Neste 19 de setembro, celebramos os 104 anos do Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire.

Professor, escritor e pesquisador, Freire se consagrou no Brasil e no mundo afirmando a educação como uma ferramenta de transformação social e ato de liberdade. Ainda hoje se mantém como o brasileiro com mais títulos de Doutor Honoris Causa. Ao todo, são 41 instituições de ensino que lhe concederam a honraria. 

Natural de Fortaleza (PE), Freire nasceu em uma família de classe média e desde sempre se sensibilizou com as mazelas vividas ao seu redor. Movido pelo amor à vida e pela crítica às desigualdades produzidas pelo capitalismo, Paulo Freire escreveu obras importantes que repensam a relação entre quem ensina e quem aprende. Para ele, as(os) educandas(os) não deveriam ser vistos como receptores passivos de informação, mas como pessoas ativas no processo de aprendizagem. Ele criticava o modelo tradicional de educação, onde o conhecimento é simplesmente “depositado” nas(as) alunas(os), e defendia uma troca entre educadoras(es) e estudantes, valorizando a experiência de ambos. Assim, a educação se tornaria uma ferramenta de desenvolvimento da consciência crítica. 

Suas obras se tornaram referência internacional em educação. A experiência mais destacada é a de Angicos, no Rio Grande do Norte, quando, em 1963, cerca de 300 trabalhadoras(es) foram alfabetizadas(os) em 40 horas de estudos.  Naquele ano, a taxa de analfabetismo no Brasil era maior do que 40%. Pelo êxito após esse experimento, o então ministro da Educação, Darcy Ribeiro, recomendou a Paulo Freire que concebesse o futuro Programa Nacional de Alfabetização. Uma das metas era alfabetizar 1,8 milhão de pessoas, no primeiro ano, com o “Sistema Paulo Freire”. Com o golpe civil-militar de 1964, Freire foi preso e o Plano Nacional de Alfabetização foi extinto. 

Experiência em Angicos (RN), quando 300 trabalhadoras(es) foram alfabetizadas(os) em 30 horas. Fonte: Acervo do Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire.

Contudo, o educador não abandonou a luta. Seu livro mais lido, “Pedagogia do Oprimido”, foi traduzido para 25 línguas, tornando-se uma referência global na educação popular. Sua obra e vida inspiram educadoras(es) no mundo inteiro a lutar por uma educação humanizadora e transformadora, que esteja a serviço da classe trabalhadora. 

Hoje, o CPERS homenageia Paulo Freire, cuja trajetória nos inspira e fortalece nosso compromisso com a luta em defesa da educação pública. Seu legado seguirá vivo na memória de todas(os) que ousam transformar a realidade que nos desafia. Como ele mesmo afirmou: “o educador se eterniza em cada ser que educa”. Seguiremos firmes, porque educar é também transformar!

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Nesta quarta-feira (17), foi realizado, em Brasília, o III Encontro Regional em Defesa da Educação Pública. O evento reuniu especialistas, gestoras(es) públicas(os) e representantes da sociedade civil para debater os rumos da educação no Brasil e no cenário internacional, promovendo o diálogo em busca de soluções para os desafios do setor.

O CPERS esteve presente no encontro, representado pela presidente Rosane Zan, o 1° vice-presidente Alex Saratt, o 2° vice-presidente Edson Garcia e os diretores Guilherme Bourscheid,  Luiz Henrique Becker e Vivian Zamboni.

Na abertura da mesa, o presidente da CNTE, Heleno Araújo, destacou a relevância do seminário: “A CNTE realiza o Congresso Nacional da Confederação a cada quatro anos e debatemos a conjuntura internacional, como isso reflete na nossa atuação, como estamos em nosso país. O Seminário tem o objetivo de avaliar esses últimos quatro anos, as nossas ações e nos prepararmos para os anos que virão”, afirmou Heleno.

Ainda na fala de abertura, Araújo afirmou ser essencial a atuação conjunta das(os) professoras(es), sindicatos e das instituições. “Precisamos pensar coletivamente, fazer um estreitamento das ações. A Inteligência Artificial, a escassez de professores, as guerras, tudo isso tem afetado muito a educação e é preciso levantar caminhos e ações, de forma conjunta”, explicou o presidente da CNTE.

