Para cobrar melhorias no atendimento e debater sobre o fechamento de agências e escritórios vinculados ao IPE Prev no interior do Estado, o CPERS reuniu-se com representantes do IPE Saúde, deputados(as) e demais entidades em Audiência Pública promovida pela Comissão de Segurança e Serviços Públicos e pela Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, da Assembleia Legislativa do RS, na manhã desta quarta-feira (1º).

A diretora do CPERS e conselheira do IPE Saúde, Vera Lessês, fez uma breve análise sobre a precariedade do IPE Saúde nos atendimentos pelo interior do estado e ressaltou a importância do plano para os educadores(as).

“O IPE é muito precioso para nossa categoria, é muito importante. Represento aqui uma das categorias mais empobrecidas do Rio Grande do Sul e que padece pelo interior do estado porque não há atendimento qualificado. Faltam médicos, anestesistas e demais funcionários de saúde”, destacou.

A educadora relatou a triste realidade de muitos colegas que têm muitas vezes que fazer empréstimo para pagar por atendimento que o plano não cobre. “Quando um colega passa por cirurgia e tem que pagar o anestesista, muitas vezes o valor da anestesia é superior ao nosso salário, e essas pessoas precisam buscar empréstimos junto aos bancos. E quando o IPE ressarce o valor é insignificante comparado ao valor pago.”

“Faço aqui um apelo aos deputados e dirigentes do IPE que estão presentes. Precisamos de uma política pública que ofereça serviço de qualidade para os nossos associados que estão em condições de miserabilidade. Precisamos que ao menos no momento do tratamento da saúde eles tenham dignidade junto ao plano”, continuou Vera.

A conselheira destacou que o IPE Saúde enfrenta um problema sério na estrutura desde 2018 quando as autarquias do IPE foram divididas. Desde lá os presidentes já trocaram por diversas vezes.

“Nós não temos alguém na direção da autarquia que abrace o IPE Saúde, porque os cargos são cargos políticos. Com certeza no início do ano que vem corremos o risco de ter outro presidente. Falta uma gestão séria e qualificada para oferecer políticas públicas que de fato tragam ou devolvam a qualidade que há muito tempo o IPE teve”, finalizou

O educador e conselheiro do IPE Saúde, Antonio Andreazza destacou a dificuldade que muitos usuários têm ao acessar o atendimento online.

“A maioria da nossa categoria são aposentados que têm dificuldade em lidar com as tecnologias. O que acontece com essas pessoas que não tem acesso internet e precisam de atendimento pelo interior do Estado?”, refletiu.

Antônio lembrou que em 2019 diversos imóveis do IPE foram vendidos e os valores foram repassados para o governo. “Não eram imóveis parados, mas de uso para os atendimentos regionais. Simplesmente os bens do IPE passaram para o estado. Isso é inadmissível”, concluiu.

A professora municipal de Jaguarão, Luciane Pires Rodrigues relatou as dificuldades que enfrenta com o plano.

“Há 14 anos, quando tive minha primeira filha, tivemos toda assistência com quarto privado, tudo coberto pelo IPE. Há 6 anos quando tive minha segunda filha, fiz uma cesária de emergência pelo SUS com outro médico que não conhecia a minha situação, porque o plano não cobria.”

Já em 2019 quando teve o terceiro filho Luciane foi conseguir atendimento somente aos três meses de gestação.

“Foi aí que eu soube que o IPE não cobria mais partos em Jaguarão. Em Pelotas (cidade vizinha), o valor do parto era 4 mil para o médico, fora a equipe. Mesmo com o plano tenho que contar com o SUS, pois nem pediatra temos mais em minha cidade. Sem falar que os médicos credenciados estão cobrando por fora. Minha última consulta paguei R$ 200,00”, declarou Luciane.

O presidente do IPE Saúde, Júlio César Viero Ruivo destacou que a instituição vem enfrentando diversas dificuldades há anos e que depois da pandemia houve um agravamento financeiro da autarquia.

“Nós estamos apresentando para o governo uma série de medidas que visam reduzir os problemas dos associados, resolver problemas estruturais e de recursos humanos.”

Sobre o fechamento das agências nas cidades do interior Ruivo destacou que o IPE Saúde não era gestor desses pontos, mas que medidas vem sendo tomadas para suprir essa carência. “O IPE tomou iniciativa de abrir pontos de atendimento em parceria com prefeituras e hoje temos 67 pedidos dessas parcerias”, destacou.

