Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país ocuparam, nesta quarta-feira (15), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar por melhores condições de trabalho e defesa de direitos. O CPERS participou ativamente, por meio de representantes da Direção Central e dos núcleos, reafirmando que a democracia só se sustenta com uma educação pública fortalecida e com a devida valorização de professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os).

Na Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pela CUT, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas entidades filiadas levaram às ruas a pauta da valorização profissional, do fortalecimento da educação pública e do enfrentamento a medidas que afetam a renda e a qualidade de vida da classe trabalhadora.

“Nós somos trabalhadores de educação e estamos nessa Marcha da Central defendendo o fim da escala 6 por 1 e do confisco dos aposentados, a aprovação do PL 2531 e a defesa da educação pública nesse país, com valorização dos seus profissionais”, declarou a presidenta da CNTE, Fátima Silva.

Os guarda-chuvas verdes da CNTE, distribuídos a todas(os) as(os) dirigentes, se misturaram ao mar de cartazes e bandeiras dos sindicatos. Por todos os lados a classe trabalhadora erguia com orgulho os símbolos de disputa por uma sociedade mais justa e pelo fim do feminicídio. Professoras(es), funcionárias(os) da educação, bancárias(os), metalúrgicas(os), petroleiras(os) e entregadoras(es) por aplicativo reivindicaram mais qualidade de vida dentro e fora do serviço.

No trio elétrico da CNTE, representantes de sindicatos filiados destacaram as lutas da categoria em seus estados. O enfrentamento à plataformização da educação e à pejotização no setor privado estão entre as reivindicações comuns em todas as regiões do país. Manifestantes também defenderam a soberania nacional e a democracia.

Semana da Educação

A mobilização por um ensino de qualidade na Marcha da Classe Trabalhadora é parte da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela CNTE, realizada de 13 a 17 de abril.

Conclat

A Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) precedeu a Marcha, na manhã desta quarta-feira (15). Dirigentes das centrais sindicais e parlamentares participaram do encontro que aprovou a pauta da classe trabalhadora para 2026. O documento atualiza as pautas definidas em 2022 e serve como orientador para as eleições de 2026.

São mais de 60 reivindicações voltadas à ampliação de direitos, à valorização do trabalho e à promoção da justiça social. Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, a garantia do direito de negociação para as(os) servidoras(es) públicas(os) e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

>> Saiba mais sobre o Conclat clicando neste link.

Com informações da CNTE e da CUT

Fotos: Kiko Paz

>> Confira mais fotos do CPERS na Marcha: 

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Na tarde desta quarta-feira (15), uma delegação do CPERS esteve no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para exigir a retomada da ADI 6254 na pauta de julgamentos. A ação trata da cobrança de contribuição previdenciária de servidoras(es) aposentadas(os) do Rio Grande do Sul e segue pendente de análise.

Na ocasião, a presidente do Sindicato, Rosane Zan, juntamente com a coordenadora do Departamento de Aposentadas(os), Sandra Regio, e a secretária-geral da entidade, Suzana Lauermann, protocolaram um ofício destacando a urgência do julgamento e a responsabilidade dos ministros diante da realidade enfrentada por milhares de educadoras(es) que dedicaram suas vidas à educação pública e hoje sofrem com os altos descontos.

>> Confira o recado da presidente Rosane, direto de Brasília:

O CPERS seguirá na luta e intensificará a pressão, em todas as instâncias, por dignidade e justiça para as(os) educadoras(es) aposentadas(os) do Rio Grande do Sul. O confisco NÃO é justo!

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Para a CNTE, a sanção do novo Plano Nacional de Educação (PNE) marca um momento importante para o futuro da educação pública brasileira. Com metas que envolvem investimento, valorização profissional e ampliação do acesso, o plano projeta os próximos dez anos da política educacional no país. Para as(os) trabalhadoras(es) da educação, a tarefa será garantir que as metas saiam do papel com financiamento adequado, compromisso dos governos e mobilização permanente da categoria.

Entre os principais pontos do novo PNE está a ampliação do investimento público em educação, com a meta de alcançar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final do decênio, além do fortalecimento de políticas voltadas à inclusão, à educação em tempo integral e à redução das desigualdades educacionais. O plano também prevê ações para a valorização das(os) profissionais da educação, incluindo questões salariais, formação e condições de trabalho.

Com 19 objetivos, 73 metas e centenas de estratégias, o PNE se coloca como um instrumento central de planejamento educacional. Ainda assim, sua efetividade dependerá da articulação entre União, estados e municípios, bem como da capacidade de acompanhamento e pressão social. É nesse cenário que o papel das entidades representativas, como a CNTE e os sindicatos de base, entre eles o CPERS, segue sendo fundamental para garantir que os compromissos assumidos se traduzam em avanços concretos para a educação pública.

