Nesta terça-feira (3), a presidente do CPERS, Rosane Zan, e o 1º vice-presidente, Alex Saratt, acompanhados por representantes do 4º Núcleo da entidade (Cachoeira do Sul), assinaram a escritura de ampliação do espaço de atendimento às(os) sócias(os) da região.

Localizado no centro do município, o espaço atende educadoras(es) de 15 cidades e se consolida como um ponto estratégico para a organização da luta por direitos e pela valorização da categoria. 

Atualmente, o 4º Núcleo funciona nas salas 42 e 44, na Rua Andrade Neves. Com a aquisição da nova sala, a entidade passa a contar também com a sala 41, no mesmo andar, ampliando sua estrutura física e capacidade de atendimento.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, destacou que a ampliação do patrimônio do Sindicato é fruto de um processo contínuo de fortalecimento da entidade. “Desde 2014, com o início da gestão da professora Helenir e agora comigo como presidente, nós aumentamos o patrimônio do Sindicato, para que todo e qualquer espaço possa ser utilizado tanto para a cultura quanto para a luta pelos direitos dos nossos sócios e pelo futuro da educação”, afirmou.

Já o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt, ressaltou o compromisso histórico da entidade com a qualidade de seus espaços e serviços. “O CPERS sempre busca oferecer aos sócios dependências adequadas para a realização de todo tipo de atividade, sejam políticas, culturais ou administrativas, sempre com responsabilidade na gestão dos recursos. A nossa presidente também já foi tesoureira, o que contribui para esse cuidado na manutenção de um Sindicato que há 80 anos faz a luta em defesa da educação pública”, destacou.

Com a ampliação, a diretora do 4º Núcleo, Dina Marilu Machado Almeida, reforçou que as opções de serviços oferecidos às(aos) sócias(os) também serão ampliadas, com a possibilidade de realização de atividades físicas e culturais diretamente no local, fortalecendo o vínculo da categoria com o Núcleo.

Durante a passagem por Cachoeira do Sul, os representantes do CPERS também concederam entrevista ao Jornal do Povo, na qual abordaram, além da aquisição do novo espaço, temas urgentes para a categoria, como o retorno às aulas e a necessidade de valorização salarial das(os) educadoras(es).

A ampliação do 4º Núcleo reafirma a importância dos núcleos regionais do CPERS, presentes em 42 pontos estratégicos do Rio Grande do Sul. É por meio dessa estrutura descentralizada que o Sindicato fortalece sua atuação junto à base, reafirmando que a luta pela educação pública de qualidade e pela democracia se constrói com a participação ativa de cada sócia(o), em todos os cantos do estado.

>> Confira mais fotos: 

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O CPERS recebe com profundo pesar a notícia do falecimento de Frei Sérgio Antônio Görgen, frade franciscano, intelectual comprometido com as causas populares e referência incontornável na luta em defesa do povo do campo, da soberania alimentar e da dignidade humana.

Frei Sérgio foi daqueles homens raros que fizeram da própria vida um ato permanente de coerência. Escolheu caminhar ao lado dos excluídos, unir espiritualidade e compromisso político, palavra e ação, fé e justiça social. Sua trajetória se confunde com a história da resistência camponesa no Brasil e com a construção de um projeto de sociedade mais justo, solidário e humano.

Como educador popular, escritor e militante, compreendeu que a transformação social passa pelo conhecimento, pela memória e pela organização coletiva. Sua voz esteve presente nas grandes lutas do país, inclusive nos momentos mais duros, quando colocou o próprio corpo como instrumento de denúncia, em greves de fome que marcaram a história recente da democracia brasileira.

Frei Sérgio ensinou que resistir também é educar, e que educar é um ato profundamente político. Ele foi deputado estadual do PT no Rio Grande do Sul entre 2002 e 2006, e atuou no fortalecimento de organizações sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), ajudando a semear ideias que seguem vivas: a defesa da agricultura camponesa, da vida digna no campo, do direito à terra, ao alimento saudável e à soberania dos povos. 

Neste momento de dor, o CPERS se solidariza com familiares, companheiras e companheiros de caminhada, e com todas(os) que tiveram suas vidas tocadas por sua palavra firme e seu gesto fraterno. Sua ausência deixa um vazio imenso, mas seu legado permanece como farol para quem acredita que outro mundo é possível.