Ruivo explica que o IPE Saúde está há anos trabalhando no vermelho, já que seus usuários servidores públicos não tem reajuste salarial há sete anos.

“Por isso a nossa arrecadação não aumenta, em compensação as despesas só crescem. O IPE está trabalhando no negativo e se não fizermos nada ele será sucateado e extinto. Mas nós estamos tomando medidas para que isso aconteça.”

O presidente do IPE concordou com todas as queixas trazidas pelos participantes e destacou que as medidas que estão em avaliação com o governo será o início da melhoria da instituição. “O motivo da nossa existência é os usuários e temos que atendê-los da melhor forma”, concluiu.

Os encaminhamentos da reunião apontaram para solicitação de uma reunião com a Casa Civil, IPE Saúde e Prev e a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul para garantir melhoras no plano.

 

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Os tempos duros do alinhamento da política neoliberal de Leite e Bolsonaro colocam as e os educadores em vigília permanente.

Com o objetivo de fortalecer a luta em defesa da valorização salarial e contra a retirada de direitos, o Conselho Geral do CPERS, em reunião realizada na última sexta-feira (27), apontou para a necessidade de mobilizar a categoria para o combate ao projeto de destruição dos serviços públicos imposto pelos governos federal e estadual.

Na abertura, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, afirmou que o objetivo do Conselho é fortalecer a categoria para o debate com a sociedade.

“Pesquisa realizada pela Assembleia Legislativa aponta que 60% da população gaúcha apoia a reposição salarial, mostrando que estamos de braços dados com o povo”, afirmou. 

Helenir fez um chamado para a unidade com um propósito único: perseguir o governador onde ele  estiver, denunciando o descaso desta gestão.

“Nossa campanha dá o recado. Dinheiro tem, falta priorizar o que importa. Eduardo Leite precisa apresentar uma proposta digna para os trabalhadores e as trabalhadoras da educação. Precisamos estar unidos contra o nosso inimigo em comum que está dentro do Piratini”, declarou a presidente.

A presidente também alertou para a necessidade da manutenção dos cuidados com a vida da comunidade escolar. “A pandemia não acabou, estamos vendo inúmeras escolas com casos de contaminação. 

Durante o Conselho foram empossados os novos Representantes dos Aposentados e o Representante 1/1000 do 19º Núcleo (Alegrete).

Representante 1/1000:

Titular: Paulo Ariosto Rodrigues Dutra

Suplente: Fábio Dorneles dos Santos

Representantes Estaduais dos Aposentados:

Outros pontos foram destaque como os descontos retroativos que aprofundam a miséria da categoria e a falta de políticas de segurança sanitária nas escolas.  

