Atenção, categoria e comunidade escolar: a luta em defesa da escola pública entra em um momento decisivo. No próximo 18 de junho, professoras(es), funcionárias(os) de escola, estudantes, familiares e toda a comunidade escolar estão convocadas(os) para um Dia de Paralisação, que terá como ponto alto o Ato Público Estadual e a Assembleia Popular da Comunidade Escolar, em Porto Alegre. Será um dia de mobilização para defender a educação pública e barrar o avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs) nas escolas estaduais.

A mobilização ocorre diante da ofensiva do governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB), que pretende entregar 98 escolas estaduais à iniciativa privada por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs), transformando a educação pública em um negócio bilionário. O projeto prevê concessões de 25 anos e destina bilhões de reais a empresas privadas.

Estudos do DIEESE demonstram que não há evidências de que as PPPs resultarão em maior eficiência na gestão das escolas. Pelo contrário, o Estado continuará responsável pela fiscalização, gestão e controle dos contratos, podendo assumir novos custos administrativos e enfrentar riscos decorrentes do descumprimento contratual pelas empresas concessionárias. Para o CPERS, os investimentos em infraestrutura escolar devem ser realizados por meio de investimento público direto, sem os elevados custos adicionais gerados pela remuneração da iniciativa privada e pela complexa estrutura contratual das PPPs. 

Defender a escola pública significa defender a gestão democrática, a autonomia das comunidades escolares e o direito de estudantes e educadoras(es) a uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

O Sindicato reforça que somente a organização coletiva será capaz de impedir a privatização da educação gaúcha. A participação de cada escola, de cada educadora(or), estudante e familiar é fundamental para mostrar que a sociedade não aceitará que um patrimônio público seja entregue ao mercado.

>> Confira a programação do Dia de Paralisação:

🗓️ 18 de junho
📍 10h: concentração em frente à Seduc (Av. Dolores Alcaraz Caldas, 90, Praia de Belas, POA)
🚶 10h30 – Caminhada até o Palácio Piratini
✊ 11h – Ato Público Estadual e Assembleia Popular da Comunidade Escolar

Barrar as PPPs é defender a escola pública como patrimônio do povo gaúcho.
Educação não é mercadoria. Eduardo Leite, NÃO VENDA A MINHA ESCOLA! 

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Na manhã desta sexta-feira (12), a Direção Central do CPERS e representantes do Conselho Geral do Sindicato estiveram no Palácio Piratini para entregar um ofício à Casa Civil solicitando o cancelamento do leilão das 98 escolas da rede estadual, previsto para o dia 26 deste mês.

A iniciativa foi deliberada na reunião do Conselho realizada na noite de quinta-feira (11), quando foram definidas as estratégias de mobilização e enfrentamento ao processo de privatização da educação pública gaúcha. A deputada estadual, Sofia Cavedon (PT), acompanhou a ação.

>> Confira a íntegra do ofício

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, realizou a entrega do documento à chefe de gabinete da Casa Civil, Flávia Frey. O ofício é direcionado ao secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, ao qual o Sindicato fez um pedido de auto-agenda para a próxima semana, diante da gravidade e iminência do leilão. 

Caso seja mantido, o leilão entregará à iniciativa privada a gestão da infraestrutura de 98 escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul, por meio de Parcerias-Público-Privadas (PPPs) com contratos de 25 anos. Para o CPERS, a medida coloca em risco as condições de trabalho das(os) educadoras(es), enfraquece a gestão democrática das escolas e aprofunda a mercantilização da educação pública. E o pior: esse projeto vem sendo conduzido sem diálogo com o Sindicato, educadoras(es), estudantes e comunidades escolares. 

Para Rosane, o momento é de urgência: “Esperamos que o governo finalmente abra um canal de diálogo com a comunidade escolar. Nossa luta, agora, é permanente para barrar esse projeto e garantir que a sociedade possa debater o futuro das escolas públicas antes que elas sejam entregues à iniciativa privada.”

Além da presidente, representaram a Direção Central do Sindicato o 1º vice-presidente Alex Saratt, o 2º vice-presidente Edson Garcia, a  secretária-geral Suzana Lauermann, as diretoras Andréa da Rosa, Mari Andréia de Oliveira, Juçara Borges, Vera Lessês e os diretores Celso Adalberto e Leandro Parise.

