Audiência pública debate a situação das Escolas de Campo no Estado


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Na tarde desta segunda- feira, dia 31, a Direção Central do CPERS juntamente com diretores de Núcleos, educadores, estudantes e entidades representantes da educação participaram da audiência pública proposta pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. O encontro organizado pelos deputados estaduais, Adão Villaverde e Zé Nunes, ocorreu no Plenarinho, a audiência debateu a atual situação das Escolas de Campo no Estado do Rio Grande do Sul, seus desafios e suas perspectivas.
Na ocasião professores, estudantes e pais da escola rural expuseram as dificuldades enfrentadas pelas escolas de campos: redução de pessoal, ameaça de fechamento de escolas e turmas, enturmações, cortes de recursos, dificuldade de acesso de alunos e educadores às escolas, rotatividade de professores e funcionários de escola, entre outros. “Se não existisse professor, não existiria profissão alguma. O professor trabalha o mês todo e chega na hora de receber tem o seu salário parcelado. Esse governo só prejudica a educação com o sucateando e cortes de projetos na educação pública”, afirmou o estudante de escola do campo, Leo Richer.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer mandou um recado pelo secretário de Educação, Luis Alcoba de Freitas para o governador José Ivo Sartori (PMDB).  “Queremos agradecer ao governador José Ivo Sartori o presente dado aos educadores no dia do servidor público, o anuncio de mais um parcelamento”, afirmou.
Helenir também falou de todo sucateamento e desvalorização da escola pública, e ressaltou que a educação não é um gasto e sim um investimento e se os gestores públicos não sabem disso estão no lugar errado. “A escola rural é um espaço importantíssimo para o jovem continuar na zona rural. Não é de hoje o desmonte da escola pública, mas de uns tempos pra cá vem se agravando. Mas quero dizer que estamos juntos ao lado dos colegas, estudantes e pais e podem contar com o CPERS, pois essa luta também é nossa”, finalizou.
Como encaminhamento da audiência ficou a criação de uma comissão com pais, estudantes, educadores e entidades da educação entre elas o CPERS, para ter acesso direto com o secretário de educação para tratar dos assuntos emergenciais das escolas do campo.

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