Nesta quarta-feira, 1º de outubro, Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, o CPERS, por meio do Departamento de Aposentadas(os) e de seus núcleos, promoveu atos de resistência em defesa dos direitos dessa parcela da categoria, com o tema “Valorização, Respeito e os Desafios do Envelhecimento”.

Em Santa Maria (2º Núcleo) e Carazinho (37º Núcleo), as(os) educadoras(es) aposentadas(os) estiveram nas praças centrais das cidades, unindo forças contra o confisco da Previdência, implantado no (des)governo Bolsonaro (PL), que alterou o sistema de previdência social e afetou a valorização de toda a categoria. Além disso, foram abordadas outras pautas relacionadas à dignidade e à justiça da classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1.

O local escolhido para a mobilização em Santa Maria foi a Praça Saldanha Marinho, onde esteve presente Sandra Regio, coordenadora do Departamento de Aposentadas(os). Sandra reforçou questões importantes a respeito da ilegalidade do confisco previdenciário, destacou a importância da mobilização para a categoria e ressaltou que o CPERS, desde 2019, vem atuando e continuará atuando na luta por essas reivindicações. 

Durante o ato, Sandra destacou: “Desde 2019, quando Bolsonaro assinou a reforma da Previdência, que confiscou o salário dos professores aposentados, estamos na luta contra esse confisco. A luta continuará, pois somos professores aposentados, e não inativos! Seguiremos firmes até que o confisco seja extinto e a dignidade da categoria, seja restaurada. Estamos sempre na linha de frente, buscando os direitos que nos foram retirados pelo governo de Eduardo Leite.”

A questão foi levada às ruas em protesto pelas(os) educadoras(es) aposentadas(os), que denunciam que o problema vai muito além de uma questão orçamentária ou administrativa. Trata-se de uma afronta aos direitos constitucionais básicos, que ameaça a dignidade das(os) aposentadas(os), no momento em que mais precisam.

Além disso, foi reivindicada a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, medida que faz parte dos princípios que regem a busca por uma sociedade mais justa e que pode beneficiar muitas educadoras e educadores, tanto aposentadas(os) quanto ativas(os).

Cabe ressaltar que, neste mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, que agora segue para análise no Senado Federal. Esse avanço reforça a importância da pressão e da luta da categoria, demonstrando o impacto da união e das mobilizações na busca pela proteção dos direitos e pela garantia da justiça social.

Outros núcleos também realizaram atos para fortalecer a mobilização e somar forças na luta pelos direitos das(os)aposentadas(os). A união das diferentes regiões representa a força do movimento, amplia as vozes e evidência que, mesmo diante de tantos retrocessos, a resposta seguirá sendo a mobilização organizada e permanente.

O CPERS reforça que segue mobilizado diante dos inúmeros ataques à educação pública, aos direitos das(os) aposentadas(os) e de toda a categoria. O Sindicato atua de forma firme em todas as frentes, mediando atos de resistência, buscando reuniões com os órgãos competentes sobre assuntos de interesse da categoria e acompanhando as questões junto ao jurídico, tanto na luta por melhores condições salariais quanto na garantia dos direitos previdenciários. 

Seguiremos unidas(os) para enfrentar os desafios e construir uma sociedade mais justa e democrática! 

>> Confira mais fotos da mobilização:

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Nesta quarta-feira (1º), a 6ª Mostra Pedagógica do CPERS seguiu com atividades nos núcleos de Montenegro (5º), Gravataí (22º) e Pelotas (24º). Ao todo, 26 iniciativas foram apresentadas, trazendo reflexões fundamentais para a educação, como sustentabilidade, combate ao racismo estrutural, mudanças climáticas, entre outros temas de grande relevância.

Enquanto Eduardo Leite (PSD) insiste em aprofundar a precarização da educação no Rio Grande do Sul, professoras(es), funcionárias(os) de escola e estudantes mostram que a escola pública resiste. A cada Etapa Regional da Mostra, multiplicam-se experiências de inovação, solidariedade e criatividade, em contraste gritante com o abandono promovido pelo governo. Confira abaixo como foram as Mostras Regionais desta quarta-feira (1º)!

Mostra do 24º Núcleo celebra práticas pedagógicas e fortalece a luta coletiva

Em Pelotas, a Mostra do 24º Núcleo transformou o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação em um espaço de celebração da prática docente e de resistência coletiva. Na ocasião, a Direção Central esteve representada pelo 2º vice-presidente e coordenador da Comissão de Educação do Sindicato, Edson Garcia, e pela também diretora da Comissão, Sandra Silveira, que reforçaram a necessidade de dar visibilidade ao que é produzido nas salas de aula.

“A Mostra de Pelotas se afirmou como um verdadeiro espaço de resistência, de denúncia e, sobretudo, de inclusão. Ao abordar temas tão urgentes como o antirracismo, o antimachismo, o combate à LGBTQIA+fobia e a valorização de uma vida e alimentação saudáveis, ela demonstrou que a escola é um espaço de formação cidadã, de reflexão crítica e de transformação social. Um dos grandes diferenciais deste evento foi dar protagonismo a vozes muitas vezes invisibilizadas. A presença de estudantes com deficiência escancarou a dura realidade enfrentada diariamente nas nossas escolas: a falta de estrutura, de acessibilidade e de condições adequadas para garantir o direito pleno de todos e todas à educação. Do mesmo modo, a atividade nos brindou com momentos culturais marcantes, como a apresentação de uma orquestra formada por alunos da rede pública. Esse gesto revelou, com sensibilidade, a potência que emerge quando se investe na arte e na cultura como parte integrante da formação escolar. Ao reunir esses elementos, a Mostra reafirmou o papel da escola como espaço de cidadania, de acolhimento e de construção coletiva”, explicou Edson.

Na abertura do encontro, a orquestra da EEEM Areal emocionou o público com uma apresentação que será realizada novamente na Mostra Estadual, em novembro, em Porto Alegre.

