Na manhã desta sexta-feira (12), o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, e a diretora do Sindicato, Joara Dutra, participaram do 4º Grande Debate do Pacto RS 25, que teve como tema central “Mudanças Climáticas e Sustentabilidade: As Desigualdades Regionais e Sociais”. O evento ocorreu no Auditório da Receita Federal (Chocolatão), em Porto Alegre.

A atividade reuniu autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para debater os desafios do desenvolvimento sustentável aliado à redução das desigualdades.

Promovido pela Assembleia Legislativa, o encontro integrou a programação do Fórum Democrático Pacto RS 25 e contou com palestras, painéis e debates que reforçaram a necessidade de construção de políticas públicas voltadas para o equilíbrio ambiental, a justiça social e o crescimento sustentável.

O presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas, ressaltou a gravidade da situação climática no estado. “Só o governo federal investiu quase 115 bilhões de reais. As mudanças dos climas estão aí, e quem mais sofre é a população mais vulnerável, quem perde os seus bens. Precisamos de mais políticas públicas que pensem nisso”, afirmou.

Durante sua fala, o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, fez uma crítica contundente ao governo estadual, destacando a importância da educação ambiental. “Passamos por uma enchente, um colapso ambiental e nada foi feito. Temos estudantes com menor poder aquisitivo que até hoje não têm suas escolas reconstruídas, ou seja, têm que se locomover para outras escolas. Porque as instituições de ensino que foram afetadas pelas águas o Estado esqueceu e não dá uma satisfação para a sociedade”, afirmou.

Na oportunidade, foi apresentada a Plataforma Digital Pacto RS 25, que tem como objetivo permitir o acesso remoto da população, ampliando a participação cidadã através de sugestões e apoio a propostas. Um espaço de transparência para que qualquer pessoa possa contribuir.

>> O debate também contou com contribuições de especialistas e autoridades:

João Mendes da Rocha Neto, diretor do Departamento de Políticas de Desenvolvimento Regional e Ordenamento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MIDR), alertou: “A situação no Rio Grande do Sul tem piorado e isso tem nos preocupado. Temos o aumento da desigualdade social, o empobrecimento da população e o RS está entre os piores quadrantes de perda de população e envelhecimento”.

Izete Pango Bagolin, economista, professora e integrante do PUC/RS Data Social: Laboratório de Desigualdades, Pobreza e Mercado de Trabalho, analisou o tema “As desigualdades sociais no RS”: “Para se ter a solução das desigualdades sociais, precisamos fazer o que vocês estão propondo aqui, que é escutar a população. O nosso olhar é por uma igualdade social de oportunidade, que respeite as diferenças das pessoas, que elas sejam parte desse crescimento”.

Cíntia Agostini, vice-reitora da Universidade do Vale do Taquari (Univates) e presidente do CODEVAT, alertou: “Nós perdemos muitas vidas e eu falo de uma região fortemente atingida. Essas pessoas mais pobres estão, sim, mais próximas do rio e de onde aconteceram os deslizamentos e essas pessoas estão sem casa até hoje. Esse Pacto tem que ter a participação de todos para que tenhamos uma sociedade mais igualitária socialmente”.

Rafa Rafuage, ativista do movimento hip hop`, ressaltou: “É importante que a gente entenda que o desenvolvimento sustentável passa pela ponta, pelos governantes e que, muitas vezes, por não ter políticas públicas, acabam perdendo investimentos. É fundamental que nesse Pacto a gente tenha um olhar para essas entidades sociais e culturais que estão junto nesse processo”.

O CPERS reafirma seu compromisso com o debate público qualificado e com a construção de alternativas que garantam condições adequadas para as escolas, bem como a valorização das(os) professoras(es) e funcionárias(os) da rede pública.

>> Confira mais fotos do evento: 

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Entre os dias 8 e 10 de setembro, o CPERS se fez presente no 5º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), realizado no Sindicato dos Bancários, em Fortaleza (CE).  Na ocasião, o Sindicato foi representado pelo diretor da Comissão de Comunicação da entidade, Leonardo Preto Echevarria.

O evento reuniu representantes de diversas regiões do país com o propósito de discutir os rumos da comunicação no Brasil e fortalecer a luta por uma mídia mais democrática. A programação foi estruturada em três painéis centrais: “A luta pela democratização da comunicação: qual o projeto para o Brasil?”, “Enfrentando as grandes plataformas: regulação e soberania” e “A luta das trabalhadoras e dos trabalhadores em tempos de inteligência artificial”. Além disso, foram eleitas a nova Coordenação Executiva, o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal para o período de 2025 a 2027.

