A Câmara dos Deputados concluiu na noite de sexta-feira (12), a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6, que trata da reforma da Previdência. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) elaborou um parecer sobre as principais alterações aprovadas na votação dos destaques.  Leia a análise abaixo.

Sobre o conteúdo, continua valendo quase todos os pontos destacados na avaliação da CNTE de 08.07.2019, com exceção das questões destacadas na sequência.

Quanto à inclusão dos servidores públicos estaduais, municipais e do DF na reforma da previdência, as negociações no Congresso indicam que tal situação deverá ocorrer no Senado, na forma de uma PEC paralela, a qual poderá tramitar em conjunto com a atual PEC 6 da Câmara dos Deputados. Por enquanto, continua valendo para os servidores públicos dos estados, DF e municípios as regras atuais previstas na Constituição Federal e nas emendas constitucionais nº 20, 41 e 47.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES APROVADAS EM PLENÁRIO

O plenário da Câmara aprovou por 379 votos a 131 o texto base da PEC 6/2019, indicado pela Comissão Especial, com as seguintes mudanças:

  1. 4ª regra de transição do INSS (exigir-se-á 15 anos de contribuição para ambos os sexos). Emenda supressiva do parágrafo 2º do art. 18 da PEC 6: A partir de 1º.01.2020 o tempo de contribuição será acrescido em seis meses a cada ano, até atingir 20 anos para o homem.

COMO FICOU A REGRA DA TRANSIÇÃO:

  1. 60 anos de idade, se mulher e 65 anos de idade, se homem;
  2. 15 anos de contribuição para ambos os sexos;
  3. A partir de 1º.01.2020 a idade de 60 anos da mulher será acrescida em seis meses a cada ano, até atingir 62 anos.
  4. Remuneração: 60% da média aritmética do período contributivo total, a partir do 20º ano, devendo-se acrescentar 2% a cada ano extra de contribuição. Os reajustes deverão ser concedidos por lei.
  1. APOSENTADORIA ESPECIAL DO MAGISTÉRIO: mudança na 2ª regra de transição para os servidores públicos federais e na 5ª regra de transição dos filiados do INSS. Emenda supressiva da expressão “em dois anos” do § 1º do art. 20 da PEC 6, in verbis: “Para o professor que comprovar exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio serão reduzidos, para ambos os sexos, os requisitos de idade em dois anos e de tempo de contribuição em cinco anos, não se aplicando o disposto no § 5º do art. 40 e no § 8º do art. 201 da Constituição Federal”.

COMO FICOU A REGRA DE TRANSIÇÃO PARA O MAGISTÉRIO FEDERAL E DO INSS DA EDUCAÇÃO BÁSICA (sendo que há outras regras disponíveis para esses segurados):

  1. 52 anos de idade, se mulher e 55 anos, se homem;
  2. 25 anos de contribuição, se mulher e 30 anos de contribuição, se homem;
  3. 20 anos de efetivo exercício no serviço público e 5 anos do cargo em que ocorrer a aposentadoria;
  4. Pedágio de 100% correspondente ao período que falta para atingir o tempo de contribuição até a data de promulgação da emenda (25 anos/mulher e 30 anos/homem). Ex: mulher com 23 anos de contribuição terá que contribuir por mais 4 anos, observada a idade mínima.
  5. Remuneração e reajuste: integralidade e paridade para os ingressos até 31.12.2003 e 100% da média aritmética de todo o período contributivo para quem ingressou a partir de 01.2004.

A outra regra de transição para o magistério público federal é a seguinte:

  1. 51 anos de idade, se mulher e 56 anos de idade, se homem;
  2. 25 anos de contribuição, se mulher e 30 anos, se homem;
  3. 20 anos de efetivo exercício no serviço público e 5 anos do cargo em que ocorrer a aposentadoria;
  4. Somatório da idade e do tempo de contribuição igual a 81 pontos, se mulher e 91 pontos, se homem;
  5. A partir de 1º.01.2022, a idade mínima será elevada para 52 anos (mulheres) e 57 anos, homens;
  6. A partir de 1º.01.2020 a pontuação (pedágio: idade + tempo de contribuição) será acrescida a cada ano de 1 ponto, até atingir o limite de 95 pontos, se mulher, e 100 pontos, se homem;
  7. Remuneração e reajuste: integralidade e paridade para os ingressos até 31.12.2003 e 60% da média aritmética do período contributivo total para os demais servidores ingressos a partir de janeiro de 2004, devendo acrescentar 2% a cada ano extra de contribuição.

