Por unanimidade, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que isenta do pagamento do Imposto de Renda (IR) trabalhadoras(es) que ganham até R$ 5 mil mensais. Além disso, o projeto estabelece redução progressiva das alíquotas para rendas de até R$ 7.350. O texto segue agora para sanção presidencial e deve entrar em vigor a partir de 2026.

A mudança representa um importante alívio para cerca de 20 milhões de brasileiros e brasileiras, especialmente para as(os) que mais sentiram o peso da defasagem histórica na tabela do IR.

Outro ponto importante, aprovado na mesma sessão, foi a taxação dos super-ricos. Agora, quem recebe a partir de R$ 600 mil ao ano passará a pagar alíquotas progressivas de até 10%. A taxa máxima incidirá sobre quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano e não será aplicada para quem já paga a alíquota máxima do IR de 27,5%. De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida alcançará cerca de 140 mil pessoas — apenas 0,13% das(os) contribuintes — que hoje pagam, em média, 2,54% de IR.

Ambas propostas fazem parte do compromisso do governo Lula (PT) de tornar o sistema tributário mais justo, podendo beneficiar quem ganha menos e cobrando de forma mais equilibrada dos que têm maiores rendas.

Calculadora do DIEESE mostra quanto você vai economizar com a nova isenção do IR

Quer saber quanto vai sobrar no seu bolso com a nova isenção do Imposto de Renda (IR)? O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) lançou uma calculadora online que mostra, de forma simples e rápida, quanto cada trabalhador e trabalhadora vai economizar com a mudança.

>> CLIQUE AQUI e acesse a calculadora do IR do DIEESE

Basta informar o valor do salário bruto para saber quanto a(o) trabalhadora(or) paga atualmente de IR, quanto passará a pagar com a isenção, além de quanto economizará por mês e ao longo de todo o ano.

> Alívio no bolso da categoria

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a ampliação da faixa de isenção do IR poderá beneficiar mais de 140 mil servidoras(es) da educação gaúcha, o que representa 88,2% das(os) profissionais da Secretaria da Educação (SEDUC). Em todo o país, mais de 20 milhões de trabalhadoras(es) serão contemplados com a nova faixa de isenção.

Atualmente, uma(um) educadora(or) que recebe R$ 5 mil por mês paga cerca de R$ 321,89 de IR mensal. Com a nova política, esse valor deixará de ser descontado, resultando em uma economia anual de aproximadamente R$ 4.170, um importante reforço na renda de quem sustenta a educação pública.

Para o CPERS, a proposta significa um passo concreto na valorização das(os) trabalhadoras(es), especialmente em um cenário de anos de arrocho salarial e defasagem. A redução da carga tributária sobre os salários mais baixos estimula o consumo, movimenta a economia local e amplia a capacidade das famílias de investir em educação, saúde e bem-estar.

Informações: CUT-RS

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) informa que o prazo de inscrições para o concurso Juventude que Muda a Educação Pública foi prorrogado até o dia 30 de novembro.

A iniciativa valoriza práticas emancipadoras protagonizadas por jovens trabalhadoras(es) da educação de todo o Brasil, fortalecendo o vínculo entre a juventude, seus sindicatos e a CNTE, e reconhecendo ações transformadoras nos espaços escolares e comunitários.

>> INSCREVA-SE AQUI

>>ACESSE O EDITAL

Podem participar jovens de até 35 anos, atuantes na rede pública municipal ou estadual e vinculadas(os) a sindicatos filiados à CNTE. As inscrições devem ser feitas exclusivamente via formulário online, com envio do projeto em PDF.

Cinco iniciativas serão selecionadas com base em critérios como impacto social, promoção dos direitos humanos, vínculo com a pedagogia freireana e incentivo à cidadania. As pessoas vencedoras serão premiadas com uma viagem custeada a Brasília para apresentar seus projetos durante o 1º Conselho Nacional de Entidades da CNTE de 2026, com direito a passeio cultural pela capital. Participe! 