O encontro foi fundamental, pois o CPERS foi novamente reconduzido para o Conselho Deliberativo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), fortalecendo sua participação ativa na construção e defesa de políticas públicas que promovam a democratização da comunicação no país. Essa inclusão representa um marco significativo para ampliar a voz das trabalhadoras(es) da educação.

Representando entidades nacionais e os comitês regionais, o Conselho definiu sua composição, para a Região Sul, com a indicação de Leonardo Preto Echevarria (CPERS) pelo Rio Grande do Sul.

Dentre as ações definidas estão em destaque a luta por uma comunicação plural, combatendo o monopólio dos meios de comunicação e as práticas abusivas das grandes empresas de tecnologia, defesa da regulamentação das plataformas digitais, fortalecimento da mídia  independente e comunitária, além da articulação com movimentos sociais em  defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos humanos.

Preto, diretor da Comissão de Comunicação do CPERS, ressaltou a relevância do encontro, especialmente diante do cenário atual de desinformação. Para ele, o momento foi essencial para fortalecer a luta por uma comunicação democrática, soberana e a resistência à manipulação da informação.

“A importância do encontro, em meio à escalada da desinformação constante, é fundamental para reafirmar o papel da comunicação como instrumento de diversidade, fortalecimento da mídia independente e resistência à ingerência estrangeira em nossas questões. O principal legado desse encontro é a união de diversas entidades do campo da comunicação, movimentos sociais e sindicatos na busca por uma comunicação popular, livre e democrática”, afirmou o dirigente. 

Ao integrar esse lugar estratégico, o CPERS reforça mais uma vez seu papel ativo na defesa da democracia, bem como sua relevância na difusão crítica e reflexiva da informação e do conhecimento, enfrentando o monopólio da informação e as desigualdades no acesso à comunicação.

Foto: FNDC

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Entre os dias 10 e 11 de setembro, o CPERS, representado pela presidente Rosane Zan, participou do seminário “O Mundo do Trabalho e o Acordo Mercosul-União Europeia”, realizado na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR). O evento, promovido pela Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), reuniu trabalhadoras(es), empregadoras(es) e representantes de governos para debater os impactos do acordo sobre a integração regional, a economia e os direitos trabalhistas.

A atividade teve como foco o processo de negociação do acordo entre os blocos e os impactos nos direitos do trabalho e nas(os) trabalhadoras(es) do bloco sul-americano. Em alusão aos 10 anos da Declaração Sociolaboral do Mercosul, o encontro também debateu como a cidadania regional e o trabalho serão afetados pelo Acordo.

O evento contou com três mesas que debateram os seguintes temas: “O Processo de Negociação do Acordo e o Impacto no Trabalho”, “Perspectivas de análises sobre o acordo” e “Visões Tripartite do Acordo União Europeia-Mercosul”.

Para o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, que também acompanhou o seminário, o Mercosul, desde sua criação, enfrenta dificuldades de integração, especialmente na área aduaneira e trabalhista. Para ele, o acordo firmado com a União Europeia pode aprofundar desigualdades e trazer sérias consequências para as(os) trabalhadoras(es).

“O próprio Mercosul ainda não corresponde ao que deveria ser, e já temos obstáculos importantes, como os problemas na integração aduaneira e a falta de diálogo no campo trabalhista. O acordo com a União Europeia, da forma como está posto, nos coloca numa relação desigual: nós oferecemos produtos primários, como carne, grãos e minérios, enquanto eles entram com tecnologia, veículos, produtos farmacêuticos e serviços”, alertou Amarildo.

Segundo o dirigente, essa lógica ameaça transformar o Brasil e os demais países do bloco em meros exportadores de commodities, o que enfraquece a indústria regional e coloca em risco milhares de empregos. “Estamos preocupados porque o acordo pode gerar desemprego no Mercosul. Precisamos discutir com os trabalhadores e também com os sindicatos europeus como buscar maior equidade nessas relações, sem cair numa visão neocolonialista”, acrescentou.

Na ocasião, o CPERS e a CUT-RS reafirmaram que a integração regional deve ser pautada pela defesa da soberania, da indústria e dos empregos, e não por uma abertura comercial que privilegie o capital estrangeiro em detrimento das(os) trabalhadoras(es) da América Latina.

Ao final do seminário, foi elaborada uma carta conjunta do movimento sindical, reunindo centrais de todos os países do bloco, como a CUT, a CTA do Uruguai e do Paraguai, entre outras, com o objetivo de apresentar uma posição unificada diante das negociações.

Informações: CUT-RS

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O CPERS convida toda a categoria — professoras(es), funcionárias(os) e especialistas, da ativa e aposentadas(os) —, estudantes e comunidade escolar para participar de uma Aula Pública sobre os rumos da educação no Rio Grande do Sul.