Entre os diversos temas abordados, destacaram-se a defesa da democracia, o reconhecimento das educadoras(es) e a urgente necessidade de ampliar os investimentos na educação. Essas pautas foram o foco principal do painel Frente Nacional e Internacional de Lutas.  

A partir dos debates realizados no encontro, foi elaborada a Carta de Brasília, documento que sintetiza os compromissos da categoria diante dos desafios atuais.

>> Clique aqui para conferir a íntegra da Carta de Brasília

A Carta reafirma a defesa da soberania e da democracia no Brasil e no mundo, condenando os ataques antidemocráticos, incluindo os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e seus responsáveis. Além disso, defende o fortalecimento do multilateralismo e de instâncias como o BRICS e o G20, e exige a proteção da educação pública, gratuita, democrática, laica e de qualidade. Por conseguinte, repudia a militarização escolar e os ataques aos currículos críticos e emancipadores, e reafirma a necessidade de fortalecer sindicatos como instrumentos de resistência e mobilização.

O texto encerra com uma declaração contundente: “Não à anistia de Jair Bolsonaro e de todos os golpistas do 8 de janeiro de 2023.”

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A força e a esperança de um mundo melhor através da educação pública estiveram em destaque em mais uma edição regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, realizada nesta quarta-feira (17), em Carazinho(37° Núcleo).

O encontro, marcado por ricas trocas e aprendizados, aconteceu na EEEM Cônego João Batista Sorg, onde 10 projetos da comunidade escolar da região foram apresentados com dedicação e excelência, resultado de muito preparo e empenho.

Na abertura dessa edição Regional, a diretora da Comissão de Educação do CPERS, Andréa da Rosa, reafirmou o compromisso da direção estadual com a valorização do fazer pedagógico: “A gente costuma ver o Sindicato sempre como aquele instrumento de luta, que batalha por valorização para os professores, para os funcionários, da ativa e aposentados, que faz a defesa da escola pública. Mas defender a nossa proposta pedagógica nas escolas também faz parte disso. Defender a nossa escola pública de qualidade passa por valorizar o que a gente faz de bom nas escolas.”

“Nós vivemos uma realidade de demanda sobre demanda, são planilhas, notas, recuperação, e aqui nesse espaço nós temos um tempo para parar, para escutar e conhecer novas experiências. Esse é um momento de interagir, mas também de fazer uma reflexão crítica do momento histórico que nós estamos vivendo”, declarou o diretor da Comissão de Educação, Elbe Belardinelli, que também acompanhou a atividade. 

Para Sandra Silveira, também diretora da Comissão de Educação do Sindicato, a Mostra Pedagógica reforça a importância das escolas públicas: “Nós estamos aqui hoje enquanto Sindicato para reconhecer e valorizar, mas também para mostrar para a sociedade o que é construído lá no chão da escola, com muita qualidade, com muito carinho e com muito trabalho dos professores, funcionários e toda a comunidade escolar. Então, estão todos de parabéns e eu estou muito feliz de estar aqui hoje também”, reforçou a dirigente. 

A transformação da realidade com consciência social e ecológica

O conjunto de projetos apresentados nesta etapa regional da Mostra Pedagógica trouxe à tona temas de grande relevância para a sociedade contemporânea.

O trabalho “Energias renováveis e não renováveis”, desenvolvido pela EEEF Érico Veríssimo, de Carazinho, promoveu a criação de grupos, a organização de aulas e a elaboração de experimentos para estimular o debate sobre a matriz energética, ampliando a conscientização acerca desse desafio atual.

Na mesma direção, o projeto “Crise Climática e Crise de Informação: As Redes Sociais na Disseminação do Negacionismo Científico” analisou como a circulação de notícias falsas se torna um obstáculo para a construção da justiça climática no Brasil. Elaborado por estudantes e uma professora da IEE Júlia Billiart, de Chapada, o estudo chegou a uma conclusão essencial: as redes sociais exercem papel decisivo no enfrentamento das fake news.