Quatro projetos de escolas da região se apresentaram: “Cartas de Guerra”, do IEE Aimone Soares Carriconde, resgatou memórias históricas e provocou reflexões sobre paz e direitos humanos; “Inclusão através da atividade física, o despertar do corpo”, do CE Dom João Braga, apresentou o esporte como ferramenta de integração. Do CE Cassiano do Nascimento, surgiram duas potentes iniciativas: “Tod@s por Uma”, focado na solidariedade escolar, e “Molécula ao Creme – Comida Boa, Vida Top”, que aproximou ciência e cotidiano ao tratar de alimentação saudável.

A Comissão Avaliadora foi composta por Eliane Aires, Adão Luiz da Rosa e Maria da Graça Machado Almeida, que reconheceram o esforço e a criatividade das propostas.

Representando o 24º Núcleo, participaram do encontro a diretora, Bernadete Seixas de Ávila, a vice-diretora, Karita Gill Sinoti, e as(os) diretoras(es): Antonio Alberto Andreazza, Maria Virgínia Fagundes, Maria da Graça Almeida, Eloísa Sodré, Carmen Beatriz Ucker e Ramão Pinheiro.

Da reciclagem à crítica social: práticas pedagógicas que desafiam o projeto neoliberal do governo ganham destaque em Montenegro

A Mostra Regional em Montenegro (5º Núcleo) expôs a precarização da rede estadual de ensino. Realizada no Sindicato dos Metalúrgicos, reuniu 16 projetos, dos Anos Iniciais ao Ensino Técnico, muitos deles voltados às enchentes, ao racismo estrutural e à falta de políticas públicas que aprofundam a crise educacional. A atividade contou com a presença de mais de 300 pessoas, que prestigiaram as inciativas produzidas no chão das escolas da região.

Um dos momentos mais marcantes foi o projeto “Precarização da Educação Rio-Grandense em Escolas Estaduais”, em que a aluna Camila Reidel destacou: “Observamos um contexto de desvalorização dos professores, a falta de estrutura nas instituições, o impacto direto na formação do estudante e consequentemente no futuro da sociedade. O nosso objetivo é dar visibilidade a um problema que afeta milhões de pessoas, especialmente os alunos e educadores da rede estadual. Então queremos mostrar como a ausência de políticas públicas adequadas contribui para a precarização da educação, como isso interfere na qualidade do ensino e nas condições de trabalhos dos profissionais”. Sua colega, Ariane Vier, reforçou: “Além disso, o contato direto com os professores e alunos, e a realidade que vivemos em algumas escolas, nos motivou ainda mais a pesquisar sobre o assunto”.

Outras iniciativas chamaram a atenção pela inovação, como “Sustentabilidade em Jogo”, da Escola Estadual Dr. Jorge Guilherme Moojen, que uniu matemática, ciências e consciência ambiental. “O nosso projeto não foi realizado somente para revisar matérias, e sim para que as pessoas entendam que os materiais recicláveis são importantes para o meio ambiente”, explicou a estudante Monique Israel de Mello Alves. A colega Ketlyn Oliveira completou: “O nosso projeto não foi feito apenas para jogar, e sim aprender a matéria que está sendo desenvolvida de forma divertida”. Para a professora Letícia de Mello da Silva, a reciclagem como recurso pedagógico “ajudou na questão da aprendizagem dos alunos, com uma didática lúdica e facilitadora, para que eles consigam resolver problemas e sejam mais estimulados com autonomia”.


A Comissão Avaliadora foi formada pelas(os) educadoras(es), Adriane Boff, Anna Xavier, Cristiane Gehrke, Grasiela Monteiro, João Batista, José Cirne, Letícia Mossmann, Lucas Braga, Mclane Stumm, Mariana Garcia, Mateus Dalchiavon, Michael da Silva, Nycolas Kochhann, William Sawicki, Alex Saratt, Juçara Borges e Elbe Belardinelli. 

Na avaliação do 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, a Mostra de Montenegro foi “um grande sucesso”, tanto pelo número de trabalhos quanto pela qualidade e relevância das propostas. “O evento mostra a vitalidade e a força da escola gaúcha, o comprometimento dos educadores, direções e alunos, com projetos que tenham significação na sua vida, não só com atividades que prezam a teoria, mas que também consigam oferecer soluções práticas para a comunidade. Mostra também que a pedagogia na qual nós lutamos no Sindicato está muito diferente e muito distante daquela pedagogia de mercado, daquela pedagogia voltada apenas para o desempenho e resultados, e que não dialoga com a cidadania, com a sustentabilidade e com a democracia”.

O diretor Elbe Belardinelli, que também integra a Comissão de Educação do Sindicato, foi enfático ao apontar a disputa de projetos que atravessa a educação pública gaúcha: “Essa também é uma disputa pedagógica. Por um lado, o governo avança no seu projeto neoliberal, individual, de educação meritocrática, e por outro lado, nós do CPERS propomos uma outra escola. Uma escola diferente, humanista, que pense na integralidade. Essa é a disputa do projeto”.

Representando a Direção Central do CPERS, também participou da atividade a diretora Juçara Borges. Do Núcleo, marcaram presença a diretora-geral, Elisabete de Vargas Pereira, a vice-diretora, Simone Garcia Nunes e a secretária, Lara Maria Lampert.

Em Gravataí, estudantes provam que a escola pública é espaço de cidadania

Ainda nesta quarta-feira (1º), a edição de Gravataí (22º Núcleo) reuniu educadoras(es) e estudantes no Colégio Estadual Antônio de Castro Alves, em Alvorada, em outro momento de afirmação da vitalidade da educação pública.

A Direção Central foi representada por Andréa Nunes da Rosa, diretora e membro da Comissão de Educação, e pela diretora Daniela Peretti, enquanto o Núcleo esteve representado pela diretora Rosane Moreira Jardim e as(os) dirigentes Anderson de Lima Vicente e Fernanda Quevedo Rolim.

A Comissão Avaliadora, formada por Anderson de Lima Vicente, Fernanda Quevedo Rolim, Josiane Ladelfo e Eliz Regina Soares Silveira, destacou a seriedade e a relevância dos seis trabalhos inscritos.

