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⏳ Queremos mais tempo para viver! O fim da escala 6×1 é fundamental para garantir tempo para si, para as famílias, para o lazer e para o estudo. Nós merecemos ter uma vida fora do trabalho!

Também lutamos por justiça tributária: mais impostos para quem ganha mais e isenção para quem recebe até R$ 5 mil. É inaceitável que quem tem tão pouco pague quase o mesmo que quem ganha acima de R$ 50 mil. Quem recebe mais, deve pagar mais!

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Nesta quarta-feira (10), é lembrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data que tem como objetivo conscientizar sobre a importância de cuidar da saúde mental. Aliás, a campanha Setembro Amarelo, realizada ao longo de todo o mês, reforça a urgência do tema, que, infelizmente, impacta milhares de brasileiras(os), trabalhadoras(es), dentro e fora dos ambientes escolares.

De acordo com pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios anualmente em todo o mundo. Quando se consideram os casos não oficialmente notificados, a estimativa ultrapassa 1 milhão. No Brasil, os registros chegam a cerca de 14 mil ocorrências por ano, o que representa uma média de 38 pessoas que cometem suicídio por dia.

Falar sobre saúde mental, especificamente nas escolas, é garantir espaços seguros de escuta, onde estudantes, professoras(es), funcionárias(os), diretoras(es) e toda a comunidade escolar se sintam acolhidas(os) para dialogar e tenham acesso ao apoio psicológico necessário. Não obstante, é importante refletir sobre a importância de combater a desinformação e o estigma que ainda cercam os temas relacionados à saúde mental.

Em meio a tantos casos de descaso, sobrecarga e condições precárias de trabalho, muitas(os) educadoras(es) têm adoecido de forma silenciosa. Hoje e todos os dias é importante fomentar o debate crítico sobre saúde mental, como parte de uma política de cuidado permanente com quem ensina, aprende e convive nesses espaços.

Devemos seguir lutando por melhores condições de trabalho, ao mesmo tempo em que fortalecemos as redes de apoio nas escolas. Neste sentido, é fundamental romper com o silêncio, muitas vezes alimentado pelo preconceito e pelo medo, substituindo-o por movimentos de busca por ajuda, empatia, acolhimento e respeito.

O CPERS, através do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), reforça que cuidar da saúde mental é responsabilidade de todos nós. Se você, colega, ou qualquer membro da comunidade escolar estiver passando por dificuldades, saiba que não está sozinha(o). Procure ajuda, busque apoio de profissionais da saúde e utilize os canais de atendimento disponíveis.

Se perceber que alguém próximo está em sofrimento, não ignore os sinais! Ofereça escuta atenta, empatia e incentive essa pessoa a buscar ajuda especializada. Precisamos falar abertamente sobre o tema e fortalecer a rede de apoio nas escolas. Acolher é um ato de cidadania, cuidado e também de resistência!

>> Saiba onde procurar ajuda:

> Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita, 24 horas, todos os dias). O CVV oferece apoio emocional e atua na prevenção ao suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que desejam ou necessitam conversar. O serviço é realizado com total confidencialidade, por meio de telefone, e-mail e chat.

> Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, postos e centros de saúde).

> Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24h, Samu 192, prontos-socorros e hospitais.

 

Fonte: Organização Mundial da Saúde(OMS)
Mais informações: www.setembroamarelo.com

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Recentemente, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou um estudo que revela um problema estrutural nas redes estaduais de ensino de 14 estados brasileiros. Entre os analisados, o Rio Grande do Sul se destaca negativamente pela escassez de funcionárias(os) de escola, uma situação denunciada quase diariamente pelo CPERS Sindicato.

Na análise, o Departamento aponta uma dificuldade nacional em obter dados precisos sobre trabalhadoras(es) não docentes nas escolas, como merendeiras(os), vigilantes e agentes administrativos. Essa falta de informação compromete a transparência, dificulta o planejamento de políticas públicas e agrava a precarização das condições de trabalho e a sobrecarga das equipes existentes em todo o país.

Essas(es) trabalhadoras(es), responsáveis por funções essenciais como merenda, limpeza, vigilância, administração e apoio pedagógico, estão em número muito abaixo do necessário. A situação se torna ainda mais crítica quando se compara o efetivo disponível com o número de matrículas na rede estadual: atualmente, segundo dados do DIEESE, o RS registra 694.664 matrículas na rede estadual e somente 18.639 funcionárias(os) de escola.

Destas(es), 16.245 possuem vínculo com o estado e 2.394 são terceirizadas(os) — alocadas(os), principalmente, na preparação de merenda (1.788), limpeza (453) e vigilância (153). Do total de servidoras(es), apenas 5.989 são efetivas(os) e 10.256 possuem vínculos temporários.

A escassez dessas(es) profissionais e a falta de concurso público para essas áreas tem provocado o aumento da terceirização e a contratação de agentes com vínculos temporários, o que compromete a qualidade dos serviços prestados e a estabilidade no ambiente escolar.

Vale destacar que o governo Eduardo Leite (PSD) promoveu recentemente uma reestruturação de cargos no funcionalismo, com a promessa de corrigir distorções históricas e valorizar as(os) servidoras(es) de escola. Entretanto, parte significativa dessa categoria — trabalhadoras(es) que ficaram quase uma década sem reajuste, exceto os 6% de revisão geral concedidos em 2022 —, ficaram de fora desse reenquadramento. Segundo análise do DIEESE apresentada ao CPERS em março deste ano, pelo menos 37% das(os) agentes educacionais não foram beneficiadas(os).