Já o projeto “O Campo é Delas: vozes e luta das mulheres reais”, da EEPROCAR, de Carazinho, partiu do interesse das alunas em seguir a carreira agropecuária para mapear trajetórias de mulheres que conquistaram destaque no campo. Por meio de pesquisas e entrevistas, o trabalho destacou a importância da presença feminina em diferentes áreas e valorizou o protagonismo das mulheres também dentro da Mostra, onde todo o trabalho foi conduzido por elas.

A seleção de trabalhos apresentados na etapa regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, em Carazinho (37º Núcleo), reforça o que o Sindicato defende todos os dias: a educação pública gaúcha tem qualidade para alcançar a excelência e não fica atrás de nenhum outro lugar do mundo.

A cada Mostra, fica evidente que, se houvesse valorização e reconhecimento por parte do governador Eduardo Leite (PSD), a potência da nossa educação poderia florescer ainda mais, conquistando corações e mentes de alunas e alunos.

Representando o 37º Núcleo do CPERS, estiveram presentes na Etapa Regional: Adelia Menezes dos Santos (diretora-geral), Claudia Regina Schaffer (vice-diretora), Gelci Terezinha Quevedo Agne (secretária-geral), e as(os) diretoras(es) Liciane Terezinha Piasson, Maria Helena da Silva e Renan Mattos dos Santos.

Nesta edição, a comissão julgadora foi formada por: Emelda Anastacia Haubert, Elaine Madalena Weber Boscato e Maria Helena da Silva.

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados para a Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS:

> Ensino Fundamental (Anos Finais): 

Projeto: Energias renováveis e não renováveis
Escola: EEEF Érico Veríssimo

Projeto: A MAGIA DO MILHO: Da Semente à Espiga, Um Ciclo Sustentável
Escola: EEEF Israelina Martins Silveira

> Ensino Médio:

Projeto: BATALHA PELA MEMÓRIA: A Toponímia na Construção e Apagamento na Memória Coletiva Brasileira
Escola: IEE Júlia Billiart

Projeto: CRISE CLIMÁTICA E CRISE DE INFORMAÇÃO: As Redes Sociais na Disseminação do Negacionismo Científico
Escola: IEE Júlia Billiart

> Educação Profissional e Técnica: 

Projeto: O TRABALHO DA MULHER DO CAMPO
Escola: EEPROCAR

Projeto: O CAMPO É DELAS: voze e luta das mulheres reais
Escola: EEPROCAR

Projeto: IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO MERCADO DE TRABALHO: Desafios e Soluções para os Servidores
Escola: IEE Júlia Billiart

>> Acesse o link para conferir mais fotos:

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Na última quinta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que institui a Carteira Nacional de Docente no Brasil (CNDB). A medida tramitou no Congresso Nacional ao longo dos últimos meses e foi aprovada em agosto pela Câmara dos Deputados.

Com a sanção, a CNDB deve começar a ser emitida já no próximo mês, a partir do dia 15 de outubro, Dia Nacional do Professor.

O novo documento de identidade funcional, emitido pelo Ministério da Educação (MEC), dará às(aos) professoras(es) da rede pública e privada descontos em eventos culturais, como cinema, teatro e shows. Além disso, dará também desconto de 15% nas tarifas de diárias em hotéis credenciados, a partir da parceria firmada entre o MEC e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional).

Em recente nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) celebrou a conquista da CNDB como “uma iniciativa importante para o magistério no país”, mas a publicação da entidade reforça que “é importante que o MEC amplie essa política aos funcionários de escolas, que também educam e têm as mesmas necessidades dos professores”. 

Para o CPERS, a Carteira Nacional de Docente no Brasil é uma conquista por reconhecer o trabalho de milhões de professoras e professores em todo o país. No entanto, acompanhamos a exigência da CNTE de ampliar o benefício para TODA a categoria, afinal, sem funcionárias e funcionários, as escolas não funcionam.

O cadastro para emissão do documento já está disponível no site do Programa Mais Professores para o Brasil. Clique aqui e saiba mais!

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou a nova edição da Revista Retratos da Escola, que abrange o período de maio a agosto de 2025. Publicada pela Escola de Formação da CNTE (ESFORCE), a revista conta com mais de 400 páginas.

