A mobilização por valorização salarial para todas(os) as(os) educadoras(es) e a defesa intransigente da escola pública foram os principais eixos do Conselho Geral do CPERS, realizado na manhã desta sexta-feira (22), na sede do Sindicato, em Porto Alegre.

No encontro, conselheiras(os) definiram estratégias de luta e aprovaram a realização de uma Assembleia Geral de Mobilização no dia 3 de outubro, na capital gaúcha. A atividade será um momento decisivo para unificar forças em defesa da educação e contra os ataques do governo Eduardo Leite (PSD). Também foi aprovada a realização de uma aula pública no dia 4 de setembro, na Praça da Matriz, para ampliar o debate sobre a meritocracia e seus impactos nas escolas.

Na abertura do Conselho, duas exposições qualificaram as discussões: a secretária de Formação da CNTE, Marta Vanelli, falou sobre as possíveis alterações na Lei do Piso do Magistério, e representantes do Fórum Democrático, Fernanda Corezola e Tarson Nuñez, apresentaram o Pacto RS 25, uma proposta de construção coletiva para um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o estado.

Em sua intervenção, a presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que o governo tenta transferir às escolas e às(aos) educadoras(es) a responsabilidade pelo déficit de aprendizagem. “A realidade das escolas é marcada por estruturas precárias e condições diversas, e a meritocracia apenas ampliará essas desigualdades. A escola não é uma empresa. É um espaço de socialização e troca de saberes. Precisamos apontar que tipo de escola pública queremos para os filhos e filhas da classe trabalhadora”, afirmou.

Além do chamado à mobilização, o Conselho também reforçou a importância da participação nas etapas regionais da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, que percorrem os núcleos do Sindicato até outubro. O Departamento de Sustentabilidade apresentou ações para reduzir o impacto ambiental da entidade e o Departamento de Formação divulgou atividades voltadas aos dirigentes dos núcleos.

Ao fim do encontro, as(os) conselheiras(os) realizaram um ato simbólico em defesa da soberania nacional e contra a intervenção de Donald Trump nas políticas brasileiras, reafirmando o compromisso da categoria com a democracia e a autonomia do país.

Com a Assembleia Geral marcada para 3 de outubro, o CPERS convoca toda a categoria a participar ativamente do processo de mobilização. A presença das(os) professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), será fundamental para fortalecer a luta coletiva por valorização profissional e pela escola pública de qualidade!

Confira, abaixo, o conjunto das propostas de mobilização aprovadas no Conselho Geral desta sexta (22): 

1 – Realizar, no dia 4 de setembro de 2025, uma Aula Pública no Monumento Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz, em Porto Alegre, com a participação de representações dos núcleos, para debater o que é a escola pública meritocrata de Leite/Raquel/Gabriel e a base aliada do governo na Assembleia Legislativa. Convidadas(os): estudantes, movimentos sociais, comunidade escolar e universidades públicas;

2 – Realizar Assembleias Regionais entre os dias 1° e 26 de setembro de 2025, para a retirada de delegadas(os) para o Congresso da CNTE, que será realizado de 15 a 17 de janeiro de 2026, em Brasília, e pensar políticas em defesa da educação pública contra os ataques de Leite/Raquel/Gabriel;

3 – Realizar Assembleia Geral de Mobilização contra a burocratização na educação, a meritocracia e o assédio moral, no dia 3 de outubro de 2025, e ratificar as(os) delegadas(os) para o Congresso da CNTE, que será realizado de 15 a 17 de janeiro de 2026, em Brasília, eleitas(os) nos 42 núcleos do CPERS;

4 – Participar das manifestações do 7 de setembro de 2025. Eixos de mobilização: defesa da soberania nacional; taxação dos super-ricos e isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil; redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1; sem anistia para golpistas;

5 – Realizar o Conselho Geral, referente ao mês de setembro, no dia 2 de outubro de 2025, na véspera da Assembleia Geral, com atividades previstas para o turno da manhã e da tarde;

6 – Realizar ampla campanha de denúncia para a sociedade sobre a realidade das escolas públicas gaúchas, da sua estrutura e condições precárias de trabalho das(os) educadoras(es) e o consequente adoecimento da categoria, o abandono das(os) aposentadas(os) e o currículo esvaziado, especialmente nas escolas de tempo integral;

7 – Exigir do governo concurso público para funcionárias(os) de escola, ainda este ano;

8 – Exigir do governo também a promoção para as(os) funcionárias(os) de escola concursadas(os) que estão há anos na mesma letra;

9 – Reposição salarial já para todas(os) as(os) servidoras(es) públicas(os), principalmente para as(os) agentes educacionais que ficaram de fora do reenquadramento da Lei 16.165/2024;

10 – Moção de apoio às autoridades brasileiras que tem se destacado na defesa da Soberania Brasileira;

11 – Moção de repúdio às(aos) deputadas(os) federais gaúchas(os) que atentaram contra a democracia brasileira, se apossando da mesa diretora da Câmara Federal;

