Diante do impacto de eventos climáticos extremos no dia a dia das escolas estaduais do RS, o CPERS apresentou duas iniciativas ao Pacto RS 2025: “Pacto Ambiental – Defesa da Vida e da Sustentabilidade” e “Escola Sustentável – Semeando Consciência”. A participação de toda a categoria na votação é extremamente importante.

O Pacto RS 2025, iniciativa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, tem como objetivo a construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o estado, especialmente diante dos desafios climáticos, econômicos e sociais. A proposta central é a elaboração de um relatório final com diretrizes para a sustentabilidade do RS.

Desde o lançamento, vêm sendo realizados debates e seminários regionais, nos quais todas(os) podem apresentar e votar em propostas para o futuro do estado. As ações estão organizadas e disponíveis na plataforma digital gov.br/pactors25.

Até o dia 28 de setembro, as gaúchas e os gaúchos podem votar nas propostas. As 50 mais votadas serão analisadas individualmente e seguirão para a próxima etapa de votação, com possibilidade de integrar o plano que será apresentado no Seminário Final, previsto para outubro de 2025.

A ação do Sindicato, intitulada “Pacto Ambiental – Defesa da Vida e da Sustentabilidade”, tem como principal objetivo estabelecer metas claras e viáveis para a rede estadual de ensino, de modo a permitir uma resposta rápida e eficaz diante de desastres naturais e eventos climáticos extremos, como inundações, enchentes e ondas de calor ou frio.

Já a outra proposta, Escola Sustentável – Semeando Consciência” visa envolver todos os segmentos das escolas e comunidades escolares por meio de ações e práticas educativas. Também reforça a importância de integrar a educação climática aos currículos escolares, articulando-a com projetos práticos, como clubes de ciência, centros escolares e experiências de ciência cidadã.

É importante destacar que as tragédias provocadas pelas enchentes de 2023 e 2024 representaram o maior desastre hidrológico da história do Rio Grande do Sul. Esses acontecimentos evidenciaram não apenas a gravidade da crise climática, mas também a falta de preparo do governo Eduardo Leite (PSD) frente a essas situações. Reforçam, ainda, a urgência da formação e da participação da sociedade na construção de respostas sustentáveis.

Somado a outros desastres ambientais que vêm impactando o Rio Grande do Sul e o mundo, torna-se urgente refletir sobre estratégias eficazes para minimizar os danos e ampliar a conscientização, tanto em ambientes escolares quanto em espaços não escolares. 

O Departamento de Sustentabilidade do CPERS reafirma seu compromisso com uma educação que promova a sustentabilidade, a consciência ambiental e estimula constantemente o engajamento de professoras(es), funcionárias(os) da educação e estudantes a vivenciarem práticas ambientais responsáveis. 

Contamos com a participação de todas(os), atuando de forma crítica e reflexiva para transformar os desafios ambientais em oportunidades de construção de um amanhã consciente e sustentável. 

>>  Sua participação é essencial na construção de um futuro mais sustentável! Siga o passo a passo abaixo:

➡️ Passo 1: faça login com a sua senha do gov.br

➡️ Passo 2: para votar na 1ª proposta do CPERS, acesse cutt.ly/CPERSPactoRS1 e clique em “Apoiar”

➡️ Passo 3: acesse cutt.ly/CPERSPactoRS2 para votar na 2ª proposta e clique em “Apoiar”. 

Importante: o prazo para votação vai até o próximo domingo, 28 de setembro de 2025! Participe!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

No dia 19 de setembro, foi lançada a terceira edição da revista Vitalidade, publicação nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A revista reúne artigos e reportagens voltados às(aos) profissionais da educação aposentadas(os). Nesta edição, os conteúdos vão desde a mobilização contra o confisco salarial até experiências de reinvenção no período pós-carreira.

>>> ACESSE AQUI A VERSÃO DIGITAL DA REVISTA

Através da frase de Paulo Freire, “o educador se eterniza em cada ser que educa”, o edital dessa publicação aborda o patrimônio coletivo que cada educadora(or) aposentada(o) leva consigo: “a luta por uma escola pública de qualidade e por um Brasil mais justo”. Para dar vazão a essa organização das(os) educadoras(es) aposentadas(os), a CNTE assumiu o assento no Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDPI), explanado no texto. 