No dia 23 de setembro, na Praça da Matriz, vamos debater como a chamada “escola meritocrata” defendida pelo governador Eduardo Leite (PSD), pela secretária da Educação, Raquel Teixeira, pelo vice-governador, Gabriel Souza (MDB), e pela base aliada do governo na Assembleia Legislativa ameaça o direito à educação pública de qualidade e precariza o trabalho docente.

Para o CPERS, essa lógica meritocrática ignora desigualdades, aumenta a pressão sobre as(os) trabalhadoras(es) e desconsidera que educação pública de qualidade exige investimento estrutural, valorização da carreira e condições dignas de trabalho.

> Palestrantes:

> Natália Gil: Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), professora na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenadora do grupo de pesquisa “HISTEB – História da escolarização no Brasil: políticas e discursos especializados”.

> Mateus Saraiva: Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor na Faculdade de Educação (FACED/UFRGS) na área da Política e Gestão da Educação.

> Mediação: Rosane Zan, presidente do CPERS.

Venha fortalecer essa luta! Educação pública de qualidade se faz com valorização, investimento e democracia, não com metas excludentes e políticas meritocráticas!

O quê? Aula Pública do CPERS: a escola meritocrata de Leite, Raquel e Gabriel
Quando? 23 de setembro, às 9h
Onde? Praça da Matriz – Porto Alegre

Você também poderá acompanhar o evento ao vivo nas redes do CPERS!

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Nesta quarta-feira (10), a diretora da Comissão de Educação do CPERS, Andréa da Rosa, acompanhada das representantes do 6º Núcleo do Sindicato (Rio Grande), Silvana Monteiro Damasceno (vice-diretora) e Flávia Gonzales (diretora), participou do 10º Congresso Municipal de Educação (COMED). Com o tema “Caminhos da Educação para o próximo decênio: desafios das políticas públicas educacionais”, o evento foi realizado no CIDEC-SUL/FURG, em Rio Grande. 

O encontro reuniu profissionais da educação, comunidade escolar e sociedade civil para discutir os rumos da educação no município e contribuir para a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE) 2024-2034. 

Consolidado como espaço de diálogo e construção coletiva, o COMED, nesta edição, contou com conferências, plenárias e debates organizados em 11 eixos temáticos, que vão desde a Educação Infantil até questões relacionadas à inclusão e à diversidade. 

A diretora Andréa integrou o debate sobre o Eixo 9, que tem como tema o Financiamento da Educação, com foco na gestão, transparência e controle social. No espaço, foi analisado o PL 2614/2024 (trata sobre o PNE 2024-2034), atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Andréa destacou e defendeu as emendas apresentadas pela CNTE, ressaltando que o eixo trata da valorização profissional, carreira e condições de trabalho das(os) educadoras(es). 

“É um evento muito importante porque estamos debatendo o Plano Nacional de Educação, que exigirá de cada município a elaboração do seu Plano Municipal e, do nosso estado, a construção do Plano Estadual para o próximo decênio. Por isso, é fundamental nossa participação nesses espaços de diálogo com a categoria, a comunidade escolar, a sociedade civil e os movimentos sociais”, destacou Andréa. 

Na abertura, o presidente da CNTE, Heleno Araújo, e a reitora da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Suzane Gonçalves, trouxeram reflexões sobre os caminhos da educação e os desafios das políticas públicas para os próximos dez anos. 

O CPERS seguirá presente em todos os espaços de debate, reafirmando seu compromisso com uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade social, construída coletivamente e pautada pela defesa da valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação e do direito de todas e todos à aprendizagem. 

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Gastar dois dos doze salários anuais apenas com transporte para chegar ao trabalho. Essa é a realidade de muitas(os) educadoras(es), que, em maior ou menor medida, precisam tirar do próprio — e já esvaziado — bolso para conseguirem chegar nas escolas da rede estadual.

O dado é apresentado pela economista Anelise Manganelli, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No documento elaborado pelo Escritório Regional do Órgão, ficam evidenciados dados que revelam as falhas — muitas vezes absurdas — na forma como o governo Eduardo Leite (PSD) calcula o auxílio-transporte. O estudo, que inclui um levantamento sobre as condições para o recebimento, abrangência, forma de pagamento, valores concedidos, fórmula de cálculo e eventual contrapartida das(os) servidoras(es), em várias redes estaduais brasileiras, demonstrou que não há nenhum outro estado com uma política tão prejudicial às(aos) servidoras(es).