>> Confira a nota da CNTE na íntegra: 

Lula sanciona novo PNE, que irá ampliar investimento em educação pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira, 14 de abril, o novo Plano Nacional da Educação (PNE), durante solenidade no Palácio do Planalto. Essa política pública estabelece o planejamento estratégico para a educação brasileira nos próximos dez anos, com base constitucional. Entre as propostas, as ações visam ampliar o investimento público em educação, atingindo o equivalente a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país até o 7º ano de vigência e 10% do PIB até o final do decênio.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) marcou presença na solenidade. A presidenta da CNTE, Fátima Silva, foi mencionada pelas autoridades como representante dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação que contribuíram para este Plano. “Durante os próximos dez anos, teremos 10% do investimento do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, uma educação inclusiva, de tempo integral, incluindo as nossas comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas”, destacou.

A dirigente acrescenta que o plano inclui medidas para a valorização profissional dos professores e dos funcionários da educação e a questão salarial do seu conjunto. “Nós da CNTE vamos estar em cada município e em cada estado brasileiro cobrando para que se cumpra essas metas estabelecidas no PNE”, afirmou Fátima Silva.

Durante a solenidade, o presidente Lula chamou a atenção para o trabalho de acompanhar a concretização deste plano. “A sociedade brasileira tem a obrigação política, moral e ética de fiscalizar para saber quem é que não está cumprindo, de onde vem a responsabilidade, por que o prefeito não cumpriu, por que o governador não cumpriu, por que o governo federal não cumpriu. E denunciar, fazer passeata, fazer greve, protestar. Porque senão as coisas não acontecem”, alertou.

O presidente também provocou: “Vocês já perceberam que neste país tem gente bem formada que acha que não precisa ter educação para todos?”. Na avaliação dele, a proposta de uma educação democrática não é consenso e por isso precisa ser defendida por todos os que acreditam nesse princípio . “Não pense que todo mundo gosta quando a gente fala de universidade para indígena. Não pense que todo mundo gosta quando a gente fala de universidade para quilombola. Nós é que temos que convencer as pessoas”, afirmou.

Investimento na educação

“Cada diretriz presente no novo PNE representa a esperança de um futuro mais justo, inclusivo e acessível, para que ninguém fique para trás” ressalta a relatora do projeto do PNE e senadora Teresa Leitão (PT/PE). Na avaliação dela, “Defender o PNE é acreditar no poder do conhecimento e reafirmar que investir em educação é, acima de tudo, investir em dignidade, cidadania e no destino de toda a nação. O PNE, portanto, representa esse compromisso coletivo com a qualidade, a equidade e a valorização da educação em toda a sua abrangência”.

O ex-ministro e atual senador, Camilo Santana (PT/CE), destacou que o compromisso do atual governo com a educação se reflete no investimento. “Houve um aumento de 63,6% do orçamento do Ministério da Educação de investimento em educação. Nós saímos do orçamento de 2022, 163 bilhões, para um orçamento de 268 bilhões”, detalhou o senador. Ele acrescenta que o novo PNE também trata do financiamento, porque “mantém a busca dos 10% do PIB para o investimento da educação no nosso país, e isso é fundamental”.

Sobre o PNE

No total, o novo PNE tem 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias. O plano inaugurou uma década de transformação com diretrizes claras, mais coordenação federativa e compromisso político com a aprendizagem, a inclusão e a equidade. As iniciativas contemplam também a articulação do Sistema Nacional de Educação (SNE), aprovado pela Lei Complementar nº 220/2025, em torno de objetivos, metas e estratégias compartilhadas entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

O projeto de lei que deu origem ao novo PNE foi elaborado pelo Ministério da Educação (MEC). Parte das metas propostas pelo plano nasceram de programas e políticas desenhadas e em implementação pela pasta nesta gestão do governo federal, como é o caso do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).

Prioridades

As principais metas do novo PNE incluem alfabetização, aprendizagem, trajetória escolar, infraestrutura, conectividade e educação digital, formação dos profissionais da educação e o financiamento em conformidade com o PIB do país.

Nesse contexto, entre os resultados esperados está a alfabetização de pelo menos 80% das crianças ao final do 2º ano do ensino fundamental, meta a ser alcançada até o quinto ano de vigência do plano, e a universalização da alfabetização na idade certa até o final do decênio. As propostas contemplam ainda o nível adequado de aprendizagem em matemática, entre outras iniciativas.

O novo modelo combina metas ambiciosas com instrumentos concretos de implementação, monitoramento e pactuação federativa. No que se refere à inclusão e à equidade, as desigualdades de aprendizagem entre grupos sociais definidos por raça/cor, sexo, nível socioeconômico, região e localização são tratadas como parte integrante das próprias metas.

Fonte: CNTE

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O CPERS lança, nesta quarta-feira (15), um abaixo-assinado contra o assédio institucional e o excesso de demandas burocráticas impostas a professoras(es) e funcionárias(os) da rede pública do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca mobilizar a categoria diante de práticas administrativas que têm ampliado a jornada de trabalho, comprometido o planejamento pedagógico e impactado diretamente a saúde física e mental das(os) educadoras(es).

