Com o fim do ano letivo e o fechamento de notas, os educadores(as) têm sido pressionados para cumprirem metas percentuais de aprovação a qualquer custo. Desde 2022, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) permite que os estudantes, que não atingiram os 75% de presença, façam uma prova final e, caso alcancem média 5, sejam aprovados(as), comprometendo o processo de aprendizagem. 

As políticas da Seduc carregam um viés disfarçado de aprovação automática e desresponsabilizam o governo de Eduardo Leite (PSDB) da criação de estratégias capazes de resolver estruturalmente o déficit de aprendizado, que possui distintos atravessamentos sociais. O foco não pode estar vinculado ao aumento percentual, e sim ao processo pedagógico. “Essas normas representam um atarefamento maior dos educadores e, de certa maneira, retiram do professor a sua autonomia, já que ele conhece a realidade da turma e dos alunos”, alerta o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt.

Assim como as intenções da Seduc com a aprovação de estudantes são mascaradas, já que o interesse é na melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a pressão nas educadoras(es) também é dissimulada. A orientação das Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) é de que diretoras(es), supervisoras(es), orientadoras(es) e professoras(es) realizem intervenções para garantir o cumprimento da meta, mas não esclarecem o que pode ocorrer caso os percentuais não sejam alcançados.

“Na teoria, tudo é bonito. A Seduc diz que é para dar oportunidade para todos, mas nos bastidores, a tutora fala para a supervisão que não deve haver reprovação”, conta um secretário de escola que trabalha na região leste do estado e não quis se identificar. O educador revela, ainda, que estudos compensatórios de infrequência têm sido aplicados para abonar faltas e dar notas na área cognitiva. “Há exemplos de alunos que não vêm durante o ano letivo e querem fazer a prova final. Qualquer dia, ninguém virá mais à escola”, desabafa o secretário. 

Estas propostas negligentes do governo Eduardo Leite (PSDB), com a garantia de aprovação automática dos estudantes, estão minando a responsabilidade dos alunos(as), já que têm a consciência que passarão de ano independente de seu esforço, o que prejudica significativamente a qualidade da aprendizagem. Sob a gestão de Leite (PSDB), tais políticas não apenas deseducam, mas também impõem obstáculos substanciais ao trabalho das professoras(es), que enfrentam um ambiente cada vez mais desafiador em suas atividades educativas.

O CPERS rejeita essa determinação, pois se trata de mais uma medida autoritária com os profissionais da educação, ao criar um contexto de intimidação ineficaz, que não soluciona consistentemente o cenário de abandono dos estudos. Esse é o plano do governo Eduardo Leite (PSDB) e da secretária Raquel Teixeira para a educação pública gaúcha: propor soluções rasas, que esvaziam a potencialidade do processo de ensino-aprendizagem, enquanto desrespeita a autonomia pedagógica das escolas. 

 

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Na manhã desta sexta-feira (15), o CPERS realizou Assembleia Geral Ordinária para prestação de contas do Sindicato.

Na ocasião, a presidente da entidade, Helenir Aguiar Schürer, chamou atenção para o crescimento do patrimônio líquido do CPERS, que em 2021 estava em R$ 40.302.420,18 e em 2022 aumentou para R$ 49.528.484,76. “No final do 1° semestre de 2023, o Sindicato está com um patrimônio líquido de R$ 52.667.399,96”, reforçou Helenir.

A tesoureira da entidade, Rosane Zan, e o contador, Adriano Pauli, apresentaram os balanços patrimonial e financeiro, referentes aos períodos de 1° de julho de 2022  a 31 de dezembro de 2022 e de 1° de janeiro de 2023 a 30 de junho de 2023.

Durante o encontro, a tesoureira ainda presentou o relatório das atividades realizadas pelo Sindicato no mesmo período. Ao fim, o Conselho Fiscal aprovou, por unanimidade, os dados apresentados, conforme a legislação vigente.