12 – Defender a Regulamentação das Plataformas Digitais como forma de combater a adultização de crianças e adolescentes. Regulamentar é proteger;

13 – Moção de repúdio ao 14° salário baseado na meritocracia;

14 – Fazer pressão no STF, nos próximos dias, pela suspensão imediata do desconto previdenciário;

15 – Questionar oficialmente o IPE Saúde sobre a ausência de cobertura dos exames de sangue rotineiros para avaliação dos níveis de Vitamina D e Vitamina B12, solicitando esclarecimentos técnicos, bem como a inclusão desses exames no rol de cobertura obrigatória, considerando sua importância preventiva e diagnóstica para a saúde da categoria;

16 – Moção de apoio à instalação de um Campus da UFRGS em Caxias dos Sul, com implantação de seis cursos, sendo um deles, o de pedagogia.

17 – Moção de solidariedade ao historiador e comunicador social, Jones Manoel, que vem sendo atacado e ameaçado por grupos neonazistas.

Porto Alegre, 22 de agosto de 2025.
CONSELHO GERAL DO CPERS SINDICATO

>> Veja mais fotos: 

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Dando continuidade à primeira semana da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, a iniciativa chegou ao 30º Núcleo do Sindicato (Vacaria), nesta quinta-feira (21). Dezenas de estudantes e educadoras(es) reuniram-se no Salão de Atos da Smed para participar e prestigiar a atividade.

O principal objetivo da Mostra é apresentar à sociedade gaúcha os excelentes projetos desenvolvidos na escola pública estadual. A iniciativa percorrerá todo o Rio Grande do Sul, passando pelos 42 núcleos da entidade. Os projetos selecionados nas etapas regionais participarão da Etapa Estadual, que ocorre em novembro, em Porto Alegre.

Em Vacaria, foram apresentados 12 projetos de seis escolas da região. Compromisso, dedicação e criatividade marcaram os trabalhos, que abordaram temas diversos, como reciclagem, sustentabilidade, música, artes e linguagens.

A diretora da Comissão de Educação do CPERS, Andréa da Rosa, deu as boas-vindas e lembrou o início da Mostra: “É muito gratificante para nós essa Mostra Pedagógica. O CPERS começou com a Mostra em 2015, quando vivíamos um momento de grandes dificuldades no Estado para professores e funcionários de escola. Encontramos, assim, uma forma de valorizar a escola pública e os excelentes trabalhos que realizamos em sala de aula.”

Já a diretora do Sindicato e ex-diretora do 30º Núcleo, Joara Dutra Vieira, destacou a relevância da atividade. “Sou muito grata por estar aqui com vocês. A Mostra tem um papel importantíssimo para o Sindicato: mostrar à comunidade o trabalho de excelência realizado nas nossas escolas públicas, que em nada fica devendo à rede privada.”

A comissão julgadora foi composta pelas educadoras Najia Naji Pegorini e Helena Maria Caon (direção do 30º Núcleo), além de Andréa da Rosa e Joara Dutra (direção central).

Mostra do CPERS leva a esperança de um futuro melhor

Grande parte dos projetos apresentados reflete a preocupação com um futuro mais sustentável, igualitário e humano. São trabalhos que buscam construir uma vida melhor para todas e todos.

Um exemplo é o estudante Emanuel Valim, da ETE Bernardina Rodrigues Padilha, que apresentou o projeto “Extrusora para filamento 3D”, na modalidade Ensino Profissional Técnico. O trabalho tem como objetivo transformar garrafas PET em filamento para impressoras 3D, unindo tecnologia e sustentabilidade.

“Eu trabalho durante o dia e me desafiei a criar um projeto novo. Essa iniciativa é muito importante para mim, pois traz conhecimento, experiências e a chance de conhecer novas pessoas. Quero continuar participando de espaços como este e, quem sabe, revender meu projeto no futuro”, contou Emanuel.

Outro destaque foi o projeto “Cartonero como emancipação social”, desenvolvido pela professora alfabetizadora Anamaria de Souza Gargione, da Escola Prisional do Presídio Estadual de Vacaria, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). Assídua nas Mostras do Sindicato, ela destacou a expectativa dos estudantes privados de liberdade:

“Trabalhamos com eles com muito carinho e dedicação para que tenham uma nova oportunidade quando estiverem em liberdade. Eles aguardam ansiosamente todos os anos pela Mostra. Estamos muito contentes de estar aqui e desejamos sucesso a todos os participantes.”

O diretor do 30º Núcleo (Vacaria), Osmar Emílio Mussatto, e a integrante da direção regional, Neide Maria Borges Dutra, também participaram da atividade.

