Em tempos de tanto ódio nas redes e nas ruas, é preciso celebrar o orgulho de ser quem se é!

O dia 28 de junho é considerado como o dia do Orgulho LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). Esta data é celebrada e lembrada mundialmente e tem como origem um episódio ocorrido em 1969, na cidade de Nova York, mais precisamente no bar “Stonewall Inn”, que nos anos de 1960 era um dos mais conhecidos redutos gay da cidade.

Como o Stonewall Inn não tinha licença para a comercialização de bebidas alcoólicas e ainda não atendia a uma série de outras regulamentações como ter saída de emergência, várias batidas policiais estavam sendo realizadas em bares naquela época, principalmente para controlar quem podia vender álcool.

Naquele tempo, não ser heterossexual era crime nos Estados Unidos. Nas ruas de Nova York, quem não vestisse pelo menos três peças de roupa “apropriadas ao seu gênero” poderia ser preso. E meias não contavam. Não à toa, muitas drag queens aboliram o uso de saltos altos para poder correr melhor da polícia quando necessário.

Nesse contexto, é importante lembrar que até 1962 a homossexualidade era considerada uma doença e crime em todos os Estados americanos. Naquele mesmo ano, pela primeira vez, um Estado, o de Illinois, alterou seu Código Penal e a homossexualidade deixou de ser crime. Somente a partir de 1972 é que outros Estados Norte Americanos começaram a fazer a mesma coisa. Em Nova York, isso aconteceria somente nos anos 1980, e, apenas em 2003 essa lei seria abolida de vez.

Apesar de já existirem algumas movimentações da comunidade LGBT+, a Revolta de Stonewall se tornou o marco mais representativo das lutas pelos direitos dessa população, pois naquele ano, há cinco décadas, os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova York, decidiram se rebelar contra a opressão policial que frequentemente assolava o público do lugar.

Foi assim que pela primeira vez na história da humanidade, a comunidade LGBT encurralou a polícia, que até então sempre havia a encurralado.

É por causa da revolta de Stonewall que o orgulho LGBT é celebrado em junho – o Dia do Orgulho é na mesma data em que aconteceu essa resistência. Entre junho e julho, as principais cidades do mundo apresentam suas Paradas LGBTs, com multidões nas ruas levantando a bandeira do arco-íris (que é o símbolo desse orgulho).

Se antes, viver em guetos era uma forma de proteção, depois do dia 28 de junho de 1969, mostrar-se passou a ser a forma mais eficaz de se defender. Diferente de outros dias em que apareciam mais cedo, quando o bar estava menos cheio, naquele dia, os policiais surgiram num horário de maior movimento e sem dúvida nenhuma, os policiais jamais imaginariam que o público (incluindo o do lado de fora do bar) reagiria violentamente, fazendo provocações e atirando qualquer objeto que estivesse à mão.

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A revolta de Stonewall não foi um caso isolado. A revolução sexual liderada pelo movimento hippie encontrou seu ápice justamente em 1969, quando, em agosto daquele ano, o festival de Woodstock reuniu um público cada vez mais descontente com os excessos do Estado e a violenta Guerra do Vietnã. Além disso, em 1968, o pastor Martin Luther King Jr., um dos maiores nomes na luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos, foi assassinado.

Em 1970, mais de dez mil pessoas se reuniram para comemorar um ano da revolta de Stonewall, dando início ao que conhecemos hoje como sendo às Paradas LGBT+ que acontecem nos mais diversos lugares do mundo.

Quando a revolta de Stonewall aconteceu, o Brasil passava por um dos piores momentos da ditadura militar. Menos de um ano antes, em dezembro de 1968, havia sido outorgado o Ato Institucional nº 5, que retirava uma série de liberdades civis, de direitos individuais e que fez aumentar a censura. Apesar de todo esse cenário, curiosamente o Brasil, país onde mais ocorrem crimes de ódio contra LGBTs no mundo atualmente, foi a primeira nação das Américas a descriminalizar a homossexualidade.