O documento denuncia a imposição recorrente de tarefas burocráticas — como o preenchimento contínuo de planilhas, formulários e relatórios — incompatíveis com a carga horária regular, resultando em sobrecarga e prejuízos à qualidade do ensino. Para o Sindicato, tais práticas configuram assédio institucional, ao desrespeitar a dignidade das(os) trabalhadoras(es) e violar o dever da administração pública de garantir um ambiente de trabalho saudável.

Entre as reivindicações apresentadas no abaixo-assinado estão a revisão imediata das exigências burocráticas, a adequação das atividades administrativas à carga horária legal, a priorização do trabalho pedagógico e a abertura de diálogo com a categoria para a construção de soluções efetivas.

A mobilização será realizada em todo o estado: os 42 núcleos do CPERS irão percorrer escolas para coletar assinaturas e dialogar com a comunidade escolar. Também é possível procurar o Núcleo mais próximo para assinar e contribuir com a coleta, fortalecendo a meta de alcançar as mais de 2 mil escolas da rede estadual e ampliar a denúncia sobre a realidade vivida nas instituições.

Após a conclusão, o CPERS irá formalizar a denúncia junto ao Ministério Público, a parlamentares e ao Governo do Estado, buscando encaminhamentos concretos que garantam a revisão das práticas denunciadas e a construção de soluções efetivas para o problema.

O Sindicato reforça que o abaixo-assinado é um instrumento legítimo de participação democrática e um passo importante na luta por condições dignas de trabalho e pela valorização da educação pública.

Somente com união e mobilização será possível enfrentar os abusos e garantir respeito, saúde e dignidade a quem sustenta a escola pública todos os dias.

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O Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva, comemorado nesta terça-feira (14),  busca garantir o direito de estudantes com deficiência, transtornos ou necessidades educacionais especiais de acessar e permanecer em escolas regulares, com adaptações pedagógicas. Para o CPERS, esta é uma pauta fundamental para a garantia de um ambiente educacional equitativo, onde todas(os) as(os) estudantes possam aprender e interagir de forma harmoniosa. 

Contudo, no Rio Grande do Sul há ainda um grande desafio na promoção da educação inclusiva. Após seis semanas percorrendo o estado com a Caravana do CPERS, os relatos de falta de profissionais adequadas(os) para estudantes atípicas(os), bem como a necessidade de recursos e apoio para essas(es) alunas(os), é uma realidade em toda a rede estadual. 

Atualmente, há uma crescente demanda por práticas inclusivas que garantam o acesso ao aprendizado e promovam o desenvolvimento de habilidades sociais. Em todo o RS, os relatos apontam para o aumento no número de matrículas de estudantes atípicas(os) na rede estadual, porém, sem que isso seja acompanhado pela contratação de profissionais ou pela realização de concursos para educadoras(es) da educação especial. O resultado é a sobrecarga das(os) educadoras(es), que, em uma única sala de aula, chegam a atender até cinco estudantes com necessidades específicas.

Para a presidenta do Sindicato, Rosane Zan, é necessário questionar a atual política do governo Eduardo leite (PSD), que tem deixado de lado a inclusão de estudantes atípicas(os) de forma qualitativa.O CPERS sempre lutou pela inclusão de alunos como uma ferramenta de transformação social, uma vez que, além de transformar a vida dos estudantes atípicos e proporcionar para eles uma possibilidade de desenvolvimento motor e pessoal, pode também mudar e trazer uma nova perspectiva social. Mas, para isso, as escolas precisam ter o suporte tanto de RH, quanto pedagógico, na formação continuada para os educadores”, argumenta a dirigente. 

A defesa da educação inclusiva é, acima de tudo, a defesa de uma escola pública que reconhece e valoriza a diversidade como princípio fundamental. No entanto, não basta garantir o acesso, é preciso assegurar condições reais de permanência e aprendizagem, com investimento em estrutura, contratação de profissionais qualificadas(os) e políticas públicas consistentes.

Para o CPERS, a inclusão só se concretiza com valorização das(os) educadoras(es), formação continuada e respeito à diversidade. É urgente avançar na construção de um projeto educacional que não exclua, não sobrecarregue e não precarize, mas que promova, de fato, uma educação democrática, acessível e comprometida com o desenvolvimento pleno de todas(os) as(os) estudantes.

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Confira abaixo a íntegra do Caderno de Teses do XII Congresso Estadual do CPERS ou clique aqui para baixar o arquivo.

 

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Nesta sexta-feira (10), conselheiras e conselheiros do CPERS reuniram-se na sede do Sindicato, em Porto Alegre, para um encontro marcado pelo diálogo e pela construção coletiva. Durante a atividade, educadoras e educadores debateram propostas e estratégias para o próximo período, analisando o cenário atual da educação pública e os desafios enfrentados pela categoria. A reunião também foi um espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento da unidade, reafirmando o compromisso com a luta, a resistência e a defesa dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores em educação.