Para a coordenadora do Departamento de Aposentadas(os) do CPERS, Sandra Régio, “a importância da revista Vitalidade é que ela mostra a realidade dos aposentados da educação em todo país. A construção da educação brasileira foi sustentada pelos professores aposentados, e hoje nós estamos na luta para reconquistar os direitos que foram tirados da gente. Para mostrar para a nova geração que o aposentado está na luta sempre.

Ao longo das 94 páginas que compõem a revista, a(o) leitora(or) encontrará entrevistas inspiradoras de educadoras(es) que se reinventaram pós-aposentadoria, cobertura da participação das(os) aposentadas(os) nas mobilizações contra o confisco e em defesa de uma previdência justa, artigos sobre a violência contra a pessoa idosa e sobre os desafios da educação na era digital, e reflexões para a 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CONAPIDI).

Na matéria “Vozes que Resistem”, o texto destaca a luta do CPERS contra o apagamento promovido pelo governo Eduardo Leite (PSD). Diante de um cenário marcado pelo desconto previdenciário de 14% sobre os proventos das(os) aposentadas(os), o Sindicato tem protagonizado uma batalha firme em defesa da dignidade da renda e do direito à tranquilidade daquelas(es) que, por anos, dedicaram-se à formação das filhas(os) do povo gaúcho.

A terceira edição da Revista Vitalidade está disponível em versão impressa e digital, com distribuição nacional pelas entidades filiadas da CNTE. O CPERS convida à leitura deste material, que se propõe a ser não apenas uma fonte de informação, mas também uma ferramenta de articulação política, reafirmando nosso compromisso com a luta das(os) educadoras(es) aposentadas(os) do Rio Grande do Sul.

>>> ACESSE AQUI A VERSÃO DIGITAL DA REVISTA

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta terça-feira (23), a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa realizou Audiência Pública para debater o tema “Segurança nas escolas do Rio Grande do Sul”. A deputada Sofia Cavedon (PT) foi requerente da atividade. Representando o CPERS, o 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, participou da atividade.

Na abertura da iniciativa, Sofia afirmou que o tema da violência nas escolas é recorrente no estado e nos últimos meses têm sido frequentes, particularmente na rede escolar de Porto Alegre. “Precisamos nos antecipar e identificar problemas e construir estratégias de apoio às escolas, professores e alunos”, sublinhou.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou que as(os) educadoras(os) convivem diariamente com diversas formas de violências nas escolas: “Elas vão desde a violência aos profissionais de educação sem reposição salarial, sem local de trabalho em condições, sem poder atender corretamente nossos alunos, sem laboratórios e bibliotecas”, salientou.

Edson também chamou a atenção para a inexistência da patrulha escolar e do PM Amigo da Escola. “A escola não é local para violência, é local de acolhimento”, reforçou.

Edson reforçou ainda que a construção de um ambiente escolar saudável e respeitoso passa por medidas que priorizem o cuidado, a escuta e o fortalecimento da comunidade escolar.

“É importante salientar que não-violência no ambiente escolar é termos pedagogos, supervisores e orientadores educacionais. É termos um ambiente mais humanizado, sem câmeras dentro de salas de aula quando esta não for uma construção e/ou encaminhamento feito em conjunto com toda a comunidade escolar”, finalizou.

A diretora da Associação dos Trabalhadores em Educação de Porto Alegre (Atempa), Rosele Souza, advertiu que a falta de recursos humanos nas escolas motiva a violência, especialmente na falta de monitores para as(os) alunas(os) da inclusão. “Isso é uma receita para dar tudo errado. A gente vem denunciando, mas as autoridades não levam em conta, normalizando a falta de atendimento específico ou a falta de professores por problemas relacionados a sua saúde”, apontou. Ela apresentou a campanha, patrocinada pela Atempa, contra a violência nas escolas.

O CPERS defende que o combate à violência nas escolas deve ser construído a partir de políticas públicas que garantam diálogo, acolhimento e prevenção. Para o Sindicato, é fundamental investir em condições dignas de trabalho, valorização das(os) educadoras(es), fortalecimento do vínculo entre escola, estudantes e famílias, além da presença de equipes multiprofissionais que atuem no cuidado e na mediação de conflitos. Só assim será possível construir um ambiente escolar seguro, democrático e de respeito mútuo.