Tarifa de referência é baixa e singularidades de cada região são ignoradas

O ponto de partida dessa história tem como base o cálculo do auxílio-transporte: o governo do Estado utiliza como referência para todas(os) as(os) trabalhadoras(es) da rede estadual do RS a tarifa de ônibus de Porto Alegre, que é de R$ 5, ignorando a singularidade de cada região.

>> Clique aqui para conferir o estudo completo!

Conforme aponta o Dieese, essa tarifa é baixa se comparada ao que é cobrado em diversas cidades do interior do RS, onde o valor pode ultrapassar R$ 15, em caso de linhas intermunicipais. A partir daí, começa a fluir uma cascata de erros que se acumulam, levando por água abaixo o pouco de dinheiro que resta no bolso dessas(es) servidoras(es). 

No Rio Grande do Sul, ao final de um mês com 22 dias úteis, o somatório desses passes fecha um valor irrisório de R$ 220 reais. No Paraná, este auxílio é de R$ 520 para quem trabalha 20h semanais, e de R$ 377 no caso do Rio de Janeiro, e em ambos os casos sem desconto de contrapartida no contracheque das(os) servidoras(es).

Para além desses estados, onde o valor do vale é fixo, existem aqueles onde o valor é calculado com base na necessidade da(o) servidora(or), método de cálculo que se aproxima mais do ideal.

Situação é agravada por descontos

Além do valor abaixo do pago nacionalmente, o auxílio-transporte das(os) educadoras(es) do RS sofre um desconto que, em alguns casos, reduz para próximo de zero o valor recebido. Isso porque o Estado desconta 4% do salário para o vale-transporte, mas considera para a base de cálculo a remuneração total dessas pessoas, deixando de lado apenas certas gratificações e algumas das verbas temporárias.

O documento do Dieese destaca ainda a inclusão de gratificações como a de direção ou o adicional do local de exercício como alguns desses valores que, no caso do RS, passam a fazer parte do cálculo total desse desconto, enquanto na maior parte dos estados a base de cálculo é o salário base e não o total da remuneração.

Conforme o levantamento do Dieese, com base em dados apurados através da Lei de Acesso à Informação (LAI), em média, as(os) educadoras(es) ficam com somente 33% do que lhes é pago a título de auxílio-transporte. Com base em estudo anterior, o Departamento identificou que em 2019 esse desconto era de 39,4%, em 2023 de 57,8% e em 2024 de 57,3%, atingindo 66% neste ano de 2025. Ou seja, de 100% – do valor insuficiente – que o governo paga às(aos) trabalhadoras(es), 66% quem banca é a(o) própria(o) trabalhadora(or).

Observando o gráfico acima, é possível constatar que, mesmo que o valor da passagem de referência tenha sido reajustado, como aconteceu nos últimos anos, o governo Eduardo Leite (PSD) ainda foi capaz de diminuir a sua despesa com a concessão do auxílio. 

Salário baixo e passagem alta: pagar, com o pouco que se tem, para poder trabalhar

Almir Sodré Bastos, professor de Filosofia, possui duas matrículas na rede estadual, totalizando 60 horas. Ele reside na cidade de Pelotas e atua como docente em outros dois municípios, por isso, precisa se deslocar semanalmente para regiões distantes — e, em um desses casos, tem que ficar hospedado em outra cidade.

O valor que vem é muito baixo, não dá nem um quarto do que eu gasto, então eu tenho que botar dinheiro do meu bolso para ir trabalhar. E isso afeta bastante a minha vida, porque é um dinheiro que eu estou perdendo. Um dinheiro que eu poderia estar investindo no próprio aperfeiçoamento profissional, investindo em mim, na minha família, então faz muita falta, é um valor bastante alto que afeta, sim, o orçamento aqui, afirma Almir.

Todas as segundas-feiras, o professor se desloca para Arroio Grande, em um trajeto de 99 quilômetros, para lecionar no IEE Aimone Soares Carriconde. Como não há transporte público que leve o educador até o local em horário adequado para as aulas, o deslocamento é feito através de aplicativo de caronas. 

Com o custo alto desse transporte, cerca de R$ 50, o professor opta por ficar em Arroio Grande durante os três dias em que dá aulas na localidade. Já nas quartas-feiras, ao final do dia, Almir retoma o aplicativo de caronas para voltar para Pelotas.

Nas quintas e sextas-feiras, o compromisso é na EEEM Arroio do Padre, situada no município de Arroio do Padre, a 47 quilômetros do bairro onde reside, em Pelotas. Para chegar até a escola, o educador depende dos ônibus intermunicipais, gastando R$ 35 para ir e outros R$ 35 para voltar.

