Com a rapidez da informação moderna, não é comum que a sociedade pare e se reúna em torno de um mesmo tema, mas no início de agosto, o país parou.  O criador de conteúdo Felca, no último dia 6, lançou um vídeo com o título “adultização”, conteúdo que rapidamente se espalhou pelos quatro cantos do Brasil, somando na data de hoje quase 50 milhões de visualizações.

Em sua denúncia, Felca relatou a facilidade com que criminosos acessam e distribuem conteúdo de crianças e adolescentes. O criador ainda exemplificou, utilizando-se de casos notórios de exploração da imagem de crianças e adolescentes, como funciona o esquema que opera com a anuência das chamadas big techs, empresas de tecnologia que dominam o mercado de redes sociais.

A boa notícia é que, após grande pressão da sociedade civil, de organizações que defendem os direitos de menores e de uma grande repercussão midiática, o poder público agiu. Aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada, o Projeto de Lei (PL) 2628/2022, que ficou conhecido como “PL da adultização”, também foi aprovado nesta quinta-feira (27) no Senado Federal, e passará agora para a sanção do presidente Lula (PT). A medida impõe uma regulamentação para as redes sociais, visando proteger crianças e adolescentes nestes ambientes digitais.

Conforme informações da Agência Gov, o texto ainda prevê melhores mecanismos para a verificação da idade e controle parental, além de uma regulamentação capaz de coibir o acesso de menores de idade a conteúdos considerados impróprios.

Também chamado de “ECA digital” por parte da mídia, foi atribuído ao projeto um caráter de atualizar o Estatuto da Criança e do Adolescente para este tempo em que vivemos, de amplo acesso à internet.

Para o CPERS, é imperativo que a juventude de meninos e meninas seja protegida pelo poder público. Não podemos confiar a segurança de crianças e adolescentes a empresas bilionárias que sequer se preocupam com a fiscalização dos conteúdos que circulam em suas páginas. Além disso, é preciso que esse debate sobre a legislação que regula essas plataformas seja recorrente, não abrindo a possibilidade de uma defasagem tão grande como a que presenciamos até a denúncia realizada por Felca.

Seguimos atentas(os) para que empresas estrangeiras não utilizem o conteúdo de menores de idade para lucrarem com seus anúncios!

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Nesta quarta-feira (27), a CNTE divulgou uma nota para esclarecer pontos relacionados à aprovação do PLP n.º 143/2020, ocorrida na última terça-feira (26), na Câmara dos Deputados. Agora, o projeto segue para análise e votação no Senado Federal.

O CPERS soma-se à Confederação e reforça a importância da aprovação do PLP, que busca corrigir uma injustiça imposta pela Lei Complementar 173/2020 ao suspender, durante a pandemia, a progressão e promoção nas carreiras do funcionalismo público.

Para a educação, a aprovação do projeto significa assegurar que professoras(es) e funcionárias(es) de escola não sejam penalizados duplamente: pela sobrecarga enfrentada na linha de frente da crise sanitária e pela interrupção de sua evolução funcional.

>>> Confira a nota da CNTE na íntegra:

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa de cerca de 4,5 milhões de trabalhadores(as) das redes públicas de ensino no país, vem a público esclarecer questões acerca da aprovação do PLP n.º 143/2020, ontem, na Câmara dos Deputados, destacando o que se segue:

  • O descongelamento do tempo para progressão nas carreiras de todos(as) os(as) servidores(as) públicos, das três esferas administrativas do país, é pauta prioritária dos sindicatos que defendem as categorias de servidores, inclusive da educação, área mais atingida pela Lei Complementar n.º 173, de 27/05/2020. Essa Lei impediu, entre outras coisas, a contagem do tempo para concessão de anuênios, triênios, quinquênios, licenças-prêmio e demais mecanismos equivalentes que pudessem aumentar a despesa com pessoal até 31/12/2021, mantendo os efeitos do “congelamento” mesmo após a sua vigência. Apenas o tempo para aquisição da aposentadoria foi preservado.
  • A CNTE tem atuado no campo das Três Esferas da Central Única dos Trabalhadores – CUT, no sentido de corrigir esse prejuízo para os servidores, uma vez que a pandemia exigiu muito mais dos profissionais das diversas áreas da administração pública, a fim de manter o atendimento de serviços à população. Contudo, até o momento, apenas as categorias de policiais e médicos e enfermeiros tiveram seus direitos retomados para fins de progressão nas carreiras.
  • O PLP 143/2020, ao qual estão apensados outros 29 projetos de lei, estende a possibilidade de se computar o período suspenso para progressões nas carreiras (entre 27/05/2020 e 31/12/2021) para todo o funcionalismo público, embora não seja uma norma de efeito vinculante. Caberá a cada ente público (União, Estado, DF e Município) avaliar e conceder esse direito retroativo.
  • Embora não seja a melhor decisão para os(as) servidores(as), que almejam o cômputo automático do período remanescente da pandemia, o PLP 143/2020 permite abrir negociações entre sindicatos e gestores para reconsiderar o tempo integral de serviço para fins de progressão nas carreiras, com eventuais pagamentos retroativos. E a CNTE orienta seus sindicatos afiliados a procederem dessa forma junto aos governos locais, caso a futura Lei se configure nestes termos.
  • O projeto agora segue para apreciação do Senado e, caso haja alterações no texto, poderá retornar à Câmara dos Deputados. Em sendo aprovado como está, seguirá posteriormente para sanção do presidente Lula, que já havia se manifestado favorável ao descongelamento do tempo de serviço do período da pandemia de Covid-19.

Mais uma vez, a luta sindical será decisiva para tentar melhorar o projeto de lei no Senado, ou mesmo para fazer valer o tempo integral de serviço dos servidores para progressão nas carreiras, caso o texto da Câmara permaneça inalterado.

Brasília, 27 de agosto de 2025.
Diretoria Executiva

Fonte: CNTE
Foto: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados

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Na segunda-feira (25), em pleno Agosto Lilás, marco anual de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres, a Casa Mulheres Mirabal recebeu uma intimação da 5ª Vara da Fazenda Pública, solicitando a desocupação do imóvel localizado no bairro São João, em Porto Alegre, ocupado desde 2018. Em decisão do TJRS, foi determinado que o prazo para desocupação seria de 15 dias, com vencimento no dia 10 de setembro, sob risco de utilização de força policial para realizar a remoção.

A entidade é muito mais do que um simples endereço; é um espaço seguro para mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica, proporcionando um ambiente acolhedor e suporte. Sendo referência há muitos anos, é um verdadeiro pilar de proteção.

Esse cenário impacta diretamente todas as mulheres que fazem parte da Casa Mulheres Mirabal e, sobretudo, representa uma perda grave, especialmente diante do aumento dos casos de feminicídio no RS. Isso configura um enorme retrocesso na luta pelos direitos e pela proteção das mulheres.

Diante dessa situação, o CPERS, através do Departamento da Mulher, manifesta seu total apoio à Casa Mulheres Mirabal, repudiando veementemente a decisão judicial que determina a desocupação do espaço.

Foto: Mariana Alves / Secretaria da Cultura

 

 

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O CPERS convida toda a categoria — professoras(es), funcionárias(os) e especialistas, da ativa e aposentadas(os) —, estudantes e toda a comunidade escolar para participar de uma Aula Pública sobre os rumos da educação no Rio Grande do Sul.

O debate vai expor como a chamada “escola meritocrata” defendida pelo governador Eduardo Leite (PSD), a secretária da Educação, Raquel Teixeira, o vice-governador, Gabriel Souza (MDB), e a base aliada do governo na Assembleia Legislativa ameaça o direito à educação pública de qualidade, precariza o trabalho docente e amplia as desigualdades.

Quando? Quinta-feira, às 9h
Onde? Praça da Matriz – Porto Alegre
Você também pode acompanhar o evento ao vivo nas redes do CPERS!

> Palestrantes:

Ângela Chagas (pesquisadora de pós-doutorado em Educação da UFRGS, integrante do Núcleo de Estudos de Política e Gestão da Educação e do Observatório do Ensino Médio do RS) e Mateus Saraiva (professor da Faculdade de Educação da UFRGS, pesquisador em políticas de avaliação e Ensino Médio).

> Mediação: Rosane Zan, presidente do CPERS.

Venha fortalecer essa luta! Educação pública de qualidade se faz com valorização, investimento e democracia, não com metas excludentes e políticas meritocráticas.