No início da atividade, foi realizado um importante debate sobre a inclusão escolar e o processo de integração de estudantes atípicos. A presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que, durante a Caravana do Sindicato, encerrada nesta quinta-feira (9) e que percorreu os 42 núcleos do Sindicato, visitando 515 escolas em 186 municípios, esta pauta esteve fortemente presente nas escolas visitadas, revelando uma realidade ainda distante do ideal nas práticas educacionais. “O que temos nas escolas é uma falsa inclusão. Em uma escola que visitei em Rio Grande, perguntei a um professor como estava a situação e ele respondeu: ‘Poderia estar melhor. Tenho uma turma com 10 estudantes atípicos e 15 típicos. Gostaria muito de dar mais atenção aos alunos atípicos, mas os demais também precisam de mim’. Então, essa escola inclusiva de que o governo Eduardo Leite fala não existe, pois não temos suporte para isso”, afirmou.

Na sequência, a doutora em Educação, com pesquisa na área do Transtorno do Espectro Autista e na Teoria da Subjetividade, diretora da CoNéctar, vice-presidente do Fórum pela Inclusão Escolar de Porto Alegre e conselheira no Conselho Estadual de Educação (2024-2026), Dra. Karla Fernanda Wunder da Silva, também explanou sobre o tema. A educadora ressaltou que a inclusão é um processo irreversível e que demanda, cada vez mais, investimento público e acolhimento por parte das educadoras e dos educadores. “Hoje não perguntamos mais por que esses alunos estão aqui, mas por que já não estavam antes. Isso é justiça social”, destacou.

Karla chamou atenção para a ideia de que o cansaço das(os) professoras(es) estaria diretamente ligado à inclusão. Para ela, essa percepção precisa ser revista. “A educação sempre teve problemas, a inclusão apenas evidenciou o quanto a educação pública já está fragilizada”, frisou.

Outro ponto destacado foi a necessidade de melhores condições de trabalho. Para a especialista, a inclusão exige investimento, formação adequada, colaboração entre profissionais e tempo para planejamento pedagógico. “Precisamos parar de apenas preencher planilhas e garantir tempo real para planejar. Esse professor precisa de condições para desenvolver seu trabalho”, apontou.

Ao final, a educadora reforçou que a escola precisa se reinventar para atender à diversidade das(os) sujeitas(os). “A escola precisa ser maleável, precisa se adaptar aos estudantes — e não o contrário. Ela é uma engrenagem que depende de todos para funcionar bem”, concluiu.

Ao final da palestra, Rosane destacou que a Caravana do CPERS  teve um papel especialmente significativo ao promover o diálogo direto com a base e evidenciar os desafios enfrentados nas instituições de ensino públicas. “A escola inclusiva ainda é um desafio muito grande para a educação pública. Por isso, a Caravana foi muito importante. Levando nossos educadores a refletir que projeto de educação pública queremos para o Rio Grande do Sul. Uma escola inclusiva, laica, de qualidade para todos e todas”.

Caravana do CPERS convoca categoria à mobilização

Em um balanço geral da Caravana, a presidente Rosane afirmou que a iniciativa vai além das visitas, ao garantir a presença nas escolas e fortalecer o diálogo e a escuta da categoria. “Seguiremos na luta em defesa da dignidade no trabalho da nossa categoria, constantemente ameaçada por práticas que, muitas vezes, se aproximam do assédio moral”.

Ainda sobre as planilhas, que representam a sobrecarga de trabalho, Rosane reforçou a necessidade de construção coletiva de soluções. “Temos que achar, sim, uma forma de construir respostas coletivas na defesa de uma escola pública laica, democrática, inclusiva e socialmente referenciada”, concluiu.

Não venda a minha escola

Outro importante ponto que marcou o Conselho foi quanto à importância de intensificar a mobilização contra a privatização da educação pública no Rio Grande do Sul, especialmente diante do avanço do projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs), recentemente confirmado pelo governador Eduardo Leite (PSD). Como parte dessa luta, está sendo organizado um ato estadual no dia 5 de maio, em frente a uma das 98 escolas incluídas na lista das PPPs, com a construção conjunta junto à Frente dos Servidores Públicos do RS, ampliando a unidade em defesa do serviço público.

Além disso, o tema será central no XII Congresso Estadual do Sindicato, onde serão debatidos os próximos passos da luta da categoria. A estratégia também passa pela articulação com movimentos sociais nos 15 municípios atingidos, buscando fortalecer a mobilização das comunidades escolares e ampliar a conscientização sobre os impactos das PPPs.

No âmbito nacional, o CPERS levará à CNTE a necessidade de retomar a mobilização em todo o país contra esse modelo, especialmente diante dos leilões que vêm sendo realizados. Paralelamente, os núcleos do Sindicato estão orientados a promover, no dia 15 de abril, reuniões com as escolas diretamente afetadas, fortalecendo o diálogo com as(os) trabalhadoras(es) da educação e as comunidades.

A luta contra as PPPs é uma luta em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade, e exige organização, unidade e mobilização permanente para enfrentar um projeto que ameaça o caráter público da educação no estado.

