O governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou na última sexta-feira (1º) em coletiva de imprensa o pagamento do 13º salário dos servidores estaduais.

Leite anunciou como se fosse um grande feito, sendo que receber o 13º em dia é o direito de todos os servidores estaduais, conforme Art. 35, parágrafo único da Constituição Estadual.

Mas o que o governador parece não querer mudar é a realidade dos trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul, que estão há SETE ANOS sem reajuste salarial.

Professores(as) e funcionários(as) de escola acumulam 47,82% de perdas inflacionárias, endividados sem dinheiro para honrar as necessidades básicas como aluguel, água, luz, alimentação e remédios.

E dinheiro tem, basta priorizar o que importa! Além do superávit histórico de R$ 2,8 bilhões, com pagamento do décimo em dia, o Governo do Estado economizará R$ 140 milhões em juros do Banrisul. Mais uma fonte de recursos para garantir a reposição.

Mas a educação pública no RS segue sendo desprezada por Leite. Escolas sucateadas e sendo fechadas, educadores(as) com sobrecarga de trabalho e cada vez mais com seus direitos atacados tanto no âmbito federal e estadual.

Segundo dados do DIEESE, desde 2015 o Rio Grande do Sul teve um encolhimento de mais de 30% do seu quadro de servidores do setor. Culpa do descaso e da desvalorização da nossa categoria.

Se a educação fica para trás, o Rio Grande do Sul não vai para frente! Até quando, governador Eduardo Leite?

A educação não pode mais esperar! #ReposiçãoJÁ

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Reposição salarial, confisco dos aposentados, PEC 32, conjuntura e mobilização para a luta foram alguns dos pontos que pautaram o debate desta quarta-feira (29) no terceiro Encontro Regional dos Aposentados do CPERS.

A reunião virtual, promovida via plataforma Zoom pelo Departamento dos Aposentados do Sindicato, mobilizou quase 100 educadores(as) dos núcleos de Santa Rosa, Cerro Largo, São Luiz Gonzaga, Santa Maria e Santa Cruz do Sul.

Ao longo do ano, a atividade percorrerá os 42 núcleos do CPERS.

“Estes encontros têm papel fundamental para organizarmos a luta, compreendermos nossos direitos, valorizar e homenagear os colegas que construíram e ainda constroem a história do Sindicato”, afirmou a diretora da pasta, Glaci Weber, anfitriã do evento.

Urgência por reposição salarial para toda a categoria

Durante o Encontro, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez um resgate histórico sobre a pauta por reposição dos salários dos educadores(as) desde o governo Tarso (PT), que propôs o índice de 76,6% de reajuste para a categoria. Mas a antiga gestão do Sindicato rejeitou a proposta do governador.

O último reajuste ocorreu em novembro de 2014. De lá para cá, a inflação acumulada chega a mais de 47% e a cesta básica na capital é a mais cara do país.

“Temos perdas inflacionárias que já batem mais de 47% do nosso salário desde o último reajuste, e foi isso que apresentamos ao atual governo em todas as oportunidades. A partir de lá, assaltaram o nosso contracheque”, assegurou a presidente Helenir.

A presidente Helenir também explanou sobre a grande campanha do CPERS na mídia, realizada em duas etapas: a primeira, mostra as dificuldades vividas pela grande maioria da categoria, que não tem dinheiro nem para os remédios; e a segunda, com dados levantados pelo Dieese sobre a arrecadação do governo – cujo superávit é de R$ 2,7 bilhões -, o que demonstra que o Estado tem dinheiro, mas não priorizou a educação.

“O governo aproveitou a pandemia para retirar o Difícil Acesso, e tivemos que tirar dinheiro do bolso para comprar internet e notebook nesse período; todos os meses, temos descontos no nosso contracheque. Eduardo Leite arrecadou às nossas custas”, explicou Helenir.

Pela manhã desta sexta (1º), o CPERS terá reunião com representantes do governo para tratar da urgente pauta salarial dos professores(as) e funcionários(as) de escola. O encontro ocorre antes da Assembleia Geral do Sindicato, que definirá os próximos passos para a luta. A presidente Helenir alertou que este momento exige a mobilização massiva dos educadores(as).

“Queremos que o governo nos apresente algum índice antes da Assembleia para podermos debater a proposta com toda a categoria. É importante garantir a reposição para todos os professores, funcionários de escola e aposentados. Precisamos de união e solidariedade na luta”, concluiu.

>> Faça o seu cadastro para a Assembleia Geral aqui.

Confisco dos aposentados

Com a Lei Complementar 15.429/2019, aprovada em dezembro de 2019, na Assembleia Legislativa, Eduardo Leite (PSDB) instituiu novas alíquotas previdenciárias, incluindo o desconto brutal de aposentados(as) que recebem abaixo do teto do INSS, além de adequar os parâmetros de aposentadoria à Reforma da Previdência (EC 103/2019), do governo Bolsonaro (sem partido).

Para o advogado Marcelo Fagundes, do Buchabqui Pinheiro&Machado, escritório que representa a assessoria jurídica do CPERS, trata-se de uma medida inconstitucional. Em fevereiro de 2020, o CPERS e a União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública (UG) ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn).

“O governo alega a existência de um déficit, mas não apresentou estudo atuarial que comprove”, argumentou o advogado.

Conforme o advogado Marcelo, a disputa final se dará em Brasília. Por isso, as entidades estão representadas pelo escritório Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Em março do ano passado, foi concedida liminar requerida na ADin. Pela decisão, a Assembleia apresentou recurso com pedido de suspensão da liminar, que foi deferido pelo STF”, explicou.