#CPERSNaLuta #NãoÀMeritocracia

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Nesta quarta-feira (27), o palco da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS foi a Praça da República, localizada em Ijuí (31º Núcleo). A atividade, que reuniu educadoras(es) e estudantes da região, expôs os projetos para visitação da população local.

O CPERS, através da Mostra, segue valorizando e incentivando práticas pedagógicas inovadoras, aproximando a escola pública da comunidade e reafirmando que as instituições de ensino estaduais também são espaço de transformação social. Cada Mostra Pedagógica Regional é também um ato de resistência e afirmação do compromisso com uma escola democrática, crítica e comprometida com a formação integral.

Em Ijuí, dez projetos de sete escolas da região marcaram presença na Mostra Pedagógica. Nos trabalhos, estudantes e educadoras(es) abordaram temas como sustentabilidade, tecnologia, natureza, saúde, meio ambiente e linguagem corporal, mostrando a força e a diversidade da educação pública.

A abertura do evento ficou por conta da apresentação musical das(os) estudantes da EEEF Luiz Fogliatto, que encantaram e alegraram todas(os) as(os) presentes.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que a Mostra Pedagógica é um espaço de diálogo entre a escola e a comunidade. “É um paralelo que fazemos com a sociedade, de mostrar o que é feito no chão da escola, o que é belo e significativo. E é essa escola pública que queremos para os filhos e filhas da classe trabalhadora: uma escola laica, gratuita e com referencial social”, afirmou.

Rosane destacou que a escolha da Praça da República, em Ijuí, onde ocorreu a primeira mostra do 31º Núcleo em 2015, reforça a valorização da educação pública. “Estar aqui hoje é um reflexo de quanto nós, do CPERS, sempre valorizamos e seguimos valorizando a escola pública. Além de denunciar as mazelas, fazemos questão de evidenciar que esta mesma escola tem projetos significativos, mostra sua importância e o motivo pelo qual toda a sociedade deve defendê-la”, completou.

A diretora da Comissão de Educação do CPERS, Andréa da Rosa, destacou a relevância da atividade: “Fui diretora do Núcleo de Rio Grande por três gestões e conheço muito bem a Mostra, desde 2015, quando a Rosane idealizou a atividade. Estar aqui é sempre emocionante, é muito bom participar desse momento. Parabéns pelos trabalhos apresentados, certamente teremos um dia maravilhoso”, destacou a diretora no início da iniciativa.

“Mais um dia de ricos trabalhos sendo apresentados por estudantes e educadores da rede estadual. Essa Mostra é parte do compromisso que o CPERS Sindicato tem com a valorização da educação pública. Os projetos da rede estadual estão hoje expostos aqui para que a comunidade possa reconhecer todo o trabalho desenvolvido, com responsabilidade, por professores e funcionários em benefício dos nossos estudantes”, ressaltou o diretor do Sindicato, Leandro Parise.

Também participaram do encontro dirigentes do 31º Núcleo: Maria Eugênia Fiorin (diretora-geral), Noemi Silva (tesoureira), Antônia Gobbo (vice-diretora), Laura de Albuquerque (membro da direção) e Terezinha Mello (representante 1/1000), além das associadas aposentadas do Núcleo.

A comissão julgadora da atividade foi composta pelas educadoras: Maria Romi Bazzan Nachtigall, Rosane Scheren Moreira, Carla Iungs Fabrin e Cleia Teresinha Lizolotto, além do educador Jorge Fernando Schmidt.

Reconhecimento e luta por uma educação pública de qualidade para todas e todos

A necessidade e urgência de investimento e valorização das(os) trabalhadoras(es) em educação por parte do governo Eduardo Leite (PSD) fica evidenciado no projeto da professora Laura de Albuquerque, da EEEF Luiz Fogliatto, que apresentou na Mostra uma maquete com o tema “Resiliência climática: um compromisso com o futuro e com a escola pública”. 

Ela explica que a ideia do projeto surgiu a partir da onda de calor que atingiu o Rio Grande do Sul em fevereiro, no início do ano letivo, quando as aulas foram adiadas graças a uma liminar conquistada pelo CPERS, que reconheceu a falta de estrutura das escolas para enfrentar aqueles dias de temperaturas extremas.