Que a memória de Frei Sérgio Görgen siga inspirando educadoras(es), trabalhadoras(es), camponesas(es), a não desistirem da luta por justiça social, democracia e dignidade.

Frei Sérgio vive na memória, na luta e na esperança do povo.

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Janeiro ainda não terminou e o Rio Grande do Sul já registra 11 feminicídios — uma média de uma mulher assassinada a cada dois dias e meio. O número não apenas ultrapassa todo o mês de janeiro de 2025, como escancara uma escalada brutal da violência de gênero no estado. Não se trata de fatalidade, exceção ou surpresa: é o resultado direto de um sistema que falha repetidamente em proteger quem já avisou que corria risco.

O caso mais recente, ocorrido nesta quinta-feira (29), evidencia essa falência institucional. Marlei de Fátima Froelick, 57 anos, foi assassinada em Novo Barreiro após fazer exatamente o que o Estado exige das mulheres ameaçadas: procurou a polícia, registrou ocorrência e solicitou medidas protetivas de urgência. O pedido foi inicialmente indeferido. Quando finalmente concedido, já era tarde demais. O agressor não havia sequer sido intimado

A violência contra as mulheres não decorre da ausência de leis. O Brasil dispõe de um arcabouço legal sólido, com a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio. O que falta não é norma: falta governo. Falta capacidade política de transformar direitos garantidos em proteção real, rápida e eficaz. Quando medidas protetivas não são concedidas ou não são cumpridas, o Estado assume o risco — e esse risco tem nome, rosto e corpo de mulher.

Embora a responsabilidade institucional seja compartilhada entre Judiciário, Ministério Público e forças de segurança, é inegável a responsabilidade política do governo Eduardo Leite (PSD). Cabe ao Executivo estadual coordenar a rede, definir prioridades, alocar orçamento, garantir estrutura, pessoal qualificado e integração entre os órgãos. Quando essa engrenagem falha de forma recorrente, não é erro pontual: é escolha política. Governar é assumir responsabilidades, especialmente quando a omissão custa vidas.

Os dados confirmam o colapso das políticas de prevenção. Em 2025, o Rio Grande do Sul contabilizou 80 feminicídios consumados e 264 tentativas. A maioria das vítimas não possuía medida protetiva vigente, o que revela obstáculos no acesso, demora na resposta e fragilidade da rede de atendimento. Cada mulher assassinada sem proteção estatal é um atestado de falência das políticas públicas que deveriam tê-la protegido antes do desfecho irreversível.

O Departamento de Mulheres do CPERS cobra do governo Eduardo Leite (PSD) ações concretas. É urgente garantir celeridade na concessão e na execução das medidas protetivas, ampliar e qualificar os serviços de acolhimento, investir em prevenção e acompanhamento permanente das mulheres ameaçadas. Sem mudanças estruturais, o Estado seguirá sendo cúmplice por omissão.

Não aceitaremos a naturalização dessas mortes nem o deslocamento de responsabilidades. Seguiremos mobilizadas, organizadas e nas ruas, denunciando as falhas do governo Leite (PSD) e exigindo que cada instituição cumpra seu papel. Defender a vida das mulheres não é uma pauta secundária, é uma obrigação democrática e constitucional. Queremos viver! Nenhuma a menos!

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A Lei nº 19.722/2026, aprovada em dezembro do último ano pelos deputados da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), buscava extinguir as cotas raciais, tanto para candidatas(os) quanto para docentes, em todas as universidades que recebem verbas do Estado. Felizmente, a medida foi suspensa pela Justiça, mas é fundamental que sigamos atentas(os) ao desenrolar dessa história.

O que foi aprovado pela ALESC parece tentar implementar uma ideia de sociedade que não pode mais ter espaço no século XXI. De autoria do deputado estadual Alex Brasil (PL) e sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL), essa Lei vai contra princípios básicos do combate ao racismo e da luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

O CPERS, por meio de seu Departamento de Combate ao Racismo, expressa a urgência com que precisamos responder a ataques dessa natureza. As políticas de igualdade racial surgiram a partir de um contexto histórico concreto, e a eficácia dessas medidas é comprovada por estudos científicos, que apontam não para o recuo, mas para a necessidade de avançar e ampliar esse tipo de programa.

