Mesmo com a forte chuva que atingiu a capital nesta quinta-feira (30), estudantes, educadoras(es) e familiares reuniram-se em frente ao Palácio Piratini para um Ato Unificado — convocado pelo CPERS, a Atempa e o Simpa — em repúdio ao fechamento dos 1º anos nas escolas estaduais e dos 6º anos nas instituições de ensino municipais de Porto Alegre.

A deliberação da prefeitura de Sebastião Melo (MDB) e do governo de Eduardo Leite (PSD) prevê, a partir de 2026, o encerramento do 6º ano em 12 escolas municipais e do 1º ano em 21 escolas da rede estadual, sob a justificativa de uma “reorganização”. O ato também denunciou o fechamento de turmas do curso Normal/Magistério.

Essas medidas representam um grave retrocesso, sobretudo para as famílias mais vulneráveis, que já enfrentam altos índices de evasão escolar e podem perder o acesso ao Ensino Fundamental em uma mesma escola. Além disso, a decisão ignora a realidade territorial e as longas distâncias percorridas pelas(os) estudantes.

A diretora do CPERS, Joara Dutra, destacou a luta permanente que o Sindicato vem travando contra o processo de municipalização das escolas estaduais. “Desde 2023, percorremos diversos municípios, conversando com prefeitos e Secretarias de Educação. Nossa caminhada não começa agora, mas reforçamos a importância de momentos como este: é somente com mobilização e resistência das comunidades escolares que conseguiremos barrar essas medidas”, ressaltou a dirigente.

Durante o ato, representantes dos sindicatos e de escolas presentes reuniram-se com a Casa Civil, no Palácio Piratini, para solicitar uma audiência com o governo do Estado, com o objetivo de debater o tema de forma horizontal.

Após o ato no Piratini — marcado por falas contundentes e cartazes denunciando os desmandos dos governos municipal e estadual —, as(os) manifestantes seguiram em caminhada até o Paço Municipal, ampliando a denúncia à sociedade.

Também participaram do ato, representando a direção estadual do CPERS, as(os) diretoras(es) Sandra Santos, Vera Maria Lessês, Amauri Pereira da Rosa, Andréa Nunes da Rosa, Elbe Belardinelli e Guilherme Bourscheid

O 38° Núcleo (Porto Alegre – Zona Norte) foi representado por sua diretora-geral, Terezinha Bulle da Silva, e o 39° Núcleo (Porto Alegre – Zona Sul), por Neiva Ines Lazzarotto, também diretora-geral.

Falta de diálogo e decisões autoritárias

Outro ponto denunciado durante o ato foi a ausência de diálogo e a imposição dessas medidas, tomadas em gabinetes fechados, desconsiderando a realidade das comunidades e de todas(os) que serão diretamente atingidas(os) pelas mudanças.

Erik dos Reis, professor da EEEF Ministro Poty Medeiros, de Porto Alegre, reforçou a falta de diálogo com as escolas e as comunidades. “A Escola Estadual Poty Medeiros é um exemplo de como a situação não foi dialogada. Foi divulgada uma lista preliminar, e inicialmente nossa escola não constava nela. Três dias depois, o nome da Poty Medeiros apareceu na lista. Nós estamos aqui porque nos insurgimos contra essas decisões de gabinete, tomadas por governantes que atropelam nossos direitos e desconhecem o que é democracia e debate. Estamos aqui para defender nossas escolas, nossas famílias e nosso direito de sermos ouvidos!”, conclamou o educador.

Vale destacar que, para as(os) trabalhadoras(es) da educação, o cenário é de incerteza. A medida pode impactar diretamente a categoria, com a perda de locais de trabalho, já que muitas(os) profissionais não têm outra escola para realocação.

Estudantes atípicos e o impacto nas famílias

Entre os diversos relatos feitos durante o Ato, os das mães de alunas(os) atípicas(os) sensibilizaram todas(os) as(os) presentes. A socialização e a adaptação dessas(es) estudantes exigem maior atenção e podem ser gravemente prejudicadas com o fechamento das turmas.

Miriam Figueira da Silva, mãe de um estudante atípico da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lauro Rodrigues, destacou o impacto da decisão tomada sem o conhecimento da comunidade: “Quando escolhemos uma escola para nossos filhos, onde eles podem entrar no primeiro ano e ficar até se formar, é fundamental que permaneçam nela, inclusive pela dificuldade de locomoção. As pessoas já conhecem nossos filhos e estão acostumadas com eles.”