>> Confira abaixo os relatórios apresentados:

>> Balanço Patrimonial 2022
>> Balanço Patrimonial 2023
>> Relatório de atividades outubro de 2022 a maio 2023
>> Relatório de atividades maio de 2023 a outubro 2023
>> Parecer do Conselho Fiscal

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Até o dia 11 de janeiro de 2024, funcionários(as) de escolas da educação básica de todo o Brasil poderão responder ao formulário do Grupo de Trabalho do Ministério da Educação (MEC) sobre o programa Profuncionário.

O objetivo é contabilizar o número de trabalhadores ativos que demandam uma formação em cursos técnicos de nível médio. A partir dos resultados, o MEC, em parceria com os sistemas de ensino e com a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, poderá retomar a implementação de cursos de formação para esses profissionais em 2024.

> CLIQUE AQUI PARA RESPONDER O QUESTIONÁRIO.

De acordo com dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no GT, há uma estimativa de que 2 milhões de funcionários integram a força de trabalho das escolas em todo o país. Entretanto, a coleta desses dados não detalha informações sobre qual o grau de escolaridade, a idade e os postos de trabalho onde eles/elas se encontram.

“Isso traz um prejuízo, pois sem essas informações não conseguimos traçar diretrizes para uma implantação sólida da política de formação para esses profissionais”, relata a secretária de Assuntos Educacionais da CNTE e também integrante do GT, Guelda Andrade.

Guelda afirma que a pesquisa do GT é um importante instrumento de avaliação para se calcular a demanda dos funcionários em uma formação técnica. Segundo ela, a proposta da CNTE é de que o programa retome as atividades ainda no primeiro semestre do próximo ano. Porém, o levantamento ainda carece de mais participação dos trabalhadores.

“É de fundamental importância para nós sabermos a demanda de formação dos estados e dos municípios desses trabalhadores e termos um panorama do país inteiro. Mas para isso, é preciso que essa pesquisa chegue, de fato, na mão de todos(as) os funcionários(as) das escolas”, ela enfatiza.

> CLIQUE AQUI PARA RESPONDER O QUESTIONÁRIO.

Ao final da coleta de dados, Guelda destaca que será construído um relatório para apontar questões sobre a retomada do programa, com uma contextualização histórica da existência do profuncionário, além da grande demanda a respeito de uma formação de nível superior para funcionários. A previsão é de que o documento seja finalizado em março.

“Acho que será um importante meio de mostrar para o Ministro Camilo Santana todos os desafios e demandas que nós temos pendentes para a implantação desse curso”, afirma.

Retomada da formação de funcionários de escola

Desde sua criação, em agosto deste ano, o Grupo de Trabalho do Programa de Formação Inicial em Serviço dos Profissionais da Educação Básica dos Sistemas de Ensino Público (Profuncionário) tem mostrado comprometimento nos processos que visam a retomada breve da oferta de cursos para os trabalhadores de escola.

Segundo Guelda, uma das demandas de destaque do grupo, que diz respeito aos materiais do Profuncionário, também está bastante avançada. Nessa tarefa, ela conta que a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC (Setec) e o Instituto Federal de Brasília já se encontram em contato com instituições para a atualização dos módulos. Além disso, é debatida a necessidade da criação de novos materiais de estudo que tragam temas como a violência e diversidades nas escolas para a formação dos trabalhadores.

“A Setec tem correspondido bem às expectativas das propostas do GT (…) é um momento ímpar para profissionalização, considerando todo o tempo que ficamos sem a profissionalização nos estados e municípios”, conta.

CLIQUE AQUI PARA RESPONDER O QUESTIONÁRIO.

Fonte: CNTE 

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O CPERS vem a público manifestar seu veemente repúdio às ações autoritárias do prefeito Diego Francisco (PSDB), do município de Estância Velha. Ele tem buscado aprovar, na Câmara de Vereadores(as) da cidade, o Projeto de Lei que ataca o Plano de Carreira do Magistério e o direito democrático das trabalhadoras(es) de organizarem a luta por suas reivindicações, restringindo as licenças sindicais e impedindo o desconto das mensalidades do Sindicato dos Municipários de Estância Velha (SIMEV).

