No início da tarde desta sexta-feira (7), representantes da Direção Central e da assessoria jurídica do CPERS protocolaram, junto à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, uma proposta de emenda ao texto da Lei Orçamentária Anual, enviado pelo atual governo do Estado à Assembleia.

A emenda busca inserir a recomposição salarial de 14,24%, a partir de 1º de janeiro de 2023, para os servidores(as) de escola, ativos(as) e inativos(as), vinculados à Secretária da Educação.

O percentual representa o índice previsto de reajuste do piso para o ano de 2023, de acordo com a Lei Federal nº 11.738/08, que instituiu o Piso Nacional do Magistério e determinou que os vencimentos iniciais das carreiras de professores(as) deverão ser reajustados anualmente de acordo com a variação anual do aluno(a), medido pelo Ministério da Educação.

Segundo estudo do DIEESE, que balizou a escolha do índice, é possível que a Lei preveja a totalidade desta diferença, visto que o gasto com pessoal se encontra muito abaixo do limite prudencial estipulado pela lei de responsabilidade fiscal (48,7%), o que indica, de um lado, o aumento da arrecadação e, de outro, que os salários dos servidores(as), especialmente da educação, mantêm-se arrochados em relação ao orçamento.

O documento destaca que o mesmo índice deve ser concedido a todos os servidores(as) vinculados à SEDUC, em reconhecimento aos servidores(as) de escola, dada a importância educacional desta categoria no dia a dia das instituições de ensino estaduais.

O texto da emenda foi elaborado em conjunto com a assessoria jurídica do Sindicato, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, e assinado, também, pela CUT/RS e CTB/RS. Confira aqui a íntegra o texto da emenda!

Participaram da entrega o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, os diretores(as), Sônia Solange Viana, Vera Lessês, Juçara Borges, Alda Bastos e Amauri Pereira da Rosa, e o advogado Pedro Magadan.

A emenda apresentada pelo CPERS comprova: dinheiro tem, basta priorizar a educação! Exigimos  respeito e salário digno!

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Na última sexta-feira (30 de setembro), às vésperas das eleições do 1º turno, o governo federal editou o Decreto nº 11.216, que impõe um contingenciamento nas despesas do Executivo para esse ano de 2022 e, mais uma vez, a Educação é a área mais afetada. Essa medida, vinda do governo Bolsonaro, não traz mais surpresas à sociedade brasileira, mas nunca deixa de causar indignação e revolta. Dentre todas as áreas atingidas pelo malfadado Decreto, que também impactou nos recursos, dentre outros, do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério da Saúde, o maior impacto foi no Ministério da Educação, responsável por quase 30% dos cortes de Bolsonaro.

Trata-se de um governo absolutamente irresponsável na gestão dos recursos orçamentários do país e, por isso, no último trimestre do ano, tem que lançar mão de medidas como esse Decreto de contingenciamento. Mesmo com a ampliação em mais de 100 bilhões de reais no orçamento de 2022, em decorrência da aprovação da PEC dos Precatórios, o mandato de Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia, com sua política neoliberal tchutchuca com os ricos e milionários brasileiros, mostra como falta competência na gestão econômica e orçamentária do país. Tudo para manter os compromissos do orçamento secreto.

Não resta dúvida que o referido Decreto Presidencial foi feito para priorizar o pagamento das emendas do orçamento secreto neste momento da campanha eleitoral. Tira recursos da educação pra comprar votos da base parlamentar no Congresso Nacional. Mais uma medida de utilização da máquina pública em benefício eleitoral e, o que é pior, feita à custa da educação pública, tão aviltada em toda a gestão do atual governo.

Os cortes da educação atingiram em cheio as nossas universidades: segundo a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), entidade que congrega os reitores e reitoras das universidades federais, o empenho agora de até 328,5 milhões de reais, “se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano”.
O ataque aos recursos da educação não foi somente direcionado às universidades. O total de cortes na educação brasileira nesse ano atinge a marca de 2,399 bilhões de reais (1,34 bi anunciado entre julho e agosto, e mais 1,059 bi de agora) e impactou todas as áreas do MEC (FNDE, universidades federais, institutos federais, CAPES). Para cumprir o orçamento secreto, o maior esquema de corrupção que o Brasil já viu, Bolsonaro usa sem pudor a máquina pública em plena campanha eleitoral. E isso, claro, acompanhado do recorrente descaso com a nossa educação e demais políticas públicas essenciais para o povo.