Pautas aprovadas

Além da pauta central de enfrentamento às PPPs e da defesa de uma educação pública inclusiva, o Conselho Geral também definiu importantes encaminhamentos que reforçam a organização e a mobilização da categoria diante dos desafios atuais.

Entre as deliberações, está a participação ativa no 1º de Maio – Festival das(os) Trabalhadoras(es): Luta, Cultura e Arte, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT – RS) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), fortalecendo a unidade da classe trabalhadora nas regionais e sindicatos filiados. Também foi encaminhada a elaboração e ampla divulgação de um documento denunciando as condições enfrentadas nas escolas da rede estadual, a partir das seis semanas da Caravana do CPERS. O material irá expor problemas como a falta de funcionárias(os) e a sobrecarga de trabalho, dando visibilidade à realidade vivida pelas(os) educadoras(es) em diferentes municípios.

Outra medida importante é o lançamento, no dia 15 de abril, de um abaixo-assinado junto à categoria, com o objetivo de denunciar a intensificação da sobrecarga de trabalho, especialmente por meio da exigência excessiva de preenchimento de planilhas. A iniciativa busca ampliar a pressão e dar voz às(os) trabalhadoras(es) da educação, evidenciando os impactos concretos das políticas em curso.

Essas ações se somam à luta mais ampla do CPERS contra a precarização e a privatização da educação pública, reafirmando a necessidade de mobilização coletiva, denúncia permanente e construção de alternativas que garantam condições dignas de trabalho e uma escola pública de qualidade para todas e todos.

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Após seis semanas percorrendo o Rio Grande do Sul, o CPERS encerrou, nesta quinta-feira (9), a Caravana 2026 com um saldo que combina escuta ativa e fortalecimento da luta coletiva. Foram 42 núcleos visitados, 515 escolas percorridas e presença em 186 municípios — uma jornada marcada pelo diálogo com educadoras(es) e com a sociedade sobre o presente e o futuro da educação pública.

Desde o início, a Caravana teve como eixo central a defesa da democracia e a organização da luta por valorização salarial, melhores condições de trabalho e a garantia de uma educação pública gratuita, laica, inclusiva e de qualidade para todas e todos. Em cada encontro, uma constatação se repetiu: não há projeto educacional consistente sem a valorização real de suas(seus) trabalhadoras(es): professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os). 

A presidenta do CPERS, Rosane Zan, destacou que a experiência reforçou a importância de estar no chão das escolas. Segundo ela, a escuta revelou mudanças profundas no ambiente escolar e um cenário preocupante de adoecimento da categoria. “A sobrecarga é cada vez maior, beirando o assédio moral. Isso evidencia a necessidade de dar um basta às políticas de Estado mínimo que fragilizam os serviços públicos. Este é o momento de mobilização, de apresentar nossas pautas e disputar um projeto que defenda, de fato, a educação pública”, afirmou.

O encerramento da Caravana ocorreu nos núcleos de Cruz Alta (11º), Santana do Livramento (23º) e Santa Maria (2º), com visitas a escolas e presença em rádios locais. As atividades reafirmaram o compromisso do Sindicato com a construção coletiva de resistência frente ao avanço de políticas que precarizam a educação pública no estado, denunciando a responsabilidade do governo Eduardo Leite (PSD), ao lado do vice-governador Gabriel Souza (MDB) e da secretária da Educação, Raquel Teixeira, pelo atual cenário de desvalorização e sucateamento da rede estadual.

Ao longo das agendas, também foi reforçada a importância de enfrentar o projeto neoliberal em curso, que ataca direitos, fragiliza o serviço público e compromete o futuro da educação. Nesse contexto, o CPERS destacou também a necessidade de ampliar a mobilização contra a ofensiva da extrema-direita e suas pautas reacionárias, como o homeschooling, a militarização das escolas, a privatização e a mercantilização do ensino — medidas que colocam em risco o caráter público, democrático e inclusivo da educação.

Os roteiros de hoje contaram com a presença da direção estadual e regional do Sindicato, fortalecendo a atuação territorial e o vínculo com a base. Em Santana do Livramento, participaram a presidenta, Rosane Zan, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es) Sandra Santos e Guilherme Bourscheid. Em Santa Maria, estiveram presentes as(os) diretoras(es) Sandra Regio, Joara Dutra, Sandra Silveira e Celso Dalberto. Já em Cruz Alta, representaram a direção as(os) diretoras(es) Andrea da Rosa, Mari Andréia Oliveira, Leonardo Preto, Elbe Belardinelli e Amauri da Rosa.

Com o encerramento da Caravana, o CPERS projeta um ano decisivo para a educação pública, especialmente no contexto eleitoral. Entre os principais eixos de luta estão a valorização que vá além do salário — garantindo carreira e dignidade —, a realização de concurso público, justiça na carreira para funcionárias(os) de escola, o fim do confisco previdenciário e a defesa de estabilidade e futuro para o magistério gaúcho.