Esta vergonhosa prática, flagrantemente antissindical, fere a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) onde está previsto o direito à livre organização sindical e que “as autoridades públicas deverão abster-se de qualquer intervenção que possa limitar esse direito ou entravar o seu exercício legal”.

É inadmissível que estejamos testemunhando retrocessos nos direitos conquistados com luta e dedicação ao longo dos anos. O mencionado projeto, ao prejudicar a progressão na carreira e limitar a atuação sindical, desrespeita não apenas os profissionais da educação, mas compromete a qualidade do ensino oferecido à comunidade.

Reforçamos o nosso compromisso com a defesa dos direitos trabalhistas e sindicais, e repudiamos qualquer tentativa de fragilizar a organização e a atuação dos sindicatos. O CPERS estará ao lado das(os) professoras(es) de Estância Velha na luta por uma educação pública de qualidade, valorização das trabalhadoras(es) e respeito aos direitos fundamentais.

Exigimos a revisão imediata do referido Projeto de Lei e convocamos todas(os) as filiadas(os), demais entidades sindicais e a comunidade em geral a se unirem contra essas medidas prejudiciais. Não aceitaremos retrocessos! Pela educação, pelos direitos, pela justiça, todo apoio às educadoras(es) de Estância Velha!

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O CPERS informa que entre os dias 23 de dezembro de 2023 a 7 de janeiro de 2024, o atendimento aos sócios(as) na sede e nos núcleos do Sindicato estarão suspensos devido às férias coletivas dos funcionários(as) da entidade.

Para a realização da manutenção no setor de alojamento, as atividades desse serviço serão encerradas no dia 21 de dezembro de 2023 e retornam no dia 09 de janeiro de 2024.

As reservas para o período de 09/01/24 a 14/01/24, primeira semana de retorno, podem ser realizadas até às 18h do dia 22/12/23.

Durante o recesso, o prédio será dedetizado e sanitizado, com limpeza profunda dos alojamentos e das caixas d’água.

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Com o intuito de promover a luta antirracista em todo o Rio Grande do Sul, o Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS inaugurou os coletivos regionais nos núcleos de Osório (13º), no dia 28 de novembro, e Santa Maria (2º), no dia 5 de dezembro, nas sedes dos respectivos núcleos. 

Além disso, o Coletivo Regional do núcleo de Pelotas (24º) realizou as primeiras atividades, no dia 17 de novembro, após ter oficializado a sua criação, em 2022. No dia 18, o grupo participou da tradicional Marcha Mestra Griô Sirley Amaro na cidade.

Já o núcleo de Rio Grande (6º) realizou uma roda de conversa debatendo o tema, no dia 14 de novembro. A atividade é uma preparação para o lançamento do Coletivo Regional do núcleo.

A inauguração dos coletivos regionais integra o compromisso da atual gestão do Sindicato que parte das deliberações do Coletivo Estadual de transformar o debate antirracista em uma prática constante, mobilizando a base para além do Mês da Consciência Negra, o que representa um marco significativo na história da entidade.

“Estas atividades foram deliberadas dentro do Coletivo Estadual, que dispôs que todos os núcleos constituíssem seus coletivos regionais e que, a exemplo do estadual, iniciassem o processo de ações regionais no combate ao racismo e a favor da igualdade racial. É de suma importância que os núcleos estejam se mobilizando e fazendo a luta antirracista em suas bases e estejam prontos para atender a demandas de colegas”, afirmou Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato.

A proposta dos coletivos é clara: incorporar a luta contra o racismo de forma sistemática no ambiente escolar, político e social, reconhecendo a responsabilidade de todos os membros da sociedade, além de gerar ferramentas para a compreensão e desconstrução de estereótipos, preconceitos e discriminações. 

“Nosso objetivo primordial é seguir a linha do Coletivo Estadual, priorizando e internalizando o debate sobre o racismo nas escolas, fortalecendo parcerias com outras entidades, aproveitando o histórico da região do nosso núcleo de Santa Maria na luta antirracista e na preservação da rica cultura afrobrasileira, valorizando suas raízes em meio a diversas questões”, frisou a diretora do 2º Núcleo e membra do Coletivo de Santa Maria, Dgenne Cristina Ribeiro da Silva.

