A violência e o bullying traumatizam, machucam e matam. Dentro das escolas, afetam a todos e todas: professoras(es), alunas(os), funcionárias(os) e toda a comunidade escolar, seja no seu dia a dia, na sua história e no seu futuro. 

Dados revelados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) revelam que, em 2023, casos envolvendo violência nas escolas subiram cerca de 50% em relação ao ano anterior. Somente entre janeiro e setembro, mais de 9.500 chamados foram feitos através do Disque 100.

Na última semana, infelizmente, mais um caso chegou ao ápice da violência. Carlos Teixeira, de apenas 13 anos, foi espancado dentro da Escola Estadual Júlio Pardo Couto, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, por dois alunos da mesma instituição. Uma semana após as agressões, o garoto veio a falecer, em decorrência dos ferimentos. 

Mais do que um ambiente de aprendizado, as escolas devem ser um espaço de convivência onde permeiam o respeito, a harmonia e as perspectivas para o futuro de cada um. É um lugar onde aprendemos muito, mas é também onde conhecemos pessoas diferentes, com as suas individualidades, anseios e sonhos. 

Considerando esse contexto, não é possível que sigamos vivendo em uma realidade onde quase 15% dos estudantes do nono ano do Ensino Fundamental deixem de ir à escola por não se sentirem seguros no caminho de casa para a escola ou da escola para a casa. Não podemos aceitar que 9,5% desses estudantes não se sentem seguros no ambiente escolar (dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, PeNSE, 2015, do IBGE).

Essas violências, que permeiam os primeiros anos de convívio social entre esses estudantes, culminam em consequências devastadoras na saúde mental e física, além da qualidade de vida pessoal e social, ao longo da vida desses jovens. 

Para o CPERS, respeitar as diferenças e apoiar uns aos outros é o princípio básico para se viver em uma sociedade igualitária. Dentro de uma comunidade escolar, essa perspectiva não poderia ser diferente. A violência, seja ela física ou psicológica, promovida através do bullying, do racismo e de outros tipos de preconceito, deve ser combatida em todos os âmbitos, todos os anos, por todos nós. 

BASTA DE VIOLÊNCIA! BASTA DE BULLYING!

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O CPERS vem a público manifestar seu apoio à Jornada Nacional de Lutas, realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em defesa da Reforma Agrária. Ao final da semana, o Movimento realizou 26 ocupações e criou cinco acampamentos, em dez estados e mais o Distrito Federal, envolvendo cerca de 20 mil famílias.

A data é alusiva ao Dia Mundial da Luta Pela Terra, 17 de abril, quando, em 1996, policiais militares atacaram milhares de militantes do MST que realizavam uma marcha pacífica no Pará. O lema da jornada de 2024, que acabou na última sexta-feira (19), foi “Ocupar para o Brasil alimentar”. 

Desde 1984, o Movimento defende a instalação da Reforma Agrária Popular, buscando uma mudança estrutural na relação com o acesso à terra, os bens da natureza, modos de produção e organização comunitária camponesa. Há mais de dez anos, o MST ocupa a posição de maior produtor de arroz orgânico da América Latina, lutando contra a insegurança alimentar e colocando comida na mesa dos trabalhadores e das trabalhadoras. 

O CPERS entende que a luta pela Reforma Agrária Popular também permeia a área da Educação, uma vez que a insegurança alimentar afeta grande parte dos jovens que estão dentro da sala de aula e que, muitas vezes, veem na escola um ambiente para poder se alimentar.

Além disso, o Sindicato entende que a Educação do Campo deve receber a devida atenção do Estado, que tem como responsabilidade oferecer diretrizes e bases curriculares que dialoguem com a vida camponesa. Lutar, construir Reforma Agrária Popular! Todo apoio à Jornada Nacional de Lutas do MST!