PEC 32 e o fim dos serviços públicos

Fim da paridade, precarização do servidor e dos serviços públicos, aumento da corrupção e do apadrinhamento político. Estes são alguns dos ataques da PEC 32, também conhecida como “PEC da Rachadinha”, de Bolsonaro (sem partido) e Guedes, à população brasileira.

A secretária de organização (MG) da CNTE, Marilda de Abreu Araújo, avalia que os educadores(as) precisam mobilizar-se para barrar a PEC, que pode entrar em votação a qualquer momento no Congresso Nacional.

“Se o governo conseguir 308 votos favoráveis, a qualquer momento a PEC entra em votação. Precisamos estar atentos, a CNTE está chamando entidades de todo o país para se somarem à luta contra a Reforma Administrativa, em Brasília”, afirmou a secretária Marilda.

A Proposta também facilita o desligamento do servidor, cria cinco vínculos distintos para contratação, possibilitando a retirada de direitos e benefícios: “Já temos contratos precários em todo o território nacional, por isso a nossa política é por concurso público, o que está sendo atacado com a Reforma. É uma tremenda derrota para o serviço público se a PEC for aprovada”.

Desde segunda-feira (6), dirigentes do CPERS estão na Capital para barrar a PEC 32.

Conjuntura

Os ataques à educação se intensificaram após o golpe à população brasileira, com o impeachtment da presidente Dilma (PT).

“Para manter o lucro dos grandes bancos resolveram tirar a Dilma, que diminuiu os juros do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o que obrigou os outros bancos a tomarem a mesma medida”, explanou o diretor do CPERS, Cássio Ritter.

Com a pandemia, a crise piorou. A gestão desastrosa de Bolsonaro (sem partido) fez colapsar setores como a saúde.

“Bolsonaro continua a política de desmonte dos serviços públicos, atendendo aos interesses dos grandes empresários. Para eles, interessa que o Estado murche. Não é só acabar com o concurso público e os nossos salários. É acabar com a prestação de serviços para toda a sociedade”, afirmou o diretor Cássio.

Cássio explicou ainda que o governo colocou mais de 2 milhões de famílias na miséria. “Temos menos empregos, menos salários, menos direitos, menos educação, jogam o país num pântano”.

Ele também criticou a estratégia de Eduardo Leite em descolar a sua imagem de Bolsonaro para se lançar como possível candidato à presidência. Na prática, ambos seguem a mesma política de retirada de direitos e ataques aos serviços essenciais para a população.

Cuidados com a saúde em meio à pandemia

A professora aposentada, Ana Koka, do núcleo de Santiago, convidou os educadores(as) a ficarem de pé e se exercitarem.

Koka destacou a importância da atividade física, especialmente na terceira idade, em meio à pandemia, com exercícios de alongamento e respiração que ajudam a fortalecer o pulmão – órgão mais atacado pela covid-19.

Homenagem aos colegas que partiram

A emoção tomou conta dos presentes com a homenagem aos colegas que partiram, incluindo educadores(as) vitimados pela covid-19.

Nas últimas semanas, o CPERS perdeu duas companheiras de luta: a professora Irene Candido, Representante Estadual dos Aposentados(as), e a advogada Marília Pinheiro Machado Buchabqui, sócia-fundadora do escritório Buchabqui&Pinheiro Machado e defensora incansável dos trabalhadores(as) da educação.

Ambas serão sempre lembradas pela sua garra, perseverança e luta por um mundo mais justo e igualitário. Irene e Marília, presentes!

Diretores e representantes dos núcleos marcam presença

Durante o Encontro, a diretora do Departamento dos Aposentados, Alda Bastos, ressaltou o lado positivo da atual gestão do CPERS: “tivemos a criação deste Departamento, que foi importante para aproximar os aposentados do Sindicato. Estamos na linha de frente da luta”.

Para a também diretora da pasta, Juçara Borges, o brilho dos aposentados(as), que fizeram e fazem a luta, foi resgatado com a gestão representada pela presidente Helenir. “Sou funcionária de escola e tenho orgulho de dizer que nós, funcionários, estamos participando da Direção Central e dos núcleos, e também somos educadores. Nós, aposentados, somos essenciais para a resistência e sempre reforço: aposentados, sim, inativos, jamais!”, asseverou.

“Nós aposentados, professores e funcionários, estamos sempre lutando ao lado de quem está na ativa. Hoje, além de fazermos mobilizações pelo estado, é importante que tenhamos atividades culturais. Rever colegas e amigos faz muita falta para a gente. Espero que consigamos estar na frente do Piratini lutando e participando das atividades dos aposentados também. Nós, do núcleo, queremos acolher todos os gaúchos dos CPERS”, destacou Carmem Demboski, vice-diretora do Núcleo Três de Maio, que compartilhou o vídeo “Dança gauchesca” homenageando as tradições gaúchas celebradas em setembro.

“Quero agradecer o empenho de todos que promovem esta atividade tão importante e por estarem sempre presentes nas mobilizações do CPERS”, afirmou a diretora do núcleo de Santa Maria, Dgenne Ribeiro.

De acordo com Eloísa Womer, diretora do núcleo de Santa Rosa, é essencial participar das atividades do CPERS e seguir firme na luta: “mais do que nunca, nesse período, a gente consegue compreender que os trabalhadores não podem titubear e deixar de lutar por seus direitos em nenhum momento. Digo para todos: não deixem de participar das atividades do Sindicato. Seguimos firmes lutando pela dignidade dos trabalhadores da educação”

Para Joner Alencar, diretor do núcleo de São Luiz Gonzaga, é preciso unir forças para barrar a Reforma Administrativa. “Estamos resgatando a história de quem construiu a educação pública do Rio Grande do Sul. Vivemos nesse momento difícil para todos nós, caso passe a PEC 32, temos a possibilidade de perder a paridade. Isso será um grande desastre para todos nós. Precisamos pressionar os deputados que se votarem na PEC, não irão retornar”, explicou.