Para agravar ainda mais a situação, o DIEESE identificou que a quantidade de profissionais terceirizadas(os) aumentou de 1.866  em 2024 para 2.394 em 2025 no RS, um crescimento de 28%. Esse dado indica a ampliação desse modelo de trabalho, evidenciando que a terceirização continua sendo a principal alternativa adotada pelo governo Leite (PSD). A insistência nessa estratégia, marcada por vínculos empregatícios frágeis e alta rotatividade, reafirma a falta de investimento em concursos públicos e na desvalorização dessas(es) profissionais.

>> Leia também: De calote em calote, Leite nega direitos e dignidade aos funcionários terceirizados

A terceirização também levanta a questão da transferência das responsabilidades para empresas privadas, reduzindo a transparência e o controle da qualidade dos serviços prestados. No fim, é o próprio Estado que arca com as indenizações e os custos de um modelo repleto de falhas.

O papel fundamental das funcionárias na rotina escolar e a luta por condições adequadas de trabalho

Em uma rápida visita à maioria das escolas da rede estadual, fica evidente que o número atual de funcionárias(os) é insuficiente para atender adequadamente as demandas dos ambientes escolares. Considerando todos os vínculos, a proporção é de apenas uma(um) agente educacional para cada 37 estudantes, o que escancara um cenário de sobrecarga de trabalho e a ineficiência das políticas de gestão adotadas.

Em meio aos desafios diários enfrentados pela educação pública estadual, conversamos com Judite Ramos, monitora concursada, que atua há mais de 20 anos na EEEM Ijucapirama, localizada no município de Jaguari. 

Judite desempenha um papel fundamental no apoio à equipe pedagógica e à rotina da escola, realizando diversas atividades como a busca e organização de materiais didáticos para as(os) professoras(es), gestão do tempo e da disciplina durante os intervalos, acompanhamento das(os) estudantes nos horários de entrada e saída, além do monitoramento dos corredores e demais espaços escolares, contribuindo para um ambiente seguro, organizado e acolhedor.

Quando questionada sobre o número de colegas na mesma função e o aumento das demandas, Judite descreve um cenário desafiador. Ela explica que, com o passar dos anos, suas atribuições se intensificaram de forma significativa. Além das tarefas rotineiras, como o apoio às(aos) colegas e o acompanhamento das(os) alunas(os) nos horários de entrada, saída e recreio, passou também a atender estudantes com necessidades educacionais especiais, o que exige um olhar atento, sensibilidade e dedicação contínua.

Atualmente, Judite também presta suporte direto a um aluno cadeirante, que necessita de auxílio em tempo integral para locomoção na escola, durante o recreio, nos deslocamentos e nos momentos de entrada e saída, inclusive no transporte escolar, ou seja, ela precisa conciliar esse atendimento individualizado com as demais responsabilidades da escola.

Sobre a escassez de funcionárias(os) e o fato de assumir funções que não são suas, Judite afirma: “Sim, eu me sinto assumindo outras funções que não seriam a minha atribuição. Erguer um aluno com maior peso por muito tempo acaba gerando uma sobrecarga por excesso de peso. Eu penso que, nessas situações, deveria haver uma valorização maior do servidor.

Judite ressalta que a falta de valorização afeta a dignidade das(os)trabalhadoras(es): “A nossa presença na escola é importante o tempo todo. Por exemplo, já aconteceu de eu ficar doente, e se eu faltar, não tem outra pessoa para me substituir, o que sobrecarrega os colegas que estão lá. Eu acredito que, para a minha função, deveria ter, no mínimo, duas pessoas para realizar o trabalho. A gente acaba se sobrecarregando. É a gente, com a gente mesmo, sabe? A gente precisa estar sempre ali”.

Outro exemplo é o de Nerli de Freitas Dutra, merendeira concursada há 33 anos, que atua na EEEB Cruzeiro, em Santa Rosa. Ela relata que, no setor da cozinha da escola, além dela, trabalham mais duas servidoras nomeadas, uma contratada e duas terceirizadas, responsáveis por dividir as tarefas entre a merenda do turno integral e a do turno da noite.

Quanto à demanda de funcionárias na cozinha, ela relata a existência de lacunas significativas no quadro de pessoal. “Hoje, por exemplo, uma merendeira teve que trabalhar sozinha, pois duas estavam doentes. Como as demais funcionárias cumprem horários de turnos diferentes, não havia como cobrir a ausência. Isso demonstra uma escassez de profissionais, especialmente porque minha escola é bastante grande”.

Nerli, segue trazendo mais relatos sobre a sobrecarga, inclusive, que já desempenhou funções que não faziam parte das suas demandas: “Além disso, no caso da minha escola, por exemplo, contamos com apenas duas serventes e já percebemos que as colegas estão começando a ficar doentes. Hoje, eu trabalho apenas na cozinha, mas até o ano passado a gente também ajudava na limpeza e a cuidar do pátio. E mesmo eu trabalhando apenas na cozinha, ainda assim, volta e meia, tentamos ajudar as colegas, porque são poucas, então acabamos tentando auxiliar.”

Quando questionada sobre como se sente quanto à valorização profissional, ela afirma: Não, nós não nos sentimos mais valorizados, a gente trabalha muito mais e não é valorizado em nada. O trabalho da gente, na maioria das vezes, não é reconhecido, exigem demais e coisas que não são da nossa responsabilidade.”

A partir do relato da Judite, de Nerli e de tantas(os) outras(os) funcionárias(os) de escola, fica nítida a urgência de investimentos na valorização salarial das(os) agentes educacionais, na oferta regular de formação, bem como na melhor distribuição e aumento do número de profissionais nas escolas.

Reconhecer e apoiar essas(es) trabalhadoras(es) é fundamental para garantir uma educação pública de qualidade, que atenda com eficiência e humanidade as(os) estudantes, contribuindo para um ambiente escolar mais justo e acolhedor para toda a comunidade.

