Nesta quinta-feira (31), Dia Nacional em Defesa das Universidades e Institutos Federais, o CPERS participou das ações organizadas pela ADUFRGS-Sindical e a União Estadual dos Estudantes (UEE), no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.

A manhã iniciou com uma mesa de debate sobre “Mulheres e Sindicalismo na Contemporaneidade”, para marcar o encerramento do mês de luta pela vida das mulheres.

O evento contou com a presença da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, da diretora de Comunicação da ADUFRGS-Sindical, Sônia Ogiba, da diretora de Educação, Formação e Cultura do Sinpro RS, Margot Andras, e da representante da ATENS UFRGS, Graziela Quijano. 

Para a presidente Helenir, a luta pela vida das mulheres perpassa todas as lutas do CPERS.

“Falar das mulheres no CPERS é quase uma obrigação. O nosso Sindicato é formado majoritariamente por mulheres, na escola pública, a maioria dos estudantes são mulheres. Por isso, nos unimos na luta contra o machismo e em defesa da valorização profissional das mulheres educadoras. Precisamos nos unir contra a cultura machista e o racismo estrutural que assolam o nosso país”.

“Chamamos vocês para comporem a nossa mesa, por acreditar na força das mulheres sindicalistas. Desde o golpe de 2016, contra uma mulher presidente, temos lutado juntas pela democracia e contra os ataques que sofremos”, destacou a diretora de Comunicação da ADUFRGS-Sindical, Sônia Ogiba. 

A diretora de Educação, Formação e Cultura do Sinpro/RS, Margot Andras, salientou que esse é um ano eleitoral e é preciso pensar nessas pautas na hora de decidir o voto.

“O nosso Parlamento possui 15% de mulheres. Atualmente quem decide o futuro do nosso país são os homens, mas eles não entendem a importância das nossas lutas. Esse ano é um ano eleitoral, nós precisamos eleger mulheres e colocá-las em papéis de liderança. Precisamos de lideranças mulheres desde os bairros, nos sindicatos, lutando por creches, por seus filhos, por visibilidade”. 

Graziela Quijano, representante da ATENS UFRGS, trouxe a experiência da Argentina nas lutas pelas mulheres e o sindicalismo. “Atualmente, o sindicalismo é a nossa única trincheira de luta, precisamos fortalecer os sindicatos, esse é o caminho”. 

Ato em defesa da educação pública

Após a mesa de debates, educadores(as) e estudantes realizaram um ato unificado, em frente à Faculdade de Educação da UFRGS (Faced), para deixar o recado: a universidade pública é de todos(as)! 

Airton Silva, presidente da UEE, ressaltou a importância de defender a educação pública e da união para derrotar quem não a defende. 

“Hoje, ocupamos o espaço dessa universidade, referência na luta democrática e na defesa da educação, para pautar que esse lugar é nosso, que aqui não há interventor que tire o direito dos estudantes, dos professores, dos técnicos. Nós estamos aqui para pautar qual a universidade que nós precisamos construir, porque esse ano é essencial para a nossa educação e o nosso país, precisamos ser linha de frente para derrotar esse governo genocida, inimigo da educação e do povo brasileiro”.

“Está equivocado quem defende a educação em um nível só, nós defendemos uma educação pública, gratuita e de qualidade, desde a educação infantil, até o mestrado e o doutorado. Nós acreditamos que esse é um direito de todos”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, durante o ato.

A diretora do Sindicato, Rosane Zan, também esteve presente nas atividades.

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Há 58 anos, o Brasil ingressava um dos períodos mais sombrios de sua história. Na madrugada do dia 31 de março, um golpe militar destituía o governo legalmente eleito de João Goulart (PTB), impondo a ditadura militar no país, um ataque violento à democracia, que perdurou de 1964 a 1985.

Foram 21 anos de prisões arbitrárias, perseguições, terror psicológico, torturas e mortes daqueles que se opunham a um regime que desrespeitava os direitos humanos mais básicos.

Segundo informações do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), as principais violações de direitos humanos cometidas pelo Estado durante o período ditatorial consistiam em: detenção (ou prisão) ilegal ou arbitrária; tortura; execução sumária, arbitrária ou extrajudicial, e outras mortes imputadas ao Estado; e desaparecimento forçado e ocultação de cadáveres.