Para a diretora Andréa Nunes da Rosa, o brilho nos olhos das(os) estudantes e a dedicação das(os) educadoras(es) mostram que o CPERS segue construindo uma educação transformadora: “Foi uma tarde muito significativa, presenciamos trabalhos excelentes, estudantes engajados e muito envolvidos nos projetos. Trabalhos que promovem a inclusão,  a solidariedade, de muita relevância social, política e já consolidados em suas escolas”, frisou.

Da EEEM Tuiuti, de Gravataí, o projeto “Processo Eleitoral Brasileiro (Eleições)” estimulou a reflexão sobre democracia e participação cidadã. Já o CE Antônio de Castro Alves apresentou o criativo “Castrogram”, que levou a linguagem digital para dentro da escola, e “Escritores da Escola/Mostra Artística”, voltado para a valorização da produção literária das(os) estudantes. A EEEM Farroupilha, de Viamão, trouxe três trabalhos: “A Expansão Imperialista no Século XIX”, “Farroups News – Um Jornal Inclusivo” e o “Clube de Ciências”.

De Pelotas a Gravataí, passando por Montenegro, as Etapas Regionais da 6ª Mostra Pedagógica do Sindicato revelam uma realidade incontornável: a educação pública gaúcha resiste pela força e pela dedicação de suas(seus) profissionais, estudantes e comunidade escolar, apesar do descaso e da omissão do governo Eduardo Leite (PSD). 

As Etapas Regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados em cada região para a Etapa Estadual:

> EDIÇÃO REGIONAL DE MONTENEGRO (5º NÚCLEO):

Ensino Fundamental – Anos iniciais:

  • A Inteligência artificial, amiga da sustentabilidade! – Escola Engenheiro Paulo Chaves 

Ensino Fundamental – Anos finais:

  • Produção de extrato pirolenhoso no Brasil – Escola Engenheiro Paulo Chaves 
  • Reflexões sobre o racismo estrutural e o empoderamento da mulher negra – Escola Adão Martini  

Ensino Médio:

  • Euro Quest- TCMC Treinamento Cognitivo com Mídia Cultural- Escola Dr. Paulo Ribeiro Campos 

Ensino Técnico:

  • Bala dura funcional à base de erva-mate (ilex paraguariensis) – Escola São João Batista

> EDIÇÃO REGIONAL DE GRAVATAÍ (22º NÚCLEO):

Ensino Médio:

  • Processo Eleitoral Brasileiro (Eleições) – EEEM Tuiuti (Gravataí)
  • Castrogram – CE Antonio De Castro Alves (Alvorada)
  • A Expansão Imperialista no Século XIX – EEEM Farroupilha (Viamão)
  • Escritores da Escola/ Mostra Artística – CE Antônio de Castro Alves (Alvorada)
  • Farroups News_Um Jornal Inclusivo – EEEM Farroupilha (Viamão)
  • Clube de Ciências – EEEM Farroupilha (Viamão)

> EDIÇÃO REGIONAL DE PELOTAS (24º NÚCLEO):

Projeto: Cartas de Guerra
Professora: Nazine de Moura Bittencourt Ribeiro
Escola: IEE Aimone Soares Carriconde

Projeto: Inclusão através da atividade física, o despertar do corpo.
Professora: Elisa Machado Milach
Escola: CE Dom João Braga

Projeto: Tod@s por Uma
Professora: Sedeni Vieira de Moraes
Escola: CE Cassiano do Nascimento

Projeto: MOLÉCULA AO CREME “Comida Boa, Vida Top: Alimentação Saudável para Arrasar na Adolescência”
Professores: Lauren e Luis Henrique
Escola: CE Cassiano do Nascimento

>> Confira, abaixo, mais fotos das Etapas Regionais da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS: 

> PELOTAS (24º NÚCLEO): 











> MONTENEGRO (5º NÚCLEO):

> GRAVATAÍ (22º NÚCLEO): 

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Nos dias 29 e 30 de setembro e 1º de outubro, a coordenadora do Departamento de Mulheres do CPERS, Joara Dutra, participou da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. O evento reuniu cerca de 4 mil representantes de todas as regiões do país.

A abertura contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, de ministras e ministros de Estado, parlamentares e lideranças sociais. Também marcaram presença, representantes da Marcha das Mulheres Negras, das Margaridas, das Mulheres Indígenas, da Visibilidade Trans, Caminhada Lésbi-SP e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM).

Para Joara, a Conferência é um marco na mobilização e na luta pelos direitos das mulheres. “A Conferência é um grande ato político de discussão de todas as pautas das mulheres, desde o enfrentamento à violência, a luta por melhores condições de trabalho, pela autonomia econômica, pelas políticas de cuidado e igualdade social, até a luta contra o racismo, o sexismo e a transfobia. É um espaço essencial para a construção de políticas que garantam igualdade em todos os setores da sociedade”, destacou.

Ações de combate à desigualdade salarial e de gênero

No primeiro dia (29), o painel “Políticas públicas e ações para as mulheres do Brasil”, contou com a presença de ministras do Governo Federal e debateu o combate à desigualdade salarial, no enfrentamento à violência de gênero e na ampliação da participação feminina em cargos de liderança.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciou visitas a estados que ainda não possuem Secretaria da Mulher, para fortalecer a integração. Já Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação, apresentou medidas como cotas para mulheres em situação de violência, apoio à movimentação de servidoras vítimas e paridade de gênero no Concurso Público Nacional Unificado.

Entre os pontos de destaque, estiveram: a aprovação da lei que garante 30% de mulheres em conselhos de estatais; a defesa da equiparação salarial, apresentada por Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; a denúncia de trabalho análogo à escravidão entre domésticas, feita por Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos; a elaboração da Conferência das Mulheres Indígenas, anunciada por Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas; e a crítica à desigualdade salarial no país, ressaltada por Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia. O painel reforçou a ideia de que não há desenvolvimento, democracia ou justiça social sem igualdade de gênero.

Políticas públicas para mulheres e Marcha das Mulheres marcam o segundo dia

Na terça-feira (30), a programação contou com 12 painéis temáticos pela manhã, que abordaram diferentes dimensões das políticas públicas para as mulheres. À tarde, os Espaços de Diálogo, organizados em 20 grupos e 15 eixos temáticos, analisaram e sistematizaram propostas municipais e estaduais, que integrarão o documento final da Conferência e orientarão políticas do Governo Federal.