Diante desse quadro, o CPERS se posiciona veementemente contra as terceirizações e reforça a necessidade da realização de concursos públicos para garantir estabilidade, direitos trabalhistas e a continuidade dessas(es) profissionais nas escolas!

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A educação pública, tantas vezes alvo de ataques e da precarização imposta pelo governo Eduardo Leite (PSD), que insiste em desvalorizar a escola e suas(seus) trabalhadoras(es), mostrou em Rio Grande (6º Núcleo) sua verdadeira força: a capacidade de transformar, resistir e criar futuros.

Nesta quinta-feira (4), a Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS foi realizada na EEEM Dr. Augusto Duprat, reafirmando que a escola pública é um território vivo de resistência, esperança e produção coletiva de conhecimento.

Até o momento, a Mostra em Rio Grande é a maior realizada nesta edição: foram 30 projetos pedagógicos inscritos, cada um revelando a potência criativa de professoras(es), funcionárias(os) e estudantes.

“Trabalhar com projeto não é só desenvolver uma ideia, é construir conhecimento de forma coletiva, respeitando as diversidades e valorizando os saberes de cada um e cada uma. Este ano, trazemos como tema central: ‘Valorização começa com reconhecimento’. Queremos ser valorizados, mas também queremos que o reconhecimento seja efetivo, tanto para os profissionais quanto para os estudantes que apresentam trabalhos tão potentes e importantes”, ressaltou o coordenador da Comissão de Educação e 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia.

Projetos que unem ciência, arte, tecnologia e vida

A pluralidade de iniciativas refletiu a capacidade da comunidade escolar de transformar dificuldades em força criadora. Entre os destaques, esteve o projeto “Respiro – Um espaço seguro para se ouvir”, da EEEM Bibiano de Almeida, que uniu psicologia e tecnologia para criar um site de autoterapia com técnicas de respiração e um bot programado para acolher pessoas em sofrimento psíquico.

A estudante Laura Madruga Maral explicou a urgência da proposta: “Queremos abrir um espaço para acolher pessoas que vivem à mercê de uma sociedade agressiva. Uma palavra pode machucar e até levar alguém à automutilação ou ao suicídio. Nossa proposta é mostrar que a tecnologia pode ser aliada na luta pela vida”.

Na EEEM Frederico Rodrigues, o projeto “ECO92: do lixo ao propósito” destacou que responsabilidade socioambiental e solidariedade caminham juntas ao transformar sacos de ração em ecobags. 

“É uma forma de mostrar que sustentabilidade precisa estar enraizada em nossa comunidade e transmitida para as próximas gerações. Pequenas ações podem mudar realidades”, reforçou a estudante Amanda Garcia.

Já na EEEM Prof. Carlos Loréa Pinto, a arte se uniu à consciência ambiental com o projeto “Melodias para o Futuro: Sons da Sustentabilidade e da Diversidade”, no qual estudantes do 5º ano criaram instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis.

A professora Paula Neves destacou o caráter social da ação: “Esses instrumentos serão doados à APAE de Rio Grande. Queremos que a reciclagem não só conscientize, mas também gere inclusão e solidariedade”.

Os trabalhos apresentados foram avaliados por uma comissão de educadoras e educadores comprometidas(os) com a valorização da escola pública: Maria Lourdes Selagem São Bento, André Lemes da Silva, Maria da Rosa de Souza Pachetti, Janete Cardoso Pinto, Silvia Barret Soares e Rita Marta Gonçalves Caldas.

A Mostra também contou com a presença das diretoras: Sandra Silveira (integrante da Comissão de Educação do CPERS) e Sandra Santos, além de dirigentes do 6º Núcleo do CPERS, representado pela diretora-geral Denise Correa Teixeira, a vice-diretora Silvana Monteiro Damasceno, o secretário Diego Noda dos Santos, a tesoureira Maria do Carmo Brandao Schwab e as diretoras Vera Regina Costa Correa e Izabel Cristina Pereira da Silveira.

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

Em um cenário de políticas do governo Eduardo Leite (PSD) que tentam reduzir a escola ao mínimo, o CPERS reafirma: a educação pública não é escassez, é abundância; não é silêncio, é criação; não é ameaça, é vida!

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados:

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS

Nome do projeto: Cheirinho que acalma
Nome da Escola: E.E.E.F. Barão de Cerro Largo
Educador Responsável: Sabina Kepes da Cunha
Área disciplina: Ciências e Linguagens
Estudantes: Emanuelle Baldez da Rosa, Lorenzo Pereira Pereira e Théo Soarez Spiering

Nome do projeto: Melodias para o Futuro: Sons da Sustentabilidade e da Diversidade
Nome da Escola: E.E.E.M. Professor Carlos Loréa Pinto
Educador Responsável: Paula Regina Ribeiro das Neves
Área disciplina: Linguagens
Estudantes: Isabelly Amorim Tavares, Kimberly Lopes Barcellos e Lyuane Ricardo Freitas

ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS

Nome do projeto: PRESENTE AUSENTE – O SILÊNCIO DO BULLYING: Uma proposta de instalação artística do 8º ano de tempo integral.
Nome da Escola: E.E.E.M. Alfredo Ferreira Rodrigues
Educador Responsável: Sara Pinkoski Luzzardi
Área disciplina: Linguagens e Ciências Humanas
Estudantes: Murillo Carvalho Vergara, Karolaine Borges da Silva e Lucas Rodrigues da Silva.