“Estamos aqui para mostrar que a escola pública só precisa de reparos e reformas, e que é totalmente possível o governo investir nisso, sem entregar nossas escolas para empresas privadas ou repassar a responsabilidade da educação”, destacou a professora.

Na apresentação, Laura ressaltou que a maquete demonstra soluções viáveis: “Ela mostra como podemos intervir na infraestrutura dos prédios escolares com técnicas de engenharia simples e de baixo custo, capazes de garantir conforto térmico nas salas de aula, tanto no frio quanto no calor.”

A estudante Nicoly Makoski, da EEEF Sant’Ana, apresentou o projeto “Educação e Sustentabilidade no Campo”, já em funcionamento na escola e responsável por garantir parte significativa da merenda escolar.

“Hoje trazemos o projeto da horta sustentável que construímos, com sistema de irrigação automática e reaproveitamento da água da chuva. Toda a produção é utilizada na merenda da escola”, destacou a estudante.

O estudante Enzo Correia Magalhães (lado direito da foto), da EEEM Otavio Caruzo Brochado da Rocha, apresentou o projeto “Os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente”. Durante sua apresentação, ele destacou os principais objetivos do trabalho, além de chamar a atenção como a iniciativa pode ajudar a sociedade: “Meu projeto visa fazer com que as pessoas tenham mais consciência sobre o uso dos agrotóxicos nas plantações, claro que elas têm suas vantagens, mas as consequências podem afetar o alimento e a saúde do consumidor”, relatou.

Nesta quinta-feira (28), a 6ª Mostra Pedagógica do CPERS ocorrerá no 4º Núcleo do Sindicato (Cachoeira), das 13h30 às 17h30, no Cine Via Sete 3D, localizado no Orlando Plaza Shopping.

A Mostra segue percorrendo os núcleos do Sindicato, fique atenta(o) à data da sua região e participe! Mais informações aqui!

>> Confira os projetos selecionados para a Mostra Estadual no 31º Núcleo (Ijuí):

> Ensino Fundamental – Anos Finais:

EEEM Otavio Caruso Brochado da Rocha
Nome do projeto: Redução de Emissões Industriais em Ijuí
Estudantes: Alisson André Veivenberg Moreira, Esmeralda Bairros Carpes e Rafaela Vogt Miron Professoras(es): Carine Fantinelli Freitas Kreme e Roberto Borer Schmaltz

> Ensino Médio:

EEEM São Geraldo
Nome do projeto: Feira de Escambo Sustentável
Estudantes: Eduarda Vitória de Arruda Teixeira, Estefani da Silva, Sandro Natanael Delfina
Professoras(es): Tatiane Machado Brandolt

>> Confira mais fotos da Mostra Regional em Ijuí: 

 

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O CPERS vem a público manifestar sua total solidariedade ao historiador e comunicador social Jones Manoel, diante dos ataques covardes e criminosos que recebeu em seu endereço eletrônico de um autoproclamado grupo neonazista.

O Sindicato repudia veemente qualquer forma de intimidação, violência ou tentativa de silenciamento dirigida a quem dedica a sua vida à defesa da democracia, da educação, da justiça social e dos direitos da classe trabalhadora. O ataque sofrido por Jones Manuel não se trata de um episódio isolado, mas de mais uma demonstração do avanço de grupos de ódio que afrontam os valores democráticos e a convivência pacifica em nossa sociedade.

Reiteramos que não permaneceremos em silêncio diante de ameaças neonazistas, racistas e autoritárias, que buscam instaurar o medo e o retrocesso. Ao contrário, reforçamos nossa determinação em lutar por uma sociedade plural, diversa e livre de preconceitos, na qual prevaleçam a liberdade de expressão, o respeito às diferenças e à dignidade humana.

Reforçamos a nossa solidariedade irrestrita a Jones Manoel e a todos os que sofrem ataques semelhantes. Reafirmando nosso compromisso com a defesa intransigente da liberdade, da democracia e da diversidade. O CPERS soma-se a luta contra qualquer forma de ódio, intolerância e violência, construindo juntos uma sociedade mais justa, plural e respeitosa.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

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Em mais um capítulo da luta por justiça às(aos) servidoras(es) públicas(os), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 143/2020 – “Descongela Já!”, de autoria da senadora Professora Dorinha (União-TO) apensado ao PLP 21/2023, de autoria da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), foi aprovado em segunda votação pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (26). Agora, o projeto segue para análise e votação no Senado Federal.