Informações: Agência de notícias ALRS
Fotos: Celso Bender/ALRS

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta terça-feira (23), aconteceu mais uma edição regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, em Soledade (28º Núcleo). Ao todo, nove projetos de escolas da região se apresentaram no IE São José.

Com temas que exploravam a agricultura, a literatura e a sustentabilidade, as(os) estudantes e trabalhadoras(es) da educação afirmaram a potencialidade do ensino público, através de importantes projetos que passaram por pesquisas, rodas de conversas e experiências práticas. 

A diretora da Comissão de Educação do CPERS, Andréa Nunes da Rosa, esteve presente no evento representando o Sindicato e reconheceu o trabalho comprometido das escolas:  “Foi uma tarde linda, de muitos trabalhos que demonstram o que temos de melhor na escola pública: a produção inovadora dos professores, funcionários e estudantes. A nossa Mostra Pedagógica tem como objetivo o reconhecimento do que fazemos nas escolas: uma produção de excelência e um trabalho competente. Por isso, a gente precisa de valorização e salários decentes”, afirmou a dirigente, que põe em questão o sucateamento que as escolas têm sofrido nos últimos anos, sob o governo de Eduardo Leite (PSD). 

Criatividade e consciência ambiental inspiraram a tarde  

Nessa edição, o desenvolvimento da leitura, o estímulo à consciência ambiental e a reflexão sobre a crise climática foram o ponto de partida dos trabalhos apresentados. Os projetos criados demarcaram as escolas públicas como locais de produção de conhecimento e evidenciaram a criatividade das(os) profissionais e estudantes em sala de aula.

Esse é o caso da Escola Getúlio Vargas, de Fontoura Xavier, que apresentou cinco dos trabalhos inscritos nesta etapa regional. Dentre eles, o “Milpa em Sistema de Plantio Direto”, que realizou a condução de cultivos anuais tradicionais consorciados em Sistema de Plantio Direto. O objetivo era refletir sobre um modelo de agricultura sustentável, focado na produção de alimentos saudáveis e locais, valorizando a cultura tradicional e fortalecendo a autonomia da agricultura familiar frente à dependência do agronegócio.

Já o projeto “Cooperativas de Comercialização de Crédito: Uma proposta de desenvolvimento sustentável”, da Escola Érico Veríssimo, de São José do Herval, desenvolveu uma pesquisa sobre a comercialização de carbono, já que a região é propícia para essa prática. A aluna Maísa dos Santos Noronha disse que “a proposta busca parar de poluir o meio ambiente com a emissão de dióxido de carbono, pensando num futuro melhor”. 

Para a professora Roberta Fagundes, da Escola Barão Homem de Melo, do município de Alto Alegre, o desenvolvimento da atividade foi positivo: “Foi um trabalho riquíssimo, a gente desenvolveu muita habilidade, como a leitura, o raciocínio e a parte artística. Nosso projeto ficou muito legal e ajudou no crescimento das crianças“.

A comissão avaliadora dessa edição foi composta por: Andréa Nunes da Rosa, Helenise Brockstedt Heinen, Nádia Maria Colombo de Morais e Paulo Eduardo Pedroso Teixeira. 

Representando o 28º Núcleo, estavam presentes a diretora-geral, Magale Eicheler da Rocha, a vice-diretora, Bianca Elisa Spinelli, a secretária, Rosa Maria Quevedo Giovanoni, e as diretoras Carmen Ignez Braganholo e Rosane Beatriz Gradaschi. Representando as(os) aposentadas(os) do Núcleo, estavam presentes Lúcia Andrade e Raquel Cardoso, e como representante 1/1000, Adelia Pimentel. 

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados para a Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS:

> Ensino Fundamental – Anos Iniciais: 

Projeto: Encanto de Ler, Contar e Criar
Escola: EEEB Barão Homem de Melo

> Ensino Fundamental – Anos Finais: 

Projeto: Reciclagem em Vidro
Escola: IE Polivalente

> Ensino Médio:

Projeto: Cooperativas de Comercialização de Créditos de Carbono
Escola: EEEM Érico Veríssimo

> Ensino Profissional:

Projeto: Milpa em Sistema de de Plantio Direto
Escola: EEEM Getúlio Vargas

Projeto: Compostagem com Produtos Recicláveis
Escola: EEEM Getúlio Vargas

>> Confira, no link, mais fotos da Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, em Soledade: 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Na manhã desta terça-feira (23), o CPERS realizou uma Aula Pública com o tema “A Escola Meritocrata de Leite, Raquel e Gabriel”, o evento ocorreu no Salão de Atos Thereza Noronha, na sede da entidade, em Porto Alegre, e reuniu professoras(es), funcionárias(os) de escola, especialistas e estudantes em um espaço de diálogo e reflexão sobre os rumos da educação no Rio Grande do Sul.

