Nesta quarta-feira (29), o CPERS marcou presença em ato realizado em frente à prefeitura de Estância Velha, região do 14° Núcleo do Sindicato, para demonstrar apoio aos servidores(as) municipais da cidade. A manifestação ocorreu após ataques do prefeito Diego Francisco (PSDB) ao Plano de Carreira do Magistério e ao direito democrático dos trabalhadores(as) de organizarem a luta por suas reivindicações.

Na última terça-feira (28), uma assembleia com mais de 300 servidores(as) rejeitou, por unanimidade, as reformas que a prefeitura pretende fazer na carreira dos educadores(as) e outras medidas que atingem todo o funcionalismo municipal. Em resposta, o prefeito cassou por decreto duas liberações sindicais do Sindicato dos Municipários de Estância Velha (SIMEV). Além disso, suspendeu o repasse do desconto em folha de filiados(as) para inviabilizar financeiramente a luta da entidade.

Esta vergonhosa prática, flagrantemente antissindical, fere a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) onde está previsto o direito à livre organização sindical e que “as autoridades públicas deverão abster-se de qualquer intervenção que possa limitar esse direito ou entravar o seu exercício legal”.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, esteve presente na mobilização e reforçou o apoio incondicional do Sindicato na luta pela educação e o direito dos educadores(as).

“A luta dos municipários de Estância Velha, que não aceitam a alteração do seu Plano de Carreira e exigem o cumprimento da Lei do Piso e o pagamento deste nas suas carreiras, é justa e a atitude do prefeito Diego Francisco deve ser repudiada por todos que defendem os direitos da classe trabalhadora”, reforça Helenir.

Em nota, o SIMEV afirma que a reação do prefeito é a de quem não aceita que os trabalhadores(as) possam se organizar e defender seus direitos e a manutenção de uma escola pública de qualidade, com trabalhadores(as) devidamente valorizados(as).

Vale destacar, uma reunião com o prefeito estava marcada para esta quarta, mas em decorrência da justa manifestação dos servidores(as) e entidades apoiadoras, a mesma foi cancelada “por questão de segurança”. Após o pacífico ato em frente ao Centro Administrativo, os manifestantes seguiram em caminhada até a sede do SIMEV, onde realizaram um abraço simbólico à entidade. 

Para o CPERS, a medida do prefeito Diego Francisco (PSDB) representa um duro ataque aos sindicatos e o direito de mobilização dos servidores(as). Exigimos a imediata revogação do decreto, a restituição das liberações sindicais e a retomada do repasse das mensalidades descontadas voluntariamente em folha dos filiados(as) ao SIMEV.

Também estavam presentes na mobilização: a diretora do CPERS, Juçara Borges, representantes do 14º Núcleo do Sindicato e da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS).

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No último dia 23, a senadora Prof.ª Dorinha Seabra (União Brasil/TO) protocolou o PL nº 5.665/2023, que visa prorrogar a vigência do atual PNE até 31 de dezembro de 2028, ou seja, por mais 4 anos, superando as atuais legislaturas e mandatos dos Executivos federal e estaduais, além dos próximos mandatos e legislaturas municipais.

Em que pese os argumentos de atraso no envio da proposta ao parlamento, ou de históricos de longas tramitações dos planos anteriores no parlamento, ou mesmo de polarização na sociedade que poderá postergar a tramitação do próximo PNE, fato é que o adiamento em meia década da Lei nº 13.005/14 – mesmo considerando os prejuízos impostos pelo golpe de 2016, consubstanciados na EC nº 95, e o abandono por completo do plano pelo governo de extrema direita (2019-2022) –, não se mostra razoável e viável pelas seguintes razões:

1. O PNE deriva de comando constitucional (art. 214) que define expressamente o prazo decenal para a vigência da Lei. Sendo que eventuais moras legislativas para a aprovação do plano difere de uma intervenção do parlamento para alterar a vigência definida na Constituição. Entendemos haver risco de inconstitucionalidade formal na proposição.

2. A prorrogação em 5 anos retira do atual Chefe do Executivo e dos parlamentares da legislatura em curso a prerrogativa constitucional de elaborar e votar, respectivamente, o próximo PNE. No que consiste em mais uma possibilidade de inconstitucionalidade do PL nº 5.665/2023.

3. As conferências de educação estão acontecendo, neste exato momento, em todos os estados – já tendo ocorrido etapas municipais, intermunicipais e regionais –, devendo, em janeiro de 2024, ocorrer a etapa nacional da Conae. E um adiamento de tamanha extensão no PNE significaria prejuízos financeiros e de mobilização social em torno da construção do novo plano decenal.