Nome do projeto: Laços de Sangue: Bora Doar!
Nome da Escola: Escola Estadual Lília Neves
Educador Responsável: Odair Nunes Soares
Área disciplina: Ciências
Estudantes: Eduarda Schaumlile, Renesmee Botelho e Pedro Henrique

ENSINO MÉDIO

Nome do projeto: RPG Que País É Esse?
Nome da Escola: Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Augusto Duprat
Educador Responsável: Fabrício Paula de Souza; Dulce Moraes Jost; Luiz Paulo da Silva Soares
Área disciplina: Ciências Humanas e Sociais / Eletiva “Que País É Esse”
Estudantes: Fabrício Guilherme Lins; Guilherme da Silva Amaral e Nicolas Souza Colares.

Nome do projeto: Saúde Mental
Nome da Escola: EEEM Bibiano de Almeida
Educador Responsável: Márcia Glaci da Silva Bueno; Tauana Mesquita; Andreara Menezes
Área disciplina: Biologia; Redação; Língua Portuguesa
Estudantes: Laura Amaral; Rafaela Souza

ENSINO PROFISSIONAL

Nome do projeto: Exploradores das Palavras – Projeto de Alfabetização e Letramento Infantil
Nome da Escola: Esc. Est. Ens. Méd. Brigadeiro José da Silva Paes
Educador Responsável: Janice Rubira Silva
Área disciplina: Língua Portuguesa, Desenvolvimento Web
Estudantes: Julia Dos Santos Brancão Lopresti; Julia Leite Arrieche; Julia Machado da Silveira

>> Confira mais fotos da Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, em Rio Grande: 

   

       

 

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Nesta quinta-feira (4), a coordenadora do Departamento de Funcionárias(os) do CPERS, Juçara Borges, participou de uma reunião na Seduc com o Subsecretário de Planejamento e Gestão Organizacional, Diego Ferrugem. O objetivo foi cobrar respostas e providências imediatas sobre os descontos indevidos do Adicional de Penosidade na parcela de irredutibilidade de diversas funcionárias(os) de escola nomeadas(os).

Na ocasião, o representante da Secretaria afirmou que os processos já foram entregues à Secretaria da Fazenda para que encaminhem os pagamentos.

O Parecer n.º 21.329/2025 da PGE é claro e esclarece que o Adicional de Penosidade deve ser pago de forma independente, sem qualquer desconto ou compensação com outras parcelas da remuneração. Mas, ainda assim, seguem sendo realizados descontos arbitrários, que têm causado prejuízos financeiros a inúmeras(os) trabalhadoras(es) da educação, que já enfrentam condições adversas de trabalho e baixos salários.

>> Leia também: Após atuação do CPERS, PGE reconhece o direito ao adicional de penosidade sem prejuízos salariais

Após a reunião, Juçara Borges reforçou que a pressão segue para o rápido pagamento: “Agora, intensificaremos a pressão na Fazenda para que esses descontos sejam pagos o quanto antes.”

A advogada Daniela Heller, da assessoria jurídica do Sindicato, também acompanhou a reunião.

Vale destacar que o CPERS também segue na pressão quanto às(aos) agentes educacionais que ficaram de fora do reenquadramento das carreiras, outra questão que afeta especialmente as(os) funcionárias(os) nomeadas(os) com mais tempo de serviço.

O CPERS denuncia essa situação desde o início, exigindo explicações do governo Eduardo Leite (PSD). Seguiremos firmes na defesa dos direitos da categoria e não aceitaremos que servidoras e servidores sejam penalizadas(os) por falhas da gestão pública.

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Em Santa Maria (2º Núcleo), a Escola Básica Estadual Cícero Barreto foi tomada, nesta quarta-feira (3), por vozes, cores e ideias que reafirmam a força transformadora da educação pública, em mais uma Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS.

O encontro reuniu educadoras(es), estudantes e comunidade escolar em torno de práticas que dão novo significado ao cotidiano das salas de aula. Ali, foi possível enxergar o que muitas vezes é invisibilizado pelas estatísticas: a dedicação de quem transforma desafios em aprendizado, a criatividade de quem faz muito com pouco e a potência de uma juventude que, quando ouvida, assume seu lugar como protagonista de uma sociedade mais justa.

Andrea da Rosa, diretora da Comissão de Educação do CPERS, enfatizou a força da Etapa Regional em Santa Maria: “Foi um dia de muitos trabalhos maravilhosos, que mostram a potência da escola pública. Quero agradecer ao 2º Núcleo e à Escola Cícero Barreto pela acolhida, e parabenizar todos os estudantes, professores e professoras, funcionários e funcionárias, que se dedicaram a essas produções. A Mostra não é sobre metas ou premiações: é sobre reconhecimento, valorização e a certeza de que o melhor da escola está naquilo que produzimos com nossos estudantes.”

“Cada projeto aqui apresentado é prova viva de que a escola pública resiste e se reinventa todos os dias por professores e funcionários de escola. Mesmo diante da precarização, do descaso e das tentativas de privatização, seguimos firmes, porque acreditamos que a educação é direito e não mercadoria”, afirmou Leandro Parise, diretor do CPERS, que também acompanhou a Etapa Regional em Santa Maria.

Os projetos apresentados revelaram esse compromisso coletivo. Iniciativas como “Construindo Respeito, Valorizando as Diferenças”, da EBE Cícero Barreto, mostraram que a luta contra preconceitos e discriminações precisa começar na escola, formando jovens críticos e conscientes. Já o PROTEA, da EBE Professora Maria Rocha, deu voz a estudantes com Transtorno do Espectro Autista, desafiando estigmas e provando que a inclusão só é possível quando há escuta e respeito.

No mesmo sentido, o trabalho “Viver os Sentidos – Inclusão e Acessibilidade”, da EBE Cícero Barreto, emocionou ao colocar estudantes diante de experiências sensoriais que despertam empatia e compreensão sobre diferentes formas de perceber o mundo.