O editorial dessa edição traz o tema “Um outro mundo é possível?” e aborda os desafios impostos pelo capitalismo neoliberal, tanto no Brasil quanto no mundo, e seus impactos no sistema educacional. O texto convida as(os) leitoras(es) a refletirem sobre o papel da educação diante dessas ameaças, através dos 27 textos que compõem a revista.

Além disso, a publicação traz um dossiê detalhado da CNTE sobre os efeitos da Nova Gestão Pública na educação básica brasileira. Também são apresentados relatos de experiências e reflexões sobre questões urgentes da educação. Entre os temas abordados estão a desestruturação do Ensino Médio, os riscos da educação domiciliar e do movimento Escola Sem Partido, práticas pedagógicas inovadoras, a marginalização de epistemologias indígenas e africanas nos cursos de filosofia, e a educação especial sob a ótica freiriana.

A nova edição da Revista Retratos da Escola reforça sua função como um ponto de resistência e reflexão crítica, destacando o papel essencial da educação como instrumento de transformação social. A publicação não só valoriza práticas pedagógicas inovadoras, mas também se posiciona contra políticas que colocam em risco a educação pública, promovendo um debate necessário sobre os rumos da escola e da sociedade.

>> Acesse o link e confira a edição completa: Revista Retratos da Escola v.19 n.44

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Na tarde desta terça-feira (16), a Universidade Federal de Santa Maria – Campus Palmeira das Missões foi palco de um encontro que reafirmou a potência da educação pública como espaço de encantamento, resistência e transformação social.

Educadoras(es), estudantes e a comunidade escolar da região do 40º Núcleo do CPERS protagonizaram a Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do Sindicato, celebrando a partilha de saberes, a criatividade e a valorização das práticas pedagógicas que sobrevivem, apesar das adversidades impostas pelo governo de Eduardo Leite (PSD).

Professoras(es), funcionárias(os) de escola e alunas(os) apresentaram quase 40 projetos concebidos no chão das escolas da rede pública estadual. 

A diretora da Comissão de Educação do CPERS, Andréa da Rosa, sublinhou a relevância histórica da iniciativa, que neste ano completa uma década desde sua primeira edição.

“Quero destacar o trabalho de mobilização e de organização desta Etapa Regional. É a maior até agora em número de trabalhos inscritos! Já tivemos Mostras grandiosas, mas a de hoje superou as expectativas. Tenho certeza de que será lembrada pela qualidade e pela criatividade dos projetos, como já percebemos na motivação de estudantes e educadores”, afirmou.

Em sua fala, Andréa rememorou os obstáculos enfrentados pela educação pública gaúcha ao longo desse período e enalteceu a dedicação das(os) profissionais que, mesmo diante de salários defasados e ataques sistemáticos, transformaram a escassez em potência criativa.

“Estamos na sexta edição, que carrega dez anos de história. Muitos colegas aqui presentes lembram bem do contexto de 2015: salários parcelados, atrasos e incerteza. Ainda assim, víamos educadores se desdobrando para criar trabalhos incríveis, com poucos recursos, mas com muito talento e dedicação. A Mostra Pedagógica segue sendo esse espaço de resistência, de valorização do nosso trabalho e de afirmação da importância da escola pública”, destacou.

Riqueza dos trabalhos apresentados

Questões centrais da contemporaneidade marcaram a Mostra. O futuro do planeta e a consciência ambiental ganharam corpo em iniciativas como “Mudanças Climáticas: o Planeta em Alerta”, da EEEM São João Batista, de Novo Barreiro, “Cidades do Futuro, inteligentes e sustentáveis”, da EEEM Venina Palma, de Palmeira das Missões, e “Rumo à COP: caminhos de sustentabilidade – reflorestamento e educação”, da EEEB Antônio João Zandoná, de Barra Funda.

A inclusão e a diversidade também foram pauta em projetos como “Branquitude no Brasil: a atuação de pessoas brancas na luta antirracista no século XXI” , da EEEM Castro Alves, de São José das Missões, e “Gênero não define capacidade”, da EEEM São João Batista, de Novo Barreiro, reafirmando que a escola pública é espaço de reflexão crítica sobre igualdade e justiça social.