O assunto, que chegou às mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, segue apresentando novos capítulos. Após o ministro solicitar que o governo de Santa Catarina se manifestasse sobre a referida Lei, nesta quinta-feira (29), em documento assinado pela Procuradoria-Geral do Estado de SC (PGE), o governo tenta justificar o injustificável.

Seguiremos atentas(os) e mobilizadas(os) na luta contra o racismo estrutural, reafirmando que a educação pública tem papel central na construção de uma sociedade mais justa. Defender políticas de igualdade racial é defender uma educação antirracista, comprometida com a reparação histórica, a inclusão e a democracia, sem espaço para retrocessos.

Foto: Bruno Collaço / Agência AL

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 No dia 29 de janeiro, o Brasil celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data instituída em 2004 como um marco político de afirmação, resistência e luta pela garantia de direitos da população trans e travesti no país. A data nasce como resposta à histórica exclusão e invisibilidade que estas pessoas enfrentam e como um chamado à sociedade para refletir sobre igualdade, respeito e dignidade humana.

Estudos e dossiês recentes mostram, de forma alarmante, que o Brasil segue entre os países com os mais altos índices de assassinatos de pessoas trans no mundo: em 2025 foram registrados pelo menos 80 homicídios motivados por transfobia, com a maioria das vítimas sendo mulheres trans negras, jovens e em situação de vulnerabilidade social. Esses números revelam a urgência de políticas públicas efetivas de enfrentamento à transfobia, ao racismo e à exclusão estrutural.

A visibilidade trans não pode ser apenas simbólica, ela deve ser traduzida em ações concretas de proteção, acolhimento e inclusão. Nesse sentido, a escola pública desempenha um papel fundamental como território de transformação social, um espaço onde o respeito à diversidade é um princípio pedagógico e humano. Mais do que garantir presença física, é preciso assegurar que pessoas trans e travestis tenham acesso pleno à educação, sejam respeitadas em sua identidade, e encontrem no ambiente escolar condições de aprendizado, pertencimento, valorização e futuro digno.

A educação que acolhe a diversidade contribui diretamente para combater o preconceito e as desigualdades que empurram tantas vidas trans para fora das salas de aula, para a marginalização e para trajetórias de violência e abandono. Isso implica, entre outras medidas, políticas de combate à transfobia, respeito ao nome social e aos pronomes, formação de profissionais da educação para lidar com as diversidades de gênero e a construção de um ambiente escolar que não repita no seus corredores as injustiças do mundo lá fora.

O CPERS, representado pelo seu Departamento de Diversidade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, da igualdade e da dignidade de todas as pessoas. Neste Dia Nacional da Visibilidade Trans, renovamos nosso engajamento na luta contra a violência e a exclusão, e na construção de uma escola pública verdadeiramente democrática e inclusiva, onde cada estudante e profissional, independentemente de sua identidade de gênero, possa sonhar, aprender e construir um futuro melhor.

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou, nesta quinta-feira (22), uma nota sobre a Medida Provisória nº 1.334/2026, editada pelo presidente Lula (PT), que altera o critério de reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério. A iniciativa busca garantir, de forma permanente, a reposição inflacionária e a possibilidade de ganho real ao piso.

No documento, a CNTE reafirma seu protagonismo histórico na luta pela valorização das(os) profissionais da educação, contextualiza os limites da regra anterior diante das mudanças estruturais do FUNDEB e aponta os desafios que permanecem para assegurar carreira, financiamento adequado e condições dignas de trabalho em todo o país. A nota também responde às críticas infundadas da Confederação Nacional dos Municípios, defendendo que a valorização do magistério é uma política de Estado indispensável para a qualidade da educação pública e para a redução das desigualdades sociais.

Ao mesmo tempo, a CNTE destaca que piso e carreira caminham juntos e que é preciso avançar ainda mais, com ampliação do financiamento da educação, regulamentação do piso das(os) funcionárias(os) da educação e garantia de novas fontes de recursos públicos. O CPERS compartilha e reforça essa posição, entendendo que a valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação é condição essencial para a defesa da escola pública de qualidade.