>> Confira os projetos selecionados para a Mostra Estadual no 30º Núcleo (Vacaria):

> Ensino Fundamental (1º ao 5º ano)

EEEF Vitória Quintella da Silva Ly (1º lugar)
Nome do projeto: Bonecas e sua ludicidade
Estudantes: Celine Reis de Almeida, Erika Vitória Pinheiro dos Santos, Évelin Citon Parizotto, Gabriela Panassol de Panassol, Giovana Lima Prandi, Isadora de Barros Oliveira, Isadora Vaccaro Vieira, Luana Lima Prandi, Maeli Brandão Rodrigues Dutra, Valentina Oliveira dos Santos e Vitória Bueno Oliveira.
Professoras(es): Lucas Daniel Fernandes Silva e Elisângela Benedet

Instituto Estadual de Educação Irmão Getúlio (2º lugar)
Nome do projeto: Casa Sustentável dos Insetos
Estudantes: Alexandre Chedid Bortoluz, Antthony Luiz de Souza, Caio Pereira Busin, Carolina Armiliato Boni, Erick Costa Giordani, Gabriel Ferreira da Cruz, Guilherme Fernandes Boeira, Gustavo Zatta Xavier, Henrique Barboza Garlet, Isabele Pinto Zambrzycki, Isabella Victoria Alves Rodrigues, Isabelly Andrade Peres de Souza, Israel Biazutti Mota, Júlia Dutra Machado, Camilly Vitória Carra Andrade, Lais Borges Brandtner, Livia Ciota Perotoni, Maria Ana Basso Pagno, Maria Rafaela Fernandes Barboza, Mariana Kolchescki Lisboa, Rafaela dos Santos Boeira, Rauê Mossoi Ribeiro, Theo da Silva Santos, Theo Maziero Fernandes e Valentina Pereira Pelissari.
Professoras(es):  Ana Rosa Bastos Bortolon e Italvina Bernadete Mesacasa

> Ensino Fundamental (6º ao 9º ano)

EEEF Vitória Quintella da Silva Ly (1º lugar)
Nome do projeto: Jornal do Quintella
Estudantes: Anny Vitória Barboza da Silva, Antônio Henrique Sikorski Vilante, Emilly de Moraes Jesus, Jasmine de Barros Nunes, João Vitor Rodrigues Silva, Matheus Teles Monteiro, Priscila da Silva Luiz e Yasmin Oliveira dos Santos.
Professoras(es): Patrícia Lourdes da Luz Braga Pinto

EEEF Ione Campos dos Santos (2º lugar)
Nome do projeto: O Reaproveitamento de Tampinhas PET: Uma Atitude Sustentável
Estudantes: Rafael Borges Costa – Antonio Vieira Pereira de Vargas, Sthefany de Castro Santos , Vitória Bervanger, Isadora Ramos Lemes, Isabela Boeira de Souza
Professoras(es): Carla Bernadete Nery e Liliane Lima dos Santos Sutil

> Educação Profissional/Técnico

ETE Bernardina Rodrigues Padilha
Nome do projeto: Extrusora para filamento 3D
Estudantes: Emanuel Valim Moreto e Lucas Deon Martins
Professoras(es): Juliano Gonçalves Fernandes

> Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Escola Prisional – Presídio Estadual de Vacaria
Nome do projeto: Cartonero como emancipação social
Estudantes: Reeducandos Privados de Liberdade
Professoras(es): Renato Rufino da Costa e Anamaria de Souza Gargione

Na próxima semana a 6ª Mostra Pedagógica do CPERS chegará aos núcleos de Ijuí (27/08) e Cachoeira do Sul (28/08). Contate seu Núcleo e saiba como participar!

>> Clique aqui para mais informações sobre a 6ª Mostra Pedagógica do CPERS!

>> Confira mais fotos da Etapa Regional da Mostra em Vacaria: 

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Nesta quarta-feira (20), a presidente do CPERS, Rosane Zan, e o diretor do Sindicato, Elbe Belardinelli, entregaram ao ministro da Educação, Camilo Santana, uma carta contendo as principais demandas das(os) trabalhadoras(es) da educação pública estadual e para reforçar a luta em defesa da valorização da categoria e da escola pública. A iniciativa ocorreu durante a agenda do ministro na capital para visitar as obras do Campus Porto Alegre e do novo Campus Porto Alegre – Zona Norte, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

No documento, o Sindicato cobra, em primeiro lugar, a aprovação do Projeto de Lei 2531/2021, que cria o Piso Nacional das(os) Funcionárias(os) de Escola. O CPERS ressalta a necessidade de que o PL seja aprovado com as emendas propostas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), garantindo direitos a todas(os) as(os) funcionárias(os) administrativas(os) das redes públicas de ensino.

Outro ponto central da carta é a defesa da aplicação do Piso Nacional do Magistério nas carreiras. O CPERS e a CNTE destacam que essa medida representa uma conquista fundamental para assegurar a valorização profissional e evitar a desestruturação das carreiras docentes nos estados.

