Menos da metade dos estudantes brasileiros (39%) tiveram acesso as aulas de reforço durante o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19, o que aumentou a desigualdade educacional.

Os dados são da pesquisa “Educação na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, realizada pelo Datafolha, que traça os desafios na recomposição da educação básica com a volta das aulas presenciais no Brasil e mostra que falta de investimento na pandemia prejudicou a educação.

Segundo o levantamento, 34% dos alunos do ensino médio receberam apoio psicológico, outros 28% estão fortemente inclinados a abandonar os estudos. No Norte e Nordeste a situação é ainda pior, sobretudo em unidades das redes municipais.

Para a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Dra. Marilda Gonçalves Dias Facci, o resultado da pesquisa reflete a falta de investimento na educação pública brasileira, sobretudo durante a pandemia de Covid-19. Para ela, os professores se sentem amedrontados, desvalorizados, por conta do pouco investimento na educação pública. “Vivemos uma situação de exploração da classe trabalhadora em relação ao seu trabalho”, diz.

“Temos que trabalhar com política de valorização do trabalho do professor, dar estrutura física, ou seja, uma infraestrutura na escola para que os professores e alunos possam ter um ambiente adequado, o docente para ensinar e o discente aprender”, continua a professora.

Após dois anos de pandemia, professores/as e estudantes ainda lidam diariamente com diversos desafios como a ausência de estrutura em salas de aulas, dificuldade de adaptação ao ensino remoto, perda da convivência com o meio escolar, falta de estudo adequado para o Enem, e até a falta de merenda escolar, que é uma das poucas refeições nutritivas feitas no dia.

Omissão do governo

De acordo com um relatório aprovado no mês passado pela Comissão de Educação da Câmara, o governo de Jair Bolsonaro foi omisso nas ações para reduzir os impactos negativos da pandemia na educação.

Muitas escolas foram fechadas, muitos alunos ficaram sem internet e sem conseguir ter acesso às lições, o que resultou nos efeitos negativos na educação básica. O relatório concluiu ainda que o Ministério da Educação teve um desempenho precário e falhou na coordenação de políticas educacionais, deixando estados e municípios desamparados.

O pesquisador de políticas educacionais e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Fernando Cássio, afirma que o governo federal aprofundou a desigualdade educacional no Brasil, que teve início com o governo de Michel Temer (MDB).

“O governo do Bolsonaro aprofundou uma série de coisas com agendas educacionais reacionárias que são relacionadas ao retrocesso. O MEC está mais preocupado em fazer balcão de negócios, loteamento e enfiar políticas contra raça, gênero, etc.”, afirma.

Pais relataram dificuldade

A pandemia impactou na rotina da casa e muitos pais se sentiram sobrecarregados e relataram dificuldade de conciliar o trabalho com aulas online dos filhos. Para a maioria dos pais, a falta de equipamentos adequados em casa, como computadores e celulares, foi um dos principais problemas enfrentados durante a suspensão das aulas presenciais.

De acordo com dados da UNICEF, para se ter uma ideia do impacto devastador da Covid-19 na educação, mais de 137 milhões de crianças e adolescentes ficaram sem atividades escolares na América Latina e no Caribe. Se contarmos apenas o Brasil, são 4 milhões de estudantes do ensino fundamental sem acesso a nenhuma atividade escolar.

Segundo Marilda, além dessas dificuldades, há muitos professores e professoras afastados da sala de aula por adoecimento – houve um acirramento da precarização do trabalho.
“Com a pandemia as condições de trabalho só pioraram porque o professor ou a professora teve que trabalhar por conta própria, utilizar os seus recursos e equipamentos e sua própria casa para dar aula”, reitera.

Fonte: CNTE

 

 

 

 

 

 

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Nesta terça-feira (2), o CPERS voltou à estrada com a Caravana pela Democracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas. 