Os/As professores/as filiados/as ao INSS também contam com outras regras dispostas nas análises anteriores da CNTE.

OBS: as regras dispostas acima não se aplicam imediatamente ao magistério e demais servidores públicos de Estados, DF e Municípios. Ou o Senado incorpora esses servidores na reforma, ou ficará a cargo dos entes federados regularem seus regimes próprios de Previdência. E até que isso ocorra, continuarão valendo para esses servidores as regras atuais.

Outros destaques aprovados em primeiro turno na Câmara referem-se à:

a. aplicação do acréscimo de 2% sobre o percentual de 60% da média aritmética, a partir de 15º ano de contribuição, para os proventos das mulheres do Regime Geral de Previdência Social, inclusive professoras filiadas ao INSS;

b. redução na idade para a regra de transição de policiais e agentes penitenciários e socioeducativos da esfera federal (52 anos mulheres e 53 anos homens);

c. garantia de 1 (um) salário mínimo ao dependente (pensionista) que usufruir apenas desta fonte de renda (a regra do substitutivo da Comissão Especial não permitia que outros membros familiares tivessem renda extra); e

d. incorporação de regras para julgamento de ações previdenciárias pela justiça estadual.

Posteriormente, a CNTE emitirá posição sobre o texto completo aprovado em 1º turno na Câmara dos Deputados.

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Parte dos(as) servidores(as) gaúchos(as) que fizeram empréstimo no começo do mês por conta dos atrasos no pagamento da folha começaram a semana com susto ao consultar seu saldo no Banrisul.

O Piratini depositou, ainda na madrugada, a primeira parcela de R$ 1,5 mil para quem ganha acima de R$ 4 mil líquidos. Mas, assim como já ocorrido em fevereiro deste ano, o banco cobrou o valor total do empréstimo, deixando uma quantidade não informada de servidores com saldo vermelho na conta.

Ainda durante a manhã o banco reconheceu o erro e informou que o problema foi solucionado, mas não deu motivos para a ocorrência do problema.

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Em discurso contundente, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, conclamou a categoria e demais trabalhadores(as) a responderem nas urnas à destruição da aposentadoria. A fala se deu no fim da tarde desta sexta-feira (12), em ato conjunto com as centrais sindicais, movimentos e estudantes na Faced/UFRGS.

Para ela, a politização é fundamental. Enquanto os trabalhadores não compreenderem as diferenças entre os projetos de cada partido e votarem em pessoas sem considerar suas bandeiras políticas, a luta não terá avanços.

Confira a fala de Helenir:

“Se não soubermos dar resposta a partidos que traem os trabalhadores, nós estaremos na rua hoje, estaremos amanhã e estaremos daqui a 20 anos, ainda perdendo direitos.

Ou a gente se politiza ou nós teremos ainda muitos anos para estarmos na rua brigando pelos nossos direitos e vendo eles escorrerem por nossas mãos.

Ano que vem é ano de eleição, e o grande desafio é somarmos forças e dizer: partido que votar contra nós na previdência tem que ser derrotado. Porque é assim que se muda o país.

E se não tivermos capacidade de fazer isso, continuaremos caminhando na rua infinitamente sem resultados. Defender nossos direitos é não deixar esses canalhas se reelegerem”.

Saiba quem são os deputados gaúchos que votaram para acabar com a sua aposentadoria

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Em meio à votação da Reforma da Previdência, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), texto que, na prática, pretende acabar com a estabilidade do funcionalismo público.

O PLS 116/2017, baseado em substitutivo de autoria do senador Lasier Martins (PSD-RS), abre caminho para a demissão de servidores concursados. A matéria ainda precisa ser aprovada em Plenário para ter validade.

O texto esconde seu real teor sob uma falsa fachada de meritocracia. Segundo a proposta, todos os servidores deverão passar por avaliações anuais e serão avaliados por uma comissão formada por três pessoas: a sua chefia imediata, outro servidor estável escolhido pelo órgão de recursos humanos da instituição e um colega lotado na mesma unidade.