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo começou somente em 1997, mas rapidamente se tornou uma das maiores do mundo, sendo hoje o evento que mais reúne turistas na capital paulista (e o segundo do Brasil, perdendo somente para o carnaval carioca) e que, na semana passada, reuniu mais de três milhões de pessoas.

De acordo com o ativista e escritor João Silvério Trevisan, “as paradas do orgulho LGBT, que nós temos no Brasil hoje, me parecem que são a grande expressão daquilo que Stonewall pretendia do ponto de vista de liberação homossexual”, explicou, em depoimento a um programa de TV. “As paradas LGBT são grande demonstração de amor”, disse.

Diante disso, é preciso destacar que a revolta de Stonewall foi o grande levante de uma população em revolta, depois de ser violentada ao limite, em nome de duas coisas que não só devem ser vistas como direitos essenciais, mas também como premissas fundamentais de qualquer sociedade justa: o direito das pessoas serem quem quiserem ser, e ainda o amor, seja ele como for!

Mesmo em tempos tão difíceis e de tanta luta, que a gente ainda consiga celebrar o amor! O CPERS/Sindicato, por meio do seu Departamento de Gênero e Diversidade apoia o movimento LGBT e celebra também esse orgulho de ser quem se é, e ainda, atua no combate à discriminação e o preconceito! Orgulhe-se!

Departamento de Gênero e Diversidade – CPERS

 

 

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Nesta quinta-feira(27), educadores(as) de Santa Cruz do Sul, Soledade, Estrela e Montenegro participaram do Encontro de Funcionários(as) de Escola promovido pelo CPERS.

O evento, realizado na Sociedade Ginástica de santa Cruz abordou assuntos de interesse desta significativa e importante parcela da categoria.

Fortalecer a identidade dos(as) funcionários(as) como educadores(as) de fato, destacar a importância da profissionalização, relembrar a trajetória de lutas e conquistas e levar informações quanto aos direitos destes educadores são o foco dos Encontros.

Após degustarem o café da manhã, os(as) funcionários(as) receberam as boas vindas da diretora do 18º Núcleo – Santa Cruz do Sul, Cira Maria Gassen Kaufmann, que destacou a importância do Encontro para fortalecer a luta do(as) educadores(as).

Logo após, houve a apresentação do grupo de dança alemã  Sterntanz, da escola municipal de ensino fundamental José Bonifácio, localizada no município de Vera Cruz.

Na sequência, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer e o diretor do SINPRO e coordenador da Feteesul, Flavio Henn, fizeram a análise da conjuntura política atual.

Helenir também falou da importância dos educadores(as) se interessar pela política, de acompanhar os projetos de cada partido. “Quando votamos em um candidato, não votamos na pessoa, mas sim no partido que o candidato representa. Cada partido tem o seu projeto. Por isso é tão importante acompanharmos tudo que acontece na política, para votarmos certo, em quem defende a educação e os direitos dos trabalhadores”, concluiu.

A diretora do Departamento dos(as) Funcionários(as) de Escola, Sônia Solange Viana, apresentou e explicou questões importantes referentes aos avanços nos direitos, os desafios da formação e a valorização profissional. “Nenhuma escola funciona sem os funcionários. Cada um de vocês exerce um papel fundamental na rotina do ambiente escolar. Conhecem como ninguém cada um dos alunos e suas famílias. Vocês merecem todo o reconhecimento como educadores que, de fato, são”, afirmou.

Dando início as atividades da tarde, o advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, expôs as principais consequências da Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro.

A diretora do Departamento da Saúde do Trabalhador do CPERS, Vera Lêsses, apresentou informações importantes sobre IPE- Saúde.

Durante o evento educadoras associaram-se ao CPERS, unindo forças para lutar por uma educação pública de qualidade e pela valorização dos professores(as) e funcionários(as) de escola.

Os funcionários(as) saíram satisfeitos com o encontro, sentindo-se valorizados e dispostos à lutar contra os ataques dos governos de Eduardo Leite e Bolsonaro.

     

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O CPERS/Sindicato manifesta total repúdio à Empresa Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) pela punição e demissão de seis trabalhadores(as) metroviários de Porto Alegre.