> Confira a nota da CNTE na íntegra: 

Comentários a respeito da Medida Provisória (MP) nº 1.334/2026:

1 – O novo critério de cálculo:

O Presidente Lula (PT) editou a MP nº 1.334/2026 com a finalidade de garantir de maneira permanente a reposição da inflação e mais um percentual de ganho real ao piso do magistério. A nova regra, que depende de aprovação no Congresso Nacional, é a seguinte:

INPC do ano anterior ao cálculo
+
50% da média da variação real das receitas do VAAF-Fundeb de Estados, DF e Municípios dos últimos cinco anos, desconsiderando a complementação da União.

2 – Mais segurança financeira e jurídica:

A regra da MP nº 1.334 possui duas salvaguardas, uma para as(os) trabalhadoras(es) e outra para gestores públicos, ao prever que:

O percentual de atualização do piso não poderá ser:
I – inferior ao valor do INPC relativo ao ano anterior ao da atualização; e
II – superior à variação percentual da receita nominal do Fundeb ocorrida entre os dois anos anteriores ao da atualização, compreendidas no cálculo daquela variação as complementações da União. 

Ou seja: o piso nunca poderá ficar abaixo da inflação, como ocorreu em 2021 (0%) e em 2024 (3,62%), e o reajuste anual deverá ficar dentro da margem de crescimento nominal das receitas do FUNDEB, garantindo segurança financeira e jurídica à proposta.

3 – Pendências da Medida Provisória que a CNTE cobrará do MEC:

Sobre o novo critério de atualização e a estimativa de 5,4% para 2026 (percentual pendente de confirmação por ato do Ministro da Educação até o final do mês de janeiro), a CNTE destaca que:

  • Ato do MEC (ex: Portaria) precisará detalhar aspectos importantes do cálculo, a exemplo de quais receitas do FUNDEB serão consideradas (se a consolidada ou a estimada) e se a regra admitirá o cômputo de percentuais negativos (abaixo de zero) para obter a média dos últimos cinco anos.
  • Sobre a complementação da União, o Fórum havia consensuado de o MEC apresentar em até 180 dias “parâmetro de operacionalização do Fundeb voltado a permitir que o percentual mínimo de complementação VAAT, previsto na alínea ”b” do inciso V do art. 212-A da Constituição Federal, possa sofrer acréscimo, de forma a suportar o piso salarial nacional”. Porém, a Medida Provisória não contemplou esse importante acordo construído no Fórum, o qual precisa ser resgatado.

4 – Evolução estrutural e conjuntural do piso ao longo do tempo:

Entre 2009 e 2025, o piso do magistério teve crescimento robusto e acima da inflação por diversos fatores, entre eles:

  • A transformação do FUNDEF em FUNDEB, em 2007, aumentou significativamente a base de financiamento da educação básica.
  • A progressiva e consistente complementação da União teve impacto expressivo no custo aluno anual – base da atualização do piso.
  • A pujança da economia brasileira, inclusive no cenário internacional, aumentou a arrecadação de impostos que sustentam o FUNDEB.
  • O decréscimo nas matrículas do Ensino Fundamental Urbano, aliado ao aumento da arrecadação contribuiu, paradoxalmente, para elevar o custo aluno do FUNDEB.

>> Evolução do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério:

Fonte: CNTE

5 – Limites da regra anterior de reajuste:

Com o novo FUNDEB (2020), especialmente a partir da realocação de recursos para priorizar o crescimento das matrículas em tempo integral (2024), inclusive na etapa do Ensino Fundamental (demanda indispensável!), há uma mudança na estrutura do Fundo que afetará o crescimento do custo aluno em 2026 e 2027, podendo se estender para os anos seguintes. A Emenda Constitucional nº 135, de 2024, estabeleceu o seguinte:

“Art. 212- A. …………………………………………………
XIV – no exercício de 2025, da complementação de que trata o inciso V do caput, até 10% (dez por cento) dos valores de cada uma das modalidades referidas nesse dispositivo poderão ser repassados pela União para ações de fomento à criação de matrículas em tempo integral na educação básica pública, considerados indicadores de atendimento, melhoria da qualidade e redução de desigualdades, mantida a classificação orçamentária do repasse como Fundeb, não se aplicando, para fins deste inciso, os critérios de que tratam as alíneas “a”, “b” e “c” do inciso V deste artigo;

XV – a partir do exercício de 2026, no mínimo 4% (quatro por cento) dos recursos dos fundos referidos no inciso I do caput deste artigo serão destinados pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios à criação de matrículas em tempo integral na educação básica, conforme diretrizes pactuadas entre a União e demais entes da Federação, até o atingimento das metas de educação em tempo integral estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação. (grifamos)

Se, por um lado, é preciso garantir a expansão das matrículas em tempo integral, por outro, igualmente, é necessário assegurar a valorização do piso e das carreiras do magistério. E essa situação exigiu alterar o critério de atualização da Lei nº 11.738/2008.

6 – É preciso avançar ainda mais!

Diante do novo contexto do financiamento da educação, e ciente de que o percentual de atualização do piso do magistério poderia ter crescimento nulo, a partir de 2026, a CNTE concentrou esforços para que o Fórum do Piso do Magistério não apenas alterasse o critério de atualização do valor anual, mas que apontasse perspectivas para a valorização das carreiras do magistério em todos os entes da federação.

A proposta de maior consenso para alterar a atualização do piso foi apresentada pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime, e é a que consta na MP nº 1.334.

Outra proposta acordada no Fórum referiu-se a mudança da referência do piso do nível médio (curso Normal) para a graduação (nível superior), desde que o valor atual fosse mantido e reajustado anualmente para os profissionais com formação de nível médio. Para o piso da graduação, a CNTE propôs acréscimo de 33,33% como forma de destravar os planos de carreira nos estados e municípios. Apenas o Consed não consentiu plenamente com esta proposição que não consta na MP nº 1.334, mas que deverá ser retomada nos debates do Fórum do Piso.

7 – Piso e carreira andam juntos e precisam de mais financiamento!

Em 2009, o valor nominal do piso do magistério equivalia a dois salários-mínimos da época. Em 2026, passou a valer 3,16 salários-mínimos atuais.

Embora o valor ainda esteja abaixo da expectativa da categoria e da média dos países pesquisados pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico – OCDE (estando o Brasil na última colocação do ranking entre 46 nações), fato é que temos desafios pela frente que extrapolam o piso salarial em si. Para que a valorização da categoria avance, será preciso:

  • Investir na valorização dos planos de carreira em todos os entes da federação, estendendo os ganhos do piso aos profissionais com mais tempo de serviço, inclusive aos/às aposentados/as com direito à paridade.
  • Garantir a reedição e o cumprimento da meta de 10% PIB para a educação, em âmbito do Plano Nacional de Educação (PNE), com a regulamentação do Custo Aluno Qualidade (CAQ) e a revogação de travas fiscais que impedem valorizar os profissionais da educação.
  • Investir na alocação de novas fontes perenes de recursos para a educação, além das previstas no Programa Nacional de Infraestrutura Escolar, aprovado no projeto de PNE da Câmara dos Deputados, ao qual a CNTE conseguiu incluir indicadores para a valorização dos profissionais da educação.

8 – Piso das(os) Funcionárias(os) da Educação também é prioridade!

A educação não é feita apenas por professoras(es) e estudantes. A presença qualificada de Funcionárias(os) da Educação Administrativos é indispensável para elevar a qualidade da educação e garantir cidadania e acolhimento nas escolas.

O PL nº 2.531/2021, que visa instituir o piso para as(os) funcionárias(os), à luz do art. 206, VIII da Constituição Federal, foi aprovado na Câmara dos Deputados e possui ajustes importantes a serem feitos no Senado. E a CNTE investirá na sua aprovação com os adendos apontados pelo Grupo de Trabalho instituído no MEC e que contou com a presença da CNTE e da Confetam.

Pela proposta do MEC, a ser protocolada no Senado, o novo piso das(os) Funcionárias(os) está estimado em R$ 3.847,97, para quem tem formação de nível técnico, e R$ 2.565,31 para os demais trabalhadores administrativos.

Esta justa demanda precisa ser atendida pelo Estado brasileiro, através do FUNDEB e de outras receitas vinculadas à educação.

9 – Críticas infundadas da CNM à MP nº 1.334:

Em nota do dia 21/01/2026, a Confederação Nacional dos Municípios classificou a Medida Provisória que altera o critério de reajuste do piso de “oportunista e eleitoreira”, alegando que serão necessários R$ 8 bilhões aos cofres municipais. A entidade alega que, de maneira “incoerente e ferindo a lógica da gestão pública responsável”, o Governo Federal faz “uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”.

