“Não há Sindicato sem trabalhadores e não há trabalhadores livres sem Sindicatos.” Essa é uma das tantas mensagens deixadas pelo Papa Francisco, um pontífice que se colocou ao lado daqueles e daquelas que mais necessitam. Essas palavras, ditas em 2022 diante de milhares de trabalhadoras(es) da Confederação Geral Italiana do Trabalho, ecoam com ainda mais força neste momento tão significativo e comovente de sua partida.

Na manhã desta segunda-feira, 21 de abril, o mundo despediu-se de um dos maiores líderes humanitários de nossa era. Francisco não foi apenas o Papa da Igreja Católica. Foi o Papa dos pobres, dos invisíveis e dos esquecidos. Com coragem e empatia, reaproximou a fé das lutas sociais e lembrou ao mundo que a espiritualidade e a solidariedade caminham juntas.

Em sua última mensagem, neste Domingo de Páscoa, mais uma vez ergueu a voz em defesa da liberdade e da paz: “Não é possível haver paz onde não há liberdade religiosa ou onde não há liberdade de pensamento, nem de expressão, nem respeito pela opinião dos outros.” Com essas palavras, reafirmou sua crença na dignidade humana e no valor da convivência respeitosa e livre.

O CPERS Sindicato presta sua mais profunda homenagem à memória do Papa Francisco. Que sua mensagem de amor, justiça e compromisso com os mais pobres jamais se apague. Que suas palavras e ações continuem a inspirar na construção de um mundo mais solidário, humano e livre.

Foto: VINCENZO PINTO
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Em 21 de abril de 1945, enquanto o mundo se reerguia dos horrores da guerra, nascia, no Rio Grande do Sul, uma semente de resistência: o CPERS.

Criado por educadoras e educadores que sonhavam com um futuro mais justo, o Sindicato surgiu quando levantar a voz por direitos era um ato de bravura. Desde então, são oito décadas de lutas, greves, enfrentamentos e conquistas, sempre com a mesma certeza: a educação pública transforma.

O CPERS nunca se calou! Enfrentou a ditadura com altivez, defendeu a democracia nas ruas e nas urnas, enfrentou governos e resistiu aos ataques, sempre segurando firme as sinetas, as bandeiras amarelas e os ideais que nos movem até hoje.

São 80 anos ao lado de quem ensina, acolhe, cuida e transforma. Hoje, celebramos essa história viva. Celebramos cada funcionária e funcionário de escola, cada professora e professor, da ativa ou aposentada(o), que construiu e constrói, diariamente, essa trajetória com dignidade e luta.

Porque o CPERS não é apenas um Sindicato. É memória, é força coletiva, é esperança em movimento.

CPERS 80 anos: na luta e na defesa da educação pública. Ontem, hoje e sempre!

#CPERS80Anos #CPERSNaLuta

>> Em vídeo especial, a presidente do Sindicato, Rosane Zan, comenta essa data tão simbólica e repleta de significados, que merece ser comemorada por toda a categoria: 

>> Clique aqui e confira a edição especial da Sineta sobre os 80 anos do CPERS

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O CPERS se une a diversas organizações e cidadãs(ãos) comprometidas(os) com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, apoiando o Movimento pela Igualdade no Trabalho, do Ministério das Mulheres. Em uma realidade onde as mulheres representam a maioria da população e da força de trabalho brasileira, mas ainda enfrentam profundas desigualdades salariais e de oportunidade — especialmente as mulheres negras —, é urgente agir.

>> Clique aqui e saiba como apoiar

A carta aberta à população brasileira, que apresenta os propósitos do Movimento, traz dados alarmantes e um chamado à mobilização: promover a igualdade entre mulheres e homens é essencial para o desenvolvimento econômico e para a consolidação da democracia. O documento também destaca que investir em igualdade de gênero é uma questão de justiça e uma estratégia de crescimento econômico comprovada.

>> Baixe, aqui, o PDF da carta

Convidamos toda a categoria e a sociedade a conhecer a carta e fortalecer essa luta, porque igualdade no trabalho é um direito que não pode esperar mais três séculos para ser realidade.