Mas a proposta não explicita quais serão as métricas de avaliação, dando a entender que os critérios ficarão sob responsabilidade das pessoas envolvidas na comissão. Estes parâmetros subjetivos abrem margem para excessos e ações arbitrárias, deixando o servidor refém de pressões políticas e do assédio das chefias indicadas pelo governo.

É mais uma medida que aprofunda o desmonte do Estado e do serviço público no país.

O PLS 116/2017-Complementar ainda deveria passar por outras duas comissões, no entanto, um requerimento de urgência apresentado pela relatora da matéria, senadora Juíza Selma (PSL-MT), deve levar o projeto diretamente para o Plenário.

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Recentemente o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (IPE Saúde) concluiu seu projeto de cobertura assistencial automatizada junto aos seus beneficiários e rede credenciada. Ao incluir no sistema que gerencia os dados da Instituição – o Sistema Médico IPE Saúde (SMH) –  as autorizações prévias, o Instituto passou a contemplar, com a automatização, todos os casos que não tinham cobertura pelo plano de saúde, mesmo assim eram indicados pelos médicos assistentes.

O novo sistema visa agilizar o atendimento, além de acabar com a papelada para autorização e pedidos de atendimento. O que em alguns casos chegava até quatro meses, agora o atendimento pode ser realizado no mesmo dia. O sistema SMH, que foi desenvolvido pela Procergs e é responsável por operacionalizar todas as coberturas constantes nas tabelas do IPE Saúde.

Os serviços agora 100% digitais favorecerá cerca de 1 milhão associados, o IPE Saúde conta hoje com 10 mil prestadores credenciados em sua rede, abrangendo médicos, hospitais, clínicas e laboratórios.

Fonte: Procergs

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Obrigado, Parlamentares! Veja quais são os Deputados Federais que votaram pelo povo brasileiro contra a Reforma da Previdência.

Rio Grande do Sul

        

 

Acre

 

 

 

Amazonas

 

 

Amapá

  

 

Bahia

             

 

Ceará

           

 

Distrito Federal

  

 

Espírito Santo

  

 

Goiás

   

 

Maranhão

    

 

 Minas Gerais

             

 

Mato Grosso do Sul

 

 

Mato Grosso

Pará

    

 

Paraíba

   

 

Pernambuco

          

 

Piauí

 

 

Paraná

     

 

Rio de Janeiro

          

 

Rio Grande do Norte

 

 

Rondônia

  

 

Roraima

 

 

Santa Catarina

 

 

Sergipe

  

 

São Paulo

             

 

Tocantins

 

O texto aprovado estabelece uma idade mínima para a aposentadoria: 65 anos para homens e 62 para mulheres. Também impôs mudanças no cálculo dos benefícios, que vai contabilizar a média de todas as contribuições e exigir mais tempo na ativa para um valor maior na aposentadoria. Serão exigidos 40 anos de contribuição para um benefício igual a 100% da média das contribuições, enquanto o piso será de 60% da média. Há regras de transição para quem já está na ativa.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) é contra a retirada de direitos de todos os trabalhadores do país.

Conheça os parlamentares que são os inimigos dos trabalhadores em educação e prejudicam a educação pública brasileira. Ajude a manter a pressão para que eles não se reelejam nunca mais!

Fonte: CNTE

 

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Tome nota dos deputados gaúchos que votaram para acabar com a sua aposentadoria, trabalhador(a). E lembre-se de nunca mais votar em quem vota contra você!

A educação é cada vez menos uma prioridade dos governos, tanto na esfera estadual quanto na federal.  A votação da reforma da Previdência, prova isto mais uma vez. Os(as) professores(as) serão ainda mais prejudicados(as), o tempo mínimo de contribuição irá aumentar 10 anos, passará de 15 para 25 anos no caso das professoras da Rede Pública. Os(as) professores(as) que já lidam com baixos salários, difíceis condições de trabalho e falta de valorização vão ter que enfrentar mais esse desafio em suas carreiras.

*Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

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Após aprovar o texto base da Reforma da Previdência, na noite desta quarta-feira (10), o presidente da Câmara – Rodrigo Maia (DEM) – realizou uma manobra desleal para impedir que professores(as) fossem retirados(as) da Reforma da Previdência.