O documento apontou ainda que entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988, foi identificado um total de 434 mortos e desaparecidos políticos, além de milhares de pessoas torturadas. Entretanto, diante da dificuldade de comissões e instituições em obter informações sobre a quantidade de vítimas do regime ditatorial, estima-se que estes números sejam bem mais elevados, ainda mais considerando-se as mortes de indígenas e camponeses.

O terror imposto na época, orquestrado por torturadores como o coronel Carlos Brilhante Ustra e o delegado Sérgio Fleury, precisa ser lembrado e repudiado por todas as gerações.

O dia 31 de março de 1964 foi comemorado pelo governo Bolsonaro (PL) desde o início de seu mandato por meio de notas emitidas pelo site do Ministério da Defesa, sempre defendendo e exaltando a data.

Além de celebrar a ditadura, Bolsonaro busca a suspensão e revisão dos processos de anistia política, que já haviam sido aprovados. Não é possível admitir que siga, ano após ano, exaltando a ditadura e propagando mentiras sobre o período mais cruel que o país já viveu.

O CPERS faz coro às entidades e instituições que defendem a democracia e o respeito aos direitos humanos e hoje, especialmente, reafirma: não foi um movimento ou uma revolução, foi um golpe de Estado. Ditadura nunca mais!

Foto destaque: Roberto Parizotti/Fotos Públicas

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Em jantar com deputados da base aliada na noite desta terça-feira (29), Eduardo Leite (PSDB), que deixa o cargo de governador nesta quinta (31), anunciou reajuste de 6% aos servidores(as) estaduais.

A proposta é uma vergonha e está muito aquém da defasagem atual. Em sua maioria, os servidores(as) públicos estaduais estão sem reajuste salarial há sete anos, para recuperar o poder de compra precisam de um reajuste de 56,29% (INPC/IBGE).

O governador anunciou a sua renúncia gabando-se por colocar as contas do Estado em dia e terminar o mandato com arrecadação recorde, mas em 24h diz que não tem condições de pagar o que é justo.

De acordo com dados organizados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), vinculado ao Ministério da Economia, o Rio Grande do Sul, em 2021, foi o 4º estado com maior volume de arrecadação de tributos estaduais (ICMS, IPVA, ITCD e outros) com total de R$ 51,3 bilhões arrecadados. Ficou atrás apenas de São Paulo (R$ 219 bi), Minas Gerais (R$ 79 bi) e Rio de Janeiro (R$ 58 bi) (Tabela 1).

Se tem dinheiro, por que não valorizar o que importa? 

Poder de compra aniquilado!

Os 6% apresentados representam menos de 1% ao ano desde o último reajuste. Neste período, tudo ficou mais caro e itens básicos se tornaram um peso ainda maior no bolso dos trabalhadores(as).

Vale destacar, que neste mesmo período, o preço da Cesta Básica – calculada pelo Dieese, com base nos custos médios da capital – aumentou de R$ 342,62 para R$ 695,91; o equivalente a 103,1%. 

O desastre da gestão Eduardo Leite para a educação pública

Há quase oito anos, o Rio Grande do Sul joga seus professores(as) e funcionários – da ativa e aposentados(as) – para a miséria. 

Em 2018, Eduardo Leite (PSDB) se elegeu com o discurso de que faria diferente e bastava levantar da cadeira, mas, na prática, prioriza somente empresários e a iniciativa privada. 

Em sua gestão, sofremos o agravamento da retirada de direitos, confiscos e calotes, que deixam educadores(as) escolhendo entre comer e pagar as contas. 

Eduardo Leite foge, deixando o estado na miséria, sem avançar em pautas essenciais. É preciso evitar uma tragédia em nível nacional.

Aqui, do Rio Grande do Sul, deixamos o alerta: não se enganem! Eduardo Leite e Bolsonaro são duas faces da mesma política de morte: lucro acima da vida, ataques à escola pública, destruição de direitos, confisco de aposentados(as), desmonte, precarização e privatização.