A manhã de debate concentrou-se no PL 347/2025, projeto apresentado pelo governo Eduardo Leite (PSD), que pretende implantar ainda neste ano um sistema de prêmios e bônus financeiros para gestores e estudantes, atrelado ao cumprimento de metas de avaliação, frequência e desempenho. Sob o título de “Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha”, a proposta mascara a realidade da educação pública no Estado, marcada pela falta de investimentos, pela desvalorização profissional e pela carência de infraestrutura nas escolas.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, abriu a atividade destacando a posição contrária da entidade à meritocracia na educação, classificando-a como um modelo excludente, que estimula a competição e divide a categoria, em vez de valorizar coletivamente a classe. “Meta é uma palavra que me arrepia. Vem do meio empresarial, onde se cria competição e, muitas vezes, até o adoecimento de quem está no trabalho”, afirmou.

Rosane também recordou o dia em que o projeto foi anunciado pelo governo, lembrando que sua entrevista à Rádio Gaúcha foi distorcida: “Pensei em como responder, mas percebi que a verdadeira resposta se dá no cotidiano, no chão da escola, quando lutamos por uma educação de qualidade, pública e laica”, ressaltou.

Para ela, a escola pública deve ser um espaço humanizado: “A escola pública é frequentada pelos filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras e ela tem que ser humanizada. Por isso, seguiremos na defesa intransigente de uma educação pública, laica, gratuita e de referencial social”, concluiu.

Projeto vago e desigualdade nas escolas

Mateus Saraiva, professor da Faculdade de Educação da UFRGS, criticou o “Programa de Reconhecimento da Educação Gaúcha” anunciado pelo governo do Estado e apontou que a proposta “é maior que os próprios gestores que a apresentam”, já que se trata de um modelo elaborado a partir de referências externas, sem diálogo com o contexto local.

Segundo ele, o Plano Estadual de Educação (PEE) vem sendo sistematicamente ignorado pelos gestores, que chegam a criar novos projetos paralelos em vez de consolidar as metas já aprovadas. O professor também destacou que o Marco Legal da Educação Gaúcha, assim como o processo de eleição de diretores, fragilizam medidas ao concentrar o poder na Secretaria da Educação.

Para ele, o programa de bonificação, previsto para entrar em vigor já em 2025, ainda é vago: contempla diretores, vices e orientadores, mas não especifica se professoras(es) serão incluídas(os). “Como regulamentar algo em curso sem clareza de quem será beneficiado?”, questiona.

A proposta prevê que a escola que alcançar 80% de presença das(os) estudantes receberá 80% da bonificação; se atingir 100%, recebe integralmente. Para Mateus, esse modelo prejudica escolas menores e reforça desigualdades, ao atrelar o recurso a metas que não consideram a realidade de cada comunidade.

Mateus reforça que a educação precisa de projetos fundamentados na ciência. “Esse tipo de proposta do governo Leite, baseada apenas em metas, não tem evidências que apresentem resultados. O que precisamos é de investimento, melhores estruturas e valorização dos educadores”, afirma.

No encerramento de sua explanação, Mateus destacou a relevância da participação ativa de educadoras(es) e da comunidade escolar em qualquer projeto voltado à educação pública. “Precisamos ouvir essas comunidades para compreender quais são as reais necessidades das escolas. No entanto, elas têm sido cada vez mais silenciadas”, concluiu.

“Educação não é competição, educação é coletivo”

Natália Gil, doutora em Educação pela USP e professora da UFRGS, fez uma breve análise sobre a meritocracia, destacando o quanto ela é prejudicial para a educação pública. “Meritocracia é uma ideia que legitima a desigualdade social. É o acúmulo de boas condições ao longo da vida que garante melhores oportunidades para determinados indivíduos”, afirma.