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Na manhã desta sexta-feira (19), centenas de conselheiros e conselheiras do CPERS se reuniram na sede do Sindicato, em Porto Alegre, para debater estratégias de mobilização e luta pela Revisão Geral dos Salários como forma de garantir que todas(os) as(os) educadoras(es), excluídas(os) pelo governo Eduardo Leite (PSDB) no último reajuste, sejam reconhecidas(os) e pelo aumento do básico na carreira das(os) funcionárias(os) de escola.

Vigílias na Praça da Matriz, Assembleia Geral e Encontros Regionais estão entre as atividades do calendário de mobilização para o próximo mês. Ainda na pauta, os representantes sindicais aprovaram a continuidade das denúncias da falta de atendimento no IPE Saúde e da sobrecarga de trabalho nas escolas estaduais.

Confira abaixo as propostas aprovadas no Conselho Geral desta sexta (19):

1 – Realizar Vigília na Praça da Matriz, e combinar pontos pela capital, para trancar as ruas para chamar a atenção da sociedade, pela reposição para os funcionários e rela revisão geral dos salários;

2 – Solicitar uma reunião com o CREMERS, para seguir a denúncia da falta de atendimento e das constantes ameaças de descredenciamento de médicos e hospitais e realizar ato em defesa do IPE Saúde no dia 10/05;

3 – Realizar nos Núcleos reunião para discutir e levantar denúncias da sobrecarga de trabalho vivida por diretores, professores e funcionários, para assim, juntar ainda mais elementos para seguir denunciando as condições de trabalho da categoria;

4 – Acompanhar o posicionamento das Centrais Sindicais na luta pelo aumento do mínimo regional;

5 – Realizar no dia 10 de maio, uma Assembleia Geral específica para reforma estatutária;

6 – Realizar Encontros Regionais de professores e funcionários contratados, a partir do mês de maio, para construir um Encontro Estadual garantindo a presença de representantes de todo o Estado;

7 – Realizar Encontro para debater os problemas enfrentados pelas escolas indígenas, quilombolas e do campo, abandonadas pelo Governo Leite;

8 – Realizar nos Núcleos panfletagem e atividades na CREs, para denunciar o Governo Leite e sua política de devastação da educação pública;

9 – Participar das atividades da 25ª Semana em Defesa e Promoção da Educação Pública, propostas pela CNTE.

10 – Promover seminário jurídico sobre as questões dos agentes educacionais, esclarecendo sobre carreira (avanços, promoções) Fundeb, Insalubridade, promoção e políticas específicas e também um seminário Estadual de Agentes Educacionais, com a participação do jurídico para tratar das temáticas referentes a categoria (FUNDEB, PLs nacionais, insalubridade (contratos e F9), aumento do básico e demais temas (mínimo 3 representantes por Núcleo);

11 – Demandar esclarecimentos da Secretaria de Educação (SEDUC) e investigar o papel dos tutores pedagógicos nas escolas, diante das inúmeras queixas e insatisfações dos professores em relação ao tratamento recebido, às exigências excessivas e à sobrecarga de trabalho, que inclui uma grande quantidade de documentos a serem preenchidos. É crucial promover maior compreensão sobre as responsabilidades dos tutores, a fim de evitar cobranças desnecessárias;

12 – Solicitar concurso e nomeação imediata para todos os cargos de funcionários da educação, com possibilidade de contratos caso o governo não realize o concurso. A terceirização apenas piora a precarização do trabalho;

13 – Cobrar da Secretaria de Educação (SEDUC) a contratação de mais funcionários(as), pois os atuais estão doentes e sobrecarregados e também as escolas de tempo integral que sem RH o suficiente;

14 – Exigir do Governo a criação de medidas e protocolos de segurança nas escolas, visto que isso é um dever do estado, já que a violência nas escolas contra alunos, professores e funcionários(as) vem crescendo cada vez mais. Exigindo, assim, uma política de enfrentamento à violência e o combate ao bullying;

15 – Continuar o Movimento Fora Raquel Teixeira e Fora Leite denunciando os ataques para a educação e seus trabalhadores;

16 – Exigir do governo, por conta da ampliação dos casos de dengue, repelentes para serem distribuídos nas escolas;