CONHEÇA AS PROPOSTAS DE MOBILIZAÇÃO APROVADAS NO CONSELHO GERAL

  1. Continuar a pressão no Governo pela Reposição Salarial, reversão dos descontos retroativos da categoria e pagamento dos dias da greve, fazendo atos nos Núcleos e debates nas escolas, estimulando o engajamento da categoria em “Vigílias Digitais” todas as terças-feiras, paralelamente com as Vigílias na Praça da Matriz, fomentando o compartilhamento de conteúdos, a realização de tuitaços, atividades de resistência em caso de visita do governador as regiões do núcleo e a pressão direta nas redes sociais de Eduardo Leite, do Governo e da Secretária da Educação por Reposição Já! *Utilizando a hashtag #ReposiçãoJÁ!
  1. Fazer o chamamento massivo da categoria para participar do Grito dos Excluídos “Vida em primeiro lugar: Fora Bolsonaro” no dia 07 de Setembro. Os Núcleos de Porto Alegre e da Região Metropolitana somam-se as atividades e atos na capital e os demais Núcleos participam em suas cidades ou regiões, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária contra a Covid-19;
  1. Realizar visitas e debates nas escolas, Atos nos Núcleos, Assembleias Regionais nos Núcleos, chamar Assembleia Geral para o mês de setembro e, também, Paralisação no dia 24 de Setembro – Dia do Clima e em Defesa da Vida;
  1. Fomentar dentro dos Núcleos a discussão sobre a Eleição de Diretores/as, para que todas as escolas tenham candidatos/as comprometidos com a Gestão Democrática e a Defesa da Escola Pública; enviar uma carta política para os candidatos a diretores explicando a importância da defesa da gestão democrática e apoiando a atualização do valor da Gratificação de Direção;
  1. Reativar as Comissões de Educação de cada um dos 42 Núcleos para fazer o contraponto a política neoliberal de educação dos Governos Eduardo Leite e Bolsonaro, fazendo a luta pelo adiamento da aplicação do Novo Ensino Médio, regularização do Ensino Híbrido dentro da carga horária, e a luta pela garantia da Educação Especial; fazendo plenárias sobre a tercerização dos funcionários, sobre a PEC 32 e demais ataques sofridos pela categoria;
  1. Orientar as Direções dos 42 Núcleos a procurar as Câmaras Municipais de Vereadores dos municípios de sua abrangência, para debater a PEC 32 e buscar a aprovação de Moções de Repúdio à Reforma Administrativa;
  1. Participar ativamente do Plebiscito Popular sobre as Privatizações, de Resistência e Combate às Políticas dos Governos que atacam o patrimônio público e estatal, os direitos do povo e dos trabalhadores;
  1. Carta à Comunidade Escolar relatando como está a situação das escolas em relação a vários aspectos como: sobrecarga de trabalho, nova matriz curricular, não adequação dos protocolos, colocando a responsabilidade da volta presencial no governo;
  1. Cobrar do Governo os novos protocolos, já que o momento exige novas adequações, orientações sobre a limpeza, uso correto de termômetros, testagem e EPIs adequados, máscaras certificadas como a PFF2;
  1. Buscar solução para as aulas presenciais e online que estão sobrecarregando o trabalho docente dos professores;
  1. Lutar pelo aumento do vale-refeição, pois atualmente o valor concedido pelo Estado não cobre as despesas de alimentação realizada em função do exercício profissional;
  1. Lutar para que seja feito, Concurso Público para Professores, Funcionários de Escola e Especialistas;
  1. Contra o fechamento escolas de curso normal;
  1. Vídeos feitos pelos educadores comentando como são as suas rotinas no dia a dia;
  1. Fazer a defesa de que os alunos que fizerem a opção de continuar com o ensino remoto sejam atendidos de forma remota pelos professores;
  1. Fazer cards periódicos questionando a comunidade escolar sobre a segurança sanitária da escola de seu filho (ex.: o termômetro da escola do seu filho está funcionando); 
  1. Tornar mais acessível e menos burocrático o processo de “filiação” ao CPERS no site do Sindicato;
  1. Hora-atividade dos professores de séries iniciais, muitas tarefas e 1 hora por semana está sendo insuficiente para realizá-las;
  1. Teletrabalho para as gestantes;
  1. Realizar formação política;
  1. Fazer faixas para as escolas exigindo reposição salarial com o índice mínimo exigido pela categoria;
  1. Publicar spots nas rádios com esclarecimentos sobre a PEC 32 e privatizações no RS. 

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Seguindo a linha do autoritarismo, o governo Eduardo Leite (PSDB) ataca novamente ao alterar, sem aviso prévio, os percentuais do Adicional de Local de Exercício, afetando diretamente escolas de Porto Alegre. O governador destrói a escola pública e penaliza os trabalhadores em educação.

Em portaria publicada no Diário Oficial, a Seduc inclui UMA escola para receber o benefício, enquanto diminui ou retira o benefício de outras centenas de escolas da capital.

O CPERS vem cobrando do governo transparência quanto aos descontos e estornos acumulados. Na próxima quinta-feira (02), a direção do Sindicato se reunirá novamente com a Secretaria da Fazenda e cobraremos esclarecimentos sobre mais este ataque cruel contra quem trabalha no chão da escola.

Como se não bastasse o achatamento dos valores da antiga Gratificação de Difícil Acesso, assim como na questão dos vales-transportes, o desconto veio retroativo e em uma parcela no contracheque de agosto.

Desde a mudança no método de cálculo do Local de Exercício que, na prática, reduziu os proventos de quase 70% da categoria, o Sindicato também cobra a participação de representantes do CPERS na comissão de reenquadramento.

Diversos educadores relatam descontos de até R$ 600 no contracheque. O benefício, que deveria servir para incentivar o trabalho em locais que poucos querem ir, como escolas periféricas, distantes ou localizadas em regiões violentas e de trafegabilidade limitada, se torna mais um desestímulo. Eduardo Leite mostra mais uma vez que está alinhado ao governo Bolsonaro.

