Entre os dias 18 e 19 de novembro, o CPERS, representado pela presidente, Rosane Zan, e pela tesoureira, Dulce Miriam Delan, participa do curso “Gestão Sindical em Foco: Política Institucional, Organização e Finanças”, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A formação acontece em Brasília e reúne dirigentes de todo o Brasil.

O encontro marcou o encerramento de quatro módulos — três on-line e um presencial — voltados à qualificação administrativa, política e financeira das entidades filiadas à Confederação.

O curso foi estruturado para debater, a partir das experiências dos próprios sindicatos, métodos de organização institucional capazes de fortalecer a luta política da categoria. Entre os principais eixos trabalhados, estiveram: Estrutura Física e Recursos Humanos, Legislação, Organização e Cadastro, e Financeiro/Contabilidade.

“Organização e finanças são pilares da luta sindical”

Ministrado pelo consultor financeiro da CNTE, Valtuir Silveira, o módulo presencial encerrou o ciclo formativo com foco na gestão financeira e contábil. Para ele, o curso cumpriu seu papel ao promover uma reflexão profunda sobre a relação entre estrutura administrativa e capacidade de ação política.

“O objetivo principal foi trazer à luz a relevância da organização em amplo aspecto, que permeia a viabilidade da execução do projeto político e institucional. Outro ponto essencial foi o desafio de construir o curso em módulos, considerando a representação nacional da CNTE. Os três primeiros encontros ocorreram on-line e o último, agora presencial. O que buscamos é que as lideranças reflitam sobre a importância da organização financeira e estrutural das entidades para enfrentar o desafio permanente da representação classista”, afirmou Valtuir.

Responsabilidade financeira e fortalecimento político caminham juntos

A secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, destacou que a ação política dos sindicatos só se sustenta quando acompanhada de uma gestão administrativa responsável e alinhada às exigências legais.

“Um sindicato não é só ação política. Para que ela seja exitosa e não gere problemas, é preciso ter gestão administrativa responsável, e isso envolve todas e todos. Precisamos conhecer como as coisas funcionam, como são regulamentadas. Quem assume a direção, especialmente na área financeira, responde com seu próprio CPF. A política é coletiva, mas alguém responde diretamente por ela. Um sindicato saudável precisa de boa gestão financeira para ter um bom resultado político”, destacou a dirigente.

Ela também ressaltou que o interesse das entidades demonstrou a importância do tema: “Foram quatro módulos com excelente participação. Há um interesse real das entidades e uma necessidade desse conhecimento. Essa formação deve ser permanente, pois a legislação muda e precisamos estar sempre atentos para evitar problemas.”

CUT: Formação é essencial diante dos retrocessos

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, também participou da atividade e reforçou a importância da formação sindical em um cenário de ataques aos direitos da classe trabalhadora.

“Essa formação que a CNTE faz é muito importante. Desde 2017, enfrentamos enormes dificuldades financeiras decorrentes do golpe contra a presidenta Dilma, um golpe contra a classe trabalhadora. A reforma Administrativa que tramita hoje é parte desse processo de destruição. Ela abre espaço para acabar com os serviços públicos. Precisamos intensificar nossa luta”, conclamou Rodrigo.

CNTE: presença e organização são parte da luta

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, destacou que a temática da gestão sempre foi sensível ao movimento sindical, mas integrar finanças e mobilização é fundamental para fortalecer a categoria.

“Esse é um dos temas que sempre incomodou o movimento sindical. A luta e a mobilização exigem investimento e sabemos que não é fácil. É muito importante estarmos presentes neste tipo de formação. O primeiro passo para melhorarmos é justamente participar desses processos.”

Formação fortalece sindicatos em todo o país

A secretária de Formação da CNTE, Marta Vanelli, avaliou o curso como um marco importante para a Confederação e para suas entidades filiadas.

“Esse curso é uma etapa muito importante na vida da CNTE e dos sindicatos. Fiquei muito surpresa e satisfeita com a quantidade de pessoas que estiveram presentes. Não tenho dúvida de que os sindicatos que participaram terão uma gestão mais qualificada. A ação sindical melhora muito com iniciativas como essa.”

