A falta de segurança é uma triste realidade na imensa maioria das escolas públicas do Estado. Sem a atenção devida, multiplicam-se os casos de furtos e arrombamentos, que trazem sérios prejuízos a alunos(as), educadores(as) e comunidade escolar.
A EEEB Presidente Roosevelt, de Porto Alegre, é uma das instituições que sofre com as consequências da insegurança. Recentemente, a escola teve os cabos de energia roubados, deixando o local na penumbra.
Sem energia elétrica, os mais de 900 alunos(as) contam apenas com a luz do dia para acompanhar as aulas. Como a luminosidade depende da luz solar, os períodos foram organizados em horários reduzidos para os estudantes do 1º ao 5º ano. Já para os alunos(as) do 6º ao 3º ano do Ensino Médio, as atividades são remotas.
A vulnerabilidade da escola fez com que outro furto ocorresse, logo após terem levado os cabos. “Quando não estávamos em período de aula, entraram e levaram três câmeras fotográficas, uma filmadora, um notebook e uma roçadeira de jardim”, relata a assistente financeira, Dulce Delan.
“Não se vê efetivo suficiente e eficiente da Brigada Militar. Sabemos que isso ocorre em todo o estado, mas as escolas precisam e merecem essa atenção. A sensação é de medo e abandono”, expõe o diretor da escola, Marcio Koehn de Freitas.
Segundo ele, a escola está realizando os orçamentos para a realização da reforma. “Devemos utilizar a verba da escola. A Secretaria da Educação sugeriu que fizéssemos um requerimento de vigilância terceirizada. Já fizemos. Agora está em apreciação pelo jurídico da secretaria. Ainda não nos deram um prazo. Infelizmente, pelo visto, nesse mês não será possível fazermos a reforma”, lamenta o diretor.
“Corremos o risco de investir esse dinheiro e em uma semana roubarem novamente, se não tivermos segurança”, preocupa-se Dulce.
Ela alerta que além do transtorno a alunos(as) e educadores(as), a falta de energia impacta em outras áreas da instituição. “Começa a afetar prazos que precisamos cumprir. Atrasa, por exemplo, a prestação de contas da escola. E, se isso ocorre, as verbas podem ficar trancadas. Ou seja, atinge a segurança patrimonial também.”
“Depois que entraram na escola, a sensação de medo é maior. Às vezes a gente fica com a impressão de que tem alguém escondido na escola”, desabafa a vice-diretora, Vanisse Mello Costi.
Nesta manhã, o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, conversou com a direção da insituição e constatou de perto os efeitos da insegurança.
“Isso nos traz bastante preocupação porque sabemos que não é um caso isolado. As escolas estaduais têm sido alvo de ataques, de furtos e mesmo de casos de violência. É urgente que se pense em uma política mais integrada de segurança para as escolas, incluindo a segurança pública e patrimonial. Os recursos demoram a chegar e existem outras carências que acabam ficando para trás diante das urgências criadas por esses casos de arrombamentos e furtos”, ponderou.
O CPERS seguirá vigilante e pressionando para que as aulas retornem à normalidade o mais breve possível e a comunidade escolar tenha acesso a uma educação de qualidade com a estrutura adequada.
















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