Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) publica nesta quinta (12), nota que manifesta profunda preocupação com a agenda instalada no Ministério da Educação (MEC), perpassando pela composição dos órgãos autárquicos, diretorias e secretarias ministeriais.

A Confederação critica as nomeações para o segundo escalão do MEC – com a predominância de indicações alinhadas às pautas defendidas por fundações empresariais que não mantêm quaisquer elos com os movimentos sociais que deram sustentação à eleição do atual governo – e a nomeação da titular da Secretaria de Educação Básica, que tem perfil incompatível com os propósitos de governos democráticos e populares que defendem a inclusão.

A CNTE espera que o MEC reposicione suas agendas e parcerias e aguarda a confirmação de audiência com o Ministro da Educação, solicitada há mais de uma semana, bem como o anúncio oficial, pelo MEC, do percentual de 14,95% para atualização do piso salarial nacional do magistério em 2023.

>> Clique aqui para ler a nota pública completa (em PDF)

 

Fonte: CNTE

 

 

 

 

 

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A decisão do Ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, de pedir à Controladoria-Geral da União (CGU) uma auditoria completa na pasta sobre as políticas públicas executadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) é importante e necessária para organizar a casa e dar luz ao que aconteceu na gestão do ex-presidente.

A opinião é de Fernando Cássio, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), em entrevista, nesta quarta-feira (11), ao portal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

“É importante isso porque o governo Bolsonaro transformou Ministério da Educação num balcão de negócios, veja o que aconteceu no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em relação a construção de creches, de repasse de recursos para os municípios, de política de transportes escolares”, aponta Cássio.

Fernando, que também é pesquisador em políticas educacionais, afirma que os programas sem base e evidências na área da educação, o dinheiro que desapareceu e os contratos assinados precisam ser esclarecidos à população.

“O dinheiro foi totalmente desviado, o dinheiro sumiu da merenda escolar, pequenos programas de alfabetização sem base e sem evidências, programa de militarização de escolas, pequenas políticas feitas junto com outros ministérios. Tem um monte de coisa que aconteceu nesses últimos quatro anos do Ministério Educação e que precisa ser esclarecida”, defende.

Diagnóstico no MEC

Em sua decisão, Camilo argumenta que o trabalho de diagnóstico subsidiará a atual gestão de informações sobre “eventuais fragilidades na execução de ações da alçada do MEC”, a fim de que possa tomar as medidas necessárias para “mitigar as vulnerabilidades que, eventualmente, forem detectadas e propiciar a entrega de resultados à sociedade com a melhor eficiência e efetividade possíveis”.

No documento, enviado nesta segunda-feira (9/1) ao ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, Santana pede a verificação das políticas públicas executadas pela pasta durante todo o governo Bolsonaro, assim como as contratações feitas.

“Coisas [na gestão de Bolsonaro] que eram feitas que sequer tinham registros, como apontou a equipe de transição, quer dizer, não tem outra alternativa senão de fato fazer uma auditoria. Então, essa é uma ação necessária para começar a fazer um trabalho”, diz o professor.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e coordenador do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), Heleno Araújo, o governo Bolsonaro deixou a educação num desastre completo, destruiu desde a creche até a pós-graduação, com bolsas de estudo a serem pagas, com as universidades e Instituto federais sem recursos para pagar as contas básicas.

“É importante destacar que nossa expectativa é a de que o governo Lula, junto com os outros partidos políticos e a sociedade em geral, possa garantir força política para revogação da Emenda 95, até porque nós precisamos recompor o FNE e fazer uma nova Conferência Nacional de Educação (CONAE), senão não teremos financiamento para garantir a execução do Plano Nacional de Educação. Será um trabalho árduo e nossa expectativa é que a gente tenha a condição de enfrentar esses desafios”, diz o dirigente.

Reivindicações e propostas da Educação

A CNTE defende a revogação do ensino médio, a Emenda Constitucional 95, a recomposição do orçamento do Ministério da Educação e a convocação da CONAE em 2023. O presidente da CNTE participou do Grupo de Trabalho (GT) de Transição do Governo Lula e ressaltou que o relatório final que eles apresentaram sobre educação fala sobre tudo isso e também aponta algumas saídas.

“Penso que o grande desafio para o governo Lula é trabalhar para revogar a Emenda Constitucional 95 de 2016, que reduziu ano a ano os recursos destinados à educação brasileira. É preciso retomar o financiamento da educação brasileira como foi no governo Lula de forma crescente. É preciso também retomar o processo de participação social e revogar a Portaria 577 do MEC para que possamos recompor o Fórum Nacional de Educação”, disse o dirigente.

Fonte: CNTE

Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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De acordo com levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2022, a cesta básica aumentou nas 17 capitais, onde a entidade faz a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

Porto Alegre fechou o ano como a terceira cesta básica mais cara do país, em R$ 765,63, mesmo com uma retração de 2,03% em relação ao mês de novembro que registrou o valor de R$ 781,52.

A pesquisa mostra que oito dos 13 produtos da cesta básica apresentaram alta de preço, entre dezembro de 2021 e o mesmo mês de 2022, em todas as capitais: leite integral, pão francês, café em pó, banana e manteiga, farinha de trigo e batata – ambas pesquisadas nas regiões Centro-Sul – e farinha de mandioca, no Norte e no Nordeste. Já o óleo de soja subiu em 16 cidades, e o arroz em 15.

>> Confira aqui o levantamento completo do Dieese.

O Dieese aponta que os aumentos de preços, em geral acima da média da inflação, obrigaram as famílias brasileiras, por mais um ano, a substituir alimentos habitualmente consumidos por outros mais baratos ou similares. A ausência de políticas – de estoques reguladores, de subsídios aos preços dos produtos ou mesmo a falta de investimento em agricultura familiar – fez com que a trajetória dos preços continuasse em alta.

Salário Mínimo X Cesta Básica

Com base no valor da cesta básica mais cara, a de São Paulo (R$ 791,29), o Departamento mostra que em dezembro de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.647,63, ou 5,48 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 6.575,30, ou 5,43 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2021, o salário mínimo necessário foi de R$ 5.800,98, ou 5,27 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 1.100,00.

Em dezembro de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 122 horas e 32 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 121 horas e 2 minutos. Em dezembro de 2021, a média foi de 119 horas e 53 minutos.

Segundo o Dieese, quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo Piso Nacional comprometeu, em dezembro de 2022, 60,22% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 59,47%. Em dezembro de 2021, a média foi de 58,91%.

Foto capa: Revista Exame

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A violência contra a mulher no Rio Grande do Sul segue em trajetória ascendente em 2022. Ao menos 106 vítimas foram assassinadas por questões de gênero, segundo o mapa dos feminicídios, elaborado pela Polícia Civil. Em 2021, haviam sido 96 mortes. O aumento é de 10,4%. Muito mais que isso: são 10 vidas a mais que se foram e diversas outras que se modificaram em tragédias familiares.

Os dados são analisados todos os meses pela Polícia Civil gaúcha e geram um relatório anual. As informações também mostram que havia um movimento descendente de 2018 a 2020. Em 2021, voltou a aumentar os casos.

Em 2018, haviam sido investigados e confirmados 116 feminicídios. No ano seguinte, o Estado tinha registrado 97 casos. Em 2020, eram 80 o número de vidas perdidas para este tipo de violência.

A elevação dos casos a partir de 2021, chegando no ano passado à ocorrência de um feminicídioa cada 3,4 dias no Estado, revela como o cenário permanece desafiador para as autoridades.

Gráfico elabora pela GaúchaZH. Fonte: Polícia Civil RS. 

O feminicídioé um tipo de crime que ocorre geralmente no ambiente privado. Para se ter uma percepção, bastam alguns números: em 92,4% dos casos, o autor é o atual companheiro ou tornou-se ex-companheiro da vítima e 72,6% dos feminicídiosacontecem na residência da mulher.

Procure ajuda

As vítimas ou aqueles que presenciam algum tipo de violência contra a mulher podem denunciar pelo Disque 180, pelo WhatsApp da Polícia Civil (51) 98444-0606 ou por meio da Delegacia Online da Mulher. A Polícia Civil do RS tem 86 unidades especializadas no atendimento.

Projeto em andamento, o monitoramento eletrônico de agressores por tornozeleira também será ferramenta de combate quando entrar em prática nos próximos meses.

A atitude preventiva continua sendo a principal recomendação. Somente na unidade localizada no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, chegam quase 1 mil registros por mês. Em 2022 foram 21.594 boletins de ocorrência que geraram inquéritos sobre o crime.

Há, atualmente, 28.462 medidas protetivas, solicitadas pela Polícia Civil e autorizadas pela Justiça, em vigor no Rio Grande do Sul.  Em 2022, também foram registrados 154 casos de homicídios de mulheres. Homicídio é o ato de matar uma pessoa, independentemente de seu gênero; já o feminicídio é cometido exclusivamente pelo fato de a vítima ser mulher.

Crime contra mulheres deixa órfãos

Apesar de frios, os números traduzem a profundidade da tragédia humana ocasionada pelos casos de feminicídiono Rio Grande do Sul. Das 106 mulheres assassinadas em 2022, 89 eram mães. Em decorrência de 43 destes crimes consumados, 95 crianças e adolescentes deparam-se com a condição do pai ser o assassino da mãe.

Entre as vítimas de feminicídio do ano passado, três eram gestantes. Entre menores e adultos, 219 pessoas perderam suas mães para uma violência difícil de entender, já que o autor dos atos ainda faz ou um dia fez parte da família. A orfandade atingiu 35 crianças e adolescentes de pai que se matou após cometer feminicídio.

O Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS defende que é preciso seguir lutando fortemente contra todas as formas de opressão, pois o machismo, o racismo, o capacitismo, a LGBTfobia são responsabilidades de todas(os). É preciso defender incondicionalmente os que sofrem as agressões, discutir, informar e promover ações que fortaleçam a luta contra a opressão.

Diante da trágica realidade de crescente violência contra as mulheres, torna-se necessário não só observar, mas confrontar as autoridades com os fatos. Mostrar os números reais do que está acontecendo para que, efetivamente, sejam construídas políticas públicas para as mulheres, especialmente políticas de proteção.

*Com informações da GZH

 

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Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Criada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a diretoria do Ministério da Educação (MEC) que fomentava escolas cívico-militares não existe mais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) extinguiu o programa no dia 1º de janeiro e o professor de Ciência Política na Unicamp, Wagner Romão, disse que “temos muito o que comemorar”.

Segundo ele, a extinção do setor estava dentro do pacote de medidas emergenciais do governo, junto com outras prioridades, como dificultar o acesso às armas pela população civil.

“Algo absolutamente contrário à ideia de uma escola cidadã e democrática. Quando o governo Lula extingue a diretoria, esperamos que isso também leve à extinção dos convênios com os estados, evitando que os militares possam trazer para as escolas uma ideia equivocada de disciplina que, me parece, não serve sequer aos quartéis”,destaca o professor.

Romão considera que a reorganização faz parte de uma retomada didática porque estas escolas eram parte do modelo de combate de Bolsonaro contra a autonomia da educação e contra os/as educadores/as que estão na condução didática da escola, sob a desculpa de se querer melhorar a disciplina.

O Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim) são processos iniciados em um contexto permeado pela criação e implementação de políticas e programas de caráter reacionários e autoritários, que têm provocado retrocessos civilizatórios, inclusive no campo educacional, constantemente tensionado por setores conservadores e privatistas.

Desde 2019, o governo empenhou o total de R$ 104 milhões no programa. O fomento inicial era de R$ 1 milhão por escola. Em 2022 foram injetados R$ 51 milhões. O novo organograma do MEC não tem mais essa área, que era vinculada à Secretaria de Educação Básica

“O fim dessa visão militarista na Educação também é uma medida simbólica. São posicionamentos importantes”, relata o professor se referindo às outras medidas já executadas pelo novo governo, como a revogação de decretos que criaram programas considerados marcos desse desmonte da Educação Pública.

 Saiba mais: Lula autoriza reestruturação do MEC com volta da diversidade e inclusão

Escola é lugar de democracia
Para Gabriel Magno, deputado distrital pelo PT, professor da rede pública do Distrito Federal e ex-diretor da CNTE, não existe fundamentação para sustentar a militarização. O modelo implementado por Bolsonaro e pelo governador do Estado, Ibaneis Rocha (MDB), é uma afronta à Constituição Federal e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

“Escola é lugar de democracia, cultura, de aprendizagem, de debate, de formação, de liberdade para pensar. Estudantes não são soldados. Precisam de acolhimento e estrutura para desenvolverem seus talentos. O principal problema das escolas não é a falta de disciplina, mas a desvalorização dos profissionais combinada com a falta de investimentos”, em seu artigo publicado no site do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).

Para o professor Romão, o investimento na educação é de fato imprescindível, mas é necessário que haja compreensão sobre o real papel da escola.

“É preciso que a gente possa pagar melhor os professores, professoras e profissionais da Educação. Fixar esses profissionais em uma escola para que a gente possa ter uma dedicação maior e criar cumplicidade entre escola e comunidade. Eu acho que essa deve ser a tônica para uma escola cada vez mais humanizada”, conclui.

Sem muita informação

Não existe, por enquanto, rumo certo ao programa e às unidades que já aplicaram o modelo em suas gestões. Questionado sobre o destino destas escolas que respondem à Secretaria de Educação Básica, o recém-empossado ministro da Educação, Camilo Santana, não explicou com clareza sobre o que será feito, declarando ao jornal O Globo apenas que a pasta passará por reestruturação.

No entanto, uma das questões que impedem a definição do destino do programa em si é que os valores empenhados ainda não pagos mantém a obrigação de sua execução. O Distrito Federal, por exemplo, manifestou que pretende manter o modelo independente da posição do governo petista.

Histórico sobre o programa extinto

O Programa Nacional das Escolas Cívico Militares foi lançado em 2019 em parceria com o Ministério da Defesa. Ainda assim, a adesão a este modelo não era novidade. Até 2015, somavam 93 e em 2018, já eram 120 em pelo menos 22 estados. Atualmente, há o cadastro de 215 escolas cívico-militares até 2022. Haveria ainda, mais de 300 municípios que demonstraram interesse pelo modelo até o final do ano passado.

Uma das marcas do governo Bolsonaro, o modelo recebeu críticas. Ainda em 2015, o Comitê sobre os Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas) expressou preocupação com o avanço da implementação desse modelo no Brasil, e, de acordo com a Folha, especialistas condenam a militarização da educação, com a presença de policiais nas unidades escolares, e afirmam que escolas convencionais também podem melhorar seus resultados se receberem atenção especial.

Fonte: CNTE

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O Brasil presenciou na tarde do dia 08 de janeiro de 2023 fatos repugnantes de criminosos e terroristas bolsonaristas invadindo as sedes dos poderes legislativo, executivo e judiciário da União e, com a violência que sempre os marcou, depredando absolutamente tudo o que viam pela frente.

A horda dos terroristas, que não aceita o resultado eleitoral e o sistema democrático que rege o Brasil, avançou no começo da tarde deste domingo rumo à Praça dos Três Poderes, e sob a leniência, conivência e apoio tácito da Polícia Militar do Distrito Federal, promoveu a depredação dos bens públicos e dos símbolos mais caros da nossa República.

Contra a soberania popular, as ações promovidas no dia de hoje devem ser exemplarmente e rigorosamente punidas, com a identificação dos financiadores desses atos e dos criminosos que deles participaram.

A pedido do Governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, o afastamento do atual Secretário de Segurança Pública do DF, ex-Ministro da Justiça de Bolsonaro e que se encontra no dia de hoje em Miami, não é suficiente e não responde aos anseios da sociedade brasileira.

Estarrecido com o ocorrido, o povo brasileiro exige que a intervenção federal na segurança pública do DF, decretada pelo Presidente Lula no fim da tarde de hoje, deve imediatamente demitir o atual comandante da Polícia Militar distrital que, no mínimo, prevaricou sobre os atos lamentáveis desse domingo.

É fundamental identificar e, igualmente, punir os agentes públicos que não honram a confiança que a sociedade brasileira lhes conferiu e que, via Fundo Constitucional federal, lhes paga o salário.

É inaceitável esse ataque ao Estado brasileiro que, destruindo o patrimônio do povo, em nome de um suposto patriotismo, fere a soberania do país, ataca os símbolos da República e os pilares de nossa democracia, além de utilizar a nossa bandeira nacional, símbolo maior da nossa pátria, como uniforme de combate à Constituição brasileira. E, pior: tudo isso estimulado pelo ex-presidente fascista.

A democracia só sobreviverá quanto mais rigorosas forem as investigações e punições que de hoje não podem passar. É urgente a prisão dos financiadores desses atos, dos criminosos que os perpetraram e das forças de segurança e agentes públicos que deles foram cúmplices.

Da parte da sociedade civil, dos movimentos sociais e sindical brasileiros, resta a vigilância permanente da nossa democracia e de suas instituições, ocupando as praças e ruas de todo o país para defender a soberania do voto popular que elegeu Lula Presidente em 2022! Não toleraremos quaisquer ameaças contra o governo que o povo brasileiro elegeu! Pela democracia lutamos ontem, hoje e sempre! Fascistas e terroristas, não passarão! Pela democracia brasileira, estamos todos vigilantes!

Brasília, 08 de janeiro de 2023

Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE 

Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A invasão das sedes dos Três Poderes da República, neste domingo (8), em Brasília, foi uma tentativa de golpe de Estado terrorista e fascista, liderada por seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e financiada por setores políticos e econômicos poderosos e articulados através de uma extensa rede de comunicação, que age desde muito tempo à margem da Lei e sob o estímulo da mentira, do medo e do ódio.

O CPERS, historicamente ligado às causas democráticas e cidadãs, repudia com veemência os atos de vandalismo e a tentativa de golpe, exigindo apuração rigorosa, identificação dos organizadores e participantes da ação e sua punição nos termos legais.

Apoiamos as medidas governamentais tomadas com vista à normalização da situação e garantia da ordem pública e social necessárias para a manutenção da democracia, da verdadeira liberdade e da reconstrução nacional.

Foto destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O decreto 10502/20, assinado por Jair Bolsonaro em 2020 e que incentivava a exclusão de alunos/as com deficiência, foi revogado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma das suas primeiras decisões depois da posse (decreto 11.370/2023). A notícia foi celebrada por profissionais da educação e mães de crianças com deficiência porque a medida abria caminho para a criação de escolas especiais para jovens com deficiência e aulas separadas, sem convivência com as outras crianças.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, comemorou a decisão do atual presidente. Ele afirmou ainda que o decreto de Bolsonaro desmanchou todas as políticas sociais de inclusão criadas nos governos anteriores, que tinham uma visão sistêmica da educação, da creche à pós-graduação, junto com uma secretaria voltada para educação especial.

Segundo Heleno, Bolsonaro negou o direito das crianças e dos jovens de fazer parte da escola e conviver com outros estudantes, negando o direito de um processo de ensinamento mútuo. “Bolsonaro com este decreto colocou as crianças separadas da sociedade e do convívio escolar. Lula acerta em revogar este decreto e retomar uma política de inclusão escolar na qual crianças e jovens com deficiência possam estar presentes na escola, convivendo com os demais, para a importante troca de ensinamentos e experiências, e de formação social”, afirma o professor.

O decreto de Bolsonaro já tinha sido suspenso pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) no mesmo ano, após uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6590 questionar a chamada “Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida”. Prevaleceu o entendimento de que a norma pode fundamentar políticas públicas que fragilizam o imperativo da inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino. A tal fragilização da inclusão citada pela justiça foi de fato o que aconteceu.

A estudante de pedagogia Larissa de Oliveira Soares, mãe de Helena, uma criança com autismo, celebrou a decisão de Lula em suas redes sociais e disse que o decreto foi “vendido” numa falsa ilusão de que os pais poderiam escolher ter o seu filho na escola especializada ou regular. Ela relata que várias decisões judiciais de amigos e conhecidos, pais de crianças com deficiência, foram derrotadas baseadas neste decreto. A estudante também notou que houve um aumento muito grande de recusa de matrícula, em especial nos anos de 2021 e 2022.

“Eu mesma tive a matrícula da minha filha negada duas vezes. Uma de forma mais sutil, mas na outra foi muito explícita a exclusão. A funcionária não falou diretamente do decreto, mas pela segurança dela em negar a inclusão da minha filha deu para perceber que ela estava garantida nesta medida. Então o poder de escolha que diziam que eram dos pais, foi passado para as escolas e elas decidiam se minha filha poderia estudar junto com as demais crianças ou não. A diversidade a gente vive no dia a dia e isso foi negado à ela”, ressaltou a mãe da Helena.

A revogação

A revogação da Política Nacional de Educação Especial foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (2) e assinada pelo presidente Lula, também os ministros da Educação, Carlos Santana, e dos Direitos Humanos, Silvio Luiz de Almeida.

A revogação do Decreto 10.502 foi um dos pontos incluídos no relatório final da transição com o argumento de que a medida poderia gerar segregação entre alunos com ou sem deficiência. O mesmo argumento foi usado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), autor da ação no Supremo, que afirmou que o decreto violava o direito à educação inclusiva.

“Sem o Decreto, a gente espera que nossas crianças sejam incluídas na escola com recursos e políticas públicas específicas. E ser incluída não é só jogar lá na escola e pronto, tá incluída. Precisa ter uma escola preparada para receber estes alunos, porque a gente coloca culpa nas crianças pela não adaptação, mas é o meio que tem que se adaptar. E isso é papel do Estado”, reitera Larissa.

>> Saiba mais – Bolsonaro deixou destruição sistêmica na educação, afirma presidente da CNTE

Demais pautas a serem revogadas

Para Heleno, há diversas pautas da área da educação que ainda precisam ser revogadas para recompor a política educacional sistêmica com participação social. “O governo Bolsonaro foi um desgoverno, atacou as creches, a pós-graduação, e demais especialidades. As reivindicações são extensas”.

Heleno contou que há outras expectativas em relação às ações do novo governo. Segundo ele, no campo da valorização dos profissionais da educação é preciso de imediato que o governo federal, através do MEC, anuncie o novo valor do Piso do Magistério, e também retome o processo da Política Nacional para fomentar a formação dos profissionais da educação.

“Para isso, algumas medidas precisam ser revogadas no Conselho Nacional de Educação e o governo deve enviar um programa sobre a formação dos profissionais da educação para todo o sistema de ensino estaduais, municipais e distritais”, lembrou Heleno, que participou do Grupo de Transição do tema Educação.

O presidente da CNTE também destacou a revogação da portaria 577, que desmontou a composição do Fórum Nacional da Educação,um espaço de interlocução entre a sociedade civil e o Estado brasileiro e uma reivindicação histórica da comunidade educacional, fruto de deliberação da Conferência Nacional de Educação (Conae 2010).

“Vamos pressionar para que esta portaria seja revogada o mais rápido possível para que possamos voltar a ter espaço de diálogo e participação social neste governo”, finalizou Heleno.

>> Saiba mais – Especialistas defendem movimentação popular para revogar novo ensino médio

Fonte: CNTE

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