O CPERS expressa o veemente repúdio aos atos de violência perpetrados pela Guarda Municipal, no último sábado (16), em Porto Alegre, contra a Deputada Estadual Laura Sito (PT) e militantes de movimentos sociais que participavam de uma ação de solidariedade ao Movimento Nacional de Luta por Moradia da Ocupação Resistência, na Rua dos Andradas.

Manifestamos nosso profundo repúdio e indignação à política do prefeito Sebastião Melo (MDB) e à Guarda Municipal de Porto Alegre, que utilizou spray de pimenta, lançou bombas de gás e balas de borracha contra nossos companheiros e companheiras.

A agressão física e a intimidação de representantes eleitos pelo povo e de cidadãos e cidadãs engajados em causas sociais são absolutamente inaceitáveis em um Estado democrático de direito. Tais atos atentam não apenas contra a integridade física e moral dos indivíduos envolvidos, mas também minam a confiança na instituição encarregada de garantir a segurança e o bem-estar da população.

Ressaltamos a importância do diálogo, do respeito às liberdades individuais e coletivas e da promoção de um ambiente democrático e inclusivo em nossa sociedade. A violência e a repressão não são instrumentos legítimos para resolver conflitos ou reprimir manifestações pacíficas.

Instamos as autoridades responsáveis a conduzirem uma investigação rigorosa e transparente sobre o ocorrido, de modo a garantir que os responsáveis pela agressão sejam devidamente responsabilizados perante a Lei. Além disso, exortamos a revisão de protocolos e treinamentos da Guarda Municipal de Porto Alegre, visando assegurar que tais incidentes não se repitam no futuro.

Neste momento delicado, expressamos nossa solidariedade à Deputada Estadual Laura Sito (PT), aos militantes agredidos e a todos aqueles que defendem a justiça social e a democracia em nosso país. Reafirmamos nosso compromisso com a promoção dos direitos humanos e com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva para todos(as).

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O Brasil é um dos países que menos investiu em educação entre os anos de 2019 e 2020. É o que aponta o relatório Education at a Glance 2023, divulgado na terça-feira (12) – Acesse aqui a pesquisa em inglês.

A pesquisa levanta dados da educação dos países membros e parceiros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Uruguai, Venezuela, Japão, entre outros. “O financiamento adequado é um requisito essencial para proporcionar uma educação de alta qualidade”, diz o relatório.

De acordo com os resultados da pesquisa da OCDE, o investimento no Brasil para cada estudante brasileiro, em 2020, foi de cerca de US$ 4.306 por aluno, aproximadamente R$ 21.000,00 (vinte mil). Já os  outros países da OCDE registraram um investimento médio de US$ 11.560 no mesmo ano, aproximadamente R$57.000,00 (cinquenta e se mil). Os valores correspondem aos investimentos feitos desde o ensino fundamental até a educação superior.

Para o presidente da CNTE, Heleno Araújo, o desempenho da pesquisa reflete os frutos do golpe de 2016 e 2018 e da Emenda Constitucional nº 95 de 2016, que inflamaram a queda dos investimentos na educação. “O Estado brasileiro está devendo ao seu povo a regulamentação do Custo Aluno Qualidade (CAQi) (já aprovado na Lei do Plano Nacional de Educação). É uma vergonha e um crime cometido contra os nossos estudantes e a educação pública a não regulamentação do CAQi”, declarou.

No geral, entre 2019 e 2020, o nível de investimento em educação feito pelo Brasil encolheu. Segundo a pesquisa, a despesa total das nações ligadas à  OCDE com a educação tiveram um crescimento de 2,1% nesses anos. Apesar de pequeno em relação aos investimentos feitos em todos os outros serviços desses países, no Brasil os recursos destinados ao setor apresentaram queda, diminuindo 10,5% em comparação a outros serviços, que aumentaram 8,9%. Um dos motivos apontados pela OCDE foi a pandemia de Covid-19.

Em sua maioria, os países membros da OCDE, um grupo de países referência em desenvolvimento humano e PIB per capita, dispõe de 3% e 4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para investimento nos ensinos Fundamental e Médio, chegando a menos de 5% do PIB na Colômbia e em Israel.

A porcentagem do investimento do Brasil não consta na edição do relatório, mas é estabelecida por lei, através do Plano Nacional de Educação (PNE), que o país disponibilize pelo menos 10% do seu PIB para investimentos na educação até 2024.

Entretanto, a situação entre 2019 e 2020 foi bem diferente do que o planejado no PNE. Segundo dados do relatório de monitoramento da lei, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em 2022, os investimentos do PIB brasileiro em educação mal atingiram 5,5%, e em educação pública, 5%. Para o Inep, os recursos foram “bem distantes das metas estabelecidas pelo PNE”. De acordo com o Instituto, “os resultados apontam para uma grande dificuldade dos entes em aumentar o orçamento destinado à educação”, completou.

De acordo com Heleno, esses investimentos são essenciais para que as escolas do país possam estar completamente adequadas para receber, garantir a permanência e contribuir com a formação cidadã e profissional dos(as) estudantes.

A queda de investimento, comenta, acaba por prejudicar o processo pedagógico trabalhado em sala de aula. “Dados estão aí revelados: abandono escolar, baixo índice de alfabetização das crianças, escolas inadequadas para desenvolver o processo de ensino aprendizagem, excesso de contratações temporárias, terceirizações aos montes e os(as) estudantes sem aprender”, criticou.

Profissionais da educação

Um dos pontos abordados pelo relatório,  afetados pelo baixo investimento do governo federal na educação, diz respeito aos trabalhadores(as) em atividade, mais especificamente em mantê- los na profissão, garantindo a valorização dos mesmos no mercado profissional. Conforme a pesquisa, muitos países da OCDE não possuem o ensino como uma carreira financeiramente atraente.

Para o texto, “salários competitivos são cruciais para reter professores(as) e atrair mais pessoas para a profissão, embora outros fatores também sejam importantes”, cita a OCDE.

No Brasil, Heleno relata que é comum que prefeitos(as) burlem a Constituição Federal e as Leis da educação, contratando professores com outras denominações para atuarem na educação infantil e, desta forma, não pagar o piso salarial. Segundo ele, escolas pelo país também apresentam um percentual elevado de contratações temporárias, em que os gestores não são obrigados a pagar o piso salarial e os direitos trabalhistas, lembrou.

“Isso acaba promovendo um achatamento na nossa carreira profissional, desestimulando quem está na rede a estudar e a se atualizar e desmotiva a juventude, que não deseja mais ser professor ou professora”, lamenta.

O que é o relatório da OCDE?

A pesquisa Education at Glance organiza informações sobre como anda a educação em todo o mundo. Nos seus resultados, o relatório apresenta dados sobre a estrutura, finanças e desempenho do sistema educativo de cada país da OCDE, em países candidatos e parceiros da Organização.

Com informações da Agência Brasil 

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O CPERS, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, repudia veemente a atitude dos estudantes do curso de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo, que protagonizaram cenas repugnantes durante uma partida de vôlei feminino.

O caso ocorreu entre os dias 28 de abril e 1º de maio, durante o torneio Calo 2023, em São Carlos, no interior do estado, mas ganhou repercussão somente neste domingo (17), após um vídeo de repúdio ao ato viralizar nas redes sociais.

As imagens mostram aproximadamente 20 homens correndo no entorno da quadra com as calças abaixadas, simulando uma “Volta Olímpica”, enquanto tocam suas partes íntimas. Já em outro vídeo é possível ver os estudantes na plateia, assistindo ao jogo feminino e simulando uma masturbação coletiva.

Nesta segunda-feira (18), a Unisa expulsou seis estudantes identificados no vídeo, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. 

O Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS exige que todos os estudantes sejam responsabilizados pelos crimes cometidos, em uma conduta inaceitável. Não podemos tolerar que casos como esse continuem acontecendo.

Reforçamos ainda a necessidade de repensarmos e promovermos uma nova política pedagógica, que fortaleça a luta por uma educação não sexista, como forma de construirmos práticas sadias e respeitosas, livres de preconceito e violência.

O Sindicato reitera o seu compromisso contra qualquer tipo de violência de gênero. Seguiremos na luta para que as mulheres estejam seguras em qualquer espaço, seja na universidade ou na escola. Lugar de mulher é onde ela quiser!

Foto: BLOG BG

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Coordenador pedagógico na EEEF 29 de Outubro, localizada no município de Pontão, Doutor em Educação e membro do Coletivo de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Rio Grande do Sul (MST/RS), Munir Lauer, é figura ilustrativa da potência que as escolas do Campo são, em essência.

Em entrevista ao CPERS, o educador destacou os interesses neoliberais que regem o atual projeto político do governo estadual e ressaltou o papel da pedagogia desenvolvida no Campo na resistência dos paradigmas do mercado empresarial.

“Visualizar o Campo, como parte integrante do mundo, e não apenas, como aquilo que resta além das cidades” é o que propõe Prof. Munir ao refletir sobre a construção educacional dentro do MST, que caminha em paralelo com a luta pela terra, e ao alertar sobre os riscos da municipalização das escolas do Campo.

>> Confira a conversa com o especialista:

CPERS: Prof. Munir, a educação do campo tem sido colocada à margem nos últimos governos estaduais, desde a gestão de Sartori (MDB) até a atual administração de Eduardo Leite (PSDB). Quais políticas públicas são mais urgentes e merecem atenção do poder estadual? 

Munir: A Educação do Campo no Rio Grande do Sul passa por um período de estagnação quanto a políticas públicas. E a pauta de reivindicações sinaliza o quanto as escolas do Campo, carentes de apoio governamental, seguem resistindo a todas as agruras deste período nebuloso. Para romper com tal situação, seria necessário retomar a modalidade das Escolas do Campo, aprovada em diretrizes do Conselho Estadual de Educação (Resolução 342/2018), que foram esquecidas na atual política educacional no RS.

É pertinente garantir o transporte escolar das crianças assentadas, em que os contratos com os municípios e empresas licitadas fossem realizados em tempo hábil para o início de cada ano letivo. É emergente também a formação dos educadores(as). As escolas do campo têm recebido em seus espaços professores(as) sem formação específica à modalidade, dificultando uma sequência no Projeto Político Pedagógico inerente ao campo. Ligado a isso, é imprescindível que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) incentive esse processo formativo dos educadores(as) das escolas do Campo e, em especial, das áreas de assentamentos, liberando os professores(as) para formações organizadas pelos movimentos sociais do campo, pelas organizações populares e pelas universidades. 

Quanto ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), há solicitações no sentido de que as compras dos produtos industrializados não perecíveis das cooperativas da agricultura familiar e reforma agrária sejam centralizadas nas Coordenadorias Regionais de Educação. Assim, haveria uma diminuição na burocracia, e principalmente, facilitaria a distribuição nas escolas, já que se trata de produtos que podem ser estocados por mais tempo. 

Outra demanda, trata da infraestrutura das escolas do Campo, que em muitas situações requerem manutenção ou construção de prédios novos. Mas a falta de investimento público ou descaso faz desta situação uma luta permanente na busca de melhorias. 

No sentido pedagógico, se requer ainda debates aprofundados sobre a multisseriação de turmas nas escolas. Normalmente, tal situação, com exceções, não leva em consideração preceitos pedagógicos ou de processos de ensino aprendizagem, mas meramente preocupações com a redução de carga horária e diminuição de custos. Sabemos que em muitas situações, a multisseriação é uma forma de manutenção do funcionamento das escolas, porém, a falta de diálogo com a comunidade escolar sobre o assunto desmerece o trabalho pedagógico das instituições. 

Entretanto, é a municipalização das escolas uma das temáticas que tem tomado maior tempo nos debates internos das escolas do Campo e nos Coletivos de Educação. A municipalização pode ferir drasticamente nosso trabalho pedagógico. Em muitas escolas do Campo, são os professores(as) estaduais que mantêm ativas as concepções filosóficas e pedagógicas da Educação do Campo. Ao haver uma mudança nos recursos humanos das escolas, profundas mudanças aconteceriam na relação com o entorno comunitário e com o desenvolvimento do próprio Projeto Político Pedagógico construído pelos sujeitos do Campo, e para eles. 

Tais demandas, que indicam a falta de políticas públicas, resumem os principais problemas enfrentados pelas escolas do Campo na contemporaneidade. Adversidades que, conjugadas ao mesmo tempo, nos mesmos espaços e territórios, nos dão uma ideia da resistência diária dessas instituições.

CPERS: A educação no estado, de maneira geral, tem sido fortemente negligenciada pelo projeto político do atual governador. No entanto, as escolas indígenas e do campo têm estado ainda mais isoladas do debate e investimento públicos. Por que tu achas que não há interesse do estado gaúcho em fortalecer o projeto educacional pensado pelos movimentos do campo?

Munir: Para responder tal questionamento, tomarei como embasamento teórico algumas concepções encontradas no livro – A escola não é uma empresa – de Christian Laval. O projeto político do atual governo estadual recebe influência das ideias do capital financeiro na educação, ou seja, a educação compreendida como mercadoria, algo que pode ser comprado e vendido. A escola nessa concepção intenta um modelo que condiciona a educação como um bem necessariamente privado, cujo sentido existencial está na obtenção do lucro econômico. Neste sentido, o capital humano deve ser rentável para as empresas, isto é, a empreitada educativa necessita do retorno financeiro. 

Por isso das avaliações externas: a educação precisa ser medida e contabilizada, para ver se está dando lucro, se é necessária, se é útil ou inútil. E neste contexto de retorno financeiro, as reformas da educação pressionam para uma padronização dos métodos de ensino-aprendizagem e dos conteúdos, para um novo gerenciamento das escolas e para a profissionalização dos professores(as). Neste cenário, há o fortalecimento do capital humano e do empreendedor individual. “O homem e a mulher flexíveis, o trabalhador autônomo” como ideal pedagógico. 

Assim, a escola passa a apresentar um propósito: o de estar a serviço da economia de mercado, que parte da premissa – “que tipo de empregados(as) que as empresas desejam?”. E a resposta trata-se de “técnicos competentes e, ao mesmo tempo, ignorantes socialmente”, sem visão crítica do que acontece na sociedade. Contudo, não podemos esquecer que esse modelo é recusado por numerosos indivíduos, grupos, movimentos, associações, sindicatos e instituições no mundo inteiro. E a pedagogia das escolas do Campo, na sua gênese, justamente, tem esse propósito, como território de resistência aos paradigmas do mercado empresarial. 

Em razão do exposto, a inexistência de políticas públicas para Educação do Campo no RS explica-se de forma que veem o campo como local de atraso e de espaço sem custo-benefício, baseando-se numa visão extremamente preconceituosa de seus sujeitos e comunidades. Desta forma, a política de fechamento de escolas objetiva o envio destes sujeitos do campo para a cidade, para ser mão de obra barata, mas profissionalmente técnica e “competente”. Para o Deus-mercado, as escolas do Campo são empecilhos para o desenvolvimento da educação-mercadoria, pois não resultam em lucro. 

Quanto à escola e seus professores(as), recai a necessidade de compreender que nesse momento, mais do que nunca, há a essencialidade de um trabalho de formação humana, de cidadãos críticos. Esse objetivo é fortemente atacado pelo setor empresarial, visto que o mercado fortalece a competição entre os sujeitos na sociedade, e consequentemente, proporciona sua alienação subjetiva e social. 

A própria manutenção de escolas do Campo em seus territórios, como espaço de formação humana, são acima de qualquer pretensa teoria filosófica ou pedagógica um ato de resistência e esperança. Aliás, tais palavras – resistência e esperança – estão muito presentes no vocabulário contemporâneo dos educadores(as) do Campo. De certa forma, representam bem o sentimento da categoria, ou seja, resistir aos ataques empresariais do capital financeiro e almejar um futuro melhor para a educação pública.

CPERS: Qual a importância de modelos pedagógicos específicos para a educação do Campo, como a Pedagogia da Alternância e a Pedagogia do Movimento? 

Munir: É importante destacar que a Pedagogia do MST é um processo construído pelos próprios sujeitos e para eles. Algo surgido de dentro para fora. Fruto de muita luta. A história de educação do Movimento caminha em paralelo à luta pela terra e pela Reforma Agrária. Foi a aglutinação de experiências em escolas de acampamentos e assentamentos, apoiada por universidades, governos progressistas, organizações sindicais e sociais e indivíduos da sociedade civil, que forjou uma concepção de educação amparada em princípios filosóficos e pedagógicos. 

Na sua essência, fruto de discussões, reflexões e da intencional aproximação entre educação e formação, a educação no MST possui cinco princípios filosóficos: 1) Educação para a transformação social; 2) Educação para o trabalho e a cooperação; 3) Educação voltada para as várias dimensões da pessoa humana; 4) Educação com/para valores humanistas e socialistas; 5) Educação como um processo permanente de formação e transformação humana. 

A partir destes princípios filosóficos e de outras treze resoluções pedagógicas, bem como à conquista gradual de assentamentos, foi possível o desenvolvimento de uma outra escola, uma escola diferente que exigia também um professor diferente, com outra formação. Com a mesma obstinação em ocupar e conquistar terras, decidiram criar a Escola da Terra, onde expandira-se uma educação deste lugar, do Campo. 

Este novo contexto social, aos poucos, também despertou o olhar das universidades e dos centros de pesquisa, que começaram a elaborar metodologias e produzir referenciais teóricos que dessem conta de compreender essa nova formatação da realidade, que se desenvolvia no campo brasileiro. Visualizar o campo, como parte integrante do mundo, e não apenas, como aquilo que resta além das cidades, era algo inovador. Assim, desse ponto de vista, os Sem Terra foram refletindo e ponderando com os outros povos do campo, quilombolas, indígenas e camponeses, sua concepção de saber que se esboçou na Conferência Nacional “Por Uma Educação Básica do Campo”, realizada em 1998. Desta forma, portanto, surge a Educação do Campo, tendo suas concepções amparadas na Pedagogia do MST. 

O principal programa de educação do Campo é o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). O Pronera é uma política de Educação do Campo realizada em áreas da Reforma Agrária, efetivada pelo governo brasileiro. O objetivo principal é fortalecer o mundo rural como território de vida em todas as suas dimensões. Este Programa nasceu em 1998, a partir da luta dos movimentos sociais e sindicais de trabalhadores rurais pelo direito à educação com qualidade social. Em virtude do Programa, milhares de jovens e adultos, trabalhadores e trabalhadoras das áreas de Reforma Agrária têm acesso ao direito de alfabetizar-se e de continuar os estudos em diferentes níveis de ensino, desde a alfabetização até ensino superior.

E quando se trata de educação, uma das metodologias de organização de ensino mais utilizadas nas escolas do Movimento é a Pedagogia da Alternância. Esta, estabelece diferentes experiências formativas distribuídas ao longo de tempos e espaços distintos, almejando como finalidade a formação profissional. A reflexão em torno da alternância é a de pensar o campo a partir dos próprios sujeitos e de uma escola que responda aos interesses dos educandos. E concomitantemente, possibilite uma formação direcionada para a sua realidade, qualificação técnica para viabilizar o fortalecimento da agricultura camponesa e oportunização de alternativas de resistência e permanência nestes territórios. 

Em resumo, pode-se dizer que a Educação do Campo é resultante de concepções orgânicas do MST, mas também de outros agentes sociais que participaram do processo de construção histórica. Somado a isto, apresenta-se a Pedagogia da Alternância, como metodologia de organização de ensino e aprendizagem, direcionado aos sujeitos do Campo. Campo escrito com o ‘C’, em maiúsculo, para destacar claramente o sentido de identidade e de pertencimento àquele espaço territorial. 

CPERS: Que iniciativas estão sendo implementadas no Campo que poderiam servir de referência para a construção do Plano Nacional de Educação (PNE), por exemplo?

Munir: Ao longo dos seus 40 anos, a serem completados em 2024, o MST possui como intencionalidade o direito à educação pública nos espaços, onde os trabalhadores(as) Sem Terra se encontram. Segundo dados do próprio Movimento, até o momento, o MST já alfabetizou 100 mil adultos no Brasil em campanhas de educação de jovens e adultos (EJA), baseadas no método de alfabetização cubano “Sim, eu posso” e no Círculo de Cultura de Paulo Freire. 

A prioridade é que os acampamentos e assentamentos organizados pelo MST tornem-se territórios livres do analfabetismo, de modo que o jeito de fazer a luta por educação esteja inerente à luta pela terra, tendo como centralidade reflexiva o cotidiano dos trabalhadores(as) do campo. 

Quanto à educação superior, o Pronera destina verbas específicas objetivando o acesso de jovens em instituições federais. No estado, há três exemplos disto: o curso de Agronomia, com ênfase em agroecologia (em Pontão, pela UFFS), o curso de História (em Viamão, também, pela UFFS), e o curso de Medicina Veterinária (em Pelotas, pela UFPEL). 

Conforme dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no período entre 1998 até 2018, o Pronera ofertou aproximadamente 500 cursos em parceria com 94 instituições de ensino, atendendo cerca de 190 mil pessoas, desde a educação de jovens e adultos até programas de pós-graduação. 

Nesse sentido, numa visão de efetividade teórica e prática, as duas iniciativas apresentam experiências riquíssimas, servindo como exemplos de concretude para políticas públicas eficazes e de simbolismo, no que diz respeito à luta permanente pelo acesso à educação pública. Ambas as iniciativas acarretam contribuições significativas para um Plano Nacional de Educação.

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Com o objetivo de fomentar a colaboração entre jornalistas e comunicadores(as) populares, o 3º Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais no RS reuniu profissionais da área, na sede do CPERS, neste sábado (16), em um ambiente propício para o compartilhamento de experiências e a discussão de temas relevantes no cenário atual da comunicação.

Durante a atividade, promovida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e pela Comissão Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais (BlogProg), foram abordados tópicos relacionados à democratização da informação e às estratégias de engajamento, promovendo uma reflexão enriquecedora para todos os participantes.

O evento, realizado tanto presencial quanto online, também contou com o apoio do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e suas entidades filiadas, como o CPERS, Sintergs e afins.

A expectativa é de que este encontro se torne um marco significativo para comunicadores e ativistas em nosso estado. A intenção é proporcionar um espaço valioso para um diálogo aberto e profundo sobre as experiências, desafios e metas que permeiam este campo. A ideia central é que os participantes possam compartilhar suas necessidades e anseios, colaborando de forma coletiva na formulação de propostas concretas voltadas para a democratização da comunicação. Este encontro se apresenta como uma oportunidade única para unir esforços em prol de uma mídia mais plural e acessível a todos os cidadãos.”, frisou Leonardo Preto, diretor do Departamento de Comunicação do CPERS e membro do Comitê Gaúcho do FNDC e do coletivo Pão com Ovo.

Na ocasião, o jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, debateu os desafios para democratizar a comunicação no Brasil.

“Parece haver uma lacuna notável na criação de canais de comunicação eficazes de diálogo com os movimentos sociais brasileiros e com a mídia alternativa e popular do país. Isso pode ser atribuído a uma combinação de fatores, incluindo uma ilusão quanto à eficácia de suas estratégias atuais e uma ausência de uma estratégia política sólida”, explanou.

Altamiro destacou que é crucial o reconhecimento de que derrotar o fascismo requer não apenas uma sólida estratégia de comunicação, mas também uma compreensão profunda dos desafios que estão sendo enfrentados. A construção de pontes de diálogo com diferentes setores da sociedade é essencial para alcançar um consenso e mobilizar o apoio necessário para efetuar mudanças significativas.

Além disso, ele frisou que a autocrítica e a reflexão interna sobre as próprias táticas e estratégias são fundamentais para qualquer movimento.

“É preciso reconhecer os erros e ajustar as abordagens quando necessário. O enfrentamento do fascismo exige uma coalizão ampla e diversificada de indivíduos e grupos comprometidos com a democracia, os direitos humanos e o bem-estar da sociedade como um todo”, explicou Altamiro. 

O Secretário-Executivo da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Ricardo Zamora, destacou que a Secom, do governo Lula (PT), tem desempenhado um papel fundamental ao estabelecer uma política que direciona a comunicação do governo de forma mais estratégica e alinhada. “Esse esforço visa aprimorar a relação entre o Estado e a sociedade por meio da comunicação”, asseverou.

Zamora também pontuou que a descentralização da comunicação e da publicidade também é um objetivo relevante, uma vez que promove uma distribuição mais equitativa de recursos e oportunidades no setor de mídia.

“Em meio a um cenário político marcado pela instabilidade, é possível identificar alguns pontos positivos neste âmbito. Dentre as iniciativas, destacam-se as ações que visam fortalecer a comunicação comunitária, promover a descentralização da informação e garantir uma maior transparência nas políticas de comunicação”, destacou.

Ele também destacou que as TVs e rádios comunitárias desempenham um papel crucial na promoção da diversidade de vozes e na descentralização da informação. A publicação de uma instrução normativa para orientar o recebimento institucional por TVs comunitárias é um passo importante na direção da equidade na distribuição de recursos.

No que diz respeito às rádios comunitárias, a discussão sobre o apoio cultural é um sinal positivo para reconhecer a importância dessas emissoras em dar voz às comunidades locais.

“O esforço para ampliar o alcance das rádios da EBC demonstra o nosso compromisso em oferecer uma comunicação de qualidade para a população”, finalizou.

No segundo momento do Encontro, foi realizada uma roda de conversa para levantar propostas de como fortalecer as mídias alternativas, comunitárias e públicas e a aprovação da Carta de Porto Alegre, com princípios e diretrizes que visam fortalecer essas plataformas, assegurando que elas continuem a desempenhar seu papel vital na promoção da diversidade informativa e da democracia.

O evento recebeu amplo apoio de diversas entidades, incluindo a CUT e a CTB. Além disso, contou com a presença do vereador Pedro Ruas (PSol), da deputada Laura Sito (PT), do deputado Leonel Radde (PT), entre outros.

Katia Marko, do Conselho Deliberativo do FNDC, que também coordenou a mesa de debates, Alan Camargo, membro da equipe do jornal O Coletivo e diretor da Radiocom Ferrabraz FM de Sapiranga, Admirson Ferro (Greg), que desempenha o papel de Secretário de Comunicação da CUT, coordena a FNDC e é membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Marcelo Cafruni, assessor de Ricardo Zamora e membro da Secom, André de Jesus, do ponto de cultura mídia Livre TV Restinga, entre outros, contribuíram com suas experiências e perspectivas enriquecedoras para as discussões da atividade.

O Encontro encerrou com a apresentação do cantor, violonista e trovador brasileiro Pedro Munhoz.

>> Confira a live do evento!


         

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O CPERS e a CNTE lançam, neste sábado (16), a campanha “SOS RS”, para arrecadar doação financeira em apoio aos trabalhadores(as) da educação vítimas da tempestade e enchentes que atingiram o estado no início de setembro, ocasionadas devido a um ciclone extratropical.

O último boletim divulgado pela Defesa Civil do RS mostra que pelo menos 103 cidades foram afetadas, deixando 48 mortos. Neste momento, ainda há 1426 pessoas desabrigadas – que precisam de abrigo público – e quase 21 mil desalojadas, ou seja, instaladas em outras residências. O número total de pessoas que sofreram algum dano com as inundações chega a 357 mil.

COMO DOAR
As doações podem ser feitas, em qualquer quantia, por PIX ou transferência bancária tradicional, via TED, para a conta corrente da CNTE. Veja os dados:

PIX
Celular CNTE – 61 982412223. Informar a finalidade da descrição do PIX: #SOS RS

TED
Conta Corrente da CNTE – Bradesco – AG. 606-8 – C/C: 113.909-2 – CNPJ: 00.579.136/0001-06

Destinação aos educadores
Para a presidente da CPERS, Helenir Schürer, a entidade vai fazer um levantamento para mapear a necessidade dos trabalhadores(as) em educação do estado e distribuir os recursos arrecadados, por meio da compra de objetos, mobiliários, eletrodomésticos e outros itens necessários para os educadores(as), que precisam garantir as mínimas condições de sobrevivência.

“Tem gente dormindo em casa de parente, albergues, salões de igreja. Solidarizamo-nos com toda a população atingida, principalmente aqueles que perderam entes queridos. Quero levar nossa palavra de esperança e dizer que estamos juntos para podermos, de alguma forma, superar este momento de perda e de dor”, afirma a presidente Helenir.

* Com informações da CNTE

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Nesta sexta-feira (15), o CPERS, representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer, reuniu-se com a promotora Annelise Monteiro Steigleder, da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público (MP), para, mais uma vez, denunciar os atrasos nas obras de restauração do Instituto de Educação General Flores da Cunha, o IE, devido à interferência da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) no projeto.

A obstrução por parte da Seduc para que a empresa Concrejato inicie as obras em determinados espaços e as diretrizes informais impostas pela Secretaria, como a imposição do Museu da Educação para o Amanhã (Museduca) e a criação de um Centro de Referência em Educação no edifício histórico do IE, ocorreram apesar das advertências de órgãos como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público de Contas (MPC), que enfatizaram a necessidade de conformidade legal para qualquer alteração no projeto em andamento.

Curiosamente, apenas dois dias após esses eventos, em 23 de agosto, o governador Eduardo Leite (PSDB) assinou o Projeto de Cooperação Técnica Internacional (Prodoc), que prevê a alocação de R$ 21.482.410,074 à Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI) com o objetivo de desenvolver diretrizes para modificações no mencionado projeto.

A restauração do prédio do IE teve início em 2016; em 2019, foi paralisada e retomada três anos depois, em 2022. O destino da instituição segue em disputa, pois, o governo Eduardo Leite (PSDB) não respeitou o projeto aprovado pela comunidade escolar – que aguarda há mais de 10 anos pela reforma – e segue insistindo em estruturar no local um Centro de Referência em Educação e o Museu da Educação para o Amanhã (Museduca).

O Sindicato defende a manutenção da escola como uma instituição completamente pública, sem modificações em relação ao projeto original, que engloba áreas destinadas à tecnologia, ciência, esportes, cultura, inclusão, acessibilidade, segurança, climatização e, acima de tudo, o número de vagas para os alunos(as).

Reafirmamos o nosso contínuo apoio ao projeto original desenvolvido pela comunidade escolar”, asseverou Helenir.

O encontro também contou com a presença da presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e da Frente Parlamentar em defesa do IE 100% escola pública, Sofia Cavedon (PT), entre outras representações.


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Os educadores(as) e a comunidade escolar da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, do bairro Tupinambá, de Cachoeira do Sul, estão mobilizados contra as arbitrariedades do governo Eduardo Leite (PSDB) com a educação pública.

Em decisão autoritária, a 24ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) prevê para o próximo ano (2024) a transferência professores(as) e oito turmas, do 2º ao 5º ano, para a EEEF Juvêncio Soares, localizada no bairro Soares e que está ameaçada de ser municipalizada.

Na noite desta quinta-feira (14), ocorreu audiência pública, na Câmara de Vereadores do município, para tratar a situação das duas instituições.

O CPERS somou forças na luta e foi representado pela presidente Helenir Aguiar Schürer, pelo 1º vice-presidente Alex Saratt, pelo 2º vice-presidente Edson Garcia, pelo diretor Leonardo Echevarria, pela diretora do 4º Núcleo, Dina Marilú Machado Almeida, e pelo vice-diretor do 4º Núcleo, Jucemar Gonçalves da Costa.

Também participaram integrantes da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha e EEEF Juvêncio Soares, estudantes, pais, mães e a comunidade escolar.

A presidente Helenir criticou o descaso do governo Leite (PSDB) com o ensino público gaúcho e ressaltou a gravidade da intenção do governador em municipalizar a EEEF Juvêncio Soares.

“A proposta do governo é clara: municipalizar a escola Juvêncio. Temos que estar atentos, porque essa imposição não será só nessa escola. A secretária de Educação, Raquel Teixeira, em uma reunião conosco, afirmou que a intenção de Leite é abrir mão de todas as instituições com séries iniciais. Temos que estar fortes nessa luta contra a municipalização das escolas estaduais, em todo o Rio Grande do Sul”, afirmou.

“Tivemos governos ruins para os servidores, mas nenhum deles como o governo atual que conta não só com uma base parlamentar, mas com a grande mídia, com os empresários e nós, ainda assim, fazemos a resistência, não tem ruim para o CPERS. Assim como não tem ruim para as comunidades escolares, que mesmo com dificuldades, se reúnem, se organizam e fazem esse trabalho de resistência, luta e conquista”, destacou o 1º vice-presidente, Alex Saratt.

O 2º vice-presidente Edson Garcia frisou o importante trabalho do Sindicato na defesa da escola pública e dos trabalhadores(as) em educação. “O CPERS é instrumento de resistência e luta que não nos abandona. É inadmissível a gente pensar que há governos que simplesmente desvalorizam escolas e as vidas de seus profissionais”, conclui.

“Esse governo tem um projeto de diminuição do Estado em cima das políticas públicas, principalmente da educação que nós precisamos cada vez mais, em um momento que eles estão entregando nossos postos de trabalho. A luta pela defesa da educação pública está cada vez mais necessária no Rio Grande do Sul”, observou a tesoureira do CPERS, Rosane Zan.

“Para não fechar a escola Juvêncio, seriam transferidos os meus alunos do ensino fundamental para lá, mas assim, não fala para ninguém. Eu passei o final de semana todo me martirizando e pensando no que fazer. Novamente, na quinta-feira, escutamos da CRE junto com as minhas colegas. Nós vamos mandar a sugestão para a Seduc”, lembra Marilda Lena Baptista, diretora da EEEM Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, do dia que foi chamada na 24ª CRE para ter a notícia.

“Foi extremamente infeliz a proposta da Coordenadoria Regional de interferir em um bairro de periferia para tentar resolver os problemas de outra escola, sem consultar a comunidade escolar. Essa não faz parte da realidade dessas famílias, que está localizada em um bairro nobre e a 1km de distância. A maior parte daqueles pais levam os filhos a pé para a instituição. Se tem um problema na escola Juvêncio, que resolvessem o problema, mas não criassem complicações para outra comunidade escolar”, aponta Kelpes Velasque, pai de estudante da escola Liberato.

Mariana Carlos, mãe de estudante da escola Juvêncio, destaca o abismo social entre as comunidades escolares da região: “As escolas são os equipamentos públicos onde a política começa acontecer, porém, lá no 5º e 6º ano, ela está perdendo a força. Por isso, esse é um dos grandes motivos pelos quais nós temos um número de evasão escolar que a gente tem, dos estudantes que mal estão encerrando o Ensino Fundamental”.

Também participaram da atividade a presidente do Conselho Escolar da Liberato, Darlene Lisboa, os vereadores(as) de Cachoeira do Sul, Telda Assis (PT), Barão Garcia (PSB) e Marcelinho da Empresa (PP).

Municipalizar as instituições educacionais do estado tem sido mais uma tentativa de desmonte do serviço público arquitetado por Eduardo Leite (PSDB), terceirizando o compromisso do Estado com o ensino gratuito e de qualidade.

O CPERS seguirá mobilizado junto com as Escolas Liberato e Juvêncio, acompanhando de perto a situação, até que os problemas enfrentados pelas duas instituições sejam resolvidos.

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Você está convidada(o) a participar de uma conversa essencial sobre a saúde mental das educadoras(es) no Rio Grande do Sul.

Em tempos desafiadores, de sucessivos ataques arquitetados por Eduardo Leite (PSDB) à educação e às educadoras(es), este tema se torna fundamental. Em live no Facebook e YouTube do CPERS, que ocorre na terça-feira (19), às 18h, debateremos sobre como as políticas públicas para esta área podem fazer a diferença na vida das professoras(es) e funcionárias(os) da educação, da ativa e aposentadas(os).

🎙️ Convidadas:
Caroline Morais – Psicanalista Clínica
Professora Francisca – Diretora da Saúde das Trabalhadoras(es) em Educação da CNTE

🎤 Mediação:
Alex Saratt – 1° vice-presidente e diretor do Departamento de Saúde da Trabalhadora(o) do CPERS
Vera Lessês – diretora do Departamento de Saúde da Trabalhadora(o) do CPERS

📢 Compartilhe essa live com seus amigos, colegas e familiares para que possamos promover uma discussão enriquecedora, neste Setembro Amarelo, e contribuir para o bem-estar das educadoras(es) no nosso estado.

#SaúdeMental

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Com o objetivo primordial de zelar pela saúde mental e bem-estar de seus sócios(as), o CPERS estabeleceu parcerias com renomados profissionais da área, permitindo, assim, proporcionar vantajosos descontos aos associados(as) e seus familiares.

Os atendimentos são presenciais ou on-line, contemplando professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), de todo o Rio Grande do Sul.

Confira os novos convênios do CPERS:

Psicólogo e Psicoterapeuta
Leandro Inácio Walter
Endereço: Rua Padre Chagas, nº 666/706, Moinhos de Vento, Porto Alegre.
Telefone: (51) 99613-2021
E-mail: leandrowalter83@gmail.com
Valores: consultar valor diretamente com o profissional.

Psicanalista*
Caroline Morais
Instagram: @psicanalista.carolinemorais
WhatsApp: (51) 99181-0000
Endereço: atendimento on-line ou presencial em Porto Alegre (Bairro Cristal)
Valores: consultar valor diretamente com o profissional.
*Psicanalista, Mestra e supervisora, Neurocientista, Palestrante, Hipnologia, Psicossomática, Terapia Floral e Aromaterapia (atendimento de adolescente e adultos).

Psicanalista
Vera Regina Machado Kaminski
Endereço: Rua 14 de julho, nº 1223, Ijuí/RS.
Telefone: (55) 999384828
E-mail: kaminskivera@gmail.com
Valores: consultar valor diretamente com o profissional.

Terapeuta holística
Marléia Carina Cansi Gomes
Endereços: Avenida Júlio Borela 777, Centro, Marau/RS e Rua Morom, 588, Vila Popular, Passo Fundo/RS
Telefone: (54) 99686 6539
E-mail: marlecarina3@gmail.com
Valores: Desconto de 10% (dez por cento) nos atendimentos únicos e de 20% (vinte por cento) nos pacotes mensais sobre o valor total usualmente cobrado, nas seguintes práticas ofertadas: apiterapia; aromaterapia; massoterapia; arteterapia; ayurveda; biodança; bioenergética; constelação familiar; cromoterapia; dança circular; geoterapia; hipnoterapia; homeopatia; imposição de mãos; medicina antroposófica/antroposofia aplicada à saúde; medicina tradicional chinesa – acupuntura; meditação; musicoterapia; naturopatia; osteopatia; ozonioterapia; plantas medicinais – fitoterapia; quitopraxia; reflexoterapia; reiki; shantala; terapia comunitária integrativa; terapia de florais; termalismo social/;crenoterapia; yoga.

Como contatar os convênios

O associado(a) que desejar usufruir dos serviços oferecidos com o benefício, deverá comprovar seu atual vínculo com o CPERS, mediante a apresentação de sua carteirinha de sócio ou através do fornecimento de seu contracheque atualizado constando o pagamento da respectiva mensalidade à entidade.

A condição de dependente deve ser comprovada mediante a apresentação de certidão de nascimento para o filho(a), certidão de casamento para o cônjuge ou contrato de união estável para o(a) companheiro(a).

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