimento de esperança de que possamos eleger um candidato comprometido com a valorização da educação pública no RS. Sabemos que é um desafio grande, mas essa é uma responsabilidade coletiva de todas e todos nós, gaúchas e gaúchos”, conclui.

Presente na região de Caxias do Sul (1º Núcleo), o diretor do CPERS, Elbe Belardinelli, também destaca a boa receptividade das(os) colegas à Caravana, bem como a abertura para o diálogo e a concordância com as pautas apresentadas nos materiais da entidade distribuídos nas escolas. “O descontentamento dos colegas com o que vem acontecendo nas escolas e na educação gaúcha é muito grande. Nas visitas, percebemos que é quase unânime a avaliação de que precisamos de um novo projeto para a educação pública estadual. E as eleições estão aí, justamente como um momento importante para discutir e construir esse caminho”, destaca.

Outro ponto alarmante constatado pela Caravana refere-se ao déficit de profissionais nas escolas. A falta de professoras(es), funcionárias(os) e especialistas em diversas áreas impacta diretamente o funcionamento das instituições e o direito à educação.

Dentro da programação da Caravana, pela manhã, foi realizada uma panfletagem nas ruas centrais de Guaíba (34º Núcleo), com escuta e diálogo direto com a população sobre o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul.

Em Caxias do Sul, após as visitas às escolas, também foi realizada uma panfletagem pelas ruas do centro da cidade.

Na região de Guaíba (34º Núcleo), participaram da Caravana a presidente Rosane Zan, as diretoras Andrea da Rosa, Daniela Peretti, Joara Dutra, Sandra Santos, Sandra Regio e Sandra Silveira, além do diretor Guilherme Bourscheid. Em Caxias do Sul (1º Núcleo) estiveram presentes na atividade a secretária-geral Suzana Lauermann, as diretoras Vera Lessês e Juçara Borges, e os diretores Elbe Belardinelli, Leandro Parise e Celso Dalberto. Em ambos os roteiros, representantes dos núcleos acompanharam as agendas.

Para o CPERS, este é um período decisivo para o futuro da educação pública. Diante de um cenário de ataques às carreiras, retirada de direitos e avanço de projetos que enfraquecem a escola pública, como a mercantilização e a privatização, o Sindicato reafirma que somente com organização, mobilização e participação ativa da categoria será possível enfrentar os desafios e construir um projeto educacional comprometido com a valorização das(os) profissionais e com uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade para todas(os).

Educadora(or), confira a agenda da segunda semana da Caravana e participe!

> Terça-feira (10): Porto Alegre (38º), Erechim (15º) e Montenegro (5º)
> Quarta-feira (11): Porto Alegre (39º), Passo Fundo (7º) e São Leopoldo (14º)
> Quinta-feira (12): Gravataí (22º), Lagoa Vermelha (25º) e Canoas (20º)
> Sexta-feira (13): Osório (13º), Vacaria (30º) e Taquara (32º).

>>> Confiras as escolas visitadas nesta sexta-feira (6):

>> Escolas visitadas no 1º Núcleo (Caxias do Sul):

> Caxias do Sul:
EEEM João Triches
EEEM Olga Maria Kayser
EEEM Aristides Germani
EEEM Irmão Guerini
EEEM Dr. Assis Antônio Mariani
EEEM Hercília Petry
EEEM Victório Webber
EEEM Prof. Apolinário Alves dos Santos
IEE Cristóvão de Mendoza
EEEM Dário Granja Sant’Anna
EEEM Prof.ᵃ Ivonne Lúcia Triches dos Reis
EEEM Alexandre Zattera
EEEF Presidente Vargas
EEEM Érico Veríssimo
EET Caxias do Sul

>> Escolas visitadas no 34º Núcleo (Guaíba):

> Guaíba:
EEEM Dr. Ruy Coelho Gonçalves
CE Augusto Meyer

> Eldorado do Sul:
EEEM Roseli Correia da Silva

> Butiá:
IEE Marechal Rondon
EEEF Venceslau Brás

> Arroio dos Ratos:
IEE Couto de Magalhães
EEEF Lygia Gonçalves Motta

>> Veja mais fotos do 4º dia da Caravana do CPERS 2026:

 

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Nesta quinta-feira (5), a Caravana do CPERS em Defesa da Escola Pública e da Democracia completa seu terceiro dia na estrada. Desta vez, o Sindicato percorreu os núcleos de Bento Gonçalves (12º) e Camaquã (42º), visitando escolas e rádio das regiões para dialogar com as(os) educadoras(es) e com a comunidade sobre o projeto de educação que queremos construir para as(os) filhas(os) das(os) trabalhadoras(es) gaúchas(os).