Diante de promessas vazias que se multiplicam em períodos eleitorais, o Sindicato reforça a exigência por compromissos concretos com a reconstrução da escola pública, com políticas que assegurem acesso, permanência e qualidade, e com a valorização de quem sustenta a educação todos os dias.

A Caravana chega ao fim, mas deixa um recado que ecoa em todo o Rio Grande do Sul: é na união e na mobilização que se constrói a mudança — e o futuro da educação pública começa agora, com cada educadora e educador em pé e em luta!

>> Confira o recado da presidenta, Rosane Zan:

>> Escolas visitadas nesta quinta-feira (9):

> Santa Maria (2º Núcleo):

CE Coronel Pilar
CE Manoel Ribas
CE Padre Rômulo Zanchi
IE Padre Caetano
EEEB Dr. Paulo Devanier Lauda
EEEM Naura Teixeira Pinheiro
EEEF Antônio Xavier da Rocha

> Cruz Alta (11º Núcleo):

Cruz Alta:
EEEM Dom Antônio Reis
EEEM Major Belarmino Cortes
EEEB Margarida Pardelhas
EEEM Dr. Hildebrando Westphalen
EEEB Venâncio Aires

Tupanciretã:
EEEF Protásio Lima de Moraes
EEEF Antônio Silveira

Salto do Jacuí:
EE Indígena de Ensino Fundamental Almerinda de Mello
EEEM Castelo Branco
IEE Miguel Calmon

> Santana do Livramento (23º Núcleo):

Santana do Livramento:
CEEM Alceu Wamozy
EEEM Cyrino Luiz de Azevedo
EEEB General Neto

Quaraí:
EEEM Dartagnan Tubino
EEEF Doutor Roberto Osório Júnior

Rosário do Sul:
EEEM Plácido de Castro
EEEM Padre Ângelo Bartelle

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O penúltimo dia da Caravana do CPERS, nesta quarta-feira (8), foi marcado pela articulação da luta em defesa da escola pública e das(os) trabalhadoras(es) da educação. Nos núcleos de Alegrete (19º), Santiago (29º) e Ijuí (31º), direções estaduais e regionais percorreram escolas, impulsionando a mobilização e fortalecendo a unidade da categoria.

Na última semana da Caravana, permanece o que vem sendo constatado desde o início: é fundamental analisar a atual conjuntura da educação pública no Rio Grande do Sul para construir as bases que permitirão transformá-la por meio da luta.

No Núcleo de Alegrete (19º), participaram da Caravana a presidenta do Sindicato, Rosane Zan, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es) Sandra Santos e Guilherme Bourscheid. Já em Santiago (29º), estiveram presentes as(os) diretoras(es) Sandra Regio, Joara Dutra, Sandra Silveira, Leandro Wesz Parise e Celso Dalberto. Em Ijuí (31º), a direção estadual do CPERS foi representada pelas(os) diretoras(es) Andrea da Rosa, Leonardo Preto, Elbe Belardinelli e Amauri da Rosa. Todos os roteiros foram acompanhados por representantes regionais.

Demandas crescentes e suporte insuficiente

Pelas escolas gaúchas, o cenário é de sobrecarga de funções. Ao longo das visitas, educadoras(es) relatam tarefas excessivas, acúmulo de responsabilidades e falta de estrutura adequada. Essa realidade se agrava ainda mais diante dos desafios da inclusão escolar, sem o devido suporte por parte do Estado.

Nesse contexto, a presidenta do CPERS, Rosane Zan, que esteve em Alegrete (19º Núcleo), destaca uma das principais demandas que emergem da Caravana:  “Nessas semanas podemos constatar que é de suma importância a capacitação de professores, monitores e gestores para o manejo, acolhimento e ensino de alunos atípicos. Inclusão não é apenas matricular o aluno, mas sim garantir a sua permanência com qualidade, apoio e suporte pedagógico para desenvolver suas potencialidades. Foram muitas as falas de nossos educadores sobre esta questão.

Para isso, é fundamental fortalecer a mobilização e a resistência frente aos constantes ataques feitos à educação, garantindo a organização da categoria com a unidade necessária para enfrentar o projeto atual político, que desconsidera a valorização profissional e a qualidade do ensino. 

O diretor do Sindicato, Leonardo Preto, destaca que essa realidade já se expressa de forma concreta nas escolas. Para ele, “as principais pautas da categoria nas escolas de Ijuí foram a sobrecarga de trabalho, problema que se manifesta em outras regiões do estado. Nesse sentido, também temos um desafio enquanto Sindicato de estarmos cada vez mais presentes nas escolas, para absorver as demandas da categoria.”

Educação não é mercadoria!

O projeto de Parcerias Público-Privadas (PPPs) nas escolas, impulsionado pelo governo Eduardo Leite (PSD), representa mais um passo no desmonte da educação pública. Sob o discurso de modernização e eficiência, o que se propõe é a transferência da gestão de serviços e estruturas escolares para a iniciativa privada, abrindo espaço para a lógica do lucro em um direito que deveria ser garantido pelo Estado. Esse modelo traz riscos concretos: precarização das condições de trabalho, perda de controle público sobre a gestão escolar, redução da transparência e comprometimento da qualidade do ensino.