A diversidade cultural foi valorizada com uma mostra de economia solidária e criativa, lançamentos de livros, exposições artísticas e a Alameda “Mulheres na luta por democracia, igualdade e soberania”.

Ainda à tarde, ocorreu a Marcha das Mulheres, que reuniu cerca de 4 mil participantes em caminhada que teve concentração no Museu Nacional da República e culminou até o Congresso Nacional, denunciando as múltiplas violências às quais as mulheres são submetidas diariamente.

 5ª CNPM encerra com debates e votação de propostas  

No encerramento do encontro, nesta quarta-feira (1º), a programação incluiu um painel sobre o processo conferencial, a plenária final para debate e votação das propostas e o lançamento de duas cartilhas: Direitos de Mulheres Trans e Travestis e Ações Climáticas. A atividade terminou com a assinatura de atos, apresentações culturais e o festival “Democracia, Igualdade e Soberania”.

A participação do CPERS em espaços como a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres é essencial para fortalecer a luta pela igualdade de gênero e pelos direitos sociais. Estar presente nesses debates amplia a voz da categoria, garante que as demandas das trabalhadoras da educação sejam ouvidas e contribui para a construção coletiva de políticas públicas que promovam justiça social, valorização profissional e o enfrentamento de todas as formas de discriminação e violência.

Informações e fotos: Ministério das Mulheres

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Nesta terça-feira (30), mais dois núcleos do CPERS receberam as etapas regionais da 6ª Mostra Pedagógica do Sindicato. Desta vez, educadoras(es) e estudantes das regiões de Osório (13º Núcleo) e Santa Cruz do Sul (18º Núcleo) apresentaram iniciativas desenvolvidas no chão das escolas estaduais.

A Mostra tem se consolidado como um espaço enriquecedor, que contempla diferentes temas e áreas do conhecimento, valorizando a interdisciplinaridade, a autonomia e o protagonismo das(os) estudantes. As apresentações representam a culminância de um trabalho coletivo desenvolvido ao longo do ano, evidenciando reflexão, criticidade e a construção ativa do conhecimento no contexto escolar.

Mostra Pedagógica do 13º Núcleo destaca projetos sobre leitura e justiça ambiental

No 13º Núcleo do Sindicato, a Mostra foi realizada na EEEM Ildefonso Simões, em Osório, e contou com a presença do 2° vice-presidente do CPERS e coordenador da Comissão de Educação do Sindicato, Edson Garcia, e da diretora Sandra Silveira, que também integra a Comissão.

A exposição contou com seis trabalhos que abordaram temas diversos e fundamentais, como sustentabilidade, o impacto das mudanças climáticas no contexto das desigualdades sociais, além do incentivo à leitura com ênfase nas histórias em quadrinhos, entre outros projetos com abordagens interdisciplinares e reflexivas.

O evento reuniu estudantes, educadoras(es) e toda a comunidade escolar para apresentar os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano letivo, promovendo uma importante troca de experiências e o fortalecimento do processo de construção da aprendizagem. A atividade abordou temáticas diversas, reforçando o compromisso com uma formação cidadã conectada às questões urgentes da sociedade.

Edson Garcia abriu o encontro ressaltando a relevância da Mostra como parte fundamental do processo de valorização das(os) profissionais da educação: “É uma grande satisfação participar de mais uma Mostra Regional. Acompanhá-las, desde a primeira, e perceber o quanto evoluiram faz aumentar o respeito e a admiração por nossos professores e funcionários.Também registro a alegria em contarmos com estudantes tão especiais, envolvidos e criativos, desenvolvendo projetos que nos fazem refletir sobre qual sociedade queremos construir e fortalecer. O 13⁰ Núcleo está de parabéns!”

O dirigente também destacou que a falta de reconhecimento por parte do governo Eduardo Leite (PSD) impacta diretamente o cotidiano da categoria: “Gostaríamos de ter um governo que realmente reconhecesse o que fazemos, que nos pagasse o que merecemos e não retirasse nossos direitos. Porém, essa não é a realidade. Após muitos anos em sala de aula, preciso dizer que este é um momento difícil para os educadores, pois estamos enfrentando uma perda constante de direitos.”

A diretora Sandra também manifestou seu apoio e reconhecimento ao evento: “Os educadores conseguem se superar a cada dia, apesar de todos os problemas. Mas nada que a luta e a força de vontade não possam mudar. Nós somos resistência, sempre, e precisamos lembrar disso. Governos passam, e nós permanecemos!”

Entre os projetos apresentados em Osório, a EEEM Maria Teresa Vilanova Castilhos (Polivalente), sob a orientação da professora Camila Knebel Fenner, participou da Mostra com a iniciativa “Incentivo à Leitura na Educação Básica: Expedição ao Mundo dos Quadrinhos”. A professora e o aluno Otávio de Souza explicaram que o projeto faz parte de um concurso anual de HQs (histórias em quadrinhos), que tem como objetivo estimular a criatividade e o gosto pela leitura. 

Com tema livre, as(os) estudantes desenvolvem suas próprias histórias em quadrinhos, podendo escolher os temas de forma individual ou em grupos. Além disso, o esforço das(os) participantes é valorizado por meio de premiações, como medalhas e certificados, que reconhecem o empenho e a dedicação das(os) alunas(os) a cada edição do concurso.

Outro projeto apresentado foi o “Racismo Ambiental”, da EEEB Prudente de Moraes, na área de Ciências da Natureza. O objetivo da iniciativa é conscientizar a comunidade escolar e a sociedade sobre como os impactos ambientais atingem de forma desproporcional as populações mais vulneráveis, com foco no litoral norte do RS, especialmente em Capão da Canoa.

Os alunos Gabrielly da Borba Orige e Murilo Ramos Thomas, sob a mediação do professor Eduardo Ruppenthal, ressaltaram que o projeto começou com uma importante pesquisa e trouxe à tona um debate urgente e fundamental, sendo, assim, uma forma de denúncia social e um incentivo à formulação de políticas públicas.