Ao mesmo tempo em que reafirma a defesa de uma educação pública, de qualidade e transformadora, a Caravana também tem escutado atentamente sobre a falta de infraestrutura de algumas escolas – problemas, esses, que vêm sendo ignorados pelo  governo Eduardo Leite (PSD). Um exemplo é a EEEF Nossa Senhora da Salette, que enfrenta desde 2024 uma obra paralisada que afeta a quadra de esportes, o prédio antigo da escola, o banheiro, sala de professoras(es) e a biblioteca.

A situação começou em abril de 2022, quando a escola foi interditada por problemas estruturais, impactando diretamente a comunidade escolar. Dois anos depois, em 2024, a reforma foi iniciada. Após a conclusão das intervenções nas colunas e vigas de sustentação pela empreiteira responsável, a escola foi reaberta e as aulas voltaram a ocorrer normalmente, enquanto parte da obra permaneceu paralisada. Para a diretora da escola, Flávia Cavalet, garantir a segurança das(os) estudantes tem sido um desafio: “A minha grande preocupação é com a aula de Educação Física, porque os alunos fazem a prática numa calçada ao redor da praça, que fica em frente à escola. Mas a rua está em obras, com máquinas e muitas pessoas trabalhando. As crianças ficam expostas a esses riscos”. 

Ainda em Bento Gonçalves, a EEEF Irmão Egídio Fabris enfrenta problemas semelhantes. Durante as aulas de Educação Física, as turmas também precisam se deslocar até a Praça da cidade, já que a quadra esportiva está interditada por problemas na sustentação da cobertura. A situação gera impactos diretos nas atividades pedagógicas, na organização escolar e até na gestão cotidiana da instituição. 

O diretor da escola, Alan Guerra, explica: “A falta da quadra nos obrigou a reorganizar o recreio em três momentos diferentes, ampliando o tempo de acompanhamento dos profissionais e dificultando a realização de reuniões pedagógicas que normalmente ocorriam nesse período”.

O cenário torna-se ainda mais desgastante quando associado à sobrecarga de tarefas enfrentada pelas(os) profissionais da educação. Para a presidente do CPERS, Rosane Zan, esse quadro revela um contexto de descaso com a rede pública estadual: “Encontramos muita falta de funcionários, professores exaustos, tendo que dar conta de muitos alunos atípicos, sem um suporte de monitores especializados. Tudo beira a um grande adoecimento da nossa categoria”.

Durante as visitas, a direção do Sindicato identificou que muitas instituições, especialmente as de turno integral, enfrentam dificuldades para manter o funcionamento adequado devido à carência de trabalhadoras(es): “O que mais chamou a atenção foi que praticamente todas as escolas de turno integral estão com falta de funcionários. Poucas merendeiras, o número de funcionários para limpeza é ainda mais reduzido, sendo a maioria terceirizados, o que significa uma relação de trabalho muito precarizada”, relata a diretora Sandra Silveira.

Educadoras(es) relatam que o excesso de formulários, tabelas e planilhas exigidos pelo governo tem consumido tempo que deveria ser dedicado ao planejamento pedagógico e ao acompanhamento das(os) estudantes. Para a diretora Vera Maria Lessês, esse processo tem impactos diretos na saúde das(os) profissionais: “Constatamos a insatisfação dos colegas em relação à burocratização do trabalho docente, com o preenchimento constante de tabelas e planilhas, o que acaba acentuando o adoecimento mental da categoria.”

A burocratização é um obstáculo na hora de estruturar as aulas com a qualidade necessária, além de precarizar a relação de trabalho nas escolas: “As planilhas acabam roubando tempo de trabalho dos profissionais, que poderiam estar pensando em aulas criativas e debates de temas que enriquecem a prática pedagógica. Elas também dominam o tempo de hora-atividade, fazendo com que os professores trabalhem finais de semana, com horas extras não pagas pelo governo”, argumenta o diretor Guilherme Bourscheid.

Na programação da Caravana em Bento Gonçalves, também foi realizada uma panfletagem em frente ao CE Landell de Moura, onde estava ocorrendo uma reunião com diretoras(es) de escolas da região.