Ela ainda questiona: “Por que só ficamos sabendo dessa situação pela escola? Nossa opinião não vale nada? Estamos aqui, debaixo de chuva, enquanto eles decidem o que é melhor para eles, e não para nossos filhos. Viemos levantar a voz pelos nossos filhos, porque fomos nós que escolhemos essas escolas e queremos que eles se formem nelas. Queremos manter esse vínculo.”

Resistência e mobilização: os próximos passos

O CPERS reitera seu compromisso com a categoria e com a comunidade escolar e reafirma que seguirá mobilizado e acompanhando os desdobramentos deste processo. 

Reforçamos o chamado às comunidades das escolas ameaçadas — ou que venham a receber qualquer prenúncio de municipalização: RESISTAM! O Sindicato vem alertando educadoras(es) e a sociedade sobre essa ameaça há tempos, e ela se torna cada vez mais real. 

Graças à resistência, diversas tentativas de municipalização já foram barradas. Por isso, é imprescindível que pais, estudantes e trabalhadoras(es) da educação permaneçam firmes na luta para conter o avanço dessa política.

Audiências públicas, reuniões com as comunidades escolares, abaixo-assinados e pressão sobre deputadas(os), vereadoras(es), secretárias(os) de Educação e prefeitas(os) são algumas das ações recomendadas.

É possível, sim, evitar mais este ataque do governo Eduardo Leite (PSD) — mas só conseguiremos com a união e a força das comunidades escolares!

>> Confira mais fotos: 

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Nesta quarta-feira (29), ocorreu a Marcha Nacional do Serviço Público contra a Reforma Administrativa (PEC 38), em Brasília. A manifestação foi convocada pela CUT, centrais sindicais, confederações, entre elas a CNTE, e federações de trabalhadoras(es), com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O ato reuniu milhares de servidoras(es) públicas(os) de diversas categorias na Esplanada dos Ministérios, em defesa do Estado brasileiro e da valorização do serviço público.

O CPERS se somou à atividade, representado por membros da Direção Central do Sindicato: a presidente, Rosane Zan, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es): Andréa da Rosa, Daniela Peretti, Elbe Belardimelli, Guilherme Bourscheid, Luiz Henrique Becker, Sandra Regio, Sandra Santos, Sandra Silveira e Vera Lessês.

Para a presidente do CPERS, Rosane Zan, a atividade é um marco de resistência e união das categorias em defesa do serviço público e dos direitos das(os) trabalhadoras(es). “A Marcha Contra a Reforma Administrativa intensifica a importância da defesa dos servidores públicos pelos serviços que prestamos para à sociedade em cada canto do país, tanto na educação, saúde e segurança. Mostramos a nossa unidade em defesa do serviço público, nesta marcha que foi tão potente e grandiosa”, avalia.

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou que o movimento expressa a indignação de todas(os) as(os) servidoras(es) diante do que chamou de um retrocesso histórico. “Nessa Marcha, queremos mostrar a nossa indignação com essa falsa Reforma Administrativa, que significa a gente retroceder em tudo aquilo que já conquistamos legalmente com muita luta. Uma categoria que sempre tem seus direitos sendo retirados, e todas as esferas do serviço público reunidas gritam: ‘não, à Reforma Administrativa’”, declarou.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, a manifestação chamou a atenção de parlamentares e da sociedade para os riscos que a proposta representa aos direitos das(os) trabalhadoras(es) e à qualidade dos serviços prestados à população.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, também participou da mobilização e reforçou o caráter democrático da luta contra a Reforma Administrativa. “Estamos aqui em Brasília, na Marcha contra uma medida que quer mudar a Constituição Federal, e fazer uma reforma que desmonta o princípio do Estado Democrático de Direito e tenta impor um Estado de empresa, um Estado gerencial, que retira os direitos da população à educação, à saúde, à vida e às políticas públicas. Por isso estamos aqui mobilizados. Sigamos firmes na luta”, afirmou.

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, destacou a importância da unidade das centrais e das categorias para barrar o avanço da proposta. “É muito importante, porque todas as vezes que estivemos juntos e unidos, todas as centrais e todas as esferas, a gente venceu e agora não vai ser diferente. O deputado Pedro Paulo quer enganar o povo dizendo que a reforma é para melhorar a vida do servidor. Se fosse, que construíssem um projeto com os servidores discutindo, e não com setores patronais, que claramente querem de volta a famigerada PEC 32. E nós não podemos ter dúvidas disso, porque eles estão discutindo a PEC 32 com outro nome. E se nós derrotamos ela uma vez, faremos de novo”, declarou.