17 – Encontros mais frequentes de resistência com objetivo de implementar novas práticas que subvertam o projeto da SEDUC;

18 – Exigir do Estado a nomeação de profissionais da educação especializados para atender a demanda crescente de alunos com deficiência;

19 – Exigir do Estado data base para reajuste salarial dos (as) funcionários (as) de escola da rede pública estadual;

20 – Confeccionar material para o dia 1º de maio com a exploração dos valores da cesta básica, do salário mínimo e do básico dos funcionários de

escolas, aumento do ICMS/Governo Leite;

21 – Pressionar a SEDUC para o pagamento das licenças prêmios de quem se aposenta (alguns estão a quase 1 ano aguardando);

22 – Averiguar e denunciar junto as Comissões da Assembleia Legislativa (Comissão de combate ao trabalho escravo e comissão de serviços

públicos) o trabalho de funcionários nas escolas sem condições adequadas;

23 – Construção de atividades locais em todos os núcleos paralelas às atividades estaduais para as (os) trabalhadoras (es) que não conseguem ir

para Porto Alegre e para a comunidade escolar local;

24 – Realizar em todas as escolas o “Dia da Dedetização da Praga” com a elaboração prévia de materiais para serem utilizados neste dia;

25 – Denúncia dos prejuízos ambientais que vão acontecer a partir da aprovação do Projeto de Lei 151/2023, de autoria do deputado estadual delegado Zucco, que flexibiliza o Código Estadual de Meio Ambiente para permitir a construção de barragens e açudes em Áreas de Preservação Permanente (APP) no Rio Grande do Sul;

26 – Continuar a luta por valorização profissional, por concurso público para funcionárias (os) e professoras (es) e defender a gestão democrática nas escolas;

27 – Acompanhar a implantação das escolas de Turno Integral, denunciando as irregularidades constatadas e a intervenção ilegal da SEDUC;

28 – Moções de apoio:

– À greve das universidades e institutos federais.

– À luta do MST pela jornada de Abril, em favor da Reforma Agrária.

– Ao Deputado Glauber Braga/PSOL RJ pelos ataques que vem sofrendo dos fascistas do MBL.

29 – Cobrar da SEDUC a formação da comissão central e comissões regionais de enquadramento e reenquadramento para garantir conforme a lei os devidos percentuais de adicional das escolas, que não são atualizadas desde a sua implantação;

30 – Construir com a Assembleia Legislativa, através de um projeto de lei de iniciativa popular, um plano de recuperação da saúde financeira dos servidores através de repactuação dos consignados com o Banrisul, com prazos e taxas especiais;

31 – Denunciar mais um ataque a gestão democrática que é o fato do calendário pronto, estabelecendo inclusive dias e horários de conselhos de classe.

>> Baixe aqui o documento com as propostas.

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Hoje, 21 de abril, marca o 79º aniversário do CPERS, uma trajetória marcada por sonhos e lutas!

Expressamos o nosso profundo agradecimento a cada educadora e educador que moldou esta jornada coletiva. Que o CPERS continue a ser esperança e inspiração a todas(os) as(os) professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), por muitos anos!

Que esta data nos inspire a continuar lutando com garra e determinação por um ensino público de qualidade e pelos direitos de todas(os) as(os) profissionais da educação.

Avante, educadoras(es)! #CPERS79Anos

>> Confira o recado de aniversário da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer: 

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“Fomos usados como uma espécie de cobaias(…). Perdemos dois anos de estudo preciosos para ingressar no ensino superior devido à reforma”. Esse é um dos relatos apurados pela pesquisa “Mudanças Curriculares e Melhoria do Ensino Público” que evidencia a frustração de estudantes da primeira geração de concluintes do Novo Ensino Médio (2021-2023). 

A investigação científica, desenvolvida pelo Grupo Escola Pública e Democracia (Gepud) e pela Rede Escola Pública e Universidade (REPU), revela que 92,7% dos estudantes entrevistados defendem a revogação do NEM. O conjunto de dados alarmantes recolhidos pelas pesquisadoras(es) comprova que a Lei 13.415/2017 é perversa, pois não contempla quem vivencia a educação básica diariamente. 

