Diante das dúvidas da categoria quanto ao pagamento dos valores retroativos da revisão geral dos 6%, o CPERS reuniu-se com a representante da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Juliana Debaquer, para esclarecimentos.

De acordo com ela, os educadores(as) vinculados ao Regime Geral da Previdência Social-INSS (contratados) irão verificar em seus contracheques a descrição de uma única rubrica, denominada Regularização de Ato Publicado, e visualizarão apenas o valor líquido a receber. O detalhamento deve ser solicitado às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) de cada região.

Já os servidores efetivos, ligados ao IPE Previdência, têm acesso ao contracheque detalhado disponibilizado no portal do servidor.

Os funcionários(as) de escola que recebem o completivo não tiveram repercussão financeira, visto que a indexação de seus salários ocorre sob o Salário Mínimo Regional.

Para os pensionistas, o IPE realizará o pagamento dos valores retroativos a partir do dia 18.

Novamente, os educadores(as) pagam pela desorganização e omissão do governo Leite/Ranolfo (PSDB), que mais uma vez relega os servidores(as) do Rio Grande do Sul à espera.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A Câmara dos Deputados aprovou na última semana, a toque de caixa, sem qualquer debate com os estados, municípios, DF e sociedade civil organizada, o PLP 18/2022, que altera a Lei nº 5.172/1966 e a Lei Complementar nº87/1996, para considerar bens e serviços essenciais os relativos aos combustíveis, à energia elétrica, às comunicações e ao transporte coletivo.

O projeto de lei, que agora aguarda votação no Senado Federal, cria um teto de 17% de incidência do ICMS sobre os novos bens e serviços essenciais e estima reduzir em R$ 0,60 (sessenta centavos) o litro da gasolina para o consumidor final.

A alta dos combustíveis é um problema mundial, sobretudo no Brasil, contribuindo com a espiral inflacionária que corrói o poder de compra da população. Mas não será com medidas açodadas e que desprezam outras questões que impactam no preço dos combustíveis que o problema será devidamente solucionado. Reduzir o preço da gasolina em
R$ 0,60, em média, num contexto de preço médio ao consumidor entre R$ 7,00 e R$ 8,00, afetando drasticamente a arrecadação de impostos que financiam as políticas públicas essenciais (educação, saúde, segurança etc), é contraproducente e de custo-benefício quase desprezível.

O governo Bolsonaro e a Câmara dos Deputados insistem em transferir aos estados a culpa pela alta excessiva dos combustíveis no Brasil, a qual se deve, incontestavelmente, à política de preços estabelecida pela Petrobras, desde o governo ilegítimo de Michel Temer, que atrelou o custo nacional ao mercado internacional (em dólar). Desprezou-se
assim a quase autossuficiência energética de petróleo alcançada após a descoberta do Pré-sal, com o único objetivo de manter os lucros dos acionistas da Petrobras (poucos e a maioria do exterior).

Ao considerar combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo bens e serviços essenciais, o governo e o Congresso deveriam de fato agir sobre toda a cadeia de preços das commodities e demais serviços, gerando amplo impacto positivo para a população. Ao contrário disso, pretende-se dar com uma mão (redução de R$ 0,60 no litro da gasolina) e retirar com a outra, gerando mais retração nos investimentos públicos. Segundo dados do Comsefaz, a educação deverá perder cerca de R$ 21 bilhões anuais com a medida descabida de redução drástica do ICMS, que é o principal imposto de arrecadação dos estados, com impacto nos municípios e no Fundo da Educação Básica. Este último, por sua vez, contará com menos complementação federal, pois a base de cálculo dos fundos estaduais será menor. Ou seja: o Fundeb será penalizado duplamente!

A CNTE tem grande preocupação com o controle da inflação e com a garantia de direitos do povo brasileiro, em especial com o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, razão pela qual não concorda com a alternativa proposta no PLP 18/22, podendo, alternativamente, além da necessária mudança na política de preços da Petrobras, serem estipuladas alíquotas mínimas e máximas para o ICMS, a depender do preço médio dos combustíveis e demais serviços públicos. Essa medida gerará mais estabilidade na arrecadação dos impostos, evitando bolhas superavitárias que também comprometem a organização do orçamento público ao longo do tempo.

Pela imediata revisão da política de preços da Petrobras, o que, de fato, garantirá a redução significativa nos preços dos combustíveis!

Pela alteração do PLP 18/22, no Senado, a fim de garantir não só a redução dos preços de combustíveis, da luz elétrica e do transporte coletivo, mas a efetiva prestação dos demais serviços púbicos essenciais, sem perdas para a população!