No dia 14 de junho, milhares de trabalhadores e trabalhadoras aderiram à Greve Geral contra a Reforma da Previdência, por empregos e em defesa da educação. Os metroviários, exercendo seu direito constitucional, também aderiram à Greve, cumprindo os tramites legais, como a divulgação na mídia sobre a paralisação.

De forma autoritária e sem respeitar o direito à greve, os dirigentes da Trensurb faziam trens vazios circularem pelas estações, uma forma de constranger os trabalhadores(as) para que desistissem da greve. Com o objetivo de punir os(as) trabalhadores(as) grevistas, a empresa demitiu seis funcionários, dois desses com mais de 30 anos de serviços prestados.

O CPERS repudia o ato da direção da Trensurb de tentar criminalizar o movimento dos trabalhadores(as) com a suspensão do contrato de trabalho destes funcionários. O Sindicato exige a revogação imediata dessas punições.

Os metroviários, assim como todos(as) os(as) trabalhadores(as) têm o direito e o dever de lutar pelos seus direitos. A aposentadoria dos(as) trabalhadores e trabalhadoras está sendo ameaçada com a Reforma da Previdência.

Não vamos aceitar que tentem calar a voz do povo trabalhador que lutam pelo que lhes é de direito.

NÃO VÃO NOS CALAR!!!!

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Com o lema “Educação Libertária e Democracia, Construindo o Movimento Pedagógico Latino-americano”, começou ontem (26), em Curitiba, a 9ª Conferência Nacional de Educação Paulo Freire, da CNTE. Antecedendo o início da Conferência, foi realizado o encontro do Conselho Nacional de Entidades (CNE), onde estava presente a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Foto: Jordana Mercado

Durante o encontro, os delegados e delegadas fizeram a avaliação das atividades do primeiro semestre e a análise da conjuntura. As intervenções passaram pelas lutas necessárias diante dos ataques sistemáticos que o governo Bolsonaro faz aos direitos da classe trabalhadora, com ênfase na questão da Reforma da Previdência e do desmonte da educação pública. Na avaliação do Conselho, as ações de mobilização dos meses de maio e junho foram positivas tanto na perspectiva dos municípios quanto de Estados e na esfera nacional.

Foto: Jordana Mercado

Durante sua fala, a presidente do CPERS, destacou a importância de desenvolver estratégias para defender a educação pública. “Estamos em um processo de sucateamento da educação pública, precisamos frear isso, exigir investimentos e defender um projeto de educação pública de qualidade”, afirmou Helenir.

Foto: Jordana Mercado

Também foi realizado um painel sobre a conjuntura da América Latina apresentado pelo Coordenador do Escritório Regional da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), Combertty Rodriguez. Ele trouxe um panorama sobre a agenda social e política que os países estão vivendo. Apesar das especificidades de cada país, os desafios são muito semelhantes, sendo os principais: garantir a seguridade social e os direitos trabalhistas, manter os sindicatos e barrar a privatização da educação.

“Existe uma lógica instalada de retrocessos e violação de direitos por toda América Latina, ela é regida por interesses mercantilistas de organismos internacionais e apenas se formos incansáveis na tarefa de continuar organizando trabalhadores e trabalhadoras será possível reverter essa realidade”, defendeu.

Foto: Jordana Mercado

Durante à tarde a direção da CNTE apresentou propostas de mobilização para o segundo semestre, com a realização de ações articuladas e uma campanha de elevação da autoestima da comunidade escolar para professores(as), funcionários(as) e estudantes, que deve ser  realizada durante o mês de outubro. Além disso, foi proposta a realização de atividades rumo ao Centenário de Paulo Freire, incluindo o Encontro da Rede Mulheres da IEAL e o Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano, ambos no mês de dezembro. As propostas foram debatidas pelo plenário do CNE e aprovadas por ampla maioria.

Foto: Jordana Mercado

9ª Conferência Nacional de Educação Paulo Freire

A 9ª Conferência Nacional de Educação Paulo Freire segue em Curitiba até sexta-feira (28), com intensa programação debatendo importantes temas referentes à educação libertária e à democracia.

