Entre os dias 15 e 17 de julho, dirigentes do CPERS somaram-se a milhares de educadores(as) de todo o Brasil na II Conferência Nacional Popular de Educação 2022 (Conape), realizada em Natal (RN).

A Conferência é uma resposta da sociedade civil aos ataques a educação pública como os cortes no orçamento, as contrarreformas, o desrespeito ao Plano Nacional de Educação (PNE), o desmonte do Fundo Nacional da Educação (FNE) e a CONAE. Essas instâncias, avanços do PNE de 2014, deixaram de ser espaços legítimos de discussão e avanços democráticos norteados pela Constituição e pelo PNE. A criação do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) passou a organizar a Conape e a monitorar e defender o Plano, paralelamente às instâncias oficiais.

Sob o tema “Reconstruir o País: a retomada do Estado democrático de direito e a defesa da educação pública e popular, com gestão pública, gratuita, democrática, laica, inclusiva e de qualidade social para todos/as/es” , a 2ª edição da Conferência teve o desafio de ser representativa, visto que ocorreu durante um governo que boicota iniciativas da sociedade civil.

“Essa Conape ocorre em um momento diferente da primeira, que já era grave devido à desarticulação e quase destruição do FNE, a política que se implementou com a Reforma do Ensino Médio, a BNCC e uma série de outras ações que vinham no caminho de uma ponte para o futuro e que representavam um grande retrocesso para a educação e para os educadores. Agora, estamos em um momento de maior intensidade da luta política no país, onde a educação é uma das frentes de disputa e de combate mais acentuadas e conseguimos produzir uma síntese fantástica”, observa o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Ao final da Conferência foi aprovada a Carta de Natal, que sintetiza as várias expressões do pensamento político e social brasileiro. Conforme avalia Saratt, a Carta aponta a crítica e a resistência, mas também projeta caminhos para a reconstrução da educação e do país. “Nos debates desenvolvidos ficou clara a necessidade de elegermos governos e parlamentos de caráter popular, democrático e que enfrentem o fascismo e o neoliberalismo, tanto no governo federal quanto no estadual, para derrotarmos as políticas de ultradireita como homeschooling, escola sem partido, ideologia de gênero e escolas cívico-militares”, destacou.

Ainda segundo ele, a educação para um projeto nacional de desenvolvimento democrático, inclusivo e soberano precisa de financiamento, valorização profissional e respeito as diversidades. “Para colocarmos o Brasil na mesma medida em que as nações mais desenvolvidas, mas com o registro da distribuição de renda, da inclusão social, da redução das desigualdades e do combate das mazelas históricas que encontramos na sociedade, na economia e no estado”, observa.

Durante a Conferência, também foi aprovado um cronograma de lutas para o processo eleitoral desse ano, visando a eleição de um governo progressista, que seja referência para o enfrentamento ao fascismo, ao neoliberalismo e à crise, assim como a importância de conquistar a bancada da educação na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional.

Para isso, serão lançadas, a partir do dia 15 de agosto, uma série de atividades de natureza organizativa, mobilizatória e política.

“Foi um espaço de debates históricos e revigorantes, onde todas as representações de trabalhadoras, destacando os da educação, reuniram-se para lutar por políticas públicas estruturantes e, principalmente, por uma educação pública e de qualidade. Resistimos diuturnamente, evitando que o atual (des)governo destrua tudo o que foi conquistado com luta e comprometimento. Lutamos pelos direitos de educadores e estudantes, para a garantia de um futuro promissor para todos”, destaca o vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia.

O CPERS seguirá firme em defesa do estado democrático de direito, do Plano Nacional de Educação (PNE) e de um projeto de estado que garanta educação pública com a mais ampla abrangência, de gestão pública, gratuita, inclusiva, laica, democrática e de qualidade social para todos(as) a fim de consolidar uma plataforma comum de lutas pela educação no país.

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Em entrevista a uma rádio de Santa Maria, na última sexta-feira (15), o ex-governador Eduardo Leite (PSDB) afirmou que serão necessárias mudanças na forma de contribuição dos segurados(as) do IPE Saúde.