Não podemos tolerar e nem admitir mais tantos ataques à educação de nosso povo. O movimento estudantil, por meio da UNE e ANPG, convocou uma imediata manifestação nas ruas brasileiras no próximo dia 18 de outubro. Essa data foi imediatamente acolhida e, desde o dia de ontem, quando ocorreu uma reunião da Direção Executiva da CNTE, os educadores e as educadoras brasileiros/as se somarão à essa luta. Todos às ruas do país no próximo dia 18 de outubro! Em defesa do maior patrimônio que um país pode dar a seu povo, lutemos juntos/as por uma educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada!

Brasília, 07de outubro de 2022 Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE 

Foto: Lula Marques

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O governo de Jair Bolsonaro (PL) formalizou um novo bloqueio de recursos no Ministério da Educação (MEC), nesta quarta-feira (5), colocando em risco todos os institutos e universidades federais, que precisarão sobreviver com R$ 2,4 bilhões a menos do que o previsto para que a farra ilimitada do orçamento secreto possa continuar em pleno período eleitoral.

O valor representa 11,4% da dotação atual de despesas discricionárias do Ministério, mais atingido pelos congelamentos, segundo dados da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Estas são as despesas de livre movimentação, sem levar em conta salários e transferências obrigatórias, por exemplo.

A pasta já soma R$ 3 bilhões do minguado orçamento deste ano indisponíveis. Metade de todos os valores bloqueados para cumprir o famigerado Teto de Gastos foram destinados ao orçamento secreto e às emendas de comissão.

O governo tem escondido informações sobre bloqueios nas emendas de relator, desagradando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que comanda as cifras bilionárias direcionadas por critérios políticos.

A Andifes, que reúne os reitores das universidades federais, publicou nota em que afirma que o corte pode inviabilizar o funcionamento das instituições até o fim do ano.

A entidade informou que este corte impossibilitará o empenho (reserva para gasto) de despesas das universidades, institutos federais e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Já o Conif, conselho que agrega os institutos técnicos e profissionais do país, informa que “transporte, alimentação, internet, chip de celular, bolsas de estudo, dentre outros tantos elementos essenciais para o aluno, não poderão mais ser custeados pelos Institutos Federais, pelos Cefets e Colégio Pedro II”.

Mobilização

Movimentos estudantis, sindicatos e centrais sindicais estão mobilizados para organizar atos em todo o país no próximo dia 18 de outubro para reverter os bloqueios.

A UNE (União Nacional dos Estudantes) também declarou que mobilizará a categoria e os estudantes para ocupar as universidades e as ruas contra o confisco na educação, e em defesa das instituições de ensino.



Tesourada no MEC

Ao todo, o governo de Bolsonaro, por meio de decreto, bloqueou R$ 2.399 bilhões em todo o âmbito do MEC (R$ 1.340 bilhão anunciado entre julho e agosto e R$ 1.059 bilhão agora).

Entre as áreas afetadas, está o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Bolsonaro vetou, por duas vezes, o reajuste de 34% para o programa de alimentação escolar, que não é corrigido desde 2017. O valor indicado no projeto é inferior a R$ 4 bilhões (R$ 3.961.907.292,00) e muito semelhante ao de 2022.

O reajuste ao PNAE havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023.

Bolsonaro justifica que o corte de gastos na educação é uma medida para não estourar o “teto de gastos” do Poder Executivo, porém o valor tem sido repassado a parlamentares do Centrão que controlam o orçamento secreto, esquema de liberação de recursos públicos que visa garantir verbas para redutos eleitorais de aliados do governo em troca de apoio no Congresso.

Em julho, o portal Metrópoles denunciou que em 2020, o orçamento secreto retirou “expressivos” R$ 3,656 bilhões da Educação, reduzindo a verba discricionária do Ministério da Educação (MEC) para executar programas e políticas públicas, entre eles o de alfabetização.

