O CPERS, por meio do seu Departamento de Gênero, vem a público manifestar irrestrita solidariedade à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, diante do inaceitável episódio de violência política de gênero e dos ataques misóginos, machistas e autoritários sofridos durante a audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, nesta terça-feira (27).

A postura dos senadores Plínio Valério (AM), líder do PSDB, e Marcos Rogério (PL-RO), que presidia a audiência pública da Comissão, ultrapassou todos os limites do respeito institucional e humano. É importante destacar que os ataques de Plínio Valério (PSDB-AM) não são um caso isolado — lamentavelmente, não é a primeira vez que ele dirige ofensas à ministra Marina Silva.

A agredida é uma mulher negra da Amazônia e ministra de Estado pela segunda vez. Em dois anos, o trabalho da equipe liderada por ela resultou em uma redução de 46% do desmatamento na Amazônia em relação a 2022, segundo dados do Inpe. Marina é muito maior do que eles.

A tentativa de desqualificar a atuação técnica da ministra por meio de agressões pessoais e de gênero revela o quanto ainda é urgente combatermos a violência política contra mulheres — especialmente quando exercem cargos de poder com firmeza, ética e compromisso com o interesse público.

Marina Silva é uma referência nacional e internacional na defesa do meio ambiente e dos direitos humanos. Sua trajetória inspira gerações e nenhum ataque diminuirá sua força, competência e integridade. Marina simboliza também a resistência das mulheres negras, periféricas e de origem popular que ousam ocupar espaços de decisão.

Ao se retirar da audiência, a ministra reafirmou que não compactua com ofensas, não se submete à humilhação e não cede diante de atitudes antidemocráticas.

Repudiamos veementemente toda e qualquer forma de violência de gênero, reafirmando nosso compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e respeitosa — onde nenhuma mulher seja violentada ou desrespeitada. O ambiente político não pode ser palco para agressões e desrespeito. Que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.

Reiteramos nosso apoio e respeito à ministra Marina Silva, certos de que seguiremos juntas e juntos na defesa da democracia, da dignidade, da igualdade de gênero e dos direitos de todas as mulheres.

Foto: Nadja Kouchi

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Estão abertas as inscrições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Os interessados devem se inscrever, na Página do Participante, até o dia 6 de junho – o prazo também vale para os pedidos de atendimento especializado e tratamento por nome social. O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicará as provas em 9 e 16 de novembro, nas 27 unidades da Federação. 

A aprovação da isenção da taxa no Enem 2025 e da justificativa de ausência na edição de 2024 não significa que a inscrição foi realizada de forma automática. Para se inscrever, é necessário acessar a Página do Participante. Quem não lembra a senha da conta pode recuperá-la, por meio das orientações da própria plataforma. Todas as pessoas devem se inscrever no sistema para participar do exame. 

Certificação – O Enem 2025 volta a ser utilizado para certificar a conclusão do ensino médio ou a proficiência parcial para estudantes maiores de 18 anos. Os participantes que desejam utilizar o exame para esses fins devem indicar essa pretensão ao se inscrever. Pessoas com esse perfil que também sejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) não serão cobradas pela inscrição.  

Para obter o certificado de conclusão do ensino médio, é necessário atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e o mínimo de 500 pontos na redação, por meio do Enem. 

Inscrição simplificada – Outra novidade da edição é a inscrição pré-preenchida para concluintes da rede pública. Nesses casos, o participante deve acessar a página oficial para confirmar a inscrição e optar pela prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) que deseja realizar. A página também não gerará boleto para o estudante concluinte da escola pública, ainda que o participante não tenha solicitado isenção.  

Pará  O MEC, por meio do Inep, realizará o Enem 2025, de forma excepcional, em 30 de novembro e 7 de dezembro, nas seguintes cidades do Pará: Belém, Ananindeua e Marituba. A medida visa atender aos públicos desses municípios, em função dos impactos logísticos relacionados à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada na capital paraense, no período da aplicação regular do exame. 

Quem pretendia fazer o Enem em 9 e 16 de novembro e reside em alguma dessas cidades ainda pode optar por realizar as provas na aplicação regular. Para isso, é necessário optar por outro município de aplicação no momento da inscrição. 