“É o primeiro evento que participo como aposentada. O governador esteve o tempo inteiro abraçado com Bolsonaro. No primeiro momento em que teve oportunidade, atacou a nossa previdência; fiz as contas que com o desconto da aposentadoria, o governador tirou o 13º e mais algumas porcentagens do nosso salário”, explanou Romi Gertz, diretora do núcleo de Cerro Largo.

Representando o núcleo de Santa Cruz do Sul, Helena Etges, abordou a sobrecarga de trabalho dos educadores em meio à pandemia: “temos ouvido muitas queixas de professores na ativa que estão trabalhando muito na escola e o trabalho extra-escolar em casa. Estamos exaustos”, concluiu.

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Nesta segunda-feira (27), foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), Instrução de Normativa que isenta as seguradas do IPE Saúde, de 40 a 75 anos, da coparticipação do exame preventivo de mamografia em qualquer clínica de imagem credenciada no período de 1º a 31 de outubro.

Para realizar o exame basta procurar os serviços da rede IPE Saúde com a devida requisição feita por um médico credenciado, a isenção é garantida automaticamente.

> Acesse a publicação aqui

Prevenção

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores.

Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em sua maioria, modificáveis; porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física, consumo de álcool e terapia de reposição hormonal, são, em princípio, passíveis de mudança.

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama,

Fonte: Instituto Nacional de Câncer

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Nós, professores(as) e funcionários(as) de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul, pedimos a sua atenção.

Desde o início da pandemia, o CPERS vem afirmando que o retorno presencial, com a flexibilização dos protocolos, sem a implementação de um plano de obras escolares e com a falta de distribuição de EPIs adequados é inseguro.

É importante trazermos outro dado: a maioria das escolas reabriu, mas a adesão das famílias ainda é baixa, justamente pela falta de segurança da comunidade escolar. Na realidade, a média de alunos é de 5 a 8 por turma.

Mesmo dentro deste contexto, os trabalhadores(as) de escola do Rio Grande do Sul estão fazendo a sua parte. Se atualizaram no ensino online, se desdobram para dar conta do ensino híbrido e estão retornando presencialmente para as escolas. No entanto, apesar de afirmarem que a educação é essencial, os governos de todas as esferas implementam constantes ataques ao setor.

Em nível nacional, o presidente Bolsonaro segue sua cartilha de piorar a vida do povo brasileiro e da comunidade escolar: a Reforma do Ensino Médio, a Base Nacional Comum Curricular, a EC 95 do “Teto de Gastos” e a Lei Complementar nº 173, que impede o nosso reajuste em 2020, são exemplos. Atualmente lutamos para barrar a proposta de Reforma Administrativa, que quer privatizar os serviços públicos.

Em nível estadual não é diferente, onde a categoria enfrenta o arrocho salarial e precarização das condições de trabalho. O governo Eduardo Leite (PSDB) não garante benefício algum para educadores e para a escola pública, seja na realização de investimentos em infraestrutura e segurança sanitária ou na valorização salarial da categoria.

Em recente pesquisa realizada pelo CPERS, que contou com a participação de 19,4% das escolas da rede, identificamos que a realidade é bem diferente da vendida pelo governo: 67,3% das pessoas que responderam relatam que suas escolas não receberam os EPIs fornecidos pelo Estado e das que receberam, 85,5% consideram que os equipamentos recebidos não são adequados.

Mesmo com escassos investimentos, o Governo flexibiliza protocolos e coloca a vida da comunidade escolar em risco. As escolas públicas, em sua maioria, também sofrem com necessidades urgentes de obras e melhorias e com a falta de recursos humanos. Das 469 escolas identificadas em nossa pesquisa, há falta de 1.102 profissionais, entre professores, funcionários e especialistas.

Ajude o CPERS a traçar um panorama da realidade da rede estadual. Clique aqui e preencha formulário de mapeamento da situação das escolas estaduais. E se você é sócio(as) do CPERS, participe da Assembleia Geral do Sindicato e mobilize-se em defesa da educação pública, salário digno e respeito. Para participar, o educador(a) associado(a) deve efetuar seu cadastro até às 23h59, do dia 30 de setembro (quinta-feira), basta .

Os educadores(as) gaúchos(as) amargam sete anos de salários congelados, direitos retirados, adicionais reduzidos, descontos e perdas diversas, enquanto Eduardo Leite acaba de anunciar um superávit bilionário. Dinheiro tem, falta priorizar a educação. Não podemos mais esperar!

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Nesta terça-feira (28), o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e a diretora do Sindicato, Rosane Zan, desembarcaram em Brasília para participar das mobilizações contra a Reforma Administrativa (PEC 32) de Bolsonaro e Guedes.

Após a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial, a matéria poderá ser discutida e votada a qualquer momento em plenário da Câmara dos Deputados.

Pela manhã, a Caravana dos servidores(as) recepcionou os parlamentares no aeroporto de Brasília e a tarde, além da visitação aos gabinetes e líderes de bancadas, foi realizado um ato em frente a Câmara dos Deputados.

Para Alex Saratt, o momento é crítico e toda a pressão para barrar mais este ataque aos servidores(as) é necessária. 

“A PEC da rachadinha, da corrupção e da destruição dos serviços públicos representa um atraso inominável para o país. Estamos aqui em Brasília, com servidores de todo o país, para garantir ao povo brasileiro o seu justo direito e para barrar a PEC 32”. 

Entre outros pontos, a Reforma Administrativa facilitará o processo de privatização de serviços públicos essenciais e não essenciais, incentivará a criação de novas castas nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, causará a precarização do contrato de trabalho, e afetará a estabilidade de atuais e futuros servidores(as). 

Confira aqui matéria produzida pela CNTE com 10 pontos críticos do projeto e o porque precisamos barrá-lo. 

Rosane Zan ressalta que a pressão não pode parar: “A pressão nos deputados é essencial para votarem contra a Reforma Administrativa, porque ela ataca diretamente o serviço público e a população que não terá mais os serviços essenciais na saúde, segurança e educação”. 

A CNTE também está chamando representantes das entidades filiadas a estarem em Brasília nos próximos dias 05 e 06/10, com o objetivo de virar o maior número possível de votos, e 19 e 20/10, datas previstas para debate e votação da PEC 32. 

Você também pode ajudar na pressão mandando mensagens aos(as) deputados(as) gaúchos (as) para que digam NÃO à PEC da destruição e da privatização. Basta clicar nos links e mandar uma mensagem automática lembrando: #VotouPEC32NãoVolta!

MDB

▶️ Alceu Moreira:  

▶️ Márcio Biolchi:  

PP

▶️ Afonso Hamm:

▶️ Jerônimo Goergen:

▶️ Pedro Westphalen:

PSL

▶️ Bibo Nunes:

▶️ Nereu Crispim:

▶️ Sanderson:

PTB

▶️ Marcelo Moraes: bit.ly/3i5heLr 

▶️ Maurício Dziedricki: bit.ly/3u9ECfm 

PSDB

▶️ Daniel Trzeciak: bit.ly/2Weojl4 

▶️ Lucas Redecker: bit.ly/39zJKjk 

PSB

▶️ Heitor Schuch: bit.ly/2Y1Gjjg 

▶️ Liziane Bayer: bit.ly/2Y10UnT

⏩ REPUBLICANOS

▶️ Carlos Gomes: bit.ly/3zFBk4D

PL

▶️ Giovani Cherini: bit.ly/3ENwSET 

NOVO

▶️ Marcel Van Hattem: bit.ly/3CKyzRK 

PDT

▶️ Afonso Motta: bit.ly/3EODaE2 

▶️ Marlon Santos: bit.ly/3ENx2Mv 

▶️ Pompeo de Mattos: bit.ly/3EOTrJh 

PT

▶️ Bohn Gass: bit.ly/39xsifA 

▶️ Henrique Fontana: bit.ly/3AHAuFR 

▶️ Marcon: bit.ly/3kGfsli 

▶️ Maria do Rosário: bit.ly/2XHGtvQ 

▶️ Paulo Pimenta: bit.ly/3i1caYg 

PSOL

▶️ Fernanda Melchionna:

Crédito imagem destaque: Leonardo Hladczuk

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Rever colegas, organizar a luta de resistência e fortalecer a união da categoria: esse foi o resumo da primeira semana dos Encontros Regionais dos Aposentados do CPERS, que ocorreram nos dias 22 e 23 de setembro, de forma online.

A iniciativa, organizada pelo Departamento dos Aposentados do Sindicato, contemplará os 42 núcleos do Sindicato até o final de outubro.

Na quarta-feira (22), os núcleos contemplados foram Bagé, Camaquã, Rio Grande e Pelotas. Já na quinta-feira (23) os núcleos participantes foram Frederico Westphalen, Santana do Livramento, Três Passo e Três de Maio.

A diretora Glaci Weber, coordenadora do departamento, realizou a abertura do encontro.

“É uma grande satisfação estar aqui. A pandemia ainda não acabou, mas temos que começar o encontro assim, otimistas. Quero parabenizar a todos que estão participando e todos que irão participar. Até o final de outubro estaremos passando por todos os nossos 42 núcleos do Sindicato, levando informações de luta e estreitando laços entre a categoria”, afirmou Glaci.

A diretora Alda Bastos, que também faz parte do departamento, falou da felicidade de ver todos, mesmo que virtualmente.

“Esses encontros são muitos significativos. Construímos uma grande família dos aposentados. Crescemos muito, e nos fortalecemos para a luta através desses encontros.  A presença e participação de todos é muito importante para o sucesso da nossa atividade”, destacou.

“Através destes encontros, o CPERS resgatou a importância dessa categoria que se aposentou da sala de aula, mas nunca da luta. Um bom encontro para todos nós. Assim como diz Paulo Freire temos que conjugar o verbo esperançar e nunca desistir”, frisou Juçara Borges, diretora e integrante do departamento.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, foi homenageada pelo seu aniversário recente (20/09) com uma música interpretada pela Irmãs Madruga, de Santiago.

Governo Bolsonaro e Leite fazem parte do mesmo projeto de retirada de direitos

O 1º vice-presidente, Alex Saratt, fez uma breve análise dos governos de Bolsonaro e Leite, onde destacou os principais ataques dos governos à população e aos servidores.

“Na conjuntura que vivemos, temos um governo federal que negou a pandemia. E assim, foram responsáveis por milhares de mortes. Muitos aposentados perderam a vida e são tratados apenas como números. É terrível falar isso, mas foi o que aconteceu”, ponderou.

Alex falou da importância dos aposentados na luta. “O segmento dos aposentados e aposentadas é fundamental na luta do Sindicato, eles dirigem núcleos, estão militando nas redes e nas ruas”, destacou.

Para o Saratt, o governador Eduardo Leite (PSDB) pratica a mesma política do presidente Jair Bolsonaro.  “O governo do Estado também avança nessa agenda de retirada de direitos dos servidores. Por isso, é tão importante que os aposentados e aposentadas lutem com o CPERS”, finalizou.

O 2º vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia,  também esteve presente parabenizando a organização do encontro.

“Se hoje estamos aqui e temos essa resistência é por toda a luta dos que vieram antes e fizeram história. É bom vê-los e saber que estão com saúde, que é o que a gente mais preza neste momento”, salientou.

Edson fez fortes críticas ao governo Bolsonaro e listou alguns dos ataques do presidente aos aposentados. “Nós repudiamos sempre a prática dessas políticas que vem para destruir não só as nossas vidas, mas também os nossos sonhos. Porque uma pessoa que trabalha uma vida toda, no final merece desfrutar e não ter os direitos atacados”, observou.

Na quinta-feira (23) o diretor do CPERS, Cássio Ritter fez uma leitura do cenário político federal e estadual. “Pasmem, Bolsonaro conseguiu que os aposentados voltassem a contribuir com a previdência. ”

Cássio frisou que Bolsonaro e Leite compartilham da mesma política neoliberal. “O Leite e Bolsonaro representam o mesmo projeto econômico. Tudo que Bolsonaro aprova, Leite implanta aqui”, destacou.

Informações da luta

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, explicou que muitas retiradas de direitos chegam através das propostas do presidente, como a Lei Complementar 173/2o20, que proíbe o reajuste salarial dos servidores em 2020 e 2021, a EC Nº 103/2019, que abriu a possibilidade de o governo taxar novamente os aposentados e a PEC 32, que pretende abrir as portas para a privatização dos serviços públicos.

A presidente também falou problemas financeiros do IPE Saúde e da possibilidade de aumento das alíquotas de 3,0 para 3,5 e de aumento da mensalidade dos dependentes. “Estamos há sete anos sem reajuste salarial e assim o IPE também está estagnado. Se o instituto está quebrando, o culpado tem nome e CPF: Eduardo Leite”.

Sobre a luta pelo reajuste salarial, Helenir falou do encontro com o governador na Praça da Matriz, no dia em que Leite entregou o projeto de Lei Orçamentária anual (LOA) na Assembleia Legislativa.

“Nossa reposição salarial é questão de sobrevivência para a categoria. Destacamos que queremos reajuste para professores ativos e aposentados e para os nossos funcionários de escola. Essa é a nossa luta e não aceitaremos menos que isso, reposição salarial para todos educadores”, pontuou.

Helenir relatou que na última reunião na SEFAZ o subsecretário do tesouro do Estado e secretário executivo do GAE, Bruno Queiroz Jateneafirmou estar estudando uma proposta de recomposição salarial da categoria, que será apresentada por Leite.

A educadora falou da importância da união da categoria. “Temos que ter a unidades entre nós. Neste momento o reajuste é para todos nós. Esta é uma luta muito importante e só somos fortes quando estamos juntos”, finalizou Helenir.

No segundo encontro, a diretora do CPERS, Rosane Zan, ponderou que Leite arrecadou mais de 340 milhões com a previdência dos aposentados, chegando a registrar superávit de R$ 2,76 bilhões no primeiro semestre de 2021.

“E para onde vai esse dinheiro, se nas escolas faltam tudo? Vemos que a educação não é prioridade.  A nossa categoria está cada vez mais empobrecida e ameaçada. O nosso pedido de reposição salarial é urgente. Esse governo neoliberal ataca cada vez mais nossos direitos. Por isso, é preciso estarmos nas ruas com a unidade dos servidores, não só com a categoria, mas com todo funcionalismo público”, concluiu.

Informações jurídicas

O advogado Marcelo Fagundes tratou sobre dois assuntos bem importantes para a categoria, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32) – Reforma Administrativa e sobre o desconto da previdência para os aposentados.

Marcelo explica que para Bolsonaro aprovar a PEC 32 ele precisa de 308 votos na Câmara e 99 votos no Senado.  “E hoje ele não tem esses votos, graças a todas lutas da categoria e dos demais servidores. O nosso papel é traduzir para a população que a Reforma Administrativa é o fim das carreiras no serviço público”, destacou.

O advogado mostrou que a PEC 32 cria cinco tipos de vínculos para contratação. A Reforma Administrativa também termina com a estabilidade do servidor e acaba com os concursos públicos. “A PEC abre para não tenha mais concursos públicos. Os funcionários de escola estão quase entrando em extinção, pois não tem mais concurso há anos. E com a reforma isso piora”, observa.

Sobre a Reforma da Previdência no RS, Marcelo explicou que o Sindicato ingressou com uma  Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris e outros sindicatos, e ganhou a liminar no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS). Mas o governo foi até o Supremo Tribunal Federal (STF), cassando-a. O processo continua tramitando tanto no TJ/RS quanto no STF e aguarda julgamento.

“A maioria dos nossos aposentados não pagavam previdência, só quem ganhava mais de 6 mil e com a reforma da previdência quem ganha mais de um salário mínimo começou a pagar. E esse dinheiro faz falta no final do mês e estamos lutando para reverter isso.”

No segundo encontro, o advogado Douglas Machmann Ambrozi também abordou os dois assuntos.

Sobre a Reforma da Previdência, Douglas destacou que em muitos estados ela já foi aprovada, mas a luta dos servidores ainda impede a aprovação em outros.

“Entendemos que é ilegal esse desconto e vemos que a reforma ainda é mais prejudicial aos aposentados que além de não receberem reajuste há 7 anos, ainda foram descontados. Estamos atuando para derrubar esse desconto ”, concluiu Douglas.

Marilda de Abreu Araújo – secretária de organização (MG) da CNTE, falou sobre a PEC 32 e o prejuízo que causará se for aprovada para o funcionalismo e serviços públicos.

“Essa PEC veio para substituir o estado pelas inciativas privadas. Entre elas saúde e educação que são os serviços mais usados pela população. Ela é um ataque a população, desresponsabiliza o estado dos serviços essenciais, e acaba com os serviços públicos”, ponderou.

“Não podemos permitir que isso aconteça aqui. Nós aposentados temos que ajudar nossos colegas da ativa derrubar essa PEC. Hoje o nosso pedido, da CNTE é que façam pressão nos deputados da sua região e peça o voto contrário a reforma administrativa”, concluiu Marilda.

Homenagem para a professora Irene

A presidente do CPERS Helenir Aguiar Schürer emocionou a todos a fazer uma bela homenagem a educadora Irene colega e amiga, que faleceu no último dia 20.  “No dia 20 perdemos a Irene uma grande lutadora e amiga. Uma mãe para mim. Era professora aposentada e fará muita falta em nossas lutas, mas ela deve estar organizando a luta do CPERS lá no céu”, concluiu.

Glaci homenageou a amiga através de uma música que Irene gostava, cantada na voz das Irmãs Madruga. “Irene era uma pessoa sempre alegre colocando as pessoas para frente. Perto dela não havia tristeza. Essa música é para nossa Irene. E aproveito para homenagear os demais colegas que perdemos para a Covid-19”, falou.

 Cuidados com a saúde pós pandemia

A professora aposentada, Ana Koka de Santiago, agitou os participantes abordando a importância da atividade física pós pandemia.

A professora fez todos saírem da cadeira e se mexerem com uma aula de alongamento e aeróbica de baixo impacto. Ana também ensinou aos participantes exercícios de respiração que ajudam a exercitar os pulmões, órgão mais atacado pela Covid-19.

A educadora também orientou aos participantes a fazerem exercícios regularmente. “A atividade física reduz o estresse, a ansiedade, o medo  e a depressão. Todos sentimentos que pioraram com a pandemia. Nunca é tarde para começar a alguma atividade física. Quanto mais melhor”, ressaltou.

No dia 29 (quarta-feira), o Encontro Regional dos Aposentados ocorrerá com os núcleos Santa Rosa, Cerro Largo, São Luís Gonzaga, Santa Maria e Santa Cruz do Sul.

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A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/21, conhecida como PEC da Reforma Administrativa, aprovou nesta quinta-feira (23), por 28 votos a 18, o novo relatório apresentado pelo deputado Arthur Maia (DEM-BA).

Desde o fim da reunião de quarta-feira (22), o governo trocou ao menos oito membros da comissão especial para conseguir aprovar a proposta. Isso porque, segundo a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a própria base estava dividida em relação aos textos apresentados por Arthur Maia.

“O texto que está sendo votado hoje retomou o artigo 37 A, que permite a terceirização no serviço público. É a alma privatista da proposta. Convocamos a todos e todas que lutam pelo futuro do Brasil para dizerem não a esse retrocesso”, pontuou.

>> Reforma Administrativa ameaça a democracia

Deputados de oposição denunciaram a troca de membros. O Partido Novo, por exemplo, assumiu 6 cadeiras, tendo apenas 7 deputados na composição da Casa.

Mais cedo, às 8h, deputados da Bancada da Oposição na luta contra a Reforma Administrativa se reuniram para discutir os rumos da PEC 32. De acordo com o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA), é grave que o texto de Arthur Maia tenha sofrido alteração três vezes em menos de 12h.

O novo relatório retomou elementos graves que haviam sido retirados, como o artigo que permite terceirizar toda educação pública para empresas. Além disso, a previsão de redução de 25% do salário foi mantida, retomaram os superpoderes do Presidente da República, privilégios foram mantidos e possibilidades de contratações de temporários foram ampliadas.

Os deputados gaúchos que votaram a favor do parecer e pela destruição dos serviços públicos foram:
Alceu Moreira (MDB), Marcelo Moraes (PTB), Marcel van Hattem (NOVO) e Giovani Cherini (PL-RS).

Segue a mobilização para derrubar integralmente a PEC 32 que, agora, segue para Plenário.

*Fonte: CNTE

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Desde o golpe de 2016, que destituiu a presidente Dilma Rousseff (PT), a educação é um dos setores mais atacados pelos neoliberais que assumiram a Presidência da República.

As propostas são sempre na linha de redução dos investimentos nas escolas e do piso salarial do magistério, um dos menores do mundo, segundo estudo da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Uma das ameaças mais recentes à educação pública é a proposta de Reforma Administrativa, a PEC 32, que teve seu relatório aprovado na última quinta-feira. A proposta de Bolsonaro e Guedes facilita as privatizações, a falta de fiscalização e representa a destruição dos serviços públicos. Agora a luta para barrar este retrocesso será no Plenário.

Outro ataque aconteceu na última semana, quando o Senado aprovou, por 60 votos favoráveis e 14 contrários, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 13/2021, que isenta de responsabilidade gestores públicos pela não aplicação de percentuais mínimos de gastos em educação em 2020 e 2021. O texto será encaminhado à Câmara dos Deputados.

Mas os desmandos iniciaram ainda em 2016, quando o ilegítimo governo Michel Temer (MDB-SP) encaminhou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 95, também chamada de PEC do Teto dos Gastos Públicos, que congelou por 20 anos os investimentos na área social, em especial na educação e na saúde.

A mudança afetou fortemente, por exemplo, o Plano Nacional de Educação (PNE), que fixa metas para a área até 2024.

Depois vieram os cortes das verbas anuais promovidos pelo Ministério da Educação (MEC), o Projeto de Lei (PL) n° 3776/08, que propõe a redução do reajuste dos professores(as) ao mudar a forma de cálculo dos aumentos dos salários e, mais recentemente, a PEC 13 aprovada pelo Senado, nesta terça.

A manobra dos bolsonaristas para votar o PL n° 3776/08 – sem passar pelo Plenário da Câmara – foi derrotada após muita pressão das entidades que defendem os trabalhadores(as) na educação, mas a luta continua.

Estudo da OCDE, divulgado na última quinta-feira (16), prova que a categoria tem razões de sobra para lutar contra os ataques e criticar os vencimentos. Em um ranking de 40 países, o Brasil é o que paga os menores salários aos professores(as).

O abismo salarial tem como uma das causas o não cumprimento da Lei do Piso (11.738), aprovada em 2008. Para 2021, o piso é R$ 2.886,24. De acordo com levantamento do Dieese, apenas 11 estados cumprem a legislação. O próprio governo federal deu um ‘calote’ nos professores(as) este ano e não reajustou salários.

 No Rio Grande do Sul educadores estão há sete anos sem reajuste salarial  

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) pratica as mesmas políticas de Bolsonaro, da destruição da educação pública e desvalorização de professores(as) e funcionários(as) de escola.

Sem reajuste desde novembro de 2014 e com a inflação acumulada em 45,05%, profissionais da rede estadual amargam perdas que equivalem à redução de quase metade do salário real.

São SETE ANOS com os salários congelados e a situação fica ainda mais grave quando se considera a alta nos preços de produtos e serviços essenciais, como gás de cozinha, luz e alimentos.

Além da reposição salarial, o confisco dos salários dos aposentados(as), fim de vantagens temporais, descontos acumulados do vale-transporte e o não pagamento dos dias trabalhados para recuperar a greve são alguns dos ataques que minguam ainda mais os já ínfimos recursos da categoria.

Informações: CNTE

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Foi dada a largada aos Encontros Macrorregionais da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) de 2022, na última sexta-feira (17).

Em pauta, o Eixo Temático I – Décadas de lutas e conquistas sociais e políticas em xeque: o golpe, a pandemia e os retrocessos na agenda brasileira.

O evento online, pela plataforma Zoom, reuniu educadores(as) representantes dos núcleos de Uruguaiana, São Borja, Santiago, Alegrete, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo, Santo Ângelo e Santa Rosa. 

Ao todo, serão seis eixos de debates sobre a conjuntura, resistência e passos para a luta em defesa da educação pública e de políticas sociais de valorização da democracia e da vida.

“A Conape tem o objetivo de discutir e definir estratégias em defesa da democracia, da educação e dos direitos sociais. É um contraponto às políticas de ataque à educação pública de qualidade”, explicou a diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, abrindo o encontro.

A diretora Rosane, que também integra a Coordenação Colegiada da Conape/RS, esclareceu ainda que a Conferência, originada em 2018,  foi responsável por abrir no país um espaço de lutas dos movimentos sociais e populares em prol da educação tendo como base a gestão pública, gratuita, de qualidade, laica, democrática, inclusiva, libertadora, antirracista e voltada para todos(as).

Reverenciado no mundo inteiro, o legado de Paulo Freire, cujo centenário é comemorado em setembro, foi mencionado pela diretora. Rosane também lembrou que ele será o grande homenageado da Conape 2022, que ocorre  em Natal, no Rio Grande do Norte.

Pós-golpe: ataques à educação pública e direitos

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, fez uma retrospectiva da luta ainda nos governos Lula e Dilma, ambos do PT, e os retrocessos desde o pós-golpe.

“A gente viu o que aconteceu durante o governo Lula e Dilma: houve muitos avanços na educação. Nós, da fronteira oeste, não tínhamos universidade pública e hoje temos a Unipampa; encontramos alunos, que naquela época, não tinham condições financeiras para ingressar em uma universidade. Mais de 50% dos alunos da UFRGS vêm de escola pública”, asseverou a presidente Helenir.

Conforme a presidente, depois de 2016, com o golpe contra o povo, Temer instituiu a PEC 95, que cortou os investimentos da saúde e da educação, e das políticas sociais mais importantes para a população. Após, o desmonte prosseguiu com as reformas trabalhista e da previdência.



Já com o governo Bolsonaro, veio a PEC 32 – que pode ocasionar o fim dos serviços públicos -, entre outros ataques.

“Na última versão da PEC 32, além de tudo aquilo que já vínhamos denunciando, eles acrescentaram dentro da Proposta a institucionalização da contratação emergencial dos professores, o que a maioria das pessoas não sabem”, explicou.

Helenir também reforçou a importância da pressão na Câmara pela derrota da PEC.

> Pressione os deputados(as) aqui.

Ela pontuou ainda sobre a conjuntura estadual com o aprofundamento da política de retirada de direitos iniciada por Sartori (MDB) e continuada por Leite (PSDB), que aproveitou a pandemia para acelerar o desmonte da educação. 

A presidente também reafirmou a importância da resistência e criticou a fala do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, sobre alunos com deficiência.

“Se temos um Plano de Carreira foi graças à nossa luta. Por isso, precisamos continuar resistindo aos ataques em nível federal e estadual”, afirmou.

“A gente vê a cada dia ataques inimagináveis como a fala do Ministro da Educação de que a inclusão de alunos deficientes atrapalha a sala de aula; apartá-los da sociedade nos preocupa, porque quando defendemos a democracia, defendemos a educação, as políticas públicas, a alimentação, a moradia. Isso tudo nos está sendo tirado”, finalizou Helenir.

Membro da Coordenação Executiva do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e presidente da CNTE, Heleno Araújo, reafirmou a importância do trabalho integrado para fortalecer as ações no contexto pandêmico pelos encontros macrorregionais.

“Estamos provocados a refletir neste Eixo I sobre que debate queremos fazer neste momento em nosso país pelo viés de uma educação pública, laica e de qualidade social”.

Heleno elencou as principais conquistas sociais, de 2005 a 2014, fruto da luta dos movimentos, sindicatos e demais entidades.

“Em 2005, afirmamos a conquista no Conselho Nacional de Educação da 21ª profissão e apoio escolar, dando início à possibilidade de formação continuada para as nossas merendeiras e administrativos, que estavam invisíveis na Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional e nas políticas educacionais”, destacou.

A partir daí, foi viabilizado a criação do programa Pró Funcionário, emendando o debate do Fundeb, com a manutenção do desenvolvimento de toda a educação básica e da valorização dos profissionais da educação. 

Em 2008, foi estabelecido o Piso Nacional da Lei do Magistério. Em 2009, com a EC 59, houve a ampliação do direito e mais recursos à educação.

Já em 2010, a Conae foi um importante instrumento para o debate no Plano Nacional da Educação, plano de 20 metas de valorização profissional, perspectiva de aumentar as matrículas públicas na educação profissional e superior, entre outras.

“As conquistas que tivemos nos últimos anos estão sendo colocadas em xeque por conta do golpe contra o povo e as políticas públicas”, afirmou Heleno.

“Por isso queremos fazer esse debate do Eixo I para podermos resgatar ações que consideramos importantes para nós, entendermos o que faltou para implementar essas políticas que conquistamos nas leis, entender o momento do golpe colocado sobre nós e esse desgoverno Bolsonaro para que possamos apontar encaminhamentos, políticas e ações para reverter o quadro que está”, finalizou.

Unidade na luta contra o projeto de desmonte

Para Alex Saratt, 1º vice-presidente do CPERS e membro da Coordenação Colegiada da Conape/RS, a luta contra os retrocessos hoje é complexa.

“O papel do sindicato da educação é gigante, a Conape tem a capacidade de unir os diversos movimentos num sentido único, unitário, amplo, temos uma tarefa, portanto, de potencializar a mobilização com a qualidade da nossa discussão contra o neoliberalismo e o fascismo”, asseverou.

“Desde o impeachment, estamos sofrendo muitos ataques com o desmonte das políticas educacionais – entre elas a EC 95, a inviabilização das metas da PNE e interesses privatistas desde a época do Temer. Que venham outras pautas que realmente nos interessam e que façam com que os governos realmente invistam na educação pública”, afirmou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

De acordo com  Vera Lessês, diretora e integrante da Comissão de Educação do CPERS, temos governos alinhados, tanto em nível estadual quanto federal, a políticas que deram crescimento ao novo capital.

“Em virtude disso, a educação foi uma das áreas mais atacadas. É preciso falar da importância da educação popular; precisamos discutir a questão da democracia e de políticas públicas que valorizem a educação”, afirmou.

“A gente sabe que o golpe veio para derrubar os direitos do povo. Sabemos que os retrocessos na educação integram um plano de desmonte, porque a educação promove o debate. É claro que os governos não querem educação para todos. Trata-se de um projeto de destruição da democracia”, destacou Sonia Solange, diretora e integrante da Comissão de Educação do CPERS.

Encaminhamentos

O Eixo I foi aprovado entre os presentes e será levado para a Conape Estadual. Foi integrada às propostas a reafirmação da luta por políticas públicas para a inclusão de alunos com deficiência.

Encontros Macrorregionais

Na próxima sexta-feira (24), acontece o segundo encontro da macrorregional Caxias do Sul, que debaterá o Eixo Temático II – PNE, Plano decenais, SNE, políticas Setoriais e direito à educação. O evento será online pela plataforma zoom. Para participar, é necessária a inscrição até as 12h do dia 24/09.


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para fazer o seu cadastramento, mas, antes, leia as instruções nesta matéria até o final.

>> Quando?

A Assembleia Geral começa às 18h  do dia 1º de outubro (sexta-feira).  As inscrições devem ser realizadas até as 23h59 do dia 30/9 (quinta-feira).

>> Onde?

A Assembleia será 100% digital, com acesso por meio do aplicativo Zoom. Leia o passo a passo abaixo para saber como participar.

>> Quem pode participar?

Apenas sócios(as) poderão acessar o ambiente da Assembleia Geral.

>> Como faço para participar?

1. e preencha o formulário até o fim para validar o seu cadastro. Confira com atenção os dados, que serão cruzados com as informações no banco de sócios.

Por razões técnicas e para assegurar a participação de todos, serão aceitas inscrições até as 23h59 do dia 30 de setembro.

Caso tenha problemas para validar seus dados, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo whatsapp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br.

2. Baixe o aplicativo Zoom em seu celular ou computador. Não deixe de fazer o download.

Usuários que usam o navegador (como o Chrome ou o Internet Explorer) para acessar sessões do programa costumam ter problemas com a votação.

Por isso repetimos: baixe o aplicativo Zoom. Sua experiência será melhor e mais tranquila.

Confira abaixo os links para cada versão, de acordo com o seu dispositivo:

>> Instale o Zoom no computador -> https://zoom.us/client/latest/ZoomInstaller.exe

>> Instale o Zoom no seu celular Android -> https://play.google.com/store/apps/details?id=us.zoom.videomeetings&hl=pt_BR

>> Instale o Zoom no seu iPhone -> https://itunes.apple.com/us/app/id546505307

3. Às vésperas da Assembleia, você receberá um e-mail com um link único, intransferível. Este link é o seu crachá. Se você passar para outra pessoa, não poderá acessar a Assembleia.

Em hipótese alguma encaminhe este link. Ele é a sua identidade, a sua garantia de acesso, voz e voto.

Atenção: se o seu e-mail for da Yahoo, você pode ter problemas ao receber a mensagem de confirmação. Neste caso, contate o nosso Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS) pelo whatsapp – (51) 9663-5699 e (51) 9569.0465 – ou pelo e-mail sas@cpers.org.br.

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