É dinheiro que deveria ser investido com rigor e planejamento pelo governo federal, de acordo com as reais necessidades do país, mas acaba nas mãos de deputados(as) que podem destinar os recursos sem prestar contas e sem qualquer critério técnico. 

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Nesta segunda-feira (3), em entrevista para a Globo News, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), afirmou que pretende retomar a tramitação da Reforma Administrativa (PEC 32), já na próxima semana.

A decisão tem o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, que já havia afirmado que o governo voltaria suas forças para a aprovação da PEC após as eleições. Em 2021, graças à forte mobilização de entidades, da pressão popular e ação efetiva do CPERS Sindicato junto a outros Sindicatos brasileiros durante um longo período, o projeto foi barrado.

Vale ressaltar, a PEC 32 não “acabará com privilégios”, como mentem os que a apoiam. O que ela irá ocasionar, na verdade, é o desmonte do serviço público e não dialoga com a necessidade de expansão da educação pública (básica e superior), promovendo ampla privatização dos serviços básicos (saúde, educação, entre outros), precarizando as condições de trabalho dos educadores(as) e promovendo mais exclusão socioeducacional no país.

É preciso retomar a pressão para que o projeto não seja aprovado! Se por um lado o governo tem a força de milhões para comprar deputados(as) com seu ‘orçamento secreto’, a sociedade tem a força de milhões nas ruas e nas redes.

É preciso pressionar os parlamentares e continuar lutando a favor do país e dos direitos de todos(as) os brasileiros e brasileiras. Vamos nos unir em favor da defesa dos serviços públicos!

CONHEÇA 10 RAZÕES PARA AGIR CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA (PEC 32):

1. O FIM DO SUS
No lugar de um sistema de saúde universal que salva vidas, o governo quer implantar vale-saúde­ e planos de quinta categoria, deixando o povo na mão.

2. PRIVILÉGIOS DA ALTA CÚPULA DO ESTADO MANTIDOS
A maioria dos servidores tem salário médio de R$ 2,8 mil e são os mais atingidos. Estão de fora juízes, parlamentares e militares.

3. ­­PIORA NO ATENDIMENTO À POPULAÇÃO
O Brasil tem poucos servidores públicos em relação à sua população: são 5,6% enquanto a média­ dos países ricos incluindo EUA, França e Alemanha é de 10%.

4. FIM DA ESCOLA PÚBLICA
Além de educar as crianças, a Escola Pública tem uma rede de proteção­ alimentar, parte fundamental da política de assistência social.

5. AUMENTO DO DESEMPREGO
O investimento em assistência social e serviços públicos gera renda e empregos no setor privado. Sem isso, o desemprego aumenta.

6. ACABA COM A VACINAÇÃO PÚBLICA E GRATUITA
As vacinas contra a Covid-19 só existem porque a Fiocruz e o Instituto Butantan são órgãos do Estado. E porque o SUS é público e está presente em todo o país.

7. FIM DOS CONCURSOS, VOLTA DO APADRINHAMENTO
O concurso público é o que garante a contratação e trabalhadores sem nenhum tipo de influência política, filosófica, ou religiosa. Sem isso é a volta dos ‘’trens da alegria’’.

8. AUMENTO DA DESIGUALDADE SOCIAL
Menos serviço público é mais injustiça porque são os mais pobres que mais necessitam.

9. FACILITA A CORRUPÇÃO E AS MAMATAS
Pois acaba com a estabilidade dos servidores públicos, que ficam submissos aos desmandos de governos de plantão.

10. MAIS DESMATAMENTO, SECAS, QUEIMADAS, MATANÇAS DOS ANIMAIS
O governo quer desmantelar órgãos ambientais que protegem a agricultura e a vida como o IBAMA e o ICMBIO

Para ter serviços públicos gratuitos e de qualidade junte-se nesta luta! #PEC32NÃO

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Funcionários(as) da educação, que vivem com menos de um salário mínimo e fazem acrobacias para honrar as contas no final do mês, muitas vezes sem conseguir pagar o básico para uma vida digna, são invisíveis para o governo, mas não para o CPERS.