Desde 2015, mais de 10 mil educadores(as) abandonaram a rede estadual, reflexo de uma política que beneficia bancos e grandes empresas e a cada mês aprofunda o empobrecimento da categoria.

“Somamos sete anos sem reposição, com metade do salário corroído pela inflação, descontar qualquer quantia sobre o nosso já minguado salário ameaça o dia a dia de uma categoria que precisa escolher entre comer e pagar as contas”, ressalta a presidente Helenir Aguiar Schürer.

O governo Leite precisa olhar para a educação e priorizar o que importa. Nós fazemos a nossa parte e exercemos nosso trabalho com amor, mas amor não paga as contas.

Essa é a cara do atual governo: vende o patrimônio público, castiga os trabalhadores em educação e beneficia os ricos e poderosos. Para os pequenos nada, para os grandes tudo. Basta!

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O CPERS entra setembro em vigília permanente pela justa reposição salarial da categoria. Já são sete anos sem nenhum centavo de reajuste, levando professores e funcionários de escola a situação de miserabilidade.

Diferente do discurso de campanha, quando afirmava que bastava levantar da cadeira para valorizar os educadores, o governador Eduardo Leite elegeu a educação como sua inimiga e vem, sucessivamente, retirando direitos históricos.

Confisco do salários dos aposentados(as), fim de vantagens temporais, descontos acumulados do vale-transporte e o não pagamento dos dias trabalhados para recuperar a greve são alguns dos ataques que minguam ainda mais os já ínfimos recursos da categoria.

“O governo Leite segue com as mesmas políticas de Sartori, só que aprofundando ainda mais a retirada dos nossos direitos. Bolsonaro fez a reforma da previdência, taxando os aposentados, e imediatamente o governador fez o mesmo aqui. O sucateamento da educação pública e o desmonte dos serviços públicos fazem parte do projeto de ambos. Seguimos na luta contra este projeto de destruição do Rio Grande do Sul e do Brasil”, observou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

O segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, frisou que o salário da categoria não acompanha os índices da inflação e nem a alta dos preços. “Houve aumento do gás, da luz, da gasolina, da alimentação, de tudo. E o nosso salário segue o mesmo. Um governo que não olha para a educação, não faz investimento no futuro”, frisou.

Direção reforça necessidade urgente de reposição

“Enfrentamos um governo que vem retirando direitos ao mesmo tempo que implementa a privatização  dos serviços  públicos como Corsan, a  CEEE e o Banrisul,  deixando o Estado menor para a classe trabalhadora”, observou a diretora Vera Lessês.

A diretora Suzana Lauermann observou que diante da desvalorização, há falta de interesse de ingresso na carreira. “São sete anos de salário congelado, sem concurso público e com um plano de carreira destruído. Nas atuais condições a falta de educadores se tornará ainda maior.”

Juçara Borges, diretora do CPERS, lembrou do impacto aos aposentados. “A retirada  dos nossos direitos nos deixa sem condições  de termos uma vida digna. Estamos sendo penalizados, pagando novamente a previdência”, destacou.

“Os educadores estão tendo que escolher entre comer e pagar as suas contas. Isso é inaceitável. Ano que vem tem eleições estaduais e nacional. Vamos dar a resposta nas urnas”, afirmou a diretora Alda Bastos Souza.

“Os funcionários da educação recebem o menor salário na pirâmide salarial do estado do Rio Grande do Sul. Têm que escolher entre pagar as contas ou comprar comida. O que Eduardo Leite faz é desumano”, ressaltou a diretora Sonia Solange Viana.

A diretora Glaci Weber alertou para o risco do fim da paridade dos aposentados. “Os aposentados repudiam o sequestro dos seus salários, realizado por Leite e Bolsonaro através da reforma da previdência. Agora querem fazer a reforma administrativa para terminar com a paridade.”

“Nossa categoria está miserável, endividada com os empréstimos no Banrisul para tentar sobreviver. Precisamos da reposição para termos um mínimo de dignidade. Governador, respeite quem faz a educação desse estado”, disse a diretora Rosane Zan.

“Hoje estamos apoiando também o movimento do pessoal do Sindiágua e da Corsan, contra a privatização. E sempre lembrando da nossa necessária reposição salarial”, enfatizou o diretor Amauri Pereira da Rosa.