No evento estão presentes representantes da direção estadual do CPERS: a 1ª vice-presidente, Solange Carvalho, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a diretora do Departamento Administrativo, Rosane Zan, o diretor do Departamento de Comunicação, Enio Manica e o tesoureiro, Mauro João Calliari. Também estão presentes conselheiros de base da CNTE, e diretores e ou representantes de Núcleos do CPERS.

No dia 27, ocorre o debate “Políticas Educacionais no (Des)Governo Bolsonaro – Análise das políticas do Governo Bolsonaro”, com Andrea Gouveia, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED); Suzane Gonçalves, primeira secretária da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE) e Dirce Zan, presidente do Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR).

No período da tarde, haverá a exposição Práticas da Educação Libertária e Democrática com José Batista Neto, mestre em história, doutor em Ciência da Educação, e professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco.

A manhã do dia 28 de junho será dedicada aos Grupos de Trabalhos Temáticos do Plano Nacional de Educação (PNE) e a tarde será exibido um painel com o resultado dos trabalhos em grupo.

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Educadores e educadoras dos Núcleos de Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santiago lotaram o Salão da Comunidade de São João dos Mellos, em Júlio de Castilhos, nesta quarta-feira(26), no Encontro Regional de Funcionários(as) de Escola. A tesoureira do 2º Núcleo, Dgenne Cristina Ribeiro da Silva foi a responsável pela organização e coordenação do encontro.

Na abertura do evento os diretores Rafael Torres, de Santa Maria, Jucemar Gonçalves da Costa, de Cachoeira do Sul, e Leandro Wesz Parise, de Santiago, juntamente com os diretores da Direção Central deram as boas-vindas aos funcionários(as) de escola.

Logo após, a secretária-geral, Candida Beatriz Rossetto fez a análise da conjuntura nacional e estadual, destacando os ataques à educação pública: cortes nos investimentos, a situação de miserabilidade da categoria com os salários atrasados mês após mês, zero de reajuste salarial há quase cinco anos e as demissões dos contratados mesmo em licença saúde.

O diretor do Núcleo de Santiago, Leandro Wesz Parise, explanou sobre o tema “A Trajetória dos Agentes Educacionais na Construção do CPERS”, contando um pouco da história dos(as) funcionários(as) dentro do Sindicato.

Em sequência, o grupo de aposentadas de Santa Maria apresentou-se, trazendo alegria e entusiasmo para os presentes. A coordenadora do Departamento Administrativo, Sandra Terezinha Regio é uma das integrantes do grupo. Sandra fez dinâmica de dança com os presentes, colocando todos para dançar.

A coordenadora do Departamento do(as) Funcionários(as) de Escola, Sônia Solange dos Santos Viana, falou sobre a história de luta dos(as) funcionários(as) trazendo as fases de conquistas, os desafios da formação e a valorização profissional. “Estamos no chão da escola, conhecemos cada estudante dentro da escola, sabemos o que ocorre em todos os cantos da instituição. Muitas vezes somos nós que levamos alguma situação dos estudantes para os professores ou diretores. Somos educadores, e devemos ser reconhecidos como tal, mas para isso temos que começar a nos valorizar e reconhecer o quanto somos importantes dentro das nossas escolas”, destacou Sônia.

 

A diretora também ressaltou a importância da formação profissional para os(as) funcionários(as), através dos cursos técnico pós médio (profuncionário) e o tecnólogo em processos escolares (curso superior).

Para falar sobre as consequências da Reforma da Previdência, o Encontro contou com os esclarecimentos e informações apresentadas pelo advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado. Marcelo apresentou diversos exemplos de como é atualmente e de como ficará a aposentadoria dos(as) educadores(as) caso a reforma seja aprovada.

A coordenadora do Departamento da Saúde do Trabalhador, Vera Maria Lêsses, discursou sobre as doenças que podem ter origem do trabalho exercido e também nas relações no ambiente onde atuam. Vera também falou sobre assédio moral, um assunto bem conhecido infelizmente pelos(as) funcionários(as) de escola.

A representante no Conselho Deliberativo do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS) do CPERS, Eni Cavalheiro Ferreira falou sobre o IPE, informando a categoria sobre últimas novidades do plano.