A diversidade também esteve no centro com o projeto “Escola de Todas as Cores”, do IEE Olavo Bilac, que transformou os corredores da escola em uma galeria de cidadania e visibilidade LGBTQIAPN+. Textos, bandeiras e expressões artísticas mostraram que as instituições de ensino são espaço de diálogo e não de exclusão, de acolhimento e não de intolerância.

Somaram-se a essas iniciativas outras experiências criativas, como a Rádio Ruschi, da EEEB Augusto Ruschi, que levou comunicação e protagonismo estudantil ao ar, e o estudo do sistema nervoso por meio de circuitos elétricos, que aproximou ciência, saúde mental e qualidade de vida. Também esteve em evidência o projeto “PRETAgonistas da Educação”, do IEE Olavo Bilac, que reafirma a luta antirracista e a valorização da pluralidade das culturas africana, afro-brasileira e indígena.

Enquanto governos tentam impor cortes, privatizações e políticas que esvaziam a educação, professores e estudantes mostraram que é na sala de aula, muitas vezes sem os recursos necessários, que se constrói um futuro mais democrático, solidário e humano.

>> Confira os projetos de Santa Maria selecionados para a Etapa Estadual:

  • Construindo Respeito, Valorizando as Diferenças (EBE Cícero Barreto)
  • PROTEA (EBE Prof.ᵃ Maria Rocha)
  • Viver os Sentidos – Inclusão e Acessibilidade (EBE Cícero Barreto)
  • Escola de Todas as Cores: Promovendo Cidadania e Respeito à Diversidade LGBTQIAPN+ no Ambiente Escolar (IEE Olavo Bilac)
  • Um Estudo do Sistema Nervoso através de Circuitos Elétricos Simples (CE Edna May Cardoso)
  • Rádio Rushi (EEEB Augusto Ruschi)

A Mostra Regional contou ainda com a dedicação da Comissão Julgadora, formada por Gilmar Nunes Corrêa, Guilhermes Stürmer Lovatto, Marlize Dressler e Iria Maria Balzan, responsáveis por avaliar os trabalhos apresentados.

O evento foi organizado e acompanhado pelos representantes do 2º Núcleo do CPERS: diretora-geral Maíra Lara Couto, vice-diretor Clandio Gomes Flores, diretora Eleones Souza de Oliveira e tesoureiro Gilmar Nunes Corrêa.

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira mais fotos da Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS em Santa Maria: 

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União, resistência e afeto! Foi com estes objetivos que, nesta terça-feira (2), o CPERS promoveu o Encontro Estadual com Representantes de Aposentadas(os) dos Núcleos do Sindicato. O evento, realizado no Salão das Figueiras, no Clube do Professor Gaúcho, em Porto Alegre, reuniu representantes regionais da categoria para debater temas de interesse das(os) aposentadas(os).

Na abertura do encontro, a presidente do CPERS, Rosane Zan, deu as boas-vindas ao público presente, agradecendo a participação de todas e todos. Em sua fala, elogiou o engajamento e destacou a importância da atuação ativa das aposentadas e dos aposentados nas lutas do Sindicato. Rosane evidenciou a firmeza e, ao mesmo tempo, o encantamento que marcam o olhar das(os) educadoras(es), que seguem resistindo, mesmo após anos de dedicação à educação.

Em um momento de emoção, declarou: “Ver vocês aqui é algo que mexe muito com o meu coração. É emocionante perceber o quanto são guerreiras e guerreiros. Quem atravessou o estado para estar presente neste encontro, realmente demonstra compromisso com a luta.”

A dirigente destacou a importância do evento diante dos constantes ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários, reforçando que o Sindicato continuará resistindo e na luta. Ressaltou também as batalhas enfrentadas ao longo do tempo, as memórias construídas coletivamente pela categoria e o quanto as(os) trabalhadoras(es) da educação ainda são diretamente impactados pelas reformas implementadas pelo governo Eduardo Leite (PSD).

Em seguida, houve uma apresentação com representantes da Direção Central do CPERS, que abordou a conjuntura atual e os desafios enfrentados pela categoria. Entre os temas mencionados, estiveram a meritocracia imposta pelo governo Leite (PSD), a perda de direitos, a desvalorização das(os) aposentadas(os), que seguem sem o devido reconhecimento e reforçaram o compromisso de continuar a luta por valorização e respeito. 

“Estamos aqui reunidos, os representantes regionais eleitos nos núcleos e a direção estadual do CPERS, para tratar da nossa situação. Há vários anos os aposentados vêm sofrendo ataques e a retirada de direitos. Estamos preparando uma grande mobilização para pôr fim ao confisco previdenciário. Eu sozinha ando bem, mas com vocês ando melhor”, refletiu a coordenadora do Departamento de Aposentadas(os) do CPERS, Sandra Régio. 

As diretoras Sandra Beatriz Silveira e Juçara de Fátima Borges, e o diretor Luiz Henrique Becker, que compõem o Departamento, também estavam presentes no Encontro. 

Conhecimento como forma de mobilização 

Ao longo da manhã de Encontro, as(os) participantes acompanharam palestras que abordaram temas variados, visando contextualizar as lutas atuais e planejar o futuro da mobilização em defesa dos direitos das(os) aposentadas(os). 

O presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, apresentou uma análise da conjuntura nacional e internacional. Em sua fala, trouxe pautas importantes sobre a relevância do Estado de Direito e da soberania nacional, ressaltando que um governo democrático precisa, necessariamente, defender a soberania de seu povo. 

“Um país só existe de verdade se tiver um povo livre, educado, com escolas públicas de qualidade e governantes que defendam a soberania de sua nação. Um viva aos trabalhadores da educação, às professoras e professores, e aos funcionários e funcionárias da educação do estado do Rio Grande do Sul!’, afirmou Amarildo.

A conjuntura estadual foi explanada pela ex-presidente do CPERS e secretária de formação da CUT-RS, Helenir Aguiar Schürer. 

