Após temporal, CE Inácio Montanha sofre com o descaso do governo Leite


Palco do trágico abandono de Eduardo Leite (PSDB), o Colégio Estadual Inácio Montanha, do bairro Santana, de Porto Alegre, viu-se à mercê da negligência do governo. Após o temporal que devastou o Rio Grande do Sul, a escola ficou nove dias (desde o dia 16 de janeiro) sem luz, só retornando na madrugada da quinta-feira (25).

Além disso, a força do vento arrancou o muro da instituição, que ficou cerca de cinco dias em situação de insegurança. Diante deste cenário crítico, ladrões roubaram o ar-condicionado da escola. O CPERS foi verificar de perto, na manhã desta quinta (25), a situação da instituição de ensino e constatou a falta de agilidade do governo de resolver problemas urgentes da escola.

Vale destacar que Leite (PSDB) vendeu a Companhia Estadual de Energia (CEEE) pelo preço de um carro, sob a aprovação de Sebastião Melo (MDB). Desde então, a empresa CEEE Equatorial tem prestado um péssimo serviço à população, deixando 1,1 milhão de gaúchas e gaúchos na escuridão total.

“Em primeiro lugar, quero expressar meu desacordo com a privatização da CEEE. Estamos trabalhando incansavelmente, mas fomos humilhados e desmerecidos, tendo o nosso trabalho prejudicado devido à falta de energia”, desabafou a secretária Rose Almeida.

Rose explicou que a falta de luz impediu a Secretaria em dar continuidade a inúmeros trabalhos, incluindo o fechamento de matrículas no tempo estimado. “Agora, estamos correndo contra o tempo para cumprir com os prazos e fechar as turmas para o ano letivo de 2024”, explicou.

Diante da queda do muro e do roubo do ar-condicionado, Luiz Antônio Pasinato, vice-diretor da Inácio Montanha, pressionou por soluções concretas junto ao governo Leite (PSDB), para garantir mais um profissional da segurança na escola, mas foi ignorado em suas solicitações. “Solicitamos mais um reforço na segurança, mas o governo não fez nada”, conta.

Além disso, a escola vem lidando com problemas estruturais persistentes. Desde 2009, a instituição de ensino enfrenta sérios problemas no telhado, uma questão que exige uma solução efetiva, mas até o momento a situação não foi, de fato, resolvida. Quando chove, a sala fica alagada devido a inúmeras goteiras.

“Os desafios estruturais têm uma dimensão histórica, remontando a problemas no telhado desde 2009. É uma questão crônica que demanda uma solução efetiva para garantir a segurança dos alunos, professores e funcionários”, disse a diretora da instituição, Maria Luísa S. Kircher.

Escola também sofre com internet limitada e falta de subestação de energia

Outra preocupação essencial é a demanda insuficiente de internet e falta de subestação de energia, que há 12 anos é solicitado pela Inácio Montanha e até agora nada foi resolvido. Isso impacta diretamente nas atividades acadêmicas, dificultando o acesso à informação e prejudicando o ensino.

“Estamos empenhados em resolver essas questões e garantir um ambiente educacional adequado, mas para isso, é imprescindível obter o suporte necessário das autoridades competentes”, asseverou a diretora Maria Luísa.

Os problemas estruturais da escola, desde o furto do ar-condicionado até os graves problemas no telhado datados desde 2009, são um reflexo do descomprometimento do governo estadual, iniciado sob a gestão de Sartori (MDB) e continuado por Leite (PSDB), com a educação pública.

“O que vemos aqui hoje são dois tipos de problemas estruturais: um de cunho emergencial e outro histórico. Isso nos faz pensar que este é um projeto de abandono destes governos. No 39º núcleo, identificamos outras escolas que também enfrentam situações extremamente críticas. Essa constatação sugere a necessidade urgente de ações governamentais direcionadas à reabilitação e investimento nas infraestruturas educacionais”, afirmou a diretora do 39º Núcleo, Neiva Lazzarotto.

O CPERS está iniciando mais uma vez a elaboração de um dossiê, buscando avaliar as condições estruturais das escolas no Rio Grande do Sul.

“Esta iniciativa visa retomar a análise da situação das instituições de ensino no início do ano letivo, fornecendo um panorama abrangente sobre as condições físicas e operacionais das escolas para oferecer subsídios na pressão ao governo para o desenvolvimento de ações que, de fato, promovam a melhoria da educação pública”, frisou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Diante deste cenário, fica evidente que o Rio Grande do Sul merece mais do que a negligência que está recebendo sob a gestão de Leite (PSDB).

 

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