É nesse cenário que a terceirização avança dentro das escolas, atingindo diretamente funcionárias(os) e aprofundando a lógica de precarização. Durante o roteiro em Santiago (19º Núcleo), essa preocupação também foi destacada pela diretora do CPERS, Sandra Silveira: “O processo de terceirização que está em curso nas escolas do Rio Grande do Sul traz muitas preocupações, especialmente em relação à precarização dos contratos de trabalho, bem como à falta de fiscalização dos processos”.

A Caravana reafirma o papel do CPERS de estar presente no chão das escolas, ouvindo, dialogando e organizando a categoria a partir da realidade vivida por professoras(es) e funcionárias(os), da ativa e aposentadas(os), de todo o Estado. Em um contexto de ataques e tentativas de desmonte da educação pública, fortalecer o contato com a base é fundamental para transformar indignação em mobilização e construir coletivamente a luta por valorização profissional, melhores condições de trabalho e uma escola pública de qualidade. Afinal, exigir nossos direitos é ensinar democracia!

Nesta quinta-feira (9), último dia da jornada pelo Rio Grande do Sul, o CPERS desembarcará nos núcleos de Cruz Alta (11°), Santa Maria (2°) e Santana do Livramento (23°).

> Escolas visitadas nesta quarta-feira (8):

>> Escolas visitadas em Alegrete (19º Núcleo):

> Alegrete:
EEEM Emílio Zuñeda
EEEM Demétrio Ribeiro
EEEB Dr. Lauro Dornelles
EEEF José Bonifácio
EEEM Tancredo de Almeida Neves
EEEF Salgado Filho
EEEF Freitas Valle
EEEF Eduardo Vargas
IEE Oswaldo Aranha
EEEF Ecilda Alves Paim

>>Escolas visitadas em Santiago (29º Núcleo):

> Santiago:
IEE Professor Isaias
EEEM Thomas Fortes
CE Monsenhor Assis
EEEM Apolinário Porto Alegre
EEEF Lucas Araújo de Oliveira
EEEF Alceu Carvalho

> Jaguari:
IEE Professora Guilhermina Javorski

>>Escolas visitadas em Ijuí (31º Núcleo):

> Ijuí:
EEEM Ruy Barbosa
EEEF Ijuí
ETE 25 de Julho
EEEM Emil Glitz
EEEF Boa Vista
CE Modelo
EEEM Antônio Padilha
EEEF Centenário
EEEF Rui Barbosa
EEEM Otávio Caruso Brochado da Rocha
IEE Guilherme Clemente Köehler
EEEF Alice Couto
EEEF Osvaldo Aranha
EEEF Chico Mendes
EEEF Carlos Zimpel
EEEM São Geraldo

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A sexta e última semana da Caravana do CPERS começou nesta terça-feira (7), levando aos núcleos de Uruguaiana (21°), Santo Ângelo (9°) e São Borja (16°) o debate sobre o futuro do nosso estado e da educação pública gaúcha. Com mais de um mês de estrada na bagagem, a Caravana chega agora à região de fronteira e, nos próximos dias, concluirá a meta de percorrer as 42 sedes regionais da entidade.

A cena encontrada nas escolas segue semelhante à já observada em outras regiões do estado. Sejam professoras(es) e funcionárias(os), sejam aposentadas(os) presentes nas atividades propostas pelos núcleos, trata-se de uma categoria cansada, marcada por um período recente de intensos desafios. Em todos os espaços, fica evidente o sentimento de desvalorização e de afastamento de um papel de protagonismo e excelência que historicamente marcou a educação pública, agora substituído por condições de trabalho precarizadas e pelo sucateamento.

Ainda assim, é nesse encontro coletivo que se reacende a esperança: a Caravana reafirma seu papel como espaço de escuta, diálogo e reconstrução, fortalecendo a luta conjunta por uma educação pública valorizada e por um futuro mais justo para todas e todos.

Nesta terça-feira (7), participaram da Caravana em Uruguaiana (21°) a presidenta do Sindicato, Rosane Zan, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es) Sandra Santos e Guilherme Bourscheid. Em São Borja (16°), estiveram presentes as(os) diretoras(es) Sandra Regio, Joara Dutra, Sandra Silveira, Leandro Wesz Parise e Celso Dalberto. Por fim, em Santo Ângelo (9°), a direção estadual do CPERS foi representada pelas(os) diretoras(es) Andrea da Rosa, Leonardo Preto, Elbe Belardinelli e Amauri da Rosa. Representantes dos núcleos também se fizeram presentes nas visitas. 