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Nesta quarta-feira (5), ocorreu a última etapa regional da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, no 23º Núcleo do Sindicato (Santana do Livramento). Educadoras(es) e estudantes reuniram-se na Sociedade Espanhola para apresentar os projetos desenvolvidos com dedicação, entusiasmo e compromisso. O evento foi um verdadeiro encontro de saberes, em que o protagonismo das escolas estaduais foi celebrado em cada apresentação.

Durante a atividade, os projetos chamaram a atenção pela criatividade, pelo engajamento das(os) participantes e pela relevância das temáticas abordadas. As experiências revelaram o comprometimento das(os) educadoras(es) em promover práticas pedagógicas inovadoras e conectadas com a realidade das escolas.

Cada grupo teve a oportunidade de se apresentar ao público, compartilhando os objetivos dos trabalhos, as metodologias adotadas e os resultados obtidos ao longo da experiência.

O 2º vice-presidente e coordenador da Comissão de Educação do CPERS, Edson Garcia, destacou a importância da Mostra: “Registro que foi uma mostra muito especial, com a participação de grupos de trabalho nitidamente muito envolvidos com os detalhes das construções de seus projetos, que contaram com muitos elementos construídos por suas próprias mãos. Além disso, tivemos a valorização da interdisciplinaridade demonstrada em projeto que vinculou o idioma espanhol à sustentabilidade. Foi um fechamento muito rico das etapas regionais da Mostra. Que venha a Mostra Estadual”, ressaltou o educador.

A mesa avaliadora foi composta por integrantes da direção do 23º Núcleo: Paulo Roberto de Conterato, Helena Vigil Chalela Peres, Maria de Fátima Cezarino Pereira e a representante dos(as) aposentados(as), Neida Tereza Mendes Pacheco. A diretora do Núcleo, Adriana de Leon dos Santos, também acompanhou a atividade.

Conheça os trabalhos selecionados no 23º Núcleo (Santana do Livramento):

> Ensino Fundamental – Anos Iniciais:
Projeto: Pé Quente
Nome da Escola: EEEM Cyrino Luiz de Azevedo

> Ensino Fundamental – Anos Finais:
Projeto: Sabão ecológico uma opção ecológica
Nome da Escola: EEEM Cyrino Luiz de Azevedo

> Ensino Médio
Projeto: Planeta Enfermo
Nome da Escola: EEEM Cyrino Luiz de Azevedo

Valorização das(os) educadoras(es) e da Escola Pública Estadual

Com o objetivo de valorizar o trabalho desenvolvido por professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas das escolas estaduais, o CPERS percorreu os quatro cantos do Rio Grande do Sul, entre os meses de agosto e novembro, promovendo um espaço de troca e reconhecimento das práticas pedagógicas que fortalecem a escola pública.

A criatividade e o empenho foram as peças-chave dos projetos, que encantaram pela originalidade, sensibilidade e relevância social. Cada iniciativa apresentada reafirmou o papel fundamental da educação pública na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica acontece no dia 28 de novembro, em Porto Alegre

Agora, os trabalhos selecionados nos Núcleos do Sindicato participarão da Etapa Estadual da 6ª Mostra Pedagógica do CPERS, que será realizada no dia 28 de novembro, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre.

A atividade será uma grande feira aberta ao público, proporcionando à população porto-alegrense a oportunidade de conhecer de perto o que é feito com tanto cuidado, talento e compromisso nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul.

>> Clique aqui para conferir a cobertura completa das etapas regionais!

O CPERS parabeniza todas e todos que participaram das etapas regionais — cada projeto apresentado é uma expressão do valor e da potência das(os) educadoras(es) e da escola pública estadual. O Sindicato reafirma seu orgulho em representar uma categoria que, com dedicação e coragem, apesar dos desafios diários, segue transformando vidas por meio da educação. 

>> Confira mais fotos da etapa regional em Santana do Livramento: 

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Celebrar os 20 anos do sepultamento da proposta da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), da resistência ao imperialismo estadunidense e, por consequência, saudar também a história e a resiliência dos movimentos sociais e dos sindicatos. Esses foram os objetivos do encontro intitulado “Pela soberania dos povos, contra a direita e o neoliberalismo”, realizado nos dias 4 e 5 de novembro, em Mar del Plata, na Argentina.