Insuficiência pedagógica

Oito em cada dez alunos(as) que concluíram a escola em 2023 disseram estar insatisfeitos com os componentes curriculares do Novo Ensino Médio. Diante da redução da carga horária de disciplinas essenciais, como geografia, história e química, as aulas foram tomadas por conteúdos irrelevantes, desestimulando o interesse dos educandos pelo processo de ensino-aprendizagem. 

“Nada de Biologia, matérias como ecologia, compostos inorgânicos também não vimos. No 3º ano do Ensino Médio não tivemos revisão, como deveria ser. Ao invés disso, minha escola está ensinando sobre maquiagem, muito útil”, diz um dos estudantes ouvidos pela pesquisa.

Com a inclusão dos itinerários formativos, 79,3% dos entrevistados consideram que a redução das disciplinas comuns impactará negativamente as suas vidas e 85% afirmam que não se sentem preparados para o Enem ou para outros vestibulares.

Em resumo, o Novo Ensino Médio tem prejudicado tanto a trajetória escolar de alunos e alunas da educação pública quanto suas possibilidades de futuro, que ficam cada vez mais distantes do ingresso no Ensino Superior. Enquanto isso, a desigualdade educacional aumenta, pois escolas privadas têm autonomia para oferecer grupos de estudo e aplicar simulados. 

O fim do NEM é urgente

Questionados a respeito das vantagens do NEM, diversos estudantes elogiaram a maior quantidade de tempo livre na escola sem aulas e sem professores(as). Ou seja, o novo modelo tem descaracterizado o papel das instituições educacionais e menosprezado a potencialidade dos alunos(as). Pelo menos 88% das matrículas no Ensino Médio brasileiro estão nas escolas públicas e, diante de tamanha rejeição dos recém-formados, o NEM tem comprovações estatísticas de que não atende às necessidades dos educandos. 

Para o CPERS, a revogação do Novo Ensino Médio é urgente e sua manutenção é injustificável. Tanto o projeto original, sancionado durante o governo de Michel Temer (MDB), quanto a reforma mais recente, aprovada na Câmara dos Deputados em março, fere os desejos da juventude, aniquila o caráter transformador da educação e põe ainda mais desafios à dignidade da classe trabalhadora. #RevogaNEM #RevogaJá

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Na última terça-feira (16), o CPERS, a CNTE e demais sindicatos de diversas regiões do Brasil, filiados à Confederação, marcaram presença no Encontro Nacional de Formação (Enafor) da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo.

Sob o lema “Esperançar: Formação, Organização e Mobilização para as novas formas do mundo do Trabalho”, o primeiro dia de evento destacou a urgência de investimentos na formação sindical dos trabalhadores e trabalhadoras, dada a crescente ascensão da extrema-direita e do discurso de ódio no país.


Representando o CPERS no Encontro, a presidente Helenir Aguiar Schürer destacou a importância da atividade para o fortalecimento da luta em defesa da democracia e frisou que é fundamental a preparação das lideranças e da base para compreender o atual cenário e estar prontos para a resistência.

“Trabalhamos arduamente para desenvolver um projeto e um plano de formação para os trabalhadores, visando fortalecer nossa base diante dos desafios do mundo do trabalho. Estamos atentos às propostas, como a do Governador Tarcísio, em São Paulo, que sugere o uso da inteligência artificial na criação de aulas para os alunos, relegando aos professores o papel de apenas corrigir eventuais falhas na produção. É fundamental debater esse tipo de ataque aos direitos dos trabalhadores. Precisamos preparar nossas lideranças e nossa base para compreender o momento atual e estar prontos para a resistência”, asseverou.

A presidente Helenir também reforçou a importância da participação dos educadores e educadoras na Marcha dos Trabalhadores em Brasília, marcada para o dia 22 de maio.

