Um misto de alegria e emoção tomou conta da Praça da Alfândega, em Porto Alegre, nesta terça-feira (28). Mesmo com chuva e vento fortes, o local foi palco da celebração de encerramento da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS. O evento, que reuniu 119 projetos selecionados ao longo das etapas regionais, realizadas nos 42 núcleos do Sindicato, entre os meses de agosto e novembro, comprovou a força do trabalho desenvolvido no chão das escolas públicas da rede estadual do Rio Grande do Sul.

Sob o tema “Escola Livre, Educação Presente”, esta edição assumiu um significado ainda mais profundo por ser a primeira após o período da pandemia de Covid-19. O lema refletiu a necessidade premente de construir ambientes educacionais que promovam a liberdade de pensamento, incentivem a criatividade e abracem a diversidade de ideias.

Durante todo o dia, o centro da capital dos gaúchos(as) tornou-se um verdadeiro mosaico de conhecimento e inspiração, com cada projeto representando a resiliência dos professores(as), funcionários(as) e estudantes das escolas públicas estaduais, que mesmo enfrentando desafios e a desvalorização por parte do governo Eduardo Leite (PSDB), demonstraram uma determinação incansável em promover uma educação pública de qualidade para todos e todas.

“Para falar sobre o encerramento da Mostra, nós não podemos deixar de relatar o que vivemos nos últimos meses. De agosto a novembro deste ano, os mais de 400 projetos apresentados nas etapas regionais comprovaram que a nossa luta por uma escola pública, laica, gratuita, de qualidade e de referência social, vale a pena. Por isso, eu agradeço a cada educador e cada estudante que aqui estão hoje. Vocês nos dão força para continuar!”.

Foi com essas palavras que a tesoureira do CPERS e representante da Comissão de Educação do Sindicato, Rosane Zan, abriu o encontro desta terça.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, enfatizou a importância do tema desta edição na atual conjuntura da educação estadual. “O lema desta Mostra Pedagógica do CPERS vem recheado de um significado muito forte e revolucionário, neste momento em que o governo do Estado tenta amordaçar nossas escolas estaduais, com quatro projetos apresentados à Assembleia Legislativa e que colocam em risco o futuro do que vemos aqui hoje, vocês resistem!”, afirmou a presidente.

Helenir ainda reforçou: “Os trabalhos que estão sendo apresentados aqui representam o fazer pedagógico nas escolas e a rebeldia dos nossos alunos em contestar tudo o que é padronizado. A escola pública do RS tem qualidade, tem que ser respeitada e não pode aparecer apenas quando um vendaval as destelha. A escola que queremos e respeitamos é essa, que cria e tem liberdade para criar”.

Representando a Comissão de Educação do CPERS, também estavam presentes na abertura da Mostra o 2° vice-presidente do Sindicato, Edson Garcia, e as diretoras Vera Lessês e Sônia Solange Viana.

>> Clique aqui para conferir as fotos da manhã de Mostra Pedagógica em Porto Alegre

Intercâmbio de ideias e conhecimentos

Os projetos apresentados nesta etapa da Mostra do CPERS ilustraram de forma clara como as comunidades escolares têm se esforçado para superar obstáculos. Os participantes demonstraram que a educação pública estadual está mais viva do que nunca.

Entre os trabalhos exibidos, “Importância das Roças Guarani”, que concorria na categoria Educação Indígena, buscou elucidar o papel da roça na retomada indígena, onde os guaranis se instalam e realizam seus plantios. “A fonte de vida dos Guarani passa pela roça e pelas sementes”, contou a professora Carmem Lúcia Soares Rodrigues, orientadora da iniciativa.

O projeto “Estufa Impact – uma proposta sustentável a partir de materiais biodegradáveis” do IEE Cristo Redentor, de Cândido Godói, concorria na categoria Ensino Médio. Os estudantes e a professora orientadora desenvolveram uma estufa totalmente automática e sustentável, feita de materiais biodegradáveis e com uma estrutura toda confeccionada em uma impressora 3D. “Ela vai molhar as plantas automaticamente e fazer todos os processos necessários para uma planta sobreviver”, explicou o aluno Everton Silva. 

As diversas outras iniciativas apresentadas, de todos os cantos do estado, evidenciaram a determinação e a qualidade do trabalho desenvolvido nas escolas públicas estaduais, mesmo diante das adversidades.

Convergência entre educação e cultura 

Além da exposição dos projetos desenvolvidos nas escolas, o encerramento da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS também contou com diversas apresentações artísticas e culturais.

A primeira, que abriu o encontro, foi o teatro encenado por estudantes e professores(as) do IEE Júlia Billiart, de Chapada, intitulado “Educação Libertadora”, que apresentou a importância da escola pública.