Pé-de-Meia – O programa Pé-de-Meia prevê uma parcela bônus de R$ 200 para os estudantes do último ano do ensino médio que realizarem os dois dias de provas do Enem 2025, paga após a conclusão da etapa. Todos os participantes do Pé-de-Meia tiveram direito à isenção da taxa de inscrição do Enem 2025.  

Taxa –
 A taxa de inscrição no valor de R$ 85 (para quem não é isento) deve ser paga até 11 de junho. É possível pagá-la por boleto (gerado na Página do Participante); Pix; cartão de crédito; e débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). Para pagar por Pix, basta acessar o QR Code que consta no boleto. 

Orientações – O portal do Inep conta com uma página em que é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos. 

Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni). 

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitarem as notas do Exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. 

Edital do Enem 2025

Fonte: MEC

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O CPERS promoveu, nesta segunda-feira (26), uma reunião online com representantes dos 11 núcleos do Sindicato que possuem escolas incluídas no projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs) do governo Eduardo Leite (PSD). O encontro teve como objetivo alinhar estratégias de resistência à privatização de 99 escolas da rede estadual, que podem ser entregues à iniciativa privada por meio de concessões de longos 25 anos.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que o combate às PPPs foi estabelecido como uma das principais pautas aprovadas no Conselho Geral da entidade. “Estamos em uma jornada de intensa mobilização. A concessão de uma tutela de urgência concedida pelo Tribunal de Contas do Estado nos abriu a possibilidade de intensificar a denúncia e a articulação contra as PPPs”, afirmou.

Como parte da ofensiva institucional, o CPERS já participou de uma audiência com o conselheiro do TCE, Estilac Xavier, e de uma reunião no Ministério Público de Contas, buscando sensibilizar as instituições sobre os riscos à educação pública embutidos no modelo proposto pelo governo Leite (PSD).

Durante a reunião, as(os) diretoras(es) dos núcleos relataram a situação das escolas em suas regiões, trazendo preocupações das comunidades escolares e, especialmente, de direções de escola que temem perder a autonomia financeira e de gestão das unidades. Foi enfatizado o receio de que a presença da iniciativa privada nas escolas comprometa a qualidade do ensino, a independência pedagógica e a identidade das comunidades escolares.

A presidente do CPERS reforçou a necessidade de uma mobilização ampla e enraizada em todo o Rio Grande do Sul. “É fundamental que essa mobilização aconteça em todo o estado. Se essa venda por meio de concessões de 25 anos for concretizada, as consequências serão profundas e duradouras. É revoltante ver tantos recursos sendo destinados à iniciativa privada, enquanto falta investimento para a valorização da educação pública”, alertou Rosane.

O Sindicato abriu espaço para escuta ativa dos núcleos, que compartilharam relatos locais e demandas que serão sistematizadas e levadas para debate e deliberação no Conselho Geral.

Entre as propostas debatidas e que serão levadas ao Conselho da entidade, estão a criação de comitês regionais de resistência em cada Núcleo, a elaboração de uma campanha de comunicação popular contra as PPPs — com produção de panfletos, materiais informativos e ações nas redes sociais — e o envio de mensagens direcionadas às(aos) conselheiras(os) do TCE, denunciando os riscos e prejuízos do projeto.

Também foi destacada a importância do Dossiê da Caravana do CPERS 2025, documento que reúne denúncias colhidas nas visitas às comunidades escolares em todos os 42 núcleos do Sindicato, e que será utilizado como instrumento de denúncia ao descaso de Eduardo Leite (PSD) à educação pública gaúcha.

Ao encerrar sua fala, Rosane Zan fez um alerta sobre o atual cenário político: “O que está por vir com o governo Leite e suas pretensões para o próximo período exige ainda mais pressão de nossa parte. Precisamos desmascarar o que está por trás desse projeto neoliberal que ameaça a educação pública.”

A luta contra as PPPs, pela valorização salarial da categoria, por condições dignas de trabalho e pela melhoria no atendimento do IPE Saúde segue como prioridade para o CPERS, que continuará mobilizando a base, pressionando instituições e denunciando todas as formas de privatização do ensino público no Rio Grande do Sul.