Foto destaque: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

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O novo presidente do IPE Saúde, Bruno Jatene, em entrevista à Zero Hora, no dia 28 de março, apontou o corte de despesas do plano médico dos servidores(as) públicos estaduais como o principal desafio da sua gestão. Segundo ele, este seria o caminho para enfrentar a grave crise financeira pela qual o instituto passa, com dívidas acumuladas em mais de R$ 1 bilhão, com hospitais e clínicas.

Jatene disse que o crescimento da receita também será perseguido, inclusive admitindo a hipótese de aumento de alíquota ou cobranças diferenciadas por risco de sinistralidade, mas somente num segundo momento.

O CPERS repudia tal estratégia, os segurados(as) não podem pagar pela falta de uma gestão séria e comprometida com o IPE Saúde. É inadmissível que a autarquia, criada em 2018, esteja no 6º presidente até o momento. Isso explicita a pouca responsabilidade do governo com o Instituto, que tem quase 1 milhão de segurados(as) e dependentes.

Vale ressaltar que, conforme a Lei 15.144 de 5 de abril de 2018, art. 28, o acervo patrimonial imobiliário do IPERGS está desvinculado do Fundo de Assistência à Saúde (FAS/RS) e foi transferido ao estado, para fins de aproveitamento e gestão do ente estadual.

O inciso 3º, da mesma lei, diz que – O Estado do Rio Grande do Sul deverá cobrir eventuais insuficiências financeiras do FAS/RS até o limite do valor dos imóveis transferidos na forma do “caput” deste artigo.

Desde o governo de José Ivo Sartori (MDB), o Estado se apropriou dos inúmeros imóveis que compunham o patrimônio do FAS/RS, nos últimos meses foram vendidos e arrecadados R$ 30 milhões desses bens. Esse valor deve ser repassado ao IPE. É responsabilidade do governo do Estado cessar a crise financeira pela qual passa o plano de saúde, visto que contribuiu para tal.

O Sindicato reforça a importância de uma gestão responsável e comprometida com a saúde e com os segurados do Instituto.

É importante salientar, que a crise financeira do IPE Saúde é de responsabilidade dos governos Sartori e Leite, que mantiveram os salários dos servidores(as) parcelados e congelados, ao longo de mais de 7 anos. Como consequência, a arrecadação do IPE Saúde ficou estagnada.

O CPERS segue na luta em defesa do IPE Saúde público, solidário e de qualidade, que atenda às necessidades de todos os segurados(as) do Instituto.

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Na 23ª edição da Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, a programação é formada por atividades diárias de 25 a 29 de abril de 2022, que serão realizadas de modo virtual, ainda devido aos cuidados decorrentes da pandemia do Covid-19.

O tema “A educação no centro do projeto de Nação: Um outro Brasil é possível!” promove a reflexão de que a soberania nacional e popular exige um projeto educacional articulado, construído em bases sólidas e democráticas, considerando que uma nação soberana deve estar vinculada a um Projeto Emancipador de Educação.

>> Acesse o caderno da 23ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública AQUI.

Confira a programação e participe!

– Dia 25/4/22 (segunda-feira)
Tema: Reforma do Ensino Médio versus Currículo Integral
Sugestões de atividades: enviar e-mails para os Deputados Federais e Senadores pedindo a revogação da lei do Novo Ensino Médio e promover um tuitaço com o mesmo tema; promover debate com os estudantes e/ou pais/mães/responsáveis, a partir da live produzida pela CNTE.
Live da CNTE às 19h

– Dia 26/4/22 (terça-feira)
Tema: Piso e Carreira decentes para os profissionais da educação
Sugestões de atividades: promover o debate entre os profissionais da educação com produção de vídeos de até um minuto sobre o tema.
Live da CNTE às 19h

– Dia 27/4/22 (quarta-feira)
Tema: O Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação Pública, Gratuita e de Qualidade
Sugestões de atividades: aulão nas praças públicas com faixas, panfletagem acerca do tema, lives, debates com a comunidade escolar (pais/mães, estudantes, profissionais da educação). Encaminhar vídeos e fotos para a CNTE das ações desenvolvidas.
Live da CNTE às 19h

– Dia 28/4/22 (quinta-feira)
Tema: Um Projeto de Educação que garanta uma Nação Soberana
Sugestões de atividades: promover debates por meio de rodas de conversa acerca do tema, com foco na Democracia e na Formação cidadã, atos públicos e/ou mobilizações concomitantes em todos os estados e municípios do país com faixas, panfletagens nas praças, ruas, feiras. Em defesa da Soberania do Povo Brasileiro!
Live da CNTE às 19h