Por fim, o Sindicato manifesta posição contrária à presença de fundações e instituições privadas nos espaços da educação pública. A entidade reafirma que cabe às universidades públicas e aos institutos federais a responsabilidade pela formação continuada das(os) educadoras(es), preservando a autonomia, a qualidade e o caráter público da educação.

Ao entregar o documento, a presidente do CPERS reforçou que a pauta não se trata somente de reivindicações corporativas, mas da defesa de uma educação pública de qualidade, gratuita e socialmente referenciada, construída a partir do compromisso do Estado com suas(eus) educadoras(es) e com a comunidade escolar.

“Quando falamos de valorização, falamos da sustentação da escola pública como um direito de toda a sociedade. Não há como garantir uma educação gratuita, de qualidade e socialmente referenciada sem o reconhecimento e a valorização dos professores e funcionários, que estão todos os dias no chão da escola, além dos nossos aposentados. Investir em quem educa é investir no futuro das nossas crianças, jovens e de toda a comunidade escolar. A defesa que fazemos aqui é política e coletiva: lutamos pela permanência e pelo fortalecimento da educação pública como patrimônio do povo brasileiro”, asseverou Rosane.

O Sindicato seguirá pressionando, em todas as instâncias, pela valorização da categoria e pela garantia de uma educação pública de qualidade para as filhas e filhos do povo gaúcho.

>> Confira mais fotos da atividade: 


     

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Escuta como ferramenta de mobilização! Foi com este objetivo que o CPERS promoveu, nesta terça-feira (19), o primeiro de cinco encontros virtuais com direções das escolas estaduais gaúchas. O objetivo é ouvir e compreender as principais demandas das(os) dirigentes escolares em relação às questões pedagógicas e administrativas das instituições de ensino.

Este primeiro encontro contou com a participação de integrantes da Direção Central, dos núcleos do Sindicato e de educadoras(es) das regiões de Santa Maria (2°), Cachoeira do Sul (4°), Santa Cruz do Sul (18°), Alegrete (19°), Uruguaiana (21°), Santana do Livramento (23°), Santiago (29°) e São Gabriel (41°).

Durante a reunião, as direções relataram um cenário de sobrecarga de trabalho, assédio moral e ausência de diálogo por parte da Secretaria da Educação (Seduc) e das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). Outro ponto recorrente foi a falta de informações claras e orientações por parte das CREs. Essa postura, segundo os relatos, gera a sensação de abandono e incompetência induzida, já que as escolas não recebem as ferramentas necessárias para cumprir as tarefas exigidas.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, conduziu os trabalhos e, em sua fala de abertura, destacou a importância desses momentos para fortalecer a organização contra os desmandos do governo Eduardo Leite (PSD) e a luta em defesa dos direitos da categoria.

“Este é um momento de escuta, tanto em relação às questões administrativas quanto pedagógicas. Nosso objetivo é compreender as demandas e levar para a Seduc, buscando mediar tantos problemas que vêm se acumulando, sobretudo a sobrecarga de trabalho. O foco do CPERS é a unidade e as direções das instituições de ensino têm um papel central no chão da escola e na defesa da gestão democrática”, destacou a presidente.

O que fica claro entre as falas é a confirmação da desorganização e a incapacidade do governo Leite (PSD) de dar respostas às demandas da categoria. Questões salariais, como o 14º e as promoções, foram classificadas como ilusórias e enganosas.

A escuta ativa das direções escolares durante estes cinco encontros municiará o Sindicato com informações para a organização da luta por valorização salarial e melhores condições de trabalho para professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas. Reforçamos que a escola pública que queremos é uma escola humanizada e estes momentos de troca e unidade serão fundamentais para encarar os desafios diários que as(os) trabalhadoras(es) da educação enfrentam.

>> Confira, abaixo, o cronograma dos próximos encontros e contate o seu Núcleo para saber como participar: 

➡️ 20/08 (quarta-feira): Santo Ângelo (9°), Santa Rosa (10°), São Borja (16°), São Luiz Gonzaga (33°), Cerro Largo (36°), Três de Maio (35°), Três Passos (27°), Ijuí (31°), Cruz Alta (11°) e Frederico Westphalen (26°).

➡️ 26/08 (terça-feira): Pelotas (24°), Rio Grande (6°), Bagé (17°), Guaíba (34°) e Camaquã (42°).

➡️ 02/09 (terça-feira): Caxias do Sul (1°), Guaporé (3°), Passo Fundo (7°), Estrela (8°), Bento Gonçalves (12°), Erechim (15°), Lagoa Vermelha (25°), Soledade (28°), Vacaria (30°), Carazinho (37°) e Palmeira das Missões (40°).

➡️ 09/09 (terça-feira): Montenegro (5°), Osório (13°), Taquara (32°), Canoas (20°), São Leopoldo (14°), Gravataí (22°) e Porto Alegre (38º/39º).