Nesta terça (4) e quarta (5), o Sindicato retomou os Encontros Regionais de Funcionários(as) da Educação reunindo agentes educacionais das regiões de Pelotas (24°), Rio Grande (6°), Santana do Livramento (23º), Bagé (17°) e São Gabriel (41°) para debater a urgente valorização para esta parcela da categoria tão importante no dia a dia das escolas.

Sediados respectivamente em Pelotas e Bagé, os Encontros reforçaram a luta por reconhecimento, piso salarial e concurso público para qualificar a carreira e a profissão destes profissionais.

Durante o Encontro em Pelotas, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, que reassumiu o cargo nesta segunda (3), alertou os funcionários(as) de escola para as consequências do resultado das urnas no dia a dia das instituições de ensino estaduais gaúchas.

“Infelizmente, aqui no Rio Grande do Sul, com as opções que ficaram para o segundo turno, nós teremos muita luta para não perdermos mais. Agora, não podemos permitir é que nos ataquem aqui e em Brasília. Nossos representantes têm a força de destruir a nossa vida, precisamos nos organizar para resistir aos ataques que virão e eleger, em nível nacional, quem poderá nos salvar”.

Helenir ainda destacou que 90% dos piores salários no Rio Grande do Sul são de funcionários(as) de escola: “Nós temos aqui no estado a vergonha nacional de ter em nosso quadro funcionários de escola que ganham menos de R$ 700. Não podemos normalizar isso, porque essa realidade é uma vergonha, não para a gente, mas para quem paga”.

O 1° vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, realizou a análise da conjuntura política nacional e internacional, em ambos os Encontros. Durante o evento em Bagé, Saratt destacou que a educação precisa se apoderar da política no seu dia a dia para evitar uma tragédia. 

“Contabilizamos a triste marca de mais de 33 milhões de pessoas passando fome. Enquanto isso, até o final do ano passado, existiam 266 mil milionários no país. É preciso mudar essa realidade. Precisamos, até o último minuto, construir a vitória daquele que realmente nos defende e defenderá a democracia. Chega das pessoas fazerem fila para comprar osso”, asseverou.

Fortalecer a identidade dos funcionários(as) como educadores(as) de fato

Um dos principais objetivos dos Encontros Regionais de Funcionários(as) da Educação é fomentar a concepção de que, por mais que os governos tentem invisibilizar essa parcela da categoria, todos são educadores(as) e merecem respeito e condições de trabalho dignas. 

Juçara Borges, diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS e merendeira aposentada, reforçou que as lutas do Sindicato são sempre voltadas para todos os educadores(as), professores(as) e funcionários(as) – da ativa e aposentados(as).

“Nós, agentes educacionais, precisamos estar cientes que, quando o CPERS está nas ruas reivindicando salários e melhores condições de trabalho para os educadores, não é somente para os professores. Quando eu estava lá na cozinha, preparando a merenda, eu sempre me identifiquei como educadora. Se eu estou na escola, eu sou uma profissional da educação e nós temos que nos valorizar e nos reconhecer como tal”. 

A diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS, Sônia Solange Viana, alertou sobre os riscos da terceirização e a consequente precarização do trabalho dos funcionários(as) da educação nas escolas.

“Em diversos outros estados, quase 80% funcionários de escola já são terceirizados ou contratados, isso acarreta uma precarização das condições de trabalho. Essa realidade é consequência da intenção dos atuais governos que querem acabar com o ingresso no serviço público por concurso. Por isso, o CPERS segue na luta por concurso público, para garantir a valorização e também condições básicas para exercermos nossa profissão”.

Defesa do IPE Saúde e do IPE PREV

A luta para garantir atendimento qualificado e uma aposentadoria digna aos educadores(as) é uma das missões do CPERS. Por isso, durante os Encontros, a defesa do IPE Saúde e do IPE Prev são pautas de extrema importância. 

O representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Antônio Andreazza, ressaltou a importância da luta para garantir um Instituto público e solidário, atendendo com qualidade a todos os segurados(as).