– Dia 29/4/22 (sexta-feira)
Tema: Paulo Freire Vive em cada Educador Brasileiro que Luta por Educação de Qualidade, no chão da Escola Pública.
Sugestões de atividades: promover momento cultural por meio de saraus, roda de viola, roda de capoeira, cirandas, roda de samba, teatro, nas escolas e praças públicas, dialogando com a comunidade acerca dos temas relacionados ao direito à educação.
Live da CNTE às 19h

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A situação do IEE Professor Pedro Schneider, interditada pelos bombeiros desde fevereiro deste ano, foi tema da audiência pública, nesta segunda-feira (28), na Câmara de Vereadores de São Leopoldo.

Fotos: Bruno Pereira

O prédio da escola, que tem quase 70 anos de história, apresenta graves problemas na rede elétrica e os banheiros estão com rachaduras nas paredes, além do teto quebrado.

Os estudantes do Ensino Fundamental foram transferidos para a EEEM Dr. Caldre Fião e os do Ensino Médio para a Unisinos, de forma gradual. Não há ajuda para custear os gastos com o  transporte, que aumentaram significativamente tanto para alunos quanto para educadores(as).

A direção da escola continua aguardando o início das obras, orçada em mais de R$ 1,5 milhão.

O diretor Cássio Ritter e diretor do 14º núcleo do CPERS, Luiz Henrique Becker, acompanham a situação desde o início e estiveram presentes na audiência, assim como os educadores(as) da instituição e a comunidade escolar.

“Nos preocupa o fato de algumas escolas terem fechado para reforma e depois encerraram as atividades. Seguiremos vigilantes e pressionando para o início imediato das obras e a garantia do transporte”, afirmou Ritter.

Ao final da audiência ficou encaminhado que na próxima segunda-feira (4), educadores(as), pais e estudantes, sairão em caminhada da frente da escola até a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). “A iniciativa tem o objetivo de exigir o imediato início da reforma e o transporte gratuito dos alunos até a Unisinos e o colégio Caldre Fião”, explica.

No mesmo dia, deve ocorrer audiência com a Dra. Carla Lara Adami da Silva, promotora regional de Educação.

“Foi uma grande conjunção de forças para exigirmos o início imediato das obras e a garantia do acesso dos alunos às instituições para as quais foram transferidos provisoriamente”, avalia o vice-diretor da instituição, Joel Santana da Gama.

A vereadora Ana Affonso (PT), proponente da audiência e presidenta da Comissão de Educação, fez  requerimento solicitando que seja aberta uma comissão especial para acompanhar a situação da escola e cobrar providências emergenciais.

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Valorização salarial para os funcionários(as) de escola, que estão há quase oito anos com os salários congelados e com o poder de compra corroído para mais da metade da inflação, foi o cerne do debate, via Zoom, com representantes do Coletivo Estadual de Funcionários(as) da Educação do CPERS, nesta segunda (28).

A atividade, conduzida pelas diretoras do Departamento de Funcionários(as) de Escola do Sindicato, Sonia Solange Viana e Juçara Borges, mobilizou a base na construção de propostas políticas para estes educadores(as) em cinco eixos: valorização, carreira, formação profissional e sindical, mobilização e saúde do trabalhador(a).

“Nossos funcionários estão sobrecarregados e têm que trabalhar por dois ou três com um salário completamente desvalorizado. Precisamos colocar comida na mesa para sobreviver e nos sustentar, mas o dinheiro não dá nem para isso. A nossa luta tem que ir com toda força para cima desse governo”, asseverou Sonia Solange Viana, diretora do Departamento de Funcionários de Escola do CPERS.

Já a diretora Juçara evidenciou a falta de reconhecimento de Eduardo Leite (PSDB) com os funcionários(as).

 “Somos funcionários; somos reconhecidos como educadores pela LDB. No governo Olívio Dutra, fomos incluídos no quadro da educação. Desde então, todos os reajustes que os governos concederam para o magistério foram estendidos aos funcionários. Eduardo Leite é o único que não garantiu reposição para nós. Isso é inconcebível!”, afirmou.