Brasília, 2 de junho de 2022.
Diretoria da CNTE

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta quarta-feira (1º), educadores(as) dos núcleos de Caxias do Sul (1º), Guaporé (3º) e Bento Gonçalves (12º) reuniram-se no Encontro Regional dos Aposentados(as) do CPERS. A atividade ocorreu no  auditório da EEEF Gal. Bento Gonçalves da Silva em Bento Gonçalves.

O evento vai percorrer os quatro cantos do Rio Grande do Sul, levando até os professores(as) e funcionários(as) aposentados(as) dos 42 núcleos do Sindicato, informações jurídicas, conjuntura política, lutas e mobilizações da categoria, além de muito entretenimento através da música, dança e declamações poéticas.

O diretor do 12º núcleo, Leonildo da Luz de Moura, o diretor do 1º núcleo, David Orsi Carnizella, a secretária do 3º núcleo, Marisa Maria Girotto Lacerda fizeram a abertura do evento juntamente com a diretora Departamento dos Funcionários(as) do CPERS, Juçara Borges.

Juçara falou da satisfação de rever os colegas e explicou a ausência da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, no evento. “Helenir se afastou ontem do sindicato, conforme lei eleitoral demanda, para concorrer a cargo eletivo, mas ela mandou um recado: se eleita, não deixará o CPERS, em outubro ela retorna e permanece até o final da gestão dela, em 2024”, frisou.

Glaci Weber, diretora do Departamento de Aposentados(as) do CPERS, fez uma breve análise dos ataques dos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite / Ranolfo Viera Júnior  (PSDB) aos aposentados(as) e a categoria. “Nós aposentados estamos pagando o pato, os governos decidiram que nós devemos pagar. Nenhum de nós aqui presente ganhou os 32% de reajuste salarial e nós ainda passamos a pagar o desconto da Previdência. Mexeram em nosso plano de carreira. Esse desrespeito ao idoso, nós não podemos aceitar”.

Outro assunto abordado pela educadora foi quanto ao reenquadramento dos professores(as) que tiveram suas aposentadorias de 40h transformadas em subsídios de 20h, problema que afeta em sua maioria educadores(as) com mais de 70 anos.

“Estamos aqui com o abaixo-assinado para reverter essa situação, o abaixo-assinado também está em nosso site para que todos participem desta luta. Entregaremos as assinaturas e um manifesto contra o reenquadramento para o governo”, afirmou Glaci.

Rosane Zan, diretora do Departamento de Educação do CPERS, fez uma breve saudação aos colegas presentes e falou da importância da valorização de toda categoria – aposentados(as), funcionários(as) de escola e professores(as). “Nós temos sim que valorizar toda a nossa categoria. Temos que lembrar que quando nos aposentamos não temos fundo de garantia e tantos outros benefícios. Então temos que lutar pelos nossos direitos tão duramente conquistados e não permitir que nos retirem ainda mais”.

Informações jurídicas

O advogado Marcelo Fagundes falou sobre o assunto que mais indigna os aposentados(as), o desconto da Previdência, que os aposentados(as) voltaram a pagar desde 2019. “Os aposentados que estão pagando a conta, sabemos que esse dinheiro está fazendo falta no remédio, na comida e nas contas no final do mês”, apontou.

Na visão da assessoria jurídica do CPERS, esse desconto é inconstitucional, por isso o Sindicato ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris e outras entidades, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Vamos precisar muito de vocês nessa luta. Vamos precisar da mobilização de vocês nas redes sociais pressionando o judiciário”.

Outro assunto debatido pelo advogado foi a mudança no plano de carreira dos educadores(as) e a mentira do último reajuste salarial. “Muitos educadores nem olharam seus contracheques, o que ganharam ou não com o reajuste salarial do governo. A maioria pagou seu próprio reajuste, o qual saiu da parcela de irredutibilidade. ”

A vida após a aposentadoria

A psicóloga Aline Garziera falou sobre a vida dos educadores(as) após a aposentadoria, destacando que muitas vezes nos vemos somente como profissional, esquecendo da família, lazer e sexualidade.

“Vivemos a vida profissional tão intensamente que acaba tomando mais tempo das pessoas. Levamos trabalho para casa. Às vezes perdendo hora de lazer com a família ou outras vivências”.

Aline explica que, mesmo depois de aposentados(as) é importante manter as amizades e os grupos com interesses em comum: “Como aqui, vocês pertencem a um grupo, os aposentados do CPERS”, destacou.