“No dia 22 de maio, defenderemos nossas bandeiras contra a reforma da Previdência, a reforma trabalhista e pela valorização dos trabalhadores em nosso país. Construímos diversas propostas durante este Encontro e em breve apresentaremos aos sindicatos, organizando também turmas para realizarem formações, especialmente os cursos de formação de formadores, pois precisamos de mais pessoas engajadas para disseminar e fortalecer nossas causas”, destacou Helenir.

Conforme Marta Vanelli, Secretária de Formação da CNTE, o Enafor é tradicionalmente realizado após o encerramento do Congresso Nacional da CUT (Concut). Seu propósito é elaborar o Plano Nacional de Formação para o mandato de 2023/2027, desenvolvido a partir dos planos regionais e estaduais, alinhado com os eixos e diretrizes aprovados no 14º Concut.

“O evento reúne secretários de formação dos ramos das CUTs estaduais, membros da direção executiva, além de sete escolas sindicais da Central. A CNTE, como uma entidade filiada, tem esse compromisso com a Centra. Nós participamos para fortalecer a rede de formação que estamos construindo com esse Encontro”, afirmou.

Em colaboração com suas entidades filiadas, sindicatos da educação de todo o país foram incentivados a se engajar nos cursos de formação oferecidos pelas escolas da CUT.

A programação do Enafor continua ao longo desta quarta (17), quinta (18) e sexta-feira (19), oferecendo uma variedade de oficinas, palestras e debates centrados na defesa da democracia e nas dinâmicas emergentes das relações de trabalho. Para enfrentar o desafio de repensar as estruturas laborais, considerando as transformações no próprio cenário de trabalho, o programa de formação conta com o apoio da DGB Bildungswerk, a Central Sindical Alemã, com quem mantém parceria.

Consciência coletiva

O Encontro é realizado na Colônia de Férias do Sinergia, na Praia Grande, litoral sul de São Paulo, e acontece em um momento oportuno de construção de consciência coletiva, de unidade e de reafirmação do projeto popular de sociedade.

Nos dias 17,18 e 19 será realizada a “Oficina Pedagógica Nacional”, com a participação da equipe nacional de formação e coordenadores e coordenadoras das escolas sindicais.

*Com informações da CUT e CNTE

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Na manhã desta terça-feira (16), o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, participou da Audiência Pública da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia que debateu o PL 344/2023, que autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa das escolas cívico-militares no Rio Grande do Sul. A atividade ocorreu na sala Liberato Salzano Vieira da Cunha, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, e contou com a representação de expoentes da educação pública gaúcha.

O vergonhoso PL, aprovado na última terça-feira (9), por 30 votos a 14, tem em seu cerne um viés político, ideológico, antidemocrático e censurador.

Durante a audiência, Edson criticou a falta de debate sobre o projeto das escolas cívico-militares antes da votação na ALRS. “É um desrespeito votarem em um projeto que traz consigo tanta ilegalidade. Cada parlamentar que compõe essa casa foi eleito por votos de gaúchas e gaúchos e estes merecem o devido respeito. Esperamos que os debates aconteçam anteriormente à votação de projetos e isto não aconteceu”, frisou o dirigente.

O educador reforçou que o Sindicato é veementemente contra o projeto. “Nós queremos que o governador vete, pois, na verdade, esse PL vai na contramão de tudo o que a gente acompanha nas mais de 2 mil escolas estaduais do RS, onde faltam investimentos, faltam profissionais, falta infraestrutura. Os agentes educacionais estão há, praticamente, 10 anos sem um reajuste real”.

No encerramento, Edson ainda relembrou que: “O trabalho pedagógico deve ser feito por quem realmente tem formação para tal. Este projeto não dialoga com a realidade e o foco está no orçamento da educação pública, que querem utilizar para outros fins”, concluiu.

“No projeto, há uma doutrina militar e essa doutrina se choca diretamente com as diretrizes da educação brasileira previstas na Constituição. Acho que temos elementos de sobra para continuar a luta e pedir que o governador Eduardo Leite vete a matéria”, destacou a deputada e presidente da Comissão, Sofia Cavedon (PT).