> Leia também:
> CPERS leva denúncia contra PPPs na educação ao Ministério Público de Contas
> VITÓRIA DA LUTA: TCE-RS suspende Parcerias Público-Privadas nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul
> CPERS lança campanha nacional da CNTE: “Não Venda a Minha Escola”

  

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Na manhã desta segunda-feira (26), o CPERS reuniu diversos veículos de imprensa na sede do Sindicato, em Porto Alegre, para lançar e divulgar o Dossiê produzido a partir da #CaravanaDoCPERS2025, que rodou o Rio Grande do Sul atestando o abandono das escolas estaduais por Eduardo Leite (PSD). 

>> Leia mais: CPERS encerra Caravana após visitar mais de 400 escolas em todo o RS

Depois de percorrer 30 mil quilômetros pelo solo gaúcho, atravessar 153 municípios e visitar 429 escolas, dirigentes estaduais e regionais vislumbraram um cenário perturbador: higiene de trabalhadoras(es) e estudantes funcionando em banheiros químicos, escolas indígenas instaladas em tendas, redes elétricas obsoletas, telhados com goteiras, prédios deteriorados, salas de aula sem ar-condicionado e educadoras(es) — professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas — adoecidas(os). 

O material reúne imagens revoltantes da falta de infraestrutura das escolas, bem como dados coletados pelo Radar do CPERS, e pode ser acessado aqui.

>> Leia mais: Escolas estaduais do RS enfrentam colapso estrutural enquanto governo Leite finge normalidade 

Na abertura da coletiva, a presidente do Sindicato, Rosane Zan, descreveu a realidade das instituições de ensino retratadas no Dossiê e alertou para a falsa solução das Parcerias Público-Privadas (PPPs) do governo Eduardo Leite (PSD). 

“Se existe dinheiro público, tem que ser colocado nas escolas, na sua organização, na sua estrutura e também na valorização das educadoras e educadores. Nós estaremos, sim, mobilizando as comunidades escolares em defesa da escola pública!”, garantiu. 

Ainda, Rosane respondeu aos questionamentos das(os) jornalistas sobre violência escolar, PPPs, falta de diálogo entre Leite (PSD) e as(os) trabalhadoras(es) da educação e intensificação da precarização dos ambientes de ensino. Profissionais da TV Pampa, Zero Hora, TVT, Sul21, Brasil de Fato, Rádio Acústica, Rádio Bandeirantes e Matinal Jornalismo fizeram-se presentes no lançamento da publicação. 

“É o terceiro Dossiê que estamos apresentando e, em muitos casos, a falta de investimento persiste. Vamos continuar nessa toada de cobrança, pois o governo tenta vender para a sociedade uma inverdade” reiterou a presidente.

O 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a tesoureira, Dulce Delan, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es), Juçara Borges, Sandra Régio, Vera Lessês, Luiz Henrique Becker, Andréa Nunes, Leonardo Preto Echevarria, Celso Dalberto e Sandra Santos, também acompanharam o encontro com a imprensa.    

As denúncias expostas no Dossiê da Caravana CPERS 2025 serão levadas à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O CPERS não se calará diante do desmonte da educação pública executado por Eduardo Leite (PSD) e aliadas(os)! A escola pública é nossa! 

> Confira a coletiva na íntegra: 

> Confira o Dossiê completo, abaixo, ou faça o download do material neste link:

>> Confira mais fotos do evento: 

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Relegadas(os) ao abandono por Eduardo Leite (PSD), as funcionárias e os funcionários de escola são igualmente essenciais para a oferta e a qualidade da educação pública tanto quanto professoras e professores. Para o CPERS, essas(es) trabalhadoras(es) importam, estão no centro das reivindicações do Sindicato e merecem o devido reconhecimento e respeito das comunidades escolares, da sociedade civil e das(os) governantes. 

Com o intuito de fortalecer a luta das(os) educadoras(es) e agir como ferramenta de escuta, o CPERS está realizando plenárias em seus 42 núcleos para fortalecer a mobilização pela reposição salarial de 12,14%, por um IPE Saúde público e de qualidade, além de levar esclarecimentos sobre assédio moral no ambiente escolar e o Projeto de Lei 2531/2021, que define o Piso Salarial Profissional Nacional para as(os) funcionárias(os) do ensino básico.

Entre os dias 20 e 24 de maio, o Sindicato esteve em Santo Ângelo (9º), Carazinho (37º), Montenegro (5º), Santiago (29º), Bagé (17º), São Luiz Gonzaga (33º), Santa Maria (2º) e Cachoeira do Sul (4º) reunindo-se com a categoria. 

Durante as plenárias, a presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou a importância da unidade entre as(os) trabalhadoras(es) das escolas estaduais, nomeadas(os) e contratadas(os), da ativa e aposentadas(os), para enfrentar os desafios criados pelo governo Eduardo Leite (PSD).

“Além de levarmos informação para os funcionários de escola, temos feito também um processo de escuta dessa parcela da categoria que há algum tempo vem sendo lesada pelo governo Leite. São quase 11 anos sem nenhum tipo de reajuste e o governo ainda conseguiu criar uma divisão entre os trabalhadores ao reenquadrar uma parte e excluir outros. Chega de perdermos direitos, é preciso políticas concretas para avançar e, para isso, precisamos estar juntos na luta”, convocou a presidente. 

De acordo com a diretora do CPERS e coordenadora do Departamento de Funcionárias(os) da entidade, Juçara Borges, parte fundamental da conversa com as(os) educadoras(es) tem sido a explicação das(os) advogadas(os) do Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do Sindicato, sobre os confusos contracheques. “As plenárias estão sendo produtivas e muito bem recebidas nos núcleos. Os funcionários fazem perguntas e acolhem as contribuições do jurídico e da direção. Temos feito também avaliações políticas dos projetos para que entendam onde avançamos e onde perdemos”, conta a dirigente.  

Às(aos) profissionais da educação, o diretor Leandro Wesz Parise, que também integra o Departamento de Funcionárias(os) de Escola do CPERS, reiterou que o objetivo das plenárias é mobilizar, organizar a classe e conquistar o que as(os) servidoras(es) de escola tanto almejam: dignidade salarial, fim do assédio moral, valorização e melhoria no IPE Saúde. “Vamos tratar das leis, do que nos atingiu, do que vem pela frente, do que ainda vamos fazer diante do que tem acontecido com nossa vida funcional e também encaminhar ações para que juntos possamos construir e efetivar”.

Também participaram dos encontros ao lado das direções dos núcleos o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, as diretoras Vera Lessês, Sandra Régio e Sandra Silveira, e os diretores Celso Dalberto e Amauri da Rosa.

Encontros de troca, apoio e ação

Mais do que pagar baixíssimas remunerações, o estado do Rio Grande do Sul tem empurrado suas(eus) trabalhadoras(es) ao adoecimento, colocando-os no limite das suas condições físicas e emocionais. O funcionário de Manutenção e Infraestrutura da EEEM São Izidro, em São Nicolau (33º Núcleo), Orlando Alves Ferreira, soma 22 anos de serviço ao Estado, mas carrega diariamente consigo o desprezo e a indiferença do governo Leite. 

“De uns anos para cá, temos sentido cada vez mais arrocho salarial, mais defasagem de nossos vencimentos e mais cobrança e exigência de carga horária. Nós não temos hoje previsibilidade nem de uma aposentadoria, nem quando você pode parar, organizar a tua vida”, desabafa.

Se antes as(os) servidoras(es) públicas(os) tinham estabilidade e garantia de direitos trabalhistas, hoje, são o retrato do esquecimento: “Temos sentido uma desvalorização com o trabalho que prestamos e dedicamos toda a nossa vida. Um terço, dois terços da nossa vida numa escola não é considerado, não é levado em conta”, relata Orlando.  

É tarefa do Sindicato instrumentalizar a categoria para que o enfrentamento ao governo massacrante de Eduardo Leite (PSD) seja fortalecido e para que, juntas(os), possamos transformar a realidade de todas(os) as(os) educadoras(es) gaúchas(os). A luta é dura, mas não precisa ser triste, e é na coletividade que encontramos acolhimento, força e disposição para resistir! 

>> Confira as datas das próximas plenárias e participe!