E continuou a explicar: “O grupo que eu pertenço conhece as minhas dores, as minhas lutas. Eu tenho empatia pelo outro. Nossas lutas são as mesmas.”

A psicóloga defende que os aposentados(as) devem participar de algum grupo ou atividade que lhe dê bem-estar. “Quanto mais citocina e adrenalina, meu corpo produz, menos dores eu vou sentir e minha autoestima vai aumentar”, finalizou.

Dança, música e entretenimento

Diversas atividades culturais foram realizadas durante o evento,  o Coral do 12º Núcleo (Bento Gonçalves) emocionou os presentes. A educadora Bertolina Mioto declamou poemas do livro de poesias “Maturidade em Belos Versos”, fruto do concurso realizado em 2015 pelo Departamento dos Aposentados(as) do CPERS. O coral do 3º núcleo (Guaporé) também se apresentou para os colegas.

Nas próximas semanas serão realizados Encontros Regionais dos Aposentados(as) em diversos outros núcleos do CPERS, como preparação para a etapa estadual que deve acontecer nos dias 29 e 30 de agosto deste ano.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em 2022,  a Lei de Cotas (Lei Federal 12.711/2012) – que destina 50% das vagas em universidades e institutos federais para pessoas pardas, pretas, indígenas, com deficiências e estudantes de escolas públicas – completa dez anos.

Devido ao seu artigo 7, a Lei requer a sua revisão, e as disputas na Câmara, tanto para defendê-la como para revogá-la, já iniciaram.

Desde a sua implantação, as cotas mudaram a cara das universidades públicas no Brasil e os resultados dão evidências claras da sua importância e da necessidade de sua renovação. Milhares de jovens, que antes não viam a possibilidade de cursar o ensino superior, passaram a reivindicar e ocupar espaços que antes eram privilégio de uma pequena parcela da população.

De acordo com a pesquisa “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, do IBGE, o número de matrículas de estudantes pretos e pardos nas universidades e faculdades públicas no Brasil ultrapassou pela primeira vez o de brancos em 2018, totalizando 50,3% dos estudantes do ensino superior da rede pública.

Apesar de maioria, esse grupo permanecia sub-representado já que correspondia a 55,8% da população brasileira.

Com a Lei de Cotas, a mudança no perfil das universidades brasileiras também fica evidente com dados de um levantamento da Agência Senado, realizado nas três maiores universidades brasileiras.

Fonte: Agência Senado

Segundo a pesquisa, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), estandarte do sistema de cotas, foi a pioneira na adoção da política afirmativa no país. Desde o vestibular de 2003, parte das vagas é destinada a alunos(as) autodeclarados negros e pardos e estudantes da rede pública de ensino, com base na situação socioeconômica dos candidatos.

Da Uerj, 3.056 estudantes ingressaram via sistema de cotas no primeiro vestibular. Em 2020, a universidade contava com 7.553 alunos(as) cotistas vinculados.

Precursora entre as universidades federais, a UnB aprovou a política afirmativa em 2003, mas a regra começou a valer no ano seguinte. Atualmente, o total de vagas reservadas para pretos, pardos e indígenas nos processos seletivos da instituição, considerada a adoção de todas as políticas vigentes, corresponde a um terço do total (33,5%). Em 2012, quando a Lei das Cotas foi sancionada, 10.680 estudantes pretos e pardos — de um total de 41.767 — estudavam na instituição. Hoje, somam 15.574 estudantes de um total de 42.929.

Para o 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, a Lei de Cotas é essencial para o desenvolvimento, não só pessoal, mas da nação.

“É preciso pensar a política de cotas como uma política de um contexto maior, de reparação histórica e de ações afirmativas. O debate tem sido muitas vezes pautado por aqueles setores da sociedade que são conservadores e reacionários e se beneficiam da exclusão social e econômica da grande maioria da população. Cotas étnico-raciais e cotas socioeconômicas são fundamentais para que a educação seja de fato democratizada e o povo brasileiro tenha acesso às instâncias superiores de educação, podendo com isso contribuir para o desenvolvimento nacional e para o próprio sucesso pessoal”.

Governo Bolsonaro quer acabar com o ensino público no Brasil 

Em entrevista ao Portal Vermelho, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Brelaz, deu um duro recado às forças conservadoras no parlamento que defendem o fim da política de cotas nas universidades públicas: “Nós não aceitaremos o discurso de que essa política acabou, e nós estamos muito bem mobilizados junto com o movimento negro para qualquer tentativa de setores conservadores colocarem passos para trás nessa lei”.