A mobilização desta quarta-feira reforçou o compromisso da CNTE e das demais entidades do funcionalismo com a defesa do serviço público, da educação e dos direitos da classe trabalhadora. De forma única, as(os) manifestantes reafirmaram que a Reforma Administrativa não é uma solução para o país, mas um ataque ao Estado e à população que dele depende.

Fonte: CNTE

>> Confira mais fotos: 

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Na tarde desta quarta-feira (29), aproveitando a passagem por Brasília para participar do ato contra a Reforma Administrativa, uma delegação do CPERS esteve no Supremo Tribunal Federal (STF) para reforçar a exigência pela retomada da ADI 6254 na pauta de julgamentos.

A ação trata da cobrança de contribuição previdenciária de servidoras(es) aposentadas(os) do Estado do Rio Grande do Sul e segue pendente de deliberação.

Na ocasião, a presidente do Sindicato, Rosane Zan, protocolou um ofício na assessoria do presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, ressaltando a urgência da retomada e a responsabilidade dos ministros diante da realidade enfrentada por milhares de educadoras(es) que dedicaram suas vidas à educação pública.

O CPERS seguirá na luta e intensificará a pressão, em todas as instâncias, por dignidade e justiça para as(os) educadoras(es) aposentadas(os) do Rio Grande do Sul!

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Nesta terça-feira (28), o CPERS participou da reunião do Coletivo Jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Brasília. Advogadas(os) das entidades filiadas à CNTE, dirigentes e assessoras(es) se reuniram para debater a conjuntura jurídica e política da educação pública, com foco nas pautas do piso do magistério, da valorização profissional, da carreira e da defesa do serviço público.

Estiveram representando o CPERS a presidente do Sindicato, Rosane Zan, e o advogado da assessoria jurídica da entidade, Marcelo Fagundes. Também estava presente o 2º vice-presidente, Edson Garcia, que compõe o Coletivo Jurídico e Legislativo da Confederação.

O encontro é um importante espaço para debater e traçar as estratégias da categoria frente aos desafios impostos à educação. Reafirmamos nosso compromisso em lutar, no âmbito judicial e legislativo, pela valorização das(os) profissionais da educação e na qualidade do serviço público oferecido à população.

> Confira a nota da CNTE completa: 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou, nesta terça-feira (28), mais uma reunião do Coletivo Jurídico, em Brasília.

O encontro reuniu advogados/as das entidades filiadas de todo o país, dirigentes e assessores para analisar a conjuntura jurídica e política da educação pública, com destaque para as ações que tratam do piso do magistério, da valorização profissional, da carreira e da defesa do serviço público.

O secretário de Assuntos Jurídicos e Legislativos da CNTE, Edson Garcia, abriu a reunião reforçando a importância do alinhamento entre as assessorias jurídicas e a direção da entidade diante do cenário de disputas no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso Nacional.

“Nosso papel é manter a categoria informada e atuar estrategicamente para garantir a valorização dos profissionais e a defesa da educação pública”, afirmou.

A vice-presidenta da CNTE, Marlei Fernandes, destacou o papel histórico do coletivo e a necessidade de vigilância permanente diante de propostas que ameaçam direitos conquistados.

Responsável pela exposição técnica, Eduardo Ferreira, assessor Jurídico da CNTE, apresentou um panorama das principais ações que envolvem a entidade e as lutas do magistério nos tribunais superiores. Ele detalhou os oito eixos centrais debatidos durante a reunião: Piso, Carreira, Jornada Extraclasse, Escolas Cívico-Militares, Reforma Administrativa e Privatização Escolar, Previdência, Confef/Cref e Precatórios Fundef-Fundeb.

No eixo do rateio e do piso, Eduardo explicou que uma das questões mais importantes é a destinação dos recursos do Fundeb em municípios onde sobra dinheiro, muitas vezes por ausência de supersalários ou políticas de valorização. A CNTE orienta seus sindicatos a não incentivar o rateio imediato, destacando que o benefício anual distribuído corretamente ao longo do ano gera valorização contínua e impactos positivos na carreira e aposentadoria, inclusive para aposentados com direito à integralidade e paridade.

Piso Salarial

Sobre o piso nacional, o debate envolveu diversos aspectos: a atualização do piso pelo INPC mais um percentual da receita do Fundeb, a discussão sobre incorporá-lo ao nível superior, a extensão do benefício para professores temporários e o acompanhamento das ações ADI 4848 e 7516, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Também foi debatido o Tema 1308, sobre incidência do piso para temporários, e o Tema 1324, que questiona a constitucionalidade de portarias do MEC sem lei local, com impacto direto no reajuste anual do piso. Eduardo enfatizou a preocupação com experiências de flexibilização do conceito de piso, como casos no Pará e no Rio Grande do Sul, em que gratificações históricas foram utilizadas como referência de piso.

