Aposentados do 14º Núcleo participam de plenária sobre as consequências do pacote do governo


Nesta sexta-feira (18), o 14º Núcleo (São Leopoldo) sediou a plenária que expôs aos(as) aposentados(as) da região as severas consequências do pacote de maldades do governo Eduardo Leite, que pretende alterar o Plano de Carreira do Magistério, o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098) e a Previdência Estadual.

Na ocasião, o advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, explicou que as mudanças atingirão a todos, inclusive aos aposentados(as).

Entre as informações repassadas, ele frisou que aqueles que recebem a partir de um salário mínimo passarão a contribuir com alíquotas que chegam até a 16,32% do salário. Também explicou que os professores aposentados terão todas as gratificações e vantagens integradas ao básico. “Ou seja, qualquer valor que seja acima do piso do nível ou da classe correspondente será transformado em parcela autônoma que não sofrerá reajustes.  O governador quer mascarar o pagamento do piso, mas vai apenas realocar valores. Por isso insistimos, quem vai pagar o piso é o próprio professor”, detalhou.

A diretora do Departamento dos(as)Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber  e o diretor Cássio Ritter acompanharam a plenária e ressaltaram a importância da realização de uma forte greve, conforme deliberado na assembleia geral da categoria, para barrar a retirada de direitos. “Outros governos tentaram mexer em nosso plano de carreira e não conseguiram devido à nossa resistência. Vocês são a história de lutas deste sindicato. A trajetória de cada um é muito importante neste momento em que temos que aglutinar forças para impedir, mais uma vez, que não alterem o nosso plano e nos retirem direitos históricos”, destacou.

Luiz Henrique Becker, diretor do 14º Núcleo, frisou que o objeto da plenária foi o de esclarecer e informar aos educadores aposentados e assim conscientizá-los sobre a importância da luta da categoria neste momento crucial. “Todos estavam muito aflitos após a notícia das alterações que o governo quer fazer. Então, organizamos esta plenária para trazer informações e conscientizar sobre a importância de nos mobilizarmos massivamente para impedir que o pacote de maldades do governador Eduardo Leite seja aprovado”, observou.

Após debate foram propostos os seguintes encaminhamentos de mobilização: visitas às escolas para conversa com educadores, panfletagem em fábricas (pais de alunos), entrega de carta aos deputados, participação em programas de rádio, jornais, câmaras de vereadores da região, participação no acampamento da resistência, em Porto alegre e elaboração de vídeos explicativos sobre o projeto do governo.

 

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