Não por coincidência, foi nesta mesma cidade, duas décadas atrás, que, durante a 4ª Cúpula das Américas, se consolidou o fim do embate em torno da ALCA, com a manutenção da soberania dos povos sul-americanos.

O evento, promovido por 12 entidades, trouxe discussões sobre democracia, o contexto e o significado histórico do “não à ALCA”, além dos desafios da integração e da soberania regional.

Participaram da atividade representando o CPERS a presidenta da entidade, Rosane Zan, e as(os) diretoras(es) Elbe Belardinelli, Leonardo Preto, Sandra Regio, Sandra Santos, Sandra Silveira e Vera Maria Lessês, além de representantes parceiras(os) das centrais sindicais e da CNTE.

Para a presidenta do Sindicato, “é preciso reafirmar que as políticas públicas, como educação, saúde e segurança, são deveres dos nossos Estados. Devemos assegurar essas políticas na América Latina, porque isso faz parte e garante a nossa soberania”, afirma Rosane.

Preservar a soberania dos países do sul global nem sempre esteve na pauta dos governos que atravessaram o continente, mas, neste momento, essa é uma onda que deve seguir fluindo, trazendo uma brisa de orgulho e um vento capaz de derrubar qualquer tipo de complexo de vira-lata.

A América do Sul é um continente valioso, não apenas por sua riqueza, mas também por seu povo, que seguirá, ao lado dos movimentos sociais, dos partidos e dos sindicatos, mantendo a democracia viva!

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Na manhã desta terça-feira (4), o CPERS participou da Audiência Pública que debateu o processo de municipalização e o fechamento de turmas em escolas estaduais e municipais de Porto Alegre.

A atividade, proposta pela deputada estadual e vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), Sofia Cavedon (PT), reuniu educadoras(es) estaduais e municipais, estudantes, pais e comunidades escolares em defesa da educação pública. O encontro ocorreu em formato híbrido, na Sala João Neves da Fontoura (Plenarinho) da ALRS.

De forma autoritária e sem diálogo, o governo Eduardo Leite (PSD) não disponibilizou vagas em turmas de 1º ano de 21 escolas estaduais da capital, dando continuidade ao processo de municipalização do Ensino Fundamental. Portanto, a partir de 2026, as(os) estudantes do 1º ano serão remanejadas(os) para escolas municipais; e em 2027, será a vez das turmas de 2º ano, e assim sucessivamente.

Em contrapartida, na rede municipal de Porto Alegre, 12 escolas deixarão de oferecer o 6º ano do Ensino Fundamental. Essas medidas afetam diretamente o desenvolvimento escolar e o processo de ensino-aprendizagem de milhares de estudantes.

Durante a abertura, a deputada Sofia Cavedon criticou duramente os governos estadual e municipal, que foram convidados para a audiência, mas não compareceram. “Os governos devem servir à comunidade, essa é sua tarefa. No entanto, estamos diante de uma política pública pensada nos gabinetes, sem ouvir quem mais será afetado, educadoras(es), estudantes e famílias. Esta audiência existe justamente para escutar essas pessoas”, destacou Sofia.

Acompanharam a audiência representando a direção Central do CPERS o 1º vice-presidente, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, e o diretor Leandro Parise.

Edson Garcia reforçou que o Sindicato é contrário a qualquer fechamento de vagas, seja na rede municipal ou estadual, e alertou que as(os) mais atingidas(os) pela municipalização serão as(os) estudantes das periferias. “Essas famílias precisam das escolas públicas para garantir um futuro a seus filhos e filhas. O que está acontecendo é um desmonte da educação pública, e precisamos nos unir para lutar contra isso”, afirmou.

O educador também destacou que o governo estadual está retirando um direito básico das crianças e jovens. “O governo está impedindo que os alunos se matriculem em escolas próximas de suas casas. Isso é cercear o direito à educação. Queremos vagas para todas as nossas crianças, nas escolas municipais e estaduais. Não ao desmonte que esses governos estão promovendo na educação pública”, concluiu.