O CPERS seguirá mobilizado em todo o estado para barrar esse projeto e defender a educação pública gaúcha. Diante da ausência de diálogo com o governo Eduardo Leite (PSD)/Gabriel Souza (MDB), o Sindicato reforça que continuará organizando ações, atos e mobilizações ao lado das comunidades escolares. A escola não é mercadoria! Não venda a minha escola!

>> Confira as fotos: 

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Na noite desta quinta-feira (11), o Conselho Geral do CPERS esteve reunido na sede do Sindicato, em Porto Alegre, para o seu encontro mensal de debates e deliberações. Com representantes dos 42 Núcleos de todo o Rio Grande do Sul, a reunião definiu as estratégias de organização da categoria para o próximo período, tendo como prioridade a intensificação da luta contra as Parcerias Público-Privadas (PPPs) propostas pelo governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB).

No centro do debate esteve o projeto que pretende leiloar, no próximo dia 26 de junho, a gestão de 98 escolas estaduais para a iniciativa privada por um período de 25 anos. Para o CPERS, a proposta representa um perigoso passo no processo de privatização da educação pública, transferindo 4,5 bilhões de reais que deveriam ser investidos diretamente nas escolas para empresas privadas, comprometendo recursos públicos por décadas e colocando a lógica do mercado acima do direito à educação.

Na abertura da reunião, a presidenta do CPERS, Rosane Zan, reforçou que a luta contra as PPPs é hoje a principal tarefa política da categoria e destacou a unidade construída durante o XII Congresso Estadual do Sindicato. “Estamos vivendo um momento de guerra contra as PPPs. Essa foi uma unidade firmada no XII Congresso do CPERS, que aprovou a construção de uma frente ampla contra as PPPs e contra todas as formas de ataque à educação pública, contra o fascismo e em defesa de um governo democrático e popular para avançarmos nas nossas pautas”.

A dirigente ainda destacou a importância da unidade na luta contra as PPPs: “Nossos núcleos estão mobilizados em todo o Rio Grande do Sul, realizando atos, audiências e envolvendo a comunidade escolar e os estudantes na defesa da escola pública. O mercado quer abocanhar uma parcela enorme de recursos que deveriam ser investidos na educação. Temos muita luta até o dia 26 para barrar esse projeto, mas, para isso, precisamos nos despir das nossas diferenças e construir unidade”. 

DIEESE desmonta argumentos do governo e aponta alto custo das PPPs

O Conselho contou com uma palestra da economista do DIEESE, Anelise Manganelli, que apresentou uma análise técnica sobre os impactos econômicos das PPPs, os custos previstos para o Estado e os questionamentos levantados por órgãos de controle em relação ao modelo de concessão.

Durante a exposição, a economista contrapôs os principais argumentos utilizados pelo governo para defender o projeto. Segundo ela, a prometida modernização da infraestrutura escolar poderia ser realizada por meio de investimentos públicos diretos, sem os elevados custos adicionais decorrentes da remuneração das empresas privadas e da estruturação do contrato.

Anelise também destacou que não há evidências de que as PPPs resultarão, automaticamente, em maior eficiência. Pelo contrário, o Estado continuará responsável pela fiscalização, gestão e controle dos contratos, podendo inclusive assumir novas despesas administrativas e enfrentar riscos de descumprimento contratual.

Outro ponto destacado foi o elevado comprometimento das finanças públicas. Conforme explicou, contratos de longo prazo reduzem a flexibilidade orçamentária do Estado, vinculam receitas futuras e podem aprofundar desigualdades entre as escolas contempladas e aquelas que permanecerão fora do programa.

Ao final da apresentação, a economista fez um alerta sobre os impactos permanentes da proposta: “Além de comprometer recursos por décadas, contratos dessa natureza costumam ser onerosos para revisar ou encerrar, podendo gerar indenizações e custos adicionais relevantes para os cofres públicos. Por respeito à comunidade escolar, aos contribuintes e às futuras gerações de gaúchos, o processo deveria ser suspenso, pois trata-se de um contrato cujos efeitos se estenderão por um quarto de século e cujos benefícios não foram demonstrados”.

Conselho aprova calendário estadual de mobilização para derrotar as PPPs

Entre as principais deliberações da reunião, o Conselho Geral aprovou a intensificação da mobilização em todo o Estado, com a construção de um Calendário de Mobilização para Derrotar as PPPs.