Salário digno e mobilização para a luta

Após a renúncia de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do Estado, anunciada nesta segunda (28), o CPERS imediatamente solicitou pedido de reunião para cobrar do novo governador, Ranolfo Vieira Júnior, salário digno para todos os funcionários(as) e aposentados(as) sem paridade.

“Leite já foi, queremos ter a oportunidade de cobrar – olho no olho – valorização salarial ao novo governador”, enunciou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A presidente também criticou a crueldade do governador em se beneficiar dos funcionários(as) para se promover politicamente – quando anunciou “aumento” da merenda ao lado de uma servidora – sem sequer garantir um centavo a mais no contracheque de quem ganha uma miséria.

“Leite jogou para a mídia que aumentou em 186% o valor da merenda escolar, mas escondeu da população que a quantia é mínima: de R$ 0,30 para R$ 0,80”, expôs.

“O governador ainda tem a cara de pau de tirar uma foto ao lado de uma merendeira, que ele inviabiliza com um salário que não dá para garantir comida na mesa, pagar o aluguel e outras contas”, completou.

Helenir também foi enfática: “precisamos pressionar com muita força a realização de concurso público”.

Durante a #CaravanaDaVerdade, que cruzou o RS para desmascarar as mentiras de Eduardo Leite (PSDB) à sociedade, o CPERS escancarou a realidade vivenciada pelos funcionários(as) de escola: trabalho à exaustão com um salário de fome e zero de reposição.

“Temos escolas com apenas um funcionário da merenda para atender cerca de mil alunos; temos educadores com problemas nos joelhos, na bacia e nos ombros. É desumano o que esse governo está fazendo conosco!”, frisou.

Helenir ainda completou: “se os funcionários que ganham R$ 620 se mantêm nas escolas é porque amam o que fazem, mas amor não paga as contas”.

Durante o debate, educadores(as) debateram a organização da pauta de valorização salarial para funcionários(as) com a finalidade de saírem mais fortalecidos e com uma unidade maior.

Encaminhamentos

Na reunião, os educadores(as) definiram a realização de mais encontros regionais virtuais durante o ano para debater a luta e um presencial para 2023.

Exigir concurso público e o piso profissional estadual para funcionários(as), promover formações com o jurídico junto aos núcleos, além de realizar vigílias em frente ao Piratini expondo o contracheque dos funcionários(as) também foram alguns dos encaminhamentos.

Entre os presentes estavam o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesoureira, Rosane Zan, os diretores(as) Vera Lessês, Sandra Regio, Glaci Weber e Amauri Pereira da Rosa, o advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do Sindicato, além de representantes dos núcleos.

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A mensalidade do CPERS foi atualizada. Em 2019, quando foi implantado o subsídio, o Sindicato optou por não aumentar o valor e aguardar para quando a categoria tivesse reajuste.

Cumprindo o estatuto da entidade, seguimos com o percentual de 2% sobre 20h para professores(as) e 1% para os funcionários(as), que continua o mesmo porque não tiveram reposição.

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Equipamentos da década de 1970 deteriorados e defasados, salas de aula com paredes rachadas, esse é o cenário do completo abandono do único curso técnico de prótese dentária oferecido em escola pública no Rio Grande do Sul.

A ETE Senador Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, oferece a oportunidade de formação técnica gratuita para muitos jovens, mas a especialização sofre há anos com o abandono. Ciente da situação, o governo do Estado negligencia o problema.

O curso, que iniciou em 1963, ainda conta em seus laboratórios com itens adquiridos no final de 1970 e início dos anos 1980. Outros foram obtidos uma década depois ou precariamente mantidos devido ao alto custo e inexistência de peças de reposição. Com o passar dos anos, modelos e peças deixaram de ser fabricados, fazendo com que a maioria ficasse inoperante.

São quatro laboratórios para as aulas práticas. Um deles, o de fundição de metal, está sem condições de uso há alguns anos devido ao altíssimo custo de conserto da centrífuga e do forno. Assim, trabalhos executados pelos alunos precisam ser fundidos em laboratórios privados. “Os equipamentos estão totalmente defasados, os estudantes realizam somente o básico no que se refere a prática. A aprendizagem fica limitada e nossos alunos buscam aprimoramento fora da escola”, explica a diretora da instituição, Isabel Cristina Teixeira Lopes.