O diálogo entre tradição e protagonismo juvenil também ganhou visibilidade. O projeto “O Tradicionalismo dos CTGs e a formação dos jovens protagonistas” foi apresentado pela EEEM Lucila Nogueira, de Boa Vista das Missões.

Para a professora Gabriela Cornelli dos Santos, a iniciativa une identidade cultural e formação cidadã: “Mais do que preservar nossas raízes, esse trabalho fortalece valores de pertencimento, disciplina, respeito e coletividade. O CTG dentro da escola tem um papel fundamental na formação de jovens protagonistas, que aprendem a liderar e assumem responsabilidades que levarão para a vida.”

Na mesma escola, o projeto “Ciência no Quintal: Conectando o saber familiar” mostrou como os conhecimentos cotidianos das famílias podem dialogar com a ciência acadêmica. “Queremos mostrar que a ciência não está distante da vida das pessoas. Ela pode nascer da experiência, do cuidado e das práticas do dia a dia. Assim, fortalecemos a relação entre escola, comunidade e saúde, reconhecendo o saber popular como parte legítima do conhecimento científico”, explicou a estudante Mariana Estefane Antunes.

Na área da ciência, jovens pesquisadoras(es) impressionaram com soluções inovadoras frente à crise energética, entre elas o “Motor Stirling movido a gás metano”, da EEEM São João Batista, de Novo Barreiro, o “Gerador de Hidrogênio: a energia do futuro”, da EEEM Lucila Nogueira, de Boa Vista das Missões, e o “Bioenergy – células solares sensibilizadas por corante (DSSC)” , da EEEM Castro Alves, de São José das Missões. Já o projeto “Direito à Desconexão: por que precisamos de tempo livre para cuidar da saúde e da vida?”, da EEEB Antônio João Zandoná, de Barra Funda, trouxe um alerta urgente: a hiperconexão digital cobra seu preço sobre a saúde mental e a qualidade de vida.

Esses são apenas alguns exemplos da riqueza e da diversidade dos projetos apresentados nesta edição regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS. Eles evidenciam que, mesmo diante dos ataques do governo Eduardo Leite (PSD) aos direitos históricos, da tentativa de impor Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação e do aprofundamento do sucateamento das escolas, a comunidade escolar segue firme, mostrando sua força criativa e seu compromisso com o futuro.

Na ocasião, representando a Direção Central do CPERS, estiveram presentes as(os) também diretoras(es) da Comissão de Educação, Sandra Silveira e Elbe Belardinelli, além de representantes do 40º Núcleo: Gerri Sawaris (vice-diretora), Leonir Rauta (diretor), Rosilei Santi (diretora), Ercilia Lemes (secretária), Zilo Schmidt (diretor), Daniela Sganzerla (diretora), Joel Oliveira e Neusa Lopes.

A comissão avaliadora — composta por Claudinei Vicente Cassol, Edeval Barcione, Luciana Loureiro da Silva, Rosane Martins, Juliane Vani, Marisa Costa König, Andréa da Rosa e Jante Soares — percorreu os espaços para conhecer os trabalhos e, ao final, anunciou os destaques do dia.

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados para a Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS:

> Anos Iniciais do Ensino Fundamental:

Projeto: Ciência no Quintal conectando o saber familiar
Escola:
EEEM Lucila Nogueira

Projeto: Neurônios em festa: o impacto das telas no seu mundo
Escola: EEEM Venina Palma

> Anos Finais do Ensino Fundamental: 

Projeto: Gerador de hidrogênio: energia do futuro
Escola: EEEM Lucila Nogueira

Projeto: Tijolos de tecido: o lixo da moda em construção sustentável
Escola: EEEF Antônio João Zandoná

> Ensino Médio:

Projeto: Sustentabilidade a partir da horta escolar.
Escola: EEEM Venina Paula

Projeto: Bioenergy: células solares sensibilizadas por corantes.
Escola: EEEM Castro Alves

> Educação de Jovens e Adultos (EJA): 

Projeto: Tecnologia que ensina e aproxima
Escola: EEEF Professora Carimela Pugliese Bastos

>> Acesse o link para conferir mais fotos:

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O CPERS deu início a uma nova etapa de sua trajetória de luta e organização com a realização dos Encontros Regionais da Comissão de Formação Sindical, promovidos na última sexta-feira (12) e sábado (13). As primeiras atividades ocorreram nas sedes dos núcleos de Santa Maria (2º) e Passo Fundo (7º), reunindo também representantes de Santiago (29º), Cachoeira do Sul (4º), Santa Cruz do Sul (18º), Lagoa Vermelha (25º), Cruz Alta (11º), Erechim (15º) e Carazinho (37º).