As ações incluem dias de paralisação da categoria e Ato Público Estadual contra as PPPs, nos dias 18 e 26 de junho, em Porto Alegre, além da participação em audiências públicas na Assembleia Legislativa e nas Câmaras Municipais de Vereadores, e a realização de uma coletiva de imprensa para denunciar as irregularidades do projeto e os riscos que ele representa para a qualidade da educação pública, para as condições de trabalho das(os) educadoras(es) e para toda a comunidade escolar.

Ao encerrar o encontro, o Conselho reafirmou que a luta contra as PPPs ultrapassa os interesses da categoria e diz respeito ao futuro da educação pública no Rio Grande do Sul. O CPERS reforça o chamado para que professoras(es), funcionárias(os) de escola, estudantes, famílias e toda a sociedade gaúcha fortaleçam a mobilização nas próximas semanas.

Barrar as PPPs é defender a escola pública como patrimônio do povo gaúcho. A educação não pode ser transformada em negócio. Somente com unidade, mobilização e participação popular será possível impedir que bilhões de reais sejam entregues ao setor privado e garantir que os recursos públicos permaneçam onde devem estar: nas escolas, a serviço das(os) estudantes e das futuras gerações.

>> Confira, abaixo, o Calendário de Mobilização contra as PPPs aprovado no Conselho desta quinta-feira (11): 

  • 12/06 (6ª feira) – 10h: Entrega de carta de repúdio às PPPs, 16h: Audiência Pública sobre as PPPs – proponente  Deputado Leonel Radde – Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização na Assembleia Legislativa;
  • 14/06 – “Copa Vira Jogo”;
  • 15/06 (2ª feira) – 18h: Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Santa Maria, proponente vereadora Helen Cabral;
  • 15/06 – 18h, Audiência Pública em Alvorada – proponente dep. Sofia Cavedon
  • 16/06 (3ª feira) – 9h30min: Coletiva de Imprensa sobre as PPPs convocada pelo CPERS/Sindicato no 9° andar;
  • 16/06 (3ª feira) – 10h – Aula Pública na Escola Venezuela – 39° Núcleo 
  • 17/06 (4ª feira) – 18h: Audiência Pública em Rio Grande, na Câmara de Vereadores, proponente vereadora Denise Marques (PT);
  • 17/06 – Ato Público com caminhada em Sapucaia do Sul;
  • 17/06 – Dia 13h Ato em Pelotas em frente a Escola D. João Braga, escola piloto das PPPs;
  • 17/06 (4ª feira) – 9h30 – Ato em frente a Escola Isabel de Espanha em Viamão;
  • 18/06 (5ª feira) – 10h: Dia de Paralisação e Ato Público Estadual em frente a Seduc contra as PPPS – Assembleia da comunidade escolar;
  • 19 ou 22/06- 10h – Aula Pública na Restinga – 39° Núcleo
  • 20/06 (sábado) – Caminhada do núcleo de São Leopoldo, na Avenida Independência, denunciando as PPPs;
  • 22/06 (2ª feira) – Dia convocado pelos estudantes “Organize sua escola com assembleias junto à comunidade escolar contra as PPPs”; vai rolar em diversas escolas por todo o estado, a direção vai participar em POA na Escola Santa Rosa (38° Núcleo);
  • 23/06 – Ato Público com caminhada em Canoas;
  • 24/06 (4ª feira) – Pelotas – 18h, Câmara de Vereadores, Proponente vereadora Miriam Marroni (PT);
  • 26/06 (6ª feira) – das 10h às 15h: Dia de Paralisação e Ato Público Estadual de Mobilização e Cultural, em frente ao Palácio Piratini, contra as PPPS. 

> Veja mais fotos: 

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O governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB) quer leiloar 98 escolas estaduais na Bolsa de Valores de São Paulo, entregando sua gestão à iniciativa privada por longos 25 anos. Apontamentos de órgãos de controle e auditoria do próprio Estado já indicam que essas Parcerias Público-Privadas (PPPs) não trazem vantagem econômica, aumentam custos e ainda transferem a fiscalização para quem receberá os recursos públicos.

Enquanto faltam investimentos em infraestrutura, valorização profissional e melhores condições de ensino, R$ 4,5 bilhões* serão destinados a empresas privadas. O compromisso dessas empresas é com o lucro, o que significará mais precarização do trabalho e prejuízos para toda a comunidade escolar.