Para Marli Aparecida de Souza, diretora do 13º Núcleo e integrante do Coletivo de Osório, a criação dos grupos regionais representa mais do que uma simples iniciativa. É o firme compromisso de prolongar o debate sobre essa questão fundamental ao longo de todo o ano.

“A fundação desse Coletivo, em Osório, não se limita a abordar o tema por envolver negros e negras; é uma manifestação de responsabilidade coletiva. Queremos trabalhar incansavelmente para levar esse debate tão importante às nossas escolas, conscientizando nossos alunos, professores, funcionários e todos os envolvidos, pois a luta contra o racismo é uma responsabilidade que compartilhamos como comunidade educacional”, asseverou. 

Coletivo Regional de Pelotas realiza as primeiras atividades após a oficialização de sua criação

Após ter oficializado a criação do Coletivo Regional do 24º Núcleo (Pelotas), em 2022, o núcleo realizou as primeiras atividades que integram a luta antirracista, no dia 17 de novembro.

A tesoureira do 24º Núcleo e integrante do Coletivo, Ana Paula Dias Rosa, destacou a importância deste debate com a base. “É fundamental que tenhamos este coletivo dentro do núcleo, onde a gente reconhece a importância do papel das escolas no combate ao racismo. É preciso debater essa pauta nas instituições de ensino, com os professores, funcionários, estudantes e com toda a nossa categoria”, frisou.

Já no dia 18 de novembro, o grupo mobilizou-se em mais uma edição da tradicional Marcha Mestra Griô Sirley Amaro, importante referência da luta antirracista de Pelotas. Vale destacar que o Coletivo Regional do núcleo recebeu o nome da Mestra Griô Sirley Amaro, como reconhecimento de sua trajetória na valorização da cultura negra.

A Secretária de Combate ao Racismo da CUT/RS, Isis Garcia Marques, participou das atividades em Pelotas e Santa Maria, a convite das regionais da CUT/RS e das direções dos núcleos.

Rio Grande realiza reunião preparatória para a criação do Coletivo na região

No dia 14 de novembro, o núcleo de Rio Grande (6º) realizou uma roda de conversa debatendo o tema e preparando-se para o lançamento do Coletivo Regional, com a organização da representante do núcleo no Coletivo Estadual, Eliane Cunha. O encontro contou com a presença do 2º vice-presidente do CPERS e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Sindicato, Edson Garcia.

Vale ressaltar que, em novembro, o Coletivo Estadual realizou seu encontro anual. Ao final da atividade, dentre as deliberações, destacam-se a criação do coral musical do Coletivo Estadual e a realização do primeiro encontro antirracista afro-filosófico. Os encontros serão periódicos e neles serão discutidos temas das culturas africana e afro-brasileira vinculados à filosofia. Estas atividades estão previstas para iniciar por volta de 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. “Encerramos o Mês da Consciência Negra com muita cultura e formação. Estamos felizes com a repercussão e o fechamento do ciclo de atividades”, asseverou Edson Garcia na ocasião.

Para o CPERS, a criação e o fortalecimentos das atividades dos coletivos regionais é um passo importante na direção da transformação social, promovendo um ambiente escolar mais inclusivo e respeitoso para todas as comunidades escolares do estado. O combate ao racismo é uma responsabilidade de todos(as), e a educação desempenha um papel fundamental nesse processo. Agora, o desafio é trabalhar para que esse impulso se fortaleça, permitindo a participação ativa de mais espaços de debates e combate a todas as formas de preconceito.
  

   

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O acúmulo de cargos no magistério público está previsto no art. 37, inciso XVI, alíneas “a” e “b” da Constituição Federal, podendo os/as professores/as de quaisquer níveis, etapas ou modalidades de ensino possuírem mais de um vínculo efetivo em diferentes esferas da administração pública (federal, estadual, distrital ou municipal).