Carreira

No eixo da carreira, a CNTE acompanha o Tema 1218, que trata do reconhecimento da paridade entre ativos e aposentados, em julgamento com repercussão geral no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça. A entidade busca atuar como amicus curiae para garantir que o piso continue sendo referência de valorização e que os reflexos na carreira sejam respeitados. Eduardo também destacou debates sobre a contratação de bancas externas para análise de ações judiciais envolvendo professores aposentados, exemplificando casos do Estado de São Paulo, em que a mobilização da CNTE e de sindicatos filiados foi essencial para defesa dos direitos da categoria.

No eixo da jornada extraclasse, foi reafirmado que um terço da carga horária deve ser destinado ao planejamento e formação, conforme decisões do Superior Tribunal de Justiça, garantindo condições adequadas de trabalho e valorização profissional.

Quanto às escolas cívico-militares, apesar da revogação de decretos federais, ainda existem leis estaduais em vigor, que exigem acompanhamento jurídico e político contínuo.

Reforma Administrativa 

No tema da Reforma Administrativa (PEC 38/2025), Eduardo alertou que a proposta ameaça o regime jurídico único e abre caminho para a precarização do serviço público. A CNTE reforçou sua participação na marcha nacional em Brasília e seu acompanhamento como amicus curiae na ADI 7684/PR, que questiona a privatização de funções públicas.

Sobre a previdência, a entidade acompanha de perto as ADIs 6254 e correlatas, que questionam dispositivos da Reforma da Previdência (EC 103/2019), alertando para os chamados “confiscos extraordinários”. A CNTE planeja solicitar audiência com o ministro Edson Fachin, novo presidente do STF, para agilizar julgamentos e garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores da educação.

No eixo Confef/Cref, a CNTE defende que professores concursados devem estar submetidos ao Estatuto do Magistério e não obrigados à filiação nos conselhos de educação física.

Quanto aos Precatórios Fundef-Fundeb, Eduardo destacou a importância de ações que busquem garantir a destinação correta dos recursos para valorização profissional, evitando desvios e má gestão, como exemplificado por municípios do Amapá, onde há problemas recorrentes na aplicação dos fundos.

Atuação conjunta com entidades

A reunião encerrou-se com o consenso de que a atuação articulada entre assessorias jurídicas, direção da CNTE e sindicatos filiados é fundamental para enfrentar os desafios legais e políticos que impactam a educação pública. Ficou definido que o acompanhamento das ações no STF e no Congresso Nacional será intensificado, com especial atenção aos temas do piso, da carreira e do rateio do Fundeb, além da preparação para futuras medidas que possam afetar direitos adquiridos.

A CNTE reafirmou seu compromisso de atuar de forma estratégica e contínua, garantindo que cada decisão judicial ou legislativa reflita na valorização dos profissionais da educação e na qualidade do serviço público oferecido à população.

Fonte: CNTE

>> Confira mais fotos: 

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A PEC 38/2025, também conhecida como Reforma Administrativa, está tramitando no Congresso Nacional e suscitando debates por toda a sociedade. Com a justificativa de tornar o serviço público mais ágil e moderno desculpas falaciosas sempre utilizadas para avançar sobre o que pertence às(aos) trabalhadoras(es) a Proposta pode caçar direitos adquiridos e ainda instalar uma política meritocrática neoliberal no funcionalismo.

Porém, essa PEC não seguirá seu trâmite sem antes se deparar com uma valente mobilização das(os) servidoras(es) públicas(os). A começar pela Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, manifestação que acontece, nesta quarta (29), com participação do CPERS, da CNTE e de demais sindicatos que representam o funcionalismo. A atividade, que deverá tomar as ruas da capital do país, mostrará às(aos) parlamentares que essa Proposta precisa ser revista.

Para fortalecer a mobilização em Brasília, todas(os) as(os) servidoras(es) podem registrar seu voto e a sua insatisfação com a PEC na enquete aberta pela Câmara dos Deputados. No texto da enquete, vemos palavras como “aperfeiçoar” e trechos como “promover a transformação digital”, engodos que, no fim, resultarão somente na abertura de contratações temporárias e de ainda mais espaço para a iniciativa privada na esfera pública.

>>> Faça o registro com seu gov.br e vote aqui na enquete da Câmara dos Deputados!