A experiência do Rio Grande do Sul com a privatização da CEEE, da CORSAN e dos pedágios já mostrou que entregar serviços públicos à iniciativa privada não resolve os problemas da população.

A educação pública pertence à sociedade, não ao mercado financeiro! Defender a escola pública é defender oportunidades, igualdade e futuro para todas(os).

Venha com o CPERS na luta contra a entrega das escolas públicas à iniciativa privada! Curta e compartilhe os conteúdos da campanha, mobilize a sua escola e participe das atividades organizadas pelo Sindicato. É hora de defender a gestão democrática, a educação pública e o futuro das próximas gerações.

A escola pública é nossa e não está à venda!
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>> Confira o recado da presidente do CPERS, Rosane Zan:

>> Clique aqui para baixar o nosso panfleto com exemplos de irregularidades das PPPs

>> Leia o artigo publicado na GZH, no dia 5 de junho, que faz um alerta à sociedade gaúcha sobre os riscos das PPPs para a educação pública estadual

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📲 Acompanhe as redes oficiais do CPERS para curtir e compartilhar os materiais da campanha, além de ficar por dentro do calendário de mobilizações e das próximas ações em defesa da educação pública:

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Junte-se ao CPERS na luta em defesa da escola pública, gratuita, democrática, laica e de qualidade para todas e todos. Confira o vídeo!

*Os R$ 4,5 bilhões representam apenas uma referência de valor prevista no contrato, não um limite máximo de gastos.
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Por Rosane Zan, presidente do CPERS Sindicato*

O governo do Estado quer leiloar 98 escolas estaduais na bolsa de valores de São Paulo pelas Parcerias Público-Privadas (PPPs). Na prática, isso significa entregar a gestão das escolas públicas para empresas privadas.

Quando uma escola vai a leilão, o que está em jogo é o futuro de milhares de estudantes. É o espaço onde crianças e jovens aprendem, convivem, sonham e constroem perspectivas de vida.

O governo tenta apresentar as PPPs como “modernização”, mas a pergunta que fica é: modernizar para quem? O projeto prevê um custo global de R$ 4,5 bilhões. Enquanto faltam investimentos em estrutura, valorização profissional e salarial e melhores condições de ensino, bilhões poderão ser destinados à lógica do mercado.

Imagine esse recurso aplicado diretamente nas escolas: laboratórios funcionando, salas climatizadas, bibliotecas fortalecidas, quadras cobertas, alimentação de qualidade e valorização dos educadores.

Mas o modelo das PPPs segue outro caminho. Empresa privada tem compromisso com lucro. Isso significa mais terceirização, precarização do trabalho e menos estabilidade para quem faz a escola funcionar todos os dias. Quem perde é toda a comunidade escolar.

As PPPs também ameaçam a gestão democrática das escolas. Pais, estudantes, funcionários e professores terão menos participação nas decisões, enquanto empresas ganham espaço sobre a administração da educação pública. O futuro da educação não pode ser decidido por acionistas.

Outro ponto alarmante é o tempo do contrato: 25 anos. São décadas impondo um modelo privatizante para várias gerações de estudantes gaúchos.

A educação pública pertence à sociedade, não ao mercado financeiro. Defender a escola pública é defender oportunidades, igualdade e futuro.

O CPERS Sindicato seguirá mobilizado, com a comunidade escolar e a sociedade gaúcha para impedir que transformem nossas escolas em negócio!

*Artigo publicado originalmente no jornal Zero Hora em 05/06/2026

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Junho é o mês do Orgulho LGBTQIAPN+, um período de celebração da diversidade, de afirmação das identidades e, sobretudo, de renovação da luta por respeito, igualdade e dignidade. 

Para o Departamento de Diversidade do CPERS, falar sobre orgulho é falar sobre direitos humanos, sobre democracia e sobre a defesa incondicional da vida. É reconhecer que estudantes e educadoras(es) têm o direito de existir plenamente, sem medo, sem silenciamento e sem discriminação.

As escolas são espaços de formação cidadã, de construção de conhecimento e de convivência com as diferenças. Por isso, não podem ser territórios de intolerância. 