Os primeiros núcleos visitados foram os de São Borja (16° Núcleo) e Uruguaiana (21° Núcleo). Na ocasião, os dirigentes do Sindicato conversaram com a categoria sobre o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul e também em âmbito nacional.

Confira no vídeo o recado do presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, durante visita à primeira escola desta caravana, a EEEM Dr. João Fagundes, em Uruguaiana:

Durante a visita, Alex ainda reforçou que o objetivo do Sindicato é promover o debate e a reflexão junto aos colegas, mostrar a história, comparar experiências, projetos e compromissos e apontar perspectivas para vencer a crise geral da sociedade e tornar a educação referência e suporte para um novo tempo, livre do autoritarismo e das políticas de privatização e exclusão.

“Nós não estamos aqui para falar em quem vocês devem votar, nós estamos aqui para debater que projeto interessa para a educação pública e os educadores, o novo Ensino Médio nos interessa? O fim dos serviços públicos nos interessa? Darcy Ribeiro já dizia: a crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto, por isso, precisamos nos manter atentos e informados”, destaca Saratt. 

Luta histórica pela democracia 

Já em 1979, o magistério foi a primeira categoria do estado e a segunda do Brasil a entrar em greve após o golpe militar.

A coragem dos educadores(as) mostrou que novos tempos estavam chegando e serviu de alento a trabalhadores(as) de todas as carreiras, que sufocaram seus anseios durante todo o período repressivo.

Com o exemplo das décadas passadas, o CPERS busca manter esse debate. O diretor do Sindicato, Cássio Ritter, reforça que essa luta é de todos(as). 

“Independente do governo que vier, nós precisamos nos mobilizar para recuperar o que nos roubaram. Nos anos 70 o CPERS foi um dos primeiros sindicatos a sair as ruas para defender a democracia na época da ditadura, por isso, entendemos, que nesse momento de nova ameaça aos nossos direitos precisamos reagir e resistir”, diz o diretor. 

Olhar o passado para decidir o futuro 

Durante visita a escolas de São Borja, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, destaca a importância de estar atento na hora da decisão, porque recordar o passado e analisar o presente é fundamental para decidir o futuro. 

“Esse ano votaremos para senador, deputados, governador e presidente. Trazemos em nossa Sineta um encarte que mostra como cada deputado(a) e senador votou em projetos importantes para a categoria. O Legislativo costuma passar livre da nossa observação. É importantíssimo ver como cada um e cada uma votou, por exemplo, nas reformas da Previdência e Trabalhista”, ressaltou Suzana.

“A política permeia toda a nossa vida. E esse ano é decisivo. Estamos conversando com a categoria para lembrar que diante do cenário político atual, infelizmente, não conseguimos avançar. Na verdade,  estamos resistindo, com muita luta, para que não nos retirem mais direitos. Precisamos estar atentos e eleger quem defende os educadores e a educação pública”, frisou a tesoureira e diretora da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan. 

Realidade das escolas estaduais segue na pauta da Caravana

Durante a passagem nas escolas, os dirigentes do Sindicato também aproveitam para verificar a estrutura das instituições estaduais de ensino. 

O IEE Padre Francisco Garcia, em São Borja, é exemplo de que, mesmo após seis meses do início do ano letivo, alguns problemas ainda persistem. 

“Pela estrutura da escola que atende nos três turnos, precisaríamos de mais funcionários para limpeza. Hoje temos quatro. É necessário pelo menos seis, pois nossa escola é polivalente, só de sala de aula temos 18. Há ainda oito banheiros,  laboratório, sala de vídeo e demais estruturas. E para enviar o número de funcionários consideram apenas o número de salas de aula”, explica a vice-diretora, Marisélda de Souza Gonçalves.

A visita ao Núcleo de Uruguaiana foi acompanhada representantes: Jonia Pereira, Maria de Fatima Rigonatto e Vera Regina Carvalho da Silva. 

A #CaravanaPelaDemocracia segue na estrada até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortificar que projeto de futuro queremos para a educação pública gaúcha.  