Ao comemorar o sucesso dessa política afirmativa e propor seu aperfeiçoamento, Bruna aponta para os problemas atuais de sucateamento das universidades promovida pelo governo Bolsonaro (PL).

“Só em 2022, o orçamento das universidades sofreu cortes de R$ 1 bilhão. Como esse estudante cotista que entra hoje na universidade, que precisou fazer a transição pós-pandemia vai encontrar essa universidade com o orçamento totalmente desatrelado da realidade?”, questionou.

O estudante e presidente da UEE RS, Airton Silva, ressalta que a Lei de Cotas, mais do que democratizar o acesso à universidade, surgiu para reparar uma dívida histórica do Brasil com a população negra. 

“A lei de cotas foi uma conquista do movimento estudantil e do movimento negro, pela democratização do acesso à universidade pública para uma parcela da população que historicamente teve os seus direitos negados. Essa Lei é fruto da construção do nosso país, que tem um racismo estrutural atravessado, fruto de um período escravocrata, muito forte ainda aqui. Nós temos mais tempo de pessoas negras escravizadas do que livres no Brasil, as cotas vêm para reparar esses danos da construção do nosso país”, enfatiza Airton. 

Silva destaca que, para além da manutenção da Lei, há necessidade de revisão de sua estrutura para garantir a efetiva formação dos cotistas. 

“Para nós estudantes, para nós que construímos o movimento estudantil, esse é um período para comemorar esse avanço, mas também de apontar para o futuro, porque para nós a Lei de Cotas precisa ter metas mais objetivas, que garantam mais que o acesso, mas também a permanência”.

Ele ainda completa: “Não basta acessar, nós queremos que a população, que os estudantes cotistas, consigam sair com seu diploma na mão. Então esse o nosso desafio, conseguir ter uma lei de cotas que aponte um caminho de avanço, com objetivos e metas mais claros, mais nítidos e que tenham um plano de assistência estudantil casado com ela”.

Cotas raciais até durarem as desigualdades

A população negra isoladamente representa mais que 56% do total da população brasileira e, no entanto, tem baixíssima proporcionalidade na maioria dos cargos e funções de poder e prestígio na sociedade.

A Lei de Cotas carrega, em uma das suas muitas missões, a tentativa de equilibrar na área educacional o racismo estrutural e as desigualdades existentes há séculos. 

O 2º vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo de Combate ao Racismo do Sindicato, Edson Garcia, ressalta que acabar com a Lei de Cotas é retroceder nas políticas de inclusão no Brasil. 

“A Lei de Cotas foi uma das políticas mais acertadas por parte do governo, que não trata somente de uma medida inicial, mas de reparação. A possibilidade de tornar iguais às oportunidades de acesso, já que o ponto de partida de cada um e de cada uma é diferente, mudaram a cara do ensino brasileiro. Não ter essa lei vigente seria um retrocesso naquilo que mais importante tivemos nesse período em termos de política pública para a educação”.

Manter a política de cotas em uma sociedade em que a hecatombe da desigualdade favorece o crescimento de uma fortuna familiar de US$2 bilhões, em 2020, para US$13 bilhões em 2021 (valor médio da fortuna de empresários da Saúde saltou 134% em Saúde) é reconhecer que as linhas de partida e permanência não são as mesmas.

O CPERS, através do seu Coletivo de Combate ao Racismo, defende a continuidade e a ampliação dessa política. Não podemos permitir um retrocesso com a possibilidade do fim das cotas. 

O que o Brasil precisa é a criação de políticas públicas que ampliem o acesso e a permanência de estudantes das camadas mais discriminadas da população nas universidades, e não a retirada desse direito.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Está na pauta do Senado, da próxima quinta-feira (2), a votação final do PL 2.486/2021, que trata da regulamentação da profissão de Educação Física e cria os conselhos federal e regionais de Educação Física, alterando a Lei 9.696/98. Caso a matéria não sofra alterações, seguirá direto à sanção presidencial.

Desde o início da tramitação da matéria, na Câmara dos Deputados, a CNTE e outras entidades que atuam não apenas na representação sindical dos professores e professoras de educação física, mas também na formação e na regulamentação da profissão, a exemplo do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte – CBCE – entidade que organiza os congressos brasileiro e internacional de ciências do esporte -, bem como diversos Conselhos de Educação, entidades de âmbito governamental incumbidas de normatizar a profissão docente no país a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96), vêm se posicionando contra a inclusão obrigatória de professores escolares e universitários de educação física nos respectivos conselhos regionais que regulam a profissão de Educação Física.