Além de dois cargos de professor/a, o atual texto da Constituição estende a possibilidade de acúmulo de cargos para quem possui o vínculo de magistério associado a outro cargo técnico ou científico, seja em âmbito das secretarias de educação ou em outras áreas do Estado (cultura, assistência, jurídica etc.). O importante, neste caso, é a vinculação das atividades técnica ou científica com a de magistério, dado que a docência requer permanente formação para seu bom exercício profissional.

A PEC 169/2019, por sua vez, altera a condição profissional dos/as professores/as admitindo o acúmulo de cargo docente com outro de qualquer natureza, inclusive na condição de microempreendedor individual (MEI), sem vínculo com a administração pública. Ou seja: trata-se de uma proposta que rebaixa amplamente o trabalho docente, através da desregulamentação da profissão e com perdas de direitos.

Em síntese, a PEC 169/2019 possibilita e estimula, especialmente para os/as futuros/as professores/as:

– dois ou mais contratos de MEI, sem vínculos de emprego ou cargo público;
– carga horária ilimitada (acima de 40h ou 60h semanais);
– fim dos concursos públicos para cargos efetivos;
– fim dos planos de cargos, carreira e remuneração;
– fim dos regimes próprios de previdência social, pois MEI não se filia aos RPPS;
– desobrigação da contribuição previdenciária patronal ao RGPS/INSS para quem detém contratados através de MEI;
– estímulo à precarização da formação docente, sobretudo nas modalidades EaD ou híbrida, que já respondem por mais de 60% dos egressos de cursos de Pedagogia e Licenciaturas;
– rebaixamento da qualidade da educação e da condição de vida e trabalho dos/as professores/as, tornando a profissão docente um “bico”.

CONFIRA O QUE ESTÁ EM JOGO E PRESSIONE OS DEPUTADOS E DEPUTADAS A VOTAREM CONTRA A PEC 169/2019.

– Regra atual para o acúmulo de cargo de professor/a: Art. 37, XVI, CF-1988: b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
– Proposta de alteração (PEC n.º 169/2019): Art. 37, XVI, CF-1988: b) a de um cargo de professor com outro cargo de qualquer natureza, sendo também possível que o professor atue como microempreendedor individual, definido em lei complementar;

A educação e a profissão docente exigem respeito e valorização!

Brasília, 12 de dezembro de 2023
Diretoria da CNTE

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O Coletivo de Pessoas com Deficiência da CNTE se reuniu, nesta terça-feira (12), em Brasília, para debater as lutas dos trabalhadores(as) em educação com deficiência. O encontro contou com a participação de dirigentes dos sindicatos filiados à Confederação de todo o país.

A diretora do Departamento de Saúde da Trabalhadora(o) do CPERS, Vera Lessês, representou o Sindicato na atividade. “Saímos com a tarefa de organizar o coletivo de Pessoas com Deficiência do CPERS e sentimos a necessidade de trazer o debate para dentro do nosso Sindicato, pois sabemos que a inclusão e a acolhida destes trabalhadores é um processo que envolve a modificação das estruturas escolares ou ambientais no local de trabalho, assim como na mudança das atitudes para um bom convívio neste ambiente”, analisou a dirigente.

Ivonete Cruz, coordenadora da secretária de Políticas Sociais da CNTE, reforçou a importância do encontro em fortalecer e ampliar a organização de pessoas PCDs com mais representatividade nos sindicatos.

“É um desafio muito grande. Iniciamos essa proposta em agosto deste ano e esperamos, cada vez mais, fortalecer esse coletivo para que a gente possa chegar a todos os trabalhadores, com representação, debate e luta na defesa dos direitos das pessoas com deficiência”, afirmou.

Para a secretária Geral da CNTE, Fátima Silva, o Coletivo ainda é uma oportunidade de aprender com os trabalhadores(as) em educação PCDs sobre o que precisa ser feito para os sindicatos serem mais inclusivos. “Vamos aprender com os trabalhadores nos mostrando quais políticas temos que defender e exigir do poder público e das organizações. Ainda nos falta ser mais inclusivos dentro dos nossos sindicatos, e estamos aqui para aprender e tentar encaminhar as demandas exigidas”, disse.