Um ciclo formativo que deixa legado

A metodologia do treinamento abrangeu desde questões estruturais e de recursos humanos até legislação, cadastro e finanças, garantindo uma formação ampla e integrada.

A etapa presencial encerrou o percurso destacando a relação direta entre organização administrativa, saúde financeira e fortalecimento da ação política, reafirmando o compromisso da CNTE e da CUT com a qualificação permanente do movimento sindical.

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A manhã desta terça-feira (18) foi marcada por mobilização e firmeza na defesa de um salário digno para toda a categoria. O CPERS realizou uma vigília na Praça da Matriz, em Porto Alegre, reforçando o chamado urgente pela inclusão da reposição de 15,2% na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Com o Projeto de Lei n.º 350/2025 em tramitação na Assembleia Legislativa, representantes da Direção Estadual e dos núcleos do Sindicato percorreram os gabinetes das(os) deputadas(os) estaduais para apresentar e defender as emendas protocoladas pelo CPERS, construídas em parceria com a CUT e a CTB. A iniciativa se faz ainda mais necessária diante da decisão do governo Eduardo Leite (PSD) de não incluir qualquer previsão de reposição salarial às(aos) servidoras(es) públicas(os) no projeto enviado ao Parlamento.

A proposta das entidades reivindica a recomposição de 15,2% para todas(os) as(os) educadoras(es) da rede estadual — professoras(es), funcionárias(os) de escola e especialistas — incluindo servidoras(es) ativas(os) e aposentadas(os), com e sem paridade. A reposição é um passo essencial para reparar perdas históricas e garantir respeito a quem sustenta a educação pública.

Durante a agenda de pressão, uma comitiva do CPERS, formada pelo 1º vice-presidente, Alex Saratt, pela diretora Sandra Regio e pela ex-presidente Helenir Aguiar Schürer, representando a CUT-RS, foi recebida pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP), e pelo Subchefe Parlamentar da Casa Civil, Thiago Lorenzom. No encontro, a direção enfatizou a urgência da inclusão do índice na LOA, destacando que a revisão salarial não é apenas uma pauta econômica, mas um ato de justiça social, reconhecimento e dignidade.

O CPERS convoca toda a categoria a manter a mobilização: seguir participando das vigílias todas as terças-feiras em frente à Assembleia Legislativa até a votação da LOA, além de fortalecer o Ato Público Estadual no dia da votação, momento decisivo para pressionar pela aprovação das emendas apresentadas pelo Sindicato. Fique atenta(o) às nossas redes para mais informações sobre as atividades! 

Valorizar as(os) educadoras(es) é defender a qualidade da educação e o futuro do Rio Grande do Sul. A luta continua, com unidade, coragem e mobilização!

>> Confira mais fotos da vigília por reposição de 15,2%: 

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O CPERS, por meio do Departamento de Combate ao Racismo e do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo, convida para a Marcha Independente Zumbi e Dandara 2025, que acontecerá nesta quarta-feira (19), com concentração a partir das 17h, na Esquina Democrática, em Porto Alegre. A marcha integra as atividades referentes ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

O feriado nacional é um marco de reflexão e reconhecimento da luta histórica da população negra no Brasil. O dia rememora a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão. Contudo, a data vai além da homenagem ao passado: reafirma a urgência de enfrentar o racismo estrutural que segue produzindo desigualdade, violência e exclusão.

Sob o mote “Povo negro contra a chacina nas periferias e na Palestina”, a marcha este ano estará demarcando a necessidade imediata da construção de um presente mais justo e vivo para a população negra. O Brasil foi erguido sobre o trabalho forçado de milhões de pessoas escravizadas e estruturado para manter a população à margem – mesmo após a Lei Áurea. As consequências desse processo persistem até hoje.