A proteção do serviço público não é somente de interesse das(os) próprias(os) servidoras(es). São trabalhadoras(es) protegidas(os) por sua estabilidade que são capazes de denunciar problemas sem medo de represálias e são, também, essas(es) servidoras(es) que, abastecidas(os) de condições adequadas de trabalho e valorizadas(os), proporcionam o bem-estar da população.

A mobilização é urgente! Deputadas(os) não podem patrolar o funcionalismo brasileiro sem antes enfrentarem a nossa resistência! E a respeito do que aconteceu com a PEC da Blindagem – barrada graças a manifestações populares – faremos a Reforma Administrativa emperrar!

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

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Proposto pelo governo Lula (PT), o Projeto de Lei 1087/2025, que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350,00, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para votação no Plenário do Senado.

A medida representa um passo importante na valorização dos serviços públicos e na recomposição do poder de compra das(os) trabalhadoras(es), especialmente das educadoras(es) gaúchas(os), da ativa e aposentadas(os), que convivem há anos com salários defasados e alta carga tributária.

De acordo com um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), baseado em dados do Portal da Transparência do Estado, mais de 140 mil servidoras(es) da educação poderão ser diretamente beneficiadas(os), o equivalente a 88,2% do total da Secretaria da Educação (SEDUC). Considerando a média salarial da categoria, 82,2% das(os) educadoras(es) poderão deixar de pagar o imposto ou terão uma redução no desconto em folha.

Na prática, o impacto é concreto, confira: 

Com isso, o governo Lula (PT) corrige uma distorção histórica e promove mais justiça tributária, garantindo que quem ganha menos pague menos e que os recursos permaneçam no bolso das(os) trabalhadoras(es), ajudando a movimentar a economia local e a melhorar a qualidade de vida da categoria.

Simule seu ganho com a calculadora do DIEESE

Além do estudo, o DIEESE também desenvolveu uma calculadora online que permite a cada servidora(or) simular o impacto do projeto de IR em seu salário mensal. Clique aqui para conferir!

Use a ferramenta, compartilhe com suas(eus) colegas e mostre como a mudança beneficia a maioria das(os) educadoras(es) da rede estadual.

O que falta para garantir a aprovação do projeto?

O Projeto de Lei 1087/2025 depende agora de aprovação no Senado Federal. Para que o alívio chegue ao bolso das(os) trabalhadoras(es) já em 2026, é fundamental que a categoria se mantenha informada e mobilizada:

• Acompanhe a tramitação do projeto através das redes do CPERS, CNTE e CUT;
• Envie mensagens às(aos) senadoras(es) exigindo apoio à proposta;
• Divulgue os dados e a calculadora do DIEESE nas redes sociais e escolas;
• Participe das ações do CPERS em defesa dessa conquista.

A atualização da tabela do IR é um passo importante para a justiça fiscal e a valorização das(os) servidoras(es)! Mobilize-se! 

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O CPERS convoca todas as educadoras e os educadores da rede estadual — professoras(es), funcionárias(os) e especialistas, da ativa e aposentadas(os) —, para um grande Dia de Paralisação e Ato Estadual, em Porto Alegre.

No dia 11 de novembro, a partir das 9h, com concentração em frente ao IPE Saúde, denunciaremos o arrocho salarial imposto pelo governo Eduardo Leite (PSD), que insiste em tratar o funcionalismo público com descaso, enquanto investe em marketing e propaganda para mascarar a falta de valorização real. Após, seguiremos em caminhada até o Palácio Piratini para a realização do Ato Público Estadual, a partir das 10h.

>> Entre as principais pautas, reivindicamos:

> Reposição salarial de 15,2% para todas(os) as(os) as(os) trabalhadoras(es) da educação, da ativa e aposentadas(os);
> Aprovação das emendas do CPERS à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, garantindo recursos para a valorização salarial e melhores condições de trabalho;
> Defesa do IPE Saúde público e de qualidade e contra o sucateamento e o desmonte dos serviços oferecidos às seguradas e aos segurados.

“Não aceitamos mais migalhas nem promessas vazias! A educação pública do Rio Grande do Sul exige respeito, salários justos e condições dignas de trabalho. É hora de mostrarmos novamente a força da nossa categoria e pressionar o governo Leite e a sua base aliada na Assembleia Legislativa por respostas concretas”, conclama a presidente do Sindicato, Rosane Zan.

Contate o seu Núcleo do CPERS e saiba como participar!
Venha com o Sindicato exigir menos marketing e mais valorização real! Mobilize-se! 