Além de a LDB não prever quaisquer obrigatoriedade de filiação de docentes a órgãos ou autarquias reguladoras de profissões, o Conselho Nacional de Educação – CNE ratificou esse entendimento em pelo menos dois pareceres (CNE/CEB nº 12/2005 e nº 135/2002) consubstanciados na posição do Ministério da Educação exarada no Parecer MEC nº 278/2000, que dispõe o seguinte: “o exercício do magistério é questão que escapa as competências dos conselhos profissionais, estando sujeitos aos regulamentos do sistema de ensino em que se inserir a instituição escolar”.

Frise-se que a LDB não atrela a profissão docente a órgãos de controle externos, estando esta atividade profissional vinculada tão somente aos sistemas de ensino, responsáveis pela normatização e fiscalização do trabalho nas escolas e universidades públicas e privadas.

No setor público há outros fatores a serem considerados sobre o assunto, quais sejam: o ingresso dos professores nos quadros profissionais através de concurso público ou processo seletivo simplificado (em sendo contratos temporários) e a vinculação dos profissionais aos estatutos e planos de carreira do magistério, estabelecidos por meio de leis estaduais e municipais. E esses diplomas são responsáveis pela normatização e fiscalização dos professores das redes públicas, que também estão sujeitos a Processos Disciplinares Administrativos em caso de desvio de condutas ou de comprovada imperícia, imprudência ou negligência na atuação profissional.

Além do exposto, é necessário considerar o impacto financeiro do PL 2.486/21 sobre os/as professores/as de educação física, que integram uma das categoriais profissionais de menor remuneração no Brasil. A docência na educação básica brasileira detém também os piores salários entre os 41 países pesquisados pela OCDE, e está abaixo da média remuneratória de outras profissões em nosso país. Portanto, impor a esses profissionais mais uma despesa para poderem atuar nas escolas e universidades, além de injusto é altamente contraproducente, dado que os mesmos profissionais continuarão respondendo diretamente aos órgãos de Estado da educação.

Em sintonia com essa questão que envolve a imputação de ônus para exercer a atividade docente no Brasil – sem previsão na LDB -, importante destacar a recente decisão do Supremo Tribunal Federal acerca da tentativa de inscrição compulsória de Defensores Públicos na Ordem dos Advogados do Brasil. Em sede de Recurso Extraordinário, as OABs sustentaram que os defensores exercem advocacia, o que os obrigaria a estarem inscritos na Ordem, além de alegarem que a legislação funcional dos defensores não substitui a fiscalização ético-disciplinar imposta pelo estatuto da OAB. Contudo, por 9 votos a 2, o plenário do STF entendeu que os defensores públicos sujeitam-se a regimes próprios e a estatutos específicos, submetendo-se à fiscalização disciplinar por órgãos próprios, e não pela OAB. Eis o que diz a ementa do referido acórdão, publicado em 04/04/2022:

Embargos de declaração em ação direta de inconstitucionalidade. 2. Acórdão que declarou a constitucionalidade do art. 4º, § 6º, da Lei Complementar 80/94, bem como conferiu interpretação conforme à constituição ao art. 3º, § 1º, da Lei 8906/94, para determinar que a capacidade postulatória dos defensores públicos independe de inscrição na OAB, sendo suficiente a nomeação e posse no cargo de defensor. 3. Inexistência de omissão quanto aos artigos 11, 13 e 28 da Lei 8906/94 e 94 da Constituição Federal. 4. Embargos de declaração rejeitados. (ADI 4636 ED. Órgão julgador: Tribunal Pleno, relator(a): min. GILMAR MENDES. Julgamento: 28/03/2022. Publicação: 04/04/2022) grifamos

Esse julgamento do STF trata de caso similar ao que se pretende estabelecer com os professores de educação física, especialmente com aqueles vinculados às redes públicas de ensino do país, que ingressaram na profissão através de concurso público e que têm nos estatutos e nos planos de carreira da categoria as fontes normatizadoras da profissão.

Ademais, a aprovação do PL 2.486/21, sem a referida emenda nº 4, ocasionará prejuízos não apenas para os professores de educação física, mas para todos os sistemas de ensino do país, que submeterão parte de seus profissionais a regras mercantilistas de autorização para o exercício da profissão docente escolar e universitária, podendo essa regra nefasta se estender para outras áreas de conhecimento educacional (química, física, matemática, biologia) que possuem ou que venham a instituir conselhos profissionais. Esses, por sua vez, devem limitar suas áreas de atuação às atividades liberais, que não contam com regramento e fiscalização direta do Estado.