No ano passado, 3.066 pessoas negras foram mortas pela polícia, número que corresponde a 86,2% das vítimas de letalidade policial, segundo o relatório “Pele Alvo: crônicas de dor e luta” da Rede de Observatórios da Segurança, iniciativa do CESec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania). Em 2023, o Rio Grande do Sul liderava o ranking nacional de assassinato de pessoas negras. Os dados escancaram uma dinâmica social e projeto político alarmantes: a morte sistêmica da população negra.

10 anos do Coletivo de Combate ao Racismo do CPERS

Em meio a esse cenário, o Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo completa 10 anos de existência em 2025. Desde sua criação, tem promovido ações formativas, campanhas, debates e intervenções em escolas de todo o estado, contribuindo para a construção de uma cultura antirracista na educação pública gaúcha e fortalecendo a organização coletiva da categoria na luta contra todas as formas de discriminação racial.

Para o próximo período, o CPERS, em parceria com a CNTE, intensificará a luta pela aprovação da PEC da Reparação, um primeiro passo rumo ao reconhecimento da dívida histórica do Estado com o povo negro. Em um país no qual o racismo ainda define oportunidades, a educação é o caminho da verdadeira reparação, o espaço onde se aprende, se transforma e se constrói um Brasil mais justo e igualitário.

O Sindicato, através do seu Coletivo, reafirma que a luta antirracista nas escolas é um pilar fundamental para a construção de uma educação democrática e humanizadora. Por isso, ir às ruas nesta quarta-feira (19) é honrar o legado de resistência de Zumbi e Dandara, mas também assumir a responsabilidade de transformar o presente!

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A 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), sediada este ano no Brasil, evidenciou que a crise climática não é um fenômeno isolado. Ela é a expressão direta das desigualdades estruturais, da disputa por projetos de sociedade e da falta de vontade política de governos assumirem sua responsabilidade diante de um planeta em colapso.

No Rio Grande do Sul, a crise ambiental dá seus sinais mais drásticos. O estado viveu no ano passado a enchente histórica, que resultou em perdas humanas e destruição de infraestrutura. Mesmo assim, o governo Eduardo Leite (PSD) segue reduzindo investimentos e desmontando estruturas essenciais de prevenção, monitoramento e proteção ambiental.

A priorização de agendas econômicas voltadas ao mercado, e não ao interesse público, aprofundam as vulnerabilidades da população, especialmente das comunidades mais pobres, rurais e periféricas. Não há vida sem natureza, e projetos que destroem territórios, biodiversidade e bens comuns, o fazem num ataque direto à vida das populações.

É nesse contexto que o estado se torna ainda mais vulnerável. A falta de políticas ambientais e o sucateamento das estruturas públicas contradizem o discurso modernizador do governo Leite (PSD) e colocam o estado na contramão do que foi debatido mundialmente na COP30: a centralidade da vida, dos territórios e dos bens comuns sobre qualquer projeto de mercado.

Diante desse cenário, o CPERS, através do seu Departamento de Sustentabilidade, reforça que a escola pública é espaço central para transformar a consciência em ação. A construção de projetos pedagógicos de educação ambiental, contextualizados com o território e com o cotidiano das(os) estudantes, é urgente.

Educação ambiental não pode ser tratada como atividade pontual, mas como projeto institucional, contínuo e crítico, capaz de dialogar com a comunidade escolar, fortalecer a cidadania e formar gerações comprometidas com a proteção da vida, da natureza e dos bens comuns. E para isso, é necessário investimento público, algo que o governo estadual insiste em negar ao setor da educação e do meio ambiente.

O CPERS seguirá defendendo uma educação pública comprometida com a justiça social e ambiental. O enfrentamento da crise climática passa, necessariamente, pela valorização das(os) educadoras(es), pelos investimentos adequados no serviço público e pela construção de políticas ambientais efetivas.

A vida deve estar acima do lucro, porque sem natureza não há um futuro possível!

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) iniciou, nesta segunda-feira (17), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo CPERS, que questiona a absorção da parcela de irredutibilidade nos reajustes concedidos às(aos) professoras(es), incluindo o Piso do Magistério.