Para a educadora, a lógica neoliberal busca organizar áreas como educação, saúde e segurança a partir de processos que reduzam custos. “Esse é o projeto neoliberal: gastar pouco com a população e oferecer apenas o mínimo”, aponta.

Natália ressalta que não faltam profissionais qualificados e bem formados no mercado, mas sim investimento público. “Quem está na escola tem a sensação de que há algo em falta, mas o que realmente falta é dinheiro. As elites não economizam na educação de seus filhos, elas investem. Já na educação pública faltam pessoas, estruturas, materiais, falta investimento”, critica.

A docente enfatiza que governos não devem colocar educadores em situação de concorrência, mas sim, promover condições de equidade. “Se não partimos das mesmas condições, qualquer competição é injusta. Não podemos falar em meritocracia em um país tão desigual como o nosso”, reforça.

Em sua análise, Natália também fez uma dura crítica ao projeto do governo Leite. “É ineficaz e injusto colocar pessoas em situações tão distintas em competição. Esse discurso é enganoso, funciona apenas como slogan para quem não conhece a realidade da escola, para quem não está no chão da escola”, argumenta.

Por fim, a professora condenou a proposta de bonificação individual. “Essa bonificação individual é péssima, essa competição individual é para nos desmobilizar, nos desagregar. A educação não é isso, educação não é competição, educação é coletivo”, conclui Natália.

Ao final do encontro, foi elaborada uma carta com os principais tópicos discutidos na Aula Pública, reforçando o posicionamento do CPERS de que a meritocracia na educação é um modelo excludente, que estimula a competição e fragmenta a categoria, em vez de valorizar a classe de forma coletiva.

O Sindicato defende a valorização salarial permanente, um plano de carreira efetivo e investimentos em infraestrutura, ressaltando que uma educação de qualidade é construída por políticas que beneficiam toda a rede escolar, e não por premiações pontuais que apenas mascaram a falta de investimento e aprofundam as desigualdades.

O documento será entregue ao governo Leite (PSD) no dia da Assembleia Geral da categoria, marcada para 3 de outubro (sexta-feira), a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

>> Confira, abaixo, mais fotos da Aula Pública: 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nos dias 20 e 21 de setembro, Brasília sediou o Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação, promovido pela Internacional da Educação América Latina (Ieal) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, e o diretor do Sindicato, Guilherme Bourscheid, estiveram presentes na atividade.

O evento reuniu trabalhadoras(es) das Américas Latina, Central e do Norte, África e Europa para discutir a realidade dos sindicatos, as condições de trabalho, a violência política e de gênero, os impactos da Inteligência Artificial (IA) na educação e as estratégias de fortalecimento da base sindical.

Na abertura, a presidenta da Associação Nacional de Educadores e Educadoras da Costa Rica (ANDE)Gilda Montero, destacou os desafios das mulheres diante da sobrecarga das rotinas.

“As mulheres não recebem uma remuneração adequada, apenas a do trabalho formal, mas o trabalho doméstico e de cuidados não é remunerado. E sabemos que as mães se sacrificam mais. Isso precisa mudar. É importante respeitar as diferenças que temos, pois elas são uma oportunidade para trazer ideias diversas e levá-las adiante. Por isso, é tão importante o papel da mulher nos sindicatos”, afirmou.

A secretária de Organização Educacional e Sindical da Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode)Isabel Olaya Cuero, ressaltou a relevância da presença masculina no encontro como sinal de apoio à luta pela igualdade.

“Hoje, nós temos alguns homens aqui e isso é importante para mostrarmos a nossa força. Nós mulheres não somos apenas importantes nos sindicatos, somos imprescindíveis. Se temos mulheres nos sindicatos, é porque lutamos por isso. Na Colômbia, já temos quase metade da diretoria feminina, eu acredito que em breve estaremos em número igualitário e isso mostra a mudança que começamos”, destacou.

Já a presidenta da IealSonia Alesso, lembrou das dificuldades enfrentadas por professoras que também são mães, e como isso impacta a ascensão a cargos de liderança.

“Quando uma mulher, professora, tem um filho e ele fica doente, quem falta é a professora. Não é o homem, o professor. Elas trabalham mais, têm sobrecargas, e isso dificulta chegar aos cargos de liderança”, explicou.