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A força transformadora da educação pública e o protagonismo de quem a constrói estiveram em evidência, nesta terça-feira (19), quando o CPERS deu início às etapas regionais da sua 6ª Mostra Pedagógica. Até outubro, a iniciativa vai percorrer os 42 núcleos do Sindicato, em todos os cantos do Rio Grande do Sul, revelando a criatividade, a resistência e a esperança que brotam diariamente no chão das nossas escolas.

Os núcleos de Uruguaiana (21º) e Erechim (15º) foram os primeiros a abrir suas portas para educadoras(es) e estudantes que, com afeto e compromisso social, constroem diariamente uma educação libertadora.

Os projetos selecionados nas etapas regionais participarão da Etapa Estadual, que ocorre em novembro, em Porto Alegre, coroando um processo coletivo que envolve comunidades escolares de todo o estado.

Uruguaiana: quando pequenas ações se tornam grandes transformações

Na fronteira oeste, em Uruguaiana, o 21º Núcleo mostrou que a escola pública é um território de inovação e sonhos. Para o 2º vice-presidente do CPERS e coordenador da Comissão de Educação do Sindicato, Edson Garcia, os trabalhos comprovam que a educação é capaz de transformar vidas.

“Cada projeto renova nossa confiança na escola pública. Quando bem desenvolvido, ele pode ser a chave que transforma o futuro de quem participa. É nisso que acreditamos: na capacidade da educação de abrir caminhos”, destacou Edson.

Um dos destaques na região foi o projeto “Pequenas Ações, Grandes Mudanças”, da EEEF Adir Mascia, que utilizou garrafas PET para criar hortas verticais. A aluna Sofia Gabryelly resumiu a essência da iniciativa: “Queríamos mostrar que é possível cultivar alimentos em pequenos espaços, reaproveitando materiais que seriam descartados. Sustentabilidade e criatividade caminham juntas quando pensamos em um futuro melhor”, explicou Sofia, cujo projeto foi selecionado para a Etapa Estadual da Mostra.

Outro trabalho, “Acontece no HB”, da EEEF Hermeto José Pinto Bermudez, mobilizou estudantes do 9º ano para registrar e celebrar os 50 anos da escola. Usando ferramentas digitais, as(os) alunas(os) transformaram memória em arte, provando que a tecnologia também pode ser aliada da valorização da história e da identidade escolar.

A criatividade a serviço da vida é destaque em Erechim

Em Erechim (15º Núcleo), a dirigente do CPERS e integrante da Comissão de Educação do Sindicato, Andrea da Rosa, destacou a relevância da iniciativa: “Todo esforço em pesquisar, organizar e apresentar já é motivo de orgulho. A Mostra dá visibilidade ao talento e à dedicação que existem em nossas escolas”.

Entre os projetos apresentados, emocionou o trabalho da EEEM João Caruso sobre reaproveitamento alimentar, orientado pela merendeira Luane Tozzo Pietroski. A iniciativa dialoga com o “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n.º 12” da ONU, que defende consumo e produção responsáveis.

“Enquanto muitas pessoas enfrentam a fome, mostramos aos estudantes que é possível reaproveitar alimentos e transformá-los em novas receitas. É um aprendizado que ultrapassa os muros da escola e pode mudar vidas”, afirmou Luane.

A 6ª Mostra Pedagógica do CPERS é um espaço de afirmação da escola pública como bem comum, de valorização do trabalho docente e das(os) funcionárias(os), e de fortalecimento da identidade de estudantes que se descobrem protagonistas.

Até outubro, cada etapa regional servirá como palco de inspiração e como prova concreta de que, mesmo diante de adversidades, a educação pública resiste, cria e transforma.

As inscrições para as etapas regionais da Mostra seguem abertas. Clique aqui para se inscrever e conferir o calendário completo!

>> Confira as iniciativas selecionadas para a Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS:

➡️ Uruguaiana (21º Núcleo):

> Ensino Fundamental (1º ao 5º ano)

EEEF Adir Mascia
Nome do projeto: Pequenas Ações, Grandes Mudanças
Alunas(os): Lorenzo Schubert Brazeiro, Sofia Gabryelly da Rosa Barbosa, Larissa Barbosa Monteiro
Profª: Ana Elizabeth Ribeiro Cardoso

Inst. Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls
Nome do projeto: Caminhos da Reciclagem
Alunas(os): Larissa Ribeiro Silveira, Kamilly dos Santos Loureiro, Nicolas Flores Martins, Sarah Finoqueto Buonocore de Lima
Profª: Maristela da Rosa Dulor

> Ensino Fundamental (6º ao 9º ano)

EEEF Hermeto José Pinto Bermudez
Nome do projeto: Acontece no HB
Alunas(os): Ana Raquel Pereira Steindorff (91A), Thallita Fan Soares Garcia (92B)
Profª: Julia Greco de Tolla

EEEF & M Dom Hermeto
Nome do projeto: Placas solares na quadra da Escola DH
Aluna: Gabriela Frasson da Silva
Profª: Gisele Ribeiro Dias