Ao todo, são mais de R$ 700 gastos por mês somente no traslado, já que além das caronas e dos ônibus intermunicipais, o professor ainda precisa se deslocar até a rodoviária, por exemplo. Com uma quilometragem de quase 400 quilômetros semanais somente para trabalhar, dormindo dois dias por semana fora de sua residência, a fala de Almir traz um peso e um desânimo, “é muito do meu salário”, comenta ele sobre a quantia gasta em transporte.

Vale destacar que, além do caso do Almir, existem milhares de outras(os) educadoras(es) em situações parecidas ou até mais complexas do que a abordada nesta reportagem, com servidoras(es) tendo que arcar com custos de pedágio, enfrentar dificuldades em escolas nas zonas rurais, entre outros desafios.

Solução é simples e passa pelo Fundeb

Além de identificar diversos problemas na concessão do auxílio-transporte, no estudo, o Dieese também apresenta uma saída: utilizar o Fundeb, já que, legalmente, o auxílio-transporte pode ser custeado com até 30% desses recursos, por ser uma verba indenizatória.

Com base na competência de maio de 2025, o valor total descontado das(os) servidoras(es) da educação a título de vale-transporte atingiu R$ 8,6 milhões, o que, em 12 meses, representa aproximadamente R$ 103 milhões. Segundo dados da CAGE/RS, no Demonstrativo de Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), o saldo disponível do Fundeb em junho de 2025 era de R$ 835 milhões, ou seja, para que o governo de Eduardo Leite (PSD) elimine o desconto do vale-transporte nos contracheques, seria necessário alocar apenas 1,03% desse montante disponível, comprovando, mais uma vez, que dinheiro tem, basta vontade política. 

Chega de malabarismos no contracheque, educadoras(es) precisam de valorização!

A desvalorização salarial das(os) educadoras(es) já é alarmante. Ao oferecer um auxílio-transporte insuficiente, o governador Eduardo Leite (PSD) impõe mais um peso a quem dedica a vida à educação pública e ao futuro das(os) filhas(os) da classe trabalhadora gaúcha.

Como apontado na reportagem, esse custo pode ultrapassar dois salários anuais em alguns casos, algo inaceitável em qualquer profissão, mas ainda mais grave em uma categoria que já enfrenta há anos salários defasados.

É urgente que o governador Eduardo Leite (PSD) reveja sua política de auxílio-transporte, um direito básico que vem sendo negado às(aos) trabalhadoras(es) da educação. O cálculo desse valor precisa ser atualizado, levando em conta a realidade de cada servidora(or) e de cada região do estado. Governador, nos permita trabalhar com dignidade!

Foto de capa: Joana Berwanger / Sul 21

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Você sabia que se associar ao CPERS garante uma série de benefícios exclusivos? 

Além de representar a categoria na luta por direitos e na defesa da escola pública, o CPERS oferece vantagens únicas que fazem a diferença no dia a dia das(os) suas(seus) associadas(os). Com uma ampla rede de convênios, assessoria jurídica especializada e apoio à saúde mental, o Sindicato auxilia as(os) trabalhadoras(es) da educação dentro e fora das escolas.

O CPERS mantém parcerias com instituições que oferecem benefícios exclusivos. Entre elas, destaca-se a Uniodonto, que garante valores diferenciados em planos de assistência odontológica.

Reconhecendo a importância do equilíbrio emocional para a qualidade de vida, o Sindicato oferece ainda apoio especializado na área da saúde mental. Profissionais qualificadas(os), como as psicanalistas Caroline Morais, Marileia Marchezan e Vera Kaminski, o psicólogo Leandro Walter e a terapeuta holística Carina Cansi atuam para ampliar o cuidado e suporte às(aos) associadas(os).

Outra grande vantagem é o serviço de hospedagem, disponível para todas(os) as(os) associadas(os) e seus dependentes. Situado no centro de Porto Alegre, o Alojamento do CPERS oferece acomodações de qualidade, com custos acessíveis e fácil acesso a hospitais, pontos turísticos e variadas opções de lazer na capital gaúcha. Além disso, os espaços contam com portaria 24 horas, garantindo mais segurança, tranquilidade e controle de acesso para sócias(os) e suas(seus) dependentes.

>> Cada quarto oferece:

  • Ar-condicionado individual, proporcionando conforto térmico em todas as estações;
  • Frigobar, ideal para armazenar alimentos e bebidas;
  • Banheiro com chuveiro, oferecendo mais privacidade e praticidade;
  • Conjunto de cama e banho renovado, com roupas de cama e toalhas em excelente estado;
  • Wi-Fi gratuito, disponível em todos os quartos, para garantir conectividade durante a estadia.

As reservas podem ser feitas através do e-mail reservas@cpers.org.br ou pelo telefone (51) 3254 6000 – opção 2, com sete dias de antecedência, respeitando o número máximo de sete diárias por mês.