4. O Executivo federal, através do Ministério da Educação, se comprometeu em enviar o projeto de lei do próximo PNE ao Congresso Nacional no início da próxima sessão legislativa. E cabe ao Governo, em parceria com o Parlamento e as esferas estaduais e municipais, articular um amplo acordo para a tramitação célere dessa importante matéria.

5. Em relação ao prazo de vigência do atual PNE, em função de o mesmo ter sido sancionado em 25 de junho de 2014, consideramos que sua vigência deva terminar no final do exercício de 2024, tendo, assim, o Congresso Nacional um ano inteiro para aprovar o próximo PNE 2025 – 2035.

Diante do exposto, e mesmo entendendo as preocupações da senadora autoria do PL nº 5.665/2023, a CNTE se manifesta contrária à proposição legislativa de adiamento do atual PNE em 5 anos, e espera que os prazos para a aprovação do próximo Plano sejam cumpridos pelo Executivo e pelo parlamento nacional.

Em paralelo ao PNE, compete ao Congresso Nacional priorizar as aprovações do Sistema Nacional de Educação e do Custo Aluno Qualidade, duas políticas basilares para a implementação do Plano Nacional de Educação.

A educação, especialmente a escola pública, não pode sofrer novos apagões!

Brasília, 28 de novembro de 2023

Diretoria da CNTE

Fonte: CNTE

 

 

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Na manhã desta quarta-feira (29), o 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, Edson Garcia, participou de audiência pública da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, que tinha como tema “Letramento Racial para as Polícias”.

O encontro, promovido pela presidente da Comissão, deputada Laura Sito (PT), foi realizado no Espaço de Convergência – Adão Pretto, da ALRS. Durante a atividade, representantes de diversas entidades do Rio Grande do Sul debateram a importância da reeducação de indivíduos em uma perspectiva antirracista.

“Essa pauta que estamos tratando aqui hoje é mais que urgente e tardia, o Letramento Racial deveria ser pauta em todas as escolas, mas não é. Aliás, temos um local onde há muito preconceito racial, que é dentro das escolas, onde muitos funcionários e professores pretos e pretas, que não são a maioria, sofrem”, observou Edson durante o encontro.

O 2º vice-presidente ainda reforçou a falta de estrutura a nível de estado, que não oferta concursos públicos para supervisores e orientadores educacionais. “Se nós tivéssemos esses profissionais nas escolas, com essa pauta latente no dia a dia das instituições, o cenário seria outro, mas nós não temos atualizações sobre o racismo, mas este tema está em constante mudança e atualização”, concluiu.

“O estado do Rio Grande do Sul é o estado mais racista do Brasil em números de casos de racismo e injuria racial. Só esse fato já seria um motivo de ligar o sinal de alerta para nós que somos cidadãos gaúchos, de nos incomodarmos com essa situação”, observou Kirion Black, representante do Movimento Policiais Antirracistas.

A secretária de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT/RS), Ísis Garcia, destacou a importância do tema em pauta, trazendo o quão difícil é para os jovens negros e negras ocuparem seus espaços no mercado de trabalho. “Nós falamos muito da questão da informalidade que a população negra está e nós não podemos estar só na informalidade, nós devemos estar nos espaços de trabalhos organizados para termos direitos garantidos”, afirmou Isis.

Para o CPERS, o debate sobre o letramento racial é essencial devido a uma realidade extremamente preocupante, pessoas pretas ainda são as que têm mais chances de sofrer violência policial durante abordagens, principalmente as mais violentas, que levam à morte. A formulação de iniciativas que rompam essa lógica perpassa o papel da segurança pública na garantia da vida digna ao povo negro.

Também estavam presentes no encontro: a deputada estadual, Bruna Rodrigues (PCdoB), UGEIRM, Movimento Social Negro, CEDH, Corregedoria da BM, Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Secretaria de Segurança Pública, CODENE, Polícia Civil, Vilma Reis e Sueli Carneiro.

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Um misto de alegria e emoção tomou conta da Praça da Alfândega, em Porto Alegre, nesta terça-feira (28). Mesmo com chuva e vento fortes, o local foi palco da celebração de encerramento da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS. O evento, que reuniu 119 projetos selecionados ao longo das etapas regionais, realizadas nos 42 núcleos do Sindicato, entre os meses de agosto e novembro, comprovou a força do trabalho desenvolvido no chão das escolas públicas da rede estadual do Rio Grande do Sul.