A secretária de Finanças, Rosilene Corrêa, que também esteve no encontro, reforçou a fala de Fátima e reitera a importância de escutar as reivindicações dos trabalhadores no Coletivo. “O nosso país ainda é muito atrasado em muitas pautas, inclusive nas políticas de inclusão. Esse é um grande desafio que deve ser de responsabilidade de todos nós”, declarou.

“Esse coletivo surge pela necessidade do diálogo com a pauta da pessoa com deficiência”, reforçou Carlos Maciel, coordenador do Coletivo Nacional dos Trabalhadores com Deficiência da CUT.

Protagonismo

Um dos tópicos abordados no Coletivo destacou a importância da nomenclatura designada para se referir às pessoas com deficiências e a preocupação como uma forma de evitar atitudes capacitistas.

Segundo a coordenadora de Acessibilidade e Tecnologia Assistida da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Anaildes Campos Sena, é preciso entender que as barreiras que uma pessoa com deficiência vive não são impostas por conta de seus impedimentos físicos ou sensoriais, mas sim pelo meio que estas habitam.

“Temos que interiorizar que nós, pessoas com deficiência, somos pessoas com limitações, mas essas limitações não estão em nós, elas estão no meio que habitamos e nas barreiras que a sociedade nos impõe”, afirmou.

Além disso, ela reforça a importância do lugar de expressão, no sentido de ter mais pessoas com deficiência participando dos debates e das lutas voltadas para esse grupo. Segundo ela, este é um dos aspectos indispensáveis para que se tenha de fato mais avanço em políticas de inclusão.

“É preciso colocar essas pessoas para participar. Elas não virão facilmente por conta das dificuldades que cada uma tem, mas temos que ter essa responsabilidade coletiva de incluir. Se a gente terceirizar isso, não estaremos fazendo com que o ‘nada sobre nós sem nós’ seja válido”, ressaltou.

Para fortalecer o coletivo, Anaildes destacou, por fim, a importância de estar atento(a) às legislações fundamentais para os direitos de pessoas com deficiências, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) nº 13.146, a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a Lei de Cotas nº 12.711/2012 e a Lei da Aposentadoria da Pessoa com Deficiência nº142/2013, em conjunto com a Avaliação Biopsicossocial.

Educação como instrumento de inclusão

Tendo a escola como amplificador da luta de pessoas PCD, Ivonete relatou sobre a não ser possível defender os direitos dos trabalhadores(as) em educação e ignorar a realidade dos estudantes com deficiência dentro das escolas. “Não podemos separar essas lutas porque senão não avançaremos nos nossos direitos”, afirmou.

Para o assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e mestre em políticas públicas para pessoas com deficiência, Luiz Soares (Lulinha), os(as) trabalhadores(as) com deficiência ainda desempenham uma atuação fundamental no que diz respeito à promoção da inclusão no espaço escolar. Entretanto, para que esta atuação seja efetiva, ele reforçou a necessidade das condições de trabalho do grupo serem garantidas.

“Precisamos desempenhar o trabalho de promover a inclusão das pessoas PCD nas escolas, mas, por outro lado, também tem a questão de que o trabalho precisa de recursos necessários, como uma formação permanente e continuada e os apoios necessários para fazer esse tipo de atuação”, mencionou.

No mesmo pensamento, Liliane Garcez, representante da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, defendeu que o trabalho de inclusão seja reforçado na educação por todos os trabalhadores. Segundo ela, a participação plena de todos os estudantes instiga uma maior consideração sobre o que é diversidade.

“A inclusão é um projeto coletivo. Essa ideia da gente conseguir sair da nossa perspectiva individual para pensar no coletivo é algo imprescindível”, salientou.

Naira Gaspar, representante da secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), descreveu a educação como um eixo transformador da sociedade para uma maior inclusão.

“Nas escolas, podemos ressignificar essa concepção. Conseguimos entender que a criança com deficiência é mais um estudante representante da diversidade humana”, disse.