“O atual governo do Estado ameaça que, para salvar o IPE Saúde, é necessário alteração nas alíquotas e isso é inadmissível. Se querem salvar o IPE, aumentem o salário”. 

Andréa Nunes da Rosa, vice-diretora do 6º Núcleo do CPERS (Rio Grande) e Conselheira do IPE Prev, abordou questões relativas ao IPE Previdência.

“ O IPE PREV é de extrema importância porque é lá que todo mês investimos o dinheiro para a nossa aposentadoria, com o valor que todo mês a gente desconta a previdência. A nossa maior preocupação é garantir que os educadores cheguem ao fim da carreira podendo usufruir de uma aposentadoria digna”. 

Conversa com o jurídico

Um dos pontos altos dos Encontros Regionais é a hora de conversar e receber os informes da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado. O advogado, Marcelo Fagundes, esclarece as principais dúvidas da categoria sobre carreira, direitos e as ações em andamento. 

Entre os temas, ganham destaque o confisco do salário dos aposentados(as) com a Reforma da Previdência estadual, o falso reajuste de 32% aos educadores(as), o vergonhoso “aumento” de 6% a servidores(as), além das ações judiciais na defesa dos direitos da categoria como a insalubridade, a ação revisional de juros, a revisão do abono família e a atualização da licença prêmio.

Também foram abordados temas como reenquadramento do Difícil Acesso e dos percentuais de insalubridade. Para mais informações, entre em contato com o escritório pelo telefone (51) 3073.7512.

Acessibilidade

Em Bagé, o funcionário(a) de escola aposentado, Dagoberto Silva, deficiente auditivo, teve a oportunidade de acompanhar o evento e tirar suas dúvidas graças à interpretação em libras de todo o Encontro.

Também participaram dos Encontros a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, a diretora do Sindicato, Carla Cassais, e os representantes dos núcleos, Mauro Rogério da Silva Amaral, diretor do 24° Núcleo (Pelotas), Adriana de Leon dos Santos, diretora do 23° Núcleo (Santana do Livramento), Ana Lucia Xavier Cabral, diretora do Núcleo 17º Núcleo (Bagé) e Pedro Moacir Abrianos Moreira, diretor do 41° Núcleo (São Gabriel). 

Até o fim do mês de novembro, o CPERS segue na estrada visitando os seus 42 núcleos para conversar com os funcionários(as) da educação. Na próxima quinta-feira (13), o Encontro Regional será realizado em Caxias do Sul e reunirá educadores(as) dos Núcleos de Caxias do Sul (1º), Bento Gonçalves (12º) e Guaporé (3º). Confira o calendário completo aqui!

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O Ensino Médio do Paraná foi classificado como o melhor do país, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2021, e foi comemorado pelo governo do estado e até usado para angariar votos nesta eleição. Já os(as) profissionais da educação não falam a mesma coisa. A questão é: o índice de fato revela a aprendizagem dos(as) estudantes?

Para a professora de geografia, mestra em educação e presidenta da APP-Sindicato, Walkíria Olegário Mazeto, é um equívoco fazer esta afirmação porque a aprendizagem é um processo educacional complexo e não dá para ser avaliado em provas prontas e de massa.

As escolas públicas do Paraná alcançaram a nota 4,6, ultrapassando Goiás e Espírito Santo. O índice subiu 0,2 pontos em relação ao Ideb 2019, divulgado em 2020, quando o Paraná estava em 3º, com 4,4. Além disso, foi a maior escalada no ensino médio entre todos os estados brasileiros na história recente. O Paraná alcançou o 7º lugar em 2017, subiu para 3º dois anos depois e agora está em primeiro lugar. A média nacional das redes estaduais, no ensino médio, ficou em 3,9.

Walkiria disse que não é questão de comemorar estes resultados, que de certa forma, reflete o esforço dos professores(as). Mas para além disso, é necessário entender o que se leva em conta no indicador do Ideb, quando se avalia a aprendizagem.

“Os processos educacionais são mais complexos do que uma prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) ou índices de aprovação possam medir. Assim, predomina uma lógica que ir bem no Ideb é sinal de maior aprendizagem”, afirmou Walkíria. Ela explica que para chegar nesta conclusão é preciso compreender o Ideb, que é medido pelas notas do Saeb e as taxas de aprovação, e entender o que o estado tem feito para chegar nestes resultados.