Na parte da manhã, ocorreu uma análise coletiva sobre estratégias de organização e mobilização de mulheres em sindicatos em contextos hostis, com a participação de representantes da América Latina, África, Estados Unidos e Europa. Foram relatadas experiências e conquistas no fortalecimento da base sindical e no crescimento da participação feminina.

À tarde, o foco voltou-se para a tecnologia. A conferência sobre regulação estratégica da Inteligência Artificial no setor educacional foi conduzida por Sofía Scasserra, especialista em regulação de IA e negociação coletiva, além de diretora do Observatório de Impactos Sociais da IA da Argentina (OISIA).

“A digitalização nos permitiu chegar em lugares remotos, mas também prejudica quem não tem acesso, em economias desiguais, com custos elevados. A tecnologia precisa estar ao alcance de todos, ser transparente. Hoje, ela é mal interpretada, faltam leis, há uma falsa dicotomia entre novidade e transparência”, disse Scasserra.

Ela também chamou atenção para a dimensão política da tecnologia: “Toda tecnologia é um espaço de disputa política, com interesses. Nós, sindicalistas, temos uma visão do mundo com inclusão, igualdade, valores que o fabricante da tecnologia não considera muitas vezes. É preciso entender que essa tecnologia não é neutra, tem gênero, segue os vícios da sociedade e não vai solucionar tudo. Ela vai ajudar, mas depende para o quê foi criada e precisa ser acessível a todos.”

Depois da exposição, as participantes se dividiram em grupos para propor estratégias sindicais e demandar regulação em três áreas prioritárias:

  • Condições laborais e proteção das trabalhadoras e trabalhadores;
  • Uso da inteligência artificial na educação;
  • Violência política contra as mulheres, intensificada por ferramentas digitais.

O domingo iniciou com uma análise coletiva sobre democracia e sindicalismo, abordando duas questões centrais: como os movimentos de mulheres podem ser motores de mobilização em defesa dos sindicatos e se os sindicatos estão preparados para integrar a agenda de direitos das mulheres como parte essencial da luta da classe trabalhadora.

Na sequência, foi apresentada uma proposta de atividades formativas para 2026, envolvendo comunicação, formação sindical e negociação coletiva. Outras prioridades levantadas incluíram a valorização das professoras negras na América Latina, ações de combate à violência política de gênero e maior incentivo à participação de jovens lideranças.

Ainda pela manhã, foi exibido um vídeo sobre a educação em Gaza. O material trouxe relatos de destruição de escolas e a necessidade de apoiar docentes em contextos de guerra.

A secretária-geral da CNTEFátima Aparecida da Silva, emocionou-se ao comentar o tema:“Em meio a tanto desastre, a escola era um lugar de alegria, mas esses espaços já não existem. O que as pessoas devem fazer é apoiar a luta dos docentes, mas também pedir a paz para o mundo. Hoje, viver bem não é suficiente, é preciso pensar nos Direitos Humanos para todos”, reforçou.

Também foi apresentada a 5ª Conferência de Mulheres da Internacional de Educação, prevista para 2026, em um espaço representativo da diversidade feminina. A secretária da CNTE sugeriu convidar referências como Angela Davis, que aborda a violência política contra mulheres, além de parlamentares de diferentes países para ampliar os debates.

Fonte: CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Neste dia 21 de setembro, o Coletivo Estadual de Pessoas com Deficiência do CPERS relembra a importância do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data foi oficializada no país somente em 2005, por meio da Lei 11.133 e busca trazer a temática como fundamental na luta contra o preconceito, a inacessibilidade pública e estimular políticas que tragam mais qualidade de vida para as pessoas.

Segundo o Relatório Mundial sobre Deficiência, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% da população mundial vive com algum tipo de deficiência e apesar dos avanços legais conquistados nas últimas décadas, os obstáculos enfrentados diariamente por essas pessoas ainda são inúmeros. A realidade evidencia que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que os direitos garantidos em lei se transformem, de fato, em acessos plenos e oportunidades reais.

Quando se trata da realidade educacional das pessoas com deficiência, dados recentes do IBGE, atualizados este ano, revelam um cenário preocupante: a maior parte das pessoas com 25 anos ou mais e que possuem alguma deficiência, não concluíram a educação básica. Segundo a pesquisa, 63,3% estavam sem instrução formal ou com o ensino fundamental incompleto, enquanto 11,1% tinham o Ensino Fundamental completo ou o Ensino Médio incompleto.