Encaminhamentos

A partir dos debates, foram estabelecidas as seguintes metas de organização:

1- Discutir com o departamento de comunicação da CNTE a criação de um material que traga pautas para pessoas com deficiência e que essas façam parte da mobilização cotidiana da Confederação;
2- Ampliar os coletivos nos sindicatos filiados à CNTE que ainda não têm representações;
3- Construir e debater as pautas para fortalecer a organização nos sindicatos;
4- Elaborar uma carta sobre os princípios que norteiam as lutas, tarefas e desafios do Coletivo de Pessoas com Deficiência; e
5- Construir um documento sobre o Coletivo para distribuir na Conferência Nacional de Educação (Conae).

Ao final, Eva Lenir Taurino (APP-Sindicato-PR) e Jeswesley Mendes Freire (Sindute-MG) foram eleitas representantes dos trabalhadores(as) com deficiência para atuação junto ao coletivo nacional de pessoas com deficiência da CUT.

Fonte: CNTE

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A tarde desta terça-feira (12) ficará marcada como uma das mais tristes para quem acredita em uma educação de qualidade no estado do Rio Grande do Sul. Hoje, Eduardo Leite (PSDB) e sua base aliada na Assembleia Legislativa (ALRS) aprovaram quatro projetos que retrocedem conquistas essenciais para a democracia e a gestão das escolas gaúchas.

Em um dia marcado pelo autoritarismo e o desrespeito às(aos) trabalhadoras(es) e a sociedade como um todo, o governo Leite (PSDB) firma o seu papel como maior devastador da educação pública da história deste estado e abre caminho para uma tirania desenfreada nos espaços educacionais.

A constitucionalização da municipalização, o risco de demissões em massa de educadoras(es) contratadas(os), a perda de autonomia do Conselho Estadual de Educação (CEEd), a imposição arbitrária de diretrizes da Secretaria da Educação (Seduc) na gestão das instituições de ensino públicas e o fim do debate com a comunidade escolar. Estes são apenas alguns dos absurdos homologados neste vergonhoso dia.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, independente da votação na ALRS ou das tentativas de calarem as lutas do Sindicato, as professoras(es) e funcionárias(es) das escolas estaduais, da ativa e aposentadas(os), seguirão na linha de frente contra este governo ditador. 

“Hoje é um dia de luto para a educação do Rio Grande do Sul, porque o governo Leite conseguiu concretizar o que vinha construindo há anos. A partir de hoje, não só a Assembleia Legislativa estará de joelhos para o Estado, mas ele também coloca o Conselho Estadual de Educação sob sua mão forte. Independente do resultado, quero reforçar para a nossa categoria: nós continuaremos a luta, porque acreditamos na educação e acreditamos, principalmente, que esse governo passará e nós derrotaremos esse nefasto projeto”, enfatizou a presidente.

Ao longo da tarde foram votados e aprovados os seguintes projetos:

➡️ PL 517/2023 (Marco Legal da Educação Gaúcha): constitucionalizará a municipalização do Ensino Fundamental, comprometendo a oferta de uma educação de qualidade e acarretará na demissão em massa de contratadas(os);

➡️ PL 518/2023: apesar da aprovação de uma emenda que garantiu a permanência da atual composição do Conselho Estadual de Educação, mantendo a representação dos sindicatos, o projeto aprovado tira a autonomia das entidades no CEEd, já que o mesmo estará sob o comando da secretária de Educação, Raquel Teixeira, comprometendo a democracia no processo decisório;

➡️ PL 519/2023: amarra a gestão escolar às diretrizes da Secretaria da Educação, restringindo a liberdade pedagógica e de cátedra, e impedindo a participação da comunidade escolar;

➡️ PL 520/2023: propõe alterações na Educação Profissional, sem espaço para um amplo debate com a comunidade escolar sobre o tema.

Agora, seguiremos na luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 299, que não foi protocolada em regime de urgência e, por isso, não foi votada nesta terça (12). A PEC pode modificar diversos artigos da Constituição Estadual, também abrindo espaço para as municipalizações, que representam um grave risco de demissão, desemprego e redução salarial.