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Em uma noite de celebração e memória coletiva, o CPERS lançou, nesta segunda-feira (27), no Cine Bancários, em Porto Alegre, o minidocumentário “Avante, educadores, de pé: os 80 anos do CPERS Sindicato”. A produção audiovisual marca a consolidação de oito décadas de resistência, organização e protagonismo das(os) trabalhadoras(es) da educação, além de também apontar para o futuro, reforçando o compromisso permanente da entidade com a democracia, a justiça social e a valorização da escola pública como instrumento de transformação.

O filme, que relembra momentos emblemáticos da trajetória da entidade e traz reflexões sobre os desafios e conquistas que moldaram sua história, é resultado de um amplo processo de construção coletiva. Cada núcleo do CPERS indicou uma(um) representante para contribuir com depoimentos e resgates históricos que atravessam o tempo — da fundação do Sindicato, em 21 de abril de 1945, passando pelos anos de chumbo da ditadura militar, até os desafios contemporâneos impostos à categoria e ao ensino público.

Hoje celebramos 80 anos de história construídos por cada educadora e educador que passou por aqui, cada qual com sua forma de organização, ajudando a erguer esse gigante que é o CPERS. Revisitar as memórias daqueles que fizeram essa trajetória é fundamental. Sem a atuação de cada uma e cada um na ponta não teríamos realizado as grandes mobilizações que marcaram essas oito décadas. Todos que estão aqui sabem da relevância desse momento. A atual direção do CPERS trabalha com diálogo, participação e respeito, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas na base. Estar aqui hoje é reafirmar essa construção coletiva e revisitar memórias que nos emocionam. Mesmo diante de tantas agruras enfrentadas neste último período, seguimos firmes. Viva o CPERS!”, destacou Rosane Zan, presidente do Sindicato.

A atividade contou com a presença de ex-presidentes, representantes dos 42 núcleos e da Direção Central. Ao final da exibição, educadoras(es) hastearam as bandeiras amarelas do CPERS e entoaram o hino do Sindicato, em um momento de celebração à trajetória de lutas da entidade.

Agora, o minidocumentário será lançado nos núcleos do CPERS e, posteriormente, disponibilizado para todas e todos que desejarem conhecer um pouco mais sobre os momentos emblemáticos da trajetória da entidade.

Vale destacar que o lançamento da obra faz parte de um calendário vibrante de celebrações, iniciado em abril deste ano e que se estende até o próximo. Na programação, ainda estão previstos o lançamento de um livro — com evento marcado para o dia 13 de novembro, na Feira do Livro de Porto Alegre — e uma exposição fotográfica na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, entre os dias 10 e 14 de novembro.

Oito décadas de lutas e conquistas

Fundado em 21 de abril de 1945, o CPERS nasceu sob o signo da reconstrução. Em um mundo que saía dos horrores da Segunda Guerra Mundial, um grupo de professoras gaúchas(os) reuniu-se em Porto Alegre movido pela convicção de que a educação pública seria o alicerce de uma sociedade mais justa e democrática. Desde então, o Sindicato tem sido voz ativa nas grandes transformações sociais e políticas, reafirmando seu papel de vanguarda na luta sindical do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Ao longo de oito décadas, o Sindicato enfrentou governos autoritários, políticas de desvalorização e inúmeras tentativas de silenciamento. Passou pela ditadura militar resistindo ao cerceamento de direitos, organizou greves históricas, promoveu mobilizações que marcaram a memória política do estado e garantiu conquistas fundamentais — como planos de carreira e a gestão democrática nas escolas.

Em cada capítulo de sua trajetória, o CPERS reafirmou seu papel de protagonista na defesa da escola pública e das(os) professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas, da ativa e aposentadas(os). Da repressão à redemocratização, das marchas às ocupações, das negociações às vitórias jurídicas, o Sindicato construiu uma identidade forjada na solidariedade e na consciência de classe.

Hoje, com cerca de 80 mil associadas(os), o CPERS é um dos maiores sindicatos da América Latina, símbolo da persistência e da força coletiva de uma categoria que entende a educação como ato político e libertador, porque educar é resistir, e resistindo lutamos por um futuro melhor todos os dias.

>> Confira mais fotos: 

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A Praça da Matriz, em São Luiz Gonzaga, transformou-se, nesta sexta-feira (24), em um verdadeiro palco de saberes e criatividade. Foi ali que aconteceu uma das últimas etapas regionais da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, promovida pelo 33º Núcleo do Sindicato, reunindo 15 projetos que somam na revelação da potência da educação pública gaúcha. 

Professoras(es), funcionárias(os) de escola, estudantes e comunidades se uniram em torno de um mesmo propósito: mostrar que a educação pública é essencial para o desenvolvimento social e humano do Rio Grande do Sul.