“A justiça tarda, mas não falha. E nós estamos exigindo justiça, porque demos a nossa vida inteira para a educação e, no fim da vida, está nos faltando até remédio.”  A secretária também destacou a importância do serviço público e denunciou os ataques do governo Eduardo Leite (PSD) à educação no Rio Grande do Sul, explicando que o estado tem pressionado professoras(es) a aprovar alunas(os), desrespeitando o fazer pedagógico e comprometendo a qualidade do ensino. 

Outro momento significativo foi a retomada da fala, por Rosane Zan, de uma questão importantíssima: a luta pelo fim do confisco previdenciário. A presidente relatou a autoagenda realizada no Supremo Tribunal Federal (SFT), no início do último mês, onde o Sindicato pressionou pela retomada do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6254.

Neste ponto do Encontro, as(os) aposentadas(os) levantaram cartazes e manifestaram seu apoio, em uníssono, demonstrando união e indignação diante do cenário. 

Sergio Kumpfer, secretário de Aposentados(as) e Assuntos Previdenciários da CNTE, deu sequência ao debate evidenciando o papel fundamental das(os) aposentadas(os) na luta e reforçou dados do Censo de 2022, destacando o envelhecimento da população e a necessidade de olhar com atenção para a estrutura etária do país. “A população mudou, e, por isso, é preciso ampliar o foco para esse futuro”, afirmou. Segundo Sergio, a luta deve ser pela garantia de uma previdência justa, além da exigência de um sistema de saúde público preparado, com acesso a lazer e cultura para todas(os).

A professora aposentada, Jane Caetano, seguiu o evento reafirmando e agradecendo o trabalho do Departamento de Aposentadas(os), incentivando que todas(os) participem ativamente dos núcleos do Sindicato. Ela também promoveu um momento de reflexão sobre a importância da empatia e da integração entre as(os) colegas. Ao final de sua fala, uma homenagem simbólica foi realizada com a entrega de flores, como gesto de reconhecimento e carinho.

Neida Porfírio de Oliveira, também educadora aposentada, ressaltou a importância de um sindicato plural, comprometido com a transição das vanguardas para as novas gerações. Neida também afirmou que duas marcas políticas devem ficar registradas neste Encontro: a exigência de prisão para os golpistas e o reconhecimento de que Eduardo Leite (PSD) é inimigo das(os) aposentadas(os).

Radar financeiro e jurídico das(os) Aposentadas(os)

Representantes das assessorias técnicas do CPERS, Escritório Buchabqui e Pinheiro Machado e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apresentaram dados sobre a atual situação financeira e jurídica da categoria. 

A economista assessora técnica do DIEESE, Anelise Manganelli, destacou pontos importantes sobre a situação econômica enfrentada por aposentadas(os) no Brasil. Entre os principais tópicos abordados, destacam-se:

– Alto custo de vida: o aumento constante nos preços tem impactado diretamente o orçamento das pessoas aposentadas, dificultando a manutenção de uma vida digna;
Indicadores de inflação: foi ressaltada a importância de considerar indicadores de inflação que reflitam o consumo real da população idosa;
A reorganização das carreiras e a definição de um piso nacional justo são temas centrais, pois muitas(os) aposentadas(os) recebem valores abaixo do necessário para uma vida minimamente confortável.

Outro ponto relevante foi o destaque para o Projeto de Lei n.º 1.087/2025, que propõe mudanças no Imposto de Renda da Pessoa Física, incluindo a isenção para rendas mensais entre R$ 5.000 e R$ 7.350, além da aplicação de tributação mínima para rendas superiores a esse valor. Reforçando que qualquer mudança impacta diretamente no planejamento financeiro e nos direitos das(os) aposentadas(os).

Outras questões cruciais também foram trazidas para o debate. Entre os principais pontos críticos discutidos, estiveram em pauta a precarização das contratações, o impacto do envelhecimento populacional sobre o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), a PEC 66/2023, a regulamentação da negociação coletiva, além das reformas Administrativa e Tributária, todos considerados desafios significativos à garantia dos direitos das(os) servidoras(es) aposentadas(os).

Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, trouxe as principais informações sobre questões jurídicas da categoria, reforçando a importância das ações coletivas ajuizadas pelo Sindicato.

O advogado também esclareceu dúvidas sobre a luta pelo fim do desconto previdenciário. A demora na análise tem provocado insegurança e dificuldades financeiras a milhares de educadoras(es) aposentadas(os), que dependem da declaração de inconstitucionalidade da medida para recuperar parte significativa de seus proventos.

Ao final da explanação de Marcelo, houve apresentação das cantoras “As Irmãs Madruga”, de Santiago (29⁰ Núcleo), que cantaram músicas nativistas, emocionando as(os) presentes.

>> Confira as fotos da manhã de Encontro: 

No turno da tarde, a segunda parte do evento continuou com a palestra “Tradicionalismo e Nativismo sobre a Mulher na Música Gaúcha”, ministrada pela professora Naiara Dal Molin, mestra e doutora em Ciências Políticas pela UFRGS. A professora iniciou sua apresentação destacando seu compromisso com a educação pública, da qual foi aluna, e ressaltou a importância de abordar, sob uma perspectiva feminista, o papel da mulher na música tradicionalista gaúcha. 

Neste sentido, diferentes músicas da cultura gaúcha foram analisadas, com ênfase na importância do questionamento crítico e reflexivo.

Atividades em andamento e propostas dos núcleos

No encerramento do Encontro, os núcleos do CPERS apresentaram suas propostas de ação para a luta em defesa das(os) educadoras(es) aposentadas(os). Entre as pautas discutidas, ganhou destaque a mobilização pela paridade e a isonomia salarial.