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

Confira abaixo as escolas visitadas neste primeiro dia de Caravana Pela Democracia:  

➡️ São Borja (16° Núcleo)

IE Padre Francisco Garcia
EEEF Franco Baglione
Colégio Estadual São Borja
EEEF Viriato Vargas
IE Getúlio Vargas

➡️ Uruguaiana (21° Núcleo) 

EEEF Sen. Salgado Filho
EEEM Dr. João Fagundes
EEEF Hermeto Bermúdez
EEEM Uruguaiana
EEEM Rondon
EEEM Elisa Ferrari Valls
EEEM Dom Hermeto
CE Roberval

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A partir desta terça-feira, 2 de agosto, o CPERS coloca na estrada a Caravana pela Democracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas.

A iniciativa, aprovada no último Conselho Geral da entidade, tem o objetivo de promover um amplo debate na base da categoria a respeito dos projetos de Estado em disputa, denunciar a deformação dos direitos trabalhistas, o franco desmonte do bem-estar social e reforçar a importância da defesa intransigente da educação pública e a valorização dos profissionais da educação.

Até o dia 9 de setembro, serão visitadas escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para conversar com educadores(as), estudantes e a comunidade escolar.

A atual conjuntura política, dominada por governos autoritários e neoliberais, exige resistência. Os direitos conquistados ao longo de décadas de lutas e enfrentamentos com os mais diversos governos estão ameaçados.

O Rio Grande do Sul corre o grande risco de ter que optar entre o desastroso continuísmo neoliberal e uma radicalização autoritária desse projeto, através de uma liderança bolsonarista. Não se engane! Estes projetos representam a mesma face de uma política de morte: lucro acima da vida, ataques à escola pública, destruição de direitos, confisco de aposentados(as), desmonte, precarização e privatização.

Neste ano, nossa principal missão é derrotar o fascismo e o neoliberalismo. Estes projetos querem acabar com tudo que é público no Brasil. Não podemos permitir!

Organiza teu núcleo, chama os colegas, vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação pública e de qualidade.

▶️ Confira o roteiro completo: 

CARAVANA PELA DEMOCRACIA: NAS ESCOLAS, NAS RUAS E NAS URNAS!

>> SEMANA 1:

ROTEIRO 1

02/08 – Uruguaiana
03/08 – Alegrete
04/08 – Santana do Livramento
05/08 – São Gabriel

ROTEIRO 2

02/08 – São Borja
03/08 – São Luiz Gonzaga
04/08 – Cerro Largo
05/08 – Santo Ângelo

>> SEMANA 2:

ROTEIRO 1

09/08 – POA 38
10/08 – POA 39

ROTEIRO 2

09/08 – Taquara
10/08 – São Leopoldo

>> SEMANA 3:

ROTEIRO 1

16/08 – Santa Rosa
17/08 – Três de Maio
18/08 – Três Passos
19/08 – Frederico Westphalen

ROTEIRO 2

16/08 – Santiago
17/08 – Santa Maria
18/08 – Santa Cruz do Sul
19/08 – Cachoeira

>> SEMANA 4

ROTEIRO 1

23/08 – Bagé
24/08 – Rio Grande
25/08 – Pelotas
26/08 – Camaquã

ROTEIRO 2

23/08 – Palmeira das Missões
24/08 – Carazinho
25/08 – Passo Fundo
26/08 – Guaporé

ROTEIRO 3

23/08 – Estrela
24/08 – Bento Gonçalves
25/08 – Caxias do Sul
26/08 – Montenegro

>> SEMANA 5

ROTEIRO 1

31/08 – Lagoa Vermelha
01/09 – Vacaria
02/09 – Erechim

ROTEIRO 2

31/08 – Ijuí
01/09 – Cruz Alta
02 /09 – Soledade

>> SEMANA 6

ROTEIRO 1

08/09 – Gravataí
09/09 – Guaíba

ROTEIRO 2

08/09 – Canoas
09/09 – Osório

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Foto: Rovena Rosa – Agência Brasil

O Brasil vive um desmonte na educação pública brasileira com ataques ao Fundeb, falta de recursos e infraestrutura e de investimentos que podem comprometer a educação pública por décadas. Além de ser as maiores queixas de professores e professoras em salas de aulas. Os dados são confirmados pelo levantamento da Moderna, do Grupo Santillana, que aponta que as dificuldades dentro das unidades de ensino variam conforme o ciclo escolar.