Ao perceber que o destaque que manteria as regras atuais da aposentadoria seria aprovado, Maia encerrou a votação da proposta antes que o conjunto dos deputados voltasse ao Plenário. O destaque necessitava de 308 votos a favor. Com a ausência de 61 deputados, a medida terminou rejeitada apesar de receber 265 votos favoráveis a 184 contrários.

Caso a Reforma seja aprovada nas próximas instâncias, a idade mínima exigida para a aposentadoria passará de 50 para 57 anos para professoras e de 55 para 60 anos para professores. A PEC acaba com a aposentadoria especial do magistério, ignorando as condições de insalubridade da profissão.

O CPERS, apesar de representar educadores(as) da rede pública, sempre defendeu a derrubada integral do texto. É preferível rejeitar o texto em sua integralidade a propor mudanças parciais que jogam trabalhador contra trabalhador e fracionam a resistência. A rejeição do destaque é apenas mais um indicativo da crueldade do governo e sua base no Congresso.

Nesta sexta (12), a categoria está convocada a se somar ao Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência. Em Porto Alegre, o ato será realizado às 18h na Esquina Democrática.

Deputados gaúchos que votaram contra os(as) professores(as):

Alceu Moreira – MDB
Bibo Nunes – PSL
Carlos Gomes – PRB
Daniel Trzeciak – PSDB
Darcísio Perondi – MDB
Giovani Feltes – MDB
Jerônimo Goergen – PP
Lucas Redecker – PSDB
Marcel van Hattem – Novo
Márcio Biolchi- MDB
Maurício Dziedricki – PTB
Nereu Crispim – PSL
Pedro Westphalen – PP
Santini – PTB

 

Deputados(as) gaúchos(as) que votaram contra a aposentadoria de todos(as) os(as) trabalhadores(as):

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Durante cinco quartas-feiras, entre os meses de junho e julho, educadores(as) de Gravataí participaram do curso de formação pedagógica e sindical promovido pelo CPERS. 

Com o tema “Educação, Previdência e Resistência” o programa teve como objetivo a formação de novas lideranças nas escolas e a produção de conhecimentos e práticas de transformação social que levem a uma consciência crítica de classe. 

Entre professores(as) e funcionários(as), que em sua maioria atuam na direção ou supervisão de escolas da região, dezesseis educadores(as) tiveram a oportunidade de debater nos encontros temas referentes à vida sindical, trocar experiências e tornarem-se multiplicadores do sindicato nas escolas em que atuam.

Para a diretora do Departamento de Formação Política e Sindical do CPERS, Valdete Moreira, estes encontros são essenciais no atual período político que enfrentamos. “Neste momento, é imprescindível termos o apoio e a parceria dos pais, dos alunos e dos nossos colegas para nos fortalecermos e juntos enfrentarmos as arbitrariedades deste governo”, disse.  

No primeiro encontro, realizado no dia 12 de junho, foram debatidos os novos rumos da educação no país. Na ocasião, o professor Jonas Reis falou sobre a gravidade dos ataques, em nível municipal, estadual e federal, contra os educadores(as) do país e como estes podem se preparar para o enfrentamento, transformando as escolas em laboratórios, visto a importância do espaço escolar para a democracia do conhecimento.

A participante do grupo, professora da escola Heitor Villa Lobos, Rosane Melo, diz que após vinte anos de magistério nunca imaginou que enfrentaria momentos tão difíceis como os de agora. “Esses tempos nebulosos têm me deixado muito nervosa, porque a gente não sabe como vai ser o futuro. Esses encontros trazem um pouco de esperança porque parece que está todo mundo inerte. Com informação, talvez a gente consiga acordar o pessoal”, relatou. 

Na segunda quarta-feira de curso, realizada no dia 19 de junho, foi discutida a mercantilização da educação, com palestra da professora e secretária geral do CPERS, Candida Beatriz Rosseto. Ela debateu sobre a dificuldade de exercer a democracia nas escolas, tendo em vista que, atualmente, a categoria está cada vez mais amedrontada com os ataques e os desrespeitos que se agravam. Neste dia também foi realizada uma intervenção abordando a temática LGBT e a diversidade nas escolas, onde Renata dos Anjos, coordenadora da Associação Mães pela Diversidade no Rio Grande do Sul, falou sobre a invisibilidade das crianças LGBT nas escolas e como os(as) professores(as) devem ser preparados para recebê-los.