Pelas razões expostas, requeremos dos nobres Senadores e Senadoras da República o voto favorável à emenda nº 4, de autoria do Senador Paulo Paim, a fim de tornar facultativa a inscrição e o pagamento de anuidade dos professores escolares e universitários nos conselhos regionais de educação física.

Atenciosamente,

Diretoria Executiva da CNTE
Brasília, 31 de maio de 2022

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS vem a público manifestar seu repúdio ao Projeto de Lei (PL) 2401/2019 – aprovado pela Câmara dos Deputados, no dia 18 de maio, e encaminhado ao Senado para votação -, que regulamenta a educação domiciliar no Brasil, o homeschooling.

Menina dos olhos do bolsonarismo, a educação domiciliar se apresenta como mais uma agenda inoportuna e ultrajante diante das agruras vividas pelos sistemas de ensino e a sociedade.

Em meio à pandemia, que aprofundou as crises sociais, econômicas, políticas e educacionais, é inadmissível o governo Bolsonaro (PL) e seus aliados empurrarem goela abaixo no país o ensino domiciliar, sem qualquer diálogo com especialistas e comunidades escolares.

A escola pública e universal é um espaço de socialização, convívio com a diferença, aprendizado sobre tolerância. É uma instituição fundamental, definida constitucionalmente, para a formação democrática. Subtrair esse direito é negligência.

Conforme consta no artigo 205, da Constituição, a educação é um direito de todos(as) e dever do Estado e da família; deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

A política da educação visa justamente assegurar os direitos fundamentais previstos também no artigo 227 da Constituição, que institui a doutrina da proteção legal, regulamentada posteriormente pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Educadores(as), além da formação pedagógica, contribuem, muitas vezes, na detecção de abusos e casos de violência praticados dentro do ambiente doméstico. Sabe-se que a escola é o principal espaço de denúncias de tais violações. 

O Brasil está entre os 20 países que mais violenta crianças e adolescentes neste âmbito. De acordo com os dados do Disque 100 (2019), 73% dos casos de violência contra crianças e adolescentes acontecem na casa da vítima ou do suspeito, sendo que 64% dos agressores são do convívio familiar da criança ou do adolescente (mãe, pai, padrasto e tios). Em relação à violência sexual, 87% dos agressores são homens e destes 40% são os pais ou padrastos das vítimas.

Assim, o aumento das violências sexual, física e psicológica, além da negligência e explorações de toda ordem, serão ainda mais invisibilizadas pelo ensino domiciliar.

Além disso, o homeschooling pode agravar as desigualdades educacionais, uma vez que a grande maioria das famílias brasileiras não terá condições socioeconômicas e psicossociais para a oferta dessa modalidade de ensino.

Para piorar, ao retirar a responsabilidade do Estado, o ensino domiciliar abre espaço para as privatizações, política demarcada não apenas pela gestão de Bolsonaro (PL), mas também por Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), no Rio Grande do Sul.

Cada aluno(a) matriculado na rede pública de ensino hoje tem um custo ao governo. É o ‘custo aluno-qualidade’, indicador do quanto deve ser investido ao ano por cada aluno(a) de cada etapa da educação básica, considerando fatores como a manutenção da escola, por exemplo. Com o ensino domiciliar, abre-se precedente para que esses recursos sejam reclamados por quem ficará responsável pela educação da criança.

Cabe ao Estado investir mais recursos públicos para garantir a melhoria das condições das escolas públicas, de modo a atender, de forma plena e universal, o direito à educação, assegurando a proteção das crianças e adolescentes, bem como a promoção de seus direitos.

Alegar doutrinação nas escolas para justificar a aprovação do projeto é mais uma tentativa de desviar o foco da irresponsabilidade do governo federal diante do descaso à educação. O homeschooling escancara a agenda política de Bolsonaro (PL) antipovo e antinação, expressando a falta de prioridade com o ensino e demais áreas sociais, uma marca contínua de sua gestão.

Em tempos de crise, pandemia e vulnerabilidade, essa política chega a ser criminosa.

O CPERS defende o respeito às instituições de ensino, às leis primordiais no país e aos direitos das crianças e adolescentes, além da valorização dos educadores(as), do desenvolvimento pedagógico, emocional, cognitivo e social, da integridade e da garantia do acesso ao espaço escolar ofertado pelo governo.