Entre as estratégias apresentadas, estão atividades com foco no bem-estar e na saúde integral das(os) aposentadas(os). Outro ponto destacado foi o incentivo ao uso das tecnologias digitais, com a criação de grupos voltados para a inclusão e a aprendizagem prática, especialmente no que diz respeito ao manuseio de dispositivos móveis.

Também foram levantadas questões relativas ao IPE Saúde e reforçada a importância de ampliar o acesso a serviços de atendimento psicológico, reconhecendo a saúde mental como parte essencial da qualidade de vida. 

Os núcleos também apresentaram suas atividades já em andamento, como grupos de estudos de políticas sindicais, exposições de trabalhos artísticos, passeios turísticos e atividades comemorativas.

Resistência fortalecida: aposentadas no foco das ações do CPERS

O Encontro reforçou que, apesar do descaso do governo Eduardo Leite (PSD), as(os) aposentadas(os) seguem firmes, organizadas(os) e determinadas(os) a lutar por dignidade, respeito e justiça. O CPERS, junto ao seu Departamento de Aposentadas(os), sai deste momento de debates ainda mais fortalecido, com a convicção de que somente a mobilização coletiva pode barrar os retrocessos e garantir a valorização de quem dedicou a vida inteira à educação pública.

Neste segundo semestre, a luta será intensificada em todas as frentes, dentro e fora das escolas, nas ruas, no parlamento e nos tribunais. O CPERS reafirma que não medirá esforços para ampliar a visibilidade das pautas das(os) aposentadas(os) e conquistar avanços concretos, mantendo viva a chama da resistência e demonstrando que a categoria não se curva e seguirá exigindo seus direitos. Avante educadoras(es), de pé! 

>> Confira as fotos da tarde de Encontro: 

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O CPERS, por meio do seu Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), soma-se à campanha do Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio. A valorização da vida e o cuidado com a saúde mental são bandeiras que o Sindicato defende intransigentemente, especialmente diante de um cenário cada vez mais adverso para a categoria.

Não é possível falar em saúde mental sem denunciar as condições de trabalho e a sobrecarga que estão submetidas(os) as(os) educadoras(es) gaúchas(os). O governo Eduardo Leite (PSD) promove uma política de ataques sistemáticos à educação pública e aos direitos das(os) trabalhadoras(es), precarizando carreiras, congelando salários, sobrecarregando profissionais e impondo uma rotina que adoece e massacra.

Cuidar da saúde mental, portanto, é também um ato de resistência! O CPERS reconhece que muitas vezes o sofrimento é silenciado pela pressão diária, pelo medo de falar e pela falta de acolhimento. É por isso que reforçamos: nenhuma educadora e nenhum educador está sozinha(o). A luta coletiva fortalece e o cuidado precisa ser parte essencial da nossa caminhada.

Procure ajuda!

O suicídio é considerado um problema de saúde pública. No Brasil, são 15.507 casos por ano (MS/2021), uma média de 42 suicídios por dia. Para cada suicídio, estima-se que 25 pessoas façam uma tentativa e muitas mais pensam seriamente nele.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por ano devido ao suicídio, o que representa uma a cada 100 mortes registradas.

Entre as(os) jovens de 15 a 29 anos, o suicídio aparece como a quarta causa de morte mais recorrente, atrás de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal (OMS/2019).

Se você está passando por um momento difícil, não hesite em buscar apoio. O Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br. O atendimento é gratuito, sigiloso e acolhedor.

Neste Setembro Amarelo, reafirmamos que toda vida importa e que é urgente garantir políticas públicas que priorizem o bem-estar físico e mental das(os) trabalhadoras(es). Seguiremos mobilizadas(os), denunciando a violência institucional contra a categoria e defendendo condições dignas de trabalho, porque cuidar da vida é também lutar por uma escola pública de qualidade e por uma sociedade mais humana e solidária!

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Nesta terça-feira (25), a professora Angela Maria Machado de Oliveira estava em mais um dia letivo de trabalho no Instituto Estadual de Educação Couto de Magalhães, em Arroio dos Ratos, quando começou a passar mal. Ela foi encaminhada ao hospital para atendimento e, já na unidade de saúde, sofreu um ataque cardíaco. No momento, encontra-se internada na UTI, em estado estável, mas sem reações.

O caso ocorreu justamente no dia do seu aniversário. Esta situação gravíssima escancara, mais uma vez, o esgotamento físico e emocional a que muitas educadoras(es), professoras(es), funcionárias(os) e especialistas, estão submetidas(os) diariamente devido à sobrecarga de trabalho e situações de violência cada vez mais presente nas escolas. O cenário atual é marcado por jornadas extenuantes, demandas que extrapolam a carga horária, acúmulo de responsabilidades e constante pressão emocional, transformando o ambiente escolar em um espaço cada vez mais adoecedor.

Diante disso, o CPERS reafirma a urgência de que o governo Eduardo Leite (PSD), por meio da Seduc, implemente políticas públicas efetivas voltadas à saúde das(os) profissionais da educação, garantindo o bem-estar integral do corpo docente.

É imprescindível que sejam asseguradas melhores condições de vida, incluindo garantias fundamentais, como condições adequadas de trabalho, redução da carga horária e salários justos. Essa é uma demanda URGENTE e que não pode mais ser postergada, pois a saúde das(os) profissionais da educação está em risco diariamente.

Manifestamos nossa total solidariedade à professora, à sua família, colegas e alunas(os) neste momento tão delicado. Enfatizamos, em especial, nosso apoio às(aos) colegas de trabalho, que enfrentam todos os dias os mesmos desafios. O adoecimento da professora Angela não é um caso isolado, mas um reflexo da realidade enfrentada por muitas educadoras(es).

Reforçamos nosso compromisso com a luta por condições dignas de trabalho, valorização profissional e respeito para toda a categoria!