Por fim, os trabalhos foram avaliados pela comissão avaliadora, composta por Jonas José Seminotti e Ilca Cleusa do Amaral Pinto. Representando o 13º Núcleo, acompanharam a atividade Marli Aparecida de Souza (diretora-geral) e Marisa Beck Marques (vice-diretora). 

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados na etapa regional do 13° Núcleo (Osório):

> Ensino Fundamental – Anos Finais: 

Projeto: As Lagoas de Osório/RS
Escola: EEEB Prudente de Morais (Osório) 

Projeto: Mudanças Climáticas
Escola: EEEB Prudente de Morais (Osório) 

Projeto: Olhai os Livros da Biblioteca
Escola: EEB Sagrada Família (Morrinhos do Sul) 

> Ensino Médio:

Projeto: Incentivo à Leitura Na Educação Básica – Expedição Ao Mundo Dos Quadrinhos
Escola: EEEM Maria Teresa Vilanova Castilhos (Polivalente) – (Osório) 

Projeto: Energias Limpas – Eólica e solar
Escola: EEEB Prudente de Morais (Osório) 

Projeto: Racismo Ambiental
Escola: EEEB Prudente de Morais (Osório) 

Em Santa Cruz do Sul, reflexões críticas e sustentabilidade inspiram a tarde

Em Santa Cruz do Sul (18º Núcleo), 11 projetos foram apresentados na EEEB Estado de Goiás. Cultura, arte, racismo e sustentabilidade foram os temas que conduziram a tarde nesta edição regional. Os trabalhos desenvolvidos propuseram reflexões críticas da realidade e inovações rumo a uma alternativa sustentável de vida.

Para Andréa Nunes da Rosa, diretora da Comissão de Educação, o evento é a expressão de um trabalho de resistência feito pelas comunidades escolares: “Esses espaços têm cumprido uma tarefa muito importante que é dar visibilidade para os trabalhos desenvolvidos pelos nossos profissionais. A 6ª Mostra do CPERS está mostrando que, apesar de todas as mazelas, os desafios e a dureza desse governo estadual, nós temos um trabalho de excelência. A nossa escola pública resiste e resistirá”.

O diretor do CPERS, Elbe Belardinelli, que também compõe a Comissão de Educação do Sindicato, esteve presente no evento e reiterou a importância do espaço para a educação pública: “A mostra novamente demonstra essa característica de unir professores, estudantes e funcionários em torno de projetos inovadores e necessários. Essa é a coisa mais importante que acontece nas nossas escolas gaúchas: a competência e a capacidade dos nossos profissionais e alunos”. 

Sandra Santos, diretora da entidade, enfatiza que o espaço é um momento de síntese, visibilidade e valorização da prática escolar, transformando os trabalhos em experiências coletivas de aprendizagem: “A oportunidade que a 6ª Mostra oferece é a de representar toda a construção feita em sala de aula. Professores e alunos podem fazer desse evento uma exposição dos trabalhos desenvolvidos, criando ambientes pedagógicos de construção e aprendizagem”.

Este é o exemplo do projeto “As Origens da Tua Fala: o racismo estrutural através das palavras”, da escola EEEM Vera Cruz (Polivalente). O trabalho teve como objetivo ampliar o pensamento crítico das(os) estudantes sobre o racismo estrutural, ainda conservado em expressões que carregam um histórico ligado a esteriótipos pejorativos da população negra.  Com a pesquisa, as(os) alunas(os) puderam compreender a influência etimológica africana na formação identitária brasileira.

Para o professor de língua portuguesa responsável pela proposta, Lucas Niederaurer, a relevância da Mostra no desenvolvimento das(os) estudantes é certificada: “O evento é de extrema importância para a aprendizagem do aluno, principalmente na forma de explorar as maneiras de estudo. O processo de pesquisa, a procura de temas que sejam condizentes com a realidade das turmas e a participação no evento, acabam apresentando para eles o desafio de falar para outros jovens sobre as suas constatações”

Para o aluno Bruno Henrique Gaz, da EEEF Frederico Augusto Hannemann, a tarde foi de satisfação: “Estou muito feliz por estar aqui, porque esse projeto é muito importante para a reciclagem de materiais eletrônicos”. O trabalho em que Bruno participou se chama “Robótica Educacional como Ferramenta Pedagógica: explorando tecnologia e criatividade”, que construiu robôs funcionais a partir de materiais recicláveis. O processo resultou na reflexão dos papéis da sociedade na preservação do meio ambiente, aliado ao estudo de eletrônica e robótica. 

Representando o 18º Núcleo na atividade, participaram a diretora-geral, Cira Kaufmann, a vice-diretora, Maria das Graças, a representante 1/1000, Miriam Neumann, e a representante 1/1000 suplente, Cristina Freitas. 

A comissão avaliadora dessa edição foi composta por Ana Maria Rezende Alves, Tania Maria Coletto da Silva e Julia Rejane de Souza.

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados na etapa regional do 18° Núcleo (Santa Cruz do Sul):

> Ensino Fundamental – Anos iniciais: 

Projeto: As Formigas
Escola: EEEF Professor José Wilke 

Projeto: Composteira e Chorume na Escola
Escola: EEEF Professor José Wilke 

Projeto: Mão que Criam, Corações que Sentem
Escola: EEEM Monte das Tabocas

> Ensino Fundamental – Anos finais: 

Projeto: Intolerância Religiosa e Justiça Socioambiental: os desafios da diversidade cultural no Brasil contemporâneo
Escola: EEEM Crescer

Projeto: Robótica Educacional como Ferramenta Pedagógica: explorando técnologia e criatividade
Escola: EEEF Frederico Augusto Hannemann

> Ensino Médio: 

Projeto: Exposição Humanidades: olhares artísticos e culturais na escola
Escola: EEEM Estado de Goiás 

Projeto: As Origens da Tua Fala: o racismo estrutural através das palavras
Escola: EEEM Vera Cruz 

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira, nos links, mais fotos das Etapas Regionais da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS em Osório e em Santa Cruz do Sul: 

➡️ Santa Cruz do Sul (18° Núcleo): 

➡️ Osório (13° Núcleo): 

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Com a chegada de outubro, o Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) do CPERS soma-se à mobilização do Outubro Rosa, destacando a importância da prevenção e do cuidado com a saúde da mulher. A iniciativa busca conscientizar sobre práticas essenciais de cuidado, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama.