A entidade afirma ainda que a nova despesa criada pela MP “com força de Lei Ordinária e sem a indicação de fonte de custeio fere o disposto no parágrafo 7º, do art. 167 da Constituição Federal na redação dada pela Emenda Constitucional (EC) 128/2022”. Por fim, defende a aprovação do PL 3.776/2008, que garante apenas o INPC na revisão do piso nacional do magistério.

As incoerências da nota da CNM ocorrem pelo fato de desprezar que a MP será analisada pelo Congresso Nacional, podendo se tornar Lei com vigência indeterminada, ou seja, para além de 2026. Ademais, as receitas do FUNDEB e a complementação da União ao piso (que terá de ser ajustada) garantem a previsão orçamentária requerida pela EC nº 128/2022. Desde 2011, o Congresso Nacional aguarda proposta alternativa ao PL nº 3.776/2008, razão pela qual não foi aprovado até hoje.

10 – CNTE como protagonista da luta pela valorização dos profissionais da educação

A CNTE foi uma das propositoras sociais do FUNDEB e a principal reivindicadora do piso salarial profissional nacional das(os) profissionais da educação.

As mudanças introduzidas no art. 206, V, VIII e parágrafo único da Constituição têm as digitais da CNTE e de seus lutadores, inclusive na condição de parlamentares na Câmara Federal e no Senado. Daí porque a entidade considera imprescindível garantir representações da categoria nos parlamentos das três esferas e mesmo nos poderes executivos.

Mesmo ciente da importância do piso do magistério, a CNTE direciona a luta sindical pela valorização profissional em três horizontes:

  • Aumento do financiamento da educação e eliminação das travas fiscais;
  • Revisão do critério de atualização do piso do magistério, com perspectiva de incidência nos planos de carreira em todo o País (piso da graduação com ao menos 25% acima do valor de nível médio); e
  • Regulamentação do piso dos Funcionários da Educação com base nos mesmos critérios do piso do magistério (formação profissional, vencimento inicial das carreiras, jornada de trabalho e garantia de complementação específica da União).

VENHA CONSTRUIR CONOSCO A LUTA PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE E COM VALORIZAÇÃO DE SEUS PROFISSIONAIS!

Fonte: CNTE

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Neste 24 de janeiro, Dia das(os) Aposentadas(os), reafirmamos o respeito a quem dedicou uma vida inteira à educação pública e à formação de gerações de brasileiras e brasileiros. A aposentadoria não é privilégio: é um direito conquistado com anos de trabalho, contribuição e compromisso social com o país.

Por isso, o Departamento de Aposentadas(os) do CPERS, em conjunto com a CNTE, reforça a mobilização pela retomada da ADI 6254, no Supremo Tribunal Federal (STF), que trata do confisco aplicado sobre salários e proventos. Confiscar aposentadorias é punir quem já cumpriu sua missão social, transferindo às(aos) trabalhadoras(es) o peso de uma conta que não lhes pertence.

Quem contribuiu por décadas não pode ser penalizado novamente. Aposentadoria não é caixa do Estado — é proteção construída ao longo de toda uma trajetória de trabalho. O STF precisa retomar o julgamento e garantir justiça, dignidade e segurança para quem educou o Brasil.

Também reafirmamos que a valorização precisa alcançar toda a categoria. O piso é um direito das(os) profissionais da educação, na ativa e na aposentadoria, e julgamentos de temas como o Recurso 1218 são fundamentais para impedir que educadoras(es) que alfabetizaram o país sejam invisibilizadas(os), retirar direitos é ampliar o sofrimento de quem mais precisa de proteção.

Hoje, e todos os dias, nossa mensagem é clara: justiça social não se faz com ataques às(aos) aposentadas(os). Valorização não combina com confisco, e dignidade não pode ser tratada como gasto!

Orientamos que, nesta data, seja realizado um mutirão de envio de mensagens aos(às) ministros(as) do Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo o fim dos confiscos. Sugestão de mensagem:

Excelentíssimo Senhor(a) Ministro(a),

Nós, educadoras(es) aposentadas(os) da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, apelamos à sua sensibilidade na votação das ADIs, para que a alíquota previdenciária não incida sobre valores até o teto do INSS.

O confisco das aposentadorias impacta diretamente na nossa saúde, alimentação e na manutenção de nossas famílias. Aquelas(es) que ganham menos estão sendo mais prejudicados(as). Por favor, devolvam a nossa dignidade!

>> Contatos: 

Ministro Alexandre de Moraes – gabmoraes@stf.jus.br
Ministro André Mendonça – agenda.gmalm@stf.jus.br
Ministra Cármen Lúcia – gabcarmen@stf.jus.br / audienciagabcarmen@stf.jus.br
Ministro Cristiano Zanin – gabinete.mcz@stf.jus.br
Ministro Dias Toffoli – gabmtoffoli@stf.jus.br
Ministro Edson Fachin – gabineteedsonfachin@stf.jus.br
Ministro Gilmar Mendes – audienciasgilmarmendes@stf.jus.br
Ministro Luís Roberto Barroso – gabmlrb@stf.jus.br / audienciamlrb@stf.jus.br
Ministro Luiz Fux – gabineteluizfux@stf.jus.br
Ministro Nunes Marques – gmnm@stf.jus.br
Ministro Flávio Dino – agenda.gmfd@stf.jus.br

O CPERS seguirá na luta, apesar da desvalorização promovida pelo governo Eduardo Leite (PSD), que invisibiliza servidoras(es) aposentadas(os), impõe descontos abusivos e segue penalizando quem dedicou a vida à educação das gaúchas e dos gaúchos. 

Exigimos respeito, dignidade e justiça para as(os) aposentadas(os) da educação!
#VotaSTF #OConfiscoNaoÉJusto

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A assinatura da Medida Provisória (MP) que atualiza o reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026, fixado em 5,4%, é um passo decisivo na valorização da educação pública. Também é resultado direto da pressão histórica do movimento sindical.

Agora, a luta entra em uma nova fase: garantir a aprovação da MP no Congresso Nacional e impor sua aplicação integral no Rio Grande do Sul.

Ao assegurar que o reajuste anual do Piso não fique abaixo da inflação medida pelo INPC e incorpore parte do crescimento das receitas do Fundeb, a nova regra rompe com a lógica do arrocho salarial e estabelece ganho real permanente. O Piso passa a ser de R$ 5.130,63 para a jornada de até 40 horas semanais, consolidando um avanço na política de valorização da educação pública.

O CPERS destaca que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de assinar a MP não foi um gesto isolado, mas o reconhecimento de uma luta travada desde 2008, quando o Piso foi instituído. 

Para a presidenta do Sindicato, Rosane Zan, o reajuste acima da inflação só se tornou realidade, porque houve pressão organizada, debate político e enfrentamento. “Nada foi dado. Tudo foi conquistado com mobilização”, afirma. Segundo ela, a assinatura da MP é um avanço importante, mas não elimina os obstáculos que ainda serão enfrentados, especialmente no Congresso Nacional.

“A assinatura da Medida Provisória não encerra a luta. Agora esse texto vai para o Congresso Nacional, e nós vamos pressionar, junto com a CNTE, para garantir sua aprovação integral e impedir qualquer tentativa de retrocesso ou esvaziamento. Valorização da educação não é concessão, é direito”, destacou a presidenta Rosane.

Diante da tramitação da Medida Provisória, o CPERS atuará de forma articulada com a CNTE para pressionar parlamentares e barrar qualquer tentativa de retrocesso, descaracterização ou esvaziamento do texto. A entidade reforça que a valorização da educação pública não é favor de governo, é direito da categoria e dever do Estado.

No Rio Grande do Sul, o recado ao governo Eduardo Leite (PSD) é direto: o reajuste precisa ser aplicado integralmente. O Sindicato não aceitará a repetição da política de exclusão que marca a atual gestão estadual. O CPERS exige que os 5,4% sejam estendidos a professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), sobretudo as(os) servidoras(es) que ficaram de fora do processo de reenquadramento. Valorização parcial significa aprofundar desigualdades e desrespeitar quem sustenta o funcionamento das escolas.

O Sindicato já tem reunião marcada com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) no dia 24 de fevereiro, quando exigirá a extensão do ganho real às(aos) funcionárias(os) de escola. A entidade também prepara a intensificação da mobilização da categoria a partir de março, com definição das próximas ações no Conselho Geral do próximo dia 6 de fevereiro.

O CPERS reafirma: a assinatura da Medida Provisória é uma conquista da luta coletiva, mas nenhum direito se consolida sem mobilização permanente. A pressão segue no Congresso Nacional e no Rio Grande do Sul até que o Piso seja plenamente garantido para toda a categoria da educação.

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Na manhã desta quinta-feira (22), a presidenta do CPERS, Rosane Zan, e as(os) diretoras(es) Juçara Borges, Sandra Regio e Guilherme Bourscheid entregaram ao ministro da Educação, Camilo Santana, um documento com as principais reivindicações das(os) trabalhadoras(es) da educação da rede estadual do Rio Grande do Sul.

O ministro esteve em Porto Alegre para a entrega de unidades da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e de Vales-Computadores do programa Mais Professores para o Brasil, em atividade realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Durante a agenda, Camilo Santana recebeu a manifestação do Sindicato, que reúne demandas urgentes relacionadas à valorização profissional e ao fortalecimento da educação pública.

Entre os pontos destacados no documento, o CPERS defende a imediata aprovação da Medida Provisória para a atualização do Piso do Magistério em 2026, com recomposição da inflação e ganho real, além da participação direta da categoria na definição das políticas de valorização. A entidade também reivindica a aprovação do Projeto de Lei 2531/21, que cria um piso salarial para todas(os) as(os) profissionais da educação básica pública, incluindo funcionárias(os) de escola que atuam em funções administrativas, técnicas e operacionais.

A manifestação reforça ainda a urgência da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), com garantia de financiamento adequado, incluindo a destinação efetiva dos recursos do pré-sal ao Fundo Social e às escolas, como forma de assegurar o investimento de 10% do PIB na Educação. Outro ponto central é a retomada da votação da ADI 6254, que questiona os abusivos descontos previdenciários aplicados sobre servidoras(es) aposentadas(os) do Rio Grande do Sul.

>> Clique aqui para conferir a íntegra do documento

Por fim, o documento apresentado ao ministro também manifesta oposição à PEC 66/2023, uma ameaça a Previdência das(os) servidoras(es) públicas(os) e os direitos previdenciários, com impactos negativos sobre o serviço público e a proteção social.

Ao entregar a manifestação, o CPERS reafirmou a necessidade de medidas concretas por parte do Governo Federal para enfrentar as injustiças e garantir valorização real a quem sustenta diariamente a educação pública. O Sindicato reforça que seguirá pressionando, em todas as instâncias, pela valorização de toda a categoria — professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os) — e pela garantia de uma educação pública de qualidade para todas e todos.

>> Confira mais fotos: 

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) avalia como uma vitória da mobilização da categoria a definição do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026, fixado em 5,4%.

O percentual assegura ganho real acima da inflação e estabelece o valor mínimo de R$ 5.130,63 para a jornada de até 40 horas semanais, representando um avanço concreto na política de valorização das(os) profissionais da educação pública.

Nesta quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma Medida Provisória (MP) que atualiza os critérios de cálculo do piso. A nova regra garante que o reajuste anual nunca seja inferior à inflação medida pelo INPC e passa a incorporar parte do crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização das(os) Profissionais da Educação (Fundeb), assegurando aumento real de forma permanente.

>> Acesse aqui e entenda as novas regras de atualização do piso salarial do magistério

A atualização anual do piso será formalizada por meio de portaria do Ministério da Educação (MEC).

Para a presidenta da CNTE, Fátima Silva, a conquista precisa ser celebrada, mas sem perder de vista os desafios estruturais da carreira docente no país. “Segundo dados da OCDE, o Brasil ainda está entre os países que pior remuneram seus professores. Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública”, afirma.

O critério de reajuste foi amplamente debatido no âmbito do Fórum Permanente do Piso, com base nos princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária. As entidades representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, reforçando o caráter pactuado, responsável e federativo da decisão.

A CNTE seguirá mobilizada para avançar em novas propostas de valorização das carreiras da educação, especialmente nos entes federados onde os salários permanecem achatados. A entidade reafirma seu compromisso com salários dignos, carreiras estruturadas e com a defesa intransigente de uma educação pública de qualidade para todas(os).

Fonte: CNTE
Foto de capa: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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