>> Leia a carta completa abaixo:

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO BRASILEIRA:
EU APOIO O MOVIMENTO PELA IGUALDADE NO TRABALHO

Vivemos em uma nova configuração social onde as mulheres representam 51,1% da população brasileira, 44% da força de trabalho e são responsáveis pela maioria dos lares (51,7%). No entanto, apesar de serem mais escolarizadas que os homens, as mulheres ganham 20,9% a menos, de acordo com o 3° Relatório de Transparência Salarial, que traz dados de empresas com 100 ou mais funcionários(as). Em relação às mulheres negras, a disparidade é ainda mais grave: chega a 50,3%. Imagine o quanto o país não ganharia se investisse na promoção da igualdade entre mulheres e homens no trabalho?

Considerando este cenário, reconhecemos que um verdadeiro compromisso com a sociedade brasileira inclui necessariamente apoiar e agir para que as mulheres sejam tratadas com igualdade em todas as esferas de suas vidas.

Queremos ter orgulho do nosso país não apenas por suas conquistas no esporte, cultura, educação ou ciência, mas na liderança mundial pela defesa da democracia, pela promoção de justiça social e pelo exemplo na superação das desigualdades.

Sabemos que é possível alcançar essa mudança. Para isso, é fundamental garantir a igualdade de oportunidade entre mulheres e homens. Segundo um estudo do Banco Mundial, se as mulheres tivessem as mesmas oportunidades que os homens no mercado de trabalho, o Produto Interno Bruto (PIB) global poderia crescer mais de 20%. Na mesma linha, um outro estudo da Organização Internacional do Trabalho demonstra que o Brasil poderia expandir a economia em 382 bilhões de reais se implementasse políticas moderadas de igualdade de gênero. Esse valor seria duplicado com igualdade plena!

Conscientes da importância dessa causa, nos comprometemos a adotar as melhores práticas para garantir que a igualdade salarial seja uma realidade dentro da nossa organização. Acreditamos que este movimento é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária, em que todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades de crescimento, independentemente do gênero.

Reconhecemos que é urgente e necessário valorizar as mulheres brasileiras, combater a persistente violência em todas as suas manifestações, ouvir suas necessidades e lutar para garantir que elas tenham oportunidades iguais na política, no mercado de trabalho, em posições de liderança e nos espaços mais relevantes da nossa sociedade.

A Organização das Nações Unidas estima que serão necessários 300 anos para o mundo atingir a igualdade de gênero. Não podemos esperar mais três séculos!

Por isso, apoiamos o Movimento pela Igualdade no Trabalho.

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Ao participar, nesta terça-feira (15), de um simpósio sobre o Plano Nacional de Educação 2024–2034: tramitação e desafios, realizado em Recife, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, destacou os principais obstáculos para a aprovação de um plano que reflita as diretrizes definidas pela sociedade civil nas conferências nacionais de educação.

Segundo ele, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), cujo projeto de lei estava engavetado na Câmara dos Deputados desde 2024, enfrenta barreiras políticas. “Nosso desafio é garantir que o plano aprovado represente aquilo que construímos coletivamente, e não apenas o que for negociado dentro do Congresso”, alertou Heleno.

O novo PNE vai substituir o plano estabelecido para o período 2014-2024 [e prorrogado até 31 de dezembro de 2025]. Em sua fala, Heleno apresentou dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) para ilustrar o perfil ideológico dos parlamentares mais influentes. Entre os 100 nomes mais atuantes apresentados pelo estudo do DIAP, a maioria que exerce funções de formulação e organização de projetos pertence ao centro e à direita.

Além disso, destacou preocupações com os nomes escolhidos para liderar a tramitação: a deputada Tábata Amaral (PSB-SP), que preside a comissão especial, tem histórico ligado a fundações que defendem a lógica da meritocracia e da avaliação padronizada na educação.

“E aí, quando você busca a relação da Tábata Amaral com a Fundação Lemann, você encontra políticos apoiados pelo segundo homem mais rico do Brasil”, apontou. Já o relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE), possui um histórico de apoio a pautas como a reforma trabalhista e o teto de gastos, além de ser presidente Associação dos Mantenedores Independentes do Ensino Superior (AMES), o que, segundo ele, pode gerar conflito de interesses.