É imprescindível que os senadores(as) cumpram com o seu compromisso em ouvir as demandas do povo e defender o papel do Estado em garantir uma educação pública e inclusiva. Senador(a) que defende a educação, diz #NãoAoHomeschooling!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nova onda de covid-19 no estado, defasagem de aprendizagem em razão da pandemia, escolas sucateadas e com graves problemas estruturais, escândalo na contratação de empresa prestadora de serviço ao governo.

É em meio a esse cenário caótico que a secretária de Educação, Raquel Teixeira, embarcou no último dia 23 de maio para os Estados Unidos – com dinheiro público – para prestigiar evento ligado à Fundação Lemann. 

A informação, divulgada no Diário Oficial da última segunda-feira (23), choca não só pela realidade da educação no Rio Grande do Sul, mas por escancarar as reais intenções do governo Eduardo Leite/Ranolfo Viera Júnior (PSDB) com o ensino público gaúcho. 

A Fundação Lemann, que promoveu o evento do qual a secretária participou, é um dos projetos do segundo homem mais rico do Brasil – um dos principais atores por trás de movimentos que mascaram intenções privatistas com ideais de filantropia e empreendedorismo social, como o Todos pela Educação.

A organização incidiu de forma decisiva no texto final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – aprovada com atropelos no governo Temer (MDB) -, que autorizou a realização de até 30% do currículo do Ensino Médio na modalidade a distância.

Enquanto as escolas e os educadores(as) estaduais gaúchos sangram com o descaso, o atual governo quer entregar a gestão das escolas – e o dinheiro dos gaúchos(as) – para grandes empresários.

A farra do governo Leite/Ranolfo com o dinheiro da educação precisa acabar. O Rio Grande do Sul – quarto estado que mais arrecada no país – continua pagando o segundo pior salário do Brasil a seus trabalhadores(as) da educação. O que o ensino público gaúcho realmente necessita são políticas públicas que atendam as reais necessidades de quem está no chão da escola.

Estamos em um ano decisivo para o futuro da educação. Em outubro, lembre-se quem quer entregar o ensino para a iniciativa privada e quem defende a escola pública, laica, de qualidade para todos(as) e valoriza os educadores(as)!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O Conselho Geral do CPERS manifesta seu repúdio à PEC 206/2019, de autoria do Deputado Federal General Peternelli (União Brasil-SP), que ataca brutalmente um dos mais fundamentais direitos sociais, fixados pela Constituição, que é o acesso à educação de qualidade para todos(as).

A PEC 206, que entrou em pauta na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, na última terça-feira (24), propõe que as universidades públicas passem a cobrar mensalidade, indo na contramão da garantia essencial para a superação das desigualdades que persistem no Brasil.

O texto foi retirado da pauta da CCJ devido à ausência de seu relator, o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), favorável à proposta, mas poderá voltar em breve.

O principal argumento é de que a maioria dos estudantes que ingressam nas universidades públicas é oriunda de escolas particulares, de modo que, em detrimento dos demais, o financiamento público indiscriminado estaria beneficiando jovens já economicamente privilegiados.

Mas os dados mostram o contrário e apontam que a justificativa é completamente desatualizada e falaciosa.

Com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) – que reserva pelo menos 50% das vagas para estudantes oriundos integralmente do ensino público, associada ao avanço das políticas de ações afirmativas, em diversas universidades públicas -, o percentual de ingressantes de baixa renda e advindos de escolas públicas aumentou consideravelmente, passando a ser a maioria dos alunos(as) em muitas dessas instituições.

E mais: 70,2% dos estudantes das universidades federais têm renda mensal familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. Desses, 64,7% são oriundos de escolas públicas, conforme aponta Pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada em 2018.

Cabe destacar que a cobrança de mensalidades nas universidades públicas é uma orientação dos organismos internacionais do grande capital, cuja proposta, também, estava dentro do projeto Future-se, rejeitado pela grande maioria das universidades públicas do país. Tal medida está na direção da Reforma Administrativa e reforça a completa destruição dos serviços e do funcionalismo público no Brasil.

Se, de fato, se quer corrigir essa distorção e ampliar os recursos destinados ao financiamento do ensino público, o caminho não é a cobrança de mensalidades. Mais coerente seria cobrar mais impostos dos mais ricos e taxar as grandes fortunas e os dividendos de empresas, canalizando mais recursos para a educação.