O coordenador do Departamento de Juventude, Daniel Damiani, falou sobre o novo site da CPERS, das redes sociais do sindicato, ressaltando que desde o ano passado o CPERS tem reforçado os investimentos em comunicação ouvindo a demanda da categoria.

Próximos Encontros:

27/06:
18º Núcleo – Santa Cruz do Sul
Local: Sociedade Ginástica de Santa Cruz (Rua 28 de setembro, 227, Centro – Santa Cruz do Sul)
Das 8h30 às 16h

03/07:
42º Núcleo – Camaquã
Local: Sindicato dos Municipários de Camaquã (Rua Marcírio Dias Longarai, 130, bairro Olaria – Camaquã)
Das 9h às 17h

04/07:
38º e 39º Núcleos – Porto Alegre
Local: Salão de Atos Thereza Noronha (Av. Alberto Bins, 480, 9º andar, Porto Alegre)
Das 9h às 17h

 

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Nesta terça-feira, 2 de julho, será realizada a Audiência Pública para tratar da situação dos contratados emergenciais, professores(as) e funcionários(as) de escola foram demitidos mesmo em licença saúde. O encontro ocorrerá às 9h30, no Memorial do Legislativo do Rio Grande do Sul (Rua Duque de Caxias, 1029), em Porto Alegre.

A audiência é proposta pelo CPERS/Sindicato, pelo deputado Jeferson Fernandes e pela deputada Luciana Genro.

Orientamos os educadores e educadoras contratados demitidos em licença saúde para procurarem seus respectivos Núcleos para participar dessa importante atividade.

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Na manhã desta terça-feira(25), pais, professores(as) e estudantes da Escola Estadual Tuiuti, de Gravataí, participaram da reunião ordinária da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa, para pedir o apoio dos(as) parlamentares(as) para cobrar do governo a execução imediata das obras emergenciais na instituição.

Desde 2016 a escola passa por graves problemas estruturais que prejudicam o andamento das aulas e colocam em risco a integridade dos alunos. Na semana passada, após inúmeras tentativas frustradas para a resolução da situação, pais e alunos decidiram ocupar a escola.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, acompanhou a reunião e fez questão de destacar que o Sindicato não estava lá para ser protagonista, mas para prestar total apoio à comunidade escolar. “Visitei a Tuiuti na semana passada e o que eu vi lá foram pais e alunos que têm amor por aquela escola. Eu senti o pertencimento da comunidade e isso é uma riqueza fantástica”, observou.

A diretora da escola Tuiuti, Geovana Rosa Affeldt, ressaltou a importância do debate em um espaço como a Assembleia Legislativa para valorização das escolas públicas gaúchas.  “Ocupamos a escola porque já perpassamos todos os meios legais possíveis até chegar aqui, só o amor pela educação nos fez persistir”, destacou. 

Em 2016, a escola recebeu do BIRD o valor de 120 mil reais para resolução de problemas elétricos. Mesmo após a entrega do projeto na 28ª CRE as obras nunca foram realizadas e em 2018 os problemas começaram a ficar mais graves. Os(as)  professores(as) e estudantes, ao ligar ou desligar as luzes, levavam choque elétrico. Também ocorreu a queima de ventiladores e câmeras de segurança,  entre outros equipamentos. 

Em novembro de 2018, a situação tornou-se insustentável.  O forro de uma das salas de aula da escola caiu. Diante da gravidade da situação foi liberada uma obra emergencial para o prédio, porém, até hoje, o problema não foi resolvido. “Desde novembro é feito um rodízio semanal dos espaços da escola para que os nossos alunos possam ter aulas.  As crianças das séries iniciais estão sem ambiente alfabetizador”, denuncia a diretora. 

Além dos problemas estruturais, a escola sofre com outras imposições do governo Eduardo Leite que dificultam o andamento do ano letivo, como a proibição de sábados integradores, uma tradição na escola, o fechamento da biblioteca, por determinação da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e do bar da escola, que gerava 40% da verba autônoma da instituição. 

Na noite da última segunda-feira (24), os alunos da escola confirmaram o encerramento da ocupação, após a Seduc anunciar que um construtor vai retomar a obra no pavilhão. No entanto, a 28ª CRE ordenou a interdição da escola por um período de sete a quinze dias para que um engenheiro faça uma avaliação.

Jeferson Juliano, pai de um aluno da escola, participou da ocupação e destaca que a Tuiuti está totalmente sucateada, oferecendo sérios riscos aos alunos. “Estamos aqui para pedir a proteção da vida dos nossos filhos. Resolvemos, de maneira pacífica, ocupar a escola num movimento de alunos com os pais para evitar uma catástrofe”, afirmou.

Durante a audiência, o estudante do ensino médio da Tuiuti, Victor Melo, relatou que, há muito tempo, são os pais e os alunos que mantém a limpeza e a manutenção da instituição. “A escola está abandonada pelo governo. Nossa luta é pela manutenção de todos os prédios. Como vamos conseguir prestar atenção na aula se estamos preocupados se o teto vai desabar ou se vai acontecer algo que pode nos machucar?”

A professora Stela Maris Martins de Oliveira reforçou o seu orgulho de pertencer a comunidade escolar da Tuiuti, suas duas filhas se formaram na escola. “Como professora venho aqui hoje dizer que nem estou reclamando do salário, que é pouco e está atrasado, hoje a nossa prioridade é o aluno, porque nós acreditamos em educação”, disse. 

Ao fim do encontro, a presidente do CPERS destacou também a importância da pressão da Comissão de Educação para que esses problemas sejam solucionados. “Eu acho que essa comissão precisa visitar a escola para entender que o problema é muito maior. O prédio que desabou o telhado é o principal, mas em todos os outros existem problemas graves”, alertou Helenir.

No encerramento da reunião, a presidente da mesa, deputada Sofia Cavedon (PT), disse que o descaso com a educação ficou ainda mais evidente. “Nesses seis meses de trabalho da comissão percebemos que todos os temas falados aqui hoje já passaram por outras audiências. Esse governo não teve competência para fazer nada novo e está desmontando o que já tinha”, afirmou.

Sofia e outros deputados que integram a comissão assumiram o compromisso de visitar a escola na próxima sexta-feira (28) para verificar in loco os problemas relatados e pressionar a Seduc por respostas.

Governo diz que vai garantir estrutura para fim do ano letivo na Tuiuti

Ao fim da audiência, representantes da comunidade escolar da escola Tuiuti, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer e a presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa, deputada Sofia Cavedon, dirigiram-se ao Palácio Piratini para tentar entregar ao secretário chefe da Casa Civi, Otomar vivian, um relatório sobre a situação da escola. 

O secretário não estava presente e o grupo foi recebido pelo secretário adjunto, Bruno Pinto de Freitas.

Helenir cobrou do governo uma ação imediata para que o mais brevemente possível os alunos da Tuiuti possam retornar às aulas. Também solicitou que o governo reveja a política de proibir aulas aos sábados, visto que este período precisará ser recuperado. Cobrou ainda um posicionamento sobre a situação da escola, caso uma interdição total seja necessária. 

Em resposta, Freitas assumiu o compromisso de que as medidas necessárias serão tomadas. “O governo dará todas as condições para a continuidade das aulas e para que se conclua o calendário escolar desse ano”, garantiu.

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No fim da tarde desta segunda-feira (24), representantes do Movimento em Defesa da Educação reuniram-se no Salão de Atos Tereza Noronha, na sede estadual do CPERS.

O grupo, composto por sindicatos, associações, pais e mães pela democracia e movimento estudantil, pautou a necessidade de fortalecer o debate em defesa da educação como direito, da democracia, da liberdade de cátedra e também de pensar a educação no processo do desenvolvimento da nação.

A reunião, de cunho organizativo, definiu os eixos principais do processo de construção coletiva de ações, com uma maior multiplicidade de olhares  para construir de forma coletiva o movimento. 

A direção estadual do CPERS foi representada pela 1ª vice-presidente do Sindicato, Solange Carvalho, pela diretora do Departamento de Educação, Rosane Zan, pela diretora do Departamento de Cultura, Alda Bastos Souza, pela secretária-geral, Candida Rossetto, pela diretora do Departamento dos(as) Funcionários(as) de Escola, Sonia Solange dos Santos Viana e pelo diretor do Departamento da Juventude, Daniel Damiani. 

“Este aspecto de multiplicidade do movimento possibilita uma diversidade muito grande de visões e concepções, que auxiliam na construção coletiva das ações em defesa da educação”, observou Candida. 

Durante a abertura do evento, Jaqueline Moll, professora da UFRGS e uma das principais pensadoras da educação integral no Brasil, reforçou a necessidade de união frente aos ataques contra a educação. 

“Precisamos de uma discussão ampla em defesa da escola pública e a ameaça contra a liberdade de cátedra. Esse é o papel do movimento, potencializar as agendas que acontecem nas entidades presentes aqui, para inserirmos a sociedade em nossas discussões e singularizar a defesa da educação”, destacou. 

Ao longo do encontro foram definidas comissões que vão tratar de alguns eixos considerados importantes e darão andamento nas ações definidas pelo grupo. Entre eles, a organização de um momento de estudo e aprofundamento sobre o financiamento da educação, com o FUNDEB, onde José Marcelino de Rezende Pinto (USP) realizará uma palestra tratando sobre essa questão.

 Foi proposta também a realização de um clube de cinema como um espaço que dialogue com a sociedade sobre as questões da educação na atualidade. Outro ponto decidido foi a articulação das agendas das entidades que formam o movimento para atuarem de forma unificada e amplificada.

Candida destacou a construção de um seminário proposto pelo Movimento. Previsto para acontecer em outubro, o evento tem o objetivo de lançar um manifesto que será construído em defesa da educação.

 “A intenção é fazer um resgate histórico dos momentos da história do Brasil onde se construiu esse processo de resistência e de articulação de um projeto educacional para a nação. Além, de trazer um pouco da nossa tarefa histórica na defesa da educação, tendo como pano de fundo a defesa da educação pública”, ressaltou Candida.

Outro ponto pautado pelo Movimento e que terá destaque nas ações futuras é a dos fechamentos das escolas públicas. Realizadas primeiramente em âmbito estadual de forma silenciosa, agora já começa a afetar também as escolas municipais de Porto Alegre. 

A próxima reunião do Movimento em Defesa da Educação já ficou marcada para o começo de agosto.

Entidades presente:
CPERS
Associação Mães e Pais pela Democracia
ASSERS
CTB
IFRS
Conselho Estadual de Educação
Comitê Nacional em Defesa  da Educação
Café com Paulo Freire
Fórum Municipal das Mulheres
Comitê em Defesa da Democracia
URE
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De 26 a 28 de junho será realizada em Curitiba (PR) a 9ª Conferência Nacional de Educação Paulo Freire, Educação Libertária e Democracia – Construindo o Movimento Pedagógico Latino-americano. Participam da Conferência representantes dos sindicatos filiados à CNTE de todas as regiões do país. Veja a seguir a programação do evento.

No dia 26 de junho está agendada a caminhada de abertura da Conferência.

No dia 27, a partir das 10h, haverá o debate “Políticas Educacionais no (Des)Governo Bolsonaro – Análise das políticas do Governo Bolsonaro”, com Andrea Gouveia, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED); Suzane Gonçalves, primeira secretária da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (ANFOPE) e Dirce Zan, presidente do Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR).

No período da tarde, a partir das 14h30, haverá a exposição Práticas da Educação Libertária e Democrática com José Batista Neto, mestre em história, doutor em Ciência da Educação, e professor do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Ao final da tarde está prevista uma visita à Vigília Lula Livre, no dia 27/06, no final da tarde para o Boa noite, Lula.

A manhã do dia 28 de junho, a partir das 9h, será dedicada aos Grupos de Trabalhos Temáticos do Plano Nacional de Educação (PNE). No horário da tarde, às 14h, será exibido um painel com o resultado dos trabalhos em grupo. A plenária deliberativa para a Carta de Curitiba e o Plano de Lutas será às 15h30. O encerramento está previsto para as 18h.

Fonte: CNTE

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