“Trouxe essas características justamente para nos prepararmos melhor para o diálogo. Nossa mobilização precisa ser focada. Consideramos que o tempo é curto para a tramitação – queremos que o plano seja aprovado até dezembro, mas não pode ser qualquer plano”, enfatizou Heleno.

Para ele, é essencial que os movimentos sociais e os fóruns de educação estejam atentos, mobilizados e atuem de forma estratégica. “Precisamos saber com quem dialogar e onde concentrar nossas forças. Só assim conseguiremos garantir um PNE que seja, de fato, instrumento de transformação da educação pública no Brasil”, concluiu.

PNE

O projeto do novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi enviado em junho do ano passado e prevê 18 objetivos a serem cumpridos até 2034 nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

O texto do governo prioriza a qualidade do ensino no País. A proposta foi elaborada pelo Ministério da Educação, a partir das contribuições de um grupo de trabalho, da sociedade, do Congresso Nacional, de estados, municípios e conselhos de educação. O texto também inclui sugestões da Conferência Nacional de Educação, realizada em janeiro.

Informações: CNTE
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O Departamento da Diversidade do CPERS vem publicamente manifestar seu irrestrito apoio e solidariedade à companheira deputada federal, Erika Hilton (PSOL), vítima de mais um ato de transfobia institucional por parte do governo dos Estados Unidos, sob a égide do retrógrado e opressor Donald Trump e da extrema-direita que busca, a todo custo, negar a existência e os direitos das pessoas trans.

A postura do governo estadunidense, ao ignorar documentos oficiais brasileiros que reconhecem Erika como mulher, é um ataque à sua dignidade e uma afronta à soberania do Brasil e a todos os avanços conquistados pela nossa legislação em defesa da população LGBTQIAPN+. Essa violência burocrática revela o caráter fascista de um Estado que, sob o comando de líderes reacionários, persegue minorias e tenta reescrever identidades conforme sua agenda de ódio.

Mas não nos enganemos: essa investida não se limita às pessoas trans. É parte de um projeto maior que, historicamente, visa criminalizar movimentos sociais, oprimidos e trabalhadoras(es). A lista de alvos da extrema-direita inclui negras e negros, mulheres, indígenas, quilombolas, imigrantes e todos aqueles que ousam resistir à opressão. Trump e seus aliados globais, inclusive os que aqui no Brasil tentam reviver o obscurantismo, são inimigos da democracia e da justiça social.

Erika, sua luta é a nossa luta. Reafirmamos que, no Brasil, sua existência é respeitada e protegida pela Constituição, e não permitiremos que o ódio transnacional de governos autoritários minem nossos direitos. Como você bem destacou, já derrotamos essa agenda de ódio antes e, unidas(os), a derrotaremos novamente.

Que seu exemplo de resistência ecoe como um chamado à mobilização contra o fascismo que ameaça não só os EUA, mas o mundo. Seguiremos firmes, porque nenhum direito a menos será tolerado!

Foto de capa: Ana Flavia Barbosa

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No próximo dia 23 de abril, profissionais da educação de todo o país irão às ruas no Dia Nacional de Paralisação, atendendo à convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A mobilização, que tem o apoio de entidades como o CPERS, é uma resposta aos sucessivos ataques sofridos pela educação pública brasileira e um chamado à valorização urgente para quem faz a educação acontecer!

A paralisação nacional reunirá professoras(es), funcionárias(os), especialistas e demais trabalhadoras(es) da educação pública em atos e manifestações por todo o Brasil. O movimento é pautado por reivindicações centrais que dialogam diretamente com a realidade das escolas e com as condições de trabalho da categoria. Entre os principais pontos estão:

  • Revisão Geral dos Salários em 12,14% para todos os segmentos da educação pública, como forma de recompor perdas inflacionárias e garantir poder de compra diante da crescente defasagem;

  • Mais educação pública, menos burocratização, que têm dificultado a gestão escolar e o atendimento adequado à comunidade;

  • Rejeição à privatização e à militarização das escolas públicas, processos que fragilizam o caráter democrático e inclusivo do ensino;

  • Valorização profissional real, com políticas salariais justas, formação continuada e melhores condições de trabalho.