Na sequência, a EEEM Setembrina, de Viamão, apresentou a dança teatral denominada “Brasil Mostra a Tua Cara”, que denunciou o racismo estrutural em nossa sociedade.

Na abertura da parte da tarde do Encontro, educadoras aposentadas de Palmeira das Missões (40° Núcleo) e Três Passos (27° Núcleo) animaram o público celebrando a cultura cigana, com danças apresentadas nos encontros regionais de aposentados(as) do CPERS, que culminou na troca de experiências entre gerações. 

Educação Integral em Pauta 

Após a apresentação dos projetos, a pesquisadora da Faculdade de Educação da UFRGS, Dr.ª Jaqueline Moll, conversou com as comunidades escolares presentes sobre o tema “Educação Integral”.

“Educação Integral não é mais do mesmo. Ela implica afirmar projetos identitários de escola, na perspectiva do que diz a LDB: progressiva autonomia financeira, administrativa e pedagógica”, explicou a especialista.

Sobre o Programa Escola em Tempo Integral, instituído pelo governo Lula (PT), em julho deste ano, Jaqueline mencionou que é a primeira vez que o país tem uma Lei que estabelece oito horas mínimas diárias de escola para todos(as) os estudantes. “Isso não é uma mera transferência de recurso. É preciso salário, carreira e que a instituição de ensino possa construir seu projeto de educação integral”, destacou a pesquisadora.

Talentos Educacionais Reconhecidos

A 5ª edição da Mostra Pedagógica do CPERS encerrou com a premiação dos seis trabalhos mais significativos, conforme avaliação da Comissão Avaliadora.

>> Clique aqui para conferir as fotos de alguns dos projetos que abrilhantaram o dia na capital

Os primeiros colocados de cada categoria receberam troféus e, em reconhecimento à dedicação de todos(as) os participantes, foram entregues medalhas aos educadores(as) e estudantes dos demais projetos.

>> A Comissão Avaliadora foi formada pelos seguintes educadores(as)

> Categorias Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Finais, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Indígena:

– Sergio Kumpfer – Professor aposentado da rede estadual e Secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE
– Rosangela Maria Diel – representante da Associação dos Orientadores do RS (AOERGS)
– Marzie Damin – Psicóloga e Mestra em Comunicação Social

>> Categoria Ensino Médio:

– Aline Miranda – Doutoranda PPGEdu/UFRGS
– Ana Clara de Oliveira Peixoto – Doutoranda PPGEdu/UFRGS
– Ângela Both Chagas – doutoranda PPGEDU/UFRGS

>> Categoria Ensino Profissionalizante: 

– Cássio Fagundes da Silva – estudante de Pedagogia na UFRGS
– Laura Becker Porciúncula – estudante de Pedagogia na UFRGS
– Nara Caldeira – estudante de Pedagogia na UFRGS
– Mateus Saraiva – professor na Faced da UFRGS

>> Confira abaixo os projetos selecionados em cada categoria da 5ª Mostra Pedagógica do CPERS

Séries Iniciais Ensino Fundamental 

Projeto: Brincadeiras e Aprendizagens no Mundo da Reciclagem
Escola: EEEM Júlia Lopes de Almeida
Soledade (28º Núcleo) 

Séries Finais Ensino Fundamental   

Projeto: Desconstruindo ConsCIÊNCIA
Escola: EEEF Felippe Jacobs
Santa Cruz do Sul (18º Núcleo) 

Ensino Médio 

Projeto: Educação Antirracista: intersecções de gênero, raça e classe
Escola: EEEM Cônego João Batista Sorg
Carazinho (37º Núcleo) 

Educação de Jovens e Adultos (EJA)   

Projeto: Educando para a Liberdade – Além das Grades
Escola: NEEJA – Presídio Estadual de Vacaria
Vacaria (30º Núcleo)

Educação Profissional

Projeto: Projeto SETE
Escola: ETE Presidente Getúlio Vargas
Santo Ângelo (9º Núcleo) 

Educação Indígena

Projeto: Importância das roças Guarani
Escola: EEIEF Kuaray Rete
Gravataí (22º Núcleo)

>> Clique aqui para conferir as fotos da premiação 

Educar é uma Aventura Criadora

O encerramento da mostra ecoa a importância da defesa intransigente da escola pública. Os trabalhos apresentados, tanto nas etapas regionais como na estadual, são testemunhos vivos da máxima de Paulo Freire, que afirmava que “Educar é uma Aventura Criadora”. Cada iniciativa exposta não apenas celebrou a dedicação à educação pública, mas também reforçou a vitalidade da comunidade educacional em meio a desafios e adversidades.