O evento, que antecede a Mostra Estadual, marcada para o dia 28 de novembro, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, é mais um capítulo de uma trajetória coletiva que atravessa os 42 núcleos regionais do CPERS, reconhecendo o esforço diário de quem faz da escola um espaço de construção de conhecimento, de acolhimento e de transformação.

O 2º vice-presidente e coordenador da Comissão de Educação do CPERS, Edson Garcia, destacou a importância da Mostra como um instrumento de valorização da escola pública e de fortalecimento do trabalho coletivo:

“Nesta Etapa Regional, aqui no Núcleo de São Luiz Gonzaga, vemos o resultado concreto do trabalho coletivo das escolas. No dia 28 de novembro, os projetos que se destacarem aqui terão a oportunidade de representar a região na Mostra Estadual, em Porto Alegre, no mesmo espaço da Feira do Livro, que dialoga diretamente com o conhecimento, a leitura e a cultura. O objetivo da Mostra é reconhecer experiências que inspiram, que representam o esforço e o talento de todas e todos. Os trabalhos apresentados hoje são expressão de compromisso, criatividade e dedicação — e isso, por si só, já é motivo de orgulho para todos nós”, ressaltou Edson.

Para Sandra Silveira, membro da Comissão de Educação do Sindicato, a Mostra é um ato político e um símbolo da resistência da educação pública gaúcha:

“A Mostra representa a força, a criatividade e a resistência da educação pública. Aqui, no Núcleo de São Luiz Gonzaga, vemos o resultado concreto do compromisso dos nossos educadores e estudantes, que mesmo diante das dificuldades, continuam produzindo conhecimento, arte e transformação social dentro da escola pública. Os projetos apresentados aqui carregam o esforço diário de quem acredita na escola pública como espaço de emancipação e justiça social”, asseverou.

O diretor Leandro Parise também participou da atividade, reforçando o compromisso da Direção Central com a valorização das práticas pedagógicas e do protagonismo da escola pública.

A abertura do evento contou com apresentações culturais das(os) estudantes da EEEM Padre João Baptista Reus, de uma das integrantes do duo Irmãs Madruga e da música vencedora do 4º Canto dos Sete Povos, ressaltando a integração entre arte e educação.

O projeto “Robótica Sustentável – Soluções Tecnológicas para um Futuro Ecoconsciente”, desenvolvido pela EEEF Professora Amália Germano de Paula, de São Luiz Gonzaga, com estudantes do 6º ao 9º ano, sob orientação da professora Loiva Mulling, foi um dos apresentados nesta etapa regional.

“Nosso projeto uniu criatividade, tecnologia e responsabilidade ambiental. Desenvolvemos robôs e mecanismos com materiais recicláveis, mostrando que é possível transformar o que seria lixo em conhecimento e inovação. O mais importante é compreender que a robótica não se resume a construir robôs. Ela envolve processos de criação, lógica, trabalho em equipe e resolução de problemas. Aprendemos sobre tecnologia, colaboração, criatividade e consciência ambiental”, explicou a estudante Manuela Dal Santo.

Outro projeto apresentado foi o “Construindo o Fundo do Mar Perfeito”, orientado pelas professoras Junara Nunes e Adriana Zimmer, com alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, da mesma escola.

A professora Adriana Zimmer descreveu a proposta: “O projeto nasceu da vontade de despertar nas crianças uma primeira noção de conscientização ambiental, abordando temas como a poluição, o descarte de lixo e a importância de cuidar da vida marinha. Cada aluno construiu o seu próprio fundo do mar, representando como imaginava um ambiente perfeito, limpo e saudável. A ideia era permitir que cada criança expressasse, com criatividade, o que entende por um mundo melhor. O projeto mostrou que, mesmo desde cedo, as crianças são capazes de compreender e transformar o mundo ao seu redor — e que educar é, acima de tudo, formar consciência e compromisso com a vida.”

A avaliação dos projetos ficou a cargo da comissão julgadora composta por Neiva Terezinha Genro Ojopi, Mirian Nascimento Manzoni e Maria Ivone de Ávila Oliveira.

Do Núcleo, participaram a diretora-geral, Tania Celeste Batista Marchi, o vice-diretor, Joner Alencar Marchi Nascimento, a secretária, Eni Araujo Malgarim, a tesoureira, Delci Maria Griebeler Hendges, além das diretoras, Viviani Beatriz Cattelan, Ilara Maria Culpo, Arlete Ferreira da Rocha, Marisa Dri da Luz e Miriam Terezinha Vargas Heineck.