Foto: Simone Oliveira

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Na tarde desta quinta-feira (28), o Cine Via Sete 3D, no Orlando Plaza Shopping, em Cachoeira do Sul, trocou a ficção dos filmes pela realidade inspiradora das salas de aula. O espaço recebeu a Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, promovida pelo 4º Núcleo do Sindicato, reunindo educadoras(es), estudantes, comunidades escolares e a sociedade para apresentar cinco projetos desenvolvidos em escolas públicas da região.

O cinema se encheu de projetos que evidenciaram, na prática, como a criatividade de professoras(es), funcionárias(os) de escola e estudantes resiste às dificuldades impostas ao ensino público. Os trabalhos trouxeram à tona recortes diferentes da vida escolar: da valorização cultural à aplicação de metodologias inovadoras em sala, passando por experiências que unem ciência, arte e cidadania.

Entre os destaques, o trabalho “Reaproveitamento de Alimentos”, desenvolvido pela EEEM Vital Brasil, abordou o combate ao desperdício. O estudante Miguel Kalleb, ao lado de seus colegas e da professora Tatiana Goularte, explicou como cascas de frutas, legumes e até ovos podem se transformar em receitas nutritivas, caldos, rações e novas criações culinárias. Para encerrar, as(os) jovens surpreenderam o público com uma música autoral sobre o tradicional bolinho de arroz. “Queremos mostrar que cuidar do planeta começa na nossa cozinha”, resumiu Miguel.

Já o trabalho “Papel Reciclado na Escola: Arte, Ciência e Sustentabilidade”, da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, destaque na categoria Ensino Médio, mostrou como ciência e arte podem andar de mãos dadas. Tiffany Karolainy da Silva, da turma 201, desenvolveu com suas colegas e as(os) professoras(es) Suzelem da Costa Moraes e Eduardo da Silva Saueressig, a prática da reciclagem de papel dentro da própria escola. O resultado são lembranças artesanais e objetos criados a partir de folhas usadas. “Queremos provar que cada folha jogada fora pode renascer com outra função, e isso é educação ambiental na prática”, disse Tiffany.

Outro momento de grande impacto veio do projeto “Memórias de um Patronato Marginalizado”, da EET Nossa Senhora da Conceição. As(os) alunas(os) Jordana Cruz Medeiros, Letícia Berger Machado, Luiza Lopes Porto e Alisson Tavares da Silva, orientadas(os) pelo professor Diego da Cunha, decidiram transformar o abandono do antigo Patronato, um internato vizinho à escola, em objeto de pesquisa histórica. O grupo entrevistou ex-estudantes e moradoras(es), resgatando lembranças de um espaço que marcou gerações. O resultado foi um curta-metragem que funciona como memorial audiovisual. “A pergunta que nos guiou foi simples: por que deixar a memória da nossa comunidade esquecida atrás de muros fechados?”, explicou Jordana. 

O professor Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS e coordenador da Comissão de Educação do Sindicato, destacou o papel coletivo da Mostra, criada em 2015: “É uma alegria enorme estar aqui hoje. Ao longo desses anos, provamos ser possível, sim, transformar a realidade das nossas escolas e dos nossos estudantes por meio da criatividade, do compromisso e da resistência de educadoras e educadores. Defendemos a escola pública como direito de todas e todos, como espaço de valorização e respeito”, afirmou.

Já o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, reforçou a dimensão de resistência que o evento representa. “A exemplo das edições já realizadas, o evento em Cachoeira do Sul é uma prova viva da resiliência da educação pública gaúcha. Mesmo diante de uma política que destrói a escola pública, não cumpre o orçamento constitucional, mantém professores com salários próximos à miséria e sufoca a categoria entre a cartilha e a planilha, ainda assim a escola, seus educadores e educandos demonstram vitalidade, compromisso e poder de transformação”.

A diretora Sandra Silveira, que integra a Comissão de Educação do Sindicato, destacou a relevância do evento. Estamos, hoje, em Cachoeira do Sul com a nossa 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, reafirmando o valor do trabalho feito na sala de aula, no chão da escola. As Mostras são fundamentais para o Sindicato, porque reconhecem e valorizam o esforço dos profissionais da educação e tudo aquilo que construímos coletivamente em defesa de uma educação pública de qualidade para todas e todos”, asseverou Sandra.

O evento também contou com a presença da direção do 4º Núcleo: Dina Marilú Machado Almeida (diretora-geral), Jucemar Gonçalves da Costa (vice-diretor), Ivouny Dargelio (secretária), Diego Tischler da Cunha (diretor) e Eglia Marion Pedroso Lemos (diretora) e Gisele Teresinha Rodrigues Alves (Coordenadora do Coletivo Regional de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do 4º Núcleo).

Após as apresentações, a Comissão Julgadora destacou os trabalhos selecionados em cada categoria:

>> Ensino Fundamental (6º ao 9º ano):

  • Reaproveitamento de Alimentos (EEEM Vital Brasil).

>> Ensino Médio:

  • Papel Reciclado na Escola: Arte, Ciência e Sustentabilidade (EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha);
  • Memórias de um Patronato Marginalizado (EET Nossa Senhora da Conceição);
  • Liberato “em cena” (EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira Da Cunha); e
  • Horta e Pomar da Escola Liberato: Plantando Hoje Para Colher no Futuro (EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira Da Cunha).

A avaliação esteve a cargo do professor aposentado Mestre José Luís de Freitas (Educação Física), da professora Doutora Luciana Ebani (Física) e da professora Rejane Teresinha Moreira de Lima (Língua Portuguesa).

As etapas regionais da Mostra vão percorrer os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira mais fotos da Mostra Regional em Cachoeira do Sul: 

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