O relator do caso, desembargador Nelson Pacheco, votou contra o pedido do Sindicato. Logo depois, o processo foi interrompido por um pedido de vista do desembargador Niwton Carpes da Silva, o que suspendeu o julgamento. Os demais desembargadores acompanharam o pedido, e a análise só será retomada após a devolução da vista, em data ainda indefinida.

A ação foi protocolada pelo CPERS em julho de 2022. O Sindicato denuncia que a absorção da parcela de irredutibilidade — formada principalmente por vantagens acumuladas ao longo da carreira, como os triênios — acaba retirando da remuneração das(os) educadoras(es) valores conquistados por tempo de serviço. Para a entidade, essa prática faz com que o governo Eduardo Leite (PSDB) transfira às(aos) trabalhadoras(es) o custo dos reajustes salariais, deixando especialmente prejudicados os docentes mais antigos.

O CPERS também alerta que a absorção resulta em aumentos não lineares na categoria, quebra a isonomia entre profissionais do mesmo cargo e afeta o cumprimento da Lei do Piso, já que quem teve a parcela absorvida não recebe o reajuste anual completo atrelado ao valor aluno.

Durante a sessão, atuaram na defesa da categoria os advogados Pedro Madagan, do escritório Buchabqui, Pinheiro e Machado, da assessoria jurídica do Sindicato, e Alexandre Lindoso, do escritório De Negri Lindoso e Advogados, de Brasília.

A Direção Central do CPERS marcou presença no Tribunal, acompanhando a sessão e pressionando pela defesa dos direitos da categoria. Com o julgamento suspenso, o Sindicato reforça que segue mobilizado e atento ao andamento do processo, reafirmando o compromisso de lutar pelo restabelecimento dos triênios e pela preservação da carreira do magistério gaúcho. Seguimos na luta!

>> Confira mais fotos: 



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Na última sexta (14) e nesta segunda-feira (17), a Secretaria da Educação (Seduc) divulgou, por meio do Diário Oficial, duas importantes publicações referentes às promoções do Magistério. Embora os anúncios representem um avanço após mais de 10 anos de espera e mais de um ano após o anúncio do governador, o CPERS reforça que nada disso é fruto de boa vontade da atual gestão, mas, sim, da pressão constante da categoria, organizada em luta através do Sindicato.

A primeira publicação apresenta as listas preliminares das(os) professoras(es) e especialistas de educação aptas(os) a concorrer às promoções do Magistério Estadual no ciclo de 2025. As(os) servidoras(es) efetivas(os) que poderão avançar de classe estão identificadas(os) por seu ID funcional. Clique aqui para conferir a lista completa!

A partir desta segunda-feira (17), inicia-se o prazo legal para interposição de recursos, aberto até 24 de novembro. O procedimento deve ser feito diretamente pelo aplicativo Escola RS – Professor, seguindo as instruções disponibilizadas pela Seduc.

Na segunda publicação, o governo publicou um decreto de redistribuição de cargos por classe na carreira do Magistério. Após mais de 10 anos sem promoções, a reorganização das vagas tornou-se inevitável para que o processo finalmente possa ter validade prática. É um passo necessário, ainda que extremamente tardio.

O CPERS enfatiza que, durante toda a última década, exigiu incansavelmente as promoções para toda a categoria, realizando mobilizações, denúncias e pressão política para garantir esse direito básico. Agora, além de acompanhar cada etapa para assegurar que todas(os) as(os) educadoras(es) com direito às promoções tenham seu avanço garantido, o Sindicato intensifica a cobrança para que o governo Eduardo Leite (PSD) estenda o mesmo tratamento às(aos) funcionárias(os) de escola — trabalhadoras(es) essenciais, responsáveis pelo funcionamento das instituições de ensino e pela garantia de um ambiente digno para a educação das crianças e jovens gaúchas(os).

Seguiremos vigilantes! Nenhum direito será concedido sem luta e nenhuma educadora ou educador ficará para trás!