Em um cenário em que o governo Eduardo Leite (PSD) insiste em desvalorizar a educação pública, reduzir salários, ampliar a precarização do trabalho e ameaçar direitos históricos da categoria, os debates promovidos pelo Sindicato são trincheiras de resistência e construção coletiva.

Conduzidos pela Escola Sindical Sul e pela Secretaria Estadual de Formação da CUT, os encontros, desenvolvidos em três módulos, têm como objetivo fortalecer a identidade sindical, ampliar a consciência crítica e projetar os próximos passos da luta.

Inspirada na pedagogia de Paulo Freire, a formação aposta no diálogo, na escuta e no protagonismo das(os) trabalhadoras(es) da educação, reafirmando que a escola pública é um instrumento de transformação social e não um espaço a ser sucateado, como impõe a lógica privatista defendida pelo governo estadual.

“Essa formação sindical, destinada às diretorias e aos conselheiros 1/1000 dos núcleos, tem como objetivo oferecer subsídios, estimular o debate e promover a reflexão sobre temas fundamentais como a organização da sociedade, o enfrentamento ao racismo, a história sindical e outros assuntos atuais. Nossa intenção é que esse processo contribua para o fortalecimento do Sindicato, por meio do resgate da base e da ampliação da nossa capacidade de luta diante da falta de valorização a que a categoria vem sendo submetida no Rio Grande do Sul”, destacou Vera Lessês, coordenadora da Comissão de Formação do Sindicato.

Os encaminhamentos definidos nesses encontros serão levados ao conjunto da base, abrindo caminhos para novas iniciativas e consolidando a luta como fruto da participação de professoras(es) e funcionárias(es) de escola, da ativa e aposentadas(os), de todas as regiões do estado.

Representando a Direção Central, além da coordenadora da Comissão de Formação do Sindicato, participaram das atividades as também diretoras da pasta, Juçara Borges e Sandra Régio, e a diretora Sandra Santos.

A formação sindical promovida pelo CPERS seguirá ao longo dos próximos meses e atingirá os 42 Núcleos da entidade. Com essas atividades, o Sindicato fortalece a categoria e toda a sociedade gaúcha, que tem na educação pública um pilar de consciência crítica e enfrentamento aos retrocessos impostos por governos que tratam o ensino estadual como despesa e não como investimento. Seguimos na luta! Avante, educadoras(es)!

>> Confira mais fotos das atividades de formação realizadas na última semana: 

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Após um ano da criação do Coletivo Estadual de Pessoas com Deficiência (PCDs) do CPERS, o 29º Núcleo do Sindicato (Santiago) lançou, na última quinta-feira (11), o primeiro Coletivo Regional de Pessoas com Deficiência do estado. O espaço é voltado para organizar e fortalecer a luta por direitos de educadoras(es) e funcionárias(os) da educação com deficiência e representa um marco histórico na entidade, que reafirma o seu compromisso com a inclusão e a defesa de direitos.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Rio Grande do Sul tem 772 mil PCDs, o que corresponde a 7,2% da população total do estado. Nas escolas, a realidade dessa população ainda é de exclusão. De acordo com pesquisa promovida pelo Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) do Sindicato em 2023, 32,7% dessas(es) trabalhadoras(es) não contam com a garantia de acessibilidade em suas escolas, refletindo um cenário cotidiano de dificuldades e discriminação. 

O encontro, realizado na sede do Núcleo, em Santiago, reuniu a coordenadora do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), Vera Lessês, e o diretor, Leandro Wesz Parise. Durante a atividade, foram debatidos os principais desafios enfrentados diariamente pelas(os) profissionais da educação a partir de um texto proposto pela diretora. 