Cada núcleo regional do CPERS estará à frente da organização das atividades em suas localidades, convocando a base para se unir às mobilizações. Vamos juntas e juntos ocupar as ruas por valorização para quem ensina, quem cuida e quem transforma! Contate seu Núcleo e mobilize-se!

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O CPERS, através de seu Departamento de Diversidade, manifesta solidariedade e apoio à vereadora de Porto Alegre, Natasha Ferreira (PT), diante da ameaça de morte recebida nesta segunda-feira (14).

Natasha foi eleita com 4.718 votos, tornando-se a vereadora travesti mais votada da história da capital e hoje é líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal. Militante desde os 13 anos, sua trajetória é marcada por conquistas importantes, como a denúncia que levou o Ministério Público Federal (MPF) a reconhecer, pela primeira vez, o caráter LGBTfóbico do governo Bolsonaro (PL).

A vereadora representa um marco importante na luta por direitos, visibilidade e dignidade da população LGBTQIAPN+. Na Câmara Municipal, a parlamentar é símbolo de resistência, coragem e compromisso com uma sociedade mais justa e inclusiva.

O Departamento de Diversidade do CPERS repudia veementemente qualquer tipo de violência, ameaça ou tentativa de silenciamento que atinja representantes democraticamente eleitas(os) e, especialmente, figuras públicas que rompem barreiras históricas de exclusão e preconceito. Nos colocamos ao lado da vereadora Natasha e exigimos das autoridades competentes a apuração rigorosa dos fatos e a garantia de sua segurança para que ela possa continuar exercendo seu mandato com liberdade e proteção.

Foto: Campanha / Divulgação

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Na última sexta-feira (11), a Assembleia Geral do CPERS concordou em expressar publicamente solidariedade ao deputado Glauber Braga (PSOL), que teve uma recomendação de cassação de mandato aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A perseguição política contra o parlamentar é uma forma de intimidá-lo, já que Glauber vem denunciando reiteradamente o Orçamento Secreto, manobrado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

O mandato do deputado é crucial para enfrentar a extrema-direita e defender os interesses da classe trabalhadora. Em 2016, Glauber confrontou Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara à época que arquitetou o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2022, batalhou pela manutenção da Eletrobras pública e, mais recentemente, lutou pela revogação do Novo Ensino Médio. 

A interrupção da atuação política de Glauber abre brechas para a cassação de outras(os) parlamentares de esquerda que são resistência na Câmara. Enquanto recolhem assinaturas para a criação de um projeto de anistia para os golpistas que participaram do 8 de janeiro, bolsonaristas celebram a decisão do Conselho de Ética. Para a maioria do Congresso, a reação de Glauber contra um provocador é intolerável, mas, por outro lado, a depredação do Palácio do Planalto, bem como os planos de assassinato contra o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, merecem perdão. 

O CPERS manifesta apoio ao deputado federal Glauber Braga e defende sua permanência na Câmara dos Deputados. Enquanto aliado histórico da democracia, o Sindicato reafirma sua solidariedade ao parlamentar que, escolhendo trabalhar pelo fortalecimento dos serviços públicos, dos princípios democráticos e da soberania nacional, vem sendo cerceado. GLAUBER FICA! SEM ANISTIA PARA GOLPISTAS!

> Leia também: CPERS expressa solidariedade ao deputado federal Glauber Braga

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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O Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS manifesta seu mais profundo repúdio à trágica morte de um ambulante senegalês, ocorrida nesta sexta-feira (11), em plena luz do dia, no bairro do Brás, em São Paulo, durante uma abordagem violenta da Polícia Militar.

A cena registrada em vídeo e amplamente divulgada pela imprensa escancara, mais uma vez, a face cruel do racismo estrutural e do despreparo das forças de segurança pública, que, ao invés de proteger, agem com truculência e letalidade contra pessoas negras e pobres. O vendedor, ao tentar defender sua mercadoria, foi brutalmente agredido com cassetetes e, em seguida, alvejado por um disparo à queima-roupa. Mesmo após baleado, tentou ainda correr, resistindo com o corpo o que o Estado já lhe havia negado: o direito à dignidade.