Embora importantes conquistas tenham sido alcançadas ao longo das últimas décadas, a realidade ainda exige vigilância e mobilização permanentes. O Brasil continua sendo um dos países mais perigosos do mundo para a população LGBTQIAPN+.

Segundo o relatório anual do Grupo Gay da Bahia (GGB), foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa perdeu a vida em razão de uma sociedade que ainda convive com o ódio, a intolerância e a negação de direitos.

Diante desse cenário, defender políticas públicas de proteção, inclusão e promoção da cidadania é uma urgência. E a educação tem um papel central nesse processo. É na escola que aprendemos a conviver com as diferenças, a respeitar a pluralidade humana e a construir relações baseadas na solidariedade e na empatia.

Combater a LGBTQIAPN+fobia é enfrentar estruturas históricas de exclusão que limitam o acesso à educação, ao trabalho, à saúde, à cultura e à participação social. É defender que todas as pessoas tenham o direito de viver com dignidade e liberdade.

Com esse compromisso, o Departamento de Diversidade do CPERS participa das iniciativas nacionais de fortalecimento dessa luta.

Neste final de semana, representantes do Departamento participarão do Encontro do Coletivo Nacional LGBTQIAPN+ da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em São Paulo. A atividade reunirá educadoras(es), lideranças sindicais e militantes de todo o país para debater estratégias de enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia, fortalecer a organização coletiva e ampliar as ações de promoção dos direitos humanos nos espaços educacionais.

Neste mês do Orgulho e todos os dias, o CPERS reafirma seu compromisso histórico com a defesa da diversidade, da igualdade e do respeito às diferenças. Defender a população LGBTQIAPN+ é defender a vida. Que o orgulho siga sendo resistência. Que a resistência siga sendo luta. E que a luta siga construindo uma sociedade onde todas as vidas sejam reconhecidas, respeitadas e protegidas.

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Clique aqui para baixar e ler o documento com a íntegra das moções aprovadas no XII Congresso do CPERS, realizado entre 22 e 24 de maio de 2026 em Novo Hamburgo.

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Clique aqui e aqui para baixar e ler os documentos com a íntegra das resoluções aprovadas do XII Congresso do CPERS, realizado entre 22 e 24 de maio de 2026 em Novo Hamburgo.

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Centenas de pessoas, entre educadoras(es) dos 42 núcleos do CPERS e comunidade escolar, ocuparam as ruas em Caxias do Sul (1º Núcleo), nesta sexta-feira (29). O Ato Estadual do Sindicato, realizado em frente à EEEF Getúlio Vargas, denunciou o projeto vergonhoso do governo Eduardo Leite (PSD), que pretende leiloar 98 escolas gaúchas, no dia 26 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo.

A Getúlio Vargas é mais uma das instituições na lista desse projeto, que vem sendo planejado há anos. Ainda em 2024, quando os governos estaduais de São Paulo e do Paraná avançaram com processos semelhantes de privatização da educação pública, o CPERS já denunciava a tentativa de implementação desse modelo no Rio Grande do Sul. Na época, 177 escolas do Paraná  e 143 de São Paulo tiveram suas gestões transferidas para a iniciativa privada, aprofundando a mercantilização do ensino público no Brasil. 

Hoje, somente em Caxias do Sul, sete escolas sofrem essa ameaça. Ao todo, 15 municípios gaúchos terão instituições entregues à iniciativa privada por meio das Parcerias Público-Privadas (PPPs). O projeto prevê contratos de 25 anos e mais de R$4,5 bilhões em recursos públicos destinados às empresas vencedoras do leilão, aprofundando a lógica de mercantilização da educação pública.

A mobilização em Caxias do Sul faz parte da construção de uma ampla luta contra o avanço da privatização da educação no Rio Grande do Sul. Após o primeiro ato em Porto Alegre, este é o segundo organizado pelo Sindicato, que vem alertando a categoria e a sociedade sobre os impactos desse projeto para estudantes, educadoras(es) e comunidades escolares.  

Para a presidente do CPERS, Rosane Zan, o governo Eduardo Leite (PSD) não conseguiu apresentar explicações convincentes para justificar a entrega das escolas à iniciativa privada. “Ele sempre falou que as escolas escolhidas seriam as mais vulneráveis, atingidas pela enchente, mas isso não corresponde à realidade. A escola Getúlio Vargas está localizada no centro de Caxias do Sul, assim como diversas escolas de Porto Alegre que também constam na lista do leilão e não foram afetadas pelas enchentes”, afirmou.