Segundo Leite: “O IPE, como plano, como estrutura, na sua lógica de sustentação, o que ele cobra dos usuários está se revelando insuficiente na fórmula de remuneração, à luz do que aumentou os custos da demanda na área da saúde”.

Em determinado trecho ele ainda afirma que: “os planos de saúde privados fizeram reajustes recentemente de cerca de 20%, porque os custos da saúde aumentaram muito, mas o que os segurados do IPE remuneram não aumentou […] mas seguramente para os próximos anos vamos ter que discutir, vamos ter que repensar a lógica de financiamento do IPE”.

Para o CPERS, é inadmissível que os segurados(as) paguem pela má gestão do Instituto, que desde a sua criação, em 2018, passa pelo 6º presidente, o que demonstra a falta de compromisso dos últimos governos com o IPE Saúde, que atende quase um milhão de segurados(as) e dependentes.

Também, é inaceitável a comparação do sistema da autarquia com planos de saúde privados. Por ser um sistema de saúde instituído por pessoa jurídica de direito público e não um plano de saúde, o IPE Saúde não se submete às regulamentações dos planos privados ditadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas sim às normativas legais e institucionais que lhe regulamentam, conforme o art. 1°, caput, da Lei Complementar Estadual nº 15.145/2018.

É importante salientar que a crise financeira do IPE Saúde é de responsabilidade dos governos Sartori (MDB) e Leite (PSDB). Os oito anos sem reajuste no salário dos servidores(as) públicos e os altos índices da inflação médica hospitalar no período criaram uma defasagem histórica nas contas do próprio IPE Saúde.

O funcionalismo estadual amarga, em sua maioria, defasagem salarial de mais de 50%,ou seja, a autarquia está com as receitas estagnadas.

O CPERS fará a resistência e a luta para impedir que o governo retire novamente dinheiro do bolso do trabalhador(a).

O Sindicato reitera a importância da defesa intransigente do IPE Saúde público e de qualidade, para que haja a garantia de atendimento a todos os segurados(as) e dependentes e que os profissionais credenciados sejam valorizados e atendam de acordo com as normas do Instituto, garantindo a saúde dos segurados(as).

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No último dia da II Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) 2022, neste domingo (17), na capital do Rio Grande do Norte (Natal), trabalhadoras e trabalhadores de todo país aprovam a Carta de Natal. O documento registra o compromisso coletivo em defesa da educação pública de qualidade, laica, democrática e inclusiva para todas, todos e todes. A atividade, que aconteceu pela manhã, foi referenciada em plenário como “Conape da esperança”. A Conape 2022 é organizada pelo Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE).

>> Veja Playlist CONAPE 2022 (todos os vídeos) no Youtube da CNTE

A Carta, como diz o presidente em exercício da CNTE, Roberto Leão, é um resumo do Documento final da etapa nacional da Conape (que serão divulgados em breve) no qual aponta as reivindicações do ramo da educação e as pautas do movimento rumo à reconstrução do país.

“Para isso propomos uma plataforma em defesa do Estado democrático de direito, em defesa das instituições republicanas, da vida e da soberania popular, dos direitos sociais e da educação, que mobilize ainda mais o amplo setor da sociedade”, diz trecho da Carta ao citar as principais pautas das entidades que compõem o FNPE e que assinam o compromisso.

Algumas das bandeiras de lutas das trabalhadoras e trabalhadores da educação: A revogação da Emenda Constitucional 95 de 2016, que limita investimentos da saúde e educação, e demais medidas e renuncia fiscal que fragilizem as políticas sociais, retomada de investimento na educação pública e nas áreas sociais, fim do congelamento dos recursos primários associados ao poder executivo, revogação do ensino médio, entre outras.

>> Veja a seguir o vídeo da leitura da Carta de Natal:

“A Conape é resultado de um esforço solidário, que mostra que nós somos capazes de nos organizarmos e fazermos tudo que for necessário. A Conape está na disputa da educação pública deste país. Tenho certeza de que cada um e cada uma daqui sai fortalecido para as próximas lutas”, disse o presidente interino da CNTE, Roberto Leão.

>> Sob ataque, Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE) vai debater futuro da educação no Brasil

Homenagem Marcelo Arruda

Ainda durante a plenária final da Conape, as trabalhadoras e os trabalhadores da educação, fizeram uma homenagem a Marcelo Arruda, tesoureiro do PT que foi assassinato no seu aniversário de 50 anos com decoração do partido, pelo policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho em Foz do Iguaçu (PR), há um mês.

A manifestação que pede paz e justiça por Marcelo Arruda aconteceu também em diversas cidades brasileiras. Veja a seguir o vídeo da homenagem ao Marcelo Arruda.

Participação internacional

Yamile Socolovsky, secretária de Relações Internacionais da Federação Nacional dos Docentes Universitários (CONADU), Combertty Rodriguez, coordenador Regional Principal da Internacional da Educação na América Latina e Eduardo Pereyra, secretário de Relações Internacionais da Central de Trabalhadores da Educação da República Argentina– CTERA, Argentina, falaram no encerramento sobre a importância da Conape e do Brasil para as trabalhadoras e os trabalhadores da educação para América Latina.

> Veja o vídeo da Yamile Socolovsky

> Veja o vídeo do Comberetty Rodriguez

> Veja o vídeo de Eduardo Pereyra

Saiba mais sobre os outros dias da Conape:

>> Comemorando 15 anos, nova edição da Revista Retratos da Escola da CNTE é lançada na Conape 2022

>> Nas ruas de Natal, mais de 5 mil pessoas participam da marcha política e cultural de abertura da Conape 2022

As fotos da CONAPE 2022 estão publicadas na página da CNTE no Facebook:

>> Veja aqui as fotos do dia 15 de julho

>> Veja aqui as fotos do dia 16 de julho

>> Veja aqui as imagens do dia 17 de julho

Fonte: CNTE

Fotos: Jordana Mercado

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Mais de 5 mil trabalhadoras e trabalhadores da educação de todo país ocuparam as ruas de Natal, nesta sexta-feira (15), na marcha política e cultural de abertura da segunda edição da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape 2022). Com orquestra de Frevo e um grupo de Maracatu, a categoria caminhou quase 5 km pelo centro da capital do Rio Grande do Norte com gritos de guerra em defesa de uma educação pública, de qualidade, democrática e laica.

Organizada pelo Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE), a II Conape tem como lema “Educação pública e popular se constrói com democracia e participação social: nenhum direito a menos e em defesa do legado de Paulo Freire”. Entre os temas que serão discutidos no evento está a educação pública, popular e gratuita e uma profunda reflexão sobre qual projeto de nação e projeto de educação que o país precisa.

O presidente interino da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Roberto Leão, defendeu uma educação inclusiva na quais questões raciais e de gênero têm que ser tratadas nas escolas e afirmou que essa grande passeata, que abre a conferência, é a prova que o povo brasileiro é capaz de organizar de maneira autônoma e independente o debate sobre um tema tão caro para toda sociedade.

“Este ato é resultado do esforço coletivo, de todos e todas que se interessam em discutir educação no nosso país, porque sabe que é fundamental para ter um país alegre e justo. Tenho certeza que vamos fazer grandes discussões sobre a escola pública que queremos na Conape e para que o sonho de Paulo freire se torne realidade: uma escola que liberte e não adestre”, afirmou Leão.

>> ACESSE AQUI A PROGRAMAÇÃO DA CONAPE

O presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, afirma que a Conape 2022 é o momento para os trabalhadores(as) em educação darem uma resposta às fake news, aos cortes orçamentários, aos escanâlos no MEC e a todos os recentes ataques que à educação e aos educadores(as).

“A Conape 2022 é o momento onde o conjunto do movimento educacional brasileiro se reúne para debater e aprovar uma plataforma de lutas e um projeto político de educação, para enfrentarmos todos os ataques que tem acontecido e reconstruir a educação pública brasileira”, declarou durante a Marcha, em Natal.

Edson Garcia, vice-presidente do CPERS, destaca que a resistência dos trabalhadores(as) em educação vai barrar os avanços dos governos que querem acabar com a educação pública brasileira. 

“A Conape é um momento importante de luta, onde todos os sindicatos, trabalhadores e trabalhadoras em educação estão reunidos para lutar por uma educação pública de qualidade, nesse país que tem um presidente que quer destruir a educação, nós somos a resistência. Vamos acabar com esses governos que querem destruir a educação pública brasileira, à luta!”, ressaltou Edson. 

Luta nacional pela educação pública 

Os participantes da Conape 2022 se concentraram em frente ao Campus Natal-Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no cruzamento das avenidas Salgado Filho e Nevaldo Rocha, e finalizaram, depois de quase 5 km de caminhada, com o ato político e cultural na Praça da Árvore, em Mirassol.

A secretária de combate ao racismo da CNTE, Ieda Leal, afirma que hoje os trabalhadores(as) da educação estão mostrando para o povo brasileiro o quanto a educação e demais categorias têm força para lutar.

“Nós queremos nosso país de volta. Estamos aqui para trabalhar por uma educação pública de qualidade e a II Conape chega no momento importante para gente melhorar os rumos e os caminhos que a educação pública desse país tem que tomar. Temos aqui homens e mulheres, população LGBT, estudantes e defensores da educação para gente dizer que nós vamos nos organizar e lutar por uma educação para todas e todos”, disse ela, durante a marcha.

Também estão presentes na Conape 2022, os diretores(as) do CPERS: Sonia Solange Viana, Rosane Zan, Cássio Ritter e Vera Lessês; e os representantes da base do Conselho Geral do Sindicato: Vilma Longerian (26° Núcleo), Andrea Nunes (6º Núcleo), Candida Rossetto (40° Núcleo) e Joara Dutra (30° Núcleo).

Pela manhã, a categoria fez credenciamento e conheceu o espaço da Conape, o Centro de Convenções. A partir deste sábado (16) começam os debates e atividades em torno da educação para todas e todos. O encontro, que encerra neste domingo (17), também vai deliberar um documento final, moções e uma Carta-Manifesto da II Conape.

Informações: CNTE e CPERS 

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Após longos sete anos de espera, muita cobrança e mobilizações do CPERS e da comunidade escolar, a reforma do IEE Professor Pedro Schneider, em São Leopoldo, deve iniciar na próxima semana. A assinatura da ordem do início das obras foi realizada na manhã desta sexta-feira (15).

Desde 2015, o prédio da instituição, que tem quase 70 anos, apresenta graves problemas na rede elétrica, além de extensas rachaduras nas paredes dos banheiros e teto quebrado.

A situação fez com que, em fevereiro deste ano, a escola fosse interditada pelo Corpo de Bombeiros.

Desde então, os estudantes do Ensino Fundamental foram transferidos para a EEEM Dr. Caldre Fião e os do Ensino Médio para a Unisinos, de forma gradual, mas sem ajuda para custear os gastos com o transporte.

O CPERS, representado pelo dirigente estadual, Cássio Ritter, e pelo diretor do 14º Núcleo do Sindicato (São Leopoldo), Luiz Henrique Becker, acompanha a situação desde o início. Com a comunidade escolar, foram realizadas manifestações, audiências públicas e protestos exigindo agilidade no início das obras.

O cenário de abandono também foi denunciado pela Caravana da Verdade, realizada em março deste ano pelo CPERS.

Becker esteve presente na solenidade desta manhã e destacou a importância da luta. “Foi um longo caminho que trilhamos junto com a comunidade escolar para chegarmos até aqui. O acompanhamento de perto de toda a situação e a união com os educadores, pais e estudantes fez toda a diferença”, afirmou.

A obra, orçada em mais de R$ 1,5 milhões, deve iniciar nos próximos dias. O CPERS seguirá vigilante ao andamento das reformas até que a instituição esteja em condições seguras e adequadas a receber novamente educadores(as) e educandos(as).

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O CPERS participou, nesta quinta-feira (14), da reunião ordinária da Comissão Temática Temporária sobre Educação em Direitos Humanos (CTEDH), do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (CEDH-RS).

O encontro, realizado de forma híbrida, online e presencial na Sala Adão Pretto da Assembleia Legislativa, debateu sobre a evasão escolar e a falta de professoras(es) nas escolas estaduais.

Durante a reunião, os conselheiros cobraram explicações de representantes da Seduc devido à falta de profissionais da educação nas escolas estaduais, mesmo cinco meses após o início do ano letivo.

A conselheira Cristiaine Johann iniciou o encontro destacando os diversos relatos que a Comissão vem recebendo sobre as dificuldades nas escolas estaduais e a necessidade de uma urgente solução.

“A evasão do ensino médio no Rio Grande do Sul é o dobro da taxa nacional e mesmo na metade do ano letivo, alunos da rede estadual ainda convivem com a falta de professores, isso é inadmissível”, ressaltou Cristiane.

A diretora do departamento de Recursos Humanos da Seduc, Cleusa Flesch, informou que medidas estão sendo tomadas, como a ampliação de carga horária, convocação de nomeados e contratações temporárias.

“Há carência de professores em alguns componentes curriculares, principalmente matemática e português. Contratamos 4 mi professores no início do ano e em breve lançaremos o edital de concurso público para o magistério”, expôs Cleusa. 

O vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, demonstrou preocupação com os encaminhamentos apresentados pela Seduc, principalmente devido ao adiantado do ano letivo e a lentidão nos processos de contratação.

“O que vivemos hoje requer a preocupação e uma atenção especial aos direitos humanos, porque o que está em risco é o direito à educação. Enquanto CPERS Sindicato estamos apreensivos, porque nós temos um concurso em vistas de acontecer, com a oferta de irrisórias 1,5 mil vagas, que não dão conta da demanda atual e que sequer sabemos para quais áreas serão disponibilizadas as vagas, há necessidade de muito mais do que somente professores de português e matemática”, enfatizou Garcia.  

Edson também destacou que durante as caravanas e visitas às escolas das 42 regiões que o Sindicato abrange, fica evidente a urgente demanda de professores(as) e também de  funcionários(as) de escola.  “A Seduc implantou o Novo Ensino Médio sem planejamento e sem envolvimento das comunidades escolares. Uma mudança tão grande não pode ser implantada sem a garantia de atender a demanda. Faltou a discussão com a base de trabalhadores e trabalhadoras quando da implantação”.

Outro ponto destacado e que levantou muitos questionamentos e preocupação dos presentes, foi quanto a itinerância de educadores(as) para atender a demanda em diversas escolas.

“Muito me preocupa quando falam em itinerância de profissionais. Com os problemas de reposição salarial e a desvalorização dos educadores, imagina uma itinerância, quem paga esse deslocamento de uma escola para outra? Como é que cada um planeja suas atividades e suas aulas se não tem tempo para prepará-las?”, questionou o dirigente do CPERS.

Durante o encontro as representantes da secretaria ainda apresentaram diversos dados e os processos de busca atualmente realizados pela Seduc.

Para o Sindicato é inadmissível que alunos(as) voltem para casa pela falta de educadores(as) ou que as escolas não os recebam adequadamente devido à falta de profissionais. É urgente que a Seduc revise os métodos e priorize o que realmente importa, como a contratação de especialistas, supervisores e orientadores, que a maioria das escolas estaduais carece.

Ao fim do encontro, ficou estabelecido que o CTEDH cobrará que a SEDUC formalize por escrito as respostas e os dados apresentados na reunião.

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A partir da próxima segunda-feira (18), o horário de atendimento presencial do IPE Saúde será ampliado em Porto Alegre. Os usuários poderão agendar o encaminhamento de demandas de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no edifício-sede, na avenida Borges de Medeiros. O atendimento presencial na capital é realizado somente mediante agendamento através do site https://www.ipesaude.rs.gov.br aqui neste link.

Desde a última semana, foi retomado o acesso ao público pela avenida Borges de Medeiros no edifício-sede. Até então, a entrada estava temporariamente bloqueada em função da realização de obras de melhoria no prédio. Somente pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida permanecem com acesso pela rua Vicente de Paula Dutra (fundos do edifício-sede).

No interior, o atendimento presencial está disponível em diferentes municípios, por meio do Programa Facilitadores. A listagem de endereços e horários de atendimento pode ser conferida no site, clicando aqui.

• Todos os serviços do IPE Saúde podem ser solicitados através do atendimento digital.
• Mais informações em www.ipesaude.rs.gov.br

Informações: Ascom IPE Saúde

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Por questões estruturais, a EEEM Mariante, localizada no interior de Venâncio Aires – região do 18° Núcleo do CPERS (Santa Cruz do Sul) – teve um dos prédios da escola interditado no mês de junho desse ano. Após, os alunos(as) foram realocados para outro, mas nova surpresa: a extrema precariedade da instalação elétrica impediu a realização das aulas no local.

Agora, com toda a estrutura comprometida, os mais de 250 estudantes foram obrigados a retornar para o ensino remoto.

“Em um dos prédios a interdição é devido a problemas na estrutura e no outro é por causa da parte elétrica, com risco de curto-circuito ou incêndio”, explica a diretora Naira Elizabeth Rosa.

Foto: Roni Müller/Jornal Folha do Mate

Devido à situação, as aulas presenciais foram interrompidas e iniciou-se o ensino remoto. “No momento, o que conseguimos fazer é ter as aulas de forma síncrona e assíncrona na plataforma Google Sala de Aula, pelo WhatsApp, video-chamadas e também entregando material impresso, quando necessário. Mas tentaremos retornar ao presencial de forma escalonada, utilizando duas salas cedidas pelo município”, observa Naira.

Segundo a diretora, outro espaço perto da escola está sendo preparado, onde atenderão mais duas turmas: “Faremos revezamento e isso dará o total de seis turmas por dia, mas temos 15”, explica.

Para ela, a maior dificuldade, tanto para professores(as) quanto para alunos(as), é o acesso à internet, uma vez que muitos estudantes não dispõem de aparelhos e/ou de internet adequada. “Além disso, a falta do contato presencial acaba deixando muitas dúvidas para ambas as partes”, ressalta.

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) está ciente dos problemas da escola e informou que a reforma da rede elétrica está em fase de elaboração de projeto.

“Ainda não temos nenhuma previsão concreta. Nosso sentimento é de apreensão e incerteza sobre como será o amanhã. Estamos vivendo e vencendo um dia de cada vez”, desabafa a diretora da escola.

O CPERS seguirá acompanhando e denunciando o descaso do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação pública gaúcha e com os professores(as) e funcionários(as) de escola. É urgente que a atual gestão providencie as reformas necessárias para garantir um ambiente de aprendizagem seguro e adequado a educadores(as) e estudantes.

Foto destaque: Leonardo Pereira/Jornal Folha do Mate

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Nesta quarta-feira (13), os núcleos do CPERS das regiões de Pelotas (24º) e Rio Grande (6º) realizaram o Encontro Regional dos Aposentados(as), em Pelotas.

O ponto de encontro foi na Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel), com o tema de Festa Julina “Arraiá do CPERS”, os professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as) receberam informações jurídicas, das lutas da categoria, do IPE Saúde e da atual conjuntura política, além de muita diversão com as atividades culturais.

Glaci Weber, diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, destacou os ataques dos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) e a luta da categoria.

A diretora conclamou os presentes para a Marcha das Aposentadas(os), que ocorrerá em Porto Alegre no dia 13 de setembro. A concentração será às 9h em frente ao CPERS, seguido de caminhada até o Palácio Piratini. “Nesse dia, nosso lugar é na rua.  Vamos entregar para o governo nosso abaixo-assinado e as moções de apoio que recebemos das Câmeras de Vereadores de todo o estado. Não podemos mais admitir o descaso do governo com os aposentados”, concluiu Glaci.

O representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Antônio Alberto Andreazza, falou sobre a crise financeira pela qual a instituição passa e ressaltou a importância dos educadores(as) estarem mobilizados em defesa do IPE Saúde público e de qualidade.

O início do evento teve a saudação de boas-vindas do diretor do 24º Núcleo, Mauro Amaral, da vice-diretora do 6º Núcleo, Andréa da Rosa, da representante dos aposentados(as) do 24º Núcleo, Eloisa Sodré, e das diretoras do CPERS, Carla Cassais e Juçara Borges.

Ações Jurídicas

Marcelo Fagundes, advogado do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, assessoria jurídica do CPERS, falou sobre as principais ações jurídicas do Sindicato, entre elas a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que tem como objetivo reverter o desconto da previdência que os aposentados(as) passaram a pagar em 2019. A ação segue no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda para julgamento.

Dança e música

Os professores(as) e funcionários(as) de escola aposentados(as) divertiram-se com a apresentação do grupo de dança Carnajunina, do Clube Cultural Fica Ahí, de Pelotas. Após a apresentação, os educadores(as) dançaram com o grupo, músicas típicas de Festa Junina.

Os Encontros Regionais são uma preparação para o Encontro Estadual dos Aposentados(as) do CPERS, que será realizado nos dias 29 e 30 de agosto, em Bento Gonçalves.

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🔔 No dia 13 de setembro, professoras(es) e funcionárias(os) de escola aposentadas(os) têm compromisso com a luta!

🚶🏽‍♀️ Marcharemos pelas ruas de Porto Alegre contra o confisco dos salários, pela revogação do reenquadramento de aposentadorias de 40h e em defesa do IPE Saúde público e de qualidade.

✊🏾 Vivemos um período de ataques constantes, com o agravamento da retirada de direitos. Marcharemos unidos e fortes, acreditando que, sim, é possível e urgente assegurar um novo tempo para os educadores(as).

💪🏾 A concentração será às 9h, em frente à sede do CPERS, e seguiremos em caminhada até o Palácio Piratini.

❗ Chega de descaso com quem dedicou uma vida inteira pela educação dos gaúchos(as).

#MarchaDasAposentadas #Dia13VaiTerLuta

🤝🏾 Contate o seu núcleo do CPERS e mobilize-se! 

1º – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º – Santa Maria – 55.3221.7262
3º – Guaporé- 54.3443.1232
4º – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º – Montenegro – 51.3632 2654
6º – Rio Grande – 53.3232.8685
7º – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º – Estrela – 51.3712.1798
9º – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º – Osório – 51.3663.1886
14º – São Leopoldo – 51.3592.4968
15º – Erechim – 54.3522.1637
16º- São Borja – 55.3431.2647
17º – Bagé – 53.3242.4122
18º – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º – Alegrete – 55.3422.2944
20º – Canoas – 51.3476.2656
21º – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º – Gravataí – 51.3488.3712
23º – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º – Pelotas – 53.3225.2166
25º – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º – Três Passos – 55.3522.1917
28º – Soledade – 54.3381.1130
29º – Santiago – 55.3251.2602
30º – Vacaria – 54.3231.2308
31º – Ijuí – 55.3332.9711
32º – Taquara – 51.3542.1489
33º – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º – Guaíba – 51.3480.3022
35º – Três de Maio – 55.3535.1942
36º – Cerro Largo – 55.98453.7847
37º – Carazinho – 54.3331.3551
38º – Porto Alegre – 51.3227.4143 / 3062.4146
39º – Porto Alegre – 51.3221.2380
40º – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º – São Gabriel – 55.3232.5860
42º – Camaquã – 51.3671.5081

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