
Nesta quinta-feira, dia 19, o diretor do CPERS, Antônio Lima, professores, funcionários de escola, pais e estudantes da E.E.E.F Antão de Faria, localizada no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, realizaram um ato para chamar a atenção da população sobre a situação precária da instituição e o descaso do governo Sartori (PMDB) com a educação pública.
Alunos, professores e funcionários de escola tomaram as ruas do bairro com cartazes, bandeiras, instrumentos de percussão e através de palavras de ordem como “O professor é meu amigo mexeu com ele, mexeu comigo” e “Professor e aluno na rua, Sartori a culpa é tua”, denunciaram o descaso com a educação.
Por onde a caminhada passava, mais estudantes uniam-se a manifestação e latinhas eram usadas para acompanhar o ritmo dos outros instrumentos.
A primeira parada da caminhada foi em frente ao Posto de Saúde do bairro. O objetivo foi o de manifestar apoio e solidariedade aos servidores da saúde que enfrentam a precariedade desta área no Estado. O ato seguiu por uma das principais Avenidas de Porto Alegre, a Protásio Alves. No local, professores e alunos deram as mãos para simbolizar a união de ambos e a defesa da educação pública.
Durante o ato, motoristas de carros e ônibus buzinavam juntamente com os tambores dos estudantes, mostrando total apoio às reivindicações.
Escola reivindica verbas atrasadas e falta de professores
A vice-diretora do turno da manhã, Chirlene Oliveira, relata que a escola está com 95% dos educadores em greve. Segundo ela, a instituição está com falta de professores e funcionários de escola, falta de verbas do Estado para a compra de materiais didáticos, produtos de higiene e repasses para a merenda.
A aluna Maria Eduarda Santos relatou que, muitas vezes, um lanche tem que ser dividido entre dois alunos. “Realmente achei que a educação pública não iria chegar na situação em que está. Não temos como pensar em um futuro desse jeito. Tudo que está acontecendo na educação é culpa do descaso deste governo”, desabafou.
“Não temos professoras em algumas disciplinas desde o início do ano. Os professores estão desanimados por ter seus salários atrasados e parcelados. Não podemos mais suportar essa situação. O governador deveria olhar mais para educação”, afirmou a aluna Áurea Conceição.
Greve dos educadores recebe apoio das famílias dos estudantes
A aposentada e vó de um dos alunos da escola, Edi Santos, acompanhou toda a caminhada ao lado do neto. Edi conta que ela e os filhos estudaram na instituição e lamenta o momento pelo qual passa a educação pública no Estado. “É muito triste tudo isso, a escola está largada. Os professores gostariam de estar dando aula, mas a situação está insustentável. Como vão dar aulas com salários parcelados e sendo desvalorizados pelo governo. Graças a ele estamos nessa situação”, afirmou.
O fotógrafo e pai de uma estudante da instituição, Gelson Pinheiro acompanhou toda a caminhada e registrou todo o manifesto. “Sempre participo das ações da escola. Acredito e tenho esperança que a educação será mais valorizada não só no nosso Estado, mas em nosso país”, destacou.






'