De acordo com a pesquisa, apenas no ensino fundamental, 29,54% dos professores apontam a falta de infraestrutura e de recursos como o maior desafio na rede pública. Em segundo lugar, com 19,25% aparece a queixa de falta de suporte familiar, seguido por 18,29%, que indicaram a dificuldades no ensino remoto e adaptação dos materiais à realidade dos alunos.

Para Rosa Margarida Rocha, Coordenadora do Fórum Nacional de Educação Básica (ABPN), o que existe é um projeto do Estado que se consolida pela ausência de investimento, deixando historicamente na educação as marcas da exclusão e da carência de recursos. Ainda segundo a pesquisa, para os professores do ensino fundamental 2, do 5º ao 9º ano, a falta de interesse do aluno é um desafio para 36,63%.

“O desmonte da educação pública é um projeto que vem se constituindo historicamente ao longo dos anos. Não passamos apenas por uma crise temporária”, diz Rosa Margarida Rocha, que também é coordenadora do Grupo de Estudos Afropedagógicos Sankofa.

Cortes, evasão e esforço da categoria

Além das universidades federais, os cortes de recursos atingem o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia responsável pelo Enem; e a Capes, que financia a pesquisa científica no país.

Segundo Rosa Margarida, todo esse processo de desmonte dificulta ou impede o sucesso na aprendizagem dos alunos e colabora com o abandono e a evasão dos estudantes. Isso favorece o adoecimento e a desesperança dos/as profissionais de educação, segundo ela, que reconhece ainda o esforço e o trabalho dos professores e das professoras diante das dificuldades.

“Quando apontamos os problemas da escola pública brasileira, que existem por falta de investimento, sabemos que temos que ser resistência, temos que exigir melhores condições, fazendo o melhor com o que temos, pois precisamos que o filho da classe trabalhadora tenha o direito e acesso a leitura do mundo, para transformar esse mundo”, completa a presidenta do Sindiute de Fortaleza-CE.

Para a sindicalista, a educação pública “precisa de ser universalizada, escola para todos, precisa de investimentos para construí-las, precisa manter as existentes, equipá-las, valorizar os professores com uma carreira atrativa, com formação continuada, sem investimentos é a falência”, afirma Ana Cristina Guilherme.

Adoecimentos

Como mostrou o site da CNTE, além dessas dificuldades que os professores relatam em sala de aula, problemas como ansiedade, depressão e outros problemas relacionados a saúde mental são cada vez mais frequente entre professores/as e alunos/as no país, principalmente com retorno das aulas presenciais, depois de dois anos de pandemia da Covid-19, e problemas na estrutura educacional, que se arrastam bem antes da crise sanitária.

“É urgente e necessário que os poderes constituídos reconheçam que a falta de investimento e de aportes necessários para melhoria da infraestrutura escola”, finaliza Margarida Rocha.

Otimismo

Mesmo enfrentando dificuldades, os professores e as professoras reconhecem pontos positivos de lecionar na rede pública e acreditam que a pandemia resgatou o valor da escola e dos profissionais docentes.

Para 31,67% dos profissionais do Ensino Fundamental transmitir conhecimento é a maior recompensa do trabalho na rede pública. Outros 16,4% indicaram boa empregabilidade e remuneração entre as recompensas.