  • 27/05 | terça-feira, às 16h – Caxias do Sul (1º Núcleo)
  • 29/05 | quinta-feira, às 13h30 – Cruz Alta (11º Núcleo)
  • 29/05 | quinta-feira, às 14h – Três de Maio (35º Núcleo)
  • 29/05 | quinta-feira, às 16h – Uruguaiana (21º Núcleo)
  • 30/05 | sexta-feira, às 13h45 – Palmeira das Missões (40º Núcleo)
  • 30/05 | sexta-feira, às 14h – Três Passos (27º Núcleo)
  • 31/05 | sábado, às 8h30 – Guaporé (3º Núcleo)
  • 31/05 | sábado, às 14h – Camaquã (42º Núcleo)

> Confira, nos links, as fotos da primeira semana de Plenárias de Funcionárias(os) de Escola do CPERS:


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O CPERS, junto à Frente dos Servidores Públicos (FSP), organiza uma série de atos regionais entre os meses de junho e julho para cobrar do governo Eduardo Leite (PSD) medidas efetivas em defesa dos direitos do funcionalismo, com foco na reposição salarial de 12,14% e em melhorias no IPE Saúde, que vive um processo de sucateamento acelerado.

A primeira mobilização está marcada para o dia 3 de junho, às 14h, em Santo Ângelo, reunindo núcleos do Sindicato de dez regiões do norte e noroeste do estado. Os atos seguem para Passo Fundo (13/06), Santa Maria (24/06) e Pelotas (04/07), com participação massiva de núcleos do CPERS e de outras entidades que integram a Frente.

➡️ Um reajuste urgente diante de perdas históricas

A reposição emergencial reivindicada — 12,14% — representa apenas uma fração das perdas salariais acumuladas desde 2014. De acordo com dados do INPC/IBGE, o funcionalismo estadual perdeu mais de 70% de seu poder de compra na última década.

Atualmente, o Estado conta com mais de 20 mil servidoras(es) a menos do que há dez anos. Esse é mais um retrato do descaso do governo Eduardo Leite (PSD) com o serviço público gaúcho.

➡️ Defesa do IPE Saúde

Outro foco central das mobilizações é a grave situação do IPE Saúde, que atende cerca de 1 milhão de seguradas(os). O que já foi um modelo de atendimento eficiente, hoje agoniza: faltam investimentos, os descredenciamentos de hospitais se acumulam, e os usuários enfrentam longos atrasos em procedimentos básicos.

➡️ Mobilização e resistência

Os atos regionais são parte de uma jornada de lutas unificada, que visa aumentar a pressão popular sobre o descaso do governo Eduardo Leite (PSD) com o serviço público e ampliar o diálogo com a sociedade. O CPERS convida a categoria e toda a população a se somarem às mobilizações em suas regiões.

➡️ Calendário de mobilizações:

03/06 – 14h – Santo Ângelo
Participam núcleos de Santa Rosa (10º), Santo Ângelo (9º), São Borja (16º), São Luiz Gonzaga (33º), Cerro Largo (36º), Três de Maio (35º), Três Passos (27º), Ijuí (31º), Cruz Alta (11º) e Frederico Westphalen (26º).

13/06 – 14h – Passo Fundo
Com presença dos núcleos de Caxias do Sul (1º), Guaporé (3º), Passo Fundo (7º), Estrela (8º), Bento Gonçalves (12º), Erechim (15º), Lagoa Vermelha (25º), Soledade (28º), Vacaria (30º), Carazinho (37º) e Palmeira das Missões (40º).

04/07 – 14h – Pelotas
Ato com os núcleos de Montenegro (5º), Rio Grande (6º), Osório (13º), São Leopoldo (14º), Bagé (17º), Canoas (20º), Gravataí (22º), Pelotas (24º), Taquara (32º), Guaíba (34º), Poa (38º/39º) e Camaquã (42º).

>> Contate o seu Núcleo e mobilize-se!

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O CPERS manifesta sua profunda tristeza com o falecimento de Sebastião Salgado, ocorrido nesta sexta-feira (23), em Paris, aos 81 anos. Um dos maiores fotógrafos da história contemporânea, Salgado não apenas registrou o mundo com olhar sensível e técnico apurado — ele o transformou com coragem, compromisso e amor pela humanidade.