Para a professora Marijane Dutra, os encontros do grupo serviram de alento em um momento muito difícil. “Cheguei aqui muito entristecida e me sentindo sozinha. Saber que tem mais gente sentindo o mesmo que eu, amenizou essa solitude. A partir de agora tentarei ser multiplicadora desses conhecimentos”.  

No dia 26 de junho, data do terceiro encontro, o grupo debateu temas referentes às mulheres trabalhadoras da educação nos momentos de resistência. A professora Rosemary de Freitas da Silva abordou a luta das trabalhadoras em educação desde a fundação do sindicato, contextualizando historicamente suas lutas.  

No penúltimo encontro do curso, dia 03 de julho, o tema do encontro foi a reforma do ensino do médio, onde a dirigente da Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Selene Barboza Michelin, explanou sobre como está ocorrendo a capacitação dos(as) educadores(as) nas instâncias sindicais.

Durante a abertura do último encontro, realizado nesta quarta-feira (10), a diretora do Departamento de Formação Política e Sindical do CPERS, Valdete Moreira, considerou que a avaliação dos encontros é muito positiva. “É muito importante voltarmos para a base e trabalhar com pequenos grupos. Esse olho no olho, essa troca de experiências neste pequeno grupo é a função do sindicato. Estamos nos encaminhando para o sexto ano sem reajustes e com salários atrasados. Saber que passamos pelas mesmas situações nos dá mais força para seguirmos firmes na luta”, ressaltou.

Neste último dia, o centro do debate foi a reforma da Previdência, visto que a mesma está em votação atualmente na Câmara. A professora e economista do DIEESE/RS, Anelise Manganelli, explanou sobre a atual situação da votação e os passos do processo. Foi discutida também a estrutura do sistema previdenciário brasileiro, o déficit do financiamento da seguridade social e os principais pontos do substitutivo, como a questão da capitalização, a gravidade da desconstitucionalização e a privatização dos benefícios não programados.  

Após a apresentação de cases práticos, com as consequências da Reforma, os(as) educadores(as) presentes assustaram-se com o cenário que se apresenta e relataram não ter a noção do tamanho do problema com o que é noticiado na mídia. 

O professor e vice-diretor da Escola Ponche Verde, Jotoar Tomaz, relatou estar impressionado com a “verdade” passada pela mídia. “Esses encontros me deram subsídio para combater inverdades e informar os pais e alunos da escola”. 

No encerramento do encontro, a diretora Valdete reforçou a importância da iniciativa. “Estes pequenos momentos, na nossa folga, no frio, deixando os filhos em casa, isso é combatividade. Cada um que está aqui é valoroso para nós. Precisamos de vocês, sozinhos não vamos conseguir”. 

Ao fim do curso, todos os participantes receberam um certificado de participação disponibilizado pelo CPERS. Todos os encontros foram marcados pelo sentimento de empatia e de vontade de mudança, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela categoria. Os próximos encontros do grupo estão programados para Viamão e Santa Rosa e ocorrerão ainda este ano. 

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Os(as) educadores(as) do Núcleo de Estrela realizaram, nesta quarta-feira (10), seu encontro mensal. O evento foi realizado na paróquia São Cristóvão, em Lajeado, e contou com a participação de mais de 60 associados(as) ao CPERS.

Na ocasião, o grupo acompanhou a palestra realizada por representantes da Emater sobre a importância de manter uma alimentação saudável.

A diretora do Departamento dos(as) Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber, participou do evento e apresentou informações sobre as consequências da Reforma da Previdência e o plano de carreira da categoria. Ela também fez a análise de conjuntura no contexto nacional e estadual e apresentou a organização dos Encontros Regionais dos(as) Aposentados(as) e a organização do Desafio da Dança, que neste ano abordará a temática das danças folclóricas.

Os Encontros Regionais realizados nos 42 Núcleos do Sindicato ocorrerão de agosto a dezembro deste ano. Já o Encontro Estadual será realizado em março de 2020.

 

 

 

 

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