Nesta terça-feira (22), o CPERS deu o pontapé inicial na #CaravanaDaVerdade, que percorrerá todo o Rio Grande do Sul – até o fim de março –  para desmascarar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB), que mente ao dizer que concedeu reajuste de 32% aos educadores(as) e denunciar o descaso do governo com as escolas gaúchas.

Além de expor o desfalque nos contracheques, a caravana também alerta sobre a desvalorização dos funcionários(as) de escola e dos aposentados(as) sem paridade – que ficaram de fora do reajuste, sobre o Novo Ensino Médio, a militarização das escolas, a pressão pelo concurso público, as consequências do Regime de Recuperação Fiscal e ações em andamento.

Nesse primeiro dia, foram visitadas instituições da região de Uruguaiana (21° Núcleo) e São Borja (16° Núcleo).

“No final desta Caravana faremos uma Assembleia Geral para firmar a luta contra as mentiras de Eduardo Leite e cerrar fileiras pela educação e pelos educadores. Esse é um ano eleitoral e, como seres políticos, precisamos votar em quem defende o ensino público gaúcho. Quem é contra nós, será enterrado na história como o maior inimigo da educação”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante visita ao IE Arneldo Matter, de São Borja, com a secretária-geral Suzana Lauermann.

Além das escolas, as denúncias também foram feitas em rádios das cidades por onde a caravana passou. A diretora do CPERS, Vera Lessês, acompanhada de Zila Teresinha Soares Fidell, diretora do Núcleo de Uruguaiana (21°), esteve na Rádio Líder FM e alertou sobre as maldades do governador. “Leite deixou os aposentados e funcionários a míngua, sem reposição salarial e ainda mente para a sociedade que deu 32% de reajuste para todos, é mentira!”

Segue o descaso e a morosidade do governo Leite em Uruguaiana

Em novembro de 2021, a caravana do CPERS por #ReposiçãoJá passou pela EEF Hermeto José Pinto Bermudez, de Uruguaiana, quando a comunidade escolar realizou um ato para denunciar 12 meses sem energia elétrica.

Agora, três meses após o ocorrido, a diretora da escola, Marta Verônica da Silva, ainda clama para que o problema seja resolvido.

“Continuamos sem energia elétrica, há 15 meses estamos nessa situação. Já não sabemos quem pode solucionar o nosso problema. Está precária a nossa situação”, declarou Marta.

Funcionários e aposentados merecem respeito e valorização 

Além da passagem pelas escolas, a caravana do CPERS também promove plenárias com professores(as) e funcionários(as) aposentados(as).

Excluir esses educadores(as) do reajuste é cruel. São mais de sete anos sem reposição, com uma defasagem salarial de mais de 54%, além do assalto no contracheque de quem dedicou a vida a educação pública. 

90% dos piores salários do Rio Grande do Sul são de servidores(as), que recebem como base o valor irrisório de R$ 620,75.

Aos olhos cruéis do governo, estes educadores(as) são invisíveis. Não para o CPERS!

Ainda nessa semana, o Sindicato irá a Alegrete, Santana do Livramento, São Luiz Gonzaga e Cerro Largo. Clique aqui para conferir o roteiro completo e acompanhe as nossas redes para mais informações!

Escolas visitadas nesta terça (22):

>> Região de Uruguaiana (21° Núcleo)

– EEEM Mal. Candido Rondon, Uruguaiana
– Instituto Estadual Paulo Freire, Uruguaiana
– Escola Normal Elisa F Valls, Uruguaiana
– IE Romaguera Côrrea, Uruguaiana
– EEEM Embaixador João Baptista Luzardo, Uruguaiana
– EEEF Prof. Cirilo Zadra, Uruguaiana
– EEEF Adir Máscia, Uruguaiana
– EEEM Senador Salgado Filho, Uruguaiana
– EEEF Julio de Castilhos, Uruguaiana
– EEEF Antonio Mary Ulrich, Uruguaiana
– EEEM Dr. João Fagundes, Uruguaiana
– EEEFM Nilza Corrêa Pereira, Barra do Quarai
– EEF Hermeto José Pinto Bermudez, Uruguaiana

>> Região de São Borja (16° Núcleo)
– EEEM Vicente Goulart, Itacurubi
– IE Arneldo Matter, São Borja
– CE São Borja (CESB), São Borja
– IE Padre Francisco Garcia, São Borja
– CE Getúlio Vargas, São Borja
– EET Olavo Bilac, São Borja
– EEEF Tusnelda Lima Barbosa, São Borja
– EEEFViriato Vargas, São Borja
– EEEF João Goulart, São Borja
– EEEM Tricentenário, São Borja
– EEEM Apparicio Silva Rillo, São Borja

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Pela Vacinação, Testagem e Condições de Ensino/Aprendizado nas Escolas Públicas

O ano escolar começou em nossas redes públicas de ensino e, depois de quase 2 anos com as escolas brasileiras da educação básica fechadas, ainda não temos, infelizmente, a segurança sanitária necessária para a retomada das aulas presenciais. Os casos de contaminação com a COVID-19 com a chegada da variante Ômicron abalou o mundo inteiro por sua imensa capacidade de transmissibilidade, superior em quase 4 vezes ao pior momento que já tivemos com as outras variantes da doença: enquanto em abril de 2021, no auge das variantes Delta e Gama, tivemos no mundo o pico diário de 905 mil casos de pessoas contaminadas, em 24 de janeiro de 2022, com a Ômicron (4ª onda), tínhamos registrado 3,44 milhões de pessoas infectadas em um único dia.

Considerada menos mortal do que as outras variantes, as contaminações com a Ômicron são tão superiores em número que, mesmo ela tendo chegado em um momento em que a população mundial estivesse mais imunizada com as vacinas, os casos absolutos de pessoas mortas em função dela já quase atingem o pico diário de mortes verificado na 3ª onda (Delta e Gama). Apesar de relativamente menos letal, o momento atual se apresenta, em números absolutos, tão preocupante quanto os outros momentos da doença quando consideramos o quesito de sua letalidade: ao final do mês de janeiro de 2022, atingimos o pico de 14,3 mil mortes por COVID no mundo em um único dia. O pico de mortes diárias da 3ª onda foi de 15,9 mil mortes em todo o planeta, abaixo ainda do recorde de vítimas verificada na 2ª onda (Beta e Alfa), que atingiu a marca de 18 mil mortes por dia.

No Brasil, por força e pressão da sociedade, conseguimos atingir a marca de quase 80% da população parcialmente imunizada, chegando a pouco mais de 85% se considerarmos o segmento populacional apto a se vacinar (a partir de 5 anos de idade). Com a dose de reforço, no entanto, temos apenas pouco mais de 37% da população brasileira (maiores de 18 anos). No dia 20 de fevereiro de 2022, os dados de imunização que envolvem a faixa etária de 5 a 11 anos – contingente preferencial e prioritário da oferta dos serviços da educação básica -, apontam para menos de 35% da população que tomaram a primeira dose. Estados como Acre, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Roraima, esse índice não chega sequer à casa dos 20% das crianças já vacinadas. Nessa mesma data, o retrato do país mostra que temos ainda 13 Estados da Federação com a situação em alta de casos e óbitos pela doença. Ou seja, a pandemia da COVID-19 ainda não acabou.

O aumento sistemático dos índices de contaminação do coronavírus nesse momento se deveu, sobretudo, à irresponsabilidade do Governo Federal e de muitos gestores de Estados e Municípios que não realizaram políticas de isolamento social amparadas em auxílios emergenciais dignos. Essa situação prolongou o fechamento das escolas públicas e a penúria dos/as estudantes, professores/as e funcionários/as de educação que não contaram com equipamentos e internet adequados para as atividades remotas. A negação da ciência e o descompromisso das gestões públicas com o tratamento da pandemia, aliada à falta de vacinas em quantidade e tempo suficientes para impedir o alastramento do vírus, continuam a apontar, até hoje, para cenários caóticos para a população, para a economia e também para a retomada das atividades escolares presenciais com segurança. Assim, é preciso que o Estado garanta as condições de acesso e permanência de todos à escola, para evitar mais prejuízos aos segmentos vulneráveis de nossa sociedade. Não é possível que o país continue se eximindo da responsabilidade de cuidar das crianças e jovens que têm assegurado o direito constitucional à educação básica obrigatória dos 4 aos 17 anos.

Essa explosão de casos e mortes que a Ômicron provocou no Brasil já deixou, de imediato, nossas redes de hospitais em alerta: a taxa de ocupação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) voltou a aumentar drasticamente em todo o país, combinado com um fenômeno novo que se apresentou pela primeira vez agora com o advento dessa variante: o afastamento recorde de funcionários da saúde em função do altíssimo nível de contaminação é privilégio da Ômicron. Esse cenário de tragédia humanitária não sensibilizou nossos governantes que agem, agora, como se a pandemia tivesse chegado ao fim.

O retorno às aulas presenciais nas escolas brasileiras nas redes municipais e estaduais da educação básica se dá agora, depois de 2 anos de fechamento forçado, sem que tivesse havido o empenho conjunto dos governos para o enfrentamento das questões de segurança sanitária a nossos estudantes e comunidade escolar em geral. O investimento necessário em infraestrutura escolar não aconteceu, de modo que pudéssemos ter construído mais salas de aulas (a fim de manter o distanciamento social tão urgente e necessário entre os/as estudantes) e tampouco houve reformas ou adaptações para a melhoria da ventilação nos espaços escolares. Da mesma forma, não vemos iniciativas de testagem massiva dos/as estudantes e educadores/as para a detecção de novos casos e, o mais grave, rastreamento dos casos de contaminação que, porventura, venham a ocorrer. Esses dois instrumentos de monitoramento da evolução da COVID, usados em vários países do mundo, são os únicos capazes para garantir que a reabertura das atividades presenciais nas escolas não trará um impacto e recrudescimento dos casos. O que acontece dentro das escolas reverbera, de forma imediata, para fora dela: os/as estudantes contaminados levarão a doença para dentro de suas casas, não sem antes espalhar pelas cidades nos transportes coletivos já abarrotados de gente. É desolador como um caso desses, de tamanha gravidade, é tratado no Brasil por nossos gestores como sendo mesmo só mais uma gripe.

O plano de retomada das atividades presenciais em nossas escolas também não leva em consideração o aspecto pedagógico das enormes perdas que tivemos junto aos/às nossos/as estudantes nesse período de afastamento do ambiente escolar. Toda uma geração afetada em seu processo de aprendizagem, que só não foi pior em função do trabalho hercúleo levado a cabo pelos/as profissionais da educação, tem sido negligenciada agora quando da reabertura física das escolas aos/às estudantes. A defasagem no processo de alfabetização e o fosso criado durante a pandemia entre os/as estudantes mais pobres do ensino médio e aqueles que tiveram oportunidade de acesso a equipamentos computacionais e Internet à disposição são exemplos que estão, agora, subestimados ou mesmo ignorados. A evasão escolar provocada nesse período de fechamento das escolas também é um desafio a ser enfrentado e que pouco ou nada tem se falado a respeito. A quantidade de estudantes e famílias que se viram compelidas a abandonar as escolas resultará em um déficit educacional irreparável para um enorme contingente de brasileiras e brasileiros. O que se vê, portanto, é que condições importantes para que os/as estudantes tenham acesso ao conteúdo escolar continuam negligenciadas, muito em função da total ausência de uma articulação mínima entre as diferentes esferas de governo no tocante ao enfrentamento a essa situação.

E esse retorno às atividades presenciais nas escolas nesse momento não pode nunca prescindir de uma nova estratégia de gestão de pessoas, por parte dos governos municipais e estaduais, que deem conta das enormes demandas que o momento exige. O investimento em infraestrutura escolar deve vir agora com um aporte extra de recursos públicos para a contratação de mais professoras e professores nos Municípios e Estados. A retomada das aulas presenciais, de forma segura e com o adequado distanciamento social entre os/as estudantes, exigirá um redimensionamento da categoria do magistério público de nossas redes de ensino. Isso passa pela imediata realização de novos concursos públicos para a carreira de profissionais do magistério público em todo o país. E claro, a ampliação das redes de ensino municipais e estaduais deverá também vir acompanhada de uma ampliação do quadro de todos os/as funcionários/as da educação (secretaria, vigilância, nutrição, etc.). Mas nada disso aconteceu em todo esse período de escolas fechadas.

Todo esse quadro crítico foi denunciado por vários documentos públicos feitos pela CNTE ao longo dos últimos 2 anos de pandemia no Brasil. Nunca estivemos sozinhos, no entanto: associações de pais e mães, instituições científicas, entidades educacionais, grupos médicos e muitas outras organizações da sociedade civil estavam juntos nessa denúncia. Mas o ambiente político do país não deixou prosperar esse alerta. A absoluta falta de uma cultura política de diálogo social impediu que essas vozes, embora majoritárias, fossem escutadas pelos gestores públicos de nosso sistema educacional. A falta de coordenação nacional ao enfrentamento dessas grandes questões, que agora assombra todos/as, foi acompanhada também, em grande medida, pela expressiva maioria dos gestores municipais, estaduais e distrital de nossa educação. Nos Estados e Municípios, também vimos a absoluta ausência de diálogo das gestões locais com os sindicatos dos/as trabalhadores/as em educação.

E essas questões, de fato, não se devem circunscrever somente à área educacional. Já apontamos em nossos documentos anteriores a necessidade de uma articulação fina entre as áreas de saúde, educação, assistência social e conselhos tutelares para o enfrentamento a essas demandas. Somente uma interlocução intersetorial de todas essas áreas podem dar conta dos enormes desafios que se apresentam agora ao conjunto da sociedade brasileira. Se nossas denúncias não foram escutadas lá atrás, seguimos com o alerta público e o grito de um estrondoso basta! Temos material humano e recursos financeiros para dar conta desse desafio. As pautas de reivindicação já estão postas. Chega de descaso com as nossas vidas! Contra a banalização da morte, nos insurgimos todos os dias!

Urge levantarmos a bandeira emergencial da vacinação a todas às nossas crianças e adolescentes! É fundamental que exijamos dos nossos governantes políticas de testagem em massa e rastreamento de casos na comunidade escolar, a fim de controlarmos definitivamente essa pandemia! O sucesso de um projeto no pós pandemia exige uma priorização, de fato, da educação de nosso povo. Educação como direito social inalienável. Para isso, não podemos esquecer nunca de que a revogação imediata da Emenda Constitucional nº 95/2016 é medida imperativa. Precisamos, mais do que nunca, que tenhamos capacidade de investimento público para dar conta dessas demandas! E, definitivamente, não podemos mais tolerar um governo negacionista que atrasa a vacinação, brinca com a morte de milhares de brasileiras e brasileiros e só se interessa em afanar os cofres públicos para uma minoria apática e descolada de seu povo!

Exigimos que se cumpra a obrigatoriedade da vacina a todas as crianças com mais de 05 anos de idade, como forma de se fazer cumprir o que estabelece o artigo 14 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), garantindo a ampliação da vacinação de nossas crianças e adolescentes com a obrigatoriedade do Passaporte Vacinal para o retorno às aulas presenciais! É fundamental que essa faixa etária da população brasileira seja vacinada o quanto antes e, para que isso tenha viabilidade de fato em nosso país, é importante que postos móveis de vacinação cheguem em todas as escolas públicas brasileiras, em uma campanha nacional que promova e garanta o acesso à vacina a essa faixa da população. O impacto da volta às aulas presenciais nas taxas de transmissibilidade e morte pela COVID do país depende, em maior ou menor grau, do sucesso dessas medidas, que devem estar articuladas entre as áreas de saúde e educação, e também entre os entes da Federação. Não menos importante, o setor educacional brasileiro exige Internet para todos/as trabalhadores/as em educação e estudantes, com o uso e investimento dos recursos garantidos pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), destinados para esse fim.

Fora Bolsonaro e todo seu projeto de morte! Queremos vacina para todas e todos! Pela vida, saúde e por uma educação pública que atenda plenamente ao nosso povo!

Direção Executiva da CNTE
Brasília, 22 de fevereiro de 2022

Via CNTE

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O Conselho Geral do CPERS manifesta a sua solidariedade à EEEF Frederico Linck, de Guaíba, que teve os Anos Iniciais fechados após uma série de ataques do governo Eduardo Leite (PSDB).

A escola tem 61 anos de história na região e autorização para ofertar o ensino fundamental completo. Em 2021, chegou a ter um crescimento de mais de 100% de alunos, sendo reconhecida e celebrada pela comunidade.

Com a alta procura, a direção da escola buscou novamente a CRE para a reativação dos anos iniciais, visto que muitas crianças do entorno estudam em instituições distantes, algumas tendo que recorrer a transporte escolar, transporte público ou até mesmo fazer o trajeto a pé para conseguir estudar.

Sem qualquer diálogo com a comunidade e mesmo com todo o empenho e a comprovada capacidade da escola de receber os alunos(as), em reunião no dia 14 de janeiro deste ano,  a direção da Frederico Linck foi informada que não tinham autorização para novas turmas e que também perderiam o quinto ano.

A diretora, Claudia Figueiró Souza, está preocupada com o futuro da escola caso o fechamento de turmas prossiga. 

“Se aceitarmos o fechamento do 5º ano, em 2023 não teremos 6º. Em 2024 não teremos 7º anos e assim sucessivamente, até o fechamento da nossa escola. Nós ficamos inconformados com o descaso do governo com o trabalho desenvolvido aqui, com a comunidade e com os profissionais que aqui trabalham. Não estamos pedindo nada além do nosso direito de matricular esses alunos e recebê-los para um ano letivo de qualidade” desabafa a diretora. 

A escola tem uma ótima infraestrutura e está preparada para receber os alunos, por que o governo quer impedir a Frederico Linck de atender a comunidade que tanto precisa? Que interesse político existe por trás do fechamento paulatino de uma instituição?

Para o CPERS, o sucateamento das escolas estaduais, aliado a política de enxugamento de matrículas e escolas, evidencia a intenção do governo: precarizar para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado, e não da comunidade.

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Alex Saratt (*)

Empobrecimento pedagógico, precariedade curricular, desqualificação profissional e privatismo educacional, eis as verdadeiras faces e propósitos do Novo Ensino Médio.

A entrada em vigor do Novo Ensino Médio não deve ser tratada como favas contadas. A oposição, resistência e crítica ao modelo estão na ordem do dia. Mesmo que a conjuntura de forças permita aos donos do poder aplicar sua política e projeto, sabemos que a luta comporta muitas nuances e possibilidades e que o combate pontual se articula com a definição geral. De momento, operar no campo tático defensivo e reativo é condição para que mais adiante se mude o quadro político e se faça a reconstituição dos princípios e perspectivas democráticos e progressistas, afinal estamos em um ano eleitoral e o que está em disputa vai muito além de meras candidaturas ou alternância de governos.

A realidade concreta e objetiva aponta hoje para uma situação complexa, onde poderíamos definir algumas características: o empobrecimento pedagógico, a precariedade curricular, a desqualificação profissional e o privatismo educacional. Isolados ou em conjunto, cada qual e todos significam oferecer um modelo de educação rastaquera aos estudantes de escola pública, atacar os trabalhadores em educação na sua capacidade de formulação e no seu efetivo emprego e abrir as portas do inferno para todo tipo de privatização.

À leitura crítica exige-se postura combativa, militante e tenaz. Só é possível pensar numa outra diretriz se houver luta em todos os terrenos e espaços, desde aquela organizada e travada no chão da escola até aquelas de envergadura política mais ampla, especialmente na eleição de governos e parlamentos comprometidos com uma concepção educacional emancipatória. Qualquer atitude de resistência e rechaço soma no cômputo geral de enfrentamento e superação do que está dado pelos neoliberais e fascistas.

É preciso dizer que a fragmentação e desalinho dos conteúdos repercute numa oferta pedagógica miserável e doutrinária aos educandos, ensinando apenas a resignação, o submetimento e a conservação do lugar na hierarquia social injusta, desigual e opressora. Também cumpre denunciar o currículo que somente formata o sujeito ao trabalho e não a plenitude da cidadania, dos direitos e deveres e da participação nos temas públicos e políticos. Igualmente se faz necessário mobilizar os trabalhadores em educação na defesa de suas prerrogativas intelectuais e metodológicas, bem como de seu emprego e profissionalização. Por fim, as questões relacionadas ao caráter da educação pública devem ser preservados sob pena da privataria generalizada na forma de pacotes, programas e parcerias – como visto na formação realizada pela SEDUC/RS, completamente vinculada à iniciativa empresarial.

Dizer “não” a uma visão mercadológica, privatista e operacional de educação ao serviço do Capital e das ideologias dominantes é fundamental para vencer o que há de pior – doutrinário, manipulador, reducionista, alienante, subserviente – e honrar aquilo que Anísio Teixeira, Nísia Floresta, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Celso Vasconcellos, Demerval Saviani, Marilena Chauí e tantos outros e outras, dedicados à Educação nos predicaram como: missão ética, societária e civilizatória: a Liberdade, a Autonomia e o Bem Comum. Como no hino do CPERS: avante, Educadores! Abaixo ao engodo do Novo Ensino Médio!

(*) Alex Saratt, 1° vice-presidente do CPERS e professor de História nas redes públicas municipal e estadual, em Taquara

Artigo publicado no jornal Sul21.

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O novo Ensino Médio e as consequências para a educação gaúcha pautaram o debate, nesta quinta-feira (17), do seminário virtual promovido pela Comissão de Educação do CPERS.

Em decreto publicado no apagar das luzes de 2021, Eduardo Leite (PSDB) impôs a proposta sem qualquer diálogo com as comunidades escolares. Vendida pelo governo como uma grande salvação, o novo Ensino Médio aprofunda o desmonte e reforça uma perspectiva privatista e de mercado que amplia as desigualdades educacionais.

“Não é uma reforma e sim uma ‘deforma’ do Ensino Médio, que amplia a lógica empresarial no espaço público educacional, transformando tudo em mercadoria em consonância com a lógica neoliberal e a privatização”, asseverou a diretora da Comissão de Educação e anfitriã da atividade, Rosane Zan.

Segundo a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, o Sindicato apresentou um documento para a secretária de Educação, Raquel Teixeira, para estabelecer um debate sobre o novo Ensino Médio, mas não houve qualquer diálogo sobre o assunto por parte do governo.

“Temos a clareza dos prejuízos que essa reforma traz aos nossos alunos. Vejam a responsabilidade que estão colocando nas mãos dos professores. É muito preocupante”, expôs Helenir.

“Vamos fazer uma resistência muito forte junto com a CNTE sobre essas políticas neoliberais do governo. A nossa saída é uma reforma construída por educadores e comunidades escolares. Precisamos fazer com que esses governos não progridam. Vai ter luta!”, completou.

Conforme a diretora da Comissão de Educação, Sônia Solange, é preciso estabelecer um profundo debate com a categoria para resistir à imposição do novo Ensino Médio. “Vamos ter que denunciar em todo o estado sobre os prejuízos e consequências deste novo Ensino Médio nas escolas gaúchas”.

De acordo com Vera Lessês, diretora da Comissão de Educação, o objetivo explícito do governo é formar mão de obra barata e é preciso firmar a resistência. “Nós do CPERS, que fazemos o debate e a discussão, percebemos que isso tem causado uma preocupação muito grande com a categoria. Precisamos construir alternativas”, expôs.

Uma reforma voltada para empresários

Para a professora da IFSul, de Sapucaia do Sul, Raquel Caetano, a reforma do Ensino Médio é voltada sobretudo aos interesses dos empresários(as) brasileiros.

“Todos nós já sabíamos que tínhamos algumas questões para alterar no Ensino Médio. Não é uma questão só de mudança curricular, entendemos que a educação faz parte de um projeto de nação. Mas a reforma foi estruturada por grupos que não fazem parte da educação”, explanou a professora. 

A reforma foi conduzida por fundações, institutos e consultorias brasileiras. Entre tantas, destacam-se: Fundação Lemann, Instituto Ayrton Senna, Instituto Natura, Instituto Unibanco, Fundação Itaú Social, Fundação Roberto Marinho, Fundação SM e Itaú BBA.

Sob este viés, a educação básica é vista não apenas como fonte de lucro, mas também como nicho de mercado. Além disso, há o esvaziamento do conteúdo; são retiradas disciplinas da grade curricular e colocadas outras áreas de conhecimento que sequer foram discutidas com as comunidades escolares. 

“Qual é o sentido de retirar as disciplinas construídas e pensadas historicamente através dos clássicos e optar por outras áreas do conhecimento? Como se faz o currículo sem convidar quem é capacitado nessa construção? Como a juventude vai entender o mundo que faz parte cada vez mais complexo se não tem a base científica para o conhecimento?”, questionou Raquel.

Para ela, a não participação dos grupos colegiados propõe a padronização do conhecimento, destituindo o professor(a) da sua autonomia pedagógica. Trata-se de um projeto de sociedade que não forma para a educação profissional, nem para sociedade e nem para o conhecimento científico. 

“As questões pedagógicas estão precárias. Será estabelecida uma relação sem memória da sociedade brasileira e do mundo com o esvaziamento dos conteúdos em todas as áreas de conhecimento, abdicando a formação integral e integrada dos últimos anos”, finalizou.

Angústia e preocupação: o caso das escolas-piloto do novo Ensino Médio

Como laboratório de experimentação para implantar o novo Ensino Médio em todas as instituições de ensino do Rio Grande do Sul, o governo Eduardo Leite (PSDB) escolheu 300 escolas-piloto. Após período de observação e ajustes, no ano de 2022, todas as escolas de ensino médio serão obrigadas a aplicar a medida.

Durante o seminário, foram ouvidas quatro educadoras de escolas-piloto gaúchas. 

Para a diretora da EEEB Tito Ferrari, de São Pedro do Sul, Adriana Gomes, a instituição não teve opção de escolha e foi obrigada a implantar a medida.

“Eu me sinto muito angustiada; temos uma responsabilidade muito grande com esses jovens. Esses alunos não tiveram opção. Tivemos que assumir essa bronca com pouquíssimo suporte”, desabafou Adriana.

“Essa matriz agora é diferente e posso dizer que está mudando para pior. Como vamos dar uma base para esses alunos?”, questionou.

Conforme a diretora Eliane Brum, do IE Rui Barbosa, de São Luiz Gonzaga, a escola havia escolhido um itinerário voltado para uma formação específica do ENEM, que foi encaminhado à mantenedora, que ignorou a escolha da instituição de ensino.

“Estamos formando este ano a nossa primeira turma com o projeto-piloto no novo Ensino Médio. Uma constatação que temos é que o aluno que está saindo esse ano sai imensamente prejudicado em relação ao ENEM”, explicou a diretora Eliane.

De acordo com Paola Costa, professora da EEEB Presidente Roosevelt, de Porto Alegre, que participou de todo o processo – desde a escolha da escola como projeto-piloto até a sua implantação – o novo Ensino Médio criou um Frankenstein de disciplinas.

“A fala da Seduc é que o aluno faça a sua escolha, mas o governo nos cortou. Os alunos não entendiam o que estava acontecendo na ementa das disciplinas; os códigos das disciplinas não batiam”.

A professora também questionou a insistência do governo em querer implantar o Projeto de Vida, do Instituto Ayrton Senna, como disciplina obrigatória do novo Ensino Médio, que esvazia o conhecimento científico e impõe a responsabilidade aos professores(as) de desenvolverem questões psicológicas e de personalidade dos alunos(as).

“Há uma insistência da Seduc de que o professor dos anos finais ao ensino médio tente converter a personalidade dos estudantes para que sejam mais resilientes, pacatos e receptivos diante das lacunas no mercado de trabalho”, expôs a professora Paola.

Ao fim do seminário, os participantes definiram que a revogação da reforma é urgente e que o debate nas comunidades, para a construção de um currículo  inclusivo e construído no chão da escola, é o caminho para a garantia de uma educação pública, de qualidade e realmente agregadora.

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Na tarde desta quinta-feira (17), os diretores do CPERS, Leonardo Preto e Vera Lessês, participaram da Formação Pedagógica do CE Francisco Antônio Vieira Caldas Jr., de Porto Alegre.

Na ocasião, o diretor da escola, Vinícius Dill Soares, fez questão de ressaltar que “o Sindicato é o meio pelo qual todos os educadores(as) têm para conhecer seus direitos e lutar por dias melhores”.

O diretor Preto destacou que os governos de Eduardo Leite (PSDB) e Bolsonaro (PL) são os grandes inimigos da educação. “Leite é contra a educação pública do RS bem como o governo Bolsonaro é o inimigo número um da educação em todos os níveis. Precisamos nos unir e cerrar fileiras com o CPERS contra quem nos ataca”.

Para a diretora Vera, Leite mente e precisa ser desmascarado: “Leite deixou os aposentados e funcionários a míngua, sem reposição salarial e ainda mente para a sociedade que deu 32% de reajuste para todos, é mentira!”

Além da conjuntura atual, também foi debatida na formação a luta antirracista e a situação do IPE Saúde e a importância da sua defesa.
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Eduardo Leite (PSDB) mente. Prova disso é o discurso que propaga aos quatro cantos totalmente descolado da realidade. Em sua gestão, a educação não avança; ela desanda. Dados levantados pelo Dieese comprovam o descaso do governo com o ensino público gaúcho.

Em 2021, o governador deixou de investir R$ 4,1 bilhões na educação estadual. É o menor percentual aplicado na área nos últimos 12 anos.

Isso porque a Constituição Estadual exige que o governo destine 35% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) para a manutenção do ensino.

Mas o valor destinado para a educação não alcançou o patamar nos últimos anos e o distanciamento se agrava no último período. Foram destinados apenas 25,7% da RLIT no último ano, índice bem menor do que o mínimo de 35% previsto em Lei.

Vale registrar que esses montantes aplicados não foram integralmente para a educação, pois o governo do Estado, contrariando o que prevê a Constituição (Novo Fundeb – EC 108), segue direcionando recursos da educação para pagamento de déficits previdenciários.

Os números não mentem: o maior legado que Eduardo Leite (PSDB) deixa para o Rio Grande do Sul é a destruição da educação pública.

O projeto neoliberal do governo de enxugamento da rede segue a passos largos nos últimos anos, aprofundado à política de fechamento de turmas e escolas, redução do número de matrículas da EJA e desvalorização dos educadores(as), cujo poder de compra foi reduzido para mais da metade da inflação.

O CPERS seguirá na luta cobrando do governo políticas concretas que valorizem a educação pública gaúcha e os educadores(as). A partir do dia 22, o Sindicato percorrerá todo o estado com a #CaravanaDaVerdade para desmascarar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB).

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Nesta quarta-feira (16), dirigentes do CPERS e do 31° Núcleo visitaram o Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Ijuí (APMI).

A luta pelo Piso, a manutenção do Plano de Carreira e a solidariedade aos educadores(as) atacados pelo vereador do município, Rodrigo Noronha (PP), que feriu o direito de livre expressão no ambiente escolar, pautaram o encontro.

“Em relação aos ataques que vocês sofreram do vereador, fizemos uma moção de repúdio, aprovada no Conselho Geral, e queremos estreitar as lutas que nos unificam em função dos ataques ao Plano de Carreira e ao Piso”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“A pauta é unificada. Quando o vereador ataca as condições de trabalho dos educadores, ele ataca a todos nós. Contem sempre com a gente na luta”, completou.

Para o presidente do APMI, Rudimar Scheren, a unidade na luta é essencial para firmar a resistência. “Fomos sofrendo vários ataques e não tivemos tempo nem de respirar. Sabemos o quanto a luta é importante para não perdermos o que temos. Estamos juntos, unidos e fortes na luta!”, frisou.

Também estavam presentes as secretárias do APMI, Carolina Sausen e Nádia Trindade, e a tesoureira Graciele Fabrício, além da diretora Rosane Zan e a diretora do 31° Núcleo, Terezinha Melo.
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Diante da divulgação de informações falsas nas redes sociais digitais sobre a vacinação de crianças, a Frente pela Vida vem a público se manifestar em repúdio ao movimento antivacina e alertar sobre os riscos a que a população brasileira se expõe ao não vacinar seus filhos contra a Covid-19.

Esclarecemos que as vacinas anti-Covid-19 aprovadas pela ANVISA, a Pfizer para as idades de 5 a 11 anos e a Coronavac para as idades de 6 a 11 anos, são seguras e comprovadamente evitam hospitalizações e óbitos.

>> Acesse a nota em PDF

A pandemia de Covid-19 ainda não terminou no Brasil. A variante Ômicron, por ser altamente transmissível, se alastrou por todo o país e tem levado a uma quantidade grande de pessoas, inclusive crianças a evoluírem mal quando infectadas.

No entanto, o risco de apresentar a forma grave da doença é muito mais elevado entre os que não foram vacinados ou entre aqueles que fizeram apenas uma dose da vacina. Por esta razão é necessário que toda a população esteja com a vacinação completa o mais rapidamente possível.

O que vem sendo propagado por médicos negacionistas e antivacinas, de que o risco de efeitos adversos das vacinas é alto para crianças e adolescentes, não é verdadeiro. São raros os casos de efeitos adversos e na sua maioria são eventos leves que não levam a hospitalizações, a problemas de longo prazo ou a óbito.

Alertamos, porém, que o risco de complicações da Covid-19 entre crianças e adolescentes não deve ser menosprezado.

A experiência de vários países que iniciaram há mais tempo a vacinação nesta faixa etária, mostra que as hospitalizações, em consequência da doença, foram mais comuns entre as crianças não vacinadas.

É preciso ampliar e agilizar a vacinação de crianças e adolescentes. Segundo os dados do Consórcio de Veículos de Imprensa, até a presente data, apenas 30,8% das crianças de 5 a 11 anos tomaram a primeira dose da vacina e a cobertura vacinal em crianças é bastante desigual em todo o país: o estado de São Paulo já atingiu 60% das crianças vacinadas e o Rio de Janeiro 58,3%, o que indica que em outros locais a cobertura é bem inferior.

Cabe ao Ministério da Saúde garantir a distribuição a todos os estados de vacinas na quantidade suficiente para toda a população, incluindo a faixa etária de 5 a 11 anos. Deve ainda promover intensa campanha de comunicação, como sempre ocorreu no Programa Nacional de Imunizações do SUS, estimulando os pais a aderirem à vacinação de seus filhos.

Enquanto houver pessoas não vacinadas, é grande o risco do vírus SARS-CoV-2 se propagar e de surgirem novas variantes. O acesso à vacina é um direito de todas e todos e corresponde a um recurso indispensável ao adequado enfrentamento da pandemia de Covid-19.

A Frente pela Vida reitera seu repúdio a profissionais de saúde que têm se aproveitado da credibilidade que sua profissão lhes dá perante a população e que, fazendo uso antiético desse prestígio profissional, disseminam irresponsavelmente informações sem qualquer base científica, com objetivo de desestimular a vacinação de crianças.

Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2022

Frente Pela Vida

Fonte: CNTE

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Na tarde desta quarta-feira (16), uma comitiva da direção do CPERS reuniu-se com representantes da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Secretaria Estadual da Educação (Seduc) e IPE Prev, para tratar do atraso nas aposentadorias da categoria e outros temas.

O Sindicato vem recebendo diversas denúncias quanto a demora nas implantações dos benefícios após a publicação no Diário Oficial, esta espera faz com que os educadores(as), que já apresentam salário corroído pela inflação em mais de 50%, fiquem meses recebendo menos do que tem direito.

A diretora do CPERS, Vera Lessês, descreveu as angústias dos trabalhadores(as) da educação e exigiu agilidade no processo. 

“A situação é muito cruel, nós representamos a categoria com os piores salários do estado e na hora de se aposentar, depois de uma vida se dedicando à educação, muitas vezes com a saúde debilitada, esses servidores ficam meses recebendo metade do salário, isso é desumano!”, asseverou.

A chefe da Divisão de Gestão da Folha de Pagamento da Sefaz, Juliana Debaquer, garantiu que estão sendo tomadas medidas para mitigar o problema. “O tempo médio de atendimento baixou para 68 dias em janeiro, temos 10 novos servidores na casa e nos próximos dois meses deve baixar para 30 dias”. 

Para Raphael Chlaem, da assessoria jurídica do CPERS, esse prazo precisa ser menor. 

“O problema não é só o prazo é o procedimento, as pessoas ficam esse tempo sem receber. 68 dias são três folhas recebendo menos, não podemos aceitar que a categoria fique esse tempo sem receber. Um mês recebendo menos, a pessoa já tem que fazer empréstimo no Banrisul e nunca mais acaba de pagar”, declarou o advogado. 

O sub- secretário do Tesouro, Bruno Jatene, disse que a Sefaz entende a situação da categoria e medidas serão tomadas. “A máquina pública é demorada, é normal que tenha atraso, mas estamos estudando e avaliando formas de agilizar as implantações”. 

Além das aposentadorias, também foram abordados os descontos no contracheque e o adicional de local de exercício. 

Quanto ao adicional, a diretora do Departamento de Recursos Humanos da Seduc, Cleusa Flesch, alertou a categoria sobre o recadastramento para o próximo ano. O sistema para atualização das informações abre em março e as escolas têm até o final de abril para encaminhar às coordenadorias. Em breve será encaminhado documento com orientações. 

Também participaram da reunião, os diretores do CPERS, Leonardo Preto Echevarria e Juçara Borges, a coordenadora do Serviço de Atendimento ao Sócio do CPERS, Rejane Maria Pereira, os técnicos do Tesouro, Luiz Henrique Siqueira e Delmiro Marquezotti e a gerente de Aposentadorias do IPE Prev, Cinara Regina Francisco.

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