O doutor e pesquisador na área da Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mateus Saraiva, reforçou alguns dos motivos que tornam inconstitucional a implantação das escolas cívico-militares. “Esse projeto fere o direito à dignidade e respeito de crianças e adolescentes, fere a identidade e a diversidade individual e coletiva da juventude presente no Estatuto da Juventude”, apontou.

Mateus também ressaltou que os profissionais militares não se enquadram como educadores. “Os militares não são educadores, eles não estão no rol de profissionais autorizados pela LDB, no artigo 62. Então, fica a pergunta: qual a motivação para esses militares estarem nas escolas, já que não são educadores?”, concluiu.

Anderson Farias, presidente da União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas (UGES), demonstrou indignação em relação ao projeto. “A disciplina não se faz com tapa na cabeça ou com agressão ao estudante. Disciplina se faz com matérias, com aulas de verdade”, destacou.

 “A comunidade acha que a farda vai garantir a segurança à vida, mas as comunidades estão sendo enganadas”, ressaltou Cinthia Bordini, diretora da Associação dos Orientadores Educacionais do Rio Grande do Sul (AOERGS).

“Não tem como se comparar uma educação militar, com a educação civil, na qual os professores se preparam pedagogicamente para exercer”, asseverou Cristiaine Johann, representante da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos.

“Todas as escolas que têm os melhores índices, a nível internacional, são as escolas que têm protagonismo juvenil, que desenvolvem uma pedagogia na lógica da autonomia, e não do autoritarismo”, compartilhou Viviane Silva de Souza, diretora da AOERGS.

No final da audiência, a deputada Sofia (PT) apresentou como encaminhamento a elaboração de um documento, construído por todas as entidades presentes, solicitando ao governador Eduardo Leite (PSDB) o veto ao projeto. Sofia ainda propôs um pedido de reunião com a Casa Civil, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público de Contas. O CPERS segue na luta por valorização e contra retrocessos na educação pública do Estado.

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Atenção, categoria! Dia 24 o nosso compromisso é com a luta por #ReajusteJá para todos e todas!

O CPERS, junto às entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (FSP-RS), tomará as ruas do centro de Porto Alegre pela Revisão Geral dos Salários, para garantir que todas(os) as(os) educadoras(es) excluídas(os) pelo governo Eduardo Leite (PSDB) no último reajuste sejam reconhecidas(os) e pelo aumento do básico na carreira das(os) funcionárias(os) de escola.

Esperamos todos e todas, dia 24 de abril (quarta-feira), a partir das 9h30, na Esquina Democrática! Após, sairemos em caminhada até o Palácio Piratini para um grande Ato Estadual Unificado.

>> Por que participar? 

Nossa pauta é clara e necessária: exigimos o aumento do salário básico na carreira das funcionárias e funcionários de escola e o fim do desconto das verbas indenizatórias do completivo. Além disso, lutamos pela Revisão Geral dos salários, garantindo reajuste para todos que foram excluídos do aumento do Piso, como as(os) aposentadas(os) sem paridade ou que ainda possuem a parcela de irredutibilidade.

O governador Eduardo Leite (PSDB) deixou mais de 60 mil educadoras(es) de fora do último reajuste do Piso, privando cerca de 32% das profissionais que dedicam ou dedicaram suas vidas às escolas estaduais da valorização salarial que merecem. Chegou o momento de fazermos nossa voz ser ouvida e exigirmos justiça. Unidas(os) somos mais fortes e juntas(os) podemos alcançar a valorização que tanto almejamos. Venha fazer parte desse movimento por uma educação digna e por salários justos para todos e todas!

Clique aqui para saber como contatar o seu núcleo e mobilize-se! A luta pela educação é de todas(os) nós!