A causa da morte não foi oficialmente divulgada, mas o artista enfrentava complicações decorrentes de malária. Nascido em Aimorés (MG), Salgado formou-se em economia antes de encontrar na fotografia seu verdadeiro instrumento de ação social. Por meio de suas lentes, em preto e branco, percorreu mais de 100 países documentando as dores, resistências e belezas do ser humano e da natureza.

Obras como Êxodos, Trabalhadores, Terra e Gênesis narram trajetórias invisibilizadas com potência estética e política, dando rosto à desigualdade, à migração forçada, ao trabalho extenuante e à devastação ambiental. Ao lado da incansável companheira Lélia Wanick, fundou o Instituto Terra, símbolo de restauração ambiental e esperança concreta em tempos sombrios.

Sebastião Salgado ensinou gerações a ver com empatia, sentir com intensidade e agir com firmeza. Sua obra é denúncia, poesia e mobilização.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com Lélia, seus filhos Juliano e Rodrigo, seus netos Flávio e Nara, e com todas as pessoas tocadas por sua arte e humanidade.

Sebastião Salgado permanece vivo na terra que ajudou a renascer, na imagem que ainda denuncia e na esperança que se recusa a morrer. Seu legado inspira educadoras(es), trabalhadoras(es) e sonhadoras(es) a resistir, a lutar e a reconstruir um mundo mais justo e mais sensível.

Hoje e sempre, Tião presente!

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O CPERS convoca todas(os) as(os) sócias(os) do Sindicato — professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, da ativa e aposentadas(os), nomeadas(os) e contratadas(os) — para a ASSEMBLEIA GERAL VIRTUAL, que será realizada no dia 6 de junho (sexta-feira), via Zoom.

>> Horário:
1ª chamada: 18h
2ª chamada: 18h30min

>> Pautas:
1️⃣ Eleição das(os) Representantes de Base da CNTE;
2️⃣ Eleição das(os) Delegadas(os) Titulares e Suplentes para a Plenária Estadual da CUT/RS.

Este é o momento de decidir coletivamente e fortalecer nossa representatividade nas lutas nacionais e estaduais! 

Para garantir sua participação, inscreva-se aqui!

>> Confira, abaixo, as instruções e não fique de fora: 

>> Quando?

A Assembleia Geral começa às 18h, do dia 6 de junho (sexta-feira). As inscrições devem ser realizadas até as 23h59, do dia 5 de junho (quinta-feira).

>> Onde?

A Assembleia será 100% digital, com acesso por meio do aplicativo Zoom. Leia o passo a passo para saber como participar.

>> Quem pode participar?

Apenas sócias(os) do CPERS poderão acessar o ambiente da Assembleia Geral.

>> Como faço para participar?

1️⃣ Clique aqui e preencha o formulário até o fim para validar o seu cadastro. Confira com atenção os dados, que serão cruzados com as informações no banco de sócias(os) do Sindicato.

Por razões técnicas e para assegurar a participação de todas(os), serão aceitas inscrições até as 23h59, do dia 5 de junho de 2025.

Caso tenha problemas para validar seus dados, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo WhatsApp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br 

2️⃣ Baixe o aplicativo Zoom em seu celular ou computador. Não deixe de fazer o download.

Para acessar as sessões do programa, usuários que usam o navegador, como o Chrome ou o Internet Explorer, costumam ter problemas no momento da votação.

Por isso repetimos: baixe o aplicativo Zoom! Sua experiência será melhor e mais tranquila!

Confira, abaixo, os links para cada versão, de acordo com o seu dispositivo:

>> Instale o Zoom no computador -> https://zoom.us/client/latest/ZoomInstaller.exe 

>> Instale o Zoom no seu celular Android -> https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings&hl=pt_BR 

>> Instale o Zoom no seu iPhone -> https://itunes.apple.com/us/app/id546505307 

3️⃣ No dia da Assembleia, você receberá um e-mail com um link único, intransferível. Este link é o seu crachá. Se você passar para outra pessoa, não poderá acessar a Assembleia.

Em hipótese alguma encaminhe este link. Ele é a sua identidade, a sua garantia de acesso, voz e voto.