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O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) abriu, nesta sexta-feira (14), um capítulo decisivo para milhares de professoras e professores aposentadas(os), ao iniciar o julgamento do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) que trata das horas de convocação incorporadas antes da mudança legislativa. Aguardado com grande expectativa pela categoria, o placar parcial já aponta dois votos a favor das(os) aposentadas(os), contra um contrário.

Os desembargadores Francesco Conti e Eduardo Uhlein reconheceram que as horas incorporadas, expressamente registradas nos atos de aposentadoria como parte integrante da carga horária, devem, sim, acompanhar o reajuste da hora-trabalho atualizada pelo subsídio do magistério. Em outras palavras: defenderam que aquilo que as professoras e os professores construíram ao longo de décadas — muitas vezes em tempos de carência estrutural e sobrecarga de trabalho — não pode ser reduzido ou congelado por artifícios posteriores, como a chamada parcela autônoma, que hoje impede a atualização devida.

A divergência veio do presidente do órgão julgador, desembargador Nelson Pacheco, que sustentou a tese de que a legislação que deslocou essas horas para a parcela autônoma deve prevalecer. Ainda assim, sua posição ficou isolada diante da solidez dos votos apresentados em favor da categoria.

Quando se encaminhava para uma definição, o julgamento foi suspenso devido a pedidos de vista dos desembargadores Carlos Cini Marchionatti e Leonel Pires Ohlweiler. O processo agora aguarda o retorno dos autos, ainda sem data prevista para a retomada.

O tema afeta docentes que, no momento da aposentadoria, tiveram reconhecido em seus proventos o regime de 40 horas semanais — ou a soma de 20 horas com o adicional de horas de convocação — incorporadas como parte do cálculo final. Essas horas constaram expressamente no ato de aposentadoria como parte integrante da carga horária da(o) servidora(or).

O ponto central do julgamento era determinar se essas horas incorporadas devem ou não seguir o reajuste da hora-trabalho atualizada conforme o subsídio vigente do magistério. Atualmente, essas horas foram deslocadas para a chamada parcela autônoma, mecanismo que impede o reajuste proporcional junto ao salário-base e, na prática, congela o valor recebido por essas(es) aposentadas(os).

A decisão do IRDR é determinante para unificar o entendimento da Justiça gaúcha sobre o tema e terá impacto direto na remuneração de inúmeras(os) professoras(es) aposentadas(os) que aguardam o reconhecimento do direito ao reajuste das horas incorporadas.

Para as professoras e professores que dedicaram suas vidas ao serviço público, a sessão desta sexta-feira representou a chance de recuperar aquilo que lhes pertence de direito: a correção plena de suas remunerações, vinculada ao avanço do subsídio e não aprisionada em uma regra que empobrece e invisibiliza décadas de trabalho.

Com o placar parcial 2 a 1 pela procedência, a tendência é positiva, e a categoria segue vigilante. Para o CPERS, o julgamento representa um passo fundamental na luta contra sucessivas perdas impostas à categoria. Seguimos firmes na luta!

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O CPERS acompanha com atenção o anúncio do Programa Mais Assistência, recentemente divulgado pelo IPE Saúde como uma iniciativa para ampliar o acesso à assistência médica em todo o Rio Grande do Sul. Embora o programa traga novidades importantes, reforçamos que ele não resolve nem um terço dos graves problemas atuais do Instituto.

Conforme informado pela autarquia, o edital do programa será lançado ainda este mês e prevê o credenciamento de profissionais de diferentes especialidades. No entanto, esta primeira etapa será restrita apenas ao credenciamento de médicos e deve começar a valer somente em março de 2026.

Para o Sindicato, não há solução real sem a ampliação do credenciamento de hospitais e clínicas em todas as regiões. A presidente Rosane Zan destaca: “Seguiremos exigindo que o Instituto garanta médicos, mas também clínicas e hospitais credenciados em todas as regiões onde o acesso à assistência ainda é limitado.”

Há anos, o CPERS denuncia a precarização dos serviços e cobra soluções concretas para garantir atendimento digno às servidoras e aos servidores públicos estaduais. Nesse período, foram realizadas denúncias públicas, audiências, passeatas e mobilizações em todo o estado.

E a situação se agrava ainda mais diante do cenário atual: as reformas implementadas pelo governo Eduardo Leite (PSD) aumentaram as taxas de contribuição de 3,2% para 3,6%, mas não resultaram em melhorias efetivas no atendimento — pelo contrário, aprofundaram o desmonte da rede de serviços credenciados.

Além disso, como reforça a representante do CPERS no Conselho Administrativo do IPE Saúde, Glaci Weber, “o programa pretende credenciar 10 mil médicos nesta primeira etapa, mas apenas médicos. Fica a promessa de que, futuramente, será realizado o credenciamento de mais hospitais e clínicas, essenciais principalmente no interior do estado. Por isso, nossa luta continuará pelo credenciamento também de hospitais e clínicas.”

“Em todos os conselhos, temos exigido da direção do IPE Saúde que implemente um programa de maior assistência para cidades do interior do estado, que estão sendo profundamente penalizadas com a precariedade do atendimento aos segurados. Há muita morosidade, e nós precisamos, com urgência, de um atendimento mais qualificado”, destaca o também representante do CPERS no Conselho Administrativo da autarquia, Marino Simon.

O CPERS reafirma: não aceitaremos medidas paliativas! É dever do Estado garantir uma rede de atendimento que respeite quem há décadas contribui mensalmente para o IPE Saúde. Estaremos vigilantes, mobilizadas(os) e na luta até que o direito à saúde de todas as servidoras e todos os servidores seja plenamente assegurado.

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Emoção, reencontros e a renovação da esperança na educação pública! Foi com estes sentimentos que o CPERS deu continuidade às celebrações dos 80 anos do Sindicato, nesta quinta-feira (13), com o lançamento do livro “Testemunhos de um Tempo de Luta”, na Feira do Livro de Porto Alegre. A obra realiza um mergulho sensível e profundo na história da entidade, desde sua fundação, em 21 de abril de 1945, revelando o quanto cada capítulo dessas oito décadas moldou a resistência e a força da categoria.

Com contribuições de importantes lideranças da educação no Rio Grande do Sul, leitoras e leitores poderão revisitar momentos decisivos vividos pelo CPERS, atravessando diferentes conjunturas políticas e sociais do estado. As dificuldades enfrentadas nas primeiras gestões, a coragem para enfrentar o autoritarismo durante o regime militar e as vitórias históricas conquistadas se transformam em registros essenciais para refletir sobre a luta sindical e sobre os rumos da educação pública.

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, abriu o evento retomando a memória dessa caminhada coletiva: “Sabemos que esse sentimento está no coração e na mente de cada um de nós que fizemos a história do CPERS, lutando pelos nossos direitos, nas questões salariais e funcionais, mas principalmente na defesa da democracia no Estado de Direito. Agora, o processo exige de nós também um momento de reflexão”.

O lançamento reuniu, no Território dos Parceiros da Feira do Livro, a atual direção do CPERS, representantes dos Núcleos, ex-presidentes e autoras(es) da obra, em uma noite marcada pela emoção e pela reafirmação do compromisso com uma educação pública de qualidade. Os relatos compartilhados trouxeram à tona a intensidade das lutas travadas, mas também a grandeza do papel desempenhado pelo Sindicato na construção de um Rio Grande do Sul mais justo, democrático e igualitário.

A publicação ficará disponível às(aos) sócias(os) na biblioteca da entidade, localizada na sede do Sindicato em Porto Alegre, e também nos 42 Núcleos espalhados pelo estado, para que todas(os) possam acessar esse importante registro da memória coletiva.

Palavra viva de quem vive ou viveu a permanente luta do CPERS pela educação e pela democracia

Logo nas primeiras páginas, o livro reafirma o caráter combativo do Sindicato, marcado pela defesa intransigente da categoria. A responsabilidade com as(os) trabalhadoras(es) da educação tornou o CPERS um dos maiores e mais respeitados sindicatos do Brasil: são cerca de 80 mil sócias(os) que constroem essa força coletiva, capaz de influenciar e transformar a realidade política e social.

O livro, desenvolvido por uma equipe coordenada pelo professor e escritor, Adeli Sell, apresenta reúne narrativas de lideranças que presidiram o Sindicato e de pessoas que contribuíram diretamente com os testemunhos desses 80 anos de história. São vozes que carregam autenticidade, coragem e memória — e que, juntas, reconstituem uma trajetória de resistência que não deve ser esquecida, mas sim celebrada e transmitida como inspiração para as lutas que virão.

Porque, enquanto houver injustiça, desigualdade ou ameaça à educação pública, a luta do CPERS permanece viva, necessária e incansavelmente presente.

>> Confira mais fotos do lançamento: 

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Na manhã desta quinta-feira (13), o CPERS participou de Audiência Pública que debateu o tema “Alternativas para Melhorar o Atendimento à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais em Relação ao IPE Saúde”. O encontro, proposto pelo deputado estadual Halley Lino (PT) e promovido pela Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, reuniu representantes de diversas entidades do funcionalismo público estadual.

Durante o debate, ficou evidente a grave situação do IPE Saúde, que enfrenta sérias dificuldades para garantir atendimento de qualidade às(aos) seguradas(os). A falta de médicos credenciados, o número reduzido de especialistas dificulta o acesso a consultas, exames e procedimentos essenciais para atender atualmente cerca de 800 mil segurados do IPE Saúde. Para as(os) educadoras(es) gaúchas(os), que dependem majoritariamente do Instituto, essa realidade representa mais do que uma carência de atendimento: é uma violação do direito básico à saúde e um reflexo do descaso do governo Eduardo Leite (PSD) com as(os) servidoras(es) públicas(os) estaduais.

A coordenadora do Departamento de Saúde da(o) Trabalhadora(or) do CPERS, Vera Maria Lessês, destacou a importância do IPE Saúde para as categorias do serviço público estadual, que vêm sendo constantemente desvalorizadas pelo governo Eduardo Leite (PSD). “Quando Tarso Genro era governador e tínhamos reajuste, pagávamos 3,6% e estavam incluídos titulares e dependentes. Depois, os cônjuges também foram contemplados e, naquela época, o IPE apresentava superávit, e por isso o governo reduziu a contribuição para 3,1%.  Desde então, os governadores que vieram sequer repuseram a inflação, e sabemos que isso impacta diretamente na arrecadação do Instituto”, ressaltou.

Vera também chamou atenção para as desigualdades regionais no atendimento: “A realidade do IPE Saúde em Três de Maio não é a mesma de Porto Alegre. Na região metropolitana o atendimento é melhor, enquanto no interior há grande carência, mesmo com os colegas pagando o mesmo valor. O IPE Saúde precisa buscar mais credenciamentos no interior para atender com qualidade todos os segurados”, afirmou.

A dirigente lembrou ainda que, com a reestruturação promovida pelo governo Leite (PSD) em 2023, as(os) seguradas(os) passaram a contribuir de 3,1% para 3,6%, mesmo sem reajuste salarial real. “Além disso, passamos a pagar pelos dependentes e cônjuges, o que agravou ainda mais nossa situação financeira”, observou.

Por fim, Vera reforçou a urgência de que o IPE Saúde amplie o credenciamento de médicos e cumpra as promessas de melhoria feitas durante a reestruturação da autarquia. “Faz dois anos que estamos pagando mais, sem ver melhorias no atendimento. Queremos que os recursos que contribuímos sejam, de fato, investidos. E reafirmamos: nós não podemos novamente ser os responsáveis por pagar essa dívida”, concluiu.

Também estiveram presentes no encontro o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e a diretora do Sindicato, Andrea da Rosa e o diretor da entidade, Elbe Belardinelli. 

Descaso e desrespeito com a saúde das(os) servidoras(es) estaduais

Além do CPERS, diversas outras entidades reforçaram a necessidade de melhorias urgentes nos serviços oferecidos pelo Instituto de Assistência à Saúde das(os) Servidoras(es) Públicas(os) do Rio Grande do Sul.

A secretária-geral do Sindppen, Janice Willrich, trouxe um relato comovente de um colega de profissão que perdeu a filha de apenas 11 meses em decorrência de mau atendimento e negligência médica. “Passamos por quatro pediatras do IPE Saúde e mais três pelo SUS. Nossa filha apresentava febre e sonolência por cinco dias, mas os médicos apenas recomendavam analgésico. Um deles chegou a rir da minha cara e disse: ‘Tu és pai de primeira viagem, ela não tem nada’”, contou o pai.

O relato segue: “Pedi que fizessem um raio-x e, quando fizeram, internaram-na imediatamente. Tentamos conseguir uma vaga pelo IPE Saúde, mas não obtivemos êxito. Também não conseguimos ambulância, porque o Instituto não dispõe desse serviço. Dali em diante, ela só piorou. Hoje, tenho uma dívida de quase 50 mil reais com a Santa Casa, porque o IPE Saúde não pagou nada. O Instituto não faz nada, não oferece atendimento digno. Queremos que o IPE volte a ser um plano de saúde de qualidade”, desabafou o pai enlutado.

“O problema do IPE Saúde é claramente um problema de gestão. A falta de importância que o governador dá ao Instituto fica evidente quando observamos que já foram trocados cinco presidentes, cada um permanecendo cerca de um ano no cargo. Isso demonstra falta de compromisso e responsabilidade do governo, que, junto com a direção do IPE, impõe um cenário de desgaste e precarização no atendimento. Estamos pagando cada vez mais — e pagando caro — sem ver melhorias. O IPE é nosso, o IPE é sério. Só quem não é sério é o governo do estado, que, neste momento, não tem a responsabilidade de cuidar do patrimônio que é nosso”, analisou o presidente do SindIPE, Ivan Barreto.

A coordenadora do Sinters de Rio Grande, Suzi Barros, destacou o constante adoecimento das(os) educadoras(es) municipais e estaduais e a falta de acesso a atendimentos adequados, especialmente no interior. “Quando mais precisamos de atendimento, não temos em Rio Grande e precisamos nos deslocar até a capital. Antigamente conseguíamos atendimento em Pelotas, mas hoje nem lá encontramos mais os especialistas de que precisamos. Temos que pagar passagens caras para vir a Porto Alegre e, se o caso é urgente, acabamos pagando também pela consulta”, relatou.

O presidente da Associação Agenda Brigada Unida (AABU), Pierre Dornelles, também compartilhou preocupações, relatando o caso de uma médica que enfrenta dificuldades para se credenciar junto ao Instituto. “Não conseguimos entender por que o processo de credenciamento leva de quatro a oito meses. Qual é a dificuldade do governo em gerir o IPE Saúde de forma eficiente? Queremos saber para onde vai o dinheiro que é descontado de nós todos os meses. Precisamos de transparência”, cobrou.

Como encaminhamento, o deputado Halley Lino (PT) destacou que solicitará uma reunião com o atual presidente do IPE Saúde, Paulo Rogério Silva dos Santos, na qual, junto aos representantes das entidades presentes na audiência, entregará um documento reunindo todos os relatos e denúncias apresentados durante a atividade.

O CPERS reafirma que o IPE Saúde é essencial para garantir o direito à saúde das(os) educadoras(es) e demais servidoras(es) públicas(os), especialmente diante da sobrecarga de trabalho e das condições, muitas vezes precárias, enfrentadas na rede estadual. Um atendimento de qualidade e acessível é fundamental para preservar a vida, o bem-estar e a dignidade de quem dedica sua trajetória à educação. Por isso, o Sindicato reforça que seguirá firme na luta em defesa de um IPE Saúde público, eficiente e humanizado, um Instituto que valorize e cuide, de fato, de quem sustenta os serviços públicos do Rio Grande do Sul.

Fotos: CPERS e Lucas Kloss/ALRS

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