Diante dessa realidade, é urgente que os ambientes escolares promovam, de fato, a inclusão das(os) estudantes com deficiência. Isso significa cumprir efetivamente o que está previsto no ordenamento jurídico, garantindo as condições necessárias para o pleno desenvolvimento e a permanência dessas(es) educandas(os). Na prática, essa inclusão envolve acessibilidade adequada, disponibilização e recursos pedagógicos, funcionamento das salas de recursos de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a quantidade adequada de profissionais e professoras(es) para atender necessidades específicas. 

Não obstante, faz-se necessária a abertura de novas turmas, especialmente diante da superlotação nas salas de aula, pois isso compromete a qualidade do atendimento e do ensino. Essa medida seria um passo importante para combater a exclusão e facilitar o ensino-aprendizagem. 

A inclusão de professoras(es) e funcionárias(os) com deficiência no ambiente escolar também é um aspecto importante a ser analisado, principalmente para a promoção de uma educação verdadeiramente equitativa e plural. No entanto, essas(es) profissionais ainda enfrentam o descaso e muitos desafios no exercício de suas funções. Promover a inclusão de educadoras(es) com deficiência significa reconhecer sua competência, valorizar a diversidade e fortalecer o compromisso com uma escola mais justa e representativa.

O cenário atual das escolas é preocupante e muito triste. O governo Eduardo Leite (PSD) precisa assumir o compromisso de investir efetivamente na educação pública, garantindo recursos, infraestrutura adequada e políticas inclusivas que assegurem o direito ao ensino de qualidade para todos e todas.

Portanto, além de celebrar este dia como uma conquista histórica, é imprescindível manter a criticidade e a atenção constantes para garantir que os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados e ampliados. O Coletivo Estadual de Pessoas com Deficiência do CPERS reafirma seu papel na defesa desses direitos, atuando sempre para ampliar a visibilidade das pautas e para fortalecer ações concretas que promovam a equidade, o respeito à diversidade e a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

No Dia Nacional da Árvore, celebrado neste 21 de setembro, relembramos a visita realizada Departamento de Sustentabilidade do CPERS*, no dia 10 de setembro, ao 35º Núcleo do Sindicato, no município de Três de Maio.

A visita teve como finalidade acompanhar as ações desenvolvidas e conhecer o projeto “Plantando o Futuro”, realizado pelo grupo de aposentadas(os) do Núcleo. A iniciativa tem se destacado pelo seu compromisso com a sustentabilidade e pelo impacto positivo nos ambientes escolares. O objetivo principal é o plantio de árvores nas escolas da região, uma ação que estimula as(os) aposentadas(os) a contribuírem com suas vivências, atuando, assim, como agentes de transformação socioambiental e deixando raízes profundas nas comunidades escolares.

Além do plantio, o projeto propõe um cronograma estruturado que inclui desde a aquisição das mudas até a confecção de placas com os nomes científicos das árvores. A iniciativa também oferece sugestões pedagógicas para envolver ativamente as(os) estudantes, promovendo aprendizagens significativas e reflexões sobre a importância da sustentabilidade e do cuidado com o meio ambiente.

Para Leandro Parise, coordenador do Departamento de Sustentabilidade do CPERS, o impacto do projeto ultrapassa o simbolismo do plantio: é uma forma de reconectar as(os) aposentadas(os) com suas escolas de origem, promover a integração entre passado e futuro e contribuir para a formação crítica e ambiental das novas gerações.

“O projeto do 35º Núcleo é um resgate histórico de toda a consciência ecológica que devemos cultivar. Os aposentados vão até a escola e plantam árvores com os alunos e, mais do que a ação em si, fomentam o debate crítico e a reflexão sobre a questão ecológica, a preservação e toda a representatividade que a educação deve assumir diante desse tema.” destacou o coordenador. 

Ele ainda traz um alerta: “O Rio Grande do Sul tem sido fortemente impactado por desastres ambientais, e a conscientização, assim como projetos específicos, surgem ao longo do tempo como formas de minimizar esses estragos. As escolas, portanto, precisam se inserir ativamente em políticas voltadas para essa área.”

Recente pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), reforça a gravidade da situação climática no RS e também da vulnerabilidade da rede pública de ensino: pelo menos 1.028 escolas estaduais foram afetadas com as enchentes de 2023 e 2024, atingindo diretamente cerca de 350 mil estudantes, conforme informações da Secretaria de Educação (Seduc). 