Comunidade escolar diz NÃO à municipalização

Durante a audiência, especialistas, educadoras(es) e comunidades escolares expressaram indignação e preocupação com a imposição do fechamento de turmas e a não liberação de vagas.

Kaick Silva, representante da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), denunciou a falta de investimento do governo estadual. “O Estado e o município estão fugindo de suas responsabilidades. No Morro da Cruz, muitas vezes falta água e os alunos não conseguem nem tomar banho antes da aula. Como essas crianças vão se deslocar quilômetros para estudar em outra escola?”, questionou.

Letiere da Silva Rodrigues, pai de aluno da EMEF João Goulart, destacou que não deveriam nem estar ali, se o governo ouvisse a comunidade escolar quanto às consequências dessas medidas. “A adaptação de uma criança do 5º para o 6º ano já é difícil por ter mais disciplinas, imagina para as crianças especiais? E eles querem fazer isso de uma forma mais difícil trocando de escola, piorando ainda mais a questão da adaptação dessas crianças e adolescentes”, apontou.

Luiza Suarez Morais, vice-presidente da UBES, lembrou que o Rio Grande do Sul já possui uma das maiores taxas de evasão escolar do país e que a situação pode piorar com a municipalização. “As escolas não podem fechar e sabemos que é isso que o governo quer”, criticou.

Daiane Padilha, mãe e avó de estudantes das escolas Nossa Senhora de Fátima e Mariano Becker (bairro Bom Jesus), leu uma carta escrita pela comunidade escolar. “Seremos diretamente impactados por uma municipalização imposta sem diálogo. Essa transferência de responsabilidades entre governos ocorre sem nenhuma garantia, colocando o futuro das nossas crianças e adolescentes em risco”, dizia o documento.

Paula Simões Dutra de Oliveira, dirigente do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do RS, enfatizou a importância do sentimento de pertencimento das(os) estudantes. “Quando os governos impõem essas mudanças, contribuem para a evasão escolar. Precisamos pensar em políticas públicas que fortaleçam e não enfraqueçam a educação pública”, afirmou.

A promotora de Justiça, Daniele da Silva Pires, representante da Promotoria Regional de Educação do Ministério Público (MPRS), destacou o impacto jurídico e social das medidas. “A Defensoria já ingressou com ação contra o fechamento das turmas de 6º ano nas escolas municipais. A falta de vagas vai se multiplicar, sobrecarregando o Ministério Público e ampliando a evasão escolar”, salientou.

Como encaminhamento, ao fim da audiência, foi definida a elaboração de um documento reunindo as falas e posicionamentos apresentados durante o encontro, expressando a contrariedade ao processo de municipalização. O texto será entregue ao prefeito Sebastião Melo (MDB) e ao governador Eduardo Leite (PSD).

>> Confira abaixo a íntegra da Audiência:

 >> Confira mais fotos: 

      

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O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, participou nesta segunda-feira (3) da abertura do IV Seminário Nacional de Educação Integral, realizado no Salão de Atos da UFRGS.

O evento, que celebrou os 40 anos dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), reuniu especialistas, gestoras(es) e educadoras(es) de todo o país em torno do tema “Sustentar e Ampliar o Direito à Educação Integral no Brasil: contribuindo para a construção de uma política nacional.”

Promovido em parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a UFRGS e diversas redes e instituições, o seminário integra o encontro da Rede Nacional de Formação para Educação Integral (Renapeti) e busca fortalecer o diálogo sobre os desafios contemporâneos da educação pública brasileira.

Durante a mesa de abertura, intitulada “Educação Integral e o Projeto de País Ainda Adiado: muitas vozes para refletir e construir”, Alex Saratt destacou os 80 anos de trajetória do CPERS e a luta permanente do Sindicato pela valorização profissional, infraestrutura escolar digna e defesa do ensino público como direito social.

“Se falamos em educação integral, precisamos também discutir os projetos de desintegração que afetam a escola pública, especialmente com a entrada da iniciativa privada na educação gaúcha”, afirmou o dirigente. Ele reforçou ainda a necessidade de lutar pela aprovação de um Plano Nacional de Educação avançado, de retomar o investimento público, garantir 10% do PIB para a educação e enfrentar as políticas de ajuste fiscal e de juros altos que limitam o desenvolvimento do país.

Alex também relembrou o legado dos CIEPs, idealizados por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, como símbolo de uma escola pública de tempo integral, voltada à formação cidadã e à igualdade de oportunidades. “Se os 500 CIEPs do Brizola e do Darcy tivessem sido multiplicados ao longo dos anos, certamente teríamos um Brasil mais justo, e não as tragédias sociais que vemos hoje, como a chacina promovida pelo governo do Rio de Janeiro na semana passada”, observou.

Para o CPERS, a educação integral é um instrumento de transformação social, capaz de reduzir desigualdades e promover desenvolvimento humano, desde que sustentada por financiamento público adequado e valorização das(os) educadoras(es). O Sindicato defende que o Rio Grande do Sul precisa ampliar com urgência o número de matrículas em tempo integral, pois o estado ocupa hoje o 4º pior índice do país, conforme dados do Censo Escolar de 2024.

Com caráter interinstitucional e plural, o seminário segue até o dia 5 de novembro, reunindo diversas vozes comprometidas com a construção de um projeto nacional de educação integral que reafirme o papel da escola pública na formação de um país mais justo e democrático.

Crédito das fotos: Hiashine Florentino

> Confira mais fotos do evento: 

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Não venda a minha escola! Em sessão virtual realizada na tarde desta terça-feira (4), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) manteve, por 2 votos a 1, a liminar que impede a publicação do edital das Parcerias Público-Privadas (PPPs) nas escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul.

Representantes do CPERS acompanharam a audiência, que registrou o voto da conselheira Ana Moraes, responsável por pedir vistas ao processo e interromper o julgamento na última sessão, realizada em 16 de setembro deste ano. A conselheira acompanhou o voto do relator Estilac Xavier, que apontou uma série de inconsistências na proposta, entre elas a falta de comprovação da vantajosidade das PPPs.

“A decisão do Tribunal de Contas é uma vitória da luta incansável do CPERS, que vem denunciando sistematicamente esse projeto de privatização do ensino. O governo Eduardo Leite tenta entregar o patrimônio e os recursos da educação pública para empresas privadas, sem diálogo e sem transparência. A manutenção da liminar comprova o que o CPERS vem alertando: essa proposta está repleta de irregularidades e não tem nenhuma vantagem para a comunidade escolar, apenas para o setor privado”, ressaltou a presidente do CPERS, Rosane Zan.

O CPERS reforça sua firme oposição a esse projeto cruel do governo Eduardo Leite (PSD), que não aplica sequer os valores mínimos previstos pela Constituição Federal e Estadual para a educação, mas tenta se ausentar de suas responsabilidades entregando a gestão de 99 escolas da rede estadual — e recursos públicos — para empresas privadas.

Seguiremos acompanhando o andamento do processo e firmes na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para as filhas e os filhos das(os) gaúchas(os)!

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Na última sexta-feira (31), em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou duas importantes leis voltadas à educação: uma que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE) e outra que transforma o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em uma política de Estado permanente.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Sistema Nacional de Educação (SNE) tem como finalidade integrar União, estados, Distrito Federal e municípios na formulação e execução de políticas educacionais, com o objetivo de universalizar o acesso à Educação Básica e garantir padrões de qualidade. 

Essa medida é uma forma de unificar e mapear as ações da educação entre União, estados e municípios, criando um sistema educacional de atuação conjunta, mais organizado e eficiente. Sendo assim, a estratégia principal é promover a elaboração, o monitoramento e a implementação de ações compartilhadas, direcionadas às políticas educacionais em todo o país.

O SNE também visa garantir a igualdade de oportunidades educacionais, articular os diferentes níveis, etapas e modalidades de ensino, executar os planos de educação em todas as esferas federativas e valorizar as(os) profissionais da educação. Além disso, o sistema inclui disposições específicas para a Educação Indígena e Quilombola.

Em nota divulgada após a aprovação da medida no Senado, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) reforçou que mesmo com as limitações existentes, que poderão ser corrigidas ao longo do tempo, o SNE avança em mecanismos e intencionalidades capazes de conduzir os entes públicos a políticas sistêmicas e coordenadas, a fim de elevar a qualidade do ensino em todos os níveis, etapas e modalidades. E os entes públicos que não seguirem as orientações nacionais estarão pelo menos constrangidos a prestar contas a seus concidadãos.

Já a lei que torna o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada uma política de Estado contínua, reforça o compromisso com a alfabetização e visa garantir que as crianças aprendam a ler e escrever na idade certa e contribuindo para a erradicação do analfabetismo.

O CPERS reforça que, para que as leis sancionadas tenham um efeito concreto e real, é essencial que os investimentos cheguem de fato às escolas, sendo compatíveis com a realidade de todas(os). Esses investimentos devem resultar na valorização efetiva da categoria, bem como proporcionar o acompanhamento e desenvolvimento das aprendizagens, a melhoria das condições de trabalho, uma infraestrutura escolar adequada que estimule a construção do conhecimento e que seja acolhedora para todas(os) estudantes, professoras(es), funcionárias(os) e toda a comunidade escolar. Portanto, tais medidas são diretrizes fundamentais, mas o Sindicato continuará atuando de forma firme em busca da sua efetiva implementação.

Foto destaque: Agência Brasil via Portal Infomoney

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“É por isso que o homem morre mais cedo.” A frase, dita em tom de brincadeira quando alguém presencia uma imprudência masculina, carrega uma verdade incômoda. Segundo o IBGE, em estudo divulgado em 2023, a expectativa de vida entre homens e mulheres difere em 6,6 anos, enquanto elas vivem, em média, até 79,7 anos, eles chegam apenas a 73,1.

O encerramento precoce da vida dos homens muitas vezes está relacionado ao tabu em torno do cuidado com a própria saúde, como ocorre nas negligências em relação ao câncer de próstata, tema central da campanha Novembro Azul. É o que destaca o diretor do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) e 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt. Para ele, “ao estudar e conhecer a realidade da saúde masculina, percebemos, pelas estatísticas, dados e pesquisas, que a negligência com a própria saúde acaba sendo uma marca triste e infeliz.”

O câncer de próstata é um exemplo claro de como o cuidado constante com a saúde pode modificar e prolongar a vida dos brasileiros. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em dados divulgados pela Agência Brasil, a cura desse tipo de câncer pode chegar a até 98%, dependendo de alguns fatores, entre eles, a detecção precoce.

Ainda assim, é estarrecedor que uma doença com tamanha chance de cura ainda mate 47 brasileiros todos os dias, segundo dados de 2023 do Ministério da Saúde.

A preocupação com o câncer é compartilhada pelo também diretor do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or), Celso Dalberto. Para ele, “há um preconceito, principalmente entre os homens, de achar que não precisam de tratamento ou de exames preventivos.” O diretor também aponta uma distorção comum: muitos acreditam que a prevenção só é necessária quando há sintomas. “Os homens pensam: ‘eu estou forte, faço academia, corro, jogo bola, então não preciso fazer exames, porque não estou doente’. E é aí que mora a negligência”, afirma.

Já passou da hora de incorporar à vida dos homens uma rotina de cuidados com a própria saúde e a categoria educadora tem papel fundamental nesse processo. Segundo Alex, “o CPERS busca constituir uma abordagem que permita, incentive e eduque nossos colegas professores, funcionários e também aposentados quanto à importância de cuidar da saúde de maneira preventiva e proativa.”

Desde cedo, ao desmistificar exames preventivos e incentivar o cuidado com o corpo, educadoras(es) podem desempenhar um papel essencial nessa mudança de cultura. É hora de mudar, pela saúde dos homens e pelo autocuidado!

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Na tarde desta quinta-feira (30), o 25º Núcleo do CPERS (Lagoa Vermelha) promoveu o Encontro de Professoras(es) e Funcionárias(os) de Escola Aposentadas(os). O evento, que já está na sua terceira edição, reuniu educadoras(es) dos 16 municípios abrangentes do Núcleo e ocorreu no salão da sede da entidade.

A diretora do Departamento de Aposentadas(os) do Sindicato, Juçara Borges, participou da atividade e levou informações importantes para essa parte tão especial da categoria. Juçara destacou que dirigentes da Direção Central estiveram, nesta quarta-feira (29), no Supremo Tribunal Federal (STF) para reforçar a exigência pela retomada da ADI 6254 na pauta de julgamentos.

“Protocolamos um ofício na assessoria do presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, ressaltando a urgência da retomada do julgamento da contribuição previdenciária das educadoras aposentadas estaduais. Precisamos urgentemente reverter essa situação, pois sabemos da falta que faz esse dinheiro para cada uma e cada um dos nossos colegas”, afirmou.

A dirigente também avaliou positivamente a atividade, reforçando a importância de espaços como esse. “O Núcleo de Lagoa Vermelha está de parabéns pelo trabalho realizado com as aposentadas. O encontro foi muito bem organizado, com diversas atrações e momentos de troca entre os participantes”, destacou Juçara.

O diretor do 25º Núcleo, Joarez Lorenson, fez a abertura da atividade e destacou a importância de encontros como esses para a integração das(os) aposentadas(os) e para valorizar a trajetória de cada educadora e educador que dedicou sua vida à escola pública. Joarez ressaltou ainda que momentos de convivência e aprendizado coletivo mantêm viva a energia da categoria e reforçam o compromisso de todos com a defesa da educação pública e dos direitos das(os) trabalhadoras(es).

Integração, saúde e bem-estar

A atividade teve como objetivo promover a integração, a confraternização e incentivar a continuidade de uma vida social ativa entre as(os) educadoras(es) aposentadas(os) sócias(os) do Núcleo. Durante o encontro, as(os) participantes assistiram a palestras sobre cuidados com a saúde, bem-estar, atividade física e vida financeira, além de participarem de momentos de descontração com dança e música.

O gerente do Banrisul, Fabiano Marques da Rosa, tratou sobre “Educação Financeira” e esclareceu dúvidas das(os) aposentadas(os).

O médico Rafael Cirino falou sobre “Medicina Preventiva”, destacando a importância de adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, exercícios físicos e exames periódicos, para prevenir doenças e promover a qualidade de vida.

Já a fisioterapeuta Alessandra Dorigon abordou o tema “Tonturas e Labirintite”, explicando formas de diagnóstico e prevenção de quedas, problema que afeta com frequência as pessoas idosas.

O encerramento foi animado pela professora de dança Silvana Andreani, que colocou todos para dançar e celebrar o momento de convivência e alegria.

O grupo de aposentadas(os) do 25º Núcleo é reconhecido por sua atuação constante na luta, elas reúnem-se mensalmente para atividades diversas, como a campanha solidária “Pés Quentinhos”, iniciada na gestão passada pela ex-coordenadora do Departamento de Aposentadas(os) do CPERS, Glaci Weber. As peças produzidas pelas(os) aposentadas(os) da região são doadas a instituições carentes, reforçando o compromisso social das educadoras(es) mesmo após a aposentadoria.

Também estiveram presentes na atividade integrantes da direção do Núcleo: Inez Maria Loregian (vice-diretora), Vilma Loregian (secretária) e Suzana Guimarães (tesoureira).

O CPERS reafirma seu compromisso em estar sempre ao lado das(os) professoras(es) e funcionárias(os) de escola aposentadas(os), valorizando sua história de luta, dedicação e contribuição para a educação pública. A entidade seguirá firme na defesa dos direitos dessa parte essencial da categoria, que continua sendo exemplo de resistência, solidariedade e amor à escola pública.

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