O lançamento do Coletivo representa, segundo Vera, um passo fundamental para mapear e identificar as(os) trabalhadoras(es) com deficiência na rede estadual de educação, além de promover o debate para entender se essas(es) profissionais estão sendo acolhidas(os), respeitadas(os) e incluídas(os) no ambiente de trabalho de maneira integral, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão. “A partir da criação desse coletivo, vamos poder observar se as políticas existentes vêm sendo implementadas e avançar na construção de um sistema educacional que respeite a diversidade”, argumentou ela. 

O Coletivo Regional de Pessoas com Deficiência de Santiago será um espaço permanente de escuta, articulação e mobilização, em sintonia com o Coletivo Estadual recém-criado. A expectativa é que, a partir dessa primeira experiência, novas regionais avancem na organização de seus próprios núcleos, ampliando a luta em todo o estado por uma educação pública de qualidade, acessível e inclusiva.

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Na última quarta-feira (10), o MEC divulgou, durante o segundo dia do Seminário Nacional da Educação de Jovens e Adultos: 1º Ano do Pacto pela Erradicação do Analfabetismo e Valorização da Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA), uma pesquisa sobre o retorno econômico da EJA no Brasil. O objetivo foi analisar o primeiro ano de execução do Pacto EJA e apontar quais devem ser os próximos passos para o aprimoramento e fortalecimento dessa modalidade de ensino.

>> Clique aqui para saber mais sobre o estudo e coleção de cadernos para EJA lançados pelo MEC

Segundo dados do levantamento, concluir o Ensino Médio por meio da EJA resulta em um aumento médio de 6% na renda mensal da população entre 18 e 60 anos, quando comparado a pessoas que interromperam os estudos no Ensino Fundamental. O efeito é ainda mais expressivo entre os adultos de 26 a 35 anos, que registraram um acréscimo de até 10% na remuneração. De acordo com a pesquisadora responsável, economista e diretora da consultoria Metas Sociais, Fabiana de Felício, é fundamental que essas informações sejam bem divulgadas, estimulando que jovens e adultos retornem à sala de aula.

Contudo, é importante destacar que o cenário atual no Rio Grande do Sul tem sido marcado por retrocessos sob a gestão de Eduardo Leite (PSD), pois, observa-se o aumento de fechamento de turmas e cortes de investimentos, atitudes que comprometem a permanência e a aprendizagem de estudantes. Essas ações fragilizam o acesso à educação e, em especial, à EJA, que atende majoritariamente alunas(os) em situação de vulnerabilidade social, agravando desigualdades históricas no acesso ao ensino.

Neste ano, um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) trouxe mais um dado preocupante que reforça o cenário de abandono da EJA no Rio Grande do Sul: entre 2023 e 2024, a rede estadual perdeu 7.944 matrículas nessa modalidade, a queda mais acentuada de um ano para o outro desde o fim da pandemia de Covid-19, em 2021. Esse dado escancara o impacto das políticas atuais promovidas pelo governo estadual.

>> Quer entender os dados por trás dessa realidade? Leia a pesquisa completa do Dieese aqui.

Essa redução não pode ser atribuída apenas à falta de divulgação. Acreditar que somente “difundir” a EJA basta é uma ideia equivocada. É preciso muito mais: ações concretas de busca ativa, abertura de novas turmas, valorização de todas(os) as(os) profissionais da educação, estrutura adequada, investimentos reais e consistentes. Só assim será possível garantir o acesso, mas também a permanência e o sucesso escolar.

O CPERS reforça, mais uma vez, a urgência por ações concretas! É preciso dar um basta à negligência, especialmente diante da constante redução de turmas, reflexo direto de um projeto cruel de privatização do ensino. Essa realidade tem provocado consequências graves: compromete o direito à educação de jovens e adultos e impacta diretamente a economia dessas(es) estudantes, limitando suas oportunidades de trabalho, renda e crescimento.