“Não é possível imaginar um país ou estado que cresça sem valorizar a educação pública. Não é tarefa do estado economizar, ter dinheiro em caixa, ao contrário, o estado precisa investir, especialmente em educação, para que servem 2,7 bilhões de superávit se educadores ganham somente para se alimentar?”, observou a diretora Carla Cassais.

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Nesta quarta-feira (1º), o CPERS junto à Frente dos Servidores Públicos (FSP) realiza Ato Não à Reforma Administrativa em Santa Cruz do Sul, às 11h, na Praça Getúlio Vargas (Rua Ramiro Barcelos, 918, Centro).

A mobilização acontece na base eleitoral do deputado federal Marcelo Moraes (PTB/RS) para pressioná-lo a votar contra a PEC 32/2020 – Reforma Administrativa.

A PEC 32, que tramita no Congresso Nacional, representa a destruição dos serviços públicos, das carreiras e dos direitos da categoria e do conjunto do funcionalismo público.

Educadores e educadoras pertencentes ao 18º núcleo (Santa Cruz do Sul) estão convidados a participar da atividade com os demais servidores públicos e movimentos sociais da região. Participe!

Conheça 4 pontos para lutar contra a PEC 32! Vamos juntos barrar a Reforma Administrativa!

  1. Com a Reforma Administrativa, cargos públicos podem ser ocupados por apadrinhados políticos sem qualificação profissional
  2. Com a Reforma Administrativa, o servidor pode ser perseguido politicamente e desligado;
  3. Com a Reforma Administrativa, servidores aposentados podem perder a paridade com reajustes da ativa
  4. Com a Reforma Administrativa, todos os planos de carreira entrarão em extinção

Veja aqui como pressionar os deputados para que digam NÃO à Reforma Administrativa 

 

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O CPERS repudia a perseguição e os ataques violentos a um profissional da educação praticados pelo prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro (PSDB). A atitude ataca a liberdade de ensino, garantida pela Constituição brasileira de 1988, e expõe de forma perversa o educador nas redes sociais.

Com atitudes homofóbicas, sem pudor e nem constrangimento algum, Clésio anunciou em vídeo a demissão de um professor de Artes da Rede Municipal de Ensino.

Além de proferir palavras de baixíssimo nível, o que é inaceitável sobretudo para um político e gestor público, o prefeito usa procedimentos inconstitucionais ao atacar a liberdade de ensino, trazendo prejuízos à dignidade humana de caráter coletivo.

São ataques violentos contra um educador – que buscou trabalhar a diversidade, a autoestima e contrapor o padrão de beleza colocado na sociedade – ao reproduzir para os alunos o premiado clipe, com temática LGBTQIA+, da música “Etérea”, do cantor Criolo.

Pela exposição perversa nas redes sociais, além do constrangimento e intimidação que vem sofrendo, o professor pretende sair da cidade.

O estopim foi uma denúncia sobre o ocorrido, por um pai de estudante, encaminhada à candidata derrotada nas últimas eleições da cidade, Júlia Zanatta (PL).

A partir de um vídeo, produzido e repercutido nas redes sociais de Júlia, o prefeito sucumbiu às pressões da candidata que derrotou no pleito.

O CPERS não tolerará homofobia contra um profissional da educação que, em seu livre direito de ensinar, decidiu abordar com sua turma a pauta da diversidade.

Ao senhor prefeito e à sua adversária política faltaram um professor como esse que agora, demitido da rede de ensino, sofre uma perseguição atroz por simplesmente exercer a sua profissão dignamente.

O Sindicato repudia veementemente o ocorrido na cidade de Criciúma. O gestor público e demais envolvidos devem responder judicialmente pelo ocorrido.

Homofobia é crime! A liberdade de ensinar e aprender é garantia expressa em nossa lei maior. Não passarão!

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Diante das mais de 578 mil vítimas de covid-19 que tiveram o direito à vida negado e da devastação de conquistas sociais promovidas pelo governo Bolsonaro, a 27ª edição do Grito dos Excluídos ocupará as ruas no próximo de 7 de setembro, por todo o país, para lembrar que a “vida deve estar em primeiro lugar”.