É inadmissível que trabalhadoras e trabalhadores, especialmente imigrantes e negras(os), sejam tratadas(os) como ameaças, tenham suas vidas ceifadas e ainda vejam seus corpos sendo tratados com desprezo. A atuação da PM, apoiando ações de repressão a ambulantes por parte da Prefeitura de São Paulo, resultou na morte do vendedor e na repressão à legítima manifestação das(os) colegas que protestaram contra o ocorrido, dispersadas(os) com bombas de gás.

Exigimos apuração rigorosa, responsabilização das(os) envolvidas(os), mudanças concretas nas práticas policiais, que continuam a reproduzir lógicas coloniais e autoritárias, e protocolos para abordagem policial, principalmente em relação à população negra. Não aceitaremos que mais uma morte seja naturalizada ou invisibilizada. Vidas negras importam!

Nos solidarizamos com a comunidade senegalesa, com as(os) trabalhadoras(es) ambulantes e com todas as vítimas da violência policial neste país. Seguiremos em luta, denunciando, mobilizando e exigindo justiça!

Basta de racismo, basta de violência, basta de impunidade!

Foto de capa: Arquivo pessoal obtido pelo G1

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Eduardo Leite (PSDB) pode tentar nos dividir, mas não conseguirá! Na tarde desta sexta-feira (11), milhares de educadoras(es) estiveram lado a lado, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, traçando os rumos das lutas da categoria para 2025. Diante de um contexto de sobrecarga de trabalho, desvalorização salarial e mercantilização da educação, a presença de funcionárias(os) de escola e professoras(es), da ativa e aposentadas(os), na Assembleia Geral de Mobilização do CPERS, representou um momento de resistência frente aos ataques do governador e da Secretaria Estadual de Educação. 

O fim dos descontos da Penosidade na parcela de irredutibilidade e o término do Desconto Previdenciário, as exigências por um IPE Saúde qualificado e pela implementação do Piso Nacional das(os) Funcionárias(os) de Escola, bem como o enfrentamento às Parcerias Público-Privadas (PPPs) foram tópicos centrais das discussões que guiaram a primeira Assembleia do Sindicato do ano. 

A presidente do CPERS, Rosane Zan, abriu o encontro realçando a importância de trabalhadoras(es) efetivas(os) e contratadas(os), da ativa e aposentadas(os), caminharem juntas(os) em defesa da educação pública e de melhores condições de trabalho. “Leite e Raquel sucateiam a escola pública, deixam de lado aposentadas e aposentados e desconsideram funcionárias e funcionários. Ser educador na rede estadual era luxo, agora não mais. Queremos, sim, a revisão geral de salários de 12,14% e para isso precisamos estar unidos”, reiterou. 

Ainda, a dirigente lembrou a grandiosidade da história do Sindicato, que completa 80 anos em 21 de abril. “Tenho imenso orgulho de fazer parte dessa categoria, porque não é qualquer um que nos tira a vontade e a força de lutar. Esse gigante que é o CPERS sempre respondeu aos governantes, mesmo na ditadura. Diariamente no chão das escolas, mostramos ao que viemos”, sublinhou Rosane.  

>> Confira o recado da presidente do CPERS, Rosane Zan, sobre os encaminhamentos do grande encontro de hoje (11):

Paralisação nacional, plenárias de Agentes Educacionais e campanha “Mais Educação Pública, Menos Burocratização”

A Assembleia Geral aprovou uma paralisação no dia 23 de abril, chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e um ato público no dia 16 de maio, em nome da Frente dos Servidores Públicos Estaduais, para reivindicar a revisão geral de salários para toda a categoria. 

Foi definida também a realização de plenárias sobre as demandas das(os) Agentes Educacionais, como a aprovação do PL 2531/2021, a fim de discutir estratégias de luta pelo Piso Salarial Profissional Nacional para funcionárias(os) de escola. 

Além disso, com o intuito de exigir o fim do preenchimento excessivo de planilhas e do assédio moral, as(os) trabalhadoras(es) decidiram realizar a campanha “MAIS EDUCAÇÃO PÚBLICA, MENOS BUROCRATIZAÇÃO”. A partir dessa iniciativa, o Sindicato irá elaborar materiais informativos para instrumentalizar educadoras(es) contra o excesso de funções. 

A participação massiva de educadoras(es) na atividade representou a inquietação da categoria com sua conjuntura e a disposição de luta daquelas(es) que mantiveram e das(os) que ainda mantém a escola pública de pé. O compromisso histórico do CPERS com a dignidade da classe trabalhadora segue firme e sua capacidade de mobilização fortalecida!