Outro benefício que proporciona praticidade é a Cantina do CPERS, espaço reservado para as(os) associados(as) e seus acompanhantes, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 21h. O restaurante serve refeições caseiras por um preço acessível às(aos) educadoras(es). Em ambiente climatizado, o buffet livre dá direito a sobremesa, suco e duas variedades de carne, por apenas R$ 23,00 por pessoa.

O Espaço Cultural, próximo à Cantina, também é uma ótima opção. Ele conta com televisão, revistas e jornais para leitura, cinco computadores com acesso à internet, wi-fi gratuito, água quente para chimarrão e bebedouro.

O CPERS também prioriza a cultura e a literatura. Por isso, ao se associar, você terá acesso à Biblioteca Hilda Formel, um espaço pensado para oferecer conforto e incentivar a leitura. Com um acervo variado disponível às(aos) associadas(os), o local foi projetado para ser uma extensão do lar, contando com poltronas confortáveis, mesas adaptadas para cadeirantes e ambiente climatizado. Além disso, dois computadores de última geração estão à disposição para pesquisas e consultas online, reforçando o compromisso com o acesso ao conhecimento e às tecnologias da informação.

Se você ainda não é sindicalizada(o) e deseja usufruir dessas e outras vantagens, associe-se agora mesmo clicando aqui!

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No dia 3 de outubro (sexta-feira), educadoras e educadores de todo o Rio Grande do Sul, sócias e sócios do CPERS, nomeadas(os) ou contratadas(os), da ativa ou aposentadas(os), têm um compromisso fundamental com a sua história de luta: a Assembleia Geral de Mobilização do Sindicato, que acontece na Casa do Gaúcho (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 303), em Porto Alegre, com 1ª chamada às 13h30 e 2ª chamada às 14h.

O encontro será um espaço de debate e deliberação sobre temas urgentes que impactam diretamente a vida da categoria e a defesa da escola pública. Entre as pautas que estarão em discussão, destacam-se:

> Resistir aos ataques do governo Leite/Raquel/Gabriel: a política de cortes de direitos e a precarização das condições de trabalho vêm fragilizando cada vez mais a educação pública. É hora de organizar a resistência coletiva contra esse projeto noeliberal que desvaloriza professoras(es), funcionárias(os) e especialistas;

> Revisão da pauta de reivindicações da categoria: a luta por salário digno, condições adequadas de trabalho e valorização da carreira precisa ser atualizada diante dos novos desafios. A Assembleia Geral é o espaço onde a categoria, unida, define suas prioridades e estratégias para avançar;

> Defesa da democracia e da soberania nacional: em um cenário político marcado por retrocessos e ameaças a direitos sociais, a Assembleia também será um momento para reafirmar o compromisso da categoria com a democracia, a justiça social e a soberania do Brasil;

> Referendo das(os) delegadas(os) para o Congresso Nacional da CNTE: a categoria também deliberará sobre sua representação no maior espaço nacional de debate da educação pública, fortalecendo a voz das(os) educadoras(es) gaúchas(os) no cenário nacional.

A participação de cada sócia e sócio do CPERS — seja da ativa ou aposentada(o), nomeada(o) ou contratada(o) — é essencial para construir coletivamente os próximos passos da luta. “É na unidade e na presença de todas e todos que conseguimos transformar indignação em força de mobilização”, ressalta a presidente do CPERS, Rosane Zan.

E atenção: em preparação para a Assembleia Geral, estão sendo realizadas Assembleias Regionais nos núcleos do CPERS, garantindo que as vozes da base cheguem com ainda mais força às deliberações do dia 3 de outubro.

Confira, abaixo, o calendário completo das Assembleias Regionais e mobilize-se:

ASSEMBLEIAS REGIONAIS DOS NÚCLEOS DO CPERS
DATA CIDADE/NÚCLEO HORÁRIO LOCAL
11/09 Soledade (28º Núcleo) 14h Sede do Núcleo (R. Maurício Cardoso, 717, Salas 103 e 104, Centro – Soledade)
11/09 Santiago (29º Núcleo) 17h Sede do Núcleo (R. Barão do Rio Branco, 398, Centro – Santiago)
12/09 Santana do Livramento (23º Núcleo) 17h30min Sala Cultural Professor Francisco Pereira Alves (R. dos Andradas, 682, Centro – Santana do Livramento)
12/09 São Luiz Gonzaga (33º Núcleo) 16h Sede do Núcleo (R. Padre Miguel Fernandes, 1434, Centro – São Luiz Gonzaga)
15/09 Bento Gonçalves (12º Núcleo) 13h30min Sede do Núcleo (Av. Presidente Costa e Silva, 305, Planalto – Bento Gonçalves)
15/09 Santa Cruz do Sul (18º Núcleo) 17h Sindicato dos Bancários (R. 7 de Setembro, 489 – Santa Cruz do Sul)
15/09 Cerro Largo (36° Núcleo) 14h Sede do Núcleo (R. Sete de Setembro, 320, Sala 02 – Centro – Cerro Largo)
16/09 Caxias do Sul (1° Núcleo) 18h Sede do Núcleo (R. Moreira Cesar, 2712, sala 21, Centro – Caxias do Sul)
16/09 Erechim (15° Núcleo) 14h Sede do Núcleo (R. Marechal Rondon, 55, Centro – Erechim)
17/09 Uruguaiana (21º Núcleo) 17h Sede do Núcleo (Av. Duque de Caxias, 1542, Sala 16, Galeria Alfa, Centro – Uruguaiana)
17/09 Três de Maio (35º Núcleo) 13h30min Sede do Núcleo (Av. Uruguai, 369, Sala 104, Centro – Três de Maio)
18/09 Frederico Westphalen (26º Núcleo) 14h Sede do Núcleo (R. Miguel Couto, 292, Centro – Frederico Westphalen)
19/09 Santo Ângelo (9º Núcleo) 15h Sede do Núcleo (R. Marquês do Herval, 2322, Centro – Santo Ângelo)
19/09 Guaíba (34º Núcleo) 10h30min Sede do Núcleo (R. Santa Catarina, 105, Sala 102 – Parque 35 – Guaíba)
22/09 Vacaria (30º Núcleo) 17h30min Sede do Núcleo (R. Júlio de Castilhos, 872, Centro – Vacaria)
22/09 Bagé (17° Núcleo) 16h Sede do Núcleo (R. Dr. Veríssimo, 100, Centro Histórico – Bagé)
23/09 Pelotas (24º Núcleo) 15h Sindicato da Alimentação (R. Almirante Barroso, 3124, Centro – Pelotas)
23/09 Porto Alegre (38º Núcleo) 13h30 Auditório do CPERS (Av. Albeto Bins, 480, Centro – Porto Alegre)
23/09 Montenegro (5° Núcleo) 18h Auditório da EET São João Batista (R. João Pessoa, 1468 – Centro, Montenegro)
23/09 Santa Rosa (10° Núcleo) 16h Auditório do IEE Visconde de Cairu (R. Júlio Fehlauer, 301 – Centro – Santa Rosa)
23/09 Palmeira das Missões (40° Núcleo) 14h30min Sede do Núcleo (R. Gal. Fermino, 288, Centro – Palmeira das Missões)
23/09 Ijuí (31° Núcleo) 16h SINPRO/Noroeste (R. Sete de Setembro, 720 – Centro, Ijuí)
23/09 Lagoa Vermelha (25º Núcleo) 14h Sede do Núcleo (Av. Benjamin Constant, 1900, Centro – Lagoa Vermelha)
24/09 Passo Fundo (7º Núcleo) 16h Sede do Núcleo (R. Antônio Araújo, 253, Centro – Passo Fundo)
24/09 São Leopoldo (14° Núcleo) 17h30min Sede do Núcleo (R. Thomas Flores, 49, Morro do Espelho – São Leopoldo)
24/09 Osório (13° Núcleo) 14h Sindicato dos Bancários (R. Barão do Rio Branco, 01 – Centro, Osório)
24/09 São Gabriel (41° Núcleo) 18h Sede do Núcleo (R. Cel. Tristão Pinto, 513, sala 118 (térreo) – São Gabriel)
24/09 Alegrete (19° Núcleo) 17h Sede do Núcleo (R. General Sampaio, 984, sala 204, Centro – Alegrete)
25/09 Cachoeira do Sul (4º Núcleo) 18h Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha (R. Sete de Setembro, 1121 – Centro – Cachoeira do Sul)
25/09 Carazinho (37º Núcleo) 15h30min Sindicato dos Bancários (R. Venâncio Aíres, 338 – Centro – Carazinho)
25/09 Rio Grande (6º Núcleo) 17h Auditório do SINTERG (R. Andradas, 571 – Centro – Rio Grande)
25/09 Camaquã (42° Núcleo) 17h45min Sede do Núcleo (R. Marechal Floriano, 599, Centro – Camaquã)
25/09 Cruz Alta (11° Núcleo) 15h Sede do Núcleo (R. Coronel Martins, 779, São Miguel – Cruz Alta)
25/09 Gravataí (22° Núcleo) 18h SIMA (Av. Wenceslau Fontoura, 105 – Nova Americana – Alvorada)
25/09 São Borja (16° Núcleo) 15h30min Auditório do CE Getúlio Vargas (Av. Pres. Vargas – Pirahy, São Borja)
26/09 Canoas (20º Núcleo) 17h Sede do Núcleo (R. Gonçalves Dias, 67 – 3° Andar – Sala 301 – Canoas)
26/09 Três Passos (27º Núcleo) 15h Local a definir
26/09 Estrela (8° Núcleo) 14h CE Presidente Castelo Branco – Castelinho (R. Bento Gonçalves, 291 – Centro, Lajeado)
26/09 Santa Maria (2° Núcleo) 17h30min Auditório da EEEM Professora Maria Rocha (R. Conde de Porto Alegre, 795 – Centro, Santa Maria)
26/09 Guaporé (3° Núcleo) 16h30min Sede do Núcleo (Av. Mons. Scalabrini, 928, Centro – Guaporé)

SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados  aprovou, na terça-feira (02), o projeto de lei 9674/18 que institui a Semana Nacional de Conscientização, Prevenção e Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).

O texto propõe que o evento seja realizado anualmente, na segunda semana de abril, em escolas de ensino fundamental e médio das redes pública e privada. Atualmente, o Dia Nacional de Combate ao Bullying é celebrado em 7 de abril, conforme a Lei 13.185/15.

De acordo com Rosilene Côrrea, secretária de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), toda iniciativa para melhorar o ambiente escolar é bem-vinda, mas é preciso mais do que um dia ou uma semana. “É necessário que as escolas tenham práticas pedagógicas no dia a dia, permeando as ações diárias. É preciso pensar em mudanças para além dos muros das escolas”, explica a secretária.

A nova semana vai reforçar o combate ao bullying, mas segundo a secretária de Finanças da CNTE, as desigualdades acabam estimulando outras ações negativas no ambiente escolar. “O Brasil vive uma influência de comportamentos ultraconservadores, na linha do fundamentalismo, são muito preconceitos sendo reforçados. Quando não se respeita a diversidade na sociedade, quando não se combate o racismo, temos o bullying como consequência”, afirma Rosilene Côrrea.

Ações obrigatórias para as escolas
A proposta aprovada prevê que as instituições de ensino deverão criar grupos permanentes de combate ao bullying, com atuação de profissionais de diferentes áreas.

Ainda segundo a secretária de Finanças da CNTE, não podemos desconsiderar o papel fundamental e indispensável da educação. “O mundo virtual influencia muito e repercute dentro da sala de aula, nas relações cotidianas. Por isso, é tão importante ter políticas públicas adequadas e aliadas a uma regulamentação da internet. É a soma de forças contra o bullying”, conclui Rosilene.

Próximos passos legislativos

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será encaminhada para análise da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (da Câmara dos Deputados). Para se tornar lei, ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: CNTE 

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Nesta terça-feira (9), o 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Departamento de Educação do Sindicato, Edson Garcia, recebeu a visita da presidente da Associação dos Supervisores de Educação do Rio Grande do Sul (Assers) e representante da Ação Formativa – Rede Nacional de Inspetores, Supervisores e Orientadores, Nina Ventimiglia. O encontro simboliza o fortalecimento da parceria entre as entidades na luta por uma educação pública de qualidade.

Durante a visita, Nina entregou oficialmente o livro com os Anais do 2º Congresso Nacional de Formação (CONNAFOR), realizado em Porto Alegre, em 2024. O material reúne debates e reflexões fundamentais sobre os rumos da supervisão educacional e sua contribuição para o desenvolvimento pedagógico das escolas.

Edson destacou a relevância do encontro para a construção coletiva em torno de uma educação mais democrática e inclusiva: “Considero a visita da presidente da ASSERS, Nina Ventimiglia, como estruturante na luta que fazemos por uma educação com mais qualidade, liberdade e atualização. Ter supervisoras e supervisores com formação dentro das escolas faz toda a diferença para os processos que envolvem a comunidade escolar”, asseverou.

Já Nina ressaltou a importância da aproximação entre as entidades, especialmente no contexto atual de debates sobre os rumos da educação nacional: “Para a supervisão do Rio Grande do Sul, é fundamental fortalecer o canal com o CPERS. Estamos em um momento de debate e busca de visibilidade, pois os profissionais da educação previstos no inciso II do artigo 61 da LDB estão sendo invisibilizados no projeto de educação em curso no estado”.

O CPERS reafirma que a valorização da supervisão educacional é um passo essencial para garantir maior qualificação pedagógica e transformação real nos ambientes escolares, reconhecendo o papel estratégico das supervisoras e supervisores na articulação entre docentes, estudantes e comunidade escolar.

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