Para o CPERS, neste momento de encerramento de mais uma edição da Mostra Pedagógica, é inevitável reconhecer o poder transformador da educação e a capacidade inspiradora dos educadores(as) e estudantes envolvidos nesta 5ª edição. Que essas experiências não apenas sejam celebradas, mas sirvam como faróis de esperança para o futuro da educação pública no Rio Grande do Sul, reafirmando a importância fundamental de uma escola livre e uma educação presente. Viva a escola pública!

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Na tarde da última sexta-feira (24), o 36º Núcleo do CPERS, que reúne sócios e sócias da região de Cerro Largo, comemorou a aquisição da sede própria, após 39 anos de fundação.

Pela manhã, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e a tesoureira Rosane Zan assinaram a escritura da nova sede, no cartório da cidade.

Os professores(as) e funcionários(as) de escola sócios(as) do Sindicato, a direção do Núcleo e demais convidados reuniram-se para a solenidade de inauguração da sede. Alegria e emoção não faltaram durante a atividade.

Na abertura do evento, a tesoureira Rosane destacou a importância da aquisição do espaço para o bom atendimento e comodidade dos sócios(as) da região. “Temos, sim, que fazer um Sindicato forte, pensando nas questões salariais e funcionais, mas também em como empregar o dinheiro do nosso associado”, ressaltou.

A diretora do 36º Núcleo (Cerro Largo), Romi Genice Rohleder Gertz, fez um breve apanhado da história do CPERS, desde a sua fundação em 1945, agradecendo pela história de luta do Sindicato e pela aquisição da nova sede. “Realizamos nossas atividades valorizando cada sócio e cada sócia que compõem o nosso Núcleo de Cerro Largo, zelando por suas contribuições e lutando sempre por seus direitos. Reafirmo, que é devido ao trabalho responsável e zeloso da Direção Central que tudo isso é possível. Sonho realizado é sinônimo de dever cumprido. Ter nosso espaço próprio para nos reunirmos, dialogarmos, organizar ações de enfrentamento aos ataques dos governos e confraternizarmos é a maior conquista de todos nós”, concluiu Romi.

Vale destacar que a sede do Núcleo oferece um espaço de alojamento para os sócios(as), além de um quarto com duas camas.

Logo após a cerimônia, os educadores e educadoras presentes participaram de um jantar no CTG Porteira das Missões da cidade.

A comemoração também contou com a presença da diretora do CPERS, Juçara Borges, além dos diretores de núcleos Eloisa Maria Womer (10º Núcleo – Santa Rosa), Leandro Wesz Parise (29º – Santigo), Joner Alencar Marchi Nascimento (33º Núcleo – São Luiz Gonzaga), Dulce Delan representante do Conselho Estadual de Educação e o advogado Mateus Alencar Pinto Foss e Dalton Medeiros, da assessoria jurídica do Sindicato. A funcionária Fabiana Doberstein participou do evento representando o 9º Núcleo – Santo Ângelo.

Entre o período de 2015 a 2023, a atual direção do CPERS já adquiriu 14 sedes próprias. Confira abaixo os núcleos que foram agraciados com essa grande conquista:

  1. Santa Maria
  2. Pelotas
  3. Erechim
  4. São Leopoldo
  5. Ijuí
  6. Santa Cruz do Sul
  7. Santiago
  8. Uruguaiana
  9. Caxias do Sul
  10. Santo Ângelo
  11. Taquara
  12. Palmeira das Missões
  13. Cerro Largo
  14. Santana do Livramento

    

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No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o CPERS, por meio de seu Departamento de Gênero e Diversidade, reforça a importância de criar espaços que trabalhem para a erradicação da misoginia, de cobrar o poder público para garantir que as legislações de proteção sejam efetivas e de fortalecer a luta feminista.

Professora da Universidade de Buenos Aires, a pesquisadora Verónica Gago, em sua conceituação de corpo-território, menciona a fundamentalidade da união das mulheres para articular a superação da sociedade patriarcal. Segundo ela, é preciso compreender a “necessidade da aliança como potência específica e incontornável”. A responsabilização do assassinato de Ângela Diniz, morta em 1976 por Doca Street, só aconteceu após uma grande campanha nacional, “Quem ama não mata”. A Lei Maria da Penha, principal instrumento jurídico brasileiro de enfrentamento à violência de gênero, é fruto da mobilização de diversas entidades e de grupos da sociedade civil.

Além da relevância da organização das mulheres na eliminação das violências que as atravessam, é de extrema crucialidade que o Estado exista para assegurar políticas públicas e garantir sua aplicação. Os serviços públicos de saúde, assistência social e educação, cada vez mais transferidos para a mão do mercado, são essenciais na promoção da dignidade das mulheres vítimas de violência.

Por isso, mais do que combater a violência de gênero, é preciso viabilizar a manutenção e o desenvolvimento da vida das mulheres, nos âmbitos da autonomia financeira, do atendimento psicológico, do acesso à cultura e da organização na luta por direitos.

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O último dia de reunião do Coletivo de Mulheres da CNTE, realizado nesta quinta-feira (23), destacou a necessidade das trabalhadoras da educação terem uma participação mais ativa em todas as discussões dos seus sindicatos. O CPERS foi representado na atividade pelas integrantes do Departamento de Gênero e Diversidade do Sindicato, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e a diretora, Vera Lessês.

Para Suzana Lauermann, o encontro renovou as forças para a organização da luta no próximo ano. “Nos preparamos para as atividades que temos pela frente e para as tarefas que ainda temos que executar, para levar a questão de gênero pra dentro da escola”, reflete.

A secretária-geral frisa que a questão de gênero não tem que ser só transversal quando se fala em debate curricular nas escolas. “Ela tem que ser organizadora, porque não podemos discutir e pensar educação de uma forma segregada, ela tem que ser integrada.  Então se a gente pensar a questão de gênero tem que pensar como algo que organiza o currículo, que aponta o que é necessário, e com certeza a educação vai se tornar mais completa nesse sentido”, conclui Suzana.

A diretora do CPERS, Vera Lessês, ressalta que a reunião do Coletivo de Mulheres foi de suma importância para a luta. “Foram dois dias intensos, com a presença de três palestrantes mulheres que abordaram temas específicos sobre nossas vivências e nossa atuação nos espaços de organização das entidades. Retorno deste encontro motivada para seguir na luta e com uma certeza, as mulheres precisam estar em movimento permanente, porque as lutas específicas deste segmento precisam ser feitas por todas”, aponta.

Para a secretária Geral da CNTE e vice-presidente da Internacional da Educação para a América Latina (Ieal), Fátima Silva, as mulheres não podem ser membros monotemáticas e restritas às pautas de gênero, uma vez que isso acaba as deixando isoladas no conjunto político de sua entidade. “Hoje, os homens são os principais responsáveis pelo domínio do dinheiro e dos números. Temos um desafio de fazer com que a política de gênero seja tratada conjuntamente dentro dos sindicatos, não apenas como uma política de mulheres, mas também temos o desafio de não sermos monotemáticas, pois assim não somos valorizadas no conjunto da direção”, declarou.

Iniciado nesta quarta-feira (22), o encontro do Coletivo de Mulheres da CNTE, coordenado pela secretária de Relações de Gênero da Confederação, Berenice D’Arc Jacinto, reuniu educadoras sindicalistas de vários estados, filiadas à Confederação, na Chácara do Sinpro, em Brazlândia, Distrito Federal. O objetivo foi avaliar as políticas de gênero e igualdade no país, e o papel das educadoras em fortalecer essas pautas em suas entidades.

Estimulando o diálogo e a reflexão das trabalhadoras sobre assuntos além de gênero e igualdade e conduzindo os debates da segunda manhã do Coletivo, Fátima apresentou uma análise de como as políticas internacionais têm afetado o país. Usando como exemplo a eleição do Javier Milei como o novo presidente da Argentina, ela destacou que a diminuição de países alinhados às políticas brasileiras nas Américas Latina e Central, por influência dos Estados Unidos, tem deixado o Brasil isolado.

Segundo ela, apesar da luta dos sindicatos não sofrer grandes abalos devido às mudanças do cenário político internacional, é preciso que as entidades também expandam seus interesses e reflexões para além das pautas educacionais.

“Estamos no nosso espaço, mas também estamos inseridos num globo terrestre. Essa geopolítica interfere no nosso quadradinho, na nossa vida. Então, assim como  é preciso ter clareza sobre as disputas internas no Governo Lula, também precisamos saber o que faz parte dessa geopolítica”, enfatizou.

“A luta do trabalhador e da trabalhadora também é internacional”, reforçou Berenice. Segundo ela, o interesse sobre pautas além do campo da educação precisa ser algo estimulado dentro das organizações, permitindo que os trabalhadores também ampliem o olhar para além de sua realidade.

Trocas de experiências 

Um momento do encontro também foi aberto para que as representantes dos sindicatos compartilhassem as dificuldades e os avanços que suas entidades e estados possuem na luta pela igualdade de gênero.

Entre os principais desafios apontados, foram mencionadas a presença majoritária de homens na liderança das organizações e a relativização das políticas e do trabalho feminino, que dificultam o engajamento das pessoas nesse debate.

Além da troca, com base no que foi apresentado nos dois dias de Coletivo, as trabalhadoras apontaram os planejamentos que buscam levar para os sindicatos, no empoderamento das companheiras afiliadas. Segundo as trabalhadoras, essa organização pode contribuir para fortalecermos as lutas que ainda são caras.

“Todas as falas e considerações em comum foram guardadas e servirão para que possamos fazer os encaminhamentos e construir os eixos da nossa luta e organização no próximo ano”, garantiu Berenice.

Campanha dos 21 dias de ativismo contra a violência de gênero

Com o objetivo de sensibilizar a população masculina a respeito da importância de denunciar casos de violência contra mulheres, a CNTE lançou, durante o Coletivo, a Campanha do Laço Branco.

São 21 dias de resistência e luta contra a violência de gênero, em referência ao Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher (25/11) e ao Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (6/12).

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Nesta quinta-feira (23), a Escola Técnica Estadual Parobé foi palco de um debate inspirador conduzido pelo professor Edson Garcia, 2⁰ vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, sobre a luta antirracista e seu papel essencial dentro e fora das instituições de ensino.

O evento, inserido no contexto do #NovembroAntirracista e promovido pela direção e Grêmio Estudantil da escola, abordou uma série de temas relevantes, desde o contexto histórico do líder quilombola Zumbi dos Palmares até a atualidade, com discussões sobre o Dia da Consciência Negra, a Lei de Cotas, a Lei 10.639, que estabelece na Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e as mobilizações em defesa da cultura e identidade negra.

“Eu sinto um orgulho imenso em ser defensor da política antirracista. Minha dedicação a essa causa é diária e inabalável. Precisamos seguir somando esforços para compartilhar os aprendizados com nossos alunos, colegas e parceiros de luta. Essa batalha é essencial, especialmente porque reconhecemos e valorizamos o papel fundamental do negro em mover as estruturas da sociedade. A cada passo que damos juntos, reafirmamos nosso compromisso com a igualdade e a justiça, construindo um futuro mais inclusivo e respeitoso”, destacou o professor Edson Garcia, 2⁰ vice-presidente do CPERS e diretor do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato.

A história de Zumbi dos Palmares, figura emblemática na resistência contra a escravização, foi destacada como ponto de partida para compreender a importância da luta antirracista. O debate proporcionou aos estudantes uma reflexão aprofundada sobre o legado de Zumbi e seu impacto na construção da identidade afro-brasileira.

O Dia da Consciência Negra também foi amplamente discutido, sendo ressaltada a necessidade de não apenas lembrar, mas de refletir sobre as conquistas e desafios enfrentados pela comunidade negra ao longo da história. O professor Edson Garcia enfatizou a importância de promover a conscientização sobre a diversidade cultural e étnica, estimulando o respeito e a valorização das diferenças.

A Lei de Cotas, instrumento fundamental na promoção da igualdade de oportunidades, foi abordada como uma ferramenta que busca corrigir desigualdades historicamente enraizadas. O debate destacou a importância de políticas afirmativas para garantir representatividade e inclusão nos espaços educacionais e profissionais.

Ao abordar a Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira” dentro das disciplinas que já fazem parte das grades curriculares dos ensinos fundamental e médio, Edson Garcia afirmou: “Esta Lei reflete avanços significativos, não apenas reconhecendo a diversidade, mas também incorporando-a de maneira obrigatória no currículo educacional. É um marco fundamental para promover uma compreensão mais ampla e respeitosa da ‘História e Cultura Afro-Brasileira’ na nossa sociedade”.

A mobilização em defesa da cultura e identidade negra ganhou destaque, evidenciando a importância de celebrar e preservar as tradições afro-brasileiras. Os participantes foram incentivados a se engajarem em iniciativas que promovam o respeito à diversidade e a valorização da riqueza cultural negra.

Para o CPERS, o debate nas escolas são uma oportunidade de reflexão para que professores(as), funcionários(as) e alunos(as) discutam a temática com muita atenção e um convite à ação contínua na promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e antirracista.

 

 

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De norte a sul, a 5ª Mostra Pedagógica do CPERS percorreu todo o Rio Grande do Sul durante três meses com o intuito de celebrar a potencialidade da educação pública, que mesmo violentada por projetos políticos nefastos, resiste. 

Na próxima terça-feira (28), é hora de reunir todo mundo na Etapa Estadual da feira, que acontecerá na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Das 9h às 17h30, educadores(as) e estudantes irão compartilhar suas pesquisas e seus projetos, elaborados no chão das escolas públicas gaúchas, com quem passar pelo local e interessar-se pelas iniciativas. 

Preservação ambiental, valorização da cultura negra e conscientização sobre violência de gênero foram temáticas recorrentemente aprofundadas ao longo das Etapas Regionais e agora terão a oportunidade de serem apresentadas a um público ainda maior. 

Prestigie a exposição de trabalhos singulares, inovadores e transformadores que a juventude construiu ao lado de professores(as) e funcionários(as) de escola e celebre a força da educação pública estadual. Participe!

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Fotos: Matheus Piccini / CUT-RS e CPERS Sindicato 

Mais de 50 entidades, incluindo centrais, sindicatos, partidos, movimentos sociais e estudantis, uniram-se, na última terça-feira (21), para o lançamento do Comitê Palestina Livre RS: Cessar-fogo, já! Basta de genocídio!

O encontro histórico ocorreu no auditório do Sindicato dos Bancários, em Porto Alegre, e contou com a presença da Frente Gaúcha em Solidariedade ao Povo Palestino e da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL).

Este comitê surge em um momento crucial devido à grave situação enfrentada pelo povo palestino, em consequência ao genocídio promovido pelo estado de Israel. A iniciativa visa não apenas criar consciência e dialogar com a sociedade, mas também agir em prol de uma solução justa para a situação.

O CPERS está junto nesta causa por entender que é urgente e necessária a defesa ao direito inalienável de todas as crianças à vida, dignidade, segurança e educação, independentemente de sua origem étnica, religião ou nacionalidade. É inaceitável expor crianças à tamanha violência e brutalidade.

A dimensão dos acontecimentos ressalta a urgência de uma abordagem humanitária e o apelo por esforços internacionais visando a cessação imediata desses atos de violência devastadora. Por isso, o compromisso das entidades e movimentos na formação do comitê e a construção de uma frente unida em defesa de uma Palestina Livre se faz tão necessária.

Causa humanitária

Durante o encontro, o presidente da FEPAL, Ualid Rabah, expressou profunda gratidão pela solidariedade demonstrada. Ualid frisou que a luta pela Palestina não deve ser travada apenas pelo seu povo, mas também requer solidariedade internacional. Ele também observou que o apoio de diversas partes do mundo é fundamental para fortalecer a causa palestina.

Além disso, o dirigente da FEPAL fez uma breve retrospectiva dos momentos-chave em que comitês similares foram formados no Brasil, mencionando episódios como a invasão israelense em campos de refugiados no Líbano, em 1982, e o genocídio de 2008 a 2009.

Ualid expressou a esperança de que o Comitê Palestina Livre RS evite um possível refluxo após sua formação, buscando ser uma força democrática em defesa dos direitos do povo palestino.

Ato na próxima quarta

Ao final do encontro, ficou estabelecido para a próxima quarta-feira, 29 de novembro, a realização de um grande ato em apoio ao povo palestino no centro da capital gaúcha.

Nesta data também é comemorado o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, instituído pela ONU para lembrar o aniversário da Resolução 181, da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 29 de novembro de 1947, que aprovou, sem consulta aos habitantes locais, o Plano de Partição da Palestina.

CPERS na luta contra o genocídio

Por entender a gravidade do momento, nesta quarta-feira (22), representantes da direção estadual do CPERS e o presidente da CUT RS, Amarildo Cenci, se reuniram com o presidente da FEPAL, Ualid Rabah, na sede do Sindicato.

A presidente, Helenir Aguiar Schürer, abriu o encontro ressaltando a importância do acesso a informações atualizadas e confiáveis sobre a situação. “Entendemos que conseguiremos conscientizar a sociedade sobre a real situação dos fatos com dados e números que comprovem o genocídio em curso contra o povo palestino. Nós queremos expressar nossa mais profunda solidariedade com as vítimas civis que, de maneira lamentável, tornaram-se parte desse conflito”, destacou.

“Precisamos ter essa conversa. Precisamos promover seminários, cursos de formações para sindicatos, centrais e educadores para ampliarmos esse debate. Vocês são fundamentais para colocar a Palestina no mapa”, afirmou Ualid.

O diretor do CPERS, Leonardo Preto, e o ex-presidente da FEPAL, Elayyan Aladdin, também acompanharam a reunião. 

Neste momento crítico de aprofundamento do conflito, que já dura 76 anos, fazemos um apelo pela paz no Oriente Médio! 

 

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Na noite da última segunda-feira (20), a tesoureira do CPERS, Rosane Zan, e a diretora do Sindicato, Juçara Borges, compareceram ao encontro de professores(as), funcionários(as), alunos(as) e responsáveis da EEEF Brasil, contra a municipalização da escola. A instituição, localizada em Quaraí (23º Núcleo), foi pega de surpresa com a tentativa da 19ª Coordenadoria Regional de Educação de transferir sua responsabilidade ao município.