Tentaram impedir, mas hoje o povo ocupou a ALRS

Com total autoritarismo, a Praça da Matriz, o entorno do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa amanheceram como em um cenário de filme. Grades espalhadas por todo o espaço, aparato policial reforçado e a intimidação reinavam no local que deveria acolher o povo.

Por ordens do presidente ALRS, Vilmar Zanchin (MDB), educadoras(es) foram impedidas de acessar o local para acompanhar uma audiência da Comissão de Educação, que ocorria naquele momento. As trabalhadoras(es), que buscavam exercer o seu direito democrático de defesa da educação, foram novamente cerceadas. 

“A nossa democracia está por um fio, porque as ações da ALRS e do governo do Estado nos fazem acreditar nisso. Querem nos censurar e calar a nossa boca, mas isso só nos chama a fortalecer e intensificar a luta para denunciar, não só no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil, o mal que Eduardo Leite faz para a educação em nosso estado”, expôs a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, às portas da casa, que deveria ser do povo. 

No final da manhã, após muita pressão do CPERS e de deputados(as) da oposição do governo, foi autorizada a entrada da presidente do Sindicato na Assembleia Legislativa. Somente então, foi garantido que a categoria poderia acompanhar a votação dos projetos durante a sessão ordinária, a partir das 14h.

Vale ressaltar que grande parte das grades que cercavam o perímetro, com exceção daquelas que rodeavam a casa do governador, foram retiradas, em um desperdício de dinheiro público. 

Nem o sol escaldante e nem o autoritarismo de Leite impediram a luta da educação

No início da tarde, mesmo com o calor intenso que fazia em Porto Alegre, centenas de trabalhadoras(es), estudantes, parlamentares e comunidade escolar se reuniram, em frente ao Palácio Piratini, para dizer NÃO ao desmonte da educação e dar as mãos em sinal de resistência aos desmandos do governador Eduardo Leite (PSDB). 

“Este governador está sendo o maior carrasco da educação do Rio Grande do Sul. Infelizmente, mesmo sendo filho de professores, ele não respeita a categoria dos próprios pais e nos tomou como inimigos. Mas ainda assim, nós estamos na luta, hoje a gente está aqui para dar o nosso recado, não aceitaremos esse desrespeito calados”, destacou a educadora aposentada, Irene Longhi, sempre presente nos atos da categoria.

Infelizmente, mesmo com a liberação das grades, apenas 150 educadoras(es) conseguiram entrar na Assembleia Legislativa para acompanhar as votações. Mas ainda assim, a pressão nos deputados(as) foi forte até o último minuto.

Com palavras de ordem e muita determinação, os educadores(as) tomaram as galerias da ALRS e, apesar de deputados que não respeitam a educação, e inclusive usam de agressões verbais contra a categoria, resistimos! 

O CPERS continuará fazendo pressão no campo político e jurídico, debatendo com a sociedade, nas escolas, nas ruas e nas redes para cumprir com o seu papel fundamental de defender a educação pública gaúcha e os direitos de todas as professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os).

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Dentro da programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, na última sexta-feira (8), o Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS realizou um debate, transmitido ao vivo nas redes do Sindicato, sobre como a violência de gênero afeta as mulheres nos universos parlamentares e movimentos sociais.

Durante o evento, a educadora social e deputada federal do PCdoB do Rio Grande do Sul, Daiana Santos, e a Coordenadora Estadual do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM/RS), Ceniriani Vargas da Silva, expuseram suas realidades nesses contextos e reforçaram a importância desta luta em todos os espaços.

>> Confira a íntegra do debate abaixo: 

As diretoras do Sindicato, Carla Cassais e Vera Lessês, mediaram o debate. A secretária-geral, Suzana Lauermann, e o diretor, Leonardo Preto, que também integram o Departamento de Gênero e Diversidade do Sindicato, participaram da atividade.

O CPERS reforça que a violência contra a mulher é um problema social e de saúde pública que atinge todas as etnias, religiões, escolaridades e classes sociais e não pode ser ignorado ou disfarçado. Precisamos denunciar qualquer tipo de violência contra meninas e mulheres!

>> Veja as fotos do encontro abaixo: 

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