Sob o tema “Escola Livre, Educação Presente”, esta edição assumiu um significado ainda mais profundo por ser a primeira após o período da pandemia de Covid-19. O lema refletiu a necessidade premente de construir ambientes educacionais que promovam a liberdade de pensamento, incentivem a criatividade e abracem a diversidade de ideias.

Durante todo o dia, o centro da capital dos gaúchos(as) tornou-se um verdadeiro mosaico de conhecimento e inspiração, com cada projeto representando a resiliência dos professores(as), funcionários(as) e estudantes das escolas públicas estaduais, que mesmo enfrentando desafios e a desvalorização por parte do governo Eduardo Leite (PSDB), demonstraram uma determinação incansável em promover uma educação pública de qualidade para todos e todas.

“Para falar sobre o encerramento da Mostra, nós não podemos deixar de relatar o que vivemos nos últimos meses. De agosto a novembro deste ano, os mais de 400 projetos apresentados nas etapas regionais comprovaram que a nossa luta por uma escola pública, laica, gratuita, de qualidade e de referência social, vale a pena. Por isso, eu agradeço a cada educador e cada estudante que aqui estão hoje. Vocês nos dão força para continuar!”.

Foi com essas palavras que a tesoureira do CPERS e representante da Comissão de Educação do Sindicato, Rosane Zan, abriu o encontro desta terça.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, enfatizou a importância do tema desta edição na atual conjuntura da educação estadual. “O lema desta Mostra Pedagógica do CPERS vem recheado de um significado muito forte e revolucionário, neste momento em que o governo do Estado tenta amordaçar nossas escolas estaduais, com quatro projetos apresentados à Assembleia Legislativa e que colocam em risco o futuro do que vemos aqui hoje, vocês resistem!”, afirmou a presidente.

Helenir ainda reforçou: “Os trabalhos que estão sendo apresentados aqui representam o fazer pedagógico nas escolas e a rebeldia dos nossos alunos em contestar tudo o que é padronizado. A escola pública do RS tem qualidade, tem que ser respeitada e não pode aparecer apenas quando um vendaval as destelha. A escola que queremos e respeitamos é essa, que cria e tem liberdade para criar”.

Representando a Comissão de Educação do CPERS, também estavam presentes na abertura da Mostra o 2° vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, e as diretoras Vera Lessês e Sônia Solange Viana.

>> Clique aqui para conferir as fotos da manhã de Mostra Pedagógica em Porto Alegre

Intercâmbio de ideias e conhecimentos

Os projetos apresentados nesta etapa da Mostra do CPERS ilustraram de forma clara como as comunidades escolares têm se esforçado para superar obstáculos. Os participantes demonstraram que a educação pública estadual está mais viva do que nunca.

Entre os trabalhos exibidos, “Importância das Roças Guarani”, que concorria na categoria Educação Indígena, buscou elucidar o papel da roça na retomada indígena, onde os guaranis se instalam e realizam seus plantios. “A fonte de vida dos Guarani passa pela roça e pelas sementes”, contou a professora Carmem Lúcia Soares Rodrigues, orientadora da iniciativa.

O projeto “Estufa Impact – uma proposta sustentável a partir de materiais biodegradáveis” do IEE Cristo Redentor, de Cândido Godói, concorria na categoria Ensino Médio. Os estudantes e a professora orientadora desenvolveram uma estufa totalmente automática e sustentável, feita de materiais biodegradáveis e com uma estrutura toda confeccionada em uma impressora 3D. “Ela vai molhar as plantas automaticamente e fazer todos os processos necessários para uma planta sobreviver”, explicou o aluno Everton Silva. 

As diversas outras iniciativas apresentadas, de todos os cantos do estado, evidenciaram a determinação e a qualidade do trabalho desenvolvido nas escolas públicas estaduais, mesmo diante das adversidades.

Convergência entre educação e cultura 

Além da exposição dos projetos desenvolvidos nas escolas, o encerramento da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS também contou com diversas apresentações artísticas e culturais.

A primeira, que abriu o encontro, foi o teatro encenado por estudantes e professores(as) do IEE Júlia Billiart, de Chapada, intitulado “Educação Libertadora”, que apresentou a importância da escola pública.

Na sequência, a EEEM Setembrina, de Viamão, apresentou a dança teatral denominada “Brasil Mostra a Tua Cara”, que denunciou o racismo estrutural em nossa sociedade.

Na abertura da parte da tarde do Encontro, educadoras aposentadas de Palmeira das Missões (40° Núcleo) e Três Passos (27° Núcleo) animaram o público celebrando a cultura cigana, com danças apresentadas nos encontros regionais de aposentados(as) do CPERS, que culminou na troca de experiências entre gerações. 

Educação Integral em Pauta 

Após a apresentação dos projetos, a pesquisadora da Faculdade de Educação da UFRGS, Dr.ª Jaqueline Moll, conversou com as comunidades escolares presentes sobre o tema “Educação Integral”.

“Educação Integral não é mais do mesmo. Ela implica afirmar projetos identitários de escola, na perspectiva do que diz a LDB: progressiva autonomia financeira, administrativa e pedagógica”, explicou a especialista.

Sobre o Programa Escola em Tempo Integral, instituído pelo governo Lula (PT), em julho deste ano, Jaqueline mencionou que é a primeira vez que o país tem uma Lei que estabelece oito horas mínimas diárias de escola para todos(as) os estudantes. “Isso não é uma mera transferência de recurso. É preciso salário, carreira e que a instituição de ensino possa construir seu projeto de educação integral”, destacou a pesquisadora.

Talentos Educacionais Reconhecidos

A 5ª edição da Mostra Pedagógica do CPERS encerrou com a premiação dos seis trabalhos mais significativos, conforme avaliação da Comissão Avaliadora.

>> Clique aqui para conferir as fotos de alguns dos projetos que abrilhantaram o dia na capital

Os primeiros colocados de cada categoria receberam troféus e, em reconhecimento à dedicação de todos(as) os participantes, foram entregues medalhas aos educadores(as) e estudantes dos demais projetos.

>> A Comissão Avaliadora foi formada pelos seguintes educadores(as)

> Categorias Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Finais, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Indígena:

– Sergio Kumpfer – Professor aposentado da rede estadual e Secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE
– Rosangela Maria Diel – representante da Associação dos Orientadores do RS (AOERGS)
– Marzie Damin – Psicóloga e Mestra em Comunicação Social

>> Categoria Ensino Médio:

– Aline Miranda – Doutoranda PPGEdu/UFRGS
– Ana Clara de Oliveira Peixoto – Doutoranda PPGEdu/UFRGS
– Ângela Both Chagas – doutoranda PPGEDU/UFRGS

>> Categoria Ensino Profissionalizante: 

– Cássio Fagundes da Silva – estudante de Pedagogia na UFRGS
– Laura Becker Porciúncula – estudante de Pedagogia na UFRGS
– Nara Caldeira – estudante de Pedagogia na UFRGS
– Mateus Saraiva – professor na Faced da UFRGS

>> Confira abaixo os projetos selecionados em cada categoria da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS

Séries Iniciais Ensino Fundamental 

Projeto: Brincadeiras e Aprendizagens no Mundo da Reciclagem
Escola: EEEM Júlia Lopes de Almeida
Soledade (28º Núcleo) 

Séries Finais Ensino Fundamental   

Projeto: Desconstruindo ConsCIÊNCIA
Escola: EEEF Felippe Jacobs
Santa Cruz do Sul (18º Núcleo) 

Ensino Médio 

Projeto: Educação Antirracista: intersecções de gênero, raça e classe
Escola: EEEM Cônego João Batista Sorg
Carazinho (37º Núcleo) 

Educação de Jovens e Adultos (EJA)   

Projeto: Educando para a Liberdade – Além das Grades
Escola: NEEJA – Presídio Estadual de Vacaria
Vacaria (30º Núcleo)

Educação Profissional

Projeto: Projeto SETE
Escola: ETE Presidente Getúlio Vargas
Santo Ângelo (9º Núcleo) 

Educação Indígena

Projeto: Importância das roças Guarani
Escola: EEIEF Kuaray Rete
Gravataí (22º Núcleo)

>> Clique aqui para conferir as fotos da premiação 

Educar é uma Aventura Criadora

O encerramento da mostra ecoa a importância da defesa intransigente da escola pública. Os trabalhos apresentados, tanto nas etapas regionais como na estadual, são testemunhos vivos da máxima de Paulo Freire, que afirmava que “Educar é uma Aventura Criadora”. Cada iniciativa exposta não apenas celebrou a dedicação à educação pública, mas também reforçou a vitalidade da comunidade educacional em meio a desafios e adversidades.

Para o CPERS, neste momento de encerramento de mais uma edição da Mostra Pedagógica, é inevitável reconhecer o poder transformador da educação e a capacidade inspiradora dos educadores(as) e estudantes envolvidos nesta 5ª edição. Que essas experiências não apenas sejam celebradas, mas sirvam como faróis de esperança para o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul, reafirmando a importância fundamental de uma escola livre e uma educação presente. Viva a escola pública!

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Na tarde da última sexta-feira (24), o 36º Núcleo do CPERS, que reúne sócios e sócias da região de Cerro Largo, comemorou a aquisição da sede própria, após 39 anos de fundação.

Pela manhã, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e a tesoureira Rosane Zan assinaram a escritura da nova sede, no cartório da cidade.

Os professores(as) e funcionários(as) de escola sócios(as) do Sindicato, a direção do Núcleo e demais convidados reuniram-se para a solenidade de inauguração da sede. Alegria e emoção não faltaram durante a atividade.

Na abertura do evento, a tesoureira Rosane destacou a importância da aquisição do espaço para o bom atendimento e comodidade dos sócios(as) da região. “Temos, sim, que fazer um Sindicato forte, pensando nas questões salariais e funcionais, mas também em como empregar o dinheiro do nosso associado”, ressaltou.

A diretora do 36º Núcleo (Cerro Largo), Romi Genice Rohleder Gertz, fez um breve apanhado da história do CPERS, desde a sua fundação em 1945, agradecendo pela história de luta do Sindicato e pela aquisição da nova sede. “Realizamos nossas atividades valorizando cada sócio e cada sócia que compõem o nosso Núcleo de Cerro Largo, zelando por suas contribuições e lutando sempre por seus direitos. Reafirmo, que é devido ao trabalho responsável e zeloso da Direção Central que tudo isso é possível. Sonho realizado é sinônimo de dever cumprido. Ter nosso espaço próprio para nos reunirmos, dialogarmos, organizar ações de enfrentamento aos ataques dos governos e confraternizarmos é a maior conquista de todos nós”, concluiu Romi.

Vale destacar que a sede do Núcleo oferece um espaço de alojamento para os sócios(as), além de um quarto com duas camas.

Logo após a cerimônia, os educadores e educadoras presentes participaram de um jantar no CTG Porteira das Missões da cidade.

A comemoração também contou com a presença da diretora do CPERS, Juçara Borges, além dos diretores de núcleos Eloisa Maria Womer (10º Núcleo – Santa Rosa), Leandro Wesz Parise (29º – Santigo), Joner Alencar Marchi Nascimento (33º Núcleo – São Luiz Gonzaga), Dulce Delan representante do Conselho Estadual de Educação e o advogado Mateus Alencar Pinto Foss e Dalton Medeiros, da assessoria jurídica do Sindicato. A funcionária Fabiana Doberstein participou do evento representando o 9º Núcleo – Santo Ângelo.

Entre o período de 2015 a 2023, a atual direção do CPERS já adquiriu 14 sedes próprias. Confira abaixo os núcleos que foram agraciados com essa grande conquista:

  1. Santa Maria
  2. Pelotas
  3. Erechim
  4. São Leopoldo
  5. Ijuí
  6. Santa Cruz do Sul
  7. Santiago
  8. Uruguaiana
  9. Caxias do Sul
  10. Santo Ângelo
  11. Taquara
  12. Palmeira das Missões
  13. Cerro Largo
  14. Santana do Livramento

    

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No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o CPERS, por meio de seu Departamento de Gênero e Diversidade, reforça a importância de criar espaços que trabalhem para a erradicação da misoginia, de cobrar o poder público para garantir que as legislações de proteção sejam efetivas e de fortalecer a luta feminista.

Professora da Universidade de Buenos Aires, a pesquisadora Verónica Gago, em sua conceituação de corpo-território, menciona a fundamentalidade da união das mulheres para articular a superação da sociedade patriarcal. Segundo ela, é preciso compreender a “necessidade da aliança como potência específica e incontornável”. A responsabilização do assassinato de Ângela Diniz, morta em 1976 por Doca Street, só aconteceu após uma grande campanha nacional, “Quem ama não mata”. A Lei Maria da Penha, principal instrumento jurídico brasileiro de enfrentamento à violência de gênero, é fruto da mobilização de diversas entidades e de grupos da sociedade civil.

Além da relevância da organização das mulheres na eliminação das violências que as atravessam, é de extrema crucialidade que o Estado exista para assegurar políticas públicas e garantir sua aplicação. Os serviços públicos de saúde, assistência social e educação, cada vez mais transferidos para a mão do mercado, são essenciais na promoção da dignidade das mulheres vítimas de violência.

Por isso, mais do que combater a violência de gênero, é preciso viabilizar a manutenção e o desenvolvimento da vida das mulheres, nos âmbitos da autonomia financeira, do atendimento psicológico, do acesso à cultura e da organização na luta por direitos.

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O último dia de reunião do Coletivo de Mulheres da CNTE, realizado nesta quinta-feira (23), destacou a necessidade das trabalhadoras da educação terem uma participação mais ativa em todas as discussões dos seus sindicatos. O CPERS foi representado na atividade pelas integrantes do Departamento de Gênero e Diversidade do Sindicato, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e a diretora, Vera Lessês.

Para Suzana Lauermann, o encontro renovou as forças para a organização da luta no próximo ano. “Nos preparamos para as atividades que temos pela frente e para as tarefas que ainda temos que executar, para levar a questão de gênero pra dentro da escola”, reflete.

A secretária-geral frisa que a questão de gênero não tem que ser só transversal quando se fala em debate curricular nas escolas. “Ela tem que ser organizadora, porque não podemos discutir e pensar educação de uma forma segregada, ela tem que ser integrada.  Então se a gente pensar a questão de gênero tem que pensar como algo que organiza o currículo, que aponta o que é necessário, e com certeza a educação vai se tornar mais completa nesse sentido”, conclui Suzana.

A diretora do CPERS, Vera Lessês, ressalta que a reunião do Coletivo de Mulheres foi de suma importância para a luta. “Foram dois dias intensos, com a presença de três palestrantes mulheres que abordaram temas específicos sobre nossas vivências e nossa atuação nos espaços de organização das entidades. Retorno deste encontro motivada para seguir na luta e com uma certeza, as mulheres precisam estar em movimento permanente, porque as lutas específicas deste segmento precisam ser feitas por todas”, aponta.

Para a secretária Geral da CNTE e vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina (Ieal), Fátima Silva, as mulheres não podem ser membros monotemáticas e restritas às pautas de gênero, uma vez que isso acaba as deixando isoladas no conjunto político de sua entidade. “Hoje, os homens são os principais responsáveis pelo domínio do dinheiro e dos números. Temos um desafio de fazer com que a política de gênero seja tratada conjuntamente dentro dos sindicatos, não apenas como uma política de mulheres, mas também temos o desafio de não sermos monotemáticas, pois assim não somos valorizadas no conjunto da direção”, declarou.

Iniciado nesta quarta-feira (22), o encontro do Coletivo de Mulheres da CNTE, coordenado pela secretária de Relações de Gênero da Confederação, Berenice D’Arc Jacinto, reuniu educadoras sindicalistas de vários estados, filiadas à Confederação, na Chácara do Sinpro, em Brazlândia, Distrito Federal. O objetivo foi avaliar as políticas de gênero e igualdade no país, e o papel das educadoras em fortalecer essas pautas em suas entidades.

Estimulando o diálogo e a reflexão das trabalhadoras sobre assuntos além de gênero e igualdade e conduzindo os debates da segunda manhã do Coletivo, Fátima apresentou uma análise de como as políticas internacionais têm afetado o país. Usando como exemplo a eleição do Javier Milei como o novo presidente da Argentina, ela destacou que a diminuição de países alinhados às políticas brasileiras nas Américas Latina e Central, por influência dos Estados Unidos, tem deixado o Brasil isolado.

Segundo ela, apesar da luta dos sindicatos não sofrer grandes abalos devido às mudanças do cenário político internacional, é preciso que as entidades também expandam seus interesses e reflexões para além das pautas educacionais.

“Estamos no nosso espaço, mas também estamos inseridos num globo terrestre. Essa geopolítica interfere no nosso quadradinho, na nossa vida. Então, assim como  é preciso ter clareza sobre as disputas internas no Governo Lula, também precisamos saber o que faz parte dessa geopolítica”, enfatizou.

“A luta do trabalhador e da trabalhadora também é internacional”, reforçou Berenice. Segundo ela, o interesse sobre pautas além do campo da educação precisa ser algo estimulado dentro das organizações, permitindo que os trabalhadores também ampliem o olhar para além de sua realidade.

Trocas de experiências 

Um momento do encontro também foi aberto para que as representantes dos sindicatos compartilhassem as dificuldades e os avanços que suas entidades e estados possuem na luta pela igualdade de gênero.

Entre os principais desafios apontados, foram mencionadas a presença majoritária de homens na liderança das organizações e a relativização das políticas e do trabalho feminino, que dificultam o engajamento das pessoas nesse debate.

Além da troca, com base no que foi apresentado nos dois dias de Coletivo, as trabalhadoras apontaram os planejamentos que buscam levar para os sindicatos, no empoderamento das companheiras afiliadas. Segundo as trabalhadoras, essa organização pode contribuir para fortalecermos as lutas que ainda são caras.

“Todas as falas e considerações em comum foram guardadas e servirão para que possamos fazer os encaminhamentos e construir os eixos da nossa luta e organização no próximo ano”, garantiu Berenice.

Campanha dos 21 dias de ativismo contra a violência de gênero

Com o objetivo de sensibilizar a população masculina a respeito da importância de denunciar casos de violência contra mulheres, a CNTE lançou, durante o Coletivo, a Campanha do Laço Branco.

São 21 dias de resistência e luta contra a violência de gênero, em referência ao Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher (25/11) e ao Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (6/12).

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Nesta quinta-feira (23), a Escola Técnica Estadual Parobé foi palco de um debate inspirador conduzido pelo professor Edson Garcia, 2⁰ vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, sobre a luta antirracista e seu papel essencial dentro e fora das instituições de ensino.

O evento, inserido no contexto do #NovembroAntirracista e promovido pela direção e Grêmio Estudantil da escola, abordou uma série de temas relevantes, desde o contexto histórico do líder quilombola Zumbi dos Palmares até a atualidade, com discussões sobre o Dia da Consciência Negra, a Lei de Cotas, a Lei 10.639, que estabelece na Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e as mobilizações em defesa da cultura e identidade negra.

“Eu sinto um orgulho imenso em ser defensor da política antirracista. Minha dedicação a essa causa é diária e inabalável. Precisamos seguir somando esforços para compartilhar os aprendizados com nossos alunos, colegas e parceiros de luta. Essa batalha é essencial, especialmente porque reconhecemos e valorizamos o papel fundamental do negro em mover as estruturas da sociedade. A cada passo que damos juntos, reafirmamos nosso compromisso com a igualdade e a justiça, construindo um futuro mais inclusivo e respeitoso”, destacou o professor Edson Garcia, 2⁰ vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato.

A história de Zumbi dos Palmares, figura emblemática na resistência contra a escravização, foi destacada como ponto de partida para compreender a importância da luta antirracista. O debate proporcionou aos estudantes uma reflexão aprofundada sobre o legado de Zumbi e seu impacto na construção da identidade afro-brasileira.

O Dia da Consciência Negra também foi amplamente discutido, sendo ressaltada a necessidade de não apenas lembrar, mas de refletir sobre as conquistas e desafios enfrentados pela comunidade negra ao longo da história. O professor Edson Garcia enfatizou a importância de promover a conscientização sobre a diversidade cultural e étnica, estimulando o respeito e a valorização das diferenças.

A Lei de Cotas, instrumento fundamental na promoção da igualdade de oportunidades, foi abordada como uma ferramenta que busca corrigir desigualdades historicamente enraizadas. O debate destacou a importância de políticas afirmativas para garantir representatividade e inclusão nos espaços educacionais e profissionais.

Ao abordar a Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira” dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio, Edson Garcia afirmou: “Esta Lei reflete avanços significativos, não apenas reconhecendo a diversidade, mas também incorporando-a de maneira obrigatória no currículo educacional. É um marco fundamental para promover uma compreensão mais ampla e respeitosa da ‘História e Cultura Afro-Brasileira’ na nossa sociedade”.

A mobilização em defesa da cultura e identidade negra ganhou destaque, evidenciando a importância de celebrar e preservar as tradições afro-brasileiras. Os participantes foram incentivados a se engajarem em iniciativas que promovam o respeito à diversidade e a valorização da riqueza cultural negra.

Para o CPERS, o debate nas escolas são uma oportunidade de reflexão para que professores(as), funcionários(as) e alunos(as) discutam a temática com muita atenção e um convite à ação contínua na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e antirracista.

 

 

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De norte a sul, a 5ª Mostra Pedagógica do CPERS percorreu todo o Rio Grande do Sul durante três meses com o intuito de celebrar a potencialidade da educação pública, que mesmo violentada por projetos políticos nefastos, resiste. 

Na próxima terça-feira (28), é hora de reunir todo mundo na Etapa Estadual da feira, que acontecerá na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Das 9h às 17h30, educadores(as) e estudantes irão compartilhar suas pesquisas e seus projetos, elaborados no chão das escolas públicas gaúchas, com quem passar pelo local e interessar-se pelas iniciativas. 

Preservação ambiental, valorização da cultura negra e conscientização sobre violência de gênero foram temáticas recorrentemente aprofundadas ao longo das Etapas Regionais e agora terão a oportunidade de serem apresentadas a um público ainda maior. 

Prestigie a exposição de trabalhos singulares, inovadores e transformadores que a juventude construiu ao lado de professores(as) e funcionários(as) de escola e celebre a força da educação pública estadual. Participe!

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Fotos: Matheus Piccini / CUT-RS e CPERS Sindicato 

Mais de 50 entidades, incluindo centrais, sindicatos, partidos, movimentos sociais e estudantis, uniram-se, na última terça-feira (21), para o lançamento do Comitê Palestina Livre RS: Cessar-fogo, já! Basta de genocídio!

O encontro histórico ocorreu no auditório do Sindicato dos Bancários, em Porto Alegre, e contou com a presença da Frente Gaúcha em Solidariedade ao Povo Palestino e da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL).

Este comitê surge em um momento crucial devido à grave situação enfrentada pelo povo palestino, em consequência ao genocídio promovido pelo estado de Israel. A iniciativa visa não apenas criar consciência e dialogar com a sociedade, mas também agir em prol de uma solução justa para a situação.

O CPERS está junto nesta causa por entender que é urgente e necessária a defesa ao direito inalienável de todas as crianças à vida, dignidade, segurança e educação, independentemente de sua origem étnica, religião ou nacionalidade. É inaceitável expor crianças à tamanha violência e brutalidade.

A dimensão dos acontecimentos ressalta a urgência de uma abordagem humanitária e o apelo por esforços internacionais visando a cessação imediata desses atos de violência devastadora. Por isso, o compromisso das entidades e movimentos na formação do comitê e a construção de uma frente unida em defesa de uma Palestina Livre se faz tão necessária.

Causa humanitária

Durante o encontro, o presidente da FEPAL, Ualid Rabah, expressou profunda gratidão pela solidariedade demonstrada. Ualid frisou que a luta pela Palestina não deve ser travada apenas pelo seu povo, mas também requer solidariedade internacional. Ele também observou que o apoio de diversas partes do mundo é fundamental para fortalecer a causa palestina.

Além disso, o dirigente da FEPAL fez uma breve retrospectiva dos momentos-chave em que comitês similares foram formados no Brasil, mencionando episódios como a invasão israelense em campos de refugiados no Líbano, em 1982, e o genocídio de 2008 a 2009.

Ualid expressou a esperança de que o Comitê Palestina Livre RS evite um possível refluxo após sua formação, buscando ser uma força democrática em defesa dos direitos do povo palestino.

Ato na próxima quarta

Ao final do encontro, ficou estabelecido para a próxima quarta-feira, 29 de novembro, a realização de um grande ato em apoio ao povo palestino no centro da capital gaúcha.

Nesta data também é comemorado o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, instituído pela ONU para lembrar o aniversário da Resolução 181, da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 29 de novembro de 1947, que aprovou, sem consulta aos habitantes locais, o Plano de Partição da Palestina.

CPERS na luta contra o genocídio

Por entender a gravidade do momento, nesta quarta-feira (22), representantes da direção estadual do CPERS e o presidente da CUT RS, Amarildo Cenci, se reuniram com o presidente da FEPAL, Ualid Rabah, na sede do Sindicato.

A presidente, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro ressaltando a importância do acesso a informações atualizadas e confiáveis sobre a situação. “Entendemos que conseguiremos conscientizar a sociedade sobre a real situação dos fatos com dados e números que comprovem o genocídio em curso contra o povo palestino. Nós queremos expressar nossa mais profunda solidariedade com as vítimas civis que, de maneira lamentável, tornaram-se parte desse conflito”, destacou.

“Precisamos ter essa conversa. Precisamos promover seminários, cursos de formações para sindicatos, centrais e educadores para ampliarmos esse debate. Vocês são fundamentais para colocar a Palestina no mapa”, afirmou Ualid.

O diretor do CPERS, Leonardo Preto, e o ex-presidente da FEPAL, Elayyan Aladdin, também acompanharam a reunião. 

Neste momento crítico de aprofundamento do conflito, que já dura 76 anos, fazemos um apelo pela paz no Oriente Médio! 

 

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