A presidente ainda alerta que os 25 anos de contrato comprometem seis mandatos de governo, que estarão amarrados a esse projeto. Para ela, o leilão das 98 escolas representa um precedente perigoso para o futuro da educação pública gaúcha, podendo abrir caminho para a ampliação desse modelo nos próximos anos.

Durante o ato, professoras(es), funcionárias(os) de escola, estudantes e representantes de movimentos sociais reforçaram a preocupação com o futuro da educação pública gaúcha diante do avanço das PPPs. As falas denunciaram os riscos da perda de autonomia das escolas, da precarização das relações de trabalho e da transferência de bilhões de reais de recursos públicos para empresas privadas, enquanto seguem faltando investimentos em infraestrutura, valorização profissional e melhores condições de ensino na rede estadual. 

Para o diretor-geral do 1º Núcleo (Caxias do Sul), David Carnizela, a inclusão da EEEF Getúlio Vargas na lista de instituições que serão leiloadas evidencia as contradições do discurso do governo do Estado sobre as PPPs: “Nós estamos no centro de Caxias do Sul, onde nós temos aqui um prédio de 1936, que é a escola Getúlio Vargas. Ele foi tombado como patrimônio histórico e reformado recentemente. Mesmo assim, será repassado para a iniciativa privada”, destacou o dirigente, ao questionar a necessidade de entregar à iniciativa privada uma escola histórica e estruturada da rede pública estadual. 

A vice-presidenta Sul da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Luiza Suares, também destacou que o avanço das PPPs faz parte de um projeto antigo de privatização da educação pública. Segundo ela, o movimento estudantil gaúcho já denunciava essa ameaça desde 2016, quando estudantes ocuparam escolas em defesa do ensino público. “As desculpas já foram muitas: orçamento, melhoria da estrutura, e isso é uma mentira. Ao invés de investir o dinheiro na escola, eles investem o dobro do valor nas empresas privadas”, afirmou a dirigente estudantil. 

Após as falas em frente à escola Getúlio Vargas, o ato seguiu em caminhada até a Praça Dante Alighieri, no centro de Caxias do Sul. Com cartazes, palavras de ordem e panfletagem, educadoras(es), estudantes e comunidade escolar dialogaram com a população sobre os impactos das PPPs e denunciaram o projeto de privatização da educação pública promovido pelo governo Eduardo Leite (PSD).

A mobilização reforçou que a luta em defesa das escolas públicas seguirá crescendo em todo o Rio Grande do Sul. Para o CPERS, impedir o leilão das 98 escolas é defender o direito à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade, construída com participação popular e valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação, e não subordinada aos interesses do mercado. Não venda a minha escola!

>> Confiras mais fotos do ato:

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Não venda a minha escola! No próximo dia 29 de maio (sexta-feira), a partir das 10h, trabalhadoras(es) da educação, estudantes, famílias e toda a sociedade têm um compromisso marcado com a luta no ATO PÚBLICO ESTADUAL DO CPERS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DAS ESCOLAS E AS PPPs.

A mobilização será em frente à EEEF Presidente Vargas, em Caxias do Sul. A escola é uma das 98 instituições que podem ser leiloadas pelo governo Eduardo Leite (PSD) no dia 26 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo. Leite, Gabriel e Raquel querem transformar a educação pública em mercadoria, entregando escolas à lógica do lucro e abrindo caminho para as Parcerias Público-Privadas (PPPs), que retiram da comunidade escolar o controle sobre espaços que pertencem ao povo gaúcho. Não vamos permitir!

Defender a escola pública é defender o direito de aprender, de ensinar, de sonhar e de construir um estado mais justo e democrático. Cada escola privatizada representa menos participação da comunidade, menos compromisso social e mais ataques aos direitos das(os) trabalhadoras(es) da educação.

Por isso, é fundamental fortalecer a mobilização. Cada voz importa. Cada presença faz diferença. Cada escola mobilizada é um passo na resistência. Contate seu Núcleo e participe!

📢 29 de maio (sexta-feira) | 10h
📍 Em frente à EEEF Presidente Vargas | Caxias do Sul

O CPERS segue em luta, nas ruas e ao lado da categoria, porque escola pública não é negócio: é direito do povo!

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