O Paraná tem investido na Prova Paraná, que é uma avaliação trimestral e uma forma de treinamento para as provas do Saeb, e a escola funciona orientada para a obtenção dos resultados nas provas, com sistema de gratificação para diretores e escolas. Além disso, há programas escolares para garantir a maior aprovação dos estudantes e um rígido controle das faltas e da evasão escolar.

“Os(as) estudantes são treinados(as) a obterem os resultados nas provas de larga escala a partir da prova Paraná. Esta lógica de aprendizagem se move no sentido de adequar o aluno às estratégias que serão solicitadas nestas provas. Essa compreensão limítrofe da aprendizagem não produz sujeitos criativos, críticos e autônomos. Esta política de resultados organiza a aprendizagem segundo essa lógica: o resultado é mais importante que o processo de aprendizagem em si”, criticou Walkíria.

A professora lembra também que é bom situar que o ano de 2021 foi atípico por conta da Covid-19 e que o Conselho Nacional de Educação (CNE) orientou pela aprovação dos(as) estudantes. “Isso se refletiu na alta taxa de aprovação dos(as) estudantes do Ensino Fundamental II e Médio superiores às taxas de anos anteriores e isso também muda os efeitos deste índice”, ressalta.

Pressão pelo resultado e um modelo desastroso

O governo do Estado pressionou os(as) profissionais da educação para a obtenção de resultados. Além disso, usou plataformas que retiram a autonomia pedagógica do(a) professor(a) e pedagogo(a).

Segundo nota da APP, há quatro anos só se fala em Ideb no Paraná. “Os estudantes têm sido exaustivamente treinados com conteúdos específicos da Prova Brasil e o trabalho dos(as) professores(as) têm sido direcionado para obter resultados positivos em testes padronizados. A pressão e a cobrança, bem como as políticas implementadas para atender aos critérios do Saeb, têm cobrado a fatura na saúde dos(as) nossos(as) trabalhadores(as)”, diz trecho do documento publicado no site da entidade.

Walkíria disse que uma boa parte destes(as) profissionais acabam se conformando com essa lógica. A desvalorização do salário e principalmente da carreira, esvaziada de suas funções pedagógicas, acaba adoecendo e desmotivando trabalhadores da educação. “Infelizmente é assim que governos de direita operam no Brasil. O problema é que, da mesma forma que o Paraná olhou para fora, para os estados melhores ranqueados que ele no IDEB estavam fazendo na educação, e os copiou, outros estados vão olhar para o Paraná e copiar o projeto educacional que está sendo implantado aqui. Será um desastre para a educação pública brasileira”, finalizou a presidenta da APP.

 

Fonte: CNTE
Foto: Agência Brasil

 

 

 

 

 

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A profissão docente é fundamental para transformar a educação; os professores(as) devem ter o apoio e a confiança de todos(as) para que a educação pública de qualidade possa ser uma realidade para cada aluno(a).

A liderança docente na transformação da educação é o tema do Dia Mundial do Docente deste ano: a transformação da educação começa com os professores. Convocado pela  Internacional da Educação, UNESCO, Organização Internacional do Trabalho e UNICEF, o Dia Mundial do Docente 2022 tem como objetivo destacar o trabalho de educadores(as) e convocar os governos a investir na profissão docente, confiar, engajar e respeitar estes profissionais.

“Para celebrar verdadeiramente o Dia Mundial do Docente, devemos ir além do simples agradecimento. É necessário investir em sistemas públicos de educação de qualidade. Convocamos governos de todo o mundo a investir na profissão docente, garantir direitos trabalhistas e boas condições de trabalho, envolver professores na tomada de decisões e contar com sua expertise pedagógica. A transformação começa com os professores. Nós somos o coração da educação”, destacou David Edwards Secretário-Geral, Educação Internacional.

O CPERS se soma à luta por valorização, respeito e dignidade do trabalho de todos os professores(as) gaúchos(as) e brasileiros(as). Avante, educadores(as)!