De acordo com o estudo, a educação climática precisa ser incorporada aos currículos escolares como parte fundamental da formação das novas gerações frente aos desafios ambientais.

O diretor do 35º Núcleo, Marino Simon, também trouxe considerações importantes ao oficializar a proposta dos encontros nas escolas: “Diante da crescente preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas, o grupo decidiu transformar o amor em ação, plantando árvores nas escolas onde trabalharam. Cada árvore plantada representa um gesto de cuidado com o planeta e um símbolo de dedicação de quem tanto contribuiu para a formação de gerações”.

O CPERS reafirma seu compromisso, hoje e ao longo de todo o ano, em oportunizar espaços de diálogo, atuando como ponte entre as gerações, promovendo a troca de saberes, a participação cidadã e o fortalecimento de projetos com foco na temática ambiental nas escolas.

*O Departamento de Sustentabilidade do Sindicato, composto pelo coordenador, Leandro Parise, e pelos diretores Joara Dutra Vieira e Guilherme Bourscheid, tem como objetivo desenvolver e articular ações voltadas à sustentabilidade ambiental, social e econômica no âmbito da educação pública, buscando promover a conscientização ecológica da categoria e incentivando práticas sustentáveis nas escolas.

> Confira mais fotos da atividade:

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta quinta-feira (18), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Internacional da Educação para a América Latina (Ieal) promoveram o Seminário Internacional em Defesa da Educação Pública. Durante o evento, as entidades relançaram, na Câmara dos Deputados, em Brasília, as campanhas “Mais Investimento para a Educação Pública” e “Não Venda a Minha Escola”.

O objetivo da iniciativa é garantir mais recursos para a educação pública, defendendo a melhoria das condições de trabalho nas escolas e a resistência à privatização do ensino. A luta por esses investimentos abrange a educação em sua totalidade, ou seja, contempla a valorização de todas(os): professoras(es), gestoras(es), funcionárias(os). Também inclui os diversos aspectos do funcionamento escolar, desde a valorização profissional até a garantia de infraestrutura adequada e políticas inclusivas.

A direção estadual do CPERS esteve presente no encontro, representada pela presidente Rosane Zan, pelo 1º vice-presidente Alex Saratt, pelo 2º vice-presidente Edson Garcia e pelos diretores Guilherme Bourscheid, Luiz Henrique Becker e Vivian Zamboni. Também participaram os Representantes de Base do Sindicato na CNTE: Helenir Aguiar Schürer, Neida Porfírio de Oliveira, Cira Maria Kauffmann, José Louis Sampaio e Sônia Solange Viana.

Alex Saratt, 1º vice-presidente do CPERS, destacou a importância do debate: “Nós fazemos aqui uma discussão profundamente importante. Tivemos, além de Paulo Freire, um grande educador brasileiro, Darcy Ribeiro, que dizia que a crise na educação não era uma crise, mas sim um projeto. E esse projeto apresenta várias camadas! Nós, da América Latina, vivemos períodos sob regimes autoritários e ditatoriais. Saímos desses regimes e nos deparamos com o neoliberalismo em ascensão, que tem sido impiedoso contra as classes populares e os trabalhadores.”

O 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, também se manifestou, ressaltando a importância da luta contra o avanço da privatização na educação. “O controle burocrático dentro das escolas afeta a todas e todos. O preenchimento de planilhas e documentos acaba servindo para que instituições privadas tenham acesso aos dados da educação. Eles querem as informações dos nossos alunos e alunas e, muitas vezes, não conseguimos enfrentar isso da forma como gostaríamos”, destacou.

No painel da manhã, intitulado “O caráter pedagógico do orçamento público para as políticas públicas”, destacou-se a importância do investimento na educação pública como pilar da resistência e da transformação social. Já no período da tarde, o painel “A importância da atuação dos Parlamentos na garantia de políticas e recursos para a educação e alertas sobre retrocessos.

O encontro foi essencial para fortalecer a mobilização em defesa da educação pública, evidenciando a urgência de ampliar investimentos e garantir políticas que valorizem todas(os) as(os) profissionais da área, além de reafirmar a resistência contra os retrocessos e a privatização do ensino.

>>Confira, abaixo, outros registros do encontro:

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES