No dia 21 de março de 1960, na África do Sul, 20 mil negros protestavam contra uma lei que limitava os lugares por onde eles podiam circular. A manifestação era pacífica, mas tropas do Exército atiraram contra a multidão. Nesse dia, 69 pessoas morreram e outras 186 ficaram feridas, no episódio que ficou conhecido como massacre de Shaperville.

Em memória à tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 21 de março como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Trata-se de mais um marco na luta internacional contra o racismo. E deve ser lembrado sempre, pois foram corpos negros que tombaram por lutar pela liberdade e pelo fim da opressão. Desde então, a luta contra o racismo e a discriminação racial passa a ocupar a preocupação de grande parte dos países do mundo.

No Brasil, sabemos a chaga que o racismo deixa em todos nós dia após dia: o racismo que se manifesta de forma diversa, difusa e sistemática em várias esferas de nossas vidas. O extermínio e criminalização de nossa juventude negra periférica é talvez o maior exemplo e marca dessa odiosa realidade brasileira.

É tarefa do conjunto da sociedade brasileira combater o racismo que vivenciamos diariamente em nosso país. Aos educadores e às educadoras brasileiros/as, o papel que nos cabe é promover cada vez mais uma educação que não somente denuncie o racismo existente, mas que seja instrumento permanente de uma política antirracista para, só assim, pretender gestar um novo mundo. Será a partir de novos homens e novas mulheres que poderemos vislumbrar um futuro sem essa odiosa marca, herança direta da nossa própria formação enquanto país, que tanto nos envergonha e mata nosso povo.

Por um país sem racismo e sem discriminação racial, os/as professores/as e funcionários/as da educação se somam à luta antirracista e, nesse dia 21 de março, denunciam essa chaga que insiste em conviver conosco ainda nos tempos de hoje. Somos todas e todos por uma escola sem racismo!

Brasília, 21 de março de 2022
Direção Executiva da CNTE

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Prefeituras podem ser parceiras do IPE Saúde para oferecer auxílio presencial aos usuários através do Programa Facilitadores.

A ideia é que possam ser atendidos os casos de pessoas que têm dificuldades com questões digitais, para que realizem no ato o serviço junto ao facilitador ou, nas situações em que é preciso fazer análise de documentação, para que façam as digitalizações que forem necessárias e encaminhem as solicitações através dos formulários digitais.

Vale lembrar que todas as solicitações de usuários podem ser encaminhadas diretamente pelo site, através do Atendimento Digital.

Clique aqui e confira os municípios em que é possível contar com atendimento presencial através deste programa, conforme cada região do Estado.

>> IPE Saúde retoma atendimento presencial em Porto Alegre

>> Sucateamento do IPE Saúde se intensifica por incompetência do governo Leite

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O CPERS e demais entidades abaixo firmadas repudiam veementemente a precipitada e ilegal decisão do prefeito Sebastião Melo de liberação do uso obrigatório de máscara em ambientes fechados no município de Porto Alegre.

A medida é ilegal, pois contraria a Lei Federal 13.979/2020, que obriga o uso do apetrecho em lugares fechados, e atenta contra recente decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do RS em ação civil pública movida pela Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD), que afirmou, amparada em precedente do STF, ser ilegal norma editada por Estados e Municípios que flexibilizem medidas sanitárias de combate à pandemia da COVID19 fixadas pela União.

A medida do prefeito Melo contraria o que defendem renomados cientistas, como Pedro Hallal, Miguel Nicolelis, Lucia Pellanda, dentre outros, que consideram uma temeridade abolir as máscaras em ambientes fechados nesse momento em que a pandemia ainda não acabou.

As entidades abaixo firmadas lamentam que alguns prefeitos, como Melo, tenham se deixado seduzir pelo apelo negacionista e editado decretos que sabem ser ilegais, colocando em risco a saúde da população, especialmente das crianças que tem baixo índice de imunização, e esperam que o Poder Judiciário mais uma vez cumpra o seu papel de guardião do Estado Democrático de Direito e anule o ilegal e descabido decreto municipal.

Porto Alegre, 19 de março de 2022.

  1. Associação Mães e Pais pela Democracia – AMPD
  2. Sindicato dos Municipários de Porto Alegre – SIMPA
  3. Associação de Juristas pela Democracia – Ajurd
  4. Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre
  5. Associação de Vítimas da Covid – AVICO
  6. Sindisaúde-RS
  7. Rede Emancipa de Educação Popular
  8. Coletivo de Proteção Infância e Voz Materna
  9. Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre – ATEMPA
  10. Grupo de Apoio e Prevenção da AIDS do RS – GAPARS
  11. Associação Nacional Vida e Justiça em Apoio e Defesa dos Direitos das Vítimas da Covid
  12. Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares – RENAP
  13. Sindbancários
  14. Frente Nacional de Lutas
  15. Mães pela Diversidade
  16. Emancipa
  17. Cais Cultural Já
  18. Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vilas Conceição e Assunção
  19. Clã de Gaya
  20. Idhesca
  21. Associação dos Técnicos de Nível Superior do Município de Porto Alegre – ASTEC
  22. Acesso Cidadania e Direitos Humanos
  23. CPERS Sindicato
  24. Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente – AMENCAR

Imagem destaque: Luiza Castro/Sul21

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Nesta sexta-feira (18), encerramento da quarta semana da #CaravanaDaVerdade, o CPERS percorreu escolas e rádios das regiões de Pelotas (24° Núcleo) e Caxias do Sul (1° Núcleo).

Durante a semana, foram visitadas mais de 100 escolas em diversas regiões do estado, para expor a farsa do reajuste de 32%, exigir valorização salarial para todos(as) e escancarar o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com as escolas públicas estaduais.

No decorrer da caravana, os representantes da direção central e dos núcleos do CPERS comprovam novamente a negligência do governador. 

Em Caxias do Sul,  a EEEM Santa Catarina, que atende 1.100 alunos, está com falta de funcionários(as) para dar conta da demanda, principalmente pelos protocolos da pandemia.

A escola possui apenas uma merendeira, que já é idosa e está sobrecarregada; no noturno não tem funcionários(as) para a merenda. Além disso, há somente três servidores(as) para a limpeza de toda a escola.

“Por que não tem funcionário? O salário é horrível, o trabalho é muito pesado. Eu não sei nem por que eu estou aqui. Estou cansada”, desabafa a merendeira da escola, Fabiana Alves.

A diretora da escola relata que está solicitando funcionários(as) junto à Seduc desde dezembro, mas até agora, um mês após o retorno das aulas presenciais, o problema não foi resolvido. 

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, que visitou a escola nesta sexta, ressalta que a falta de funcionários(as) nas escolas não gera surpresa, já que esta é a realidade de todo o governo Leite.

“O que encontramos durante esta caravana e que não nos trouxe nenhum tipo de surpresa foi uma falta muito grande de funcionários e funcionárias nas escolas, tanto para trabalhar nas cozinhas, oferecendo as merendas, quanto para serviços gerais, de limpeza, manutenção e portaria. Essa é a realidade que o CPERS tem denunciado dia após dia, porém, muitos não tem conhecimento. O governo Leite diz que investe em materiais, em merenda, mas não investe em pessoas para trabalhar. É um governo que não humaniza os ambientes e faz com que cada dia mais tenhamos colegas altamente exigidos pelo excesso de trabalho”.

Para a diretora do CPERS, Vera Lessês, que também visitou escolas do município, a falta de pessoal, mesmo após o início do ano letivo, é a prova das mentiras de Eduardo Leite (PSDB).

“Durante o dia, vimos várias escolas aqui do núcleo de Caxias do Sul com falta de recursos humanos. Visitamos uma escola que não tem vice-diretores, porque não conseguiram achar pessoas que queiram fazer parte da equipe diretiva. Visitamos escolas com falta de professores de matemática, de espanhol, com falta de funcionárias. O que a gente percebe é o sucateamento das escolas públicas, esta é a prova de que o governo Leite mente, ao dizer para a sociedade que está investindo na educação”. 

Em todas as escolas visitadas nesta caravana fica evidente, além da desvalorização salarial, a sobrecarga de trabalho, com educadores(as) exaustos e tendo que segurar as pontas como podem.

Para a diretora Sandra Régio, a categoria está cansada e indignada com toda a razão: “O que percebemos nas visitas às escolas são professores e funcionários com uma ansiedade de saber o que está acontecendo, principalmente com o IPE Saúde, com o nosso reajuste e as reformas. Eles estão indignados tanto com o governo federal quanto com o governo estadual, porque ambos mentem para a sociedade dizendo que os professores ganharam o piso. Mas não é verdade e, para piorar, os funcionários ainda ficaram de fora do projeto”.

Os diretores do CPERS Leonardo Preto Echevarria, Sandra Régio e Juçara Borges acompanharam as visitas às escolas da região, juntamente com os representantes do 1° Núcleo David Orsi Carnizella (diretor-geral), Higor Campos (tesoureiro), Solange Carvalho (vice-diretora) e Lucas Santos (professor de Caxias do Sul).

Descaso também na terra do governador 

Na terra de Eduardo Leite (PSDB), Pelotas, o descaso com as instituições públicas de ensino também fica evidente. 

O CE Félix da Cunha, visitado pela caravana em novembro do ano passado, segue com os mesmos problemas estruturais gravíssimos e que colocam em risco toda a comunidade escolar.

“Será que vão esperar acontecer uma tragédia para agir? Essa situação é inconcebível. Enquanto isso, o governo gasta milhões em propaganda para mentir dizendo que mandou verbas extras para a reforma das escolas. No imaginário da sociedade isso aconteceu mesmo. Por isso, a importância da nossa Caravana da Verdade, que está desmentindo a farsa desse governo cruel”, ressalta a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante visita à escola.

>> Confira a matéria completa sobre a situação da escola: Em Pelotas, cidade natal de Eduardo Leite, colégio Félix da Cunha pede socorro

A EEEF Parque do Obelisco, do mesmo município, também pede socorro. Com o muro quase caindo, as crianças não conseguem aproveitar o recreio ou a aula de Educação Física, devido à falta de segurança.

A diretora do CPERS, Carla Cassais, acompanhada da representante 1/1000 do 24° Núcleo, Maria Virgínia Moreira, esteve na escola na manhã desta sexta e comprovou a ineficiência do governo Eduardo Leite (PSDB). 

“Estivemos nessa escola na outra caravana, o muro continua da mesma forma. O governo diz que tem dinheiro, mas não foi liberado, está preso na burocracia. Esta não é uma área totalmente segura para as crianças soltas no pátio, inclusive para fazer educação física o local apresenta risco”.

Acompanharam as visitas em Pelotas, as diretoras do CPERS Suzana Lauermann e Sonia Solange Viana e os representantes do 24° Núcleo: Mauro Amaral (diretor-geral), Renata Allemand (vice-diretora), Bernadete Ávila (representante dos aposentados), Maria Virgínia Moreira (representante 1/1000), Carla Adriane Lübke (representante municipal), Magda Lopes e Anete Peglow da Silveira.

Na próxima semana, o CPERS encerrará a #CaravanaDaVerdade com passagem por escolas e rádios dos núcleos de Santiago (29°), Santa Maria (2°), Santa Cruz do Sul (18º), Cachoeira do Sul (4º), Montenegro (5º), São Leopoldo (14º), Canoas (20º), Camaquã (42º), Ijuí (31º), Cruz Alta (11º) e Soledade (28º).

Na semana seguinte, realizaremos uma grande Assembleia Geral, no dia 1° de abril, Dia da Mentira, para coroar o governador Eduardo Leite (PSDB) como o maior mentiroso que a história do Rio Grande do Sul já viu.

Escolas visitadas nesta sexta (18):

>> Região de Pelotas (24° Núcleo)

  • CE Felix da Cunha (Pelotas)
  • EEEF Luiz Carlos Correa da Silva (Pelotas)
  • EEEF Parque do Obelisco (Pelotas)
  • EEEF Marechal Luiz Alves De Lima E Silva (Pelotas)
  • EEEM Cel. Pedro Osório (Pelotas)
  • IEE Assis Brasil (Pelotas)
  • CE Dom João Braga (Pelotas)
  • IEE Walther Tofhern (São Lourenço do Sul) 
  • EEEM Cruzeiro do Sul (São Lourenço do Sul)
  • EEEF Padre José Herbst (São Lourenço do Sul)
  • EEEF Vicente de Tolla (São Lourenço do Sul)
  • EEEF Maria Da Silva Soares (Arroio Grande) 
  • IEE Aimone  Carriconde (Arroio Grande) 

>> Região de Caxias do Sul (1° Núcleo)

  • CE Imigrante
    EEEM Victorio Webber
    EEEM Evaristo De Antoni
    EEEF Presidente Vargas
    EEEM Prof. Apolinario Alves dos Santos
    EEEM Santa Catarina
    EEEM Maria Araci Trindade Rojas
    CE Henrique Emílio Meyer
    EEEM Alexandre Zattera
    EEEM José Generosi
    EEEF José Venzon Eberle
    EEEM Profa. Ivonne Lúcia Triches dos Reis
    EEEM Dr. Assis Antônio Mariani

 

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Na terra de Eduardo Leite (PSDB), Pelotas, o CE Félix da Cunha, pode ser considerado símbolo do descaso do governo com a educação pública. Com problemas gravíssimos de estrutura, a instituição, que atende alunos do Ensino Fundamental e Médio, aguarda por reformas há mais de dez anos, sem vislumbrar uma solução.

Os dois prédios históricos que abrigam a escola apresentam graves problemas, que se agravam e se alastram por toda a estrutura devido à longa espera pelas reformas.

Os transtornos mais graves concentram-se no prédio onde ficam os setores administrativos.  O amadeiramento que sustenta toda a estrutura do hall de entrada cedeu e pode cair a qualquer momento. O acesso à instituição teve que ser transferido para o portão lateral.

No mesmo espaço, ficam o auditório, a biblioteca, a secretaria, a supervisão, a orientação escolar, a sala da direção e da vice-direção, uma sala de aula, as salas de projeto e atendimento educacional especializado e a sala dos funcionários. Alguns destes locais já apresentam sinais de comprometimento da estrutura e, por isso, estão interditados.

“Estamos sem as salas dos projetos, de recursos humanos e a recepção. Também ficamos sem o espaço de alfabetização. Um local todo pensado para as crianças, com banheiro e brinquedoteca. E não podemos usar”, lamenta o vice-diretor da instituição, Leonardo Costa de Alves.

Na sala da secretaria, o assoalho já evidencia os problemas. “Parece um tobogã. Colocamos uma cadeira de rodinhas e ela desliza. É um risco enorme as pessoas estarem trabalhando ali e atendendo a comunidade”, observa Alves.

A precariedade das estruturas também está visível nos espaços das salas da direção e supervisão, no auditório e na sala de aula do 8º ano, que apresentam problemas nas janelas e desnível no piso.

Na sala onde ficava o setor de recursos humanos, o teto caiu. “Improvisamos como foi possível os setores, realocando para o outro prédio, mas muitos atendimentos ainda seguem neste que apresenta sérios riscos para nós e a comunidade”, preocupa-se o vice-diretor.

O cenário de abandono e negligência já foi denunciado pelo CPERS na Caravana realizada em novembro de 2021. O governo é ciente da situação desde o início do problema e recebeu novo alerta sobre a urgência das reformas com a entrega do dossiê elaborada pelo Sindicato, que apresentava essa e outras situações de extrema precariedade.

“Será que vão esperar acontecer uma tragédia para agir? Essa situação é inconcebível. Enquanto isso, o governo gasta milhões em propaganda para mentir dizendo que mandou verbas extras para a reforma das escolas. No imaginário da sociedade isso aconteceu mesmo. Por isso, a importância da nossa Caravana da Verdade, que está desmentindo a farsa desse governo cruel”, ressalta a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante visita à escola.

Sem providências do governo, custos para reformas ultrapassam R$ 500 mil

Conforme o vice-diretor, todos os retornos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) sobre os problemas estruturais da escola são justificados pela não aceitação das empresas que ganham as infindáveis licitações já realizadas. “É sempre a mesma resposta, que a empresa selecionada desistiu”, relata Alves.

De acordo com ele, o custo para a realização das reformas estruturais e elétrica já está em mais de R$ 500 mil. “Quanto mais tempo, maior a degradação. Desse jeito, corremos o risco de chegar a um valor incalculável de prejuízo. É decepcionante não ter a atenção devida por parte do governo, nos causa uma tristeza imensa”, preocupa-se Alves.

“Nossa escola é muito acolhedora, atendemos com muito carinho nossos alunos, a maioria da periferia. Queríamos ter todos os espaços funcionando e não vemos essa atenção do governo. E o que é pior, olhamos para frente e não conseguimos enxergar uma solução. São 108 anos de história simplesmente abandonados.”

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A #CaravanaDaVerdade vem constatando o que, infelizmente, já era esperado: Eduardo Leite (PSDB) segue fechando os olhos para a precariedade de inúmeras escolas públicas estaduais.

Ao retornar ao Colégio Estadual São Luiz Gonzaga, a maior escola pública de Veranópolis, dirigentes do sindicato constataram que a situação segue exatamente a mesma: três andares continuam bloqueados. Em 2019, uma das vigas do prédio cedeu e os bombeiros interditaram o local.

Já são quatro anos de espera e com espaços importantes fechados. Além de salas de aula, a biblioteca, o laboratório de informática e as salas temáticas seguem sem acesso.

“A nossa biblioteca é bem completa e as salas com projetor são ótimas. São locais que fazem falta. Também nos preocupa o estado em que ficarão os computadores”, lamenta a professora e integrante da direção do 12º núcleo do CPERS (Bento Gonçalves), Katiuska Izaguirry Marçal.

Segundo a educadora, desde o início do problema, a Seduc afirma fazer licitações para realizar a obra, mas garante que não há adesão de empresas. “Hoje abriram nova licitação. Vamos esperar, mais uma vez.”

“A estrutura segue ali, apenas com apoio de madeiras. Passados mais de três anos, o governo ainda não providenciou a reforma necessária. A incompetência de Eduardo Leite é visível”, ressalta o diretor Leonardo Echevarria, que esteve nesta e demais escolas da região acompanhado das diretoras Sandra Severo Régio e Vera Lessês e das representantes do núcleo, Tânia Ferronato e Lúcia Marobin.

A Caravana também retornou ao IE Juvenal Miller, em Rio Grande, e confirmou a persistência do transtorno. A escola segue com graves problemas no telhado, que geraram infiltrações nas paredes e forro, comprometendo a estrutura do prédio. Um corredor inteiro e mais três salas de aula seguem interditadas. Parte do teto praticamente caiu em cima de um estudante.

A presidente do sindicato, Helenir Aguiar Schürer, viu de perto que o cenário segue o mesmo. “Em nossa caravana realizada em novembro do ano passado já apresentamos, em nosso dossiê, a deterioração desta e de outras escolas. O governo propagandeou que distribuiria verbas para a recuperação das escolas e hoje constatamos mais uma mentira de Eduardo Leite, pois as escolas seguem pedindo socorro.”

“Também não podemos esquecer que as escolas do campo, de 27 cidades, ainda estão sem transporte escolar. Onde está o discurso do governo de que toda criança deveria estar na escola?”, questionou Helenir.

As diretoras Carla Cassais, Sonia Solange Viana e Suzana Lauermann acompanharam a presidente na visita às escolas da região, juntamente com os representantes do núcleo Sônia Tissot, Isabel Veleda, Gilda Amaral, Sandra Cunha, Arlete da Rosa, Elida Schoreder, Rita Gonçalves, Andrea Rosa, Sirlei Nunes, Maria do Carmo Schwab, Alberto Campos, Denise Teixeira, Julce Montiel, Cledir Lopes (diretor de Núcleo) e Doris Nogueira pela CNTE

Reajuste não linear e aquém das necessidades dos educadores

 Além do abandono das escolas, a Caravana denuncia que o governo Leite propaga inverdades. Na grande mídia, o discurso é o de que todos educadores(as) receberam 32% de reajuste. Mas a verdade é que apenas 14% da categoria recebeu o percentual, e funcionários(as) e aposentados(as) sem paridade foram excluídos.

“Nas escolas, dialogando com os colegas, percebemos que a indignação é grande porque, na verdade, a ampla maioria não conseguiu perceber nenhuma melhora no salário”, pontua a diretora Vera Lessês, que juntamente com os(as) diretores(as) Leonardo Echevarria e Sandra Severo Régio, estiveram em escolas da região de Bento Gonçalves (12º núcleo).

“Hoje, a grande maioria dos trabalhadores em educação do Estado, está com o poder de compra reduzido para mais da metade, devido a perdas inflacionárias. Não estamos exigindo aumento e sim cobrando a recomposição salarial referente a estes oito últimos anos de muito sofrimento e desvalorização”, destacou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia que, junto com a diretora Juçara Borges e o diretor do 12° núcleo, Leonildo da Luz de Moura, visitou escolas da região de Bento Gonçalves.

Outro ponto de destaque nas conversas com a base da categoria é a necessária luta para a revogação do novo ensino médio. “Nossos estudantes não estarão preparados sequer para passar no Enem. A reforma do ensino médio aprofunda a desigualdade entres os alunos das escolas públicas e privadas. Temos que fortalecer a pressão para que seja revogada”, expôs a diretora Rosane Zan.

Ela esteve em escolas da região do 30º núcleo (Vacaria), acompanhada dos diretores da direção central, Cássio Ritter e Glaci Weber, da diretora do núcleo, Joara Dutra e dos educadores aposentados Helena Maria Caon, Neide Dutra, Nelita da Costa e Osmar Mussatto. Á tarde, na sede do núcleo, ocorreu reunião com educadores(as) da ativa e aposentados(as).

Nesta sexta-feira (18), a #CaravanaDaVerdade estará nos núcleos de Caxias do Sul (1º) e Pelotas (24º).

Escolas visitadas:

Rio Grande (6º núcleo)

  • CE Lemos Junior
  • EEEF Ernesto Pedroso
  • EEEM Brigadeiro José da Silva Paes
  • EEEM Dr. Augusto Duprat
  • EEEB Manuel Vicente do Amaral (Santa Vitória do Palmar)
  • EEEF Professor Abílio Azambuja (Santa Vitória do Palmar)
  • EEEF Wandelina Nunes (Santa Vitória do Palmar)
  • CE Santa Vitória do Palmar (Santa Vitória do Palmar)
  • EEEM Marechal Soares de Andrea (Chuí)
  • ETE Getúlio Vargas
  • EEEF Marques de Souza
  • IEE São José
  • EEEM Roberto Bastos Telechea
  • EEEF Adelaide Alvim
  • IE Juvenal Miller
  • EEEM Alfredo Ferreira Rodrigues
  • EEEM Lilia Neves
  • EEEF Marques de Souza (São José do Norte)
  • IEE São Jose do Norte (São José do Norte)

Vacaria (30° núcleo)

  • ETE Bernadina Rodrigues Padilha
  • EEEM José Fernandes de Oliveira
  • EEEM Padre Efrem
  • EEEM Padre Pacífico

Bento Gonçalves (12º núcleo)

  • EEEM Elisa Tramontina (Carlos Barbosa)
  • EEEM Mestre Santa Bárbara (Bento Gonçalves)
  • EE Onze de Agosto (Nova Prata)
  • CE São Luiz Gonzaga (Veranópolis)
  • EEEF General Bento Gonçalves da Silva (Bento Gonçalves)
  • EEEM Imaculada Conceição (Bento Gonçalves)
  • EEEM São Roque (Carlos Barbosa)
  • EEEF Carlos Barbosa (Carlos Barbosa)
  • CE Pe. Colbachini (Nova Bassano)
  • EEEF Andre Carbonera (Nova Prata)
  • IEE Tiradentes (Nova Prata)
  • CE São Luiz Gonzaga (Veranópolis)




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O CPERS vem a público conclamar que o governo Eduardo Leite (PSDB) cumpra o seu papel e não permita a fragilização do IPE Saúde.

Na noite desta quarta-feira (16), diversos hospitais do Rio Grande do Sul notificaram o Instituto sobre uma possível rescisão contratual e suspensão de atendimentos após anos de problemas históricos, como atrasos nos pagamentos e a falta de reajustes.

A rescisão contratual prejudicará milhares de sócios e sócias do CPERS, que dependem dos serviços do IPE Saúde para atendimentos básicos, mas, também, para casos mais graves e que sem o convênio sofreram consequências inimagináveis.

A diretora do Departamento de Saúde do Sindicato, Vera Lessês, que compõe o Conselho Administrativo do IPE Saúde, ressalta que não houve uma notificação oficial aos conselheiros sobre a rescisão contratual, mas que medidas estão sendo tomadas.

“Ficamos sabendo da notícia pela mídia de que houve essa reunião das entidades médicas e que oficiaram o IPE Saúde. Nós, enquanto conselheiros, nos reuniremos na próxima semana com a Casa Civil para cobrar a responsabilidade que o governo precisa ter com o plano de saúde”.

Vale ressaltar que o pagamento patronal – do governo – tem sido repassado com atrasos frequentes e que o IPE Saúde sobrevive com os 3,1% da participação dos servidores(as), que amargam quase oito anos de salários corroídos em mais de 50% da inflação, enquanto os altos salários estão debandando do Instituto. Essa falta de incremento na receita tem ingerência direta na falta de recursos para atualizar o valor repassado aos médicos, honorários hospitalares e prestadores de serviço.

Há uma clara intenção de Eduardo Leite (PSDB) em sucatear ainda mais o IPE Saúde, fragilizando o controle social da autarquia e centralizando o poder ao governo.

Essa crise está se refletindo de uma maneira muito cruel nos servidores(as). É necessário achar uma saída para que os mais de 1 milhão de beneficiários não sofram com a incompetência do governo.

O Sindicato seguirá firme e pressionando em todas as frentes para barrar mais esse ataque.

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Com o intuito de expor a verdade sobre a real situação dos(as) educadores(as) gaúchos(as), a #CaravanaDaVerdade pegou novamente a estrada nesta quarta-feira (16) e esteve em escolas das regiões de Bagé (17º), Estrela (8º) e Lagoa Vermelha (25º).

Ao dialogar com professores(as) e funcionários(as), os dirigentes do CPERS ouviram relatos que sintetizam o sentimento da categoria. “Eu fui enganado. Eu estudei, me preparei, passei em um concurso, eu ambicionei. Eu investi tempo, vida, dinheiro e hoje eu não tenho segurança nenhuma na minha profissão”, desabafou o professor de História, Flávio Antônio Hoffmann, da EEEM Francisco Argenta, em Lagoa Vermelha.

A professora de Português da EEEM Santa Clara, em Santa Clara do Sul, Clemir Marilene de Godoy, compartilha do mesmo sentimento. “Eu tenho a sensação de que todos os meus direitos estão escorrendo pelos meus dedos.  Parece que não temos para onde correr, que estamos de mãos atadas. A solução é irmos para as ruas e enfrentar esse governo”, relatou.

Frente à reflexão exposta pelos educadores(as), as direções do sindicato e dos núcleos destacaram a importância de fortalecer a luta da categoria.

“Foi um dia intenso de debates com a categoria. Muito gratificante ver que depois do nosso diálogo com a base, tivemos novas pessoas se associando ao sindicato, pois perceberam a importância da luta e de estarmos juntos neste momento tão desafiador. A categoria está se mobilizando fortemente para participar da nossa Assembleia, no dia da mentira, 1º de abril”, declarou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Acompanharam as visitas às escolas da região de Bagé, a diretora Sonia Solange Viana e a secretária-geral Suzana Lauermann, além da representante 1/1000, Delcimar Delabary Vieira.

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, em visita à escola EEEM João de Deus, em Cruzeiro do Sul, destaca a importância da união.

“Temos um governo que mente. Não é à toa que faremos, no dia 1° de abril, Dia da Mentira, uma importante Assembleia Geral. O projeto do governo Leite não é o de valorização da educação pública. Infelizmente, a maior parte do dinheiro público destinado ao ensino está sendo utilizado na iniciativa privada. Precisamos estar unidos e atentos, pois este é um ano eleitoral e, lamentavelmente, a grande mídia parece não estar muito interessada em divulgar aquilo que é de interesse do povo.”

A secretária-geral Suzana Lauermann avaliou como produtivo os diálogos realizados com a base. “Nestas quatro semanas de caravana as conversas com nossos colegas têm sido muito produtivas, com debates e uma forte consciência coletiva sobre os ataques a nossa categoria”, avaliou.

Suzana, que está à frente do Coletivo da Juventude do CPERS, aproveitou para ressaltar a importância dos educadores(as) jovens integrarem o sindicato. “Fizemos conversas observando a relevância de fortalecerem a participação integrando o Coletivo.”

Funcionários de escola são educadores e merecem valorização

A diretora do departamento dos funcionários de escola do CPERS, Sonia Solange Viana, frisou, em todas as escolas visitadas: os funcionários(as) de escola são educadores(as) tanto quanto os professores(as) e precisam ser valorizados.

“Este segmento tão importante da nossa categoria amarga quase oito anos da maior miserabilidade da nossa história, sem reajuste desde novembro de 2014. A verdade é que Leite quer entregar as escolas para a iniciativa privada”, pontuou.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia e os(as) diretores(as) Juçara Borges, Leonardo Echevarria, Sandra Severo Régio e Vera Lessês visitaram  escolas da região de Estrela. Acompanharam o grupo Marcos Dal Cin, representante 1/1000, e Luiz Eitor Finatto, suplente 1/1000 do 8° Núcleo.

As escolas que integram o núcleo de Lagoa Vermelha, receberam os(as) diretores(as) Cássio Ritter, Glaci Weber e Rosane Zan, acompanhados do diretor do núcleo Joarez Antonio Lorenson e das educadoras Lurdes Polito, Irá Ceben e Rita Matos.

16M: Mobilização Nacional em defesa da valorização da categoria

Durante o dia, ocorreram atividades alusivas à Mobilização Nacional pela Educação, chamada pela CNTE.

Para marcar a data, o CPERS realizou, na capital e em alguns núcleos regionais, o “Dia dos contracheques nas praças e coordenadorias”. O objetivo foi o de denunciar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB) quanto ao falso reajuste de 32%.

Principais reivindicações:

– Cumprimento do piso do magistério 2022 (R$ 3.845,63 e 1/3 de jornada extraclasse) em todas as redes escolares.
– Regulamentação do piso salarial dos profissionais da educação (art. 206, VIII da Constituição Federal).
– Valorização dos planos de carreira, contratações por concurso público e contra a Terceirização na educação.
– Revogação do “Novo Ensino Médio” excludente e de formação minimalista dos estudantes.
– Contra a Militarização escolar, o homeschooling (educação domiciliar) e a Lei da mordaça (Escola sem Partido).

Escolas visitadas nesta quarta (16): 

Região de Estrela (8º)

EEEM Santa Clara (Santa Clara do Sul)

EEEF João Bosch (Lajeado)

EEEM João de Deus (Cruzeiro do Sul)

EEEB Nicolau Mussnich (Estrela)

EEEB Vidal de Negreiros (Estrela)

EEEF Moinhos (Estrela)

CE Presidente Castelo Branco (Lajeado)

EEEB Érico Veríssimo (Lajeado)

EEEF Carlos Fett Filho (Lajeado)

EEEF João Bosco (Lajeado)

EEEF Otilia Correa de Lima (Lajeado) 

Região de Bagé (17º)

EEEM Silveira Martins

EEEB Professor Justino Costa Quintana

EEEM Farroupilha

Região de Lagoa Vermelha (25º)

EEEM Francisco Argenta

EEEM Presidente Kennedy

EEEM Araby Augusto Nácul

ETE Agrícula Desidério Dínamo

EEEM Professora Adelaide Picolotto (Ibiaçá)

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Eduardo Leite (PSDB) tem tido gastos absurdos com o dinheiro da educação pelo programa Avaliar é Tri.

Mesmo causando inúmeros transtornos à organização da rotina escolar e indignação entre a categoria, o governo insiste em manter o programa e, agora, as avaliações, que encerraram nesta terça (15), passaram a ser bimestral.

Somente para a impressão de provas direcionada às escolas, Leite já gastou R$1,3 milhão, apenas neste ano, conforme dados levantados pelo Dieese

No ano passado, à Fundação Cesgranrio, o governo pagou o valor de R$ 1 milhão, provavelmente vinculado ao PISA-S, com inexigibilidade de licitação. E nesse ano, de acordo com o Portal de Transparência, até 11 de março, já há a programação de repassar para a mesma instituição mais R$ 3 milhões.

Ao final do ano de 2021, R$ 759 milhões foi pago à Universidade Federal de Juiz de Fora, contratada pelo governo com dispensa de licitação.

As polêmicas por trás do Avaliar é Tri

A toque de caixa e sem qualquer diálogo com a rede estadual, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) lançou, em 2021, o projeto para avaliação diagnóstica da aprendizagem dos estudantes no período pandêmico.

Foi a terceira tentativa atrapalhada de estabelecer um sistema do gênero. Antes, educadores(as) preencheram incontáveis planilhas e perderam tempo com a desastrosa plataforma “Avalia”, iniciativas lançadas e descartadas pela Seduc sem qualquer retorno às escolas.

Na primeira versão do Avaliar é Tri, de acordo com a Seduc, participaram 500 mil estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio da rede estadual, durante a avaliação concluída em junho passado.

A avaliação diagnóstica foi feita de forma impressa e digital, e a prova, elaborada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF).

Na ocasião, também houve denúncias sobre a efetividade da avaliação, uma vez que as mesmas provas estavam disponíveis na internet juntamente com o gabarito, conforme noticiado pela imprensa.

No período em que a avaliação estava ocorrendo no estado (maio e junho de 2021), não foi possível encontrar registros de despesas tendo como credor a Universidade Federal de Juiz de Fora e derivados.

Através de pedido de esclarecimento via Lei de Acesso à Informação, o governo informou que o trabalho executado pelo CAEd não gerou custos ao estado, sendo que a Secretaria apenas enviou verba, via autonomia financeira, para as escolas imprimirem as avaliações, quando não possível a realização da avaliação no formato digital.

Sobrecarga e exclusão também marcam o programa

 Além dos gastos absurdos para a implantação do programa e aplicação das provas, há muitas dúvidas sobre a efetividade dos resultados do sistema de avaliação e das condições de trabalho dos educadores(as) para a consecução do plano de ação junto aos alunos(as).

A professora de língua portuguesa, Jocelene Trentini Rebeschini, da EEEM Ernesta Nunes, de Carazinho, relata que os professores(as) e os alunos(as) estão sentindo o peso das provas extras.

“Nós, professores, elaboramos avaliações diagnósticas dos nossos alunos porque nós tivemos essa orientação da Seduc durante as formações no início do ano letivo e passamos praticamente essas três primeiras semanas de aula avaliando eles; e em seguida, eles já tiveram que fazer essa avaliação do Avaliar é Tri. Num ano em que a gente tem uma implantação de bimestre, nós passamos praticamente um mês de aula só em cima de avaliação”. 

Jocelene afirma ainda que faltou organização do governo na implantação. 

“Só agora nós vamos organizar, planejar conteúdo e daqui a pouco nós temos que fazer mais duas avaliações para fechar as médias. Então, esse primeiro bimestre foi mal planejado. Claro que avaliar e diagnosticar é importantíssimo dentro do processo de planejamento do professor, mas eu acho que houve um excesso”. 

Para piorar, estudantes com deficiência estão de fora da avaliação. O CPERS recebeu a denúncia de um professor – que não quis se identificar – pelo Facebook.

De agosto de 2021 até o momento, já são mais de R$ 6 milhões destinados para essas avaliações.

Os dados comprovam: o programa Avaliar é Tri caro. Não adianta o governo Leite (PSDB) vender a imagem de inovação, se – na prática – há muito gasto e retrocesso.

É urgente que o governo cesse as tentativas de reinventar a roda, ouça a comunidade escolar e cuide do que é essencial neste período; fornecer condições adequadas de trabalho, segurança sanitária para o ambiente escolar e salário digno para todos 0s educadores(as).

Leia também:

>> Avaliação diagnóstica sobrecarrega categoria, desrespeita escolas e ignora período crítico da pandemia

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A #CaravanaDaVerdade deu início nesta terça-feira (15), Dia da Escola, à quarta semana de mobilização da categoria para desmentir as inverdades propagadas pelo governo Eduardo Leite (PSDB). A iniciativa esteve nos núcleos de Erechim (15º), Guaporé (3º) e São Gabriel (41º).

“Hoje, no Dia da Escola, foi especial estar com a nossa base construindo a mobilização para uma grande Assembleia, que faremos no dia 1º de abril. Também foi muito bom ver o “burburinho” dos nossos estudantes. A educação pública tem muita qualidade, nossa categoria merece todo reconhecimento”, ressaltou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A presidente estava acompanhada da secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, da diretora, Sônia Solange Viana e do diretor-geral do 41° Núcleo Núcleo, Pedro Moacir Abrianos Moreira.

Diretores da direção central do CPERS, acompanhados por representantes dos núcleos do Sindicato, ouviram professores(as) e funcionários(as) de escola, esclareceram dúvidas e reforçaram a importância de fortalecer a pressão contra os ataques dos governos Leite e Bolsonaro.

Em Erechim e Guaporé, plenárias ressaltaram a importância da mobilização da categoria

Em Guaporé, o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia e a diretora Juçara Borges, após visitarem escolas da região, participaram da plenária com educadores(as) na ativa e aposentados(as).

Garcia ressaltou que o governador Eduardo Leite (PSDB) usou a educação como objeto de palanque, mas após eleito, ignorou completamente o ensino público. “Sequer dialogou com as comunidades escolares sobre a reforma do Ensino Médio, que é desastrosa porque nossos alunos de escola pública não terão condições de disputar vaga no Enem com os estudantes das escolas particulares”, observou.

A diretora Juçara pontuou a falta de reconhecimento do governo com os funcionários(as) de escola. “Os funcionários foram reconhecidos como educadores na LDB. Eduardo Leite é o único que não deu reajuste para eles. Sua real intenção é precarizar as condições de trabalho dos educadores e entregar a educação para a inciativa privada”, afirmou.

Também participaram da plenária os diretores do CPERS: Leonardo Preto, Vera Lessês e Sandra Rágio e a diretora do 3° Núcleo, Marili Grosselli Toldi.

Os diretores Cássio Ritter, Rosane Zan e Glaci Weber visitaram as escolas do 15° núcleo (Erechim) juntamente com a diretora Marisa Inês Betiato e as educadoras aposentadas Neusa da Silva e Ângela Vasconcelos. À tarde foi realizada plenária com educadores(as) na sede do núcleo.

Glaci fez uma análise da conjuntura política atual e ressaltou os ataques dos governos estadual e federal contra a educação pública e os(as) educadores(as). A diretora também destacou que é imprescindível votar em candidatos(as) que tenham a educação como prioridade.

“Nós temos que reforçar nossa luta, pois eles usaram a pandemia para passar os seus projetos nefastos. E é imprescindível saber em quem votar, conhecer o projeto de cada candidato para não elegermos políticos como Eduardo Leite. O que ele fez para nós é um absurdo”, enfatizou.

Assembleia Geral definirá os próximos passos da luta

O Sindicato segue na estrada até o fim de março mobilizando a categoria para a Assembleia Geral, que será realizada dia 1° de abril, Dia da Mentira, em frente ao Colégio Júlio de Castilhos (Julinho), em Porto Alegre, com primeira chamada às 13h30.

Contate seu núcleo do CPERS e participe!

Escolas visitadas nesta terça-feira (15): 

>> Região de São Gabriel

– EEEM XV de Novembro

– EEEM DR. Fernando Abbott

– Instituto Estadual de Educação Menna Barreto

– EE Professora Sueni Goulart Santos

– EEEM Dr. José Sampaio Marques Luz

– EEEB Dr. Celestino Lopes Cavalheiro

>> Região de Guaporé (3º)

– CE Carneiro de Campos (Serafina Corrêa)

– CE Alexandre de Gusmão (Montauri)

– EEEF Alexandre Ferreira (União da Serra)

– EEEM Ricardo Francisco Gasparin (União da Serra)

– EE Técnica Agrícola (Guaporé)

– EEEM Bandeirante (Guaporé)

 >> Região de Erechim (15)

– EEEM João Caruso (Erechim)

– EEEM Erico Verissímo (Erechim)

– EEEM Antônio Scussel (Getúlio Vargas)

– EEEF Manoel da Nobrega (Getúlio Vargas)

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