>> Leia, abaixo, o conjunto de propostas aprovadas na Assembleia Geral desta sexta (11):

1 – Lutar pela Revisão Geral de Salários de 12,14% para toda a categoria, já! Com a realização de paralisação nacional dia 23/04 – chamada pela CNTE. Vem para a rua denunciar na frente das CREs, praças e Banrisul o descaso do governo Leite (PSDB). E também realizar um Ato Público, juntamente com a Frente dos Servidores Públicos Estaduais, no dia 16/05, em Porto Alegre;

2 – Realizar uma campanha com o tema: “MAIS EDUCAÇÃO PÚBLICA, MENOS BUROCRATIZAÇÃO”, pelo fim das planilhas, não às PPPs, fim das mentorias, fim do assédio moral, fim da sobrecarga de trabalho, fora as fundações e instituições da SEDUC e elaboração de materiais com orientações sobre qual a função de professoras(es);

3 – Lutar pela atualização do Auxílio Refeição e pelo fim do desconto do vale-transporte;

4 – Seguir a luta pela realização de Concurso Público, além da nomeação das(os) reclassificadas(os) e a publicação imediata de edital para professoras(es), funcionárias(os) e especialistas;

5 – Exigir que o governo Leite (PSDB) regulamente e publique os critérios de avaliação e promoção do magistério, anunciado no ano passado, e a inclusão das(os) funcionárias(os) para a promoção e troca de nível;

6 – Continuar na luta contra as PPPs: dinheiro público é para uso da educação pública e não dos empresários da educação! Realizar uma reunião nos núcleos que possuem escolas na lista das PPPs para organizar a luta;

7 – Realizar plenárias com Agentes Educacionais para tratar assuntos relacionados às demandas desta parcela da categoria, entre elas a questão do projeto de Lei 2531, do Piso Nacional Profissional Das(os) Funcionárias(os);

8 – Debater no Conselho Geral e nos núcleos as alterações da lei 11.738 do Piso Nacional Profissional do Magistério, de 16 de julho de 2008, a partir do mês de maio, através de plenárias com a direção central e jurídico;

9 – Participar de todos os fóruns de debate sobre o novo PNE;

10 – Seguir a luta em defesa do IPE SAÚDE, com CREDENCIAMENTO de mais médicas(os), para melhor atender às(aos) seguradas(os) e também por uma política de promoção e prevenção da saúde das(os) educadoras(es) – fazer o levantamento das especialidades médicas que faltam na região dos núcleos e das(os) médicas(os) credenciadas(os) que cobram taxas para atender e entregar este levantamento a direção e ao conselho de administração do IPE Saúde;

11 – Participar ativamente das conferências municipais e regionais da Saúde das(os) Trabalhadoras e Trabalhadores, bem como da conferência livre da CNTE no dia 24/04 às 19h30, e da CUT.

12 – Realizar Assembleia Geral em junho para escolha das(os) delegadas(os) de base da CNTE e avaliar o movimento das nossas mobilizações por revisão geral de salários;

13 – Participar do plebiscito e mobilização da redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, taxação das grandes fortunas e isenção do IR até 5 mil – elaborar material para auxiliar no debate desses temas;

14 – Realizar pesquisa/radar sobre a violência física e psicológica nas escolas;

15 – Produzir materiais sobre o assédio moral nas escolas com a realização de plenárias para debater o tema;

16 – Moção de solidariedade à professora da escola municipal de Caxias do Sul, que foi vítima de ataque brutal e que escancara a forma como a educação é vista e tratada na sociedade;

17 – Moção de apoio e solidariedade ao deputado Glauber Braga, vítima de perseguição política;

18 – Moção de apoio à Greve das(os) Municipárias(os) de Porto Alegre;

19 – Realizar encontro estadual de contratadas(os) ainda no primeiro semestre de 2025;

20 – Participar da campanha da CUT – A VIDA NÃO TEM HORA EXTRA – pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

Porto Alegre, 11 de abril de 2025.
Conselho Geral do CPERS/Sindicato

>> Confira mais fotos da Assembleia Geral: 

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