Esse é o lema de 2021 da tradicional mobilização organizada no chamado Dia da Independência, que terá como tema “a luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já”. O mote foi escolhido pela Confederação Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB).

Desde 1995 mobilizando cidadãos em todo o Brasil – em contraponto às manifestações “cívicas” que marcam a data –, o Grito dos Excluídos soma-se novamente à campanha nacional pelo “Fora Bolsonaro” em protesto às vozes de brasileiros que foram “abafadas” pela política negacionista do governo federal.

Em meio a tantas tragédias, o Grito dos Excluídos também lembra das vítimas da violência policial. Como as mães do Jacarezinho, comunidade da zona norte do Rio de Janeiro, onde uma operação da Polícia Civil deixou 28 mortos em 6 de maio deste ano. A maior letalidade oficialmente declarada em ações policiais.

Grito da Democracia

Contra o avanço dos grandes projetos sobre as terras indígenas, povos quilombolas e as agressões ao meio ambiente, a 27ª Edição do Grito dos Excluídos destaca as vozes seculares de resistência dos povos originários. Na luta em defesa da Constituição, ao menos 173 povos estão hoje na linha de frente para derrubar a tese do “marco temporal”.

Essa interpretação, defendida por ruralistas, pode alterar brutalmente as regras para a demarcação de terras indígenas e abrir os territórios para exploração mineral e agrícola, colocando ainda mais em risco a sobrevivência dos povos originários e com ainda mais desmatamento dos biomas nativos.

Por conta de toda essa união de lutas, o próximo 7 de Setembro será a grande oportunidade de se ouvir as vozes que são invisibilizadas e clamam pela participação, inclusão e o exercício dos direitos sociais.

Informações: Rede Brasil Atual, Clara Assunção, 26/08/2021

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O relator da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 32/2020, a Reforma Administrativa, deputado Arthur de Oliveira Maia (DEM-BA), adiou a entrega do parecer da matéria para segunda-feira (30).

Mais do que nunca é necessário uma forte pressão aos parlamentares para que barrem essa Proposta que afeta de forma brutal os direitos dos servidores, acaba com os serviços públicos e escancara as portas para o apadrinhamento e a corrupção.

> Saiba como a Reforma Administrativa ataca funcionários e professores, na ativa e aposentados

Vamos juntos barrar a Reforma Administrativa!

👉🏽Acesse o   e veja os nomes e contatos dos parlamentares favoráveis, contrários e indecisos.

👉🏽 Participe comentando no Facebook ou mandando whatsapp para os parlamentares que estão indecisos.

Para facilitar, deixamos uma sugestão de mensagem:

“Senhor (a) Deputado (a):
Como eleitor (a) venho manifestar repúdio à Proposta de Emenda à Constituição 32/2020, que está em tramitação nesta Casa.
A Reforma Administrativa é um verdadeiro massacre ao servidor público, retirando direitos conquistados há anos. Além disso, a proposta não ataca o problema das desigualdades no setor público, mantém privilégios para a elite do funcionalismo e acaba com os serviços públicos oferecidos a população.

Em 2022, teremos Eleições gerais!
Quem votar a favor, não volta!
Vote contra a PEC 32/2020.
Diga não à retirada de direitos!

🚫 Não à Reforma Administrativa!

 

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A EEEM Senador Alberto Pasqualini, localizada na zona rural do município de Canguçu, está desde 2019 sem água própria para consumo.

A diretora Marli da Silva Einhardt relata que o problema começou em 2018, quando a cacimba apresentou água escura e pesada. “Em 2019 foram feitas diversas analises na água, onde foi detectado um índice de turbidez elevada. Imediatamente levamos a situação para a 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE)”, afirma Marli.

Em fevereiro de 2020, a coordenadora de educação Alice Maria Szezepanski foi até a escola e visitou o local do poço e uma propriedade vizinha, na possibilidade de conseguir água potável para suprir as necessidades da escola. “Conseguimos a cedência da cacimba vizinha, mas ao ser feita análise, a água também apresentou contaminação por estar localizada dentro de um campo/piquete de animais”, relata Marli.

Num segundo momento, Marli e Alice visitaram outra propriedade com poço artesiano para ver a possibilidade de abastecimento.

“Como a propriedade é comercial e a vasão de água do poço não é grande, o vizinho propôs ofertar água para a confecção da alimentação na escola, até se encontrar uma solução para o grave problema”, destaca a diretora.