A universidade pública e gratuita é um patrimônio do país e já vem sendo ameaçada de diversas maneiras pelo governo Bolsonaro (PL) e pelo capital financeiro, que custeia pesquisas somente para o mercado, privatizando a universidade por dentro. O Serviço Social Brasileiro é caudatário da luta histórica pela universidade pública; não aceitaremos essa ameaça.

Sabemos que essa falácia da mensalidade nas instituições públicas não garantirá acesso e permanência aos mais pobres, afunilando as desigualdades sociais, raciais e territoriais que vivemos no Brasil.

O CPERS defende que a universidade expresse a diversidade do país e da classe trabalhadora, com a permanência e inclusão de mais negros(as), mulheres, LBGTQIA+, quilombolas, ribeirinhos e pessoas com deficiência.

É imprescindível a vigilância e mobilização dos setores da sociedade civil na defesa de uma educação pública, laica, de qualidade, de acesso universal e socialmente referenciada. Precisamos enterrar de vez essa proposta. 

Não à PEC 206/2019! Não à mensalidade na Universidade Pública! 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

De forma perversa e extremamente violenta, Genivaldo Jesus Santos, 38 anos, foi assassinado em uma câmara de gás improvisada por policiais da Polícia Rodoviária Federal de Sergipe.

Mesmo obedecendo às ordens da abordagem, ele foi rendido e colocado dentro do porta-malas da viatura, onde foi obrigado a aspirar os gases de uma bomba de gás lacrimogêneo jogada dentro do carro. O compartimento só foi aberto quando o homem já não se mexia mais.

O sobrinho da vítima, que presenciou a situação, afirma que o tio sofria de transtorno mental e que, em nenhum momento, demonstrou resistência.

A crueldade foi filmada por testemunhas, o que não intimidou os policiais, que seguiram com a tortura. Nas imagens, é possível, inclusive, ver a fumaça saindo do local enquanto um dos policiais segura a porta.

As cenas estarrecedoras são o retrato do fascismo, que tem como prática a perversidade e a violência encorajada e perpetuada pelo governo Bolsonaro (PL).

A barbárie cometida pelos policiais rodoviários nos remete às câmaras de gás que assassinaram milhões de judeus, homossexuais, ciganos, deficientes físicos e mentais, considerados “inferiores” e perseguidos pelo nazismo.

A câmara improvisada pelos policiais é como um atestado de óbito à frágil democracia de nosso país.

Não há como ficar indiferente a isso. É urgente barrarmos essas ações genocidas, incentivadas por Bolsonaro e seus apoiadores, que banalizam a vida e aplaudem torturadores.

O CPERS exige a correta e urgente apuração dos fatos, com a devida punição aos envolvidos. Não é possível tolerar a impunidade, pois se corre o risco de que mais vidas sejam ceifadas de forma desumana. Seguiremos firmes na defesa da democracia e pelo respeito à vida de todas e todos!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O CPERS torna público o total repúdio ao “Projeto de Nação” e aos institutos General Villas Boas, Sagres e Federalistas, que são responsáveis pela criação de um documento desprezível que ataca todos os brasileiros e brasileiras.

Elaborado por militares dos institutos acima citados, o “Projeto de Nação – o Brasil em 2035” – concluído em fevereiro e lançado no dia 19 de maio com a presença do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) – impulsiona o país para a manutenção do bolsonarismo pelos próximos 13 anos.

O documento emula ideias geopolíticas do escritor Olavo de Carvalho (1947-2022), reproduz teses antiambientalistas, reforça críticas presidenciais à atuação do Judiciário e propõe planos economicamente liberais.

Coordenado pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-presidente da ONG Ternuma (Terrorismo Nunca Mais) – do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI, o departamento de repressão política durante a ditadura militar no Brasil -, o projeto é um ataque brutal à democracia brasileira e coloca em risco as eleições de 2022 ao ameaçar impedir que esse processo democrático se concretize, caso a conclusão das eleições não agrade o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Outro retrocesso apontado no documento é quanto à cobrança por aulas nas universidades públicas e pelo atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de 2025.

O CPERS defende que os governos das três esferas – federal, estadual e municipal – façam mais políticas públicas para a sociedade, ofertando educação, saúde e segurança de forma gratuita e de qualidade para todos e todas, e não o contrário, como é exposto no documento.

Não podemos permitir que um projeto criado por militares, traga novamente a realidade da ditadura e retire a democracia do povo brasileiro, conquistado com muito suor e coragem. Lutaremos até o final para que projetos como esse não avancem em nosso país!

Foto de capa: Instituto General Eduardo Villas Bôas

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES