A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizou, na manhã desta terça-feira (31), audiência pública para debater a municipalização das escolas da rede estadual de ensino. Na ocasião, comunidades escolares e entidades ligadas à Educação manifestaram sua posição contrária ao processo de municipalização do Ensino Fundamental na rede de ensino público, em curso no estado. 

“Temos recebido muitos pedidos de socorro de escolas e comunidades onde é anunciada a municipalização e nós temos orientado o que é previsto na legislação. O Conselho Estadual de Educação normatiza através de um parecer que os casos de mudança de mantença e fechamento de escolas precisam ser precedidos de uma escuta das comunidades escolares”, afirmou a deputada Sofia Cavedon (PT), presidente da Comissão, durante a abertura do encontro.

O 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, expressou a opinião contrária do Sindicato sobre o tema e reforçou que a municipalização acarreta a descontinuidade do processo pedagógico, rompe vínculos e desestimula estudantes, contribuindo para a evasão escolar. “O processo, que transfere a responsabilidade do Estado para os municípios com o objetivo de cortar gastos, reflete a política perversa do governo Leite. São processos nocivos, feitos por pessoas que não conhecem a realidade das escolas”, destacou.

Durante a audiência, representantes das escolas Anita Garibaldi, de Porto Alegre, e Bernardino de Sena, de Camaquã, denunciaram que pais, mães, educadores(as) e alunos(as) temem pela perda da qualidade do ensino. Conforme a diretora da escola Anita Garibaldi, Laura Vey, a comunidade disse que não quer a municipalização. Ela ainda lembrou que esse processo pode levar a interrupção de vínculos pedagógicos e prejudicar os estudantes.

Ao final das manifestações, a deputada Sofia Cavedon apresentou os encaminhamentos da audiência. Entre as principais sugestões estão a alteração da normativa do Conselho Estadual de Educação que trata do assunto, no sentido de exigir parecer do próprio Conselho em relação à municipalização de cada escola e que esta alteração de mudança seja inserida no planejamento, tanto do estado como das cidades, na perspectiva do cumprimento dos planos estadual e municipal, através da Gestão Democrática.

Com informações da Assembleia Legislativa

Fotos: Joana Berwanger

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Em continuação à sua tradicional prática de prejudicar a rede estadual de ensino com uma seleção de maldades no encerramento do ano, nesta segunda-feira (30), o governador Eduardo Leite (PSDB) apresentou à sua base aliada na Assembleia Legislativa um conjunto de propostas para a área da educação.

Figuram entre os temas pontos preocupantes como o Marco Legal da Educação, que constitucionaliza a municipalização das escolas estaduais, mudanças radicais no processo de eleição dos diretores de escola, a diminuição da participação de entidades representativas dos trabalhadores(as) no Conselho Estadual de Educação e uma reorganização da rede estadual com divisão do Ensino Fundamental.

Estes projetos, que impactarão diretamente no dia a dia das escolas estaduais, como de praxe, poderão ser implantados sem qualquer debate ou diálogo com a comunidade escolar. Vale ressaltar que as propostas do governo não citam, em momento algum, a valorização salarial dos educadores(as), tema essencial quando se fala em qualificação da educação.

Analisando as informações divulgadas até o momento, o que fica evidente é o real projeto do governo Leite (PSDB) para a educação gaúcha: sucatear, privatizar e terceirizar. Se somada às reformas de 2020 e a política de sucateamento, vigilância, controle e intervenção pedagógica (realizada através das tutorias, PPPs e plataformas), esta nova proposta é desestruturante.

Diante da gravidade dos temas, o CPERS vem a público reforçar o seu compromisso com a defesa de uma educação pública de qualidade e acessível para todos e conclamar deputados(as), que de fato defendem a educação pública, para que não comprem as mentiras e a propaganda enganosa da atual gestão. Eduardo Leite (PSDB) é inimigo n⁰ 1 do ensino público!

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Nesta segunda-feira (30), a sede do CPERS recebeu o I Encontro dos Professores(as) Municipais Gaúchos(as), que debateu o não cumprimento da Lei do Piso Salarial do Magistério, o uso inadequado dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a ameaça ao Plano de Carreira da categoria. 

Articuladas pelas prefeituras, essas manobras tem levado todos(as) trabalhadores(as) da educação a uma desvalorização salarial e a um enfraquecimento de direitos sem precedentes. Na reunião, educadores(as) e lideranças políticas estabeleceram uma série de ações para fortalecer a luta por valorização.

A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro ressaltando o cenário hostil que professores(as) e funcionários(as) têm vivenciado também na rede estadual. Recentemente, o CPERS analisou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, cuja apuração apontou que, entre os diplomados, trabalhadores(as) da educação recebem os piores salários do Brasil.

“Não é que a gente não queira se misturar com os outros trabalhadores, temos clareza da importância da unidade da classe, mas os profissionais da educação estão especialmente desvalorizados”, argumentou.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, chamou atenção para a relevância do evento na ampliação da unidade dos trabalhadores(as) em educação. “É muito importante que nós tenhamos, entre participantes presenciais e online, mais de 35 municípios, sindicatos e associações presentes”, celebra. 

A reivindicação por uma educação pública de qualidade passa pela valorização de educadores(as) atuantes em todas as instâncias. “A luta dos municípios não é diferente da nossa, muitos professores do estado trabalham nas duas redes. Portanto, esse encontro fortalece tudo aquilo que a gente tem como luta comum”, esclareceu o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

Entre os trabalhadores(as) da educação, funcionários(as) de escola seguem profundamente invisibilizados pelo poder público, sem nenhuma lei específica que os garanta direitos. “Além de todas as lutas no estado e das lutas municipais, a gente luta por um Piso Salarial Nacional para os Funcionários da Educação. Nós não estamos no Piso do Magistério nem nunca estaremos, então precisamos dessa legislação”, mencionou a diretora do Departamento de Funcionários(as) da Educação do CPERS, Sonia Viana. 

O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT/RS), Amarildo Cenci, destacou a relevância dos servidores(as) no oferecimento de serviços primordiais à sociedade. “Nós só podemos ter uma visão de um estado democrático de direito se a gente tiver serviços públicos de qualidade. E serviços públicos de qualidade feitos por Carreiras, não por amigos dos governantes”, afirmou.

As professoras municipais, Cristiane Aguiar e Vanessa Gobbo, compuseram a mesa de discussões e desabafaram sobre as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da educação, já que as prefeituras têm se recusado a pagar o Piso Salarial. “Toda vez que nós íamos conversar com os prefeitos dos nossos municípios, a desculpa era a mesma: não temos dinheiro”, relata Cristiane, que trabalha nas cidades de Caseiros e Lagoa Vermelha. 

“A gente chega lá para negociar e o que temos escutado dos prefeitos? Para poder pagar o Piso, nós vamos ter que mexer no Plano de Carreira, dizem. O apelo que a gente faz, enquanto movimento, é o de que não negociem o Plano”, alerta Vanessa, que é educadora na região do Alto Uruguai. 

“A gente estudou para subir numa sala de aula. A gente tem pós-graduação porque a gente quis se aperfeiçoar para trabalhar com nossos alunos. Então o mínimo que precisamos é de valorização”, reivindica a presidente do Sindicato do Funcionalismo Público de Nova Bassano, Morgana Frigo.  

O I Encontro de Professores(as) Municipais Gaúchos(as) elucidou a importância de unir ainda mais a categoria, que continuamente tem visto seu trabalho ser desprestigiado, mesmo que seja responsável pela construção de importantes avanços sociais.

O 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, e os diretores, Leonardo Preto Echevarria e Carla Cassais, também acompanharam o evento. Além deles, as assessorias jurídicas do Sindicato e do Movimento pela Valorização dos Professores(as) Municipais Gaúchos(as) contribuíram com esclarecimentos sobre processos que correm na justiça, como a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4848 e o Tema 1218, e sobre a importância de fiscalizar as verbas do Fundeb. 

A deputada federal Maria do Rosário (PT) e a deputada estadual Sofia Cavedon (PT) acompanharam a atividade.

Ao final do encontro, cinco proposições foram estabelecidas:

  1. Encaminhar às Câmaras de Vereadores e à Assembleia Legislativa manifesto e abaixo assinado popular em apoio ao pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério e da manutenção das Carreiras do Magistério, inclusive dos seus RPPS;
  2. Realizar reuniões por área geográfica (Associações de Municípios ou COREDES) para organizar, mobilizar e pressionar pelo pagamento no Piso na Carreira;
  3. Realizar Live temática sobre FUNDEB, Piso, Carreira e Previdência como momento de mobilização;
  4. Reivindicar junto às Comissões de Educação e de Serviços Públicos da ALERGS a realização de uma audiência pública sobre FUNDEB e Piso;
  5. Realizar seminários/cursos/plenárias sobre organização, política e comunicação sindical para fortalecer coletivamente o movimento nos municípios.

 

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A Direção Central do CPERS informa que, nos dias 2 e 3 de novembro, o atendimento na área administrativa da sede do Sindicato, em Porto Alegre, estará suspenso em razão do Feriado de Finados. Comunicamos que o alojamento e a portaria funcionarão normalmente nesse período.

A cantina da sede estará fechada durante o feriado, voltando às suas atividades na próxima segunda-feira (6), às 8h. O funcionamento dos 42 Núcleos do Sindicato ficará a cargo de suas direções.

Na segunda (6), o expediente retorna normalmente para os atendimentos presenciais e remotos. Desejamos a todos um ótimo feriado!

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O Fórum Municipal de Educação de Porto Alegre realizou, nesta sexta (27) e sábado (28), a etapa municipal da Conferência Nacional Extraordinária de Educação (Conae) 2024, que tem como tema o “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”.

As etapas municipais, regionais e estaduais balizarão a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE) para os próximos 10 anos. 

O CPERS, além de representantes de diversos segmentos e setores, esteve presente para discussão das propostas de emendas ao Documento Referência, divulgado pelo Fórum Nacional de Educação (FNE).

As propostas de emendas ao texto poderiam ser aditivas (acréscimo de disposições ao texto original), supressivas (retirada de parte da proposição inicial), substitutivas (alterações pontuais ao texto, mantendo suas linhas gerais) e/ou aglutinativas (junção de novos parágrafos ao texto inicial).

Representando o Sindicato, estiveram presentes o 1º vice-presidente, Alex Saratt, o 2º vice-presidente, Edson Garcia, a secretária-geral, Suzana Lauermann, a tesoureira, Rosane Zan, e os diretores(as) Juçara Borges e Leonardo Preto.

Na noite de sexta, durante a cerimônia de abertura do encontro, foi realizada a leitura e aprovação do regimento interno da etapa municipal.

Já no sábado pela manhã, as entidades representativas, educadores(as) e responsáveis por alunos(as) se desdobraram em sete grupos para estudos e discussões dos eixos que compõem a Conae 2024. As contribuições apresentadas pelos participantes serão consolidadas e entregues na Etapa Estadual, que será realizada nos dias 16 e 17 de novembro.

Ainda no segundo dia da Conferência, foram realizadas as plenárias para eleição dos delegados(as) que participarão das discussões nos níveis estadual e nacional, e a aprovação das moções apresentadas.

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NOTA PÚBLICA FRENTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO RIO GRANDE DO SUL
28 DE OUTUBRO: DIA DO SERVIDOR E DA SERVIDORA
Eduardo Leite, para avançar é preciso valorizar!

Neste 28 de outubro, Dia do Servidor e da Servidora, a Frente dos Servidores(as) Públicos do Rio Grande do Sul (FSP), que agrega mais de 20 entidades representativas, vem manifestar à sociedade riograndense uma triste realidade: o governador Eduardo Leite (PSDB) tem sido o mais nefasto da história para os servidores(as) e, por consequência, prejudica a entrega dos serviços públicos para toda a população gaúcha.

Durante a pandemia de Covid-19 e, mais recentemente, com a triste realidade das enchentes no estado, ficou ainda mais evidente que sem os servidores(as) e os serviços públicos, o RS não se moderniza ou prospera.

Seja na educação, na segurança ou na saúde, somos a base que sustenta o progresso, garantindo serviços essenciais em tempos difíceis. Mesmo com tamanha importância, entre as categorias que compõem a FSP, estão alguns dos menores salários do estado, com servidores(as) recebendo um básico de R$ 657,97. 

Vale ressaltar que, em nove anos, com uma inflação acumulada de quase 70%, os servidores(as) públicos estaduais receberam apenas 6% de reajuste em 2022.

Na luta por valorização salarial, a FSP busca, junto à Assembleia Legislativa (AL/RS), a aprovação de uma emenda protocolada no dia 10 de outubro, que visa garantir reajuste para as categorias no Projeto de Lei Orçamentária para o ano de 2024. As entidades exigem pelo menos 20,05% de recomposição salarial.

Mesmo que este percentual não resolva a defasagem histórica mencionada anteriormente, poderá restabelecer minimamente os prejuízos do último período. Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que balizou a escolha do índice, o pagamento do reajuste é amplamente possível.

Destacamos, ainda, que o projeto original, enviado pelo governo à AL/RS, prevê reajuste ZERO para o funcionalismo no próximo ano.

Leite (PSDB) e seus aliados na Assembleia precisam entender que os servidores(as) públicos são a força motriz por trás do crescimento e do desenvolvimento no nosso estado. 

Trabalhamos incansavelmente para servir a nossa comunidade, em todas as áreas e em todos os momentos. Portanto, neste Dia do Servidor e da Servidora, não queremos vídeos com homenagens rasas ou campeonatos esportivos em nosso nome, exigimos reposição salarial, respeito aos nossos direitos e o fim da contribuição previdenciária dos aposentados(as).

O nosso compromisso é com a construção de um futuro melhor para todos e todas.
#REAJUSTEJÁ: dinheiro tem, basta priorizar o que importa!

 

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Na manhã desta sexta-feira (27), o Conselho Geral do CPERS se reuniu, na sede do Sindicato, para debater as propostas de mobilização e resistência para o próximo período.

Mobilização por salários dignos, defesa da gestão democrática e a luta contra a municipalização, a tutoria pedagógica, a meritocracia e a privatização das escolas públicas pautaram o encontro.

Entre as principais pautas, os conselheiros e conselheiras do Sindicato definiram a realização de um ato estadual pelo reajuste já para todo o funcionalismo público, no dia 21 de novembro, junto à Frente dos Servidores(as) Públicos do Rio Grande do Sul, como eixo principal da luta. 

A pressão aos deputados e deputadas da Assembleia Legislativa pela aprovação do Reajuste do Salário Mínimo Regional e do vale-refeição também estão entre as propostas.

Confira abaixo o conjunto das deliberações aprovadas:

1 – Realizar Ato Estadual, junto à Frente dos Servidores Públicos, no dia 21 de novembro, como eixo principal, o reajuste já para todo o funcionalismo público;

2 – Pautar no ato do dia 21 de novembro a luta pela defesa da gestão democrática, contra a municipalização das escolas estaduais, contra a tutoria pedagógica, contra a privatização da escola pública e contra a meritocracia;

3 – Pressionar a Assembleia Legislativa pela aprovação do reajuste do Salário Mínimo Regional, e do vale-refeição;

4 – Visitar as escolas para organizar e resistir ao processo de municipalização, com distribuição de material informativo e realização de reuniões, plenárias e outros movimentos que tragam para a luta as comunidades escolares;

5 – Denunciar e enfrentar o Marco Legal da Educação, que aponta para o fim da gestão democrática, do aumento da municipalização, e a privatização da educação pública;

6 – Seguir a luta pela revogação do Novo Ensino Médio e apresentar moção de repúdio nas CONAEs municipais e dos núcleos;

7 – Participar, no primeiro semestre de 2024, da Marcha em Brasília, que será organizada pelas centrais sindicais, pela revogação da reforma trabalhista e da previdência;

8 – Realizar campanha de Solidariedade ao Povo Palestino com manifestações públicas;

9 – Reforçar a denúncia da imposição das tutorias pedagógicas dentro das escolas;

10 – Exigir a rigorosa aplicação da legislação específica sobre inclusão escolar, reconhecendo a necessidade de profissionais com treinamento adequado para essa tarefa;

11 – Garantir que a carga horária total dos professores(as) e funcionários(as) seja cumprida em uma única escola, reconhecendo as dificuldades financeiras que muitos enfrentam, não tendo condições de atuar em múltiplas instituições;

12 – Sugerir ao governo a implementação de reformas no sistema de ensino, visando torná-lo mais atrativo para novos educadores, já que a atual desvalorização da profissão desestimula indivíduos a ingressarem na área da educação;

13 – Defesa da Educação em Tempo Integral em nível estadual; 

14 – Qual a participação do CPERS e da Direção Central sobre a Reforma Sindical? Divulgar o seu conteúdo;

15 – Denunciar e dar visibilidade na mídia ao alto índice de adoecimento das trabalhadoras(es) da educação; 

16 – Elaborar material para desmascarar o governo Eduardo Leite (parecer descritivo) e panfletar no dia da Mostra Pedagógica Estadual;

17 – Auto-agenda no Palácio Piratini, cobrando respostas que ainda faltam em relação à Carta do Encontro Estadual de Funcionários(as), principalmente, a insalubridade dos Funcionários(as) que foram enganados pelo governador Eduardo Leite;

18 – Denunciar a falta de merendeiras a mais de um mês nas escolas pelo término dos contratos das terceirizadas;

19 – Denunciar os tutores que atrapalham nas escolas fazendo entrevistas com as equipes diretivas de mais de três horas que sugerem soluções ilegais e antipedagógicas para maquiarem os dados da aprendizagem.

Porto Alegre, 27 de outubro de 2023.
Conselho Geral do CPERS/Sindicato.

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O Conselho Geral do CPERS expressa de maneira veemente sua reprovação pelos ataques perpetrados pelo governo sionista de extrema direita de Israel. Ao repudiar tais ações, denunciamos a gravidade desses eventos e nos solidarizamos com as vítimas civis que, de maneira lamentável, tornaram-se parte desse conflito.

Nas últimas semanas, o cenário internacional tem testemunhado a escalada do conflito entre Israel e Palestina, resultante de anos de uma política opressiva e de um sistemático massacre do povo palestino, com respaldo do imperialismo norte-americano. 

Mais de 6 mil pessoas morreram no conflito entre Israel e Hamas. Segundo o Ministério da Saúde do Estado da Palestina, o conflito deixou 4.651 mortos e 14.245 feridos na Faixa de Gaza. Em Israel, são 1,4 mil mortos, a maioria no ataque de 7 de outubro.

Apesar da complexidade dos levantamentos, o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da Organização das Nações Unidas estima que mais de mil crianças e 1050 mulheres, incluindo muitas grávidas, figuram entre os trágicos registros.

O veto dos Estados Unidos à resolução brasileira no Conselho de Segurança da ONU, que buscava promover a paz e abrir o Corredor Humanitário em Gaza, viola frontalmente a Convenção sobre os Direitos das Crianças da ONU, contribuindo para o agravamento da violência e a violação dos direitos das crianças.

Defendemos de forma inabalável o direito inalienável de todas as crianças à vida, dignidade, segurança e educação. Cada criança merece um ambiente seguro para aprender, crescer e prosperar, independentemente de sua origem étnica, religião ou nacionalidade. É inaceitável expor crianças à violência e brutalidade, negando-lhes o acesso à educação.

A dimensão desses acontecimentos ressalta a urgência de uma abordagem humanitária e o apelo por esforços internacionais visando a cessação imediata desses atos de violência devastadora.

Neste momento crítico de aprofundamento do conflito de 76 anos, originado na ocupação ilegal de territórios palestinos por Israel e no constante colonialismo expresso na ocupação da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e no bloqueio de Gaza, fazemos um apelo pela paz no Oriente Médio.

Pedimos pelo cessar-fogo em Gaza, a abertura das fronteiras para ajuda humanitária e exigimos que Israel cumpra os acordos e as resoluções da ONU, respeitando a autodeterminação e o território do povo palestino, garantindo a aplicação da política “dois povos, dois Estados” como caminhos para estabelecer a paz justa e duradoura na religião.

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Com o objetivo de aproximar as lutas históricas do Movimento dos Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra (MST) com as do CPERS, a direção central do Sindicato se reuniu, na manhã desta quinta-feira (25), com a representante do Setor de Educação do MST, Clarice Teles.

A reunião tratou de elucidar as reivindicações das escolas do campo, como o aprimoramento da infraestrutura e da manutenção das instituições, o desenvolvimento de políticas de transporte eficientes e a qualificação específica para educadores(as) que desejam atuar na área. A municipalização e a multisseriação, problemáticas que prejudicam diretamente a pedagogia desenvolvida nessas escolas, também estiveram em pauta.

Diante da dificuldade de dialogar com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), as escolas do campo precisam lidar, há anos, com a falta de estrutura para receber a comunidade. “A manutenção é muito precária. A escola Nova Sociedade, aqui na região metropolitana, está com os banheiros em péssimas condições. Quando a gente vai para o interior do estado, o cenário é ainda pior”, relata Clarice, integrante do Setor de Educação do MST e educadora.

Além da falta de investimento público e do descaso por parte do governo Eduardo Leite (PSDB) com os espaços entre alunos(as) e educadores(as) do campo, é evidente a inexistência de esforços para qualificar os professores(as) que dão aula em assentamentos. Segundo Clarice, é preciso que haja um edital específico para estes profissionais, pois, com frequência, chegam nas escolas pessoas que não estão aptas a trabalhar com aquela realidade.

Já a multisseriação – organização do ensino na qual o professor(a) trabalha com estudantes de várias séries simultaneamente – tem sido fortemente imposta às escolas estaduais do campo, com a justificativa de que não há recursos para manter a instituição.

“A LDB permite, em escolas rurais, a multisseriação, mas não podemos esquecer que este governo está fazendo um banco com a multisseriação. Então, é um projeto de diminuir RH”, explica a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

A falta de diálogo com a comunidade escolar para a implementação desse método desmerece o trabalho pedagógico dessas escolas, como alertou o professor Munir Lauer, em entrevista ao CPERS.

Para Clarice, muitas vezes, ou realiza-se a multisseriação ou fecha-se a escola. “Evidentemente, a gente não quer fechar escola. Mas como que o Estado vai nos dar essa garantia de manutenção da pedagogia, da metodologia e da didática?”, questiona. 

Outra tentativa de desmonte da educação pública arquitetada por Leite (PSDB) é a municipalização, que atinge tanto escolas do campo quanto escolas da área urbana, sobretudo das periferias. 

Ao transferir a administração das instituições de ensino estaduais para o município, o governo distancia a comunidade do ambiente escolar, rompe vínculos criados entre educadores(as) e estudantes e desestimula a presença de educandos no campo, empurrando as famílias para as zonas urbanas.

Com tantos ataques ao ensino público, o objetivo da Seduc é desgastar a luta por uma educação de qualidade, de acordo com Helenir. “Eles têm um projeto e vão fazer de tudo para concretizá-lo. Muitas das vezes, a forma de viabilizá-lo será pelo cansaço, exaurindo nossos estudantes e nossa categoria”, declara. 

Nesse contexto, mesmo diante das burocracias que, intencionalmente, dificultam a consolidação de mudanças, a resistência do MST e do Sindicato precisa se manter viva. “Essa emancipação do ser humano, como sujeito pertencente a uma identidade, a uma classe, é o que preocupa o Estado. Por isso que a gente precisa resistir”, argumenta Clarice Teles. 

Após a discussão, o CPERS se comprometeu em levar as demandas das escolas do campo à Seduc e pressionar o órgão por melhorias nas instituições. Com políticas públicas estagnadas, estas escolas têm resistido diariamente à invisibilidade e aos ataques do poder público, cujas condutas estão conectadas a interesses neoliberais.

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Informação, acolhimento e troca de experiências foram os principais objetivos da palestra “Saúde da Mulher: câncer de mama e autoestima”, realizada na noite desta quarta-feira (25). O CPERS, através do Departamento de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, promoveu o encontro em parceria com o Sintrajufe/RS, o Semapi/RS e a CUT-RS.

A atividade contou com a participação da renomada educadora física e criadora do projeto Menopausa Sem Vergonha, Márcia Selister. A mediação ficou por conta da diretora da Secretaria de Saúde e Relações de Trabalho do Sintrajufe/RS, Márcia Angelita Coelho.

“É muito importante, nesse mês de outubro dedicado ao tratamento do câncer de mama, o Outubro Rosa, podermos receber a nossa palestrante para termos essa dose de autocuidado”, destacou a mediadora durante a abertura do encontro.

“Quero deixar a minha saudação pela iniciativa e pela parceria do Sintrajufe, que proporcionou esse momento. O Outubro Rosa é um mês que nos leva à reflexão. Queremos enfatizar, enquanto mulheres, a importância desse momento para debatermos temas tão importantes para a nossa categoria”, declarou a diretora do Departamento de Saúde do Trabalhador(a) do CPERS, Vera Lessês.

O encontro foi realizada presencialmente na sede do Sintrajufe/RS, em Porto Alegre, e virtualmente nas redes das entidades promotoras. Você pode conferir a íntegra abaixo.

 

Autoestima e saúde da mulher

Durante a palestra, além de relatos emocionantes, Márcia abordou temas como o impacto do câncer de mama na autoestima das mulheres, o papel que o autoconhecimento desempenha neste processo, a importância do apoio emocional e estratégias práticas para enfrentar esses desafios.

“O que a gente vê nas redes sociais são mulheres perfeitas e saudáveis, cheias de vida, mas sabemos que muitas vezes essa não é a realidade. Por isso o acolhimento é tão importante, pois não sabemos a realidade do outro”, ressaltou Marcia.

Márcia também destacou a importância da participação do CPERS na palestra. “Eu fiquei muito feliz quando vi que o CPERS estaria aqui hoje, pois, dos sindicatos que estão aqui presentes, vocês são o que mais tem mulheres na sua base. Mulheres essas que geralmente estão na faixa dos 35, 40 ou mais e precisam de informação e acolhimento em temas sobre a saúde”.

A importância da rede de apoio durante o tratamento

Entre os pontos debatidos na ocasião, a importância do acolhimento, seja no ambiente familiar ou profissional, se prova essencial para enfrentar os desafios.

“O mais importante é a troca, ela faz com que a gente se sinta pertencente. De tudo o que foi dito aqui, o acolhimento, ter com que falar, gritar, chorar, sem ter que pedir nada em troca, é o mais essencial”, enfatizou Márcia.

Suzana Lauermann, secretária-geral do CPERS e Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-RS, reforçou a importância desse tema para as sindicalistas. “Ouvir todas essas falas aqui me fizeram refletir sobre muitos pontos. Nós, mulheres, que estamos na luta sindical, sabemos que o abandono é algo real. Por isso, carrego comigo o que aprendi na Marcha das Mulheres, que é o lema ‘Companheira me ajuda que eu não posso andar só, eu sozinha ando bem, mas com vocês ando melhor’”.

Ao fim do encontro, o que ficou explícito é que a luta para combater o preconceito em torno do câncer de mama e outros temas ainda tabus sobre a saúde da mulher é essencial para enfrentar os desafios. Unidas somos muito mais fortes!

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