Celebre o Dia Mundial do Professor e participe do movimento para transformar a educação!

Veja a seguir como participar dessa celebração em seu sindicato, sua escola ou online.

1. Imprima e exiba o pôster deste ano

Na sua escola ou sindicato, certifique-se de que todos saibam que é o Dia Mundial dos Professores.

Clique aqui para baixar o pôster de alta resolução em vários idiomas!  

2. Espalhe online!

Faça sua voz ser ouvida nas redes sociais e destaque a importância da liderança docente para a transformação da educação.

Publique os materiais sugeridos em suas redes sociais e não se esqueça de marcar a Internacional da Educação:

@eduint no Twitter
@EducaciónInternacional no Facebook
@eduint no Instagram

3. Compartilhe as mensagens da Internacional da Educação

Ajude-nos a espalhar a notícia compartilhando as publicações da Internacional da Educação no Twitter e Facebook.

4. Acompanhe o evento do Dia Mundial do Professor organizado pela UNESCO

O Secretário-Geral, David Edwards, levará a voz de ensino para a cerimônia de abertura do evento do Dia Mundial do Professor, organizado pela UNESCO, em Paris, nesta quarta-feira (5). Acompanhe o evento ao vivo no site da UNESCO. Entre os palestrantes estão Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO; Gilbert F. Houngbo Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho; e Catherine Russel, diretora executiva da UNICEF.

Fonte: CNTE

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A carreira do/a professor/a e a educação pública nunca foram tão desvalorizadas, como nos últimos anos no Brasil. Professores/as estão desistindo de dar aulas e adoecendo, mas são fundamentais para se ter um país melhor e menos desigual, como mostrou a realidade da pandemia.

“A questão é que a educação precisa que mais jovens passem a ter interesse pela profissão, mas a falta de perspectiva de futuro é um grande obstáculo”. A afirmação é do presidente em exercício da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, que também é professor de arte, e sua preocupação é confirmada com dados recentes.

A pesquisa do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), divulgada no mês passado, mostra que o desinteresse dos jovens em seguir a carreira de professor está relacionado a diversos problemas, entre eles o processo de precarização da profissão, como a baixa remuneração e a falta de reconhecimento de sua importância na sociedade.

Para se ter uma ideia, em 10 anos o número de calouros em licenciaturas cresceu 53,8%, porém, nos demais cursos, o índice foi de 76,0%. Entre os ingressantes com até 29 anos, houve um aumento de apenas 29,7% do corpo discente, enquanto nos demais cursos esse número chegou a 49,8% na mesma faixa etária. O material aponta ainda o problema da evasão. Nos dez anos analisados, o percentual de estudantes que concluíram os cursos de licenciatura aumentou apenas 4,3%.

>> Saiba mais: Estudo prevê déficit de professores por desinteresse pela carreira

Segundo Leão, o país já tem menos pessoas que querem ser professores, a falta da categoria já é sentida em diversos estados brasileiros e é por isso que a entidade continua na luta por melhorias na profissão.

Ele conta que hoje o piso do magistério já está funcionando em diversos estados, mas para profissionais de início de carreira e de nível básico. O que Leão destaca é que os profissionais de nível universitário, com mais tempo de casa, ainda não são reconhecidos e valorizados.

“O problema é que os governos achataram a carreira, pagam o piso para quem começa e para o professor que tem nível superior a diferença é de R$ 20 a R$ 30 reais, o que não valoriza a carreira, que precisa dar perspectiva para o trabalhador/a. Este/a profissional precisa começar hoje numa determinada referência e quando se aposentar, depois de 30, 35 anos precisa ter seu trabalho reconhecido com um salário digno”, afirmou ele.

O professor de artes disse que é preciso uma carreira que valorize a formação, o título de mestrado, doutorado, entre outros, porque é importante que os professores vão para as universidades, se dediquem a estudar a educação, que mergulhem profundamente no debate, discussão, pesquisa e continuem dando aula na educação básica, porque este conhecimento é importante para qualificar o sistema público.