O movimento internacional Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos, na década de 1990, com o propósito de chamar atenção para a prevenção do câncer de mama. No Brasil, ganhou força a partir dos anos 2000 e, desde então, se consolidou como um alerta permanente sobre a importância do cuidado contínuo com a saúde da mulher. A mensagem é clara: prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas!

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama segue sendo o tipo mais incidente entre mulheres em todas as regiões do país. Para cada ano do triênio 2023-2025, estima-se o registro de 73.610 novos casos, o que corresponde a uma taxa ajustada de incidência de 41,89 casos para cada 100 mil mulheres.

O CPERS reforça a campanha que representa mais do que conscientização: trata-se de um compromisso com a vida, a dignidade e o direito de todas as mulheres ao acesso integral à saúde. Ao assumir essa causa, o Sindicato reafirma seu papel na defesa da vida e na valorização de cada trabalhadora e trabalhador da educação.

O autocuidado é essencial!

Em apoio à campanha Outubro Rosa, o IPE Saúde lançou uma edição ampliada da tradicional ação de isenção de coparticipação. Neste ano, a iniciativa começou mais cedo e passou a incluir também consultas ginecológicas, beneficiando seguradas de 40 a 75 anos.

A campanha acontece em duas etapas:

  • Setembro: isenção de coparticipação em uma consulta ginecológica na rede credenciada;
  • Outubro: além da isenção na consulta ginecológica, também haverá isenção para a realização do exame de mamografia.

A ampliação busca resolver uma dificuldade observada em anos anteriores: muitas seguradas não conseguiam agendar consultas e exames dentro do período restrito ao mês de outubro, devido ao aumento da demanda. Ao antecipar o benefício e incluir a consulta, o IPE Saúde garante mais acesso e melhores condições de cuidado.

Como participar da campanha:

  • Ter plano IPE Saúde ativo e idade entre 40 e 75 anos;
  • Para a consulta: agendar e realizar os atendimentos na rede credenciada durante os meses de setembro e outubro;
  • Para a mamografia: possuir requisição de médico(a) credenciado(a), agendar e realizar o exame no mês de outubro;
  • A lista completa de médicos, laboratórios e clínicas está disponível no Guia Médico Hospitalar do IPE Saúde.

Informações: Ascom IPE Saúde

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Na manhã desta terça-feira (30), representantes da direção estadual do CPERS buscaram uma autoagenda na Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul para tratar de questões urgentes que seguem penalizando a categoria.

O Sindicato exigiu explicações sobre a demora na implantação do fim do desconto indevido do adicional de penosidade na parcela de irredutibilidade das(os) funcionárias(os) de escola e sobre a situação das aposentadas(os) que unificaram vínculos antes dos anos 90 (40h).

No caso das funcionárias(os) de escola, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) já reconheceu o direito e a Secretaria da Educação (Seduc) também deu parecer favorável. Falta apenas a Secretaria da Fazenda aplicar a medida, mas o desconto segue sendo realizado indevidamente.

A situação das aposentadas(os) é ainda mais grave. Desde 2020, muitas(os) servidoras(es), com décadas de dedicação à educação pública do Rio Grande do Sul, tiveram seus proventos reduzidos pela metade. Há cinco anos aguardam uma solução definitiva, sem qualquer resposta efetiva do governo.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, reforçou a urgência: “As funcionárias de escola, que já enfrentam salários extremamente defasados, e nossas aposentadas, sem reajuste há mais de 10 anos, não podem mais esperar. O parecer da PGE sobre a penosidade está pronto desde maio. O que falta para a Sefaz implantar? Precisamos dar uma resposta imediata à categoria.”

Na ausência da secretária da Fazenda, a comitiva foi recebida pela subsecretária do Tesouro do Estado, Juliana Debaquer, que não apresentou solução definitiva, mas solicitou que seja agendada uma reunião técnica para discutir os motivos da demora. O CPERS já protocolou o pedido e seguirá pressionando até que os direitos da categoria sejam efetivamente garantidos.

Também participaram do encontro, representando o CPERS, a secretária-geral da entidade, Suzana Lauermann, e as(os) diretores(as) Juçara Borges, Andréa da Rosa, Leandro Parise, Celso Dalberto, Elbe Belardinelli e Guilherme Bourscheid.

O Sindicato reafirma: não há mais tempo para enrolação! A participação massiva da categoria na Assembleia Geral do CPERS, que será realizada nesta sexta-feira (3), a partir das 13h30, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, é essencial para construirmos estratégias de luta para arrancar do governo Eduardo Leite (PSD) a justiça que as(os) educadoras(es) merecem! 

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Em atenção à solicitação da CNTE e da Confetam, ainda em 2024, o Ministério da Educação acaba de anunciar a criação de Grupo de Trabalho para debater o piso salarial profissional nacional para as(os) profissionais dos quadros de pessoal técnico e administrativo da educação básica, à luz do PL 2.531/2021, em trâmite na Câmara dos Deputados.

O Grupo de Trabalho (GT) será coordenado pela Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (SASE/MEC) e contará com as participações da CNTE, da Confetam, do Consed, da Undime e do Comsefaz, que reúne as(os) secretárias(os) de Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributos dos Estados e Distrito Federal.

A CNTE estará representada no GT pelos diretores José Carlos Bueno (Zezinho), Secretário de Funcionários, e Valdivino Moraes, Secretário Executivo da CNTE. As entidades também poderão contar com a presença de suas assessorias durante as reuniões.

A CNTE espera que o GT do piso para as(os) Funcionárias(os) avalie as condições jurídicas e financeiras do PL 2.531/2021, a fim de encaminhar os ajustes ou observações pertinentes ao parlamento. A CNTE entende que o projeto de lei precisa superar o vício de origem, através de uma proposta saneadora do Executivo Federal, e indicar as fontes de receitas para eventuais complementações extra-Fundeb, além de vincular o piso à profissionalização das(os) funcionárias(os) da educação, com possibilidade de escalonamento para as formações escolares das(os) trabalhadoras(es).