Com o tema “Valorização começa com reconhecimento”, a Mostra Estadual deste ano reafirma a importância de olhar para o que é produzido dentro das escolas públicas, consolidando-se, assim, como um espaço de diálogo entre teoria e prática, evidenciando que o conhecimento que nasce nas salas de aula ultrapassa o currículo: ele brota da realidade, da experiência coletiva e da busca por soluções para os desafios contemporâneos.

>> Confira, abaixo, os projetos selecionados para a Etapa Estadual da Mostra:

> Ensino Fundamental – Anos Iniciais: 

Projeto: Poluição dos Rios: Impactos à Vida da População
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Profª Amália Germano de Paula

Projeto: Reciclar Para Preservar: O Tempo Não Apaga o Lixo
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Profª Amália Germano de Paula

> Ensino Fundamental – Anos Finais: 

Projeto: Ecologia em Fragmentos: A Natureza que Resiste
Escola: Escola Estadual de Ensino Fundamental Profª Amália Germano de Paula

Projeto: Na Bagagem, a Alma da Terra: Escritores Indígenas
Escola: Instituto Estadual Rui Barbosa

> Ensino Médio

Projeto: Estamos Aqui: Somos a Geração Z
Escola: Escola Estadual de Ensino Médio São Luiz

Projeto: Olho por Olho, Dente por Dente: O Preço do Vandalismo na Escola
Escola: Instituto Estadual Rui Barbosa

Projeto: Desvalorização da Carreira Docente
Escola: Instituto Estadual Rui Barbosa

O CPERS se prepara para a Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica, que reunirá, em Porto Alegre, os projetos selecionados nas etapas locais. A atividade, marcada para o dia 28 de novembro, na Praça da Alfândega, dentro da estrutura da Feira do Livro, será um grande encontro de ideias, experiências e histórias que traduzem o cotidiano e a força da escola pública gaúcha. A atividade é aberta ao público! Participe!

>> Confira, no vídeo, o convitedo 2º vice-presidente do CPERS e coordenador da Comissão de Educação do Sindicato:

>> Confira, abaixo, mais fotos da 6ª Mostra, em São Luiz Gonzaga:

 

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Na tarde desta sexta-feira (24), o CPERS esteve presente na Audiência Pública sobre a revisão geral dos salários no orçamento de 2026, promovida pela Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado (CSSP) da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Leonel Radde (PT). A atividade reuniu diversos sindicatos e organizações representantes das(os) servidoras(es) públicas(os) para debater as reivindicações e estratégias.

Os salários das(os) educadoras(es) gaúchas(os) permanecem defasados há anos. Mesmo assim, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 não prevê recursos para a valorização salarial das(os) trabalhadoras(es).

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, compôs a mesa do encontro e usou o espaço para denunciar as políticas de afronta à categoria nos últimos anos, sob ordens do governador Eduardo Leite (PSD), que frequentemente afirma priorizar a educação: “Saúdo em especial os professores e funcionários de escola, tanto da ativa quanto aposentados, que estão hoje aqui, e que entendem toda essa agrura que a gente viveu no último período. Nós da educação, temos sofrido ataques em todos os âmbitos, não somente nas questões salariais. Vivemos, no último período, uma grande miserabilidade. Eu acredito que todos nós, servidores públicos, precisamos da unidade entre nós, independente das nossas diferenças de condução e luta. Estamos juntos e vamos continuar na luta!” 

Coincidentemente, o encontro acontece dois dias após o anúncio do governo do Estado do reajuste de míseros R$ 26,90, no auxílio-alimentação das(os) servidoras(es). A decisão reflete a bruta realidade vivida pela categoria cotidianamente. 

O CPERS, em parceria com a CUT-RS e a CTB RS, protocolou na Assembleia Legislativa uma emenda constitucional ao PL que define a LOA 2026, acrescentando ao texto a recomposição salarial de 15,2% para todas(os) as(os) educadoras(es) da rede estadual. O percentual tem como base um estudo técnico do DIEESE, que reuniu 17 argumentos econômicos, legais e sociais que comprovam a capacidade do estado e a urgência do reajuste.

Por esse motivo, o Sindicato está convocando um ato para o dia 11 de novembro, com concentração às 9h. O trajeto sairá do IPE Saúde em direção ao Palácio Piratini. A estratégia é pressionar os parlamentares para o reajuste, que, caso seja negado, agravará ainda mais a qualidade dos serviços públicos, e a desvalorização salarial das(os) profissionais que dedicam suas carreiras à educação pública.

Também estavam representando o CPERS a secretária-geral, Suzana Lauermann, e a diretora, Sandra Santos. 

Basta de migalhas. Reajuste já!

> Confira mais fotos da audiência: 

 

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