“A CNTE lutou pelo piso do magistério e continua lutando para que seja implantado no país todo, mas a gente continua na luta por uma carreira que dê perspectiva de futuro para o trabalhador e para a trabalhadora, que valorize sua experiência educação e o seu trabalho na escola”, afirma o presidente interino da CNTE, que complementa: “A gente precisa de uma carreira que possua elemento de evolução, que seja absolutamente possível para os professores, e não alguma coisa que seja difícil de ser conseguido”.

O estudo do Instituto Semesp revelou também que o Brasil precisará de 1,97 milhão de professores em 2040, mas as projeções indicam que o total deles cairá 20,7% em 18 anos, gerando um déficit de 235 mil profissionais. Hoje, a proporção é de 20 estudantes com idades entre 3 e 17 anos na educação básica para cada docente em atividade.

“Nós só vamos superar este problema com a valorização destes profissionais. Nós costumamos dizer que a educação de qualidade vai ser atendida através de um tripé que são: financiamento, para termos uma carreira atraente, gestão democrática, com participação da comunidade escolar no processo pedagógico da escola, nos projetos e na eleição de direção, e valorização profissional, com bons salários, carreira e valorização do trabalho do professor”, destaca Leão.

Fonte: CNTE 

Foto: Agência Brasil

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Anualmente, desde 1989, com o objetivo de propagar informações e incentivar a prevenção do câncer de mama, é celebrada a campanha Outubro Rosa.  Os dados sobre a incidência deste tipo de câncer justificam a importância da iniciativa. Para o ano de 2022, foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres.

Conforme informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, excluídos os cânceres relacionados a tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste.

Já em relação aos óbitos, constitui a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa essa posição.

Parceria IPE e IMAMA

Em setembro, o IPE Saúde e o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA) assinaram um acordo de cooperação prevendo o monitoramento de dados de saúde e orientações personalizadas para as usuárias.

O projeto-piloto será realizado com servidoras (ativas, inativas e dependentes) da Secretaria de Educação (Seduc), na faixa etária entre 35 e 69 anos.

As usuárias serão contatadas por e-mail e SMS para conversar com a assistente virtual Victória, que fará questões sobre hábitos e características relacionadas à saúde via WhatsApp.

A partir dos resultados coletados, o IPE Saúde terá conhecimento do diagnóstico situacional deste grupo de usuárias com relação a fatores de risco, hábitos e utilização do sistema, como, por exemplo, rotina de exames, estadiamento do câncer, detecção de casos de câncer de mama inicial, possíveis reclamações e melhorias.

“Essa é uma forma de o IPE Saúde começar a atuar também na prevenção de doenças. Essa consulta que o IMAMA está fazendo será um estudo sobre os possíveis riscos que as mulheres têm em desenvolver o câncer de mama. É fundamental que todas respondam à pesquisa, pois certamente estarão contribuindo na prevenção da doença”, observa a diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a) do CPERS e representante do Sindicato no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês.

A iniciativa também permitirá que as usuárias recebam orientações, dicas de saúde e acesso aos serviços de acolhimento disponibilizados pelo IMAMA.

Clique aqui para mais informações sobre o projeto e saiba como participar!

Fique atenta aos principais sintomas

Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja; alterações no mamilo e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região das axilas. Se você apresentar algum destes sintomas, procure ajuda. E lembre-se: fazer o autoexame pode salvar sua vida!

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Um estudo revela que o Brasil poderá ter um “apagão” de professores se não investir na formação de docentes para a educação básica. O país precisará de 1,97 milhão de professores em 2040, mas projeções indicam que o total deles cairá 20,7% em 18 anos, gerando um déficit de 235 mil profissionais. Os dados são da pesquisa Risco de “apagão” de professores no Brasil, do Instituto Semesp, divulgada na manhã desta quinta-feira (29).

O principal motivo para a redução contínua do número de professores é o desinteresse pela carreira, marcada por baixos salários e más condições de trabalho. Hoje, a proporção é de 20 estudantes com idades entre 3 e 17 anos na educação básica para cada docente em atividade.

Leia a matéria completa no site do O GLOBO clicando aqui.

Fonte: O GLOBO (29/09/2022)

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