Com enorme frequência, as comunidades escolares relatam falta de diálogo por parte do Governo Estadual quanto à municipalização e reivindicam maior transparência no desenrolar do processo, já que a troca de administração implica uma série de perdas e problemáticas educacionais. 

A direção da escola afirma que estava a par do processo, colocando os pais cientes da situação também, sempre acalmando a comunidade escolar de que, neste ano, ficassem tranquilos, já que nada mudaria. Além disso, ressaltou que iria chegar o momento da Coordenadoria se fazer presente na escola para que houvesse a oportunidade deles manifestarem a sua vontade. Ocorreu que não houve a votação, foi imposto que a instituição seria municipalizada ou fechada, pelo número de alunos(as) no Ensino Fundamental.

“A Escola Estadual de Ensino Fundamental Brasil, localizada no centro da cidade de Quaraí, desde 1942, está a passos de ver toda sua história terminar. História carregada de superação e de muita satisfação ao ter sido pioneira em diversas atividades sociais”, menciona o documento.

Vereadores de Quaraí aprovaram uma moção de repúdio contra a tentativa de municipalização da escola, articulada pelo governo do Estado em comunhão com a prefeitura do município. A instituição é a única com Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Ensino Fundamental na cidade e possui mais de 200 alunos(as) matriculados(as).

O CPERS segue vigilante e na luta para barrar a municipalização na EEEF Brasil, assim como em todas as escolas estaduais ameaçadas. Não permitiremos que Eduardo Leite (PSDB) concretize o seu projeto de desmantelamento da educação pública estadual do Rio Grande do Sul! #NãoàMunicipalização!

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Nesta quarta-feira (22), mulheres sindicalistas das entidades filiadas à CNTE, de 19 estados e do Distrito Federal, reuniram-se na Chácara do Sinpro, em Brazlândia (DF), para o primeiro dia de reunião do Coletivo de Mulheres da Confederação. A secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann e a diretora, Vera Lessês, integrantes do Departamento de Gênero e Diversidade do Sindicato, participam da atividade.

O encontro, que se encerrará nesta quinta-feira (23) e é coordenado pela secretária de Relações de Gênero da Confederação, Berenice Jacinto, tem o objetivo de debater a atual conjuntura de políticas para as mulheres e esclarecer o papel das educadoras na defesa e fortalecimento das pautas de gênero na sociedade.

Durante a mesa de abertura do evento, a secretária Geral da CNTE, Fátima Silva, destacou que o coletivo também acontece em um momento simbólico de 21 dias de resistência e luta contra a violência de gênero, referindo-se ao período dedicado ao Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher (25/11) e ao Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres (6/12). Segundo ela, esse é um crime multifacetado e que ainda afeta muitas mulheres em todo o mundo, principalmente pela falta de políticas públicas que garantam uma maior proteção.

“É triste não podermos considerar a violência gênero como uma página virada. A cada dia, estamos vendo o aumento de casos, principalmente de crimes de feminicídio. Mas é preciso entender que, por trás de cada vítima de feminicídio estão as consequências da ausência do estado e de ações que não conseguiram evitar o crime”, lamenta.

Para a secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, o período das eleições municipais de 2024 tornam ainda mais necessário o debate e a organização das mulheres sobre suas pautas. “É preciso entender que, apesar de termos hoje um Ministério Das Mulheres e um governo com olhar de perspectiva sobre nós, as coisas ainda não estão resolvidas”, ressaltou. “Como educadores sindicalistas, temos uma responsabilidade ainda maior de estar cada dia mais fortalecidos, para que, de fato, possamos derrotar o cenário de fundamentalismo e conservadorismo do nosso país”, concluiu.

“Temos um desafio de enfrentamento muito grande, não só ao machismo e à misoginia, como também ao racismo. Os debates que fizemos hoje trazem em pensamento a Conae 2024 e a Conferência de Mulheres, sempre fazendo a alcunha de vencer, de enfrentar e disputar a política de gênero, levando em consideração o recorte de raça e classe social”, ressaltou Berenice.

Ministério da Mulher

“Reconstrução das políticas sobre escombros”. Foi assim que a professora e pesquisadora Olgamir Amância definiu o trabalho feito pelo Ministério das Mulheres no atual governo. Segundo ela, apesar do órgão ter trazido consigo condições de esperanças, colocando a mulher como tema central de debates, ainda existem desafios que afetam a permanência e a resistência de trabalho do órgão.

“O Ministério das Mulheres tem sido reconstruído sobre bases extremamente conservadoras e difíceis. Não é uma tarefa qualquer, e nós da educação temos a obrigação de olhar para essa realidade através de muitas lupas, e não só por aquilo que nos apresenta à primeira vista”, enfatizou Olgamir.

Em um retrospecto sobre as conquistas políticas femininas, ela ressaltou que todos os direitos se deram graças à trajetória histórica de organização das mulheres e de ampliação da democracia. Contudo, levando em consideração a realidade do governo anterior, mencionou que a eleição democrática do governo Lula se deu em um contexto difícil e com um campo parlamentar que ainda é desfavorável às políticas da agenda feminina. “A misoginia não desapareceu com o governo democrático”, afirmou.

Para a secretária Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Carla Ramos, além do enfrentamento às violências de gênero e a luta pelos direitos, o papel da sociedade em refletir sobre essas políticas é mais um desafio a ser enfrentado. “A compreensão também é uma ruptura que nós mulheres precisamos fazer. É preciso refletir como estamos organizadas socialmente e como isso tem nos impactado”, afirmou.

Para fazer essa ampliação do discurso, Carla mencionou ser necessário ter mais secretarias municipais e estaduais na interlocução das pautas pelo país.

Papel de defesa por educadoras

Olgamir destacou ainda o desafio das educadoras em levar para dentro das escolas os debates sobre as desigualdades que existem na sociedade, em particular, as desigualdades de gênero, como forma de fortalecer essas discussões na sociedade através dos estudantes.

Para isso acontecer, ela ressaltou a necessidade de uma mudança na formação conservadora e fragmentada dos professores. “É preciso superar isso e entender que a formação vai além da dimensão técnica. Tem que ser trabalhada a formação mais humana e crítica da realidade, para que os estudantes possam se questionar também sobre a realidade em que vivem”, declarou.

Cor e gênero

Trabalhando o recorte de gênero e cor, a secretária de Promoção da Igualdade Racial dos Povos das Comunidades Tradicionais da Bahia, Daniele Costa, apontou sobre a importância de debater sobre as pautas femininas olhando, também, para o lado racial.

“São diversos os temas que necessitam a inclusão de gênero e raça no debate. Isso permite que tenhamos como sair de uma “abolição inacabada” para, de fato, efetivarmos direitos sociais e trazermos a grande maioria que constrói o dia a dia desse país, a partir das políticas de democratização de acesso”, afirmou Daniele. Para ela, pensar em políticas públicas a partir do conceito de interseccionalidade fortalece a perspectiva de uma igualdade racial.

Fonte: CNTE

 

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Com alegria e muita disposição para a luta, o 12° Núcleo do CPERS  realizou, na tarde desta quarta-feira (22), o último Encontro Regional de Aposentadas(os) de 2023. A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, e a diretora, Juçara Borges, prestigiaram o evento.

Professoras(es) e funcionárias(os) aposentadas(os) reuniram-se, na sede do Núcleo, para receber informações jurídicas e sobre as mobilizações do Sindicato, além de muito entretenimento através da apresentação musical do Coral e do Grupo de Dança das educadoras aposentadas de Bento Gonçalves. O diretor do 12º Núcleo, Leonildo da Luz de Moura, conduziu o evento.

A tesoureira do CPERS, Rosane Zan, destacou a importância dos educadores(as) aposentados(as) nas lutas da categoria. “Esse encontro nos mostra a importância da participação das aposentadas e aposentados nas atividades sindicais. Vocês tornam o nosso Sindicato cada vez mais forte na luta pela valorização da educação pública”, afirmou.

A diretora do Departamento de Aposentados(as) do CPERS, Juçara Borges, ex-diretora do 12° Núcleo, relembrou que foi durante a sua gestão que o coral e o grupo de dança foram fundados. “A luta é dura, mas não precisa ser triste. Vocês são exemplo de como se faz a luta. São vocês aposentados que estão sempre na linha de frente dos nossos atos e mobilizações”, frisou.

A advogada Juliane Marchioro Leal, da Assessoria Jurídica do CPERS, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, tirou dúvidas sobre os assuntos mais importantes para essa significativa parte da categoria, dando ênfase para o desconto da previdência.

Juliane destacou que, ainda em 2020, o Sindicato ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), junto com a União Gaúcha dos Servidores Públicos, a Ajuris, e outras entidades sindicais de servidores(as) estaduais pela suspensão do desconto para quem recebe abaixo do teto. Em junho de 2022 o julgamento teve início de forma online, mas foi interrompido a pedido do ministro Luiz Fux. Agora, a ação será julgada no plenário presencial, mas ainda sem data definida.

O encontro também marcou a última apresentação do ano do Coral e do Grupo de Danças do Núcleo, ambos formados exclusivamente por educadoras(as) aposentadas da região.

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