É com esta estrutura precária que os atuais 200 alunos(as) estudam. Os equipamentos que restam nos laboratórios, geralmente um item por sala ou um para todo o curso, depõem contra o bom andamento das aulas práticas, além de impedir que os estudantes realizem o aprendizado em equipamentos com tecnologia atualizada. Devido à situação, seguidamente os professores(as) precisam se dividir e atender em mais de uma sala concomitantemente para revezar o uso dos equipamentos.

Mesmo com materiais defasados ou sucateados, a cada semestre ingressam 60 novos estudantes, através de sorteio público, realizado duas vezes por ano.

Com a verba que a escola recebe da autonomia financeira não é possível realizar a troca e a aquisição dos equipamentos necessários, visto que o investimento é alto, em torno de R$ 100.000,00.

Durante a #CaravanaDaVerdade, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, esteve na Ernesto Dornelles e conferiu de perto o descaso.

“Uma situação inaceitável. É imprescindível que a escola tenha equipamentos atualizados para que os alunos possam desenvolver um bom trabalho técnico, pois é isso que vão encontrar no mundo do trabalho, e para que os professores, possam ensinar de forma mais qualificada”, afirmou.

Além da questão dos equipamentos, as salas dos laboratórios estão com infiltração, evidentes nas rachaduras expostas. “São salas com pouca ventilação por estarem localizadas no subsolo da escola que tem um prédio com mais de 100 anos de construção”, explica a diretora.

Segundo Isabel, todos os problemas já foram enviados para a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro). “Até hoje não deram nenhum retorno sobre investimento ou melhorias. Nenhum governo até gora mostrou interesse em resolver a situação”.

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Nove anos, esse é o tempo que a comunidade de Piquiri, às margens da BR-290, em Cachoeira do Sul, espera para ver a escola de Ensino Médio entrar em funcionamento na região.

A obra, que começou em 2012 e acabou em 2013, não teve planejamento para a construção da cozinha, despensa, área de serviços, sanitários para funcionários(as), refeitório, área coberta para recreação, abrigo para reserva técnica de incêndio e quadra poliesportiva, com isso não pode começar a funcionar por não atender o que é exigido pela legislação.

Pelos longos anos de obra parada, o prédio é alvo de depredações e a área ao redor está tomada pelo mato e já foram encontrados até animais soltos pelo pátio. Na cobertura, telhas e vidros das janelas estão quebrados. Total sinal de abandono.

Enquanto isso, os estudantes do Ensino Médio do município de Piquiri, se deslocam cerca de 36Km todos os dias para a cidade vizinha, Cachoeira do Sul, de transporte escolar. Como o Ensino Médio tem turno inverso, os estudantes saem por volta das 5h da manhã e retornam somente por volta das 20h, passando o dia todo fora de casa.

Em 2018 seria a retomada da construção da escola

Matéria divulgada no site da Secretaria da Educação do RS (Seduc), no dia 17 de abril de 2018, destaca a assinatura da Ordem de Início de Serviço (OIS) da obra de ampliação da escola.

A nota destaca que o prazo de entrega da obra concluída era de 120 dias, com o investimento do governo do estado de R$ 947.217,87.

A empresa F & F Engenharia e Construção Ltda., de Novo Hamburgo, vencedora da licitação para executar o serviço, desistiu. A contratada solicitou aditivo no contrato e ainda alegou haver faturas atrasadas pelo governo do estado, por isto, não continuou com a obra. Desde então, a construção está parada.

O governo municipal da região, desde o ano passado, está tentando municipalizar o prédio, para abrigar outra escola da região.

O CPERS seguirá acompanhando de perto a situação da escola, é inadmissível que o dinheiro público seja desperdiçado desta maneira. Enquanto os estudantes aguardam para ter uma escola perto de suas residências, o governo de Eduardo Leite (PSDB) segue desrespeitando a comunidade escolar e a educação pública.

O que diz a Seduc

A assessoria de imprensa da Seduc foi procurada, mas até o momento da publicação da matéria não deu retorno sobre o assunto.

Fotos – Portal O Correio, de Cachoeira do Sul

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