O desafio é grande e manteremos a categoria informada sobre os desdobramentos do GT que visa consolidar um direito previsto na Constituição Federal (art. 206, VIII) desde 2006, após intensa luta encampada pela CNTE pelo piso, carreira e profissionalização das(os) funcionárias(os) da educação junto com o magistério.

Com informações da CNTE
Foto de Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Após intensa pressão do Sindicato, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) reconheceu que o Adicional de Penosidade deve ser pago de forma independente, sem qualquer desconto ou compensação com outras parcelas da remuneração, como a de irredutibilidade. Isso garante às(aos) servidoras(es) do apoio escolar, como Auxiliares Educacionais das áreas de Manutenção Escolar e Alimentação, o direito ao recebimento integral do benefício.

Apesar do parecer da PGE, a Secretaria da Fazenda (Sefaz), conforme informação da própria Ouvidoria-Geral do Estado, insiste em manter os descontos. No início de setembro, em reunião com representante da Secretaria da Educação, o CPERS foi informado de que os processos já haviam sido entregues à Sefaz para providenciar os pagamentos. No entanto, na última semana, uma audiência marcada pelo Sindicato com a Sefaz foi cancelada, e até o momento não houve a definição de nova data para tratar do tema.

O CPERS denuncia publicamente essa postura e exige explicações do governo Eduardo Leite (PSD). Não aceitaremos que servidoras e servidores sejam penalizadas(os) pela desorganização da gestão pública.

Reforçamos ainda que seguimos mobilizadas(os) na cobrança pelo reenquadramento das(os) agentes educacionais, que seguem injustamente de fora do processo, especialmente as(os) funcionárias(os) nomeadas(os) com mais tempo de serviço.

O Sindicato permanece firme na defesa intransigente dos direitos da categoria!
Avante, educadoras(es), de pé! 

> Leia também:
> Após atuação do CPERS, PGE reconhece o direito ao adicional de penosidade sem prejuízos salariais
> CPERS cobra Seduc por descontos indevidos do Adicional de Penosidade

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) alerta para os graves retrocessos impostos ao serviço público brasileiro nos últimos anos, marcados pelo avanço do neoliberalismo, cortes de investimentos, privatizações e precarização das relações de trabalho. 

Frente a ameaça iminente da Reforma Administrativa, em debate no Congresso Nacional, que busca fragilizar a estabilidade, expandir contratações temporárias e abrir ainda mais espaço para a iniciativa privada, a CNTE convoca suas entidades filiadas para fortalecer a mobilização nacional em defesa do Estado e dos direitos das(os) servidoras(es) públicas(os). 

O ápice desse processo será a Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília, no dia 29 de outubro, com a presença massiva de educadoras(es) de todo o país. O CPERS se soma a essa luta e reforça: só com unidade e mobilização conseguiremos barrar os ataques aos nossos direitos e garantir a valorização da educação pública!

>> Confira, abaixo, a nota completa:

O recrudescimento do neoliberalismo em escala mundial, e no Brasil, após a crise de 2008, tem como alvo central o desmonte das funções provedora e equalizadora do Estado, transferindo renda aos agentes privados por meio de juros exorbitantes da dívida e promovendo intenso processo de privatização dos serviços públicos e de terceirização dos servidores (vide a privatização e a militarização de escolas públicas em diversos estados).

Entre meados de 2016 até o fim de 2022, período que compreende o pós-golpe institucional no Brasil e a eleição de um governo de extrema-direita, associado ao ultraliberalismo econômico, foram aprovadas diversas emendas constitucionais fixando limites ao gasto público e travas para a contração de pessoal efetivo. O Plano Nacional de Educação 2014-25 foi vítima desse processo engendrado na EC n.º 95/2016 e que continuou na EC n.º 126/2022, perpassando pela reforma privatista do Ensino Médio, pelas contenções fiscais para contratação e valorização de servidores efetivos (EC n.º 109/2021 e LRF), entre outras medidas de austeridade aprovadas no Congresso Nacional.

Em paralelo a esse ataque ao Estado e ao erário público, o Supremo Tribunal Federal acaba de flexibilizar o Regime Jurídico Único para contratação e regência das carreiras de servidores públicos, instituído na Constituição Federal de 1988, o qual havia sido alterado pela EC n.º 19/1998. E isso é extremamente perigoso para as pretensões de um Congresso Nacional majoritariamente composto por parlamentares a serviço de agentes econômicos privados, sendo que, não por acaso, um dos pilares em discussão no grupo de trabalho da reforma administrativa, na Câmara dos Deputados, consiste em priorizar a contratação temporária para os futuros servidores e flexibilizar a estabilidade para os atuais.

Diante desse cenário preocupante, a CNTE, em conjunto com outras entidades de servidores públicos das três esferas, aliada à CUT e a outras Centrais Sindicais, está inserida num calendário de mobilizações que prevê atividades constantes em Brasília e nos estados, mais especificamente nas bases eleitorais dos parlamentares. E esperamos contar com ampla adesão das entidades filiadas nos estados.

Além de recepcionar os parlamentares em aeroportos e de visitá-los/as nos gabinetes e escritórios de representação, é importante alastrar o debate sobre a reforma administrativa nas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, nas Escolas e demais locais públicos. O objetivo é envolver a sociedade neste importante debate e mostrar o que precisa ser corrigido, especialmente os privilégios em alguns setores do Estado, e o que precisa ser melhorado (Educação, Saúde, Segurança, Previdência, Transporte Público, Concurso, Estabilidade e Carreiras para Servidores a fim de garantir segurança e qualidade aos serviços prestados).

29 de outubro, Marcha a Brasília

O ponto culminante da mobilização em torno da reforma administrativa, neste semestre, será a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, marcada para o dia 29 de outubro próximo.

A CNTE é uma das maiores entidades nacionais de servidores públicos do país e precisa garantir ampla representação de sua base na Marcha. Por isso, já estamos em contato com as entidades filiadas para levantar o número de participantes e as formas de contribuição financeira a essa importante atividade de mobilização.