Apesar do adoecimento e do cansaço, categoria é receptiva e participativa

Em Uruguaiana (21° Núcleo), a presidenta do Sindicato, Rosane Zan, constatou que, apesar do cansaço, a categoria deseja mudanças concretas, com discussão e participação popular. “O sentimento que a gente percebe de quem está no chão da escola, daquilo que estamos comprovando neste final de Caravana, é da exaustão pela sobrecarga de trabalho”, afirma a dirigente, que complementa colocando o futuro em pauta: “Como a gente vem dizendo em todos os espaços, com as dificuldades que os professores e funcionários estão enfrentando nessa relação de trabalho, surge o sentimento de que tem de haver, sim, uma mudança, e uma mudança geral, de um projeto de educação que temos que começar a discutir.”

Rosane também chama a atenção para outro ponto que diz respeito ao projeto de educação que estamos executando: a formação das(os) educadoras(es). Para ela, “devemos começar a discutir também a formação continuada. Aquela formação como a gente fazia, de seminários, de preparação, que é o contrário do que vem acontecendo nos últimos anos, cheios de preparações online, com formação apenas por plataformas.”

A secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, soma sua visão sobre o cenário visto nas escolas da fronteira oeste. Para ela, “sem sombra de dúvida, essa Caravana vem no momento exato em que a categoria precisa ser ouvida, uma categoria adoecida e sobrecarregada, e cabe a nós, do Sindicato, a tarefa de fazer essa denúncia e essa conversa.” Suzana também joga luz sobre o astral da categoria, “a gente tem tido uma recepção muito positiva dentro das escolas, com a categoria muito disposta a ouvir, que quer perguntar, quer se informar sobre a importância de estarmos atentos à escolha do projeto de educação que a gente quer, e que projeto vai ser eleito nesse ano de 2026”.

Na região de Santo Ângelo, sobrecarga e IPE Saúde são assunto de debates

O diretor do Sindicato, Amauri da Rosa, que visitou escolas no interior da região de Santo Ângelo (9° Núcleo), destaca que as maiores reivindicações da categoria foram direcionadas ao atendimento do IPE Saúde e ao preenchimento de planilhas e documentos impostos pelo governo.

Para além das críticas, o diretor destaca que “a recepção nas escolas foi muito boa. Conseguimos dialogar com a categoria, abordamos nossas pautas e o objetivo da Caravana, e debatemos, principalmente, sobre a situação dos trabalhadores em educação, que sofrem com sobrecarga de trabalho, reformas e retiradas de direitos.”

Em São Borja, o sentimento é de mudança

No extremo noroeste do estado, a diretora do CPERS, Sandra Regio, visitou escolas na região de São Borja (16° Núcleo). Nos encontros que a representante do Sindicato teve com a categoria, o sentimento foi muito positivo. Para Sandra, “as visitas estão sendo muito proveitosas, muito porque os professores e os funcionários estão interessados naquilo que a gente vem conversando com eles, principalmente sobre mudar o projeto que está instalado no Rio Grande do Sul, onde a gente só perde tudo há mais de 12 anos”.

A Caravana do CPERS, apesar de estar na sua reta final, ainda tem muito chão para percorrer. Nesta quarta-feira (8), os núcleos de Ijuí (31°), Santiago (29°) e Alegrete (19°) receberão o comboio do CPERS.

Mesmo com muitos quilômetros já percorridos, a Caravana segue com fôlego para chegar a ainda mais professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), construindo um debate plural, diverso e fortalecido pela representatividade, para que possamos, juntas(os), escolher os próximos caminhos como gaúchas(os) e educadoras(es).

> Escolas visitadas nesta terça (7): 

>> Escolas visitadas no 9° Núcleo (Santo Ângelo): 

EEEM Unirio Carrera Machado
IEE Odão Felippe Pippi
EEEM Dr. Augusto do Nascimento e Silva
CE Missões
ETE Presidente Getúlio Vargas
EEEF Madre Catarina Lépori
CE Pedro II

Sete de Setembro:
EEEM São Roque 

Guarani das Missões:
EET Guaramano
EEEF João Przysznski 

Senador Salgado Filho:
EEEF Carlos Gaklik 

Entre Ijuís:
ETE Entre Ijuís
EEEF Dr. Carlos Kruel 

Eugênio Castro:
EEEB Theodoro Alves Teixeira 

São Miguel das Missões:
EEEB Padre Antônio Sepp 

Vitória das Missões:
EEEM Nossa Senhora Perpétuo Socorro 

>> Escolas visitadas no 16º Núcleo (São Borja):

São Borja:
IE Arneldo Matter
EEEF João Goulart
IE Padre Francisco Garcia
EEEF Tusnelda Lima Barbosa
EEEM Tricentenário
EEEM Apparicio Silva Rillo
CE Getúlio Vargas

>> Escolas visitadas no 21º Núcleo (Uruguaiana):

Uruguaiana:
IE Romaguera Côrrea
EEEM Marechal Candido Randon
IEE Elisa Ferrari Valls
EEEF Hermeto José Pinto Bermudez
EEEM Uruguaiana
EEEM Dr. João Fagundes
IE Paulo Freire 

> Confira mais fotos: 

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