Foto destaque: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (11), enquanto o país acompanhava o julgamento da tentativa de golpe contra o Estado Democrático e à soberania nacional, o governo Eduardo Leite (PSD), sem qualquer debate com o CPERS e a comunidade escolar, protocolou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o PL 347/2025, que cria mecanismos de incentivo baseados em meritocracia e índices na rede estadual de ensino.

O projeto busca implantar, já a partir deste ano, prêmios e bônus financeiros para gestores e estudantes, condicionados a metas de avaliação, frequência e desempenho. 

Para o CPERS, o que está proposto no PL 347/2025 não resolve o que de fato aflige nossa educação pública no RS. Se existe dinheiro para bonificação, por que não usá-lo para garantir salários dignos e condições mínimas de ensino-aprendizagem de forma igualitária e humanizada? 

O PL acende diversos sinais de alerta, dos quais destacamos os mais urgentes:

> O PL 347/2025 desconsidera a realidade concreta das escolas estaduais: as instituições da nossa rede vivem sob a realidade da defasagem salarial, a falta de estrutura, a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos pedagógicos e desigualdades regionais intensas. Um programa de bonificação que ignora essas condições, não valoriza, e poderá punir escolas já fragilizadas.

> Pressão sobre professoras(es) e equipes diretivas: metas definidas a partir de desempenho, índices e frequência; tudo isso recairá sobre profissionais que já sofrem com jornadas extenuantes, baixos salários, falta de apoio e reconhecimento. A bonificação não compensa o desgaste emocional, as horas extras escondidas e a falta de condições para o trabalho digno.

> Meritocracia e competição como valores centrais: ao premiar apenas determinados anos/disciplinas/gestores ou professoras(es), excluindo boa parte da categoria, tanto da ativa como aposentadas(os), o PL estimula disputas internas, aprofunda desigualdades e reduz a colaboração entre equipes. Quando desempenho e reconhecimento dependerem de fatores externos, muitas vezes fora do controle individual, como recursos, estrutura ou condição socioeconômica da escola, os sentimentos de desmotivação, de rivalidade e de competição desnecessária serão protagonistas no lugar da solidariedade, da cooperação e de práticas pedagógicas coletivas.

> Critérios vagos, definidos a posteriori: de acordo com o PL 347, a ALRS poderá aprovar o programa de reconhecimento sem estabelecer claramente quais serão as metas anuais de cada escola e a fórmula exata de cálculo do bônus, já que o Poder Executivo terá até 90 dias para publicar um decreto regulamentando os detalhes operacionais da nova Lei. Ou seja: sem parâmetros claros ou definitivos, o governo do Estado poderá mudar o perfil da oferta da educação pública no RS, introduzindo incentivos econômicos e pressões, mas deixando as regras para depois, sem transparência ou participação da comunidade escolar, institucionalizando a desigualdade. 

Educação pública de qualidade se faz com carreira valorizada, estrutura adequada e combate às desigualdades, não com marketing barato

Para o CPERS, o PL 347/2025 não passa de uma propaganda eleitoral travestida de política pública que, através do uso de índices favoráveis e de baixo custo para o estado, exibirá resultados que mascaram precariedades reais.

O que a educação pública do RS precisa, com urgência, é de valorização séria, o que significa garantir salários dignos, investimentos reais nas carreiras, estabilidade para as(os) profissionais que atuam nas escolas, reconhecimento profissional e condições estruturais adequadas. É preciso ainda que as políticas públicas enfrentem de fato as causas da desigualdade, com infraestrutura adequada, formação continuada, menos burocracia e redução da sobrecarga de trabalho. 

Ressaltamos mais uma vez que os neoliberais por trás desse projeto não estão preocupados com a carreira docente, não se importam com a qualidade do ensino em todas as escolas, e sim, com campanhas eleitorais, propaganda enganosa e índices favoráveis que escondem a realidade.

O CPERS convoca toda a comunidade escolar, professoras(es), funcionárias(os), especialistas, estudantes e familiares a debater e conhecer os riscos da proposta. No próximo dia 23 de setembro (terça-feira), a partir das 9h, vamos promover uma Aula Pública, na Praça da Matriz, em Porto Alegre, para debater o PL, que ameaça o direito à educação pública de qualidade e precariza o trabalho docente. Clique aqui para saber mais!

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