Toda a luta pela valorização dos profissionais da educação, através de piso, carreira, concurso público e condições de trabalho, perpassa pelo debate da reforma administrativa. Caso o desmonte do Estado prevaleça no Congresso Nacional, nossas pautas de reivindicação sofrerão enormes prejuízos. Precisamos resistir e reagir!

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Enquanto o governo Eduardo Leite (PSD) insiste em precarizar a educação pública gaúcha, educadoras(es) e estudantes seguem provando diariamente que a escola resiste. Nesta quinta-feira (25), a EEEM Castelo Branco, em Três de Maio, recebeu a Etapa Regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, organizada pelo 35º Núcleo do Sindicato.

O evento reuniu 19 projetos desenvolvidos por professoras(es), funcionárias(os) de escola e alunas(os) da rede estadual, que evidenciam a capacidade criativa e a dedicação de quem sustenta o ensino público mesmo em meio ao sucateamento. 

Entre os trabalhos apresentados, a EEEB São Martinho, do município de São Martinho, trouxe duas propostas inovadoras. A primeira delas, intitulada Ecobag de Sacolinha de Plástico, buscou transformar sacolas plásticas em ecobags de fio, produzidas por meio de técnicas de crochê, como alternativa sustentável para reduzir o descarte inadequado e incentivar a reutilização consciente. 

Da mesma escola, outro grupo apresentou o projeto Hidrogênio verde: uma possibilidade de energia limpa e renovável, que discutiu a importância dessa tecnologia como alternativa às energias fósseis, mostrando como o Brasil e o Rio Grande do Sul já avançam em pesquisas para implantar essa fonte sustentável e contribuir para a descarbonização do planeta, apesar de ainda ser uma tecnologia cara e concentrada em países desenvolvidos.

Outro exemplo significativo veio da EEEF Espírito Santo, da cidade de Alegria, com duas iniciativas que dialogam com o meio ambiente e a saúde. A professora Jennyfer Zambonato da Silva orientou o projeto Impactos da Ação Humana nos Recursos Hídricos da Região Noroeste do Rio Grande do Sul, em que as(os) estudantes pesquisaram os rios da Bacia do Uruguai, em especial o Rio Burica, analisando variações climáticas e refletindo sobre a influência da ação humana nos recursos naturais.

“Desenvolvemos um estudo sobre os rios da Bacia do Uruguai, em especial o Rio Burica. Pesquisamos a variação das chuvas, da temperatura e do volume dos rios ao longo das quatro estações, analisando a influência humana nesses resultados. Foi um trabalho interdisciplinar, que aproximou os estudantes do território onde vivem e os fez refletir sobre os impactos ambientais da ação humana”, explicou Jennyfer .

Na área pedagógica, as(os) estudantes do CE Caldas Júnior, da cidade de Alegria, foram desafiadas(os) a escrever e produzir livros artesanais, a partir de materiais reaproveitados. A aluna Isadora Emanuele Zambonato explicou que a inspiração do projeto, intitulado “Meu Livro da Sociedade Literária”, veio do filme A Sociedade Literária da Torta de Casca de Batata:

“Cada livro reúne histórias criadas a partir de títulos sugeridos pela professora. Foi uma experiência significativa, porque conseguimos transformar em histórias coisas que vivemos todos os dias”, afirmou.

CPERS segue na luta pela valorização da educação pública gaúcha

A Mostra Pedagógica do Sindicato reafirma que a educação pública gaúcha segue viva graças ao trabalho de quem está nas escolas. Sandra Silveira, diretora da Comissão de Educação do CPERS, reforçou a importância de reconhecer o trabalho pedagógico das escolas.

“Estamos percorrendo o estado com a Mostra Pedagógica e, a cada parada, aprendemos com os educadores e estudantes. Mesmo diante da sobrecarga e da desvalorização impostas pelo governo, a escola pública continua produzindo educação de qualidade, com dignidade e sabedoria”, asseverou.

“A Mostra, que já acontece há dez anos, cumpre um papel fundamental: valorizar aquilo que o governo não valoriza. É um espaço de reconhecimento da criatividade e da resistência das nossas escolas”, afirmou Elbe Belardinelli, também diretor da Comissão de Educação do CPERS.

O evento terminou com o recado de que a escola pública resiste, mas não pode viver apenas da resistência. É preciso garantir salários dignos, condições de trabalho adequadas e investimentos reais para que o Rio Grande do Sul não perca um de seus maiores patrimônios: a educação pública.

Do 35º Núcleo, participaram da atividade o diretor, Marino Simon, a vice-diretora, Carmen Demboski, e a Representante de Aposentadas(os), Noeli Schommer. Os trabalhos apresentados foram avaliados pelas educadoras Carmen Manhabosco, Hadla El Hajjar, Noemi de Araújo Baue e Marli Iolanda Dockhorn Sawitzki.

As etapas regionais da Mostra estão percorrendo os núcleos do Sindicato em todo o interior do Rio Grande do Sul. Os projetos selecionados em cada região se apresentarão na Mostra Estadual, que será realizada em novembro, em Porto Alegre. Fique atenta(o) à data da atividade na sua cidade e participe! Mais informações aqui!

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados para a Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS:

> ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES INICIAIS:

Projeto: Brinquedos e Brincadeiras: Reciclar e brincar
Escola: EEEF Senador Alberto Pasqualini (Três de Maio)

> ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES FINAIS:

Projeto: Impactos da Ação Humana nos Recursos Hídricos da Região Noroeste do RS
Escola: EEEF Espírito Santo (Alegria)

Projeto: Ecobike: Pedalando para o Futuro
Escola: EEEF Senador Alberto Pasqualini (Três de Maio)

> ENSINO MÉDIO:

Projeto: Da Lavoura à Indústria: A jornada da cana-de-açúcar
Escola: EEEB Albino Fantin (Horizontina)

Projeto: Papel Semente de volta à folha – Folhas que viram vida
Escola: EEEB Amélio Fagundes (Independência)

> ENSINO PROFISSIONAL:

Projeto: Jogos didáticos com materiais recicláveis
Escola: IEE Cardeal Pacelli (Três de Maio)

>> Confira no link mais fotos da Etapa Regional da Mostra em Três de Maio: 

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