Atenção: se o seu e-mail for da Yahoo, você pode ter problemas ao receber a mensagem de confirmação. Neste caso, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo WhatsApp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br 

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Por motivos distintos, ambos de responsabilidade da 39ª Coordenadoria Regional de Educação (39ª CRE), duas escolas indígenas da região de Carazinho (37º Núcleo) não estão oferecendo merenda nutritiva e de qualidade às(aos) estudantes. Diante desse revoltante descaso, o Conselho Geral do CPERS vem a público manifestar seu repúdio e cobrar ações rápidas e efetivas do governo Eduardo Leite (PSD).

Na Escola Estadual Indígena Kame Mre Kanhkre, que atualmente funciona em contêineres — um espaço longe do ideal —, as(os) alunas(os) enfrentam, desde o início do ano letivo, problemas relacionados à merenda escolar. O atraso na regularização da contratação de uma profissional de limpeza e cozinha impediu o preparo de refeições mais substanciais, deixando dezenas de estudantes restritas(os) a uma alimentação composta apenas por bolachas durante meses.

Segundo relatos das(os) profissionais da instituição, muitas vezes era preciso que as(os) estudantes voltassem para casa para se alimentar e, somente então, pudessem retornar à sala de aula, já sem a fome dificultando a aprendizagem.

De acordo com a diretora-geral do 37º Núcleo, Adélia dos Santos, o exame admissional da profissional contratada apresentou atraso, mantendo a situação em um impasse entre o problema e a solução. Após meses, somente nesta quinta (22), o cacique da aldeia foi notificado que uma profissional foi contratada para a função. Ela, porém, ainda não iniciou os trabalhos na escola. Ainda conforme Adélia, “essas crianças já somam 60 dias tendo somente bolachas como merenda”.

Na escola indígena da Aldeia Fag Pá Tŷ În, que funciona em um piso de chão batido e também carece de infraestrutura adequada, a situação é igualmente alarmante. Apesar da construção de um espaço de alvenaria destinado à instalação de uma cozinha, a 39ª CRE alega que o local não é apropriado para a colocação de um fogão industrial — e, por esse motivo, os alimentos não são encaminhados à escola.

Seria cômico, se não fosse trágico: nesta instituição, há uma profissional disponível para o preparo da merenda, mas faltam os equipamentos e o espaço considerados “adequados”.

O desrespeito com essas duas escolas indígenas da região de Carazinho é escandaloso e evidencia o descaso do governo Eduardo Leite (PSD) com a educação pública estadual. Como se as estruturas precárias — um problema crônico na região — já não fossem suficientes, a dignidade também parece ser um direito negado a essas(es) estudantes indígenas.

É urgente que a 39ª CRE adote medidas imediatas para resolver essa situação, com soluções paliativas enquanto promove mudanças definitivas nessas escolas. Chega de estudantes passando fome dentro das salas de aula!

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O Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS manifesta sua solidariedade à ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo, vítima de mais um inaceitável episódio de racismo institucional em nosso país.

Na última sexta-feira (16), mesmo identificada como palestrante e apresentando sua carteira funcional de ministra do TSE, Vera Lúcia foi impedida por um vigilante de entrar no prédio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília, onde participaria do XXV Seminário “Ética na Gestão, Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação”, promovido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

É sintomático e revoltante que, mesmo em um espaço dedicado à discussão sobre assédio e discriminação, uma mulher negra, altamente qualificada e com trajetória pública exemplar, tenha sido barrada e desrespeitada unicamente por sua aparência. O episódio escancara a persistência do racismo estrutural nas instituições brasileiras, que insiste em negar às pessoas negras os lugares de poder e de fala que lhes são de direito.

Ressaltamos que racismo é crime, previsto em lei, e não pode ser relativizado. Exigimos apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos, além da adoção de medidas concretas para a superação do racismo institucional e a promoção de ambientes verdadeiramente inclusivos e respeitosos.

Nos unimos à ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, no desagravo público a Vera Lúcia Santana e reiteramos nosso compromisso com a luta antirracista em todas as esferas da sociedade. Seguiremos denunciando, combatendo e enfrentando todas as formas de racismo, discriminação e violação de direitos.

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