O projeto busca reverter o congelamento da contagem do tempo aquisitivo ocorrido entre 27 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. A medida, imposta pela Lei Complementar 173/2020 no contexto da pandemia, durante o governo Bolsonaro (PL), suspendeu a contagem desse período para fins de anuênios, triênios, quinquênios, licenças-prêmio e demais vantagens.

Durante o ápice da crise sanitária, para garantir repasses federais a estados e municípios, a LC 173 impôs severas restrições que inutilizaram esse período para progressões funcionais e benefícios por tempo de serviço. No centro desse embate, está o PLP21/2023, proposto pela deputada Luciene Cavalcante (Psol-SP), que autoriza a contagem retroativa desses 583 dias para fins de adicionais salariais e licenças-prêmio, com pagamento retroativo a partir de 31 de dezembro de 2021.

Para o CPERS, a contagem deve ser restabelecida não como benesse, mas como reparação legítima pelos serviços prestados, afinal, as(os) servidoras(es) nunca deixaram de cumprir suas funções, mesmo sob as condições mais adversas. #DescongelaJá!

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Nesta segunda-feira (25), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) publicou uma nota de repúdio às declarações caluniosas e ofensivas do deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), proferidas em programa da Jovem Pan na última sexta-feira (22).

O CPERS se soma à CNTE: ao atacar covardemente a categoria com mentiras e acusações absurdas, o parlamentar não apenas desrespeita as(os) educadoras(es) brasileiras(os), como também busca desmoralizar a escola pública, espaço essencial de formação cidadã e alicerce da democracia. Exigimos respeito com as(os) nossas(os) professora(es) e funcionárias(os) de escola!

>> Confira a nota da CNTE na integra: 

Mesmo já tendo se tornado réu em inúmeros processos judiciais por reiteradas mentiras e tentativas deslavadas de manipulação da opinião pública, nada contém o Deputado Nikolas Ferreira (PL/MG), que assumiu como seu método particular de fazer política a produção permanente de Fake News. A sua última foi em um programa de podcast da Jovem Pan, chamado Pânico JP, no dia 22 de agosto.

Sem pudor nenhum, e sob nenhuma contestação dos apresentadores do tal programa, que se traveste de ser um produto jornalístico ou de informação nessa emissora também já reincidente nesse tipo de crime, o deputado se superou. Certamente em busca de likes, e se alimentando de uma audiência ideológica que não dá o menor valor para a verdade, disse em alto e bom som que “a gente tem visto um monte de professor colocando filmes pornográficos em sala de aula, de professor usando de sua posição hierárquica para poder colocar conteúdos eróticos dentro de sala de aula… professor, inclusive, que fez alunos se beijarem…”.

Qualquer pessoa minimamente crítica sabe que isso não é verdade. Todos sabemos, os que nutrimos o mínimo de razoabilidade nessa vida, que isso não guarda a menor aderência com a realidade. Trata-se de um discurso ideológico, que vê na educação e nas(os) educadoras(os) desse país as(os) inimigas(os). Querem manipular o povo e sabem que existem pessoas que, mal informadas por esse tipo reiterado de conteúdo, caem nesse tipo de mentiras. Como outras tantas estórias inventadas, em épocas de campanha eleitoral ou não.

Não é possível mais a sociedade tolerar esse tipo de comportamento! A aposta desse tipo indigente de gente, como esse deputado, é não ser punido, mas se for, não tem problema. O estrago já foi feito! E é isso que a eles interessa! O Deputado Nikolas Ferreira, que se comporta como um irresponsável, já virou réu em casos muito semelhantes. Mas isso não o contém!

Não será por meio de qualquer ganho de consciência que esse Deputado mudará o seu modo de fazer política! Tampouco será por meio da conscientização desse tipo de lixo de programa, dessas emissoras que apostam também na mentira, que isso poderá ser resolvido de forma civilizada. E também não podemos jogar nossas fichas na autorregulação dos meios de comunicação. Somente a educação política de nosso povo deixará esse tipo de político à míngua. E isso passa pelos professores e professoras desse país. Que no futuro esse tipo de discurso não reverbere nunca mais! As(os) educadoras(es) brasileiras(0s) repudiam esse ser abjeto que hoje desonra a Câmara Federal! Chega de mentiras e manipulações! Respeite as(os) professoras(es) do Brasil!