Nome do projeto: Matemática Divertida
Alunas(os): Luiza Pfeifer Viero, Antônia Backes Schimitt, Isabela Carvalho Goulart
Profª: Neiva Terezinha Depontge

> Educação Profissional / Técnico

IEE Elisa Ferrari Valls
Nome do projeto: Cordel da resistência
Alunas(os): Kamila Blanco de Moura Goulart e Maria Eduarda Silveira da Silva
Professora: Ciliane Dornelles Escobar

➡️ Erechim (15º Núcleo)

> Ensino Fundamental:

EEEM Dr. João Caruso
Nome do projeto: Reaproveitamento Alimentar
Alunas(os): Tayline Cararo, Davi José Tozzo Petroski, Isabeli Laura Schaefer e Andriely De Quadros
Professora Luane Tozzo Pietroski

EEEB Dr. Sidney Guerra
Nome do projeto: Mudário Sustentável
Alunas(os): Luiza Scopel Savia, Nathália Luiza Manica Rocha, Rousset Angelynet Lopez Medina
Professor Darlan Rocha

Ensino Médio
EEEM Dr. João Caruso
Nome do projeto: Elas pelas lentes

Alunas(os): Agatha de Oliveira, Aryel de Oliveira, Guilherme Paixão, Guilherme Paloschi, Luana Pesenatto
Professora Roberta Teresa Manica

EEEB Dr. Sidney Guerra
Nome do projeto: PET Recycle
Alunas(os): Roxybel N. Reina; Vagner dos S. Kovalski
Professor Darlan Rocha

EEEB Dr. Sidney Guerra
Nome do projeto: Revitalização de área
Alunas(os): Carlos Eduardo Karling Hintz, Vinícius Luis Givacheski da Rosa, Vitor Gabriel Godin 
Professor Darlan Rocha

Nome do projeto: Álbum de Figurinhas da Lei Maria da Penha
Alunas(os): Julia de Lima, Maiyeli Guzman, Manuela de Oliveira, Marina Rossetto, Naiara Casturino
Professora Roberta Teresa Manica

>> Veja o recado do 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia:

>> Confira mais fotos:

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Sobrecarga desumana! Não existem outros termos para descrever o que atravessa o corpo de funcionárias(os) e professoras(es) da EEEF Herlita Silveira Teixeira, em Cidreira. Em uma escola de tempo integral, que beira os 4.500 m² de área construída, em um grande terreno, apenas uma funcionária está disponível para a limpeza. Para as(os) quase 300 estudantes da instituição, somente três merendeiras são responsáveis pelas refeições servidas diariamente.

A situação foi constatada em visita feita pela coordenadora do Departamento de Funcionárias(os) de Escola do CPERS, Juçara Borges, pelo também diretor do Departamento, Leandro Wesz Parise, e pela diretora-geral do 13º Núcleo (Osório) do Sindicato, Marli Aparecida de Souza.

É grave o quadro apresentado no estabelecimento de ensino. No setor de limpeza, a escola já operava com um número baixo de funcionárias(os), eram apenas três servidoras(es) para um pátio grande e um fluxo intenso de alunas(os). Porém, agora, uma dessas pessoas está de férias e outra está afastada por motivos de saúde, deixando toda essa estrutura e carga de trabalho para somente uma única educadora.

Conforme relatado por Raquel Guedes, vice-diretora da EEEF Herlita Silveira Teixeira, o trabalho não poderia ser feito se não fosse todo o corpo de servidoras(es) se desdobrando para realizar as tarefas de limpeza.

Em um exercício rápido de imaginação, podemos constatar que a área da escola representa cerca de 60% de um campo de futebol, o que dá a dimensão do espaço que precisa ser mantido. Essa ideia de tamanho fica ainda mais assustadora quando, utilizando cálculos feitos com o auxílio de inteligência artificial, constatamos que o tempo estimado para varrer todo o lugar seria de aproximadamente três dias, tendo como base jornadas de trabalho de oito horas.

Na merenda, a história se repete. No início do ano eram sete trabalhadoras(es), mas com o encerramento do contrato com a empresa terceirizada, ficaram apenas quatro pessoas neste setor. Hoje, com mais um afastamento por motivos de saúde, todas as refeições do turno integral são preparadas por somente três cozinheiras(os) que, se não pudessem contar com o apoio do corpo docente, não seriam capazes de dar conta do trabalho.

A vice-diretora também relata que a região em que fica a escola é muito carente, fazendo com que a alimentação e a estrutura oferecidas sejam fundamentais na vida dessas(es) alunas(os). Ela conta ainda que, pelo acúmulo de funções, o corpo diretivo precisa permanecer após o expediente para cumprir tarefas burocráticas que, na sobrecarga do dia a dia, ficam para trás.

Para a diretora do CPERS, Juçara Borges, o resultado dessa falta de funcionárias(os) tem como consequência o adoecimento de quem fica sobrecarregada(o). “O governo propaga uma falácia de investir na educação, fala em pagar 14º salário, mas, enquanto isso, no chão da escola, quem está sendo sacrificado são os funcionários e demais educadores”, afirma.

A falta de servidoras(es) tem apenas uma solução, que o governador Eduardo Leite (PSD) se recusa a proporcionar: a realização de um concurso público amplo.

Por todo o estado, a história se repete, de cidade em cidade. São escolas que sofrem com empresas terceirizadas e seus contratos precários, com falta de educadoras(es) que se aposentam ou são afastadas(os) e não são repostas(os). Por essa razão, o CPERS continua defendendo a realização de concurso público como uma das prioridades de sua luta, pois sabemos que, sem educadoras(es), não se faz educação pública de qualidade!

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Porto Alegre viveu, nesta sexta-feira (15), uma manhã de resistência e indignação. Cerca de 2 mil educadoras(es) — da ativa e aposentadas(os) —, servidoras(es) de diferentes áreas e estudantes vindas(os) de todas as regiões do Rio Grande do Sul marcharam lado a lado, unidas(os) para garantir respeito, valorização e direitos que vêm sendo sistematicamente negados pelo governo Eduardo Leite (PSD).

O Ato Público Unificado, organizado pelo CPERS e pela Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP/RS), iniciou-se em frente à sede do Sindicato e seguiu até o Palácio Piratini. A garoa e o frio não intimidaram as(os) presentes. Nas ruas, professoras(es), funcionárias(os) de escola, profissionais da saúde, da segurança, da justiça e representantes da juventude exigiram reposição salarial imediata de 12,14% e um IPE Saúde público, digno e de qualidade para todo o funcionalismo.

Ao fim da mobilização, lideranças representativas do funcionalismo estadual buscaram audiência com o governador Eduardo Leite (PSD) para apresentar as reivindicações. Mais uma vez, o chefe do Executivo se negou a dialogar — um gesto que simboliza desprezo por quem dedica a vida a educar, cuidar e proteger a população gaúcha.

A mobilização na capital foi o ponto alto de uma série de atos realizados, desde junho, pela FSP/RS, nas cidades de Santo Ângelo, Passo Fundo, Pelotas e Santa Maria, reunindo os 42 núcleos do Sindicato e reforçando que a insatisfação cresce por todos os cantos do estado.

Para a presidente do CPERS, Rosane Zan, a política do governo Leite (PSD) é guiada por uma visão privatista:

“O governo acredita que o público deve ser privado, que a educação tem que funcionar como empresa. Nós defendemos uma escola humanizada, que forme cidadãos críticos, como queria Paulo Freire. Falta solidariedade por parte deste governo — especialmente com aposentados e funcionários de escola, que vêm sendo duramente atacados.”

A presidente Rosane também destacou a presença e a força do movimento estudantil, que se uniu ao Ato na mesma semana do Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto.

“O governo posa de aberto ao diálogo, mas não recebe a Frente dos Servidores. Vamos seguir pressionando por reposição salarial e por um IPE Saúde que atenda a todos. A luta continua”, finalizou Rosane.

A mobilização contou com jovens que iniciaram a caminhada no Colégio Júlio de Castilhos e se juntaram às(aos) servidoras(es) na Praça da Matriz, levando cartazes em defesa da soberania brasileira e da educação pública.

“Não tem como falar em valorização dos trabalhadores sem falar em defesa da soberania brasileira”, afirmou Alejandro Guerrero, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE/RS).

A ex-presidente do CPERS e atual secretária de Formação da CUT-RS, Helenir Aguiar Schürer, criticou o Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha, que prevê um “14º salário” atrelado a metas impostas pela Secretaria da Educação (Seduc):

“Essa lógica meritocrática ignora as condições reais de trabalho e tenta dividir a categoria. Queremos piso cumprido, plano de carreira valorizado e condições dignas, não penduricalhos que desaparecem na aposentadoria.”

Helenir alertou ainda para o uso eleitoreiro da proposta: “Esse 14º só seria pago em 2026, depois das eleições. É propaganda barata. Aqui, o que queremos é: Fora Leite!”

No campo da saúde, a denúncia sobre o sucateamento do IPE Saúde foi contundente. O presidente do Sindicaixa, Érico Corrêa, expôs a gravidade da nova instrução normativa que limita dias de internação:

“Depois disso, o IPE Saúde não paga mais e a conta fica para o hospital. É mais um golpe contra quem depende do Instituto”, criticou.

Já Fabiano Zalazar, secretário-geral do Sindjus, apontou um projeto deliberado de sucateamento imposto por Eduardo Leite (PSD):

“Leite precariza, desmonta e depois privatiza. É o modelo liberal que penaliza servidores e ameaça toda a população.”

O ato recebeu apoio de parlamentares e contou com representantes da direção central e dos 42 núcleos do CPERS. A mensagem foi clara: defender o serviço público não é uma causa restrita às(aos) servidoras(es), mas uma necessidade de toda a sociedade.

Cada ataque ao funcionalismo significa perda de qualidade no atendimento à população. O Rio Grande do Sul só avança com investimento, diálogo e compromisso real com o povo. E a luta segue viva, nas ruas, nas escolas e em cada espaço da sociedade. Avante, trabalhadoras(es)!

>> Confira as fotos da mobilização!


 

>> Confira o recado da presidente do CPERS, Rosane Zan!

 

>> Confira o vídeo da mobilização

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Na manhã desta quinta-feira (14), o Conselho Fiscal do CPERS – Gestão 2024/2027 tomou posse e realizou seu primeiro encontro na sede do Sindicato, em Porto Alegre.

Com mandato de três anos, o Conselho é composto por dez membros, cinco titulares e cinco suplentes, tendo como principal atribuição fiscalizar a gestão financeira e patrimonial da entidade. As reuniões do grupo serão realizadas mensalmente, na sede do Sindicato.

O grupo foi eleito no Conselho Geral do CPERS, realizado em 14 de março de 2025.

>> Conheça as(os) educadoras(es) que compõem o Conselho Fiscal do CPERS:

Presidente: Dgenne Cristina Ribeiro da Silva
Secretária: Maria Cleni da Silva
Mari Andreia de Oliveira Andrade
Magda Suzana Schmidt
Paulo Ariosto Rodrigues Dutra

Suplentes:

Nilza de Souza Schebella
Márcia da Silva Rolim
Gelci Teresinha Quevedo Agne
Maria Denise Lunardine do Amaral
Zeferino Ribeiro Peres

>> Confira, abaixo, fotos da 1ª reunião do novo Conselho Fiscal do CPERS: 

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Após pressão do CPERS, foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (14) o novo calendário que amplia os prazos para o envio da documentação referente aos pedidos de promoção do Magistério.

>> Clique aqui para acessar a portaria completa!

Agora, o envio pode ser feito até o dia 22 de agosto (sexta-feira), e os resultados serão divulgados em 15 de setembro.

O Sindicato seguirá vigilante para garantir que nenhuma(um) educadora(or) seja prejudicada(o) e continuará pressionando para que o processo contemple 100% da categoria: funcionárias(os), professoras(es) e especialistas.

Educação de qualidade se constrói com valorização, estabilidade e respeito para todas e todos!

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O CPERS repudia a lógica meritocrática anunciada pelo governador Eduardo Leite (PSD), nesta quarta-feira (13), por meio do chamado Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha. O projeto, apresentado com pompa no Teatro da Feevale, prevê um suposto “14º salário” apenas para quem atingir metas pré-estabelecidas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

Eduardo Leite (PSD) segue praticando uma política funcional que discrimina e exclui. A educação e a categoria são uma coisa só: não é admissível remuneração diferenciada, como se sucesso ou insucesso fossem resultado apenas de qualidades e ações individuais. Essa lógica não apenas ignora as condições reais de trabalho, como também tenta dividir a categoria. Meritocracia é competição em vez de cooperação; é a negação do reconhecimento da classe; é individualizar aquilo que se conquista coletiva e socialmente.

E como fica a avaliação dos gestores da educação? São os mesmos que não conseguem manter escolas salubres e estruturadas, que não oferecem climatização, que erram até a data da maior comemoração histórica do Rio Grande do Sul, que criam “escolas-piloto” fadadas ao fracasso e as desativam na surdina para esconder seus erros. Ao mesmo tempo, obrigam as(os) educadoras(es) a jornadas extensas — pelos baixos salários — e intensas — pelo excesso de exigências e sobrecarga —, levando ao adoecimento e até à desistência da profissão.

Essa política desconsidera a realidade das escolas e joga sobre os ombros de professoras(es) e funcionárias(os) uma pressão desmedida, ignorando que a melhoria da educação exige investimentos estruturais, condições dignas de trabalho, redução da sobrecarga e apoio efetivo no ensino-aprendizagem — e não premiações pontuais e seletivas.

O CPERS reafirma: somos contra qualquer modelo de meritocracia na educação. O que queremos e precisamos é piso salarial cumprido integralmente, plano de carreira valorizado, investimentos permanentes e condições adequadas de trabalho. Não aceitaremos penduricalhos que não se incorporam ao salário, que não contam para aposentadoria e que desaparecem justamente na fase da vida em que mais necessitamos de renda para enfrentar o desgaste da saúde.

A verdadeira valorização da educação não se constrói com bônus que mascaram a falta de investimento estrutural, mas com respeito à nossa profissão, garantia de direitos e políticas que beneficiem toda a rede escolar — não apenas quem consegue cumprir metas muitas vezes desconectadas da realidade das comunidades e que, mais uma vez, divide a categoria para distribuir prêmios pontuais sem atacar os verdadeiros males da educação gaúcha.

Educação de qualidade se faz com valorização real, e não com prêmios condicionados.

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