No início de março de 2020, a CRE acionou a Coordenadorias Regionais de Obras Públicas (CROP), que  enviou um engenheiro para analisar a situação da instituição. O engenheiro constatou que a solução para o problema seria a construção de um poço artesiano para a escola.

“Foi então que chegou a pandemia da Covid-19 e tudo parou. Continuamos angustiados com a situação e com o problema sem solução. Com a determinação do retorno as aulas presenciais a comunidade escolar começou a cobrar mais e mais”, desabafa Marli.

Escola continua correndo contra o tempo para solucionar problema 

Em reunião com a CRE, foi colocado para equipe diretiva que a solução mais rápida e viável economicamente seria a de construir uma unidade de tratamento de água.

“A partir daí começamos a busca de empresas que realizem esse tipo de serviço. Como no município de Canguçu não tem nenhuma empresa nesta área, buscamos orçamentos de várias empresas de outros municípios para então pedir a liberação de recurso em caráter emergencial”, explica Marli.

No momento a escola está em negociação com uma empresa do noroeste do Estado, próximo a Cruz Alta, em busca de um projeto orçamentário para a execução do serviço.

“A unidade de tratamento da água necessitará de um acompanhamento mensal de um técnico, ampliando os custos de manutenção. Enquanto isso a escola continua interditada, com aulas remotas e a comunidade escolar indignada. Por não entender o porquê da demora na solução do problema”, lamenta a diretora.

A instituição é a única de ensino médio de todo o terceiro distrito de Canguçu. O sinal de internet é precário e muitos alunos enfrentam dificuldades para acompanhar as aulas online.

O presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM) da comunidade, Flavio Luiz das Neves Borges, conta que tem um carinho especial pela escola, já que ano passado sua filha se formou no ensino médio pela instituição. Flavio relata que a comunidade escolar está bem triste com o morosidade do Governo do Estado em solucionar a questão.

“Estamos buscando, por meio de recursos viáveis e órgãos competentes tangenciar o problema, mas ainda não achamos uma solução para que os alunos e funcionários possam retornar às atividades”, observa.

O diretor do 24º núcleo (Pelotas), Mauro Rogério da Silva Amaral está acompanhando o caso junto à CRE.

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Na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, o ministro da educação, Milton Ribeiro, reafirma seu preconceito ao dizer que crianças com deficiência que estudam em escolas públicas têm um grau que as impossibilita de conviver com outros alunos. Anteriormente, em entrevista à TV Brasil, ele já havia declarado que “há crianças com grau de deficiência que é impossível a convivência”.

Também insiste em usar o termo “inclusivismo”, que ele mesmo criou, e afirma que os educadores não têm a capacitação necessária.

Os preconceitos em série manifestados pelo ministro resumem as propostas segregacionistas do governo Bolsonaro, que tenta impor o decreto federal nº 10.502, com o intuito de criar a nova Política Nacional de Educação Especial (PNEE) e permite que as escolas regulares decidem se querem ou não atender crianças e jovens com com algum tipo de deficiência.

Ou seja, vai na contramão da construção de uma sociedade mais justa e igualitária, presente no Plano Nacional de Educação (PNE), fruto de uma construção da sociedade civil alinhada com a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ribeiro deixa claro seu desconhecimento e inabilidade para ocupar o cargo. Desconhece, por exemplo, que a escola é fundamental para a inclusão social, pois vai muito além do conteúdo. É um local de troca de experiências para saber lidar com as diferenças e limitações, exercer a empatia e desenvolver habilidades que um lugar restritivo não proporciona.

A educação é direito de todos e nesse “todos” não cabe exceção ou condicionantes. Se alguém não se beneficia de determinada escola regular, cabe ao poder público mudar a escola e não segregar pessoas.

Construir um mundo mais justo para todas as pessoas passa, necessariamente, pelo encontro com a diferença na escola.

Ministro, quem atrapalha a educação é a intolerância e o preconceito!

O CPERS repudia as falas discriminatórias e excludentes do ministro, que deixam claro que a destruição da educação é um projeto do governo Bolsonaro.

O Sindicato reforça seu compromisso em defesa de uma educação pública, democrática, gratuita, de qualidade e com acesso de todas e todos. E conclama a categoria e toda a sociedade para denunciar, resistir e derrotar a política de Bolsonaro e Ribeiro.

 

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