#24A #CPERS #JuntosSomosMaisFortes #RevisãoGeralJá

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Na audiência, realizada nesta segunda-feira (15), em Brasília, pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o CPERS, junto ao movimento de professoras(es) municipais de 80 cidades gaúchas, pressionou pelo cumprimento da Lei que determina o pagamento do Piso Salarial do Magistério.

“É fundamental destacar a importância da união e do trabalho coletivo para que essa luta se torne um assunto de conhecimento e entendimento público. A Lei do Piso, fundamentalmente, está embasada em nossa Constituição Federal desde 1988 e somente em 2008 foi regulamentada. Isso demonstra que, mesmo durante o período de redemocratização do país, enfrentamos consideráveis desafios para avançar com políticas efetivas de valorização profissional e salarial”, asseverou o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt.



Alex também explanou que a constitucionalidade do Piso Salarial já foi questionada diversas vezes, porém, em todos os julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), o CPERS, a CNTE e as demais entidades que lutam em defesa da educação obtiveram uma posição favorável. Os argumentos contrários, do ponto de vista jurídico, não se sustentam.

“O déficit de educadores já é uma realidade no Rio Grande do Sul. Uma pesquisa realizada pelo Sindicato, no final do ano passado, apontou a carência de mais de 10 mil professores para atender às necessidades da rede pública de ensino estadual. Continuamos recebendo, em média, salários muito inferiores aos de outras profissões de nível superior. Precisamos discutir a construção nacional sob a perspectiva da valorização do serviço público e do papel fundamental da educação no desenvolvimento do país, na consolidação da democracia e na promoção dos direitos humanos”, afirmou Alex Saratt.

 

O 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, destacou que o Sindicato está engajado na luta pelas professoras(es) e também pelas funcionárias(os) de escola, que, infelizmente, não estão incluídas(os) na Lei do Piso do Magistério.

“A defesa pelo Piso Nacional do Magistério é uma causa pela qual o CPERS e a CNTE têm lutado incansavelmente ao longo dos anos. O governo estadual tem retirado gradualmente nossos direitos, como os triênios e outras vantagens, com o objetivo de transformar o Piso em Teto. Infelizmente, muitos prefeitos seguem o mesmo caminho. Apesar de ouvirmos constantemente que a educação é uma prioridade, na prática, isso não se reflete”, frisou Edson.

“Desde o governo Sartori até Leite, temos enfrentado parcelamento e atrasos nos salários, além de recorrer a empréstimos no Banrisul para conseguir pagar nossas contas básicas. Essa situação evidencia uma crise profunda e crônica no sistema educacional e nos deixa à beira do abismo. Apesar de nos qualificarmos constantemente, não recebemos o devido reconhecimento. O Piso Salarial é Lei e essa Lei, pela qual temos lutado arduamente, deve ser cumprida”, completou Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS.

Compromisso na defesa do Piso Salarial

O Senador Paulo Paim (PT) ressaltou a recente determinação do Ministério da Educação (MEC) que estabeleceu um reajuste de 3,6% no Piso Salarial da educação básica em janeiro. Com esse reajuste, o salário mínimo estipulado pelo governo para os professores e professoras em 2024 alcançou R$ 4.580,57. No entanto, o parlamentar expressou preocupação com a falta de cumprimento da Lei por parte de muitos prefeitos, não apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o país. Ele destacou que a amplitude e a importância nacional do tema é evidenciada pela significativa participação pública dos cidadãos no debate.

“O estabelecimento do Piso do Magistério foi uma luta histórica da categoria, mas muitos prefeitos não cumprem com o pagamento, levando à judicialização para se garantir o que é um direito dos professores e professoras do nosso país. Isso é lamentável. Esta, então, é uma audiência pública de nível nacional”, declarou o Senador.

O Piso vale para todos os profissionais do magistério público da educação básica, que inclui as professoras(es) e as profissionais que desempenham atividades de suporte pedagógico à docência, como direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais.

Também participaram da atividade a deputada Reginete Bispo (PT-RS), a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputada estadual Sofia Cavedon (PT-RS), entre outros parlamentares.

>> Confira a live da audiência!


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