Nesta terça-feira (9), A PEC 274/2019, de autoria do deputado Eric Lins (PL), retorna à pauta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Confira, abaixo, alguns dos principais prejuízos – caso a PEC seja aprovada e clique nos links para pressionar os deputados(as) para que digam #NãoàPEC274!

Descontinuidade do ensino, terceirizações e voucherização

Sem qualquer fundamentação pedagógica e debate com as comunidades escolares, a PEC 274 promove a fragmentação e a descontinuidade da aprendizagem dos alunos(as), tornando o Ensino Fundamental completo facultativo nas escolas ao alterar a redação do art. 216 da Constituição Estadual; também abre brechas para as terceirizações de escolas, como aconteceu nas redes municipais, e para a voucherização de estudantes com vagas nas privadas.

A oferta do Ensino Fundamental completo pelas escolas estaduais precisa ser planejada e executada de forma coesa, como dispõe na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e que obviamente faz muito mais sentido se ocorrer dentro de uma mesma unidade administrativa.

Risco de disputa aos recursos do Fundeb

Um dos principais problemas apontados é a possível disputa entre as escolas pelos estudantes sobre a distribuição do Fundeb, depositados em uma conta e distribuídos de acordo com o número de alunos(as).

O Fundeb não pode ser visto como instrumento de “disputa” de recursos se o objetivo maior, a finalidade comum, for a universalização da educação básica e a qualidade da educação, o que pode haver uso ineficiente do recurso.

Aumento da evasão escolar e insegurança sobre o futuro das unidades escolares

A Proposta também pode fomentar a evasão escolar, já que desconsidera as dificuldades a serem enfrentadas pelas famílias de estudantes, sobretudo em escolas do campo, além de ignorar exigências do Conselho de Educação.

Pior: com a alteração, haverá ainda maior insegurança sobre o futuro das unidades escolares, já ameaçadas pelo movimento de municipalização levado a cabo pelos governos Sartori (MDB) e Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

Também tirará da esfera municipal qualquer ingerência da decisão sobre a localidade das escolas centrais com Ensino Fundamental completo, afastando a comunidade escolar e prejudicando todo o processo de aprendizado dos alunos(as), que ficam sujeitos a diferentes métodos e precisam passar por novos processos de socialização.

Escolas do campo ficariam mais desprotegidas

A PEC 274 terá consequências sistêmicas, educativas e sociais incalculáveis. Trata-se de um retrocesso que não se aplicaria apenas nas zonas urbanas, mas se estenderia à zona rural, que ficaria num vácuo: sem regulamentação, sem exigências, sem proteção ou segurança quanto à qualidade de sua oferta.

Pressione os deputados(as) para que rejeitem a PEC 274

É fundamental discutir a garantia da manutenção das escolas, promover o debate junto às comunidades escolares, além de salário e condições dignas de trabalho aos educadores(as).

Os deputados(as) precisam honrar seu compromisso com os gaúchos(as) e valorizar, de fato, o ensino público. Lembre-se: neste ano eleitoral, fique de olho em quem defende a educação e os educadores(as).

É preciso unidade para resistir a mais esse ataque ao ensino público! #NãoàPEC274!

>> Clique nos links e deixe o recado: deputado(a) que defende a educação, diz #NãoàPEC274!

➡️ MDB

Beto Fantinel – beto.fantinel@al.rs.gov.br
Carlos Búrigo – https://cutt.ly/DKv78Pl
Gabriel Souza – https://cutt.ly/xKv5fzr
Gilberto Capoani – https://cutt.ly/MKv5IUI
Juvir Costella – juvir.costella@al.rs.gov.br
Patrícia Alba – https://cutt.ly/fKv59FV
Tiago Simon – https://cutt.ly/pKv6tKQ
Vilmar Zanchin – https://cutt.ly/fKv6hUj

➡️ PP

Adolfo Brito – https://cutt.ly/8KbraLn
Ernani Polo – https://cutt.ly/wKbrk7C
Frederico Antunes – https://cutt.ly/vKbrmmJ
Issur Koch – professor.issurkoch@al.rs.gov.br
Sérgio Turra – sergio.turra@al.rs.gov.br
Silvana Covatti – https://cutt.ly/2KS16JA
Vilmar Lourenço –  vilmar.lourenco@al.rs.gov.br

➡️ PSDB

Luiz Henrique Viana – luiz.viana@al.rs.gov.br
Mateus Wesp – https://cutt.ly/pKbp5gw
Neri o Carteiro – https://cutt.ly/LKbabHb
Pedro Pereira – pedro.pereira@al.rs.gov.br
Rodrigo Maroni – https://cutt.ly/VKbdB3C
Zilá Breitenbach – https://cutt.ly/eKbd4o7

➡️ PL

Capitão Macedo – https://cutt.ly/HKbgxCX
Eric Lins – https://cutt.ly/DKbgQA6
Kelly Moraes – https://cutt.ly/rKbgUV6
Paparico Bacchi – https://cutt.ly/RKbj4Uq
Rodrigo Lorenzoni – rodrigo.lorenzoni@al.rs.gov.br

➡️ PSB

Dalciso Oliveira – https://cutt.ly/HKbkblV
Elton Weber – elton.weber@al.rs.gov.br