Brasília, 25 de agosto de 2025.
Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE

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A pressão das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação, coordenada pela CNTE, resultou em duas vitórias importantes nas últimas semanas no Congresso Nacional. Em nota, a Confederação reforça que a mobilização conseguiu barrar a tramitação de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) consideradas nocivas à educação pública e às(aos) servidoras(es).

Na Câmara, a votação da PEC 169/2019 foi suspensa. O texto prevê o acúmulo indiscriminado de cargos no magistério e pode abrir brechas para a pejotização de professoras(es), precarizando ainda mais a profissão. A luta agora é pelo arquivamento ou rejeição definitiva da proposta.

No Senado, a PEC 66/2023 também saiu da pauta. A proposta, que limita o pagamento de precatórios e chegou a incluir a extensão automática das regras da Reforma da Previdência de 2019 aos estados e municípios, foi retirada da pauta após forte pressão da categoria.

A CNTE destaca que essas são vitórias parciais e que somente a mobilização permanente poderá garantir a derrota definitiva das propostas.

>> Confira, abaixo, a nota completa:

Nesta e na semana anterior, as(os) trabalhadoras(es) da educação, coordenadas(os) nacionalmente pela CNTE, conquistaram duas importantes vitórias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, ao conseguirem retirar da pauta de votação do parlamento duas propostas de emenda constitucional prejudiciais à educação e às(aos) servidoras(es) públicas(os) em geral.

A primeira vitória ocorreu na quarta-feira (13), quando foi suspensa a votação da PEC 169/2019, que trata do acúmulo indiscriminado de cargo para o magistério público da educação básica e superior. A CNTE e seus sindicatos filiados continuam mobilizados em torno desta pauta, que pode, inclusive, introduzir contratos pejotizados para professoras(es) na educação pública.

A PEC 169 não retornou para a agenda da Câmara nesta semana (18 a 22), e a luta agora é pelo seu arquivamento ou rejeição. Lembrando que são necessários 308 votos na Câmara Federal e 49 votos no Senado para alterar a Constituição Federal.

A outra vitória tratou de retirar da pauta do Senado, também nesta semana, a PEC 66/2023, que tem como principal objetivo limitar drasticamente os percentuais de Receita Corrente Líquida da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para pagamento de precatórios (dívidas dos entes públicos) com qualquer credora(or), inclusive as(os) servidoras(es) públicas(os).

A PEC 66 chegou a incluir outro assunto extremamente gravoso para as(os) servidoras(es) dos Estados, DF e Municípios, que era a extensão automática de todas as regras da Emenda Constitucional nº 103 (Reforma da Previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes) para os regimes próprios de Previdência dos entes subnacionais. Após muita pressão, as(os) trabalhadoras(es) derrubaram essa possibilidade.

A exemplo da PEC 169, as(os) servidoras(es) de todo o país estão unidos pelo arquivamento ou rejeição da PEC 66/2023, que pode voltar a qualquer momento para análise em plenário do Senado.

Para que as vitórias parciais das últimas semanas se tornem permanentes, a CNTE conclama a categoria para se manter vigilante e atuante nos momentos de pressão junto aos parlamentares.

>>> Clique aqui para fazer pressão nas(os) parlamentares pela derruabada da PEC 66/2023!

Só a luta conquista direitos!

Com informações da CNTE
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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A 17ª Plenária Estadual da CUT-RS chegou ao fim na manhã deste sábado (23), após dois dias de intensos debates, apresentações e construção coletiva em torno dos rumos da luta sindical no Rio Grande do Sul. Realizado em Porto Alegre, o encontro reuniu delegadas e delegados de diversas categorias, dirigentes sindicais, convidados e representantes de entidades nacionais e internacionais, resultando em um saldo positivo de mobilização e definição de prioridades para o próximo período.

Delegadas(os) do CPERS de todo o estado, eleitas(os) em assembleia da base, participaram ativamente dos debates sobre  a conjuntura e a organização sindical.

A presidente do CPERS e delegada na plenária, Rosane Zan, reforçou a importância dos debates realizados durante os dois dias de plenária: “O CPERS tem a maior delegação de delegados do RS e participou ativamente do debate e da construção de um sindicalismo forte e unido”, afirmou a dirigente.

Debate sobre os desafios da classe trabalhadora

A mesa de debate sobre “Os desafios políticos e organizativos da classe trabalhadora” contou com a presença do superintendente regional do Trabalho, Claudir Nespolo, e o representante da CUT Nacional, Quintino Severo. A mesa de abertura foi coordenada pelo secretário de Administração e Finanças da CUT-RS, Antônio Güntzel, e pela secretária de Combate ao Racismo, Isis Garcia.

Nespolo destacou a importância das políticas públicas como o Bolsa Família e a qualificação profissional. Durante sua fala, ele também ressaltou o trabalho do governo federal na defesa dos direitos trabalhistas.

O presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, em vídeo enviado, destacou o papel histórico da CUT na defesa dos direitos trabalhistas e na luta pela democracia, ressaltando que o movimento sindical deve se preparar para os novos cenários que se apresentam no país. O senador Paulo Paim trouxe uma análise sobre os retrocessos recentes na legislação trabalhista e previdenciária, reforçando a necessidade de articulação entre sindicatos, parlamentares e movimentos sociais.

Após as falas, a coordenação abriu espaço para as(os)s delegadas(os) debaterem e tirarem dúvidas com os convidados.

“Esse é o momento da categoria se observar. Quais são os desafios e estratégias da classe para o período atual? Estamos com uma oportunidade única, podemos dar uma invertida no capital e na extrema-direita. Mas isso exige a presença ativa dos trabalhadores nessa luta”, pontuou o presidente da Central, Amarildo Cenci.

Reconhecimento e valorização do serviço público

Durante o evento, a CUT-RS prestou homenagem aos servidores e servidoras da MTE-Superintendência Regional do Trabalho do RS pela coragem na busca da justiça, da proteção das(os) trabalhadoras(es) e da dignidade humana. O momento foi marcado pela entrega da placa de homenagem ao Superintendente Regional do Trabalho, Claudir Nespolo, que representou a entidade.

Durante o momento, o presidente da Central entregou uma carta reforçando o pedido da criação de uma medida de apoio às(aos) trabalhadoras(es) afetadas(os) pelo tarifaço de Trump.

Construção do Plano de Lutas da CUT-RS

Um dos momentos centrais da Plenária foi a apresentação e o debate do Plano de Lutas da CUT-RS, conduzido pelo presidente da central, Amarildo Cenci. O documento foi construído de forma coletiva, a partir de propostas das delegações.

A mesa foi coordenada pela secretária de Formação da CUT-RS e ex-presidente do CPERS, Helenir Schürer, e pelo dirigente Marcelo Carlini, que destacaram a relevância de transformar as propostas em ações concretas no cotidiano sindical. Delegadas e delegados apresentaram contribuições e sugestões, ampliando o debate e reforçando a legitimidade das resoluções aprovadas. O plano de lutas foi aprovado com unanimidade pelos delegados e delegadas.

Recomposição da Direção Estadual

Outro ponto de pauta foi a recomposição da Direção Estadual da CUT-RS, coordenada pela secretária-geral da central e coordenadora da 17ª Plenária, Silvana Piroli, e pelo vice-presidente da CUT-RS, Emerson Gimenez.

O processo garantiu a ampliação da representação das categorias e o equilíbrio regional na direção da central, fortalecendo a unidade da entidade.

Rumo à Plenária Nacional

A etapa estadual é também preparatória para a 17ª Plenária Nacional da CUT – João Batista Gomes (Joãozinho), que será realizada de 14 a 16 de outubro, reunindo dirigentes sindicais de todo o país para atualizar a estratégia da Central diante dos novos desafios impostos à classe trabalhadora. Os delegados escolhidos neste sábado (23), irão representar o RS na Plenária Nacional.

Encerramento e perspectivas

No encerramento, a avaliação geral foi de que a 17ª Plenária cumpriu seu papel de mobilizar a militância sindical, atualizar a agenda política e reforçar o compromisso com a classe trabalhadora gaúcha. Após dois dias de intenso trabalho, ficou reafirmada a necessidade de unidade, resistência e ousadia na construção de alternativas para enfrentar os ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

Informações: CUT-RS

>> Confira mais fotos da 17ª Plenária Estadual da CUT-RS: 

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