Em Camaquã (42º Núcleo), participaram das atividades a presidente do CPERS, Rosane Zan, as diretoras Andrea da Rosa, Daniela Peretti, Sandra Regio e Sandra Silveira, e o diretor Guilherme Bourscheid. Já em Bento Gonçalves (12º Núcleo), representaram o Sindicato a secretária-geral Suzana Lauermann, as diretoras Vera Lessês e Juçara Borges, e os diretores Elbe Belardinelli, Leandro Parise e Celso Dalberto. Em todos os roteiros, representantes dos núcleos da região acompanharam as agendas. 

A Caravana segue na estrada, construindo coletivamente a organização que garantirá um futuro melhor para a educação e para as(os) educadores. Nesta sexta-feira (6), o roteiro percorrerá as regiões dos núcleos de Guaíba (34º) e Caxias (1º). Fique atenta(o) e participe!

>>> Confiras as escolas visitadas nesta quinta-feira (5):

>> Escolas visitadas no 12º Núcleo (Bento Gonçalves):

> Bento Gonçalves:
CE Landell de Moura
EEEF Gal. Bento Gonçalves
IEE Cecília Meireles
CE Dona Isabel
CE Visconde de Bom Retiro
EEEM Imaculada Conceição
EEEF Irmão Egídio Fabris
EEEF General Amaro Bittencourt
EEEF Nossa Senhora da Salette

> Veranópolis:
CE São Luiz Gonzaga

> Nova Bassano:
CE Pe. Colbachini

> Nova Prata:
EEEF André Carbonera
CE Tiradentes

>> Escolas visitadas no 42º Núcleo (Camaquã):

> Camaquã:
CE Sete de Setembro
EEEF Edison Nunes de Campos
EEEF Doutor Carvalho Bastos
EEEF Manoel da Silva Pacheco
EEEM Ana César

> Arambaré:
EEEM Dr. Donário Lopes

> Chuvisca:
EEEM Prof. Alaides Schumacher Pinheiro

>> Veja mais fotos do terceiro dia da Caravana do CPERS 2026:

 

 

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O segundo dia do Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), realizado nesta quarta-feira (4), em Salvador (BA), foi marcado por uma intensa programação de debates sobre temas estratégicos para o movimento sindical educacional na região.

Ao longo da jornada, quatro mesas aprofundaram discussões centrais: a regulação estratégica da inteligência artificial no setor educacional; a comunicação como ferramenta para mobilizar e organizar educadoras, educadores e comunidades educativas; o setor educativo como espaço de trabalho livre de violências, com destaque para a Convenção 190; e o elemento político da identidade racial e étnica como fator de organização e mobilização.

O CPERS esteve presente no evento, representado pelas diretoras do Departamento de Mulheres do Sindicato: Joara Dutra (coordenadora do Departamento), Sandra Santos e Mari Andréa Oliveira. 

As mesas reuniram pesquisadoras, dirigentes sindicais e especialistas de diferentes países da América Latina, que compartilharam análises e experiências sobre os desafios enfrentados pelas trabalhadoras e trabalhadores da educação. Os debates evidenciaram que muitas das dificuldades vividas cotidianamente nas escolas estão diretamente conectadas a processos estruturais, políticos e sociais mais amplos que atravessam a região.

As reflexões apresentadas ao longo do dia também destacaram que questões como o avanço das novas tecnologias, a disputa de narrativas no campo da comunicação e as diversas formas de violência presentes nos ambientes de trabalho exigem respostas coletivas e articuladas entre os sindicatos da educação.

O segundo dia do encontro reforçou, assim, a necessidade de fortalecer a organização sindical, ampliar a articulação regional e intensificar a incidência política das entidades representativas da educação. Para as participantes, a defesa da educação pública e de condições dignas de trabalho passa, necessariamente, pela construção de espaços educativos democráticos, livres de violência e comprometidos com a justiça social.

Informações: CNTE
Fotos: Geovana Albuquerque/CNTE

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Nesta quarta-feira (4), segundo dia da Caravana do CPERS em Defesa da Escola Pública e da Democracia, a comitiva do Sindicato esteve nos núcleos de Guaporé (3º) e Pelotas (24º). Ao longo do dia, dirigentes estaduais e regionais visitaram cerca de 30 escolas, dialogando diretamente com professoras(es) e funcionárias(os) sobre as principais demandas da categoria.

Com a ação, o CPERS reafirma o seu compromisso com a escuta, a mobilização e a construção de um projeto de educação comprometido com a classe trabalhadora. Em um ano decisivo, a Caravana se consolida como ponto central da organização das(os) trabalhadoras(es) da educação estadual na disputa pelos rumos da escola pública no Rio Grande do Sul.

Em Pelotas (24º Núcleo), participaram das atividades a presidente do CPERS, Rosane Zan, as diretoras Sandra Silveira, Sandra Regio, Daniela Peretti e Andrea da Rosa Nunes, além do diretor Guilherme Bourscheid. Já em Guaporé (3º Núcleo), representaram o Sindicato a secretária-geral Suzana Lauermann, as diretoras Vera Lessês e Juçara Borges, e os diretores Leandro Weisz Parise, Celso Dalberto e Elbe Belardinelli. Em todos os roteiros, representantes dos núcleos da região acompanharam as agendas, fortalecendo a construção coletiva da mobilização.

Durante as visitas em Pelotas, a presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou a importância do diálogo direto com a base: “Hoje, no segundo dia de visita às escolas, mais uma vez nós estamos conseguindo fazer, além do debate sobre a questão dos projetos que estão em disputa, um espaço de escuta, de ouvir os professores e funcionários de escola, ver que algumas escolas estão com falta de muitos funcionários. Isso mostra as dificuldades que estamos vivendo hoje, e estamos apontando que a gente precisa mudar esse projeto que está em curso no estado do Rio Grande do Sul”.

Durante as agendas no 3º Núcleo, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, destacou a realidade encontrada nas escolas e a importância da mobilização da categoria: “Durante as visitas, é possível perceber a sobrecarga de trabalho que se vive dentro da escola, o quanto os educadores estão, além de sobrecarregados, também fisicamente exaustos e o quanto a política do governo Leite se reflete diretamente dentro das escolas. É uma política que separa a categoria, que coloca professores e funcionários em campos completamente opostos e que cria dentro da escola uma disputa que, na verdade, não deveria existir”.

Em Guaporé, após as atividades nas escolas, também foram realizadas plenárias com educadoras(es), da ativa e aposentadas(os), aprofundando o debate sobre os rumos da educação pública estadual e reforçando a necessidade de unidade para enfrentar os desafios impostos à categoria.

A Caravana segue na estrada, pulsando a luta por uma educação pública de qualidade, com respeito, valorização salarial e profissional, e dignidade para quem a constrói diariamente. Nesta quinta-feira (5), a mobilização chega às regiões de Bento Gonçalves (12º Núcleo) e Camaquã (42º Núcleo), ampliando ainda mais o diálogo com as comunidades escolares.

É tempo de somar forças, ocupar os espaços e fazer ecoar nossa voz em cada escola e comunidade. Participe das atividades do seu Núcleo e fortaleça essa caminhada coletiva em defesa da educação pública!

>>> Confiras as escolas visitadas nesta quarta-feira (4):

>> Escolas visitadas em Guaporé (3º Núcleo):

> Guaporé:

CE Vicente de Carvalho
EEEM Silvio Sanson
Escola Estadual Técnica Agrícola Guaporé
EEEM Bandeirante
EEEF Dr. Félix Engel Filho
EEEM Frei Caneca

> União da Serra:

EEEF Alexandre Ferreira

> Serafina Corrêa:

EEEF 1º de Maio
EEEF Geny Pinto Cadore
CE Carneiro de Campos

> Anta Gorda:
EEF Sagrado Coração de Jesus

> Putinga:
EEEM Pe. Domênico Carlino

>> Escolas visitadas em Pelotas (24º Núcleo):

> Pelotas:

IEE Assis Brasil
CE Cassiano do Nascimento
ETE Sylvia Mello
EEEB Osmar da Rocha Grafulha
EEEM Areal
EEEM Adolfo Fetter
CE Dom João Braga
EEEF Nossa Senhora Medianeira
CE Félix da Cunha
EEEF Fernando Treptow
EEEM Dr. Joaquim Duval
EEEM Dr. Edmar Fetter
EEEM Santa Rita
EEEF Prof.ª Lelia Romanelli Olmos

>> Veja mais fotos do segundo dia da Caravana do CPERS 2026:

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Que projeto de educação pública queremos para o futuro do Rio Grande do Sul? É a partir dessa reflexão que o CPERS lança a primeira edição da Sineta de 2026.

A publicação aprofunda o debate central que acompanhará a categoria neste ano eleitoral, decisivo para os rumos da educação pública gaúcha. Após anos de ataques e retirada de direitos das(os) educadoras(es), é fundamental confrontar os diferentes projetos ideológicos de desmonte da escola pública e barrar o avanço das narrativas neoliberais e da extrema-direita. Por isso, o Sindicato reafirma a pauta da valorização para toda a categoria.

O CPERS luta para que as filhas e filhos das(os) gaúchas(os) tenham acesso a uma educação pública, gratuita, laica, democrática, de qualidade e com referencial social. Mas esse objetivo só será alcançado com a valorização efetiva daquelas e daqueles que constroem diariamente a educação no chão da escola: não há projeto que fale em fortalecimento da educação pública sem garantir respeito, direitos e condições dignas às(aos) profissionais.

Nesta edição, as(os) leitoras(es) encontrarão análises sobre pautas em disputa no campo educacional, como a inclusão das(os) funcionárias(os) que ficaram fora do reenquadramento, a necessidade de realização de novos concursos públicos, o julgamento da ADI 6254 e o orçamento destinado à educação pelo governo Eduardo Leite (PSD).

A Sineta “Que Projeto de Educação Pública Queremos para o Futuro do Rio Grande do Sul?” já está disponível em PDF e, em breve, chegará à casa das(os) sócias(os). Baixe aqui!

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A cidade de Salvador (BA) sedia, nesta terça (3) e quarta-feira (4), o Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação, da Internacional da Educação para a América Latina (Ieal), realizado no Hotel Fiesta. O evento reúne lideranças sindicais, educadoras(es) e representantes governamentais de diversos países para debater igualdade de gênero, combate à violência e fortalecimento da atuação das mulheres nos sindicatos e na educação pública.

O CPERS está presente no evento, representado pelas diretoras do Departamento de Mulheres do Sindicato: Joara Dutra (coordenadora do Departamento), Sandra Santos e Mari Andréa Oliveira. 

Na abertura do encontro, a presidente da CNTE, Fátima Silva, ressaltou que as mulheres da educação estão presentes nas principais lutas sociais do continente. “Somos mulheres da América Latina. Somos educadoras. Fazemos da nossa profissão a luta na defesa da educação pública em todo o continente. Estamos presentes nas lutas por autonomia, soberania e democracia.”

Em tom firme, ela reforçou o compromisso com a paz e a autodeterminação dos povos. “Nós mulheres somos pela paz. Não existe guerra santa, não existe guerra justa. Reafirmamos nosso compromisso com a soberania do nosso continente e com o bem-estar do nosso povo.”

Para a presidenta da CNTE, o encontro fortalece a unidade das trabalhadoras da educação na América Latina. “Somos mulheres de luta, de todas as razões e das justas causas dos nossos países. Seguiremos comprometidas com a defesa constante da soberania, da democracia e da educação pública.”

Representando a Costa Rica, Gilda Montero abriu as falas destacando a força coletiva das mulheres da educação na América Latina. “Somos mulheres diversas, jovens, adultas, indígenas, rurais, urbanas, mulheres LGBT e mais. Somos cuidadoras, trabalhadoras incansáveis que sustentam o mundo”, afirmou. Ela ressaltou ainda que a mobilização é um ato de amor pela profissão e pelas comunidades, reforçando que a luta por condições dignas de trabalho e por orçamento adequado à educação está diretamente ligada à defesa dos direitos de meninas, meninos e jovens.

A secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia, Neusa Cadore, destacou que não há democracia plena sem a presença efetiva das mulheres nos espaços de decisão. Ao lado da secretária estadual de Educação da Bahia, Rowenna Brito, reafirmou o compromisso do governo baiano com a educação pública, a equidade de gênero e o fortalecimento das políticas para as mulheres.

“Cada vez que uma professora incentiva uma menina a ser cientista, dirigente ou presidenta, estamos mexendo com a estrutura da sociedade”, afirmou Neusa. 

Com o tema voltado à ampliação da presença e da voz das mulheres nos sindicatos e nos espaços de poder, o Encontro Regional reafirmou o compromisso da Internacional da Educação América Latina com a construção de uma educação emancipadora, democrática e feminista.

O papel da educação e das trabalhadoras diante do avanço do autoritarismo

A Conferência de Políticas Públicas como Expressão Democrática integrou a programação do Encontro e reuniu lideranças sindicais, parlamentares e gestoras públicas para debater os desafios da democracia no contexto latino-americano.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, abriu a atividade destacando a importância da articulação internacional das trabalhadoras da educação. “Essa articulação é muito importante para que a gente consiga superar os desafios que estão sempre colocados na nossa agenda”, afirmou. 

A ministra contextualizou o cenário global de instabilidade democrática e seus reflexos na região. “Nós vivemos um momento de instabilidade política produzida, uma disputa de sentido sobre o que é democracia, sobre o lugar que os direitos humanos ocupam”, declarou. Segundo ela, dados internacionais mostram que “mais da metade da população mundial vive sob algum grau de erosão democrática”, o que exige vigilância e mobilização permanente.

A ministra também abordou a importância da escola como espaço de proteção e garantia de direitos. Ao criticar propostas como o homeschooling, reforçou a defesa da educação pública estruturada. “Escolarização se faz na escola, com professores, com carreira, com concurso público. Quando a gente dissolve a política pública, nós estamos corroendo a democracia”, disse.

Outro ponto central da fala foi a necessidade de enfrentar a violência e a misoginia nas redes sociais. “Existe hoje uma cultura de ódio que é rentável no ambiente digital. Por isso, a nossa defesa da regulação das plataformas”, afirmou. Para Macaé, a disputa democrática se dá também nas redes: “Esse campo de disputa simbólica é repleto de concretude. A violência que começa no ambiente digital muitas vezes se transforma em violência física no nosso dia a dia”.

Ela também mencionou a violência política de gênero, especialmente contra parlamentares e lideranças femininas. “Quando analisamos os perfis das nossas vereadoras e deputadas, vemos ataques sistemáticos. Isso não é opinião, é violência política”, pontuou.

A Conferência, coordenada por Fátima Silva, presidenta da CNTE, também também contou com a presença da deputada federal Alice Portugal; a secretária das Mulheres do Estado da Bahia, Neusa Cadore; a assessora Solange Fiuza, representando a ministra Márcia Lopes; a deputada federal Ivoneide Caetano; e a secretária de Educação da Bahia, Rowena Brito.

Informações: CNTE
Fotos: Geovana Albuquerque/CNTE 

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O CPERS deu início, nesta terça-feira (3), à Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia, marcando o começo de uma jornada de quatro semanas que percorrerá os 42 núcleos da entidade em todo o Rio Grande do Sul. O ponto de partida foi nas regiões de Rio Grande (6º Núcleo) e Estrela (8º Núcleo), com visitas às escolas, diálogo com a categoria, mobilização nas comunidades e um chamado firme à unidade e à resistência.

A pergunta que move a Caravana é direta e urgente: que projeto de educação pública queremos para o futuro do Rio Grande do Sul? Em um ano eleitoral, em que estarão em disputa distintos projetos de Estado, o Sindicato vai ao encontro das(os) educadoras(es) para construir, no chão da escola, esse debate fundamental.

“Podemos dizer que este primeiro dia foi muito positivo. Conseguimos fazer o debate com a nossa categoria, no chão da escola, sobre qual o projeto de educação pública que queremos para o Estado. Precisamos sim fazer esse debate, porque os projetos estão em disputa”, afirmou a presidente do CPERS, Rosane Zan.

A dirigente destacou ainda a preocupação com o avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs) em unidades estaduais. Em Rio Grande, a comitiva visitou escolas que integram a lista de possíveis PPPs e ouviu a posição firme das comunidades escolares contrárias à entrega da gestão à iniciativa privada. “Esse projeto que está hoje no Piratini não atende às políticas sociais e públicas, atende principalmente aos interesses do mercado. Precisamos de muita unidade e força da nossa categoria para garantir um projeto de educação laica, democrática e de referencial social. A luta continua.”

Além do debate político, a Caravana também cumpre um papel essencial de escuta e acolhimento neste início de ano letivo. A sobrecarga de trabalho, o excesso de burocracia, o adoecimento da categoria e a falta de profissionais nas escolas foram temas recorrentes nas conversas.

“Esse primeiro dia só confirmou o que já sabíamos sobre a sobrecarga enfrentada por professores, funcionários, diretores e supervisores. É notório o adoecimento. Estar nas escolas agora é trazer acolhimento, ouvir os colegas e levantar a chama da resistência. É só com luta que a educação pública se mantém viva”, ressaltou a diretora Andrea da Rosa.

Em Estrela, o diálogo também evidenciou a necessidade de reorganização e mobilização diante do cenário político que se desenha. “É o início de um ano determinante. Precisamos debater com a categoria o futuro da educação do nosso Estado, porque o futuro depende, principalmente neste ano eleitoral, de quem vai tocar a política educacional gaúcha. Queremos um projeto diferente do que temos hoje com o governo Leite”, afirmou o diretor Celso Dalberto.

A valorização das(os) funcionárias(os) de escola também esteve no centro das discussões. “Conversamos sobre a falta de profissionais e a preocupação salarial, pois muitos ainda aguardam por anos um reajuste ou valorização salarial”, destacou o diretor Leandro Parise, reforçando que a luta salarial é parte indissociável da defesa da escola pública.

Para a diretora Daniela Peretti, o momento exige clareza política e compromisso com um projeto que rompa com a lógica de mercantilização da educação. “Neste ano decisivo, é fundamental eleger um projeto que compreenda a educação como investimento e não como gasto; que reconheça a importância dos professores e funcionários de escola; que fortaleça a gestão democrática e o respeito às comunidades escolares”.

Ao longo do dia, as(os) dirigentes também concederam entrevistas a rádios locais, ampliando o debate com a sociedade sobre temas como valorização salarial, mercantilização e privatização da educação, novos concursos públicos, o julgamento da ADI 6254 e o orçamento destinado à área. Em Rio Grande, a mobilização se estendeu até o fim da tarde, com panfletagem no terminal de ônibus da General Netto, na Praça Tamandaré, dialogando diretamente com a população sobre os rumos da educação pública estadual.

Representando a Direção Central, acompanharam o roteiro em Rio Grande a presidente Rosane Zan e as(os) diretoras(es) Sandra Silveira, Sandra Regio, Andrea da Rosa, Guilherme Bourscheid e Daniela Peretti. Em Estrela, a comitiva foi formada pelas(os) diretoras(es) Leandro Parise, Vera Maria Lessês, Juçara Borges, Celso Dalberto e Elbe Belardinelli, com apoio das representações dos núcleos sede e da região.

A Caravana do CPERS seguirá na estrada, pulsando a luta por uma educação pública de qualidade, com respeito, valorização e dignidade para quem a constrói todos os dias. Nesta quarta-feira (4), a mobilização chega às regiões de Guaporé (3º Núcleo) e Pelotas (24º). É tempo de somar forças, ocupar os espaços e fazer ecoar nossa voz em cada escola e comunidade. Participe das atividades do seu Núcleo e fortaleça essa caminhada coletiva em defesa da educação pública!

>>> Confiras as escolas visitadas nesta terça-feira (3): 

>> 6° Núcleo (Rio Grande):

> Rio Grande:
EEEM Bibiano de Almeida
EEEM Silva Gama
EEEF Cel. Juvêncio Lemos
EEEM Dr. Augusto Duprat
EEEM Barão do Cerro Largo
ETE Getúlio Vargas
EEEF Alm. Tamandaré
EEEM Prof. Lorea Pinto
EEEM Emilio Luiz Mallet

> Chuí:
EEEM Marechal Soares Andrea

> São José do Norte:
EEEM São José
EEEF Marques de Souza

> Santa Vitória do Palmar:
EEEB Manoel Vicente do Amaral
EEEF Prof. Abílio Azambuja
CE Santa Vitória do Palmar

>> 8º Núcleo (Estrela):

> Bom Retiro:
EEEF de Brasilia
CE Jacob Arnt

> Lajeado:
CE Presidente Castelo Branco
EEEF São João Bosco
EEEM Santo Antônio

> Taquari:
EEEF Júlio de Castilhos
IEE Pereira Coruja
EEEM Barão de Antonina
EEEM Barão de Ibicuí
EEEF Dr. Antônio Porfirio de Menezes Costa
EEEF Professora Ana Job
EEEF Nardy de Farias Alvim

> Teutônia:
EEEM Gomes Freire de Andrade
EEEM Reynaldo Affonso Augustin
EEEM Tancredo de Almeida Neves

> Fazenda Vilanova:
EEEM Fazenda Vilanova

> Cruzeiro do Sul:
EEEM João de Deus
Flores da Cunha:
EEEM São Rafael

> Santa Clara do Sul:
EEEM Santa Clara

>> Veja mais fotos do primeiro dia da Caravana do CPERS 2026: 

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Na tarde desta segunda-feira (2), representantes do CPERS estiveram reunidos com a secretária de Planejamento, Governança e Gestão do RS, Danielle Calazans, para cobrar uma solução concreta para as(os) mais de quatro mil funcionárias(os) de escola vinculadas(os) à Seduc que ficaram de fora do reenquadramento das carreiras realizado pelo governo estadual em 2024.

Desde a aprovação da reforma, o Sindicato denuncia a injustiça cometida contra essas(es)servidoras(es), essenciais ao funcionamento das escolas estaduais, que seguem acumulando perdas salariais e enfrentando um processo de empobrecimento contínuo. A política implementada pelo governo Eduardo Leite (PSD), seu vice Gabriel Souza (MDB) e sua base aliada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, criou uma divisão inédita na categoria: enquanto parte das(os) educadoras(es) recebe reajuste, outra parte permanece esquecida, sem qualquer recomposição digna.

Na abertura da reunião, a presidente do CPERS, Rosane Zan, foi enfática: mais de quatro mil funcionários de escola estão há 12 anos sem qualquer tipo de reajuste. “É um empobrecimento e uma defasagem salarial cada vez maior. O governador Leite prometeu um estudo sobre o reenquadramento ainda no primeiro semestre de 2025. Nos foi prometido um retorno. Até agora, mais de um ano depois, não tivemos resposta”, afirmou.

A secretária Danielle Calazans alegou dificuldades jurídicas para reenquadrar quadros extintos e afirmou que os cargos antigos não corresponderiam aos novos quadros criados pelo governo, sustentando que não haveria segurança jurídica para a medida. Como alternativa, indicou a possibilidade de manter as(os) servidoras(es) na situação atual e, eventualmente, discutir um aumento específico — mas declarou que, neste momento, o governo não dispõe de recursos financeiros para isso. 

A justificativa foi prontamente contestada pela economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Anelise Manganelli, que apresentou dados comprovando a existência de espaço orçamentário para o reajuste, sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, também relembrou a Lei 14.670, de 31 de dezembro de 2014, firmada no governo Tarso Genro (PT), destacando que há base legal para solucionar a questão das(os) funcionárias(os) excluídas(os).

Ou seja: há previsão jurídica e há margem orçamentária. O que falta é vontade política! 

Reajuste de 5,4% para todos já! 

Durante a reunião, a presidente do Sindicato também cobrou que o governo estadual estenda de forma linear a toda a categoria — professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade — o reajuste de 5,4% do Piso Salarial Profissional Nacional, previsto em medida do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem a utilização da parcela de irredutibilidade. 

Danielle Calazans afirmou que realizará um estudo para verificar a viabilidade financeira da alteração no projeto do governo, que está prestes a ser votado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas próximas semanas. O CPERS reforçou a urgência da medida e cobrou que o governo apresente respostas antes da votação.

Apesar das promessas e estudos anunciados, a realidade permanece a mesma: mais de quatro mil funcionárias(os) seguem excluídas(os) por decisão política do governo Leite (PSD). O CPERS reafirma que seguirá na luta incansável pela valorização de TODA a categoria, intensificando a pressão por um reajuste linear, sem manobras e sem as divisões impostas por quem deveria governar para todas(os).

Também participaram da reunião, representando o Sindicato, o 1° vice-presidente, Alex Saratt, o 2° vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral Suzana Lauermann, a tesoureira Dulce Delan e as(os) diretoras(es) Juçara Borges, Andrea da Rosa, Celso Dalberto, Leandro Parise, Amauri da Rosa, Guilherme Mateus Bourscheid e Elbe Belardinelli.

>> Confira mais fotos da reunião: 

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De 26 a 29 de março de 2026, Porto Alegre será palco de um importante ato internacional em defesa da democracia: a I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos. O encontro nasce como um ato político urgente de resistência coletiva diante do avanço global da extrema-direita e da escalada autoritária que ameaça direitos, liberdades e a própria democracia.

Organizada por forças antifascistas de diversos países, a Conferência contará com painéis temáticos plurais e participativos, além de atividades autogestionadas que fortalecem os movimentos sociais, a juventude e a militância popular na construção de alternativas concretas de solidariedade internacional e combate ao fascismo.

A programação dialoga diretamente com os principais desafios políticos, sociais e econômicos da atualidade: a ascensão da extrema-direita, o avanço do imperialismo, as mudanças climáticas e as múltiplas formas de resistência e solidariedade dos povos do mundo — incluindo as lutas feministas, antirracistas, pela Palestina e da classe trabalhadora.

O CPERS convoca toda a sua categoria a participar das atividades da I Conferência Antifascista, especialmente da Marcha de Abertura, que será realizada no dia 26 de março, a partir das 18h, no Largo Glênio Peres (em frente ao Mercado Público de Porto Alegre). Vamos juntas(os) ocupar as ruas e afirmar que a soberania dos povos e a democracia não se negociam! Saiba mais no link: https://antifas2026.org/

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