➡️ PTB

Elizandro Sabino – https://cutt.ly/FKbkVT6

➡️ Novo

Fábio Ostermann – https://cutt.ly/BKbk8TT
Giuseppe Riesgo – https://cutt.ly/fKbzasG

➡️ União Brasil

Aloísio Classmann – https://cutt.ly/lKbzzB2
Dirceu Franciscon – https://cutt.ly/qKbzEZz
Dr.Thiago Duarte – https://cutt.ly/DKbzIBB

➡️ Republicanos

Fran Somensi – https://cutt.ly/4KbgHHr
Franciane Bayer – https://cutt.ly/UKbgXTD
Sergio Peres – https://cutt.ly/CKbki17
Tenente Coronel Zucco – https://cutt.ly/AKbkhMf

➡️ PSD

Gaúcho da Geral – gaucho.dageral@al.rs.gov.br

➡️ Cidadania

Any Ortiz – https://cutt.ly/WKbg3A8

➡️ PDT

Eduardo Loureiro – https://cutt.ly/7Kbh275
Gerson Burmann – https://cutt.ly/DKbjqQm
Juliana Brizola – https://cutt.ly/zKbhKMa
Luiz Marenco – https://cutt.ly/cKbjoco

➡️ PSOL

Luciana Genro – https://cutt.ly/VKbhsJv

➡️ PT

Fernando Marroni – https://cutt.ly/qKbjhux
Jeferson Fernandes – https://cutt.ly/IKbjzDe
Luiz Fernando Mainardi – https://cutt.ly/pKbjnx3
Pepe Vargas – https://cutt.ly/1KbjUB2
Sofia Cavedon – https://cutt.ly/KKbhk79
Stela Farias – stela.farias@al.rs.gov.br
Valdeci Oliveira – https://cutt.ly/GKbjJeT
Zé Nunes – https://cutt.ly/PKbjMKa

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Dezenas de educadores(as) reuniram-se na sede do núcleo de Frederico Westphalen para o Encontro Regional dos Aposentados(as) do CPERS, na tarde da última sexta-feira (5). O evento mobilizou professoras(es) e funcionárias(os) de escola dos núcleos de Frederico Westphalen (26º), Três Passos (27º) e Três de Maio (35º).

Valorização dos educadores(as), reconhecimento, defesa dos direitos, conjuntura política, união e mobilização para a luta foram os principais assuntos abordados.

No início da atividade os diretores de núcleos: Maria Cleni da Silva (26º), José Lisandro dos Santos (27º) e Marino Simon (35º) fizeram a sua saudação  e acolhimento aos aposentados e aposentadas.

Na sequência, ocorreu o momento cultural – o secretário do 26º Núcleo, Ailton Solano Costa de Lima, tocou violão e cantou variadas músicas. O grupo do 35º núcleo se apresentou com músicas folclóricas (Festa Junina) e o grupo do 27º núcleo cantou, dançou e declamou poesia.

Conjuntura política, IPE Saúde e informações jurídicas

Glaci Weber, diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, destacou os ataques dos governos estadual e federal e a importância do voto consciente: “Leite mentiu que nos deu reajuste de 32% e Bolsonaro nos fez voltar a pagar a Previdência. Por isso, é muito importante que em outubro nosso voto seja em candidatos que defendam a educação pública e os educadores.”

A diretora convidou os presentes para a Marcha das Aposentadas(os), que ocorrerá em Porto Alegre no dia 13 de setembro, a partir das 9h, em Porto Alegre. “Sairemos em marcha da sede do CPERS até o Palácio Piratini e entregaremos ao Ranolfo nosso abaixo-assinado e as moções de apoio que recebemos das Câmeras de Vereadores de todo o estado. Temos que lutar para reverter o reenquadramento de 40h para 20h e o desconto da Previdência”, concluiu Glaci.

Vera Lessês, diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a) e representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, fez uma breve análise da conjuntura política no âmbito federal e estadual e abordou as relações entre os prestadores de serviços e o IPE Saúde, e destes com os segurados(as).

“Quando os prestadores de serviços estão no guia médico e hospitalar do IPE Saúde não devem cobrar tarifa diferenciada e se estão credenciados devem atender pelo convênio”, frisou Vera.

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, explanou sobre as principais ações do Sindicato, entre elas a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), que tem como objetivo reverter o desconto da previdência que os aposentados(as) passaram a pagar em 2019.

“O CPERS entrou com a ADI, que foi favorável aos aposentados(as), mas o Estado recorreu em Brasília. A ação segue no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda para julgamento”, explicou Marcelo.

Os Encontros Regionais dos Aposentados continuam durante o mês de agosto, culminando no Encontro Estadual que será realizado nos dias 29 e 30 de agosto, em Bento Gonçalves.

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A primeira semana da #CaravanaPelaDemocracia do CPERS foi marcada por muita luta, unidade e mobilização, e se encerrou nesta sexta (5), passando por cidades que abrangem os núcleos de São Gabriel (41º) e Santo Ângelo (9º).

Além delas, em quatro dias, dirigentes do Sindicato também percorreram as  regiões de abrangência dos núcleos de Santana do Livramento (23º), Cerro Largo (36º), Alegrete (19º), São Luiz Gonzaga (33º), São Borja (16°) e Uruguaiana (21°), visitando cerca de 70 escolas.

“A Caravana se mostrou em uma receptividade muito grande entre a categoria a um interesse em se discutir projetos e programas de governança para o país e o estado. É perceptível a indignação e a revolta dos nossos colegas, professores e funcionários, da ativa e aposentados, com as políticas de destruição, privatização dos serviços públicos e retirada de direitos”, asseverou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt.

Para o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, o balanço da primeira semana foi extremamente positivo.

“Essa primeira semana demonstra a necessidade de estarmos juntos à nossa base de trabalhadores e trabalhadoras da educação. O Sindicato  tem esse trabalho de formiguinha de ir de escola em escola, elencando problemas, construindo soluções, atendendo os nossos sócios e sócias que estão exaustos de tantas atividades. Precisamos construir um futuro digno para a educação e todos os educadores”, afirmou Edson.

A diretora Juçara Borges criticou os políticos que em campanha dizem valorizar a educação, mas quando se elegem não escutam quem educa.

“Ninguém ouve quem realmente faz a educação acontecer, que são os professores e funcionários de escola da ativa e aposentados. Neste ano, temos o poder de escolher que projeto queremos para o futuro do Rio Grande do Sul e quem valoriza de fato aqueles que trabalham no chão da escola. A consciência política é fundamental”, frisou.

O governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) deixa o legado de destruição de direitos, privatizações, fechamento de instituições de ensino e turmas, confisco dos salários dos educadores(as) e miséria.

Por isso, a mobilização massiva da categoria, nas escolas, nas ruas e nas urnas, é fundamental.

“Precisamos de unidade para recuperar o que nos roubaram. Fomos um dos primeiros sindicatos a sair às ruas para defender a democracia na época da ditadura. É preciso honrar a nossa história de lutas”, destacou a diretora Sandra Regio.

Este ano é crucial para definir o futuro do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Esperançar um novo mundo recuperando direitos, os salários confiscados dos professores(as) e funcionários(as) de escola da ativa e aposentados(as) e construindo uma educação pública, laica e de qualidade social é possível, desde que haja coragem, unidade e luta.

“Precisamos da participação massiva da categoria nas mobilizações do CPERS, nas redes, nas ruas, em todos os espaços. Temos a responsabilidade de escolher que tipo de projeto queremos para o estado e o país”, finalizou o diretor Cássio Ritter.

O CPERS segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortalecer o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

> Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia nesta semana:

> São Gabriel (41º núcleo)
EEEM XV de Novembro
EEEM Fernando Abbot
EEEF Dr. Pery da Cunha Gonçalves
EEEM Dr. José Sampaio Marques Luz
IEE Menna Barreto
EEEB Dr. Celestino Lopes Cavalheiro

> Santo Ângelo (9º núcleo)
CE Onofre Pires
CE Missões
CE Pedro II
ETE Presidente Getúlio Vargas
EEEB Theodorico Alves Teixeira (Eugênio de Castro)
ETE Entre-Ijuís (Entre-Ijuís)
EEEB Padre Antônio Sepp (São Miguel das Missões)

> Santana do Livramento (23º núcleo)
IEE Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha
IEE Dr. Carlos Vidal de Oliveira – CIEP
EEEB General Neto
EEEF Rivadavia Correa
EEEF Vitelio Gazapina
IE Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha
IEE Dr. Carlos Vidal Oliveira
EEEF Maurício Cardoso
EEEM Professor Chaves
EEEM Plácido de Castro (Rosário do Sul)
EEEM Padre Angelo Bartelle ( Rosário do Sul)
EEEF Dr. Roberto Osório Júnior (Quaraí)
CIEP (Quaraí)
EEEM Dargtanhan Tubino (Quaraí)

> Cerro Largo (36º núcleo)
EEEB Eugênio Frantz
EEEM Carlos Bratz
EEEF Sargento Silvio Delmar Hollenbach
EEEM Coronel Antônio Fioravante (Porto Xavier)
IEE São Francisco Xavier (Porto Xavier)
CE Athayde Pacheco Martins (Ubiretama)
CE Professor Pedro José  Scher (São Pedro do Butiá)
EEEB Prof Francisco Jose Damke (São Paulo das Missões)

> Alegrete (19º Núcleo)
EEEF Ecilda Alves Paim
EEEM Demétrio Ribeiro
CE Emílio Zuñeda
EEEM Tancredo Neves
EEEF Salgado Filho
CIEP
EEEF Arthur Hormain
EEEM José Bonifácio (Polivalente)
IEE Osvaldo Aranha
EEEF Marquês de Alegrete
EEEF Gaspar Martins
EEEF Eduardo Vargas
EEEB Dr. Lauro Dornelles

> São Luiz Gonzaga (33º Núcleo)
IE Rui Barbosa
IEE Professor Osmar Poppe
ETE Cruzeiro do Sul
EEEM São Luiz
EEEB José Adolfo Meister (Caibaté)

> São Borja (16° Núcleo)
IE Padre Francisco Garcia
EEEF Franco Baglione
Colégio Estadual São Borja
EEEF Viriato Vargas
IE Getúlio Vargas

> Uruguaiana (21° Núcleo)
EEEF Sen. Salgado Filho
EEEM Dr. João Fagundes
EEEF Hermeto Bermúdez
EEEM Uruguaiana
EEEM Rondon
EEEM Elisa Ferrari Valls
EEEM Dom Hermeto
CE Roberval

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O Brasil registra avanços na alfabetização, na escolarização das crianças e jovens e no nível de instrução das pessoas de 25 anos ou mais, entre 2016 e 2018. No entanto, as desigualdades persistem – é o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2018 (PNAD).

A falta de investimento é um dos fatores que impede que a educação avance com qualidade para todos. Em 2022, o orçamento da Educação teve corte de R$ 802,6 milhões. Só o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ficou sem R$ 499 milhões.

“A educação pública não é prioridade e vem ao longo desse governo federal sendo abandonada. Os cortes sucessivos de recursos no momento pós pandemia – em que deveria duplicar, triplicar investimentos – demonstra a intenção de destruir a escola pública e privatizar o ensino”, afirma a professora Ana Cristina Guilherme, secretária executiva da CNTE e presidenta do Sindiute de Fortaleza/CE.

Segundo a professora, as escolas públicas brasileiras padecem de falta de infraestrutura, de recursos didático pedagógicos, de valorização aos trabalhadores e de falta de acesso à internet. “Nós sabemos que é a falta de educação de qualidade que permite o mundo desigual, que mantém as injustiças. A educação pública precisa de ser universalizada, de investimentos para construí-las, precisa manter as existentes, equipá-las, valorizar os/as professores/as com uma carreira atrativa, com formação continuada. Sem investimentos é a falência”, sintetiza.

Desigualdade

O Brasil é um dos países com maior desigualdade de aprendizagem entre os estudantes considerados ricos e pobres, segundo os critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em leitura, o Brasil ficou em terceiro lugar na lista de países mais desiguais entre alunos de família de alta e baixa renda, abaixo apenas de Israel e Filipinas. É o que aponta o levantamento de dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).

“Hoje, a cada 100 alunos que ingressa ao ensino fundamental, 70 chega ao final ensino médio. Eles chegam com um resultado satisfatório? Não. Mas é incomparável com o que já tivemos.”, disse, durante entrevista à CBN, o jornalista Antônio Gois, autor livro ‘O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente’. Na avaliação dele, o país perdeu sucessivas oportunidades, em tempos ditatoriais e democráticos, de ampliar o financiamento em momentos mais favoráveis.

“Ao contrário do que muitas vezes é dito, também avançamos em qualidade. Mas foi insuficiente para reverter o quadro de atraso frente aos países desenvolvidos. Em resumo, o atual quadro é resultado de um longo histórico de descaso e equívocos, que cobram um preço alto hoje”, explica Antônio Gois. “É possível e urgente termos uma educação pública universal de qualidade”, assegurou o jornalista.

Educação como prioridade

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou um documento com vários pontos em defesa da educação pública como prioridade para as eleições de 2022. “Inspirados em Paulo Freire, patrono da educação brasileira, façamos das eleições 2022 um espaço de conquistas e de escolhas de representantes comprometidos com a Escola Pública, Gratuita, Democrática, Emancipadora, Popular, Laica, de Qualidade Social e para Todos/as!”, diz trecho da nota.

“Sabemos que temos que ser resistência, temos que exigir melhores condições, fazendo o melhor com o que temos, pois precisamos que o filho da classe trabalhadora tenha o direito e o acesso à leitura do mundo, para transformar esse mundo”, conclui a secretária executiva da CNTE, Ana Cristina Guilherme.

Fonte: CNTE
Foto: Chico Bezerra/Prefeitura Municipal do Jaboatão dos Guararapes

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“Estamos realizando essa caravana para convidar os colegas a um exercício de reflexão. Precisamos refletir sobre o que nos afeta, o que nos interessa, o que nós queremos. Estamos convidando os educadores para refletir sobre o passado, o presente e o futuro. Uma reflexão sobre discurso e prática”, asseverou o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, durante a passagem da #CaravanaPelaDemocracia pela região de Santana do Livramento (23º Núcleo).

Nesta quinta-feira (4), além de visitar cidades de abrangência do 23º Núcleo, a Caravana percorreu municípios da região de Cerro Largo (36° Núcleo). 

Dirigentes do Sindicato debateram a luta pela educação pública de qualidade nas escolas, nas ruas e nas urnas. Também constataram de perto o descaso do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com os educadores(as) e as instituições de ensino, denunciando à sociedade em rádios locais.

Quadra de escola de Porto Xavier está há quatro anos sem telhado decente

Em setembro deste ano completará quatro anos que a EEEM Coronel Antônio Fioravante, em Porto Xavier (36° Núcleo), aguarda pela reforma no telhado do ginásio de esportes. Após um vendaval que atingiu a região em 2018, o telhado ficou com diversos buracos. Com o tempo, a chuva que entra no local danificou também o piso e comprometeu a rede elétrica. 

“Ano passado fizeram licitação, mas, no total, três empresas desistiram. Está muito perigoso, com risco de curto circuito”, desabafa o diretor da instituição, Valdetar Flores da Veiga. 

Há poucos dias, a 32° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) informou que uma empresa venceu a licitação, mas não informou quando será o início das obras.

Enquanto isso, a comunidade escolar se vira como pode, principalmente quando chove, e acaba sendo obrigada a usar outros espaços para não interromper as atividades ou correr o risco de alguém se machucar.

O ginásio só pode ser usado quando o tempo está bom e mesmo assim com cuidado para que ninguém se machuque devido às péssimas condições do piso. “Acabamos usando muito o pátio da escola”, relata o diretor Valdetar. 

Mas os problemas não param por aí. Todo o segundo andar da  escola está com infiltrações no teto.  “Já tivemos que chamar eletricista para trocar as chaves”

Para piorar, outro problema causado pela infiltração é o chão do auditório  que está danificado.

Além disso, devido à falta de funcionário(a), a biblioteca da instituição está fechada.

Para o vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, a situação vivenciada pela comunidade escolar é inadmissível.

“Isso é muito ruim e muito difícil quando não se tem um aporte financeiro para poder resolver esses problemas. O ginásio parece uma piscina com a chuva tamanho o descaso do governo. O piso fica todo danificado. É absurdo!”, afirmou Edson.

Confira o vídeo!

Em dia de chuva, escola de Rosário do Sul sofre com as goteiras 

Refeitório alagado, infiltrações e aulas em meio a baldes e esfregões. Essa é a realidade da EEEM Padre Ângelo Bartelle, de Rosário do Sul, quando chove. 

A #CaravanaPelaDemocracia visitou a instituição e constatou dificuldades semelhantes das vivenciadas pela EEEM Coronel Antônio Fioravante, de Porto Xavier. O descaso do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) é o mesmo.

A diretora da Padre Ângelo Bartelle, Cristiane Roquete, relata que tenta resolver o problema do telhado há anos, mas cada vez encontra mais dificuldades. 

“Essa é a minha segunda gestão e desde a primeira venho pedindo a obra do telhado. Eles vêm, colocam placa anunciando a obra e toda vez eles só fazem um remendo e segue chovendo dentro da escola”, desabafa Cristiane. 

No ano passado, a instituição de ensino foi contemplada com a verba do Agiliza do governo estadual, mas o recurso não pôde ser utilizado para as principais demandas da Ângelo Bartelle: “Além da reforma do telhado, precisamos de um muro urgente, porque  a escola fica vulnerável sem e já foi até invadida, mas a verba do Agiliza nao pode ser utilizada para grandes obras, então seguimos sem, mesmo tendo o dinheiro para fazer”, relata a diretora.   

Atualmente, a escola conta com a ajuda da comunidade e realiza atividades para conseguir resolver questões mais urgentes.  

“Os pais colocaram os ares condicionados nas salas, mas a rede elétrica não comportou e eles tiveram que comprar o gerador”, explica a diretora Cristiane.

Para a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, este ano é crucial para que os educadores(as) decidam o futuro da educação elegendo quem defende os direitos da categoria.

“A atual conjuntura política, dominada por governos autoritários e neoliberais, exige resistência. Nossos direitos foram conquistados ao longo de décadas de lutas e enfrentamentos com os mais diversos governos e estão ameaçados. Neste ano, nossa principal missão é derrotar quem quer acabar com os nossos direitos”, afirmou.

A #CaravanaPelaDemocracia segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortificar o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia:

> Santana do Livramento (23º núcleo)

IEE Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha
IEE Dr. Carlos Vidal de Oliveira – CIEP
EEEB General Neto
EEEF Rivadavia Correa
EEEF Vitelio Gazapina
IE Professor Liberato Salzano Vieira da Cunha
IEE Dr. Carlos Vidal Oliveira
EEEF Maurício Cardoso
EEEM Professor Chaves
EEEM Plácido de Castro (Rosário do Sul)
EEEM Padre Angelo Bartelle ( Rosário do Sul)
EEEF Dr. Roberto Osório Júnior (Quaraí)
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EEEM Dargtanhan Tubino (Quaraí)

> Cerro Largo (36º núcleo)

EEEB Eugênio Frantz
EEEM Carlos Bratz
EEEF Sargento Silvio Delmar Hollenbach
EEEM Coronel Antônio Fioravante (Porto Xavier)
IEE São Francisco Xavier (Porto Xavier)
CE Athayde Pacheco Martins (Ubiretama)
CE Professor Pedro José  Scher (São Pedro do Butiá)
EEEB Prof Francisco Jose Damke (São Paulo das Missões)

 

 

 

      

        

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Educadores brasileiros repudiam o crescimento do discurso de ódio no Chile propalado por Pedro Pool, empresário e líder do movimento de rechaço ao novo texto constitucional do país

No último dia 28 de julho, o empresário chileno Pedro Pool, líder do movimento Rechazo de Osorno, província do sul do Chile, que luta contra a aprovação do novo texto constitucional apresentado ao Presidente Gabriel Boric e que será objeto de plebiscito popular no próximo dia 4 de setembro, fez mais um de seus discursos de ódio e fomento à violência política. Não foi a primeira vez e, se não contido, não deverá ser a última. Sem qualquer pudor, Pool ameaçou de morte professoras e professores chilenos em uma entrevista que está viralizando nas redes sociais de todo o mundo.

Acusando os profissionais do magistério de seu país de serem doutrinadores de esquerda, ameaçou fuzilar a todos se, assim, tivesse oportunidade para fazê-lo. Trata-se de mais uma manifestação de ódio desse senhor. Ainda no final do mês de julho desse ano, ele ameaçou também fuzilar os constituintes chilenos que defendem o texto aprovado para a nova Constituição do país. Em função de sua declaração, já foi denunciado com uma queixa-crime no Juizado de Garantias de Osorno, que solicitou medidas cautelares contra Pool, como
sua própria prisão.

Não satisfeito, e em uma clara de demonstração de acirramento e ataque aos preceitos basilares de qualquer regime democrático, atacou agora os professores chilenos. Por meio de suas instituições constituídas, é fundamental que o povo chileno barre de forma contundente o crescimento e o fomento da violência política como esses que Pool vem fazendo de forma recorrente.

O Brasil conhece de perto a experiência de ter deixado prosperar o discurso de ódio em um passado muito recente, sem ter conseguido impor uma contenção política necessária à sua disseminação. Quando o atual presidente brasileiro promovia ataques aos direitos humanos e de minorias, de forma quase que caricatural quando exercia o seu mandato parlamentar na Câmara Federal do país, ninguém deu a devida atenção e tampouco existiu qualquer repreensão às suas falas. Hoje, na Presidência da República do Brasil, ele instituiu no país um clima político de violência que, no limite, já causou até vítimas fatais.

É imperioso que o povo e as instituições chilenas contenham este senhor que, como líder de um movimento que luta contra uma nova Constituição do país, defendendo a  permanência de um texto legal ainda dos tempos da ditadura sanguinária de Augusto Pinochet, alimenta um discurso de ódio e de violência que não pode nunca ser naturalizado e aceito como liberdade de expressão.

Os educadores brasileiros se somam ao desejo regional de vários países e povos do mundo em enterrar de forma definitiva o entulho autoritário de uma Constituição que não garante direitos, como essa de Pinochet. Todo apoio à aprovação do texto da nova Constituição chilena!

Brasília, 03 de agosto de 2022
Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE

Foto: José Pereira

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Nesta quarta-feira (3), ocorreu o Encontro Regional dos Aposentados(as) do 13º Núcleo (Osório) do CPERS. Reunidos no auditório da Câmara de Vereadores do município, educadores(as) receberam informações da assessoria jurídica, do IPE Saúde, de luta e mobilizações, além da análise da conjuntura política.

A diretora do 13º Núcleo, Marli Aparecida de Souza, fez a abertura do evento dando as boas-vindas aos presentes.

Logo após, os educadores(as) assistiram à apresentação “Escolinha do Professor Raimundo” dos estudantes da Escola Rural de Osório, turma 204.

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, destacou as ações mais importantes para a categoria, além de sanar dúvidas dos participantes.

Luta, saúde e mobilização

Pela parte da tarde, a diretora do Departamento dos Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber, fez uma análise dos ataques dos governos federal e estadual e ressaltou a importância da escolha dos candidatos(as), que tenham a educação pública como prioridade, nas eleições deste ano.

“Este é um ano decisivo para o futuro da educação pública e para a nossa tão necessária valorização. Precisamos estar atentos e depositar nosso voto em quem nos respeita e quer uma educação pública de qualidade”, frisou.

A diretora do Sindicato, Alda Souza, ressaltou as perdas da categoria e destacou a importância do voto consciente nas eleições que se aproximam. “Temos que mostrar nas urnas a nossa indignação e eleger somente candidatos que tenham compromisso com a educação pública e com os trabalhadores.”

A diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, analisou a atual crise financeira do Instituto e a relação com os prestadores de serviço, além de destacar a importância da mobilização em defesa do IPE Saúde.

“Temos que continuar unidos na luta por um IPE Saúde público, solidário e de qualidade, que atenda as necessidades de todos os segurados(as) e dependentes”, concluiu Vera.

Os Encontros Regionais são uma preparação para a etapa estadual do Encontro dos Aposentados(as), que ocorrerá nos dias 29 e 30 de agosto, em Bento Gonçalves.

 

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Manifesto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) lido e aprovado por unanimidade pela assembleia de sócios da entidade, durante a 74ª reunião anual, na Universidade de Brasília (UnB), a Carta de Brasília alerta para a ameaça sem precedentes à educação e à ciência no Brasil e conclama a população a votar, em outubro, “com confiança, serenidade e consciência”, para que representantes do Executivo e do Legislativo defendam, efetivamente, os interesses legítimos da sociedade.

A entidade conclama, ainda, todas as entidades e instituições dos diversos setores da sociedade civil para se unirem na firme defesa da realização das eleições livres e no respeito aos resultados do pleito.

“Nossos jovens têm que poder sonhar com um Brasil no qual possam viver condignamente e do qual possam se orgulhar. As próximas eleições serão fundamentais para isto.”

“Nossa Constituição Federal garante o acesso à educação, à ciência e tecnologia, à saúde, ao meio ambiente e o respeito aos direitos humanos e às liberdades democráticas. Nossos jovens e o conjunto da população brasileira têm direito a uma educação inclusiva e de qualidade. As eleições de outubro próximo serão decisivas. Nelas, teremos chance de mudar os rumos do país. É fundamental que possamos implementar, a partir de janeiro, políticas públicas que revertam o dramático quadro social, político e econômico no qual estamos imersos.”

O documento pode ser acessado neste link.

Desde a publicação da Carta de Brasília, em 29 de julho, sociedades científicas das mais diversas áreas do conhecimento e de todas as regiões do país manifestaram apoio aos termos do documento e solicitaram a inclusão de seus nomes entre os signatários.

Confira a lista das entidades que já endossaram a Carta de Brasília

Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (ABECO)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF)
Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC Brasil)
Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge)
Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn)
Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)
Associação Brasileira de Estudos de Defesa (ABED)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP)
Associação Brasileira de Limnologia (ABL)
Associação Brasileira de Linguística (ABL)
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (Abrapec)
Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee)
Associação Brasileira dos Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (Esocite Br)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (Anppom)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (Anpepp)
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (Anptur)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege)
Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)
Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF)
Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (SOCICOM)
Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE)
Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)
Sociedade Botânica do Brasil(SBB)
Sociedade Brasileira de Administração Pública (SBAP)
Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf)
Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular – SBBq
Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia (Ecotox Brasil)
Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo (SBMAG)
Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB)
Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)
Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia)
Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE)
Sociedade Brasileira de Física (SBF)
Sociedade Brasileira de Genética (SBG)
Sociedade Brasileira de Geologia (SBG-Geologia)
Sociedade Brasileira de Geoquímica (SBGq)
Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)
Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE)
Sociedade Brasileira de Matemática (SBM)
Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC)
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)
Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO)
Sociedade Brasileira de Ótica e Fotônica (SBFoton)
Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP)
Sociedade Brasileira de Protozoologia (SBPZ)
Sociedade Brasileira de Química (SBQ)
Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT)
Sociedade Brasileira de Virologia (SBV)
Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ)
União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (Ulepicc-Brasil)

Por Correio Braziliense – Eu Estudante (02/08/2022)

Fonte: CNTE

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Por projetos políticos que defendam a educação e os educadores(as), o CPERS pegou – mais uma vez – a estrada com a “#CaravanaPelaDemocracia: nas escolas, nas ruas e nas urnas”, nesta quarta-feira (3).

Dirigentes do Sindicato visitaram instituições de ensino e rádios das regiões de Alegrete (19º) e São Luiz Gonzaga (33º) para debater a conjuntura com professores(as), funcionários(as) de escola e a sociedade.



Para o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, o momento exige vigilância e unidade na escolha de representantes que – de fato – defendam a educação pública, laica e de qualidade social e os direitos de quem trabalha no chão da escola.

“Historicamente, o CPERS sempre realizou movimentos intensos e dirigidos de discussão e de mobilização com a categoria, a comunidade escolar e a sociedade. No ano passado e no início deste ano, realizamos outras caravanas que nos permitiram ter um alcance mais próximo aos nossos colegas trabalhadores da educação e que foram fundamentais para debater a educação e as pautas que afligem a categoria”, asseverou.

Saratt também explicou o principal objetivo desta edição da Caravana: “precisamos fazer o debate político educacional e pedagógico a respeito da condição da educação pública, então nada mais propício do que fazer isso no chão da escola. O CPERS tem uma tradição de sempre estar presente nas grandes lutas e debates que envolvem a sociedade e acreditamos que a escolha dos futuros governantes – nas urnas – é essencial para a garantia das reivindicações dos trabalhadores da educação e o caminho para a qualificação da escola pública”, afirmou.

Na atual conjuntura, é fundamental a participação massiva da categoria nos movimentos que garantam eleições democráticas em todo o país.

No dia 11 de agosto, o CPERS convoca os educadores(as) a se somarem à  “Mobilização nacional em defesa da democracia e por eleições livres” e contra a política de desmonte de direitos protagonizada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Estamos visitando as escolas para conversar com a nossa categoria sobre a importância da participação dos funcionários e dos professores, da ativa e aposentados, nas eleições de outubro. Temos a responsabilidade de escolher entre dois tipos de projetos: um que reza na cartilha do mercado financeiro e que retira direitos e vende tudo que é nosso e outro que defende os direitos sociais e dialoga com a categoria e o sindicato. O poder de decisão está em nossas mãos”, destacou a diretora Sandra Regio.

Escola do campo de Alegrete luta para garantir o direito à educação

Por onde a #CaravanaPelaDemocracia passa, denúncias quanto ao descaso do governo Eduardo Leite/Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação e os educadores(as) também são escancaradas.

É o caso da EEEF Arthur Hormain, de Alegrete, escola do campo que atende cerca de 130 alunos(as) da região rural da cidade, única próxima o suficiente para atender esses estudantes e que cada vez mais está sentindo os efeitos do enxugamento da atual gestão. 

Angelisa Kulmann Alves, diretora da instituição, relata que nos últimos anos os problemas se intensificaram. 

“Tiraram um turno da nossa escola. Agora, temos aula somente pela manhã, por essa razão eu não tenho mais vice-direção, já que o governo insiste que escolas que atendem um único turno não necessitam. Eu estou exausta, não consigo tirar férias porque aproveito o recesso para fazer a prestação de contas da escola e dar conta de todas as demandas da CRE e da Seduc”.  

A diretora destaca que, além das dificuldades na gestão, a retirada de direitos também dificulta o dia a dia. 

“Nós possuíamos 100% de Difícil Acesso e agora ficamos com somente 35% do Local de Exercício. Os alunos têm o transporte garantido, mas os educadores estão com dificuldades de chegar à escola e pagando o transporte do próprio bolso, já que o valor pago pelo governo é insuficiente”. 

A escola aguarda há anos a reforma de um dos prédios que tem goteiras e a cobertura da quadra. 

“Nós recebemos cerca de 1500 reais da verba de manutenção e 650 da verba permanente mensal, todo mês eu tenho que fazer malabarismos para manter a escola com esses valores”. 

Apesar das dificuldades, Angelisa não desiste: “eu persisto por amor a essa escola e pelo que faço, porque se depender do governo nós não temos apoio, já que não reconhecem as necessidades das escolas do campo”.

Desmonte da escola pública é um projeto de governo

A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, criticou a falta de investimento do governo Eduardo Leite/ Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) com a educação, cuja real intenção é sucatear para privatizar o ensino público.

“Há muito dinheiro para as fundações e não há o mínimo de recursos para os investimentos tão necessários à educação pública. Fica evidente que os governos que aí estão priorizam o capital. Por isso, é essencial levarmos essa análise para o chão da escola para que possamos eleger projetos que valorizem e priorizem os funcionários, os professores e a qualidade da  educação pública”, destacou Rosane. 

Para a diretora do Departamento dos Funcionários(as) de Escola do CPERS, Juçara Borges, o projeto instalado no Rio Grande do Sul é de terceirização: “o estado favorece a iniciativa privada em detrimento do servidor. Isso precariza cada vez mais a educação. Agora, quando iniciarem as campanhas eleitorais, todos vão dizer que a educação é prioridade; precisamos ficar muito atentos”, pontuou.

Também acompanharam as visitas o diretor do 33° Núcleo  (São Luiz Gonzaga), Joner Alencar Marchi Nascimento, e a diretora do 19° Núcleo, Rosa Maria Agustini Dotta, além dos educadores(as) Delci Griebler, Ilara Culpo e Viviane Cattelan, do 33º Núcleo, e Maria Izete Pare Rhodes, Maria Marlene Pereira Menezes e Eric Gediel Vargas, do 19° Núcleo.

A #CaravanaPelaDemocracia segue na estrada, até o dia 9 de setembro, visitando  escolas das regiões dos 42 Núcleos do Sindicato para mobilizar a categoria e fortificar o projeto de futuro que queremos para a educação pública gaúcha e brasileira.

Clique aqui e confira o roteiro das próximas semanas. Organiza teu núcleo, chama os colegas e vamos somar na mobilização em defesa da democracia e da educação.

Confira abaixo as escolas visitadas na #CaravanaPelaDemocracia:

➡️ Alegrete (19º Núcleo)
EEEF Ecilda Alves Paim
EEEM Demétrio Ribeiro
CE Emílio Zuñeda
EEEM Tancredo Neves
EEEF Salgado Filho
CIEP
EEEF Arthur Hormain
EEEM José Bonifácio (Polivalente)
IEE Osvaldo Aranha
EEEF Marquês de Alegrete
EEEF Gaspar Martins
EEEF Eduardo Vargas
EEEB Dr. Lauro Dornelles

➡️ São Luiz Gonzaga (33º Núcleo)
IE Rui Barbosa
IEE Professor Osmar Poppe
ETE Cruzeiro do Sul
EEEM São Luiz
EEEB José Adolfo Meister (Caibaté)

                   

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O CPERS, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, manifesta a sua solidariedade à ex-deputada federal do Rio Grande do Sul e ativista na luta dos movimentos sociais, Manuela D’Ávila (PCdoB), à vereadora de Belo Horizonte, Duda Salabert (PDT), e à deputada Sâmia Bomfim, líder da bancada do PSol na Câmara de São Paulo.

Todas, mulheres que lutam pela igualdade social e de gênero na política brasileira, foram vítimas da covardia e misoginia escancaradas em práticas violentas e desumanas.

Na última segunda-feira (1º), Manuela denunciou em suas redes sociais uma série de ataques, violências e ameaças que ela e sua família vêm sofrendo. Entre as práticas mais graves, estão a exposição de sua filha Laura, de cinco anos, ameaçada de violência sexual, bem como ameaças de morte à Manuela e sua mãe.

No mesmo dia, Duda Salabert, única parlamentar trans de Belo Horizonte, anunciou ter recebido ameaças de morte de um neonazista por e-mail contra ela e sua família. 

Já Sâmia Bomfim revelou, em seu perfil do Twitter, nesta terça (2), que recebeu ameaças de morte com teor semelhante aos ataques recentemente direcionados à ex-deputada Manuela e à vereadora Duda.

É inaceitável e absurdo que, por motivações espúrias e disseminação de ódio gratuito, mensagens ameaçadoras tentem calar vozes femininas importantes na luta por igualdade social e por mudanças na sociedade brasileira.

Enraizada e apoiada no patriarcado, a violência contra a mulher está presente tanto no espaço público quanto na vida privada e precisa ser combatida permanentemente.

Na luta pela retomada da democracia no Brasil, é fundamental enfrentar o fascismo, que aliado à misoginia, ao racismo e à LGBTFobia, tem disseminado o ódio e a violência em nossa sociedade para constranger, calar ou eliminar quem luta por um mundo mais justo e menos desigual.

Nestas eleições, é preciso estar atento a quem combate os diversos tipos de ataques contra as mulheres e o feminicídio para que possamos construir políticas que erradiquem a violência de gênero no Rio Grande do Sul e no Brasil.

O CPERS seguirá vigilante, denunciando e exigindo que os crimes de ódio com motivação de gênero sejam punidos de forma exemplar. Exigimos justiça e a mais rápida apuração e responsabilização dos criminosos envolvidos.

Manu, Duda e Sâmia não estão sozinhas! Juntas iremos vencer este momento doloroso e vergonhoso da nossa história nacional. Todo o nosso carinho e solidariedade para estas guerreiras e suas famílias.

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