Para professores do Ensino Fundamental 2, o primeiro lugar dos aspectos positivos também é transmitir conhecimento, no entanto, o percentual é maior: 35,77% dos entrevistados. Na sequência, 19,23% indicam o bom planejamento como positivo e 19,23% destacam a boa empregabilidade e benefícios.

“Não há como negar o protagonismo dos/as professores e de estudiosos na luta por dias melhores na educação. Estes, tem pautado discussões, pontuando questões e colocando seus saberes e fazeres a serviço da educação”, reitera a coordenadora do ABPN.

 

 

 

 

 

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O Projeto de Lei 542/21, já aprovado pelo Senado, determina a realização, nos estabelecimentos de educação básica e superior, de atividades de esclarecimento sobre a saúde mental durante uma semana. A proposta está agora em análise na Câmara dos Deputados e altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Conforme o texto, os estabelecimentos públicos e privados poderão decidir, de acordo com a proposta pedagógica e o público específico, a semana mais adequada para promover o evento. Cada unidade deverá organizar ações como palestras, debates, mesas redondas e atividades lúdicas.

“Essa medida poderá ajudar pais, alunos e professores a superar os preconceitos que envolvem a saúde mental, incentivando essa discussão com naturalidade e empatia”, afirmou o autor do texto, senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: CNTE/Agência Câmara de Notícias

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A semana foi de luta para centenas de educadores(as) de vários cantos do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira (27), o Encontro Regional de Aposentados(as) do CPERS chegou aos núcleos de Santo Ângelo (9º), Santa Rosa (10º), Cruz Alta (11º) e Ijuí (31º), que receberam informações sobre o confisco das aposentadorias, conjuntura política e a mobilização para a luta.

Já na quinta-feira (28), o encontro reuniu aposentados(as) da região de Palmeira das Missões (40º) e Três Passos (27º).

Nos encontros, a diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber, fez uma análise dos ataques dos governos de Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) e ressaltou a importância da luta dos aposentados(as) para reverter o confisco da Previdência e o reenquadramento de aposentadorias de 40h, transformadas em subsídios de 20h.

“Nossa luta é importante, não podemos permitir que nós aposentados sejamos ainda mais massacrados. No dia 13 de setembro vamos mostrar a força dos educadores aposentados do Rio Grande do Sul”, frisou Glaci ao conclamar os presentes para que participem da Marcha das Aposentadas(os) do CPERS, que ocorrerá dia 13 de setembro, com concentração em frente ao Sindicato, às 9h.

A tesoureira e diretora da Comissão de Educação do CPERS, Rosane Zan, ressaltou a importância de escolhermos nestas eleições projetos que atendam à educação pública e não estejam a serviço das fundações privadas. “Nessas eleições temos que votar em candidatos que tenham a educação pública e os serviços públicos como prioridade. Que governem para a população e não para a elite”.

Juçara Borges, diretora do Departamento de Funcionários(as) de Escola do CPERS,  fez uma breve análise dos governos Bolsonaro e Leite/Ranolfo. “Os governos que temos hoje fizeram um acordo de nos matar como servidores públicos, mas nós, como lutadores, prometemos que não vamos morrer e lutaremos até o final”.

Palestras, informes jurídicos e atividades culturais

Nos encontros, os presentes receberam informes e atualizações jurídicas de interesse da categoria. Em Santo Ângelo, o advogado Marcelo Fagundes representou a assessoria jurídica do Sindicato e em Palmeira a conversa ficou por conta do advogado Marcio Rosa.

Os Encontros Regionais seguem pelo Estado como preparação para o Encontro Estadual dos Aposentados(as), que se realizará nos dias 29 e 30 de agosto, em Bento Gonçalves.

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A educação é uma das principais pautas em todas as eleições, porém, passado o pleito eleitoral, não é isso que acontece em grande parte dos poderes executivos e parlamentos do Brasil. Pelo contrário! A escola pública e seus trabalhadores/as são atacados diuturnamente. Cortes de verbas deixam milhares de crianças e jovens sem escola de qualidade e a desvalorização dos profissionais da educação – aliada às políticas de privatização e mercantilização do ensino público – comprometem a oferta pública educacional.

A CNTE e seus sindicatos filiados lutam em defesa da escola pública e de seus profissionais. Também defendem a democracia, o Estado de Direito e a Constituição Federal, que têm sido vilipendiados nos últimos tempos. E é com base nesses princípios que apresentamos às comunidades escolares algumas pautas centrais de interesse da educação pública e de seus profissionais, para que sejam debatidas nas escolas e na medida do possível com os próprios candidatos e candidatas à Presidente/a, Governador/a, Senador/a e Deputados/as Federais e Estaduais.

Inspirados em Paulo Freire, patrono da educação brasileira, façamos das eleições 2022 um espaço de conquistas e de escolhas de representantes comprometidos com a Escola Pública, Gratuita, Democrática, Emancipadora, Popular, Laica, de Qualidade Social e para Todos/as!

O QUE DEFENDEMOS

» Escola inclusiva, integral na etapa obrigatória (4 a 17 anos) e para todos/as, sem preconceitos e discriminações de quaisquer ordens, com atenção especial às pessoas com deficiência, aos analfabetos literais, aos jovens e adultos que não completaram a educação básica (cerca de 80 milhões de pessoas), às mulheres, às populações negra e LGBTQIA+ e às comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e do campo.

» Gestão Democrática e Currículo emancipador, humanístico e voltado à profissionalização e ao acesso de todas as classes sociais à universidade pública e gratuita, respeitando-se as políticas de cotas como forma de combater as históricas desigualdades de classe, de raça e de gênero no Brasil.

» Cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação – PNE e dos respectivos planos estaduais e municipais, quase todas ignoradas pelas políticas ultraneoliberais, sobretudo pela Emenda Constitucional nº 95 (Teto de Gastos Sociais) e pela desvinculação do Fundo Social do Pré-sal, que retiram recursos da educação e de outras políticas públicas.

» Financiamento compatível para todos os níveis, etapas e modalidades da educação (meta 20 do PNE), com imediata aprovação do Sistema Nacional de Educação, do Custo Aluno Qualidade e da Política Nacional de Avaliação da Educação Básica, com foco nas experiências escolares, nos níveis socioeconômicos dos estudantes e nas condições de trabalho nas escolas.

» Cumprimento integral da lei do Piso do Magistério (valor e jornada extraclasse), da Formação Inicial e Continuada (Decreto nº 8.752/2016) e regulamentação do Piso Nacional para os Profissionais da Educação e das Diretrizes Nacionais de Carreira para professores/as, especialistas e funcionários/as da educação, à luz do art. 206, V e VIII da Constituição Federal e das metas 16 a 18 do PNE.

O QUE NÃO DEFENDEMOS

» Cortes e contingenciamentos orçamentários que impedem os investimentos nas escolas, institutos federais e universidades públicas. Entre 2015 e 2021, o MEC e o FNDE perderam cerca de 40 e 30 bilhões de reais, respectivamente, e o repasse de verbas ficou condicionado a práticas antirrepublicanas. Por isso a CNTE é a favor da CPI do MEC!

» Gestão privada de escolas públicas e a transferência de recursos públicos para instituições particulares, como ocorre na antirreforma do Ensino Médio e na recente alteração do FUNDEB. São medidas que beneficiam agentes privados e desresponsabilizam os gestores públicos e que no longo prazo reduzirão o número de escolas públicas e seu corpo funcional, afetando a escolarização dos mais vulneráveis. Defendemos recursos públicos para a educação pública!

» Reforma do Ensino Médio que transfere dinheiro e matrículas das escolas públicas para a rede privada, esvazia o currículo, estimula a demissão e/ou remoção de professores e funcionários das escolas, restringe o acesso de milhares de jovens das classes populares ao ensino superior e não garante a oferta de todos os itinerários formativos aos estudantes na maioria das escolas do país

» Militarização de escolas públicas que compromete a gestão democrática, a pluralidade do ensino, o trabalho pedagógico emancipador e o acolhimento humanizado. Além de não melhorar os índices de violência dentro e no entorno das escolas, a militarização expõe a comunidade escolar a perseguições, assédios, agressões e evasão de estudantes “não desejáveis” pelos padrões militares. A pedagogia é ciência e profissão e a escola pública é direito de todos!

» Educação Domiciliar (homeschooling) e Lei da Mordaça (“Escola sem Partido”). Ambas agem contra a liberdade de aprender, ensinar e o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas assegurados na Constituição. O Homeschooling expõe crianças à violência e à desprofissionalização pedagógica e a Mordaça tenta eliminar temas curriculares sobre gênero, orientação sexual e inúmeros preconceitos que geram violência e exclusão sociais. Pela reformulação da BNCC e sua correta adequação aos currículos escolares.

» Reforma Administrativa (PEC 32/2020) com privatização dos serviços públicos. A proposta admite a gestão direta de todas as escolas por entidades e empresas privadas, inclusive a contratação de pessoal sem concurso público e sem acesso aos planos de carreira. Também possibilitará a demissão em massa dos atuais servidores estáveis. Trata-se de um projeto que destruirá os serviços públicos e prejudicará o atendimento básico à maioria da população.

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” – Paulo Freire.

-> Acesse o arquivo completo em PDF clicando aqui

-> Acesse o arquivo para impressão clicando aqui

Fonte: CNTE

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No dia 11 de agosto, centrais sindicais, movimentos sociais e populares e partidos políticos tomarão às ruas de todo o Brasil em defesa do processo eleitoral brasileiro e da democracia.

A “Mobilização nacional em defesa da democracia, por eleições livres” será uma resposta à escalada da violência política incentivada pela ideologia propagada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos os constantes ataques à ordem democrática no Brasil.

A orientação já está sendo dada às entidades para que mobilizem suas bases e comecem os preparativos para as manifestações. Um calendário com as próximas mobilizações está definido e será divulgado nos próximos dias.

O 11 de agosto é também o Dia do Estudante, por isso, entidades representativas de estudantes estarão unidas às manifestações, repetindo o êxito de mobilizações como as de maio de 2019, em que as ruas de todo o país ficaram tomadas pela juventude em luta pela educação.

Além deste dia, novas manifestações estão previstas em outras datas para que, nesta fase decisiva do processo eleitoral, seja reforçada a mobilização e para que toda a sociedade esteja envolvida na defesa da democracia.

Respostas nas ruas

Para as entidades que integram a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, a mobilização é necessária como resposta aos ataques que mostram a tática a ser usada no período eleitoral deste ano pelo presidente e seus apoiadores. Os fatos ocorridos recentemente reforçam essa urgência.

O ataque de Bolsonaro às urnas eletrônicas na reunião com embaixadores estrangeiros, no dia 18 de julho, deixou clara a tentativa de criminalizar o processo eleitoral.

Além disso, no último domingo, ele reforçou os ataques tanto às urnas eletrônicas quanto a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e incitou seus apoiadores a participarem de atos antidemocráticos no dia 7 de setembro.

Manifesto em defesa do Estado Democrático de Direito

Diversos setores da sociedade têm se posicionado em defesa da democracia e do processo eleitoral brasileiro, também alertando para os riscos de uma ruptura institucional no país.

Um manifesto em defesa da democracia, que está sendo organizado pela Faculdade de Direito da USP e por entidades e representantes da sociedade civil, recebeu assinaturas importantes de representantes de instituições financeiras.

A “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”, que será lançada em um encontro na faculdade no dia 11 de agosto, já tem mais de 165 mil assinaturas.

Personalidades como Chico Buarque de Hollanda, o cantor Arnaldo Antunes, o ex-jogador de futebol Walter Casagrande, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung e o ex-presidente do banco Credit Suisse no Brasil José Olympio Pereira também estão entre os signatários.

Calendário de mobilizações

11/8 – 1ª Mobilização Nacional em Defesa da Democracia e por Eleições Livres

07/9 – Grito dos Excluídos

10/9 – 2ª Mobilização Nacional em Defesa da Democracia e por Eleições Livres

Fonte:  Andre Accarini | CUT Brasil

 Foto: CUT RS

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A partir de agosto, os usuários do IPE Saúde contarão com descontos na rede de farmácias Panvel. A parceria inaugura o Clube de Benefícios, com a previsão de preços diferenciados em medicamentos e vacinas. A empresa foi a primeira a aderir ao chamamento público realizado pelo IPE Saúde.

De acordo com o Instituto, os descontos a serem ofertados aos usuários do IPE Saúde serão a partir de 40% em medicamentos genéricos; de 21% em medicamentos de referência e de 15% em vacinas. Para obter o benefício, bastará informar o CPF. Por isso, é importante que o cadastro do usuário esteja atualizado no IPE Saúde.

Clique aqui para atualizar cadastro no site do IPE Saúde.

O Clube de Benefícios é um programa que prevê acesso a descontos, benefícios e serviços voltados à promoção e prevenção da saúde para os usuários do IPE Saúde. Todos os usuários, independentemente da modalidade do plano em que estiverem inscritos, são contemplados automaticamente, de forma gratuita.

Não há custos envolvidos nas parcerias, nem para os usuários, nem para o Instituto.

Fonte: Ascom IPE Saúde

Foto: IPE Saúde/Divulgação

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O CPERS, representado pelo presidente em exercício, Alex Saratt, visitou a EEEM Cláudio Antônio Benevgnú, em Água Santa, para verificar as consequências do incêndio que atingiu a instituição no início do mês. Com a estrutura interditada, as aulas ocorrem em um prédio cedido pelo município. Diante da situação, a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) impôs a enturmação.

“A Coordenadoria aproveitou uma situação trágica da escola, que foi o incêndio, para fazer enturmações, desobedecendo às orientações do Conselho Estadual de Educação e o próprio parecer da Secretaria Estadual de Educação. Ou seja, infringe regras criadas por eles e pelas quais deveriam zelar”, ressalta o presidente do Sindicato.

“O Conselho deixa muito claro que em turmas em que há alunos especiais, como é o nosso caso, o máximo permitido são 25 alunos no mesmo espaço. E temos mais na mesma sala de aula”, observa a diretora da instituição, Maiara Fontana.

Ela também observa que com a enturmação, vários professores(as) nomeados poderão ficar sem regência e muitos contratados(as) podem perder o contrato.

A comunidade escolar já manifestou sua contrariedade através de um documento endereçado à 7ª CRE, exigindo que seja desfeita a enturmação para que os alunos tenham o atendimento adequado, bem como as condições pedagógicas apropriadas.

“Foi enviado um documento do Conselho de Pais com a assinatura dos pais, dos professores e da direção. Estamos aguardando que entendam nossa preocupação e acatem o nosso pedido”, expõe a diretora.

Comunidade angaria recursos para a reconstrução da escola

A escola conseguiu, através do apoio da comunidade, recursos para a reconstrução da parte atingida pelo incêndio, que ocorreu na madrugada do dia sete deste mês e que destruiu o segundo andar do prédio. O telhado e pelo menos três salas de aula foram atingidos.

“Já temos R$ 150 mil de doação da comunidade e a CRE está vendo qual a melhor forma, a maneira legal, de fazermos uso desses recursos”, explica Maiara.

Saratt ressalta que o Sindicato seguirá atento a toda a situação até que sejam resolvidas as questões da reconstrução do prédio e da enturmação. “Nós seguiremos acompanhando o desenrolar desse processo, junto à nossa assessoria jurídica, até que a escola retome as